terça-feira, 30 de outubro de 2018

1 de novembro: Todos os Santos

O pecado é a banalidade do mal. A santidade é a normalidade do bem


"A flor do mundo é a santidade. Essa forma de Deus presente em todos os tempos, em todas as latitudes, em todas as culturas. O que salva o mundo é a santidade: ela dá flexibilidade à dureza, torna uno o dividido, dá liberdade ao aprisionado, põe esperança nos corações abatidos, esconde o pão no regaço dos famintos, abraça-se à dor dos que choram e dança com outros a sua alegria. A santidade é um sulco invisível, mas torna tudo nítido em seu redor. A santidade é anónima e sem alarde. A santidade não é heroica: expressa-se no pequeno, no quotidiano, no usual.
O pecado é a banalidade do mal. A santidade é a normalidade do bem.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A "alma do povo"

Uma certa esquerda - e não só - em conjugação ou com infiltramento de certos lobbies mais  ou menos secretos mas poderosos, julga-se a consciência cívica da sociedade e a vanguarda da civilização.
A "alma do povo" interessa-lhe pouco, porque a julgam empoeirada e coarctada  por velhos preconceitos e questões míticas. Por isso lhe interessa deitar abaixo, cortar pela raiz tudo isso. Campo limpo para a nova sementeira de propostas "progressistas". Julga-se o garante do "progresso civilizacional".


Vejamos:
- A vida humana conta pouco. Daí a tentativa de  legalizar o aborto, a eutanásia, as "barrigas de aluguer"...
- A religião é empecilho. Por isso se explora ad nauseam qualquer falha dos cristãos, se proíbe qualquer presença da simbologia cristã em espaços públicos, nem que seja a presença de um crucifixo numa sala de aulas, se criam empecilhos à ação dos cristãos, claro, sempre debaixo da "saia" para não dar nas vistas.
- A família tradicional contraria os seus propósitos. Então combate-se ou dificulta-se a família, exaltam-se estilos alternativos, legaliza-se o "casamento homossexual", favorece-se a adopção de crianças sem pensar nas mesmas , desinveste-se na  aumento da população, esquece-se o interior, porque juntas e desenraizadas as pessoas são mais facilmente manipuláveis…
- A autoridade contraria a "nova ordem". Por isso entre o polícia e o ladrão, certa esquerda está  do lado do ladrão, os polícias são sempre maus. Chamar a atenção e corrigir é simplesmente repressão, seja na família, na escola, na sociedade.
- O endeusamento dos animais. Tudo o que proteja  e defenda a vida dos animais contrasta com o pouco interesse com a promoção da vida das pessoas. Se maltratas um cão, estás tramado;  mas se matas uma criança no ventre materno ou um doente em fase terminal, aí tens a protecção da lei.
- É esbanjista. Interessa-lhe muito mais distribuir do que produzir. Como se fosse possível dar o que se não tem. O Estado deve gastar "à tripa forra", as dívidas ou não se pagam ou sobram para a geração futura.
Estas ideias têm larguíssima difusão na comunicação social, em vários tons e módulos. O povo pode não compreender ou não ter acesso à sua contestação. Mas tem as redes sociais, hoje ao alcance de todos. E tem o voto onde é, felizmente, absolutamente soberano. 


Esta mentalidade  cria assim o campo de cultura para o surgimento de  movimentos e personalidades extremistas a um ritmo inquietante e perigoso. Trump e Bolsonaro são apenas dois exemplos.
Mas Portugal está longe destes extremismos. Para já sim e ainda bem. O comboio transcontinental do extremismo acabará por chegar se não arrepiarmos caminho. Como a este país as coisas chegam sempre tarde, não quer dizer que estejamos isentos.
Não desprezemos nem ofendamos a "alma do povo"!

Uma família encantada e encantadora

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São dois irmãos universitários. Amigos mesmo. Bem dispostos, têm uma capacidade enorme de distinguir os momentos. Se é para brincar, brincam; se é para trabalhar, trabalham. Uma vez ou outra, lá surgem pequenos desaguisados. É que ela é arrumadíssima e ele mais descuidado.
Há tempos, tive que ir a sua casa. Bati à porta e atendeu-me o rapaz de vassoura na mão.
- Rico trabalhador, sim senhor!
- Olhe, aqui em casa há tarefas repartidas. Hoje era o dia da minha irmã, mas a minha avó pediu-lhe ajuda e ela lá foi.
- Ah! Trocastes?
- Não, aqui não há trocas. Quando um não pode, o outro ajuda.
- Fantástico!
Nisto chega a mãe. Conversamos todos numa belo ambiente cordial. A certa altura, a senhora confessa:
- Tenho dois filhos maravilhosos. Nunca darei suficientes graças a Deus pelos filhos que Ele me deu. Só têm um defeito: estão sempre no ar para sair à noite. Ele é o cinema, ele é aniversários de amigos, ele é a discoteca, ele é...
- Pois - replicou a filha que entretanto chegara - a mãe gostava de nos fazer o que a avó faz à galinha quando está a chocar os ovos. Põe-lhe um cesto vindimo por cima e ... daqui não sais.
Todos rimos a bom rir. A mãe acrescenta:
- O meu marido está sempre a dizer-me para não me afligir, que os filhos nunca nos deram desgostos, para confiar neles, pois sabem ocupar o seu lugar. Mas não consigo. Enquanto não chegam, não durmo, fica-me o sono a léguas. E olhe que, uma vez ou outra em que não cumpriram o combinado e chegaram mais tarde, encontraram-me à porta de vassoura na mão!
- Mas nunca nos deu com ela, ihihihih - graceja o rapaz. - Lá sermões de não acabar mais, não nos faltam nessas ocasiões...
- Nunca é tarde. É melhor não abusardes. Caso contrário, qualquer dias sentireis a vassoura a cantar por essas costas abaixo! - Exclama a mãe, entre o sério e o benevolente.
Então o rapaz coloca o braço sobre o ombro da mãe, enquanto a filha lhe faz uma leve festinha.
Que cumplicidade! O encanto de serem família enche-lhes o rosto, inunda a casa e abrasa-me o coração.
São realmente uma família encantada e encantadora.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

É O QUE FAZ A COSMÉTICA!...

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Uma senhora de meia-idade teve um ataque de coração e foi parar ao hospital. Na mesa de operações, quase às portas da morte, vê Deus e pergunta:
- Já está na minha hora?
Deus responde:...
- Ainda não.Tens mais 43 anos, 2 meses e 8 dias de vida.
Depois de recuperar, a senhora decide ficar no Hospital e fazer uma lipoaspiração, algumas cirurgias plásticas, um facelift,... Como tinha  alguns anos devida, achou que poderia ficar ainda bonita e gozar o resto dos seus dias.
Quando sai do Hospital, ao atravessar a rua, foi atropelada por uma ambulância e morreu.
A senhora, furiosa, ao encontrar-se com Deus, pergunta-lhe:
- Então eu não tinha 40 anos de vida? Porque que é que não me desviaste do caminho da ambulância?
Deus responde:
- Eras tu?! Nem te reconheci…

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Precisamos de nos educarmos para a utilização do mundo virtual!


Não seria muito mais importante usar o Messenger para o contacto pessoal, para conversar, para partilhar???
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Voluntariado Médico em Tarouca

Tinha terminado a Eucaristia das 11 h e eu preparava-me para regressar a casa. Sou chamado à entrada da Igreja onde o Presidente da Câmara me pede para servir de guia a um grupo de médicos que desejava visitar o monumento.
O tempo era escasso, pelo que não me pude demorar. Saliento o interesse  e o acolhimento dos ilustres clínicos. Outro aspecto que me chamou a atenção foi a boa disposição e amizade reinante no grupo. Um dos médicos, a propósito da estada na Igreja, acrescentou em jeito de brincadeira: "Bem preciso porque trato do pecado!" E logo a seguir explicou: "Sou urologista…"

No âmbito da ação "Voluntariado Médico em Tarouca", um grupo de médicos voluntários, de diversas especialidades consultaram, gratuitamente, nos dias 20 e 21 de outubro vários cidadãos tarouquenses.
A iniciativa decorreu na UCSP de Tarouca - Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados e Santa Casa da Misericórdia de Tarouca, onde estiveram presentes vários médicos com especialidade em dermatologia, urologia, ginecologia, ortopedia, pneumologia e cirurgia, tendo realizado tratamentos e pequenas cirurgias, com o objetivo principal de evitar deslocações aos hospitais de referência e criar condições de conforto às pessoas mais idosas.
Abdicando do seu tempo livre, os médicos presentes tentam assim valorizar o trabalho em regime de voluntariado e oferecem a sua contribuição para o alcance da melhoria da saúde.

sábado, 20 de outubro de 2018

Sínodo dos Bispos sobre os jovens encaminha-se para o fim


O Sindo encaminha-se para o fim (28/10).
Pelo que nos é dado conhecer através da comunicação social, os participantes de Língua Portuguesa pouca coisa  de novo têm proposto… Se em relação a Portugal outra coisa não seria de esperar, já no tocante ao Brasil era de esperar muito mais.
Pergunto-me a mim mesmo se não estaremos a perder um extraordinária oportunidade.
«Os jovens pedem-nos que falemos de forma desafiante, aos líderes mundiais de hoje, em seu nome» (O cardeal Blase Joseph Cupich, arcebispo de Chicago (EUA).
Perante o infindável deserto de profecia que alastra pela Europa e ainda mais em Portugal, parece-me uma excelente proposta que devia encharcar o coração dos pastores.
Na Igreja «ninguém está excluído, todos estão em casa». (Cardeal John Ribat, arcebispo de Port Moresby (Papua Nova-Guiné).  Haja a coragem de se assumir esta afirmação com todas as consequências. É mais do que necessário, urgente, evangélico. 

Gosto imenso

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Guerras religiosas voltam ao mundo cristão

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Na Ucrânia, presentemente, existentes três igrejas ortodoxas (a do Patriarcado de Kiev, a Autocéfala e a do Patriarcado de Moscovo) e ninguém sabe como irão elas repartir os templos ortodoxos do país.


Normalmente, os políticos, a imprensa e grande parte dos cidadãos comuns só reagem ao que se passa no mundo no momento em que rebenta um forte conflito. Mesmo que já se adivinhe que a situação vai ser muito grave, a prioridade vai para as lutas políticas internas ou para o futebol. Por isso, muitos ficam “espantados” como é que políticos como, por exemplo, Donald Trump ou Jair Bolsonaro podem chegar ao cargo de presidente dos seus países eleitos pela maioria dos votantes.


Mas esta “surpresa” passa-se em muitas outras esferas, incluindo o campo da religião. Que os muçulmanos se matem uns ou outros por motivos religiosos já não surpreende ninguém, mas guerras entre cristãos na actualidade? Como será possível? Isso é coisa da Idade Média!, dirão muitos. Mas não é verdade: a guerra entre cristãos ortodoxos já está instalada, e não algures muito longe de nós, ali logo na Europa do Leste, podendo as repercussões chegar a Portugal.


A Igreja Ortodoxa Russa decidiu romper com o Patriarca Bartolomeu, chefe da Igreja Ortodoxa de Constantinopla, que é considerado tradicionalmente como a figura mais importante no cristianismo ortodoxo (embora esteja a léguas de distância do poder do Bispo de Roma no seio da Igreja Católica), e este decidiu conceder a autocefalia (autonomia) à Igreja Ortodoxa Ucraniana, desferindo um rude golpe na parte que depende do Patriarca Ortodoxo Russo. A Igreja Ortodoxa Russa condenou imediatamente essa decisão, proibiu os seus membros de participarem em cerimónias religiosas conjuntas com os ortodoxos que obedecem ao Patriarca de Constantinopla e de visitarem os templos destes, nomeadamente o Mosteiro de Athon, na Grécia, muito popular entre os russos.


O metropolita Ilarion, chefe do Departamento Internacional do Patriarcado de Moscovo que recentemente visitou Portugal, já considerou este conflito uma crise pior do que o Cisma de 1054, que levou à separação entre ortodoxos e católicos.


Na Ucrânia, presentemente, existentes três igrejas ortodoxas (a do Patriarcado de Kiev, a Autocéfala e a do Patriarcado de Moscovo), sendo que as duas primeiras irão ser a base da nova Igreja Ortodoxa Ucraniana independente. E aqui reside um dos principais problemas: como irão ser repartidos os templos ortodoxos entre as várias igrejas. O Patriarcado de Moscovo receia que os “autocéfalos” comecem a ocupar à força os templos que ele diz pertencerem-lhe, tendo-se já registado várias tentativas. Uma das principais batalhas terá lugar em torno da Laura Petcherski, em Kiev, um dos lugares mais sagrados para os ortodoxos do Leste da Europa.


O ideal seria dar aos prelados e paroquianos o direito de opção mas, num país dilacerado por uma guerra contra a Rússia, será um princípio de difícil realização. Alguns dos membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo já anunciaram a passagem para o outro lado, como é o caso, por exemplo, do conhecido metropolita (arcebispo) Alexandre. E qual será a decisão dos crentes e dos sacerdotes das paróquias dessa metrópole? Dificilmente todos irão seguir o seu exemplo e, à guerra política, económica e militar entre a Rússia e a Ucrânia, pode vir a juntar-se a religiosa.


A Igreja Ortodoxa Russa não quer perder um dos seus mais numerosos rebanhos (segundo dados aproximados, cerca de 15 milhões num total de 180 milhões). Além disso, esta separação enfraquece fortemente a tentativa do Patriarcado de Moscovo se tornar no principal centro da ortodoxia no mundo, pois este exemplo poderá ser seguido pelas igrejas ortodoxas da Moldávia e da Letónia.


Como não podia deixar de ser, os apologistas da política do Kremlin e do actual casamento entre o Estado e a Igreja na Rússia de Putin não só encontraram os autores da divisão da Ortodoxia entre os “nazis” e “forças de extrema-direita” na Ucrânia, mas também nos Estados Unidos e Canadá.


Não é segredo para ninguém que a extrema-direita ucraniana tenta tirar frutos desta divisão, radicalizando formas e meios de solução do problema: ocupação de templos. Também é verdade que a principal base de apoio em termos de rebanho do Patriarca Bartolomeu se encontra nos Estados Unidos e no Canadá, países onde a diáspora ucraniana tem bastante influência. A actual direcção dos Estados Unidos não esconde a sua vontade de ter um regime aliado forte às portas da Rússia.


Porém, o Patriarcado de Moscovo parece considerar que os ucranianos têm a memória curta, pois é sabido que a Igreja Ortodoxa Russa apoiou a invasão da Crimeia e do Leste da Ucrânia, abençoa os separatistas pró-russos, é um dos canais da política externa agressiva de Vladimir Putin em geral.


A formação do Estado ucraniano moderno é um fenómeno muito recente, processo que avança e se consolida numa base anti-russa, como aconteceu na Estónia, Letónia e Lituânia, bem como noutros países da zona de influência soviética. Todos eles receiam que a história se repita.


Vladimir Putin não pode perder este combate em defesa do “mundo russo” e contra os cismáticos. Por isso, é de prever um envolvimento crescente do poder político russo neste conflito religioso. Os resultados poderão ser desastrosos para o Leste da Europa, tanto mais que os actuais dirigentes políticos ucranianos também não perdem a oportunidade para ganhar pontos, pois as eleições gerais irão realizar-se no início de 2019 e o conflito religioso será um dos centrais na luta política.


PS. Em Portugal, há várias comunidades ortodoxas e uma forte diáspora ucraniana, por isso, o conflito pode também manifestar-se aqui.


José Milhazes, aqui

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A Fé não é sentimentalismo

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A fé não é uma simples impressão ou emoção do coração. Sem dúvida, o cristão sente a sua fé, experimenta e desfruta dela, mas seria um erro reduzi-la ao "sentimentalismo". A fé não é algo que depende dos sentimentos: eu não sinto mais nada, devo estar perdendo a fé. Crer é uma atitude responsável e racional.
A fé também não é uma opinião pessoal. O crente compromete-se pessoalmente a acreditar em Deus, mas a fé não pode ser reduzida ao "subjetivismo": eu tenho as minhas idéias e acredito no que penso. A realidade de Deus não depende de mim, nem a fé cristã é a criação de uma única pessoa. Ela brota da ação de Deus em nós.
A fé também não é um costume ou tradição recebida dos pais. É bom nascer em uma família cristã e receber desde a infância uma orientação espiritual da vida, mas seria muito pobre reduzir a fé ao "costume religioso": na minha família sempre fomos muito ligados à Igreja. A fé é uma decisão pessoal.
A fé também não é uma receita moral. Acreditar em Deus tem as suas demandas, mas seria um erro reduzir tudo ao "moralismo”: eu respeito a todos e não magoo ninguém. Fé é, além disso, amor a Deus, compromisso com um mundo mais humano, esperança na vida eterna, ação de graças e celebração.
A fé também não é um "tranquilizante". Acreditar em Deus é, sem dúvida, uma fonte de paz, conforto e serenidade, mas a fé não é apenas um "abraço" para momentos críticos: quando estou com problemas, recorro à Virgem Maria. Acreditar é o melhor estímulo para lutar, trabalhar e viver de maneira digna e responsável.
A fé cristã começa a despertar em nós quando nos encontramos com Jesus. O cristão é uma pessoa que encontra Cristo e n’Ele descobre um Deus amoroso que o atrai mais a cada dia. João fala sabiamente sobre isso: "Conhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos n’Ele, Deus é Amor" (1 João 4:16).
Esta fé cresce e frutifica somente quando permanecemos, dia após dia, unidos a Cristo, isto é, motivados e sustentados pelo Seu Espírito e pela Sua Palavra: aquele que permanece unido a Mim como Eu sou unido a ele, produz muitos frutos, porque sem Mim não pode fazer nada.
Fonte: aqui

domingo, 14 de outubro de 2018

Beatas, ratas de sacristia, ou santas


Há quem lhes chame beatas do padre, ratas de sacristia, e por aí fora. Nomes que se ouvem por todas as paróquias e que, às vezes, até a  padres ocorre repetir. Mas são aquelas mulheres que sustentam a paróquia com a sua oração, todos os dias, à mesma hora, na Igreja. Guardam essa hora para estar com Ele e para rezar por todas as necessidades, por todos e toda a paróquia. São meia dúzia de senhoras com uma certa idade que quase nunca faltam a esse compromisso que assumiram diante de Deus e da comunidade. Se calhar nem sempre são pessoas que na vida diária têm as melhoras condutas. Apontam-lhes, com frequência, o dedo, como sendo pessoas que batem no peito ou colocam as mãos juntas para rezar, mas pouco fazem, de mãos abertas, para ajudar os outros. Não sei se isso é verdade ou não. Também me parece que esse tipo de juízo é demasiado exagerado. Não há ninguém perfeito. Mas uma coisa é certa: elas raramente falham ao compromisso de rezar pela comunidade toda. Por isso hoje queria dirigir-lhes o meu Bem hajam, e chamar-lhes de minhas santas, ou santas da minha comunidade cristã. Vós suportais, em muito, a nossa comunidade. Não há casa sem fundações. Não há árvore sem raízes. Não há intimidade com Deus sem oração. Não há Igreja sem oração. Não há comunidade cristã sem oração.
Fonte: aqui

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Sínodo dos Bispos 2018,

Para já, "nada de novo sobre a terra"!
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Grupo de língua portuguesa faz primeiras propostas após sete dias de trabalhos. Aqui
Será que o Espírito Santo não se faz ouvir em Língua Portuguesa!? É que, pelo que nos é dado ler, nada de novo ou de relevante aparece nestas propostas.
Na abertura do Sínodo, o Papa Francisco havia pedido ' um Sínodo com «capacidade de sonhar e esperar»'.
Também alimentei - e continuo a alimentar - a esperança na surpresa do Espírito para que algo de novo surja, renove a esperança e liberta a Igreja para a surpresa do Evangelho. 
Não imagino um sínodo com as mesmas respostas, embora involucradas  de roupagens diferentes, para problemas novos. "Para vinho novo, odres novos", adverte Jesus.
Peço que rezemos todos para que os que participam no Sínodo escutem "aquilo que o Espírito diz à Igreja".

11 de outubro - São João XXIII

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João XXIII tornou-se uma figura querida porque assumiu, sem o menor constrangimento, o espírito de Jesus.
Para ele, todos, incluindo os ateus, eram filhos e irmãos. A justiça sempre o preocupou e mobilizou.
Conta-se que, um dia, terá perguntado a um trabalhador como ia a sua vida. Ele respondeu que ia mal. Então, o Papa garantiu que ia tratar do assunto.
Houve, no entanto, quem objectasse que, aumentando o salário aos trabalhadores, teria de haver um corte nas obras de caridade.
Resposta pronta do Pontífice: «Então é o que teremos de fazer. Porque a justiça está antes da caridade».
São estas atitudes que definem uma vida. E fazem com que as pessoas que as tomam brilhem. Mesmo nas sombras. Sobretudo nas sombras.


O Papa Bom não podia deixar de insistir na centralidade da bondade. «Não há nada mais excelente que a bondade. A inteligência humana pode procurar outros dons eminentes, mas nenhum deles se pode comparar à bondade». E, atenção, «o exercício da bondade pode sofrer oposição, mas acaba sempre por vencer porque a bondade é amor e o amor tudo vence».


O Papa Bom, João XXIII, proferiu o «Discurso da Lua» neste dia 11 há 56 anos.
Foi quando enviou aos filhos dos que estavam a ouvi-lo a «carícia do Papa».
Vale a pena ler, meditar e reter. Não é longo. E é espantosamente belo!
«Caros filhinhos, oiço as vossas vozes. A minha é apenas uma, mas condensa a voz do mundo inteiro. Todo o mundo está aqui representado.
Parece que até a lua antecipou-se esta noite – observai-a no alto – para contemplar este espectáculo. É que encerramos uma grande jornada de paz. Sim, de paz: Glória a Deus e paz aos homens de boa vontade.
A minha pessoa não conta para nada, quem vos fala é um irmão, que se tornou pai por vontade de Nosso Senhor, mas tudo junto – paternidade e fraternidade – é graça de Deus, tudo, tudo.
Continuemos, pois, a amar-nos, a querer-nos bem, a querer-nos bem; olhando-nos mutuamente no encontro, recolhendo aquilo que nos une, deixando de lado qualquer coisa que nos possa criar dificuldade: nada. Fratres sumus .
Esta manhã aconteceu um espectáculo que nem a basílica de São Pedro, que tem quatro séculos de história, alguma vez pôde contemplar.
Honremos as impressões desta noite. Que os nossos sentimentos permaneçam sempre como agora os manifestamos diante do Céu e da terra. Fé, esperança, caridade, amor de Deus, amor de irmãos. E assim, todos juntos, mutuamente apoiados, na santa paz do Senhor, nas obras do bem.
Quando regressardes a casa, encontrareis os vossos meninos. Fazei uma carícia às vossas crianças e dizei: «esta é a carícia do Papa». Encontrareis algumas lágrimas por enxugar, fazei alguma coisa… dizei uma boa palavra: «O Papa está connosco, especialmente nas horas de tristeza e de amargura».
E assim, todos juntos, animemo-nos, cantando, suspirando, chorando mas sempre, sempre cheios de confiança em Cristo que nos ajuda e nos escuta, para avançarmos e retormarmos o nosso caminho.
E, agora, tende a gentileza de atender à bênção que vos dou e também à boa-noite que me permito desejar-vos».

Concílio Ecuménico Vaticano II iniciou-se faz hoje 56 anos
Neste dia 11 de Outubro, faz 56 anos que se iniciou em Roma o Concílio Ecuménico Vaticano II, convocado pelo Papa João XXIII. O Concílio decorreu em Roma (entre 1962 e 1965), mas parece que nunca terá chegado verdadeiramente até nós. Apercebemo-nos, seguramente, de alguns dos seus sinais (nomeadamente a Missa em português), mas creio que ainda não chegamos a penetrar no coração das suas propostas.Sucede que o principal contributo do Vaticano II foi redespertar a nossa atenção para a centralidade de Deus e de Jesus Cristo. Reconduziu-nos, portanto, para as fontes da fé.
João António Teixeira

domingo, 7 de outubro de 2018

Este OUTUBRO marca o início do....

1. ANO MISSIONÁRIO
TODOS, TUDO E SEMPRE EM MISSÃO

***
2. PLANO PASTORAL 2018/2019
Somos Igreja chamada e enviada em missão







sábado, 6 de outubro de 2018

Momentos de Deus, momentos com Deus


Nos dias 4, 5 e 6 de outubro, um grupinho de Convivas desta Paróquia, a que se juntaram algumas pessoas da comunidade, dinamizou na Igreja Paroquial momentos de oração pelos bons frutos do Convívio Fraterno que então decorria no Seminário de Resende, com a presença de jovens de várias partes da diocese.
Assinale-se:
- A participação dos presentes na oração. Para isso contribuiu muito o projector da Igreja, já que possibilitou o acesso de todos a leituras e a cânticos.
- A postura das pessoas: serena, alegre, compenetrada, sentida.
- O guião da oração foi bem concebido, porque partindo da Palavra de Deus, ajudou a ler e a projectar luz sobre situações e pessoas.
- O sentido de Deus. Esta gente já interiorizou a Palavra de Jesus: "Sem Mim nada conseguis fazer." Por isso rezaram ao Senhor para que a Sua Graça abrace e abarque todos os que estão no Convívio.
- Em Ano Missionário e no início do novo Ano Pastoral, os presentes foram rezando: "Todos, tudo e sempre em Missão", porque "somos Igreja chamada e enviada em Missão."
- O compromisso que os  Convivas assumiram de, em cada 1ª sexta-feira, se associarem à oração que a paróquia realiza, ao fim da tarde, na Igreja Paroquial.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Acríticos, acéfalos, superficiais

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No facebook circula uma pseudonotícia. Esta que pode ver aqui.
Na redação da "notícia" há claros indícios de que a mesma é falsa. Mas vamos admitir que algumas pessoas não se aperceberam de tais indícios. Ao menos poderiam reparar na nota final onde diz isto: "... a informação aqui veiculada  não corresponde à realidade…"
Mas qual quê!?
Muitas pessoas leem pouco, leem mal, leem o que lhes interessa, leem segundo a intenção do seu coração.
Para muita gente o que interessa é a oportunidade de "deitar faladura", destilar ódio e preconceito, marcar posição, manifestar ignorância, chamar a atenção para si mesma… O coro enorme de comentários que a "notícia" em causa provocou!!!
Isto alerta para o facto de ser cada vez mais necessário  prestar  atenção ao que é dito nas redes sociais. Não comamos gato por lebre!
"Vi Facebook", "vi no Twitter" , ouve-se a cada passo, como se fosse um dogma, uma verdade irrefutável.
Prestar atenção ao que está escrito, a tudo, sendo críticos, usando a inteligência e, na dúvida, procurar a confirmação ou não do que foi visto.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Bombi Challenge

Diversão, adrenalina e espírito de camaradagem marcaram a I edição do Bombi Challenge, que durante a manhã do dia 30 de setembro pôs à prova a destreza e condição física dos cerca de 100 atletas que abraçaram este desafio. 
Ao longo de cerca de  10 km, mais de 20 obstáculos obrigaram os atletas mostrar a fibra que os caracterizava, desafiando-os a correr, saltar, escalar e rastejar em terrenos lamacentos, tanques de água, entre outros, sempre usufruindo ao máximo das condições naturais privilegiadas que o Concelho de Tarouca proporcionou à realização do evento. 
A prova de obstáculos, organizada pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tarouca e  Município de Tarouca, garantiu a promoção do território tarouquense, a sua paisagem e natureza, destacando-se, nesta edição, as passagens entre o rio e a serra.
A todo o staff e participantes endereçamos o nosso sincero agradecimento por todo o empenho e calor humano, que foi garante do sucesso desta primeira edição.
Cátia Rocha