sábado, 31 de janeiro de 2009

O casal perfeito

José António Saraiva fala sobre a vida do casal e em casal. A partir da sua própeia experiência.
Vale a pena ler. Verdades definitivas? Não se trata disso. Trata-se da procura da verdade em casal, para o casal.
Então leia e manifeste-se se assim o achar.
http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2009/01/31/O-casal-perfeito.aspx

A ESPERANÇA NÃO DESILUDE

Lutemos aqui pela ESPERANÇA de um mundo novo que há-de vir!

A coragem e a esperança

Quem perde os seus bens, perde muito;
Quem perde um amigo, perde mais;
Quem perde um familiar perde demasiado…

mas quem perde a coragem ou a esperança, esse perde tudo.

Durante o último mês!!!

Durante o último ano?
Não.
Durante o último mês!!!
Sim, durante o último mês, mais de doze mil empresas fecharam.

Quantos irmãos sem trabalho, sem pão, sem esperança.
São mais de cem os despedimentos por dia!

Destrincem depressa o caso Freeport e concentrem-se no essencial, na crise, no povo, nos pobres, nos angustiados, naqueles a quem foi retirada a esperança.

Triste sina a nossa! Sempre que há uma grave situação nacional, há-se aparecer sempre alguma coisa a afastar a atenção dos verdadeiros problemas.

4º Domingo do Tempo Comum - Ano B

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O Evangelho revela-nos que JESUS é o Profeta esperado. (Mc 1,21-28)

Num sábado, Jesus vai à sinagoga de Cafarnaum,
acompanhado pelos discípulos que acabara de convocar e
revela-se como o Messias-Libertador.
Realiza o 1º milagre contado por São Marcos e "começa a ensinar..."

Não narra o conteúdo do ensinamento, mas o efeito da pregação:
"Todos se maravilhavam... o que é isso?
Um ensinamento novo dado com autoridade ...
Até os espíritos impuros lhes obedecem..."

Ele tem um jeito novo de ensinar...
- Não comunica a palavra de Deus como os rabinos do seu tempo.
A sua mensagem é "nova" e é anunciada "com autoridade".
- E fala de forma surpreendente e eficaz,
pois liberta o homem das forças negativas que o dominam.

Diante das palavras e dos milagres de Jesus,
o povo percebe que ele é o profeta prometido por Moisés:
E a fama de Jesus se espalha logo por toda parte...
"Ele falava como quem tem AUTORIDADE..."

As leituras bíblicas lembram-nos duas Verdades:
- A nossa relação com Jesus é fundamentalmente uma relação de "escuta":
devemos escutar a palavra de Jesus Profeta e pô-la em prática;
- Lembra-nos também a urgência e a necessidade do carisma profético hoje:
O cristão é profeta por vocação e está chamado,
com a sua palavra e com suas obras,
a revelar os caminhos de Deus e a condenar tudo aquilo
que se opõe ao mistério do reino de vida proclamado por Jesus.

Vivemos num mundo de muitas falas:
Fala o rádio, fala a TV, falam os políticos, fala a Escola, fala o Sindicato,
fala a Religião, falam tantas seitas...
Quantas palavras vazias... "sem autoridade..."

O que há de verdade, por trás de tantas FALAS?
Será que elas libertam ou oprimem as pessoas?

Mas há uma palavra muito mais forte e poderosa do que todas:
É a Palavra de Jesus:
Ela LIBERTA, TRANSFORMA, DÁ VIDA...

Como falar com autoridade?
Esse Evangelho é bastante questionante...

- Para nós padres...
Devemos falar e ser: Fiéis... Autênticos... Libertadores

- Quantos pais angustiados afirmam:
"Digo sempre para o filho... mas não adianta... ele não me escuta..."
Será que falam como quem tem AUTORIDADE?

- Como falar com autoridade um professor, uma autoridade civil,
os responsáveis pelos serviços nas nossas comunidades?

A Autoridade não brota das palavras... não se impõe...
mas conquista-se com uma autêntica vivência humana e cristã...

Pe. António Geraldo Dalla Costa

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Cónego José Cardoso

Foi há 25 anos que partiu para o Pai o cónego José Cardoso. Confesso que foi das pessoas mais maravilhosas que conheci. Aliava às convicções profundas uma bonomia e uma serenidade únicas.
Pese embora toda a dedicação e bom trabalho dos seus sucessores, nunca mais a catequese diocesana foi a mesma. Porque cónego José Cardoso só houve um.

D. João da Silva Campos Neves foi um bispo que deixou marcas imperecíveis na diocese. Lembro apenas a construção do Seminário Maior e a Casa de São José. Reconheço que a sua relação com os padres nem sempre terá sido a melhor. Há sacerdotes marcados por decisões suas. Também as suas escolhas não terão sido sempre as mais acertadas. Mas numa pessoa ele acertou em cheio. Quando foi buscar o P.e José Cardoso a Vila da Rua para o tornar responsável pelo secretariado da catequese. Foi mesmo o "euromilhões" para a vida diocesana!
Foi um sacerdote que soube trabalhar em equipa. Rodeou-se de padres zelosos como o Cón. Claro Ângelo e o P.e Ribeirinho e outros. Durante anos deram cursos, movimentaram, suscitaram a mobilização, publicaram a revista da catequese.

Nunca vi ninguém com tanto, tanto jeito para falar a crianças como o Cón. Zé. Ele era um motivador, um impulsionador, uma pessoa convicta e agregadora. Tal como as crianças, os catequistas tinham-no em enorme consideração. E como ele sabia cativá-los para a bela tarefa da catequese!

O Cónego José Cardoso era um apóstolo da família. O que ele fez pela família na diocese! Cursos, livros, contactos pessoais, slogans gravados que ainda hoje perduram. "Nada contra a família, tudo pela família", lê-se ainda hoje num calhau em Santa Helena.

Sim, o grande Cónego Zé era um difusor da Palavra através da escrita. Quantos livros ele escreveu direccionados à família e às crianças!!! Lembro que no Seminário Menor, no meu 1º ano, o livro de religião era da sua autoria.

Um amigo desta comunidade paroquial. Quantas vezes vinha por aqui o Cónego José Cardoso! Em confissões, pregação e, especialmente, na novena de Santa Helena. Anos a fio! Ainda hoje os mais velhos recordam esta veneranda figura com saudade. As suas homilias, os concursos que promovia durante as novenas, a presença junto das pessoas, até os jogos de cartas...

Pessoalmente só tenho motivos para dar graças a Deus. Não o esquecerei. A sua amizade, a sua compreensão, o seu apoio, o seu incitamento.
Estava na equipa sacerdotal com os grandes amigos, Padres Matias e Ramos. Um dia o senhor Cónego avisa que vai aparecer. Traz consigo uma bola de Lamego para partilhar connosco. Fala, ouve, acolhe, motiva. Único!

Obrigado por tudo, grande amigo! Obrigado por tanto!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Onda de insegurança ... Que temos feito?

Vemos a casa do vizinho a arder e fazemos de conta que não é connosco. Quando muito, ficámos por sentimentos de revolta e de crítica. Às vezes a desejar um passado que não volta.
É interessante como somos capazes de nos mobilizar para defender os nossos interesses e os do nosso grupo, mas não o fazemos em relação ao bem comum.

Refiro-me concretamente à crescente insegurança em que o país está mergulhado. Assaltos, roubos, violência, agressão, morte... E isto todos os dias, em maior número. Está instalado um clima de insegurança, medo, desconfiança.
Perante este clima, o primeiro-ministro, sempre pronto para mais uma sessãozinha de propaganda, mantém absoluto silêncio como se vivêssemos "na paz dos anjos". Não vejo a problema chegar à Assembleia da República e ser debatido e tratado com a urgência que merece. O Presidente da República opta pelo silêncio. As organizações cívicas nada fazem...
Que a lei parece proteger o criminoso e dificultar a vida ao cidadão cumpridor, não haverá muitas dúvidas entre a população. Mas tal se deve aos políticos que temos, pois são eles que fazem as leis.

Depois, a comunicação social, sempre ávida de sensacionalismos, dá a entender, pelo modo como trata a (in) segurança, que defende os criminosos. Se um polícia dá umas vergastadas num meliante, é um "aqui-de-rei" nos jornais e tvs. Mas se é um agente que não é respeitado ou até é morto por gatunos ou prevaricadores, o clamor dos mass media emudece.

Sem um reforço claro da autoridade policial e dos meios ao seu dispor, não estaremos protegidos. Então, se perante uma confusão, os polícias sabem que lhes cai tudo em cima, caso tenham que usar a força, logicamente que se ficam, não é? Ou não serão humanos? Não terão família? Além disso, esta gente não ganha bem...

Claro que em tempos de grave crise, estes fenómenos sociais extravasam. Mas para termos segurança de pessoas e de bens é que pagamos impostos. Para isto e para apoiar as verdadeiros pobres, aqueles honestos cidadãos que a crise postou na valeta da vida, a quem tantas vezes todas as portas se fecham.

Penso que temos toda a obrigação histórica de sermos um povo acolhedor e integrador dos estrangeiros que nos procuram. Não podemos é ser ingénuos ao ponto de acolhermos "todo o lixo humano" que aqui arriba. E quem não se comporta... rua!!!

Por mim, sinto que está na hora de tomar atitudes claras e convincentes:
- Uma grande manifestação nacional contra a insegurança, que fizesse sentir aos governantes o que queremos e exigimos.
- Modificação das leis de modo a agravar convenientemente as penas para os criminosos e a reforçar devidamente a autoridade policial.
- Brevidade na justiça e julgamentos justos.
- Expulsão pura e simples de estrangeiros criminosos.
- Apoio real e efectivos aos verdadeiros pobres e carenciados.
- Estimular e premiar o regresso à agricultura.

O grande Eça dixit

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.» - Eça de Queiroz

Bento XVI reafirma o papel da Igreja: trabalhar pela comunhão.

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rir ou massacrar?

Se nos rirmos das nossas aselhices em vem de nos massacrarmos com elas, não teremos encontrado um óptimo remédio?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O envolvimento da Al Qaeda

Foto de aves, obtida por um espião da CIA, minutos antes da queda do avião norte-americano sobre o leito do rio Hudson, e que comprovam o envolvimento da Al Qaeda no incidente.
(Enviado por email)

Essa pode apostar que não é loira...!!!!

Um casal vinha por uma estrada do interior, sem dizer uma palavra. Uma discussão anterior havia levado a uma briga, e nenhum dos dois queria dar o braço a torcer.
Ao passarem por uma fazenda em que havia mulas e porcos, o marido perguntou, sarcástico:
- Parentes seus?
- Sim, respondeu ela. Cunhados e sogra...

Em 2009, 50 milhões podem perder o emprego

Cinquenta milhões de pessoas podem perder o emprego este ano, elevando para 230 milhões o número de desempregados em todo o Mundo. Este é o cenário mais desfavorável traçado esta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que admitiu uma recessão social global.
De acordo com o relatório sobre o emprego em 2009 da OIT, 18 a 30 milhões de pessoas podem perder o emprego este ano, um número que pode atingir os 50 milhões se a crise financeira e económica se agravar.
Os dados apontam ainda para que o número total de pessoas a viver no limiar da pobreza poder chegar aos 1400 milhões, o equivalente a 45% de toda a força de trabalho. A organização teme igualmente um aumento considerável do trabalho precário, uma situação que pode atingir 53% de toda a população empregada.
Em 2008, 900 mil pessoas perderam o emprego nas economias desenvolvidas, entre as quais a União Europeia. Nestes países, o número de desempregados cresceu 3,5 milhões só no ano passado.
A OIT salienta que os progressos no combate à pobreza são poucos e que as denominadas classes médias estão cada vez mais fracas, pelo que é necessário tomar medidas urgentes que promovam o trabalho digno e a protecção social. Para tal, defende a organização, deve haver uma acção internacional mais decisiva e coordenada.
In Correio da Manhã

A centralidade de Cristo

"Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Cor 1, 31)

"Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gl 6, 14).

"Fomos baptizados na sua morte... fomos sepultados com Ele na morte... estamos integrados n'Ele... Assim vós também: considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus."

"Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo" (2 Cor 4, 10).

Ninguém "poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus, Senhor nosso" (Rm 8, 39).

"Sei em quem acredito e estou persuadido de que Ele tem poder para guardar, até aquele dia, o bem que me foi confiado" (2 Tm 1, 12)

380 vezes

O encontro com Cristo pelo caminho de Damasco revolucionou literalmente a vida de Paulo. Cristo tornou-se a sua razão de ser e o motivo profundo de todo o seu trabalho apostólico.
Nas suas cartas, depois do nome de Deus, que aparece mais de 500 vezes, o nome que é mencionado com mais frequência é o de Cristo (380 vezes). Por conseguinte, é importante que nos apercebamos de quanto Jesus Cristo possa incidir na vida de um homem e portanto também na nossa própria vida. Na realidade, Jesus Cristo é o ápice da história salvífica e, desta forma, o verdadeiro ponto discriminante também no diálogo com as outras religiões.

O valor absolutamente fundante e insubstituível da fé

"O homem não é justificado pelas obras da Lei, mas unicamente pela fé em Jesus Cristo; por isso, também nós acreditámos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei; porque pelas obras da Lei nenhuma criatura será justificada" (Carta aos Gálatas 2, 16).

"Ser justificados" significa ser tornados justos, isto é, ser acolhidos pela justiça misericordiosa de Deus, e entrar em comunhão com Ele, e por conseguinte poder estabelecer uma relação muito mais autêntica com todos os nossos irmãos: e isto com base num perdão total dos nossos pecados. Pois bem, Paulo diz com muita clareza que esta condição de vida não depende das nossas eventuais boas obras, mas de uma mera graça de Deus: "Sem o merecerem, são justificados pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus" (Rm 3, 24).
(Audiência proferida pelo Papa Bento XVI em 8 de Novembro de 2006.)

CUIDADO COM MP3

"...dez milhões de jovens europeus correm o risco de danificar a sua audição por utilizarem os seus leitores Mp3 com o volume demasiadamente alto."

"...não existe qualquer cura conhecida para a perda de audição ou para a tinite, uma doença caracterizada pela sensação de um tinir contínuo nos ouvidos."

Lê aqui toda a informação: http://padrejoaoantonio.blogs.sapo.pt/

Cuida-te, meu!
Só tens uma vida. E olha que viver é bué de fixe!

OPINIÃO

QUANTAS CABALAS CABEM NUM METRO QUADRADO?

Acho notável o tempo que em Portugal se perde a discutir o timing das notícias. Esta coisa do Freeport, estão a ver?, só existe porque estamos em ano de eleições. Apareceu em 2005. Agora aparece em 2009. Estão a ver, não estão? É mais uma cabala. Uma urdidura. Uma "campanha pessoal". É isso que José Sócrates não se tem cansado de pregar, logo secundado pelo ministro Augusto Santos Silva, que após as suas últimas intervenções merece passar a ser tratado pelo cognome de Platónico Augusto, tal é a forma como dia após dia o seu pensamento se vai confundindo com o do mestre.

Pois deixem-me que vos diga: estou-me bem nas tintas para o timing das notícias. Comove-me muito pouco que estejamos em ano de eleições. O que eu quero mesmo saber é se as notícias são verdadeiras ou se são falsas. O que eu quero é saber se o primeiro-ministro deste país esteve envolvido em trafulhices imperdoáveis. O timing? Por amor de Deus. Não sei se alguém ainda deposita tanta fé na natureza humana ao ponto de esperar que todas as denúncias sejam desinteressadas, que a vingança nunca habite o coração de quem acusa, que tudo seja sempre feito em prados primaveris e que das bocas só saiam palavras com cheiro a alfazema. Gente dessa deve andar a ver os filmes errados. Há sempre interesses, há sempre golpes baixos, há sempre punhaladas nas costas. Só que, infelizmente, é assim que se costuma chegar à verdade.

José Sócrates já escapou por entre os pingos da chuva na questão da sua licenciatura, que num país com maior amor à verdade e uma comunicação social mais agressiva poder-lhe-ia muito bem ter custado o lugar. Mas a gravidade do que agora está em causa não lhe permite assobiar para o ar e limitar-se a lançar suspeições manhosas do género "isto são só calúnias e ataques pessoais". Há, de facto, explicações a dar. O caso Freeport cheira muito mal, qualquer que seja o lado por onde se pegue. E mesmo que nesta terra seja tristemente comum o afilhado acabar assessor do padrinho e o primo do presidente da câmara fornecedor da junta de freguesia, ter familiares envolvidos em negócios onde interesses económicos se misturam com favores políticos é um passo em direcção ao abismo. Ainda que o tio e o filho do tio estejam tão ausentes de pecado como a Virgem Maria, a sua simples presença neste processo levanta questões a que Sócrates tem de responder.

O eterno retorno à tese da cabala, um tique que sobretudo os socialistas têm desenvolvido até à exaustão, passou o prazo de validade. Sócrates que puxe pela sua esburacada memória e esclareça o que tem a esclarecer de uma vez. Mais teorias da conspiração é que não, por favor.
João Miguel Tavares
http://www.o-povo.blogspot.com/

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Se não tiver caridade...

"Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine."
(São Paulo)

Veio agradecer

Fez no domingo oito dias. Participava na Eucaristia. De repente caiu. As pessoas mobilizaram-se para lhe prestar auxílio e foram chamados os bombeiros. Tudo com a discrição possível. Também eu desci por momentos. No fim da Missa, ressaltei o gesto da comunidade que descobrira que o Cristo Eucarístico também estava no irmão tombado.
Neste domingo, apareceu na sacristia acompanhado de uma familiar. Vinham agradecer o meu gesto. Senti-me pequenino perante a simpatia, a delicadeza e o reconhecimento sincero que se evolavam das suas palavras e se espraiavam nos olhares. Que graças a Deus estava melhor, que fora um susto. Óptimo, amigo! Que o amor infinito do Pai sempre te acompanhe.
A Igreja, cada cristão, toda a comunidade crente, são chamados a ser no mundo peritos em humanidade, feita serviço, atenção, dedicação. Eu e a comunidade nada fizemos de especial. Cumprimos apenas, e naquele momento, a nossa vocação ao amor. Se não fôssemos capazes destes gestos, que estaríamos ali a fazer? Por isso, quem agradece sou eu. Sobretudo a nobreza do teu gesto que estimula o nosso pobre serviço.

Relatório OCDE?!

Reorganização do 1.º Ciclo

A propósito de um relatório dito da OCDE sobre a reorganização da rede escolar do 1.º Ciclo do Ensino Básico, chamo a atenção para o equívoco que a Comunicação Social tem divulgado. O estudo não é da OCDE. É desenvolvido por um grupo de peritos "liderado por Peter Matthews" e segue os critérios ("metodologia e abordagem") da OCDE. E foi solicitado pelo ME, que, para abonar a credibilidade, assegura que foi elaborado por uma equipa de peritos internacionais de independentes (para quê referir expressamente "independentes"?!). E baseia-se nas informações fornecidas pelo ME.
Tudo isto se lê na página de rosto do ME, de que transcrevo o seguinte: "Solicitado pelo Ministério da Educação (ME), este estudo corresponde a uma avaliação intermédia, realizada durante a fase de implementação das reformas, com o objectivo de verificar se as medidas desenvolvidas estão a atingir os resultados previstos e se as estratégias adoptadas devem ser ajustadas em função da experiência. Liderada pelo professor Peter Matthews, esta avaliação seguiu a metodologia e a abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros, ao longo dos anos, com resultados positivos".
Demais, era necessário saber quanto é que pagaram à equipa de Peter Mattews? Segundo fontes fidedignas, a forma de trabalhar dos peritos internacionais é assim:
Actuam em rede e juntam-se por afinidades intelectuais e políticas. Oferecem os seus serviços aos Governos e às Organizações Internacionais Globalistas, como a OCDE. Regra geral, fazem-se pagar muito bem, no mínimo 25000 euros por mês de trabalho. Se o pagamento for feito à totalidade do relatório, o montante pode chegar a muitas dezenas de milhares de euros.
A metodologia é a habitual: o Gabinete do Ministro tem um "oficial" de ligação que fornece aos peritos toda a informação; os peritos fazem duas ou três deslocações curtas a Portugal para entrevistarem pessoal de topo do ME, os coordenadores dos programas e dirigentes da IGE e pouco mais (Lá virão dois ou três do contra para garantir a dita democraticidade e é tudo. Depois, é só escrever o Relatório.
Regra geral, não há lugar para observações prolongadas nas escolas nem a entrevistas a professores, alunos e pais. Desta vez, lá foram ouvidos os dois secretários de Estado, os directores-gerais, os directores regionais, gente conhecida da praça em Ciências da Educação afecta ao governo, Presidente do CCAD, Presidente do Conselho de Escolas, do Conselho Nacional de Educação, Inspector-geral de Educação, os responsáveis da CONFAP – tudo boa gente! – e, para enfeitar um representante da FENPROF e outro da FNE e algumas EB1.
Quem ler o relatório pode aferir, não da qualidade da reforma, mas da ambiguidade, da sobreposição de competências, da confusão instalada e do défice de equidade a vários títulos.
Exemplo: pontos forte – “maior equidade, uma vez que a maioria das crianças, que teriam dificuldade em frequentar outros estabelecimentos de ensino, passou a ter acesso às actividades” ponto fraco – “falta de equidade, uma vez que as AEC não são obrigatórias, se forem vistas como programas de enriquecimento, ou se se sobrepuserem às actividades curriculares, ocorrerão naturalmente diferenças entre os alunos”.
É eloquente esta conclusão do Relatório:
"A alteração das regras de gestão das escolas, designadamente no que respeita à eleição do director, é encarada de forma positiva, na medida em que permite uma escolha baseada no mérito profissional dos candidatos." (ME).
Então, os peritos internacionais "independentes" pagos pelo governo socratista de Portugal não sabem que os actuais PCEs já têm formação especializada em gestão escolar ou muita prática de administração escolar? E que os novos directores até podem não ter a categoria de titulares? Para quem diz que a categoria de titular serve para distinguir o mérito e diferenciar os professores…
Até ao momento ainda só foram eleitos nove directores e foram-no muito recentemente. E é tudo gente da velha guarda!
Há aqui muitas coisas que não dão certo!
Louro de Carvalho

domingo, 25 de janeiro de 2009

Última semana de Janeiro

Última semana de Janeiro. O tempo adivinha-se chuvoso, frio, invernoso.
Que haja calmaria no oceano do seu coração, onde sopre a brisa suave da paz e brilhe o azul intenso do amor a Deus e ao próximo.
Horizontes de esperança para a sua semana.
Boa semana, amigo visitante!

No "início da conquista da Europa"

O bispo de Alepo, na Síria, denunciou hoje, em Fátima, que "no Islão há tendências fundamentalistas que fazem tudo, directa ou indirectamente, para fazer os cristãos partir" do Médio Oriente.
Em conferência de imprensa, que antecedeu a celebração nacional do Ano Paulino no Santuário de Fátima, D. Antoine Audo explicou que "há um discurso nos 'media' muçulmanos, nas mesquitas, nas escolas" de que o Islão está no "início da conquista da Europa".
"Na Europa, o secularismo e a exclusão de cristãos inquieta-nos e reforça os muçulmanos", sublinhou o prelado, lembrando o que os muçulmanos dizem: "Já não há fé, nem família, nem moralidade na Europa. Pacificamente, vamos pregar-lhes o Alcorão e vamos todos convertê-los ao Islão".
Para o bispo da Síria, "este é o discurso disseminado entre o povo".
"Como dar um futuro coerente às nossas igrejas? Temos a tradição de viver juntos com os muçulmanos na nossa sociedade", recordou D. Antoine Audo, que defendeu: "O Islão, nas suas afirmações, é uma grande questão. A Igreja deve dar uma resposta ao Islão, pelo seu modo de fazer, de compreender, de escutar, de acolher, de ser firme na fé".
O prelado disse também estar "muito preocupado" com a guerra no Iraque, interrogando-se se não será o fim da Igreja "com esta instabilidade e violência".
"Esperamos que com a mudança de Presidente nos Estados Unidos possamos ter um tempo de segurança e de paz", desejou o bispo, lembrando que "desde que há guerra e insegurança, a Igreja tem sido posta à prova", havendo cerca de 50 mil cristãos que abandonaram o Iraque.
Quanto à Síria, o prelado admitiu que é um "país relativamente calmo e moderado, mas sente-se crescimento do fanatismo, não no regime, mas entre o povo", exemplificando com a existência de "mais mulheres que cobrem o rosto".
Reconhecendo a inexistência de "um diálogo oficial ao nível teológico", o bispo de Alepo declarou, contudo, existir "diálogo de vida, de vizinhança" que "funciona bem".
D. Antoine Audo lembrou que a "política de bispos e cristãos é sempre encontrar boas condições de viver a solidariedade, assegurar um futuro, ser igrejas vivas, criar pontes de diálogo, não ceder ao medo".
Sobre Fátima, que visita oficialmente pela primeira vez, afirmou que "tem uma mensagem de paz".
"Fátima é um grande símbolo, o nome árabe é quase providencial", acrescentou.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/3efde4cc4ec2c0935bb299.html

Várias reuniões paroquiais

Termina hoje a semana de "As famílias com São Paulo". Na próxima reunião do Conselho Pastoral, analisaremos o modo como decorreu.

Durante a semana, várias reuniões se realizaram.
Na quinta-feira, reuniu o Grupo de Catequistas. Neste encontro, partilhámos experiências, dificuldades, sucessos, inquietações e rezámos as Completas. Calendarizámos a animação litúrgica das Missas quaresmais e a festa da catequese, que terá lugar no 1ª sábado (ou domingo) de Maio, este ano dedicada à família, já que o programa pastoral se detém nos sacramentos da Ordem e do Matrimónio.
Na sexta feira, reuniu o Conselho Económico. Vários foram os aspectos analisados e as acções calendarizadas. O assunto que mais se debateu foi, como não podia deixar de ser, a construção do Centro Paroquial. Na véspera, a CCDRN havia-nos comunicado que o Projecto de Execução da obra fora aprovado. Finalmente! De acordo com o protocolo existente com o Estado, estamos agora a elaborar candidatura à 2ª Fase do Subprograma I, com a indispensável ajuda dos técnicos da Câmara, graças à gentileza do sr. Presidente e à colaboração amiga e empenhada dos técnicos. Só esperamos agora a melhor compreensão das entidades no processo, devido à grande urgência da obra. Que agora tudo decorra com rapidez, é a legítima aspiração deste Conselho Económico.
Ao princípio da tarde de hoje, reuniu o Grupo de Zeladores do Sagrado Coração de Jesus. Após a oração do "Terço Paulino", partilhámos as nossas vivências sobre São Paulo, foram apresentadas as contas relativas ao ano findo, partilharam-se experiências e traçaram-se algumas linhas de actuação.

Vemos, ouvimos e lemos

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Celebração nacional do Ano Paulino

Em 2008, Bento XVI, com vista às celebrações dos 2000 anos do nascimento do Apóstolo Paulo, proclamou o Ano Paulino, um ano que começou a 28 de Junho de 2008 e se vai estender até 29 de Junho de 2009.

Com o objectivo de congregar dioceses, paróquias, movimentos e outros grupos e comunidades cristãs, a Conferência Episcopal Portuguesa prepara uma celebração nacional integrada nas comemorações do Ano Paulino. O Santuário de Fátima vai receber os participantes este fim-de-semana, 24 e 25 de Janeiro. O ponto alto da celebração será, no dia 25, com a celebração da Eucaristia, às 11h00, no Recinto do Santuário de Fátima. Foi convidado para presidir à Eucaristia D. Antoine Audo, Bispo de Alepo para os Caldeus, natural da Síria.

A Comissão Organizadora da celebração nacional enviou às dioceses portuguesas o Cartaz da Celebração e o Guião da Celebração, com os textos de apoio que permitem às comunidades paroquiais e movimentos eclesiais associarem-se ao episcopado português para celebrar a festa da Conversão de S. Paulo. Estes subsídios podem ser encontrados no portal do Santuário de Fátima.

Pode acompanhar aqui: http://www.santuario-fatima.pt/files/12736_Livro_paulinoVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVV_496dfaf03db57.pdf

Sugiro que dê especial atenção às leituras da Eucaristia e aos comentários às mesmas.

25 de Janeiro: Festa da Conversão de São Paulo

Naqueles dias, Paulo disse ao povo:
«Eu sou judeu e nasci em Tarso da Cilícia. Fui, porém, educado nesta cidade de Jerusalém e recebi na escola de Gamaliel uma formação estritamente fiel à Lei dos nossos pais. Era tão zeloso no serviço de Deus, como vós todos sois hoje. Persegui até á morte esta nova religião, algemando e metendo na prisão homens e mulheres, como podem testemunhar o Sumo Sacerdote e todo o Senado. Recebi até, da parte deles, cartas para os irmãos de Damasco e para lá me dirigi, com a missão de trazer algemados os que lá estivessem, a fim de serem castigados em Jerusalém. Sucedeu, porém, que, no caminho, ao aproximar-me de Damasco, por volta do meio-dia, de repente brilhou ao redor de mim uma intensa luz vinda do Céu. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, porque Me persegues?’ Eu perguntei: ‘Quem és Tu, Senhor?’ E Ele respondeu-me: ‘Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues’. Os meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. Então perguntei: ‘Que hei-de fazer, Senhor?’ E o Senhor disse-me: ‘Levanta-te e vai a Damasco; lá te dirão tudo o que deves fazer’.
Como eu deixei de ver, por causa do esplendor daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros. Entretanto, veio procurar-me um certo Ananias, homem piedoso segundo a Lei e de boa fama entre os judeus que ali viviam. Ele veio ao meu encontroe, ao chegar junto de mim, disse-me: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista’. E, no mesmo instante, pude vê-lo. Ele acrescentou: ‘O Deus dos nossos pais destinou-te para conheceres a sua vontade, para veres o Justo e ouvires a voz da sua boca. Tu serás sua testemunha diante de todos os homens, acerca do que viste e ouviste. Agora, porque esperas? Levanta-te, recebe o baptismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome’».

(Actos dos Apóstolos)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

As fracturas da esquerda

Não vejo a esquerda do lado em que penso que devia estar. Na primeira linha do combate à pobreza, lutando por mais igualdade social, trabalhando por humanizar a sociedade, no respeito pela liberdade plural.
Vejo a esquerda agarrada a questões fracturantes, empenhada em destruir os valores que tecem e entretecem esta nação. O ataque à família parece não ter limites. Tudo vale - e lhe parece pouco - para atentar contra a família. Aborto, divórcio, casamentos homossexuais...
Vem sempre a questão da modernidade e apontam-se os exemplos de outros países, claro, naquilo que lhe convém! No resto, permanece calada como ratos... Por exemplo, conforme foi publicado neste blog, temos a França a sair do "inverno demográfico", graças às medidas que as autoridades daquele país têm tomado em relação à família. E aqui??? Temos a Holanda preocupada com as consequências sociais da liberalização da droga e da prostituição e, por isso, a tomar medidas restritivas. E aqui? Aqui quer-se legalizar aquilo que outros países já reconheceram que não dá... E chamam a isso modernidade!!! Que vergonha!
Então se é uma questão de modernidade, por que razão não se equipara o ordenado mínimo ao de outros países modernos, não se reduz a pobreza à percentagem de outros países modernos, não se implantam os sistemos de saúde, educação e justiça semelhantes aos de outros países modernos?
Por outro lado, querem liberdade para todos menos para a Igreja. Para muita esquerda a Igreja que desejam é a Igreja do silêncio, enfiada dentro dos templos, sem interferir em nada da vida social... Basta ver a chusma de críticas que caíram sobre a Patriarca a propósito das suas declarações sobre casamentos com muçulmanos. Sempre que a Igreja toma posição sobre algum assunto, são toneladas de comentários nas páginas dos jornais a denegrir, a amesquinhar e a deformar a mensagem. Normalmente com a pergunta tola: "Que tem a Igreja a ver com isto?"
Dir-me-ão que não sei donde vieram as críticas "deita-abaixo" que aparecem nos jornais. Bem, basta confrontá-las com alguns comentaristas ditos de esquerda e a conclusão não é difícil.
Não me considero um homem de direita. Há muita coisa no ideário da esquerda que me seduz, sobretudo o que se relaciona com a liberdade e a justiça social.
Com esta esquerda híbrida que nos governa, sem estofo humanista, variando de posição conforme os interesses eleitorais de momento, meramente burocrática e tecnocrática, arrogante e prepottente, com essa não me identifico de certeza absoluta.

Sobre casamentamentos homossexuais, disseram...

Mário Soares
O ex-Presidente da República, Mário Soares, afirmou, nesta quinta-feira, que os casamentos entre homossexuais são uma questão de consciência, ao mesmo tempo que advertiu que não são esses os problemas fundamentais do país.
«Os casamentos entre homossexuais são questões de consciência complicadas, não são esses os problemas fundamentais... mas há certos radicais que querem ir adiante para mostrarem que são de esquerda», disse Mário Soares.
«Se estivesse na minha mão, agiria com mais prudência para acabar com as desigualdades sociais, dar mais prestígio ao trabalho, aos trabalhadores e aos sindicatos», sustentou.
Mário Soares respondia a uma questão colocada por um elemento da assistência após ter proferido uma palestra sobre a separação entre a Igreja e Estado desde a I República até à actualidade.

Socialistas católicos
"Nós entendemos que as prioridades do Governo deviam passar por melhor a Educação e a Saúde e pelo combate mais eficaz ao desemprego, à pobreza e às desigualdades sociais", disse ao CM o líder do movimento, Cláudio Anaia, referindo que "os casamentos gay fazem parte de um conjunto de propostas aberrantes, como a eutanásia ou a legalização das drogas e da prostituição". De resto, o líder deste movimento espera que, "pelo menos, haja referendo".

Santana Lopes
Pedro Santana Lopes escreve no seu blogue que "estava na cara" que José Sócrates iria tentar concretizar os casamentos entre homossexuais. "Com a proximidade política que têm, se Zapatero aprovou essa medida em Espanha, Sócrates iria tentar concretizá-la entre nós", sustentou o candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa.
Segundo Santana Lopes, a estratégia do primeiro-ministro passa por ir "aprovando mudanças legislativas no plano das opções éticas e das regras fundamentais da organização social", para "compensar as suas decisões, pouco ou nada socialistas, na política económica e, por vezes, nos apoios sociais".
No mesmo texto, Santana comenta ainda que, "(...) politicamente, aí está a questão em cima da mesa, antes de acabar este mandato do Parlamento e do Governo".

Responsável pela pastoral da família na diocese de Lisboa
O diácono Romero, responsável pela pastoral da família na diocese de Lisboa, disse ao CM que a proposta de Sócrates"não surpreendeu" e admitiu que, "não tarda nada, avança a eutanásia".
Fonte: Correio da Manhã

O Papa no Youtube

A partir desta sexta-feira, o Vaticano conta com a sua página oficial no site de divulgação e partilha de vídeos com mais influência no mundo: o Youtube. O Papa Bento XVI pretende criar assim uma relação mais próxima e partilhar as experiências com os jovens de todo o mundo.
Os internautas podem ter acesso aos vídeos já divulgados pelo Vaticano, como a mensagem de Natal, a bênção urbi et orbi do Pontífice do 25 de Dezembro do ano passado e a celebração da Jornada Mundial da Paz de 1 de Janeiro passado. A Jornada Mundial das Comunicações Sociais está já agendada, no canal Youtube, para o dia 24 de Maio.
Outra das particularidades do canal é a possibilidade de seleccionar o idioma, estando disponível em italiano, inglês, espanhol e alemão.
O porta-voz da Santa Sé, director da Rádio Vaticano e do Centro Televisivo do Vaticano, o padre Frederico Lombardi, afirmou que o canal Vaticano no Youtube é um compromisso da Igreja nas novas tecnologias, "para entrar em contacto com um público global, sem fronteiras de nacionalidade e culturas", realçou.
O canal será actualizado todos os dias, com a colocação de, pelo menos, duas notícias por dia sobre a Igreja Católica.
Quanto à manutenção do canal, estará a cargo dos funcionários dos Centro Televisivo do Vaticano e Rádio Vaticano.
O Papa Bento XVI, apesar de estar de acordo com esta nova incursão, teme que os aspectos negativos das redes sociais sobressaiam neste projecto, mas acredita que é necessário ir ao encontro do homem, esteja onde estiver.

Concílio Vaticano II: 50º aniversário

A 25 de Janeiro de 1959 (já lá vão 50 anos), João XXIII surpreendeu o mundo com o “audacioso” anúncio de um “ecuménico e geral concílio” para promover o “aggiornamento” da Igreja, almejando a sua renovação e actualização, o que implicava a apresentação da Igreja Católica ao mundo enquanto esposa de Cristo “sem mancha nem ruga”.

Para tanto, tornara-se necessário ouvir o mundo e perceber nele os sintomas do Reino de Deus sob a designação de “sinais dos tempos”; banir do “depósito da fé” aquelas formulações que o tempo lá introduziu indevidamente; arejar a doutrina de modo que ela se tornasse acessível a todos por força da linguagem e das atitudes de todos os seguidores de Cristo, mormente daqueles que maiores responsabilidades têm na configuração e perspectivação da acção pastoral e apostólica (era preciso remover o pó acumulado na cadeira de Pedro desde o ano 313); e reforçar a fidelidade pessoal e comunitária ao Redentor do Homem, reafirmada na clareza da fé, na firmeza da esperança e na ardência da caridade.

O Papa mandou ouvir todos os bispos do mundo, os superiores dos mosteiros e conventos e os responsáveis das universidades eclesiásticas, acerca dos temas a discutir em Concílio, para que a fase preparatória não fosse enformada única nem maioritariamente pela Cúria Romana; e quis a mobilização de todas as atenções para esta realização eclesial, suscitando as orações de todos, o estudo interventor dos teólogos e a participação, com o estatuto de observador, dos principais representantes das confissões não católicas.

Muito se tem dito sobre o anúncio do concílio: que João XXIII era um papa de transição, que não medira as consequências de um evento desta natureza, que, no leito da sua moribundez, pedira que parassem o concílio, que Paulo VI, em razão da sua natural timidez, nunca o teria convocado.

Parece esquecermo-nos de que este marco da Igreja Católica não surgiu por geração espontânea. As gerações primisseculares deram corpo a significativos movimentos engrossaram dentro da instituição eclesiástica e que impuseram o seu peso ao mundo do apostolado: o movimento ecuménico, o renovamento bíblico, a reforma litúrgica de Pio X e a promoção do laicado, com o “Opus Dei”, de José Maria Escrivã, e a Acção Católica, de Pio XI. Aparentemente, o pontificado de Pio XII teria conseguido tudo o que era possível na modernidade, pela reafirmação da doutrina, pela relevância da Sagrada Escritura, pelo afloramento de espiritualidades ousadas, de que destaco o “Oásis”, de Virgínio Rotondi, e o “Movimento por um Mundo Melhor”, de Ricardo Lombardi, e pela criação dos Institutos Seculares.

No entanto, a Bíblia continuava longe do povo e subalternizada na Liturgia; esta tinha a barreira da língua latina entre Deus e os crentes, bem como um conjunto de discursos e sinais já pouco inteligíveis nos tempos hodiernos; o movimento ecuménico estava dificultado pela superior afirmação da excelência do catolicismo; o movimento laical e espiritual sofria de um défice de autonomia, já que necessitava da direcção ou do mandato da hierarquia. E a Igreja colocava-se na sua exclusiva posição de docente em relação ao mundo, assumindo uma vertente anatematizante.~

O Concílio traz uma lufada de ar fresco e pretende, no dizer do Papa João, “revestir de luz cristã e penetrar de fervorosa energia espiritual não só o íntimo das almas, mas o conjunto das actividades humanas”.

Com Paulo VI, sem renunciar à dinâmica da renovação, o concílio, surpreendido pela Encíclica “Ecclesiam Suam”, ganha a perspectiva irreversível do diálogo. Assim, arredando do seu espectro as atitudes condenatórias, a concepção de Igreja passa da imagem de pirâmide, em cujo vértice se situava o Papa, para a mais dialogal imagem de Povo de Deus (na igualdade fundamental e na acção de todos), Esposa de Cristo (aliança e união profunda na alteridade, vitalidade e complementaridade) e Corpo de Cristo (sentido de cooperação, coesão e diferenciação de funções e serviços). Esta Igreja realiza o diálogo entre os seus membros, promove o diálogo e a comunhão dos homens com Deus e, auscultando o mundo do pós-guerra em seus sofrimentos, anseios, alegrias e realizações, dialoga, ora aprendendo com ele, ora ensinando-o, ora simplesmente emparceirando com os seus projectos, mostrando um rosto mais cristomórfico, revelador de um Deus mais próximo de todos.

É o reino do diálogo servido pela tolerância e pela convicção, em ambiente de proposta respeitosa da fé esclarecida, em busca da comunhão plena entre os homens. É o livre espaço da afirmação do divino, reconhecendo a autonomia das realidades terrestres. É o campo da revelação divina de braço dado com a ciência, a aprofundar, e com a técnica e a tecnologia, a “humanizar” o homem e a construir o progresso sustentável.
Louro de Carvalho

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Recorde de filhos

A taxa de fecundidade ultrapassou o tecto de duas crianças por mulher em 2008 na França, um nível recorde que coloca o país entre os mais férteis da Europa, junto com a Irlanda.
Tendo apostado desde há anos em programas de apoio à maternidade, a França começou a reverter a tendência em 1993, ano em que estava no nível mais baixo, com um índice de fecundidade de 1,66. A média europeia está em aproximadamente 1,5 crianças por mulher, com vários países abaixo desta média (Alemanha, Espanha, Portugal e Polónia, com taxa em torno de 1,2).
Como em todos os países industrializados, a idade das mulheres serem mães é cada vez mais elevada, ou seja cerca de dois anos a mais do que há 20 anos.
Aliás, é entre 30 e 40 anos que a fecundidade avança. Das crianças nascidas em 2008, 21,5% têm uma mãe de 35 anos ou mais. Dez anos atrás, este percentual era de 16,5%.
In O Amigo do Povo

Prostituição e droga

As Autoridades de Amsterdão querem reduzir a metade o número de prostíbulos e lojas de droga no distrito "vermelho" da cidade e áreas adjacentes.
A cidade anunciou planos para limpar a área há um ano e, desde então, 109 "vitrines" de sexo, das quais prostitutas atraem clientes, foram fechadas. A nova medida pretende reduzir o número de vitrines para 243, de 482 no último ano, afirmou um porta-voz da prefeitura.
Amsterdão também quer fechar metade das 76 lojas de droga no centro da cidade.
"Lavagem de dinheiro, extorsão e tráfico de seres humanos são coisas que não se vêem na superfície, mas elas estão machucando as pessoas e a cidade. Queremos combater isso", afirmou o vice-presidente de Amsterdão, Lodewijk Asscher a Reuters.
A prostituição foi legalizada nos Países Baixos em 2000 e sua política de drogas, uma das mais liberais na Europa, permite a venda e posse de menos de 5 gramas da droga. Agora já se chegou à conclusão que foi um erro.
Outras cidades holandesas perto da fronteira com a Bélgica querem fechar todas suas lojas de droga para combater o turismo da droga e o crime.
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

VIDA DE SÃO PAULO

Paulo nasceu entre o ano 5 e 10 da era cristã, em Tarso, capital da Cilícia, na Ásia Menor, cidade aberta às influências culturais e às trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Descende de uma família de judeus da diáspora, pertencente à tribo de Benjamim, que observava rigorosamente a religião dos seus pais, sem recusar os contactos com a vida e a cultura do Império Romano.

Os pais deram-lhe o nome de Saul (nome do primeiro rei dos judeus) e o apelido Paulo. O nome Saul passou para Saulo porque assim era este nome em grego. Mais tarde, a partir da sua primeira viagem missionária no mundo greco-romano, Paulo usa exclusivamente o sobrenome latino Paulus.

Recebeu a sua primeira educação religiosa em Tarso tendo por base o Pentateuco e a lei de Moisés. A partir do ano 25 d.C. vai para Jerusalém onde frequenta as aulas de Gamaliel, mestre de grande prestígio, aprofundando com ele o conhecimento do Pentateuco escrito e oral.

Aprende a falar e a escrever aramaico, hebraico, grego e latim. Pode falar publicamente em grego ao tribuno romano, em hebraico à multidão em Jerusalém (Act 21,37.40) e catequizar hebreus, gregos e romanos.

Paulo é chamado “o Apóstolo” por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de facto a personalidade mais importante que conhecemos. É uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda a literatura grega, e a sua Carta aos Coríntios é das obras mais significativas da humanidade.

Escreveu 13 cartas às igrejas por ele fundadas: cartas grandes: duas aos tessalonicenses; duas aos coríntios; aos gálatas; aos romanos. Da prisão: aos filipenses; bilhete a Filémon; aos colossenses; aos efésios. Pastorais: duas a Timóteo e uma a Tito.

Quando estava preso em Cesareia, Paulo apela para César e o governador Festo envia-o para Roma, aonde chegou na Primavera do ano 61. Viveu dois anos em Roma em prisão domiciliária. Sofreu o martírio no ano 67, no final do reinado de Nero, na Via Ostiense, a 5 quilómetros dos muros de Roma.

A conversão

Ainda adolescente, sem idade para poder apedrejar, assistiu ao martírio do diácono Estêvão, o primeiro mártir da Igreja. (Act 8,1).

Paulo, hebreu convicto, perseguia os cristãos porque os considerava como hereges, como uma seita contrária à verdadeira fé, que ameaçava a autoridade religiosa do judaísmo.

No ano 35, quando Saulo tinha cerca de 30 anos, na sua luta contra os cristãos chefia um grupo que vai galopando para Damasco, com autorização dos sumos sacerdotes, para eliminar um grupo de cristãos e levar os seus chefes algemados para Jerusalém.

Paulo diz que no caminho, já próximo de Damasco, se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu e lhe apareceu Cristo Ressuscitado, que lhe disse: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» Saulo perguntou: «Quem és Tu, Senhor?» A voz respondeu: «Eu sou Jesus a quem tu persegues. Agora levanta-te, entra na cidade e e aí te dirão o que deves fazer» (Act 9,1-7). Perseguindo os membros da Igreja, Paulo estava a perseguir Cristo que é a sua Cabeça.

Após o diálogo com Cristo Ressuscitado, Paulo, de perseguidor dos cristãos torna-se um homem novo, o mais ardente missionário do Evangelho, que irá dedicar o resto da sua vida a Cristo, numa contínua identificação com Ele ao ponto de poder dizer: «Para mim viver é Cristo» (Fl 1-21); «Já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim.» (Gl 2,20)

Desde aquele momento começa para Paulo uma nova etapa da vida, uma grande aventura que o levará por montes, desertos, mares, aldeias e cidades do Mediterrâneo Oriental, e que terminará em Roma com o martírio.

Chamado por Deus

Ananias, sacerdote hebreu-cristão, faz a iniciação cristã de Paulo e administra-lhe o Baptismo (Act 9,18). Jesus, falando de Paulo, disse a Ananias: «Esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu Nome aos pagãos, os reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar a Saulo quanto ele deve sofrer por causa do meu Nome.» (Act 9,15-17)

Paulo, sempre atento à voz de Deus, é conquistado por Cristo. Reconhece que está no caminho errado e decide pronta e corajosamente mudar de rumo.

Depois de catequizado por Ananias, Paulo fez algumas tentativas missionárias entre os judeus que viviam em Damasco, mas passado pouco tempo teve de fugir e retirar-se durante algum tempo para o deserto da Arábia, situado entre o rio Jordão e o Eufrates. Paulo terá dedicado este tempo à sua formação, a interpretar em sentido cristão a leitura rabínica da Bíblia e as tradições religiosas de Israel.

Depois encontramo-lo novamente em Damasco «durante muitos dias» (Act 9,23) a pregar aos hebreus; mas as hostilidades, que vão aumentando contra ele, obrigam-no a fugir de noite, às escondidas.

Paulo decide então ir a Jerusalém para se encontrar com Pedro (Gl 1,19) e segundo esta mesma carta este primeiro tempo de actividade cristã de Paulo durará 3 anos, ou seja, até ao ano 38 d. C.

Em Jerusalém, não obstante a amizade de Pedro e de Barnabé, Paulo sofre a contínua hostilidade dos hebreus gregos e é aconselhado a regressar a Tarso, sua cidade natal (Act 9,29s; Gl 1,21). Uma aparição de Jesus no Templo de Jerusalém fez-lhe compreender claramente, naqueles dias, que deveria ser o Apóstolo das gentes. (cf. Act 22,17s)

No Concílio de Jerusalém recebe a missão de anunciar Jesus Cristo ao mundo pagão, a todos os povos (cf. Gl 2,7-9). É a esta missão que ele vai dedicar toda a sua vida, animado por um apaixonado amor a Cristo. Vai anunciar o Evangelho nas grandes cidades do Mediterrâneo, e fundar Igrejas, comunidades de homens e mulheres, livres ou escravos, judeus, gregos ou gentios que crêem em Cristo, que O amam e observam os seus mandamentos.
A sua missão não é fácil. O seu passado de perseguidor da Igreja não lhe permite eliminar todas as suspeitas sobre a sua sinceridade e idoneidade. A sua vontade de procurar sempre o essencial da fé, choca com aqueles que querem misturar todas as religiões e criar novas exigências da Lei.

Perseguido pelos seus antigos colegas, tem de fugir para o deserto da Arábia para se encontrar com Deus e amadurecer a sua vocação.

O Pentateuco - Lei de Deus

Para todo o israelita e para Paulo, a Lei era Luz, sabedoria, justificação e salvação, o seu orgulho e sustentáculo. Para Paulo a Lei foi apenas um mestre que formava e educava com os seus preceitos. Inicialmente esculpida por Moisés em pedras, era exterior ao homem, que depois a interiorizava através do estudo e observância rigorosa.

Na Nova Aliança estabelecida por Cristo, com a sua morte e ressurreição, é o próprio Deus que infunde uma «lei nova» no coração do homem, dando-lhe o seu Espírito. (Jr 31-33; Ez 36,26)

A Lei Nova, que substitui a Lei Antiga, é um dom de Deus que o homem deve acolher através da fé. É a acção de Deus no homem que O acolhe e a Ele se abre.

A salvação vem de Deus

Anuncia Jesus Cristo, partindo de Abraão, e mostra os desígnios de Deus através de Moisés e dos Profetas. Parte da contemplação das maravilhas do cosmo para chegar a Deus, seu princípio e inteligência ordenadora.

Paulo afirma que a salvação não é conquistada pelo esforço e empenho do homem, mas é dom gratuito de Deus. O Espírito de Deus e de Cristo é que se apodera do homem e se torna o seu guia interior e inspirador, no caminho indicado por Jesus. No concílio dos Apóstolos, em Jerusalém, reconhece-se que a salvação só vem de Jesus e do seu Espírito, e que não é necessário impor aos convertidos do paganismo a circuncisão e a observância de outras práticas hebraicas da lei de Moisés. (Gl 2,7-9)

Para Paulo a salvação vem de Deus, através de Jesus Cristo, e não através da lei de Moisés.

Jesus Cristo para Paulo

Para Paulo Jesus Cristo veio ocupar o lugar que o Pentateuco (Lei) ocupava na sua mente e coração dos judeus. A Lei Nova substitui a Lei Antiga.

Jesus é para ele o fim da Lei, é a Nova Aliança, a nova criação, é o único mediador da justificação e salvação do homem.

Em 2Cor 5,18-19, Paulo escreve: «Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação.»

Em Rm 1,4 Paulo afirma: «A promessa a Abraão concretizou-se em Cristo, constituído Filho de Deus com o poder do Espírito de santificação, através da ressurreição dos mortos». Jesus Cristo é a sua vida, a sua esperança, o seu apoio, o seu modelo de vida, o seu Senhor e meta. (cf. Gl 2, 19-20)

Jesus Cristo é o seu ponto de referência; é com Ele que relaciona todo o seu ser.

Tudo sacrificou por Cristo. Para ele o viver é imitar Cristo, cristificar-se, anunciá-l’O e servi-l’O. Em Ef 1,10 Paulo escreve: «Deus estabeleceu reunir todas as coisas em Cristo, uni-las a Ele como Cabeça da qual recebem orientação e força».

Jesus Cristo aparece como a razão profunda da história e do futuro do homem: «Cristo, a glória esperada, está em vós.» (Cl 1,27)

Jesus Cristo é o fundamento em que se apoia, é o sangue que o faz viver, o modelo que ele procura imitar, é a meta que procura alcançar.

Jesus faz nascer nele o ser novo, a «nova criatura» e o «homem interior». (2Cor 4,16)

O centro da pregação de Paulo

Jesus Cristo estava sempre diante dos seus olhos e no seu coração. Aplica a Jesus Cristo tudo o que São João, no início do seu Evangelho, aplica ao Logos. Transfere para Cristo todas as qualificações fundamentais do Pentateuco. Assim, para Paulo, Jesus Cristo é vida, luz, sabedoria, salvação, norma de vida, água viva, fonte de graça e de justificação, Criador do Universo, Filho de Deus, que encarnou por obra do Espírito Santo.

Passou a ter com Cristo a relação que tinha com o Pentateuco.

O credo de Paulo é estar com Cristo, viver com Cristo, entrar em comunhão com Cristo, participar no mistério da sua morte e ressurreição, receber o Espírito Santo, conformar-se a Jesus (cristificar-se), unir-se a Jesus e seguir os seus passos até ao ponto de dar a vida, crer na sua Ressurreição.

Nas suas cartas, Paulo afirma que Jesus Cristo está vivo e reconcilia os homens através do Espírito Santo. Cristo traz a salvação ao mundo. A reconciliação dos homens com Deus e entre si é possível e já começou. É através da Igreja que se realiza esta reconciliação.

(Pe. João Gomes Filipe, ssp)

Igreja preocupada com os agricultores

Acabo de ler em ecclesia. O Conselho Presbiteral da diocese de Vila Real está preocupado com a crise que os agricultores daquela região sentem.

Ora aí está. Assim está bem. Uma Igreja atenta ao clamor do seu povo, que não se entretém a "coçar para dentro", mas está atenta ao mundo de cujos sofrimentos, angústias e anseios ligítimos se faz eco. Por que razão não é assim em tantas outras dioceses???

"Os presbíteros de Vila Real estão preocupados com a crise que os agricultores daquela região sentem. Reunidos na 65ª Assembleia, o Conselho Presbiteral afirmou que “a manter-se este quadro, a população dedicada à agricultura irá reduzir-se ainda mais com o consequente desemprego e o despovoamento das zonas rurais”.
Os sacerdotes manifestam ainda “preocupação pelo reflexo da crise dos preços agrícolas mormente do azeite e da azeitona na região”. Mas a crise é extensível ao sector da batata, centeio, vinho, leite e carne. “Resta o da castanha que, não sendo abundante, é economicamente rentável”, assinalam os presbíteros, recordando o alerta que Bento XVI lançou no Dia Mundial da Paz."


Outro assunto que ocupou o Conselho Presbiteral daquela diocese foi a presença dos leigos no mundo. Os presbíteros analisaram a função específica dos leigos “de inserção nas estruturas do espírito cristão, constituído pela competência profissional e a consciência ética”.
E mais uma vez louvo e me sinto edificado por aquele Conselho Presbiteral. Os leigos são Igreja. Mais: são a maioria esmagadora da Igreja. Nalgumas dioceses dá-lhe tão pouco relevo, puxa-se tão pouco por eles, não há propostas sérias e exequíveis de formação...
Parabéns, diocese de Vila Real! Oxalá o vosso exemplo contamine outras dioceses.

Ano de eleições. Em quem votar?

Ano de crise. Ano de eleições. Eleições europeias, legislativas e autárquicas.

1. Não deixe que outros decidam por si. Participe no actos eleitorais. Exerça o seu direito e dever de cidadania.

2. Esclareça-se. Esteja atento aos programas eleitorais e às pessoas que se propõem cumpri-los.

3. Tenha sempre em mente a perspectiva do bem comum. Não pense tanto no seu interesse particular. Lembre-se que se a coisa pública for bem orientada, os seus interesses estão mais salvaguardados.

4. Estamos, felizmente, em democracia. Pode escolher. Em coerência, certamente votará em quem defende os valores e princípios em que acredita.

5. "Não venda a alma ao diabo", deixando-se "comprar por um prato de lentejoulas". Não permita que façam chantagem consigo, com o seu emprego, com a sua vida, com a sua família. Denuncie quem lho tentar fazer.

6. A experiência é mestra da vida ou, como diz o Evangelho, "pelos frutos os conhecereis". Não se deixe levar por aqueles que, no passado, não cumpriram o que prometeram. À primeira, quem quer cai; à segunda, só cai quem quer.

7. Não dê o seu voto a quem pratica corrupção, clara ou disfarçadamente, ou a quem favorece pessoas sem escrúpulos.

8. Lembre-se que há pessoas que nas campanhas eleitorais se demarcam, contestam o poder, dizem que, se fossem eles, fariam desta maneira e daquela. Depois, durante o mandato, como oposição, nem uma palavra, nem uma tomada de posição, nem um público assinalar da discordância. Pelo contrário...

9. Se puder, participe nos comícios e nas sessões de esclarecimento. Não se deixe levar por propaganda "tipo banha da cobra". Exija que lhe falem claramente, lhe expliquem as metas a atingir, as medidas a tomar, os meios a utilizar e os prazos de realização.

10. Seja sempre fiel à sua consciência rectamente formada. No acto silencioso de votar, está a responder perante a história.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

44º Presidente dos Estados Unidos da América

Barack Obama já tomou posse como Presidente dos Estados Unidos da América.
Barack Obama prestou juramento no Capitólio, em Washington, perante dois milhões de pessoas e tornou-se o 44º Presidente dos EUA. O primeiro presidente negro norte-americano jurou sobre a mesma Bíblia que Abraham Lincoln utilizou em 1861 quando assumiu a presidência após a guerra da Secessão.
Na altura o novo líder dos EUA firmou: «Eu, Barack Hussein Obama, juro solenemente cumprir fielmente as funções de Presidente dos Estados Unidos e, com todos os meios ao meu alcance, salvaguardar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos».
Obama apelou ao retorno a verdades como a «honestidade, a lealdade, o patriotismo, o trabalho árduo», valores que para o Presidente dos EUA são antigos, verdadeiros e necessários numa era de novas responsabilidade. «Lealdade e patriotismo tem sido a base do progresso da nossa história».

Frases-chave do discurso do presidente Barack Obama:
"Os americanos escolheram a esperança em vez do medo".
"A nossa nação está em guerra contra uma rede de violência e ódio".
"Os nossos desafios são reais, mas nós vamos superá-los".
"A nossa economia enfraqueceu por causa da avareza e da irresponsabilidade".
"Começaremos uma retirada responsável do Iraque".
"Proporemos aos muçulmanos um novo enfoque".
"Derrotaremos os extremistas".
"Os EUA lutarão contra o fantasma do aquecimento global".

Seja bem-vindo, senhor Presidente! A América e o mundo olham-no com esperança. E é exactamente este suplemento de esperança que precisamos para vencer a grave crise em que nos encontramos.

"Parece-me ser um grave erro antropológico equiparar uma união homossexual ao casamento e à família."

A possibilidade de vir a ser permitido em Portugal o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo deverá ser um dos assuntos da próxima reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, disse à lusa o seu porta-voz.
Segundo o padre Manuel Morujão, a agenda da reunião marcada para 10 de Fevereiro ainda não está definida, mas normalmente há sempre um ponto sobre questões actuais da sociedade portuguesa.
"É natural que seja programado esse ponto", disse.

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou domingo que chegou agora o momento de se fazer o debate e a discussão com a sociedade portuguesa sobre casamentos homossexuais.
Para o líder socialista, trata-se de "eliminar uma discriminação histórica, que não honra nenhuma sociedade aberta". José Sócrates lembrou que vários países já deram o passo de legalizar os matrimónios entre pessoas do mesmo sexo, dando como exemplos o Canadá, a Espanha ou a Bélgica e a Holanda.

Sobre esta questão, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa considerou "desproporcionado que o partido do governo se fixe neste assunto dos casamentos homossexuais, quando há tantos problemas graves e gritantes" na sociedade, como a crise financeira e económica "que afecta gravemente as famílias e as empresas".
Na opinião do padre Manuel Morujão, esta iniciativa, em vez de unir os portugueses para resolver os reais problemas do país, será "seguramente um forte factor de divisão".
"Dá, pois, a impressão de que se trata de uma distracção dos reais e mesmo clamorosos problemas que atingem algumas faixas sociais mais desfavorecidas", disse.

Segundo o porta-voz da CEP, todos, pelo facto de serem pessoas, merecem o integral respeito e atenção da igreja, independentemente da orientação sexual, da raça, da ideologia ou do credo.
Mas, acrescenta, "a justíssima causa de abolir as discriminações não pode justificar tudo".

"Parece-me ser um grave erro antropológico equiparar uma união homossexual ao casamento e à família. A família é um património fundamental da humanidade que não pode ficar à mercê das disposições de qualquer campanha ocasional, em consonância com modas que pisam as fronteiras de algo que não é substituível por qualquer outro tipo de relacionamento e união", frisou o padre Manuel Morujão.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/de656cc0fbedd71fc7cf78.html

18 a 25 de Janeiro: Famílias com São Paulo

As Famílias com São Paulo. Encontros familiares com São Paulo. Veja os guiões em:
http://paroquiadetarouca2.no.sapo.pt/boletim.htm
Assim mais famílias podem realizar esta experiência. Penso sobretudo nos EMIGRANTES.
Seria muito bom que várias famílias se juntassem para estes dois momentos com São Paulo. Mas se não puder ser, que cada família os realize com alegria e encanto. É que família que reza unida, permanece unida, pois Deus não tira nada e dá tudo. Na verdade, quando Deus tem lugar no coração da família, esta tem mais encanto e sente a vida de outra maneira.

Hoje é o Dia do "MÁRTIR"

S. SEBASTIÃO

Curioso. Nasci numa freguesia cujo padroeiro é São Sebastião; sou de uma diocese cujo padroeiro principal é S. Sebastião (o outro é Santo Agostinho); um dos meus vizinhos mais próximos é S. Sebastião (a sua capela fica mesmo em frente à casa paroquial)

S. Sebastião é um exemplo de coragem, fidelidade e persistência.

Faz também treze anos que o senhor Bispo foi ordenado e nove que foi nomeado. Rezemos por ele, com ele.

É o dia da tomada de posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos. Uma onda de esperança varre o mundo enquanto os olhos se fixam na Casa Branca.

Deus o abençoe. A tarefa não é fácil. Mas parece ser um homem sério, determinado (embora um pouco oscilante em matéria de defesa da vida), bem intencionado.

O êxito dele será sucesso nosso, de todos, da humanidade.

Que bem escreve Alice Vieira!

A geração do ecrã
«Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas).
Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.
Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.
Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.
E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.
A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.
E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.
E nós deixamos.»
Alice Vieira, Escritora
(Texto enviado por email)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Papa fala da família, da guerra em Gaza, da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

video video

Churchill dixit

Há dois lugares onde o socialismo funciona: no Céu, onde não é preciso; e no Inferno, onde já o têm - Winston Churchill

Pérolas sobre Educação

Para que não caia no esquecimento, relembram-se as "pérolas" com que temos sido brindados pelos responsáveis da Educação neste país :

«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008 )

«vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008 )

«quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008 )

"admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública" (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006)
(Enviado por email)

Esta é a foto da semana!!!

Entre todo o lixo que recebemos pela internet, ocasionalmente nós conseguimos alguma coisa igual a esta...
Se um cão tem tempo para falar com Deus, então nós deveríamos também tê-lo, não acham???
(Enviado por email)

Dilemas

Hoje há greve dos professores.
Confrontei-me com o dilema. Por um lado, as justíssimas reivindicações dos docentes com quem estou naturalmente solidário; por outro lado, a consciência profissional. É que tinha feito uma permuta com um colega. Sem me aperceber, a tal permuta envolvia exactamente o dia de hoje.
Pesou a consciência profissional. Fui dar aulas.
Confesso que me senti mal toda a manhã, embora tivesse dado o melhor de mim mesmo. Só um minúsculo grupo de professores apareceu para leccionar. Conversamos sobre os nossos motivos no intervalo. E cada um tinha razões muito válidas para comparecer. Em todos, a mesma opinião: a razão está dos lado dos docentes.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Recessão

http://sol.sapo.pt/Blogs/mramires/default.aspx

"Está muito concorrido hoje..."

1. Sinto a consciência do dever cumprido. Nestes tempos reconheço que tenho trabalhado demais. Mas fica-me a tranquilidade de quem cumpriu o seu dever a tempo. Com perfeição? Não, porque tenho a certeza das minhas limitações. Mas dei o meu melhor.
Fiel ao Plano Pastoral, elaborei, imprimi e orientei as distribuição dos guiões para os encontros familiares. Obrigado a quem os dobrou e distribuiu.
Preparei a liturgia do próximo domingo: imprimi textos, fiz a visualização da Eucaristia para ser projectada, reuni com pessoas em ordem à sua intervenção, dei a conhecer os cânticos. Não esquecer que a Missa com Crianças merece sempre um tratamento especial.
Também já elaborei o guião para o Lausperene da Quaresma, pedi ao sr. Diácono que o lesse e desse a sua opinião, pedi que montasse o livrinho a partir das fotocópias que vou tirar.
Igualmente já elaborei os textos para a intervenção dos adolescentes nas Eucaristias Quaresmais e que vou distribuir e analisar com os catequistas na reunião geral da próxima quinta-feira para que estes depois os trabalhem com os catequizandos.
Também o boletim "Apelo" da Quaresma está pronto, bem como as cartas-convite aos que este ano fazem 50 e 25 anos de casados, solicitando a sua presença na Eucaristia que a eles é particularmente dedicada.
Claro que o jornal paroquial de Janeiro tem que aparecer na data indicada e tem-se vindo a fazer...
Bom, como arcipreste, fiz uma resenha da reunião arciprestal e elenquei os assuntos da próxima reunião de arciprestado. Tudo enviei aos colegas, juntamente com materiais que devia divulgar.

2. Gostei das Eucaristias deste domingo. Senti-me bem como sempre. Mas hoje houve um facto que me tocou. Um irmão, de repente, caiu no meio da Eucaristia. A comunidade movimentou-se no sentido de prestar todo o apoio e rapidamente chegaram os bombeiros. Tudo feito com a discrição possível no momento. Aquela gente, que louvava o Senhor, não O esqueceu no irmão tombado. Também desci para ver o que se passava. Parabéns, amigos! Senti orgulho pelo vosso comportamento.

3. No fim da Eucaristia das 11 horas, atendi muita gente. De tal maneira que uma pessoa, que se guardou para o fim, exclamou: "Hoje o senhor está muito concorrido!..." Os assuntos foram os mais variados como acontece na vida de um pároco. Alguns deixaram-me contente pela boa notícia trazida, pela simpatia das pessoas, pela adesão a este ou aquele projecto ou actividade. Um deixou-me deveras preocupado. Já o pus na mão de Deus e, no que depender de mim, tudo farei para que se resolva a contendo e na paz.

3. Muitas vezes tenho pensado nisto. Em Igreja as pessoas mais importantes são os párocos. Não por eles, mas pela missão que desempenham. Será presunção? Heresia? Penso que não, apenas a verdade. São os párocos que estão próximos das pessoas, que as ouvem, que as motivam, que as acolhem, que as conhecem. São eles os "peões" que estão no meio do seu povo, vivem para o seu povo e com o seu povo. Os bispos aparecem, os padres estão. São eles que estão constantemente sob mira dos seus superiores hierárquicos e do povo que servem. São ainda os párocos que sofrem os embates, ora vindos de "baixo" ora vindos de "cima". Quando é que a Igreja reconhecerá o papel único dos párocos? Normalmente quando lhes fala é só para recordar deveres...

Ano Paulino: AS FAMÍLIAS À DESCOBERTA DE SÃO PAULO

Começa hoje. Durante esta semana, as famílias desta comunidade paroquial são convidadas a reunir-se à volta de São Paulo. São propostos dois encontros familiares. No primeiro, a família vai descobrindo São Paulo: quem foi ele, a sua conversão, como se tornou apóstolo, qual o centro da sua pregação, quem era Cristo para ele, que nos refere sobre a salvação... No segundo, e à semelhança do que se vai passar no próximo sábado em Fátima, as famílias são convidadas a rezar o terço com São Paulo. Em cada mistério, é proposta a leitura de um excerto de uma das cartas paulinas, terminando com uma mini-ladainha paulina e a oração pelas famílias.
Cada guião traz logo no início as indicações a seguir durante a celebração, privilegiando os momentos de silêncio e de partilha.
Estes guiões aparecerão no site da Paróquia -http://paroquiadetarouca2.no.sapo.pt/boletim.htm - possibilitando assim que mais famílias possam realizar esta experiência. Penso sobretudo nos EMIGRANTES.
Seria muito bom que várias famílias se juntassem para estes dois momentos com São Paulo. Mas se não puder ser, que cada família os realize com alegria e encanto. É que família que reza unida, permanece unida, pois Deus não tira nada e dá tudo. Na verdade, quando Deus tem lugar no coração da família, esta tem mais encanto e sente a vida de outra maneira.
Os dias da semana para a realização destes encontros com São Paulo ficam à liberdade de cada família ou grupo de famílias.
Nas Eucaristias vespertinas de ontem e nas de hoje, estão a ser entregues os dois guiões para os encontros. Gostei que alguns, no fim da Missa, tivessem passado pela sacristia, para levar guiões para que outras famílias, que não estiveram na Eucaristia, possam fazer também esta experiência.

A coragem de ir contra a corrente

O cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Génova e presidente da Conferência Episcopal Italiana, está em Fátima a acompanhar a peregrinação de jovens sacerdotes de Génova.

D. Angelo Bagnasco alerta para o perigo das opiniões expressas por aquilo a que chama as “falsas maiorias”, numa altura em que os cristãos vivem no meio do secularismo:
Devemos ter a coragem de ir contra a corrente. Num clima de relativismo dominante, onde dizem que não há valores universais, mas apenas opiniões individuais, nós, pelo contrário, acreditamos firmemente que existem valores objectivos em nome dos quais o cristão deve saber ir contra a corrente, com serenidade, mas também com firmeza” - afirmou à RR.
In ecclesia

sábado, 17 de janeiro de 2009

De 18 a 25 de Janeiro decorre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

O significado dessa Semana de Oração pode ser visto pelo lado da Oração em si mesma, que tem uma eficácia própria e que não pode dispensar-se seja a propósito de que questão for. Mas com maioria de razão importa pedir a Deus que toque o coração das pessoas que confessam, porventura, aspectos da fé diversificados a fim de que por, esse toque de coração, todos vejamos, com mais clareza, o que devemos fazer e os caminhos que devemos trilhar. A Oração dispõe o coração a acatar o que Deus quer. E é importante porque sem isso não poderemos chegar à unidade, uma vez que Cristo, no contexto da Ceia Pascal, pediu ao Pai a unidade de todos por entender que a unidade entre os discipulos é sempre um dom de Deus que urge implorar. Tal como Ele pediu ao Pai a unidade, nós, a seu exemplo, não temos outro caminho.

Não se justifica apenas uma Semana de Oração, mas uma Oração continuada pela Unidade dos Cristãos. Pedir pela unidade não é proselitismo mas é apelo às conversões, é querer que os outros mudem e que nós também queremos mudar. Trata-se, essencialmente, de nos colocarmos todos ao mesmo nível na presença de Deus, para d'Ele recebermos o dom que Deus quer, de certeza, conceder-nos: a unidade.
D. Manuel Madureira Dias, in ecclesia

Questão partidária?

Mandaram-me esta carta, que achei muito interessante e que deixo à consideração de todos:

À atenção Senhora Ministra da Educação
A propósito do sistema de Ensino da Finlândia, veja, Senhora Ministra, se consegue perceber as 9 diferenças:
1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;
2. Na Finlândia há auxiliares de acção educativa acompanhando constantemente os professores e educandos;
3. Na Finlândia, os pais são estimulados a educar as crianças no intuito de respeitarem a Escola e os Professores;
4. Na Finlândia os professores têm tempo para preparar aulas e são profissionais altamente respeitados.
5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os alunos vão para casa brincar, estudar, usufruir do seu tempo livre;
6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito inclusivamente OS LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;
7. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;
8. Na Finlândia não há professores avaliadores, professores avaliados nem Inspectores.!!!!!
9. Na Finlândia não há professores de primeira e de segunda.
Conseguiu perceber as diferenças??? Pois é...

Mas quem começou isto?
- Jorge Sampaio, no regresso de uma visita presidencial àquele país, parecia Francisco Sá de Miranda, em 1526, a importar o Renascimento de Itália para Portugal, ao dizer que, na Finlândia, os professores passavam cerca de 50 horas por semana na escola. Ficámos, mais tarde, a saber que eram cerca de 27 horas, mas não em aulas de substituição!
- Durão Barroso clarificou que era preciso profissionalizar a gestão das escolas, porque os professores têm jeito para ensinar, mas podem não o ter para gerir. Os gestores não têm que ser professores (Dixit!). Também disse que as escolas deviam ter ocupados os alunos durante a interrupção da actividade lectiva: enquanto os professores reuniam para avaliar, planificar, etc., as autarquias e as associações iam desenvolver actividades com os alunos. Que é das autarquias? Que é das associações?
- O regime de quotas para as menções de “Muito Bom” e “Excelente” na avaliação dos trabalhadores da Administração Pública foram preconizadas por Durão Barroso, porque nem todos tinham mérito e nem todos podiam chegar ao topo da carreira. Confunde-se avaliação de desempenho com a limitação de lugares em determinados patamares da carreira pública. Se, num ano, fossem necessários só 25 engenheiros civis para o país, só daríamos média positiva a 25 finalistas da Licenciatura em Engenharia Civil?
- E os vínculos precários na administração pública? Quem era o PM da lei n.º 23/2004, de 22 de Junho (Aprova o regime jurídico do contrato individual. de trabalho da Administração Pública)? Durão Barroso.
- E a primeira machadada nas condições da aposentação? Quem era o PM? Durão Barroso. E o Ministro de Estado e das Finanças? Dra Manuela Ferreira Leite. E mais não fizeram porque tempo não tiveram (Bagão Félix dixit!).
Louro de Carvalho