sábado, 31 de março de 2012

Que o Senhor nos ensine a humildade de viver percebendo o outro além das aparências...

O coração vê mais e melhor

"As maiores coisas do mundo e as mais belas não podem ser vistas e nem sequer tocadas. Devem ser sentidas com o coração." - Helen Keller

Um blog de vez enquando

De  vez enquando vou sugerir aqui um blog para consulta dos amigos leitores.
Não me limitarei apenas àqueles que habitualmente sigo, mas procurarei ter em conta a diversidade de gostos e de susceptibilidades dos caros visitantes.
Muitos dos que vou consultando tenho-os aqui referido como fonte de postagens ou indicação para consultas.

Desta vez sugiro o blog TAROUCAndo - aqui.
Um blog que, à sua maneira e segundo o seu ponto de vista, pensa, questiona, noticia e sugere, tendo em conta a realidade, especialmente a local.

sexta-feira, 30 de março de 2012

É já neste domingo, 14 - 19 horas...


Apareça no Centro Paroquial e leve um amigo também.
É sempre bem-vindo quem vier por bem.

Deus é festa e a Sua Palavra traz festa à nossa vida.

Não pensem em estudar. Não estudem...

Na "reforma agrária"





Com o calor que tem estado, as pequenas árvores, mormente se recém-plantadas, precisam de água como de pão  para a boca.
Por isso, mais uma vez, na tarde desta quinta-feira, dirigi-me à minha terra natal para regar algumas das árvores, especialmente as que foram recentemente plantadas e aquelas cujo estado de vida pareça mais crítico.
A terra é um pó, tal a falta de humidade no solo. A água é pouquíssima. Ainda no ano passado, face ao valente rego de água que jorrava da nascente, um amigo me aconselhou a fazer algumas adaptações no tanque para lá colocar trutas. Porque já sei o que a casa gasta, resiste à ideia. Fiz bem, pois, caso contrário, a esta hora não tinha lá um tanque quase vazio, mas um cemitério trutal...
O tanque faz lembrar setembro, tal a carência do precioso líquido. Ainda hoje, para encher o regador e o balde, tive que pegar num caldeiro para tirar a água e a depositar nos citados recipientes a fim de dar uma regadela aos morangos, aos quiwis e às oliveiras recém-plantadas.
Faz-me muito bem este tempinho em contacto com a natureza. Até me esqueço dos cigarros enquanto trabalho. Sem palavras, falo com as pequenas árvores, felicitando estas e aquelas pelo crescimento e interrogando as mais raquíticas sobre os motivos do seu ataviamento.

Do lado de lá do Balsemão, sobre a serra da Juvandes, um incêndio devorava o que resta da floresta. Enfim, mãos sujas de incendiárias existem por todo o lado... Até quando?

quinta-feira, 29 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Homenagem a Aristides de Sousa Mendes


A Confederação Portuguesa do Voluntariado, em parceria com o Departamento congénere da Diocese de Viseu, vai promover uma celebração memorial de Aristides de Sousa Mendes, no aniversário da sua morte, a 3 de abril.
“A coordenação desta iniciativa está a cargo do padre João Rodrigues, do Secretariado Diocesano da Pastoral Social e acontecerá em Cabanas de Viriato (Viseu) com a colaboração das entidades locais”, realça um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
Durante o evento, haverá também o lançamento de um postal comemorativo.
O diplomata Aristides de Sousa Mendes nasceu em Lisboa e foi nomeado Cônsul de Portugal em Bordéus (França), em 1939, onde passa milhares de «vistos» de entrada em Portugal a pessoas perseguidas.
In ecclesia

Os jovens gostam de questionar. Era bom que se deixassem questionar também

Se pudesse, gostaria de dizer aos adolescentes e jovens que assomam, por estes dias (ou noites!), à superfície das câmaras de televisão, que eles valem muito mais que os copos de álcool que seguram na mão. Que valem muito mais que os saltos que dão ao som de música estridente e ensurdecedora. Há tempo para tudo, dir-me-ão. Certo. Mas estas energias desgastadas podem fazer falta noutras actividades mais edificantes. Os jovens gostam de questionar. Era bom que se deixassem questionar também. Não se (des)gastem no presente. Semeiem um outro futuro!
João Teixeira, in facebook

segunda-feira, 26 de março de 2012

Os encantos e desencantos de Lloret del Mar

Todos os anos milhares de jovens portugueses rumam a Lloret de Mar durante as suas viagens de finalistas.

Dois anos depois, outro jovem português morre em Lloret de Mar. Circunstâncias semelhantes: queda da varanda de um hotel. A mesma idade, ambos tinham 17 anos.

Antes de mais, a minha solidariedade com a família e amigos enlutados.
A morte abre sempre feridas no coração, mas quando se morre aos 17 anos, as feridas transformam-se em vulcões de dor.

Num momento em que se fala tanto do envelhecimento de Portugal, em noite demográfica, um só jovem que se perca representa mais uma machadada no problema.

Mas este caso não deixa de ser um clamor a chamar a atenção:
- Dos pais e do seu papel único na educação dos filhos. Ser pai ou mãe exige postura, amor EXIGENTE que não satisfaz as vontades todas dos meninos, mas que alerta, aconselha, dialoga, aponta pistas, imprime valores.
- Das escolas como comunidades educativas. À escola cabe o papel de colaborar com os pais na educação das crianças e jovens, aprofundando-a e alargando horizontes. A educação não se pode reduzir ao ensino.
- Das empresas ligadas ao turismo e da sua função de acompanhantes, persistentes e deligentes.
- Da Confederação Nacional das Associações de Pais, do Ministério da Educação e das escolas. Cabe-lhes informar detalhada e exustivamente os pais sobre o ambiente de Lloret del Mar para que os pais e jovens possam decidir em consciência.
- Dos jovens. Estas viagens - e depende fundamentalmente deles - não podem ser vistas pela generalidade da opinião pública como festivais de "droga, sexo e álcool". Para ser jovem a sério e para se divertirem a sério, estes excessos são completamente desnecessários, só estorvam.
Viver é ser livre. De dependências. Sem hipotecar o futuro. Ser livre é ser responsável. 
Jovens, não deixeis que nada vos retire a capacidade de sonhar!

O povo e as procissões

A propósito da Procissão de Lázaro que hoje se realizou em Tarouca, ver AQUI  o significado etimológico e bíblico-cristão das procissões.

A tarde estava agradável, ajudando a que as pessoas estivessem presentes na procissão. Bastante gente, ambiente humano acolhedor e dignificante, muita participação.
Bom trabalho da comissão organizadora não só hoje mas também ao longo destes últimos dias. Para que as coisas apareçam, há tanta canseira na sombra!
A menina que fez de Verónica cantou muito bem, as muitas figuras da procissão estiveram à altura, os homens e mulheres que pegaram nos andores foram competentes.
Uma palavra de louvor agradecido a todas estas pessoas.
Um agradecimento profundo às várias comissões que realizaram o peditório nos vários povos.
Às pessoas da comissão da Igreja que colaboram com a comissão das procissões, aos vários grupos cristãos da paróquia e às pessoas que individualmente ofereceram ajuda ou responderam ao pedido de ajuda e à Junta de Freguesia,  um bem-haja sincero.
Aos que deram o seu contributo monetário, o seu trabalho, o seu apoio e incentivo, obrigado.

O que é bem feito a Deus glorifica e aos homens engrandece.
- Uma procissão, mais do que ser vista a passar, é para se seguida, como peregrinos, caminhando com os irmãos.
- Durante um procissão devemos manter silêncio e pedi-lo aos que estão connosco, estando de pé, em postura respeitosa, sem cigarros ou telefonemas.
- Excepto as pessoas que exercem tarefas logísticas indispenáveis, não devem as pessoas andar a saltar de um lado para outro no meio das procissões. Para tirar uma foto, aguarda-se no lugar próprio.
- Evitem-se bebidas durante a procissão, mesmo água. Ao fim, bebe-se com mais satisfação...

domingo, 25 de março de 2012

João Villaret - Procissão

Ex-testemunhas de Jeová querem ajudar antigos fiéis

 Não deixe de ler este testemunho vivido e eloquente de quem, tendo vivido imensos anos entre as Testemunhas de Geová, abandonou... 
 

Recadinhos bem humorados de Deus...

sexta-feira, 23 de março de 2012

ENTRAI NUM CAFÉ AO DOMINGO À TARDE....

Se virdes um casalinho, meiguinho, atencioso, sonhador... concluireis: são namorados.

Se virdes um casal agarrado, concuspicente, que parece que se comem... concluireis: são amantes.

Se virdes um casal em que ela olha enfastiadamente para a televisão e ele devora o jornal ... concluireis: são casados.

Encontros na padaria

Futsal

quinta-feira, 22 de março de 2012

QUEM GANHA COM A GREVE?

Palpita-me que esta greve (recurso que defendo) vai atingir mais as vítimas da crise do que os causadores da crise.
Ela vai ser feita por aqueles que ainda têm emprego. Não poderá ser feita por aqueles que já não têm trabalho.
Os responsáveis pela crise virão dizer que não podem mudar a situação. As vítimas da crise é que continuarão a sofrer.
Julgo que é tempo de repensar certas formas de actuação. Também é preciso inovar nas formas de intervenção cívica!
De uma greve esperar-se-ia que fosse sobretudo uma acção cidadã. Os protagonistas deviam ser os trabalhadores.
Mas se a realidade está na comunicação, o que nos é mostrado é que a greve tende ser uma manifestação sobretudo política.
A toda a hora, neste dia, surge sempre o mesmo líder sindical e o mesmo líder partidário.
É óbvio que, num país lívre, ninguém está impedido de intervir. Mas era salutar que o espaço mediático fosse mais aberto!
A propósito deste dia, evoco Camilo José Cela: «Uma greve de intelectuais, que é um pressuposto improvável, paralisaria a marcha do mundo»!
 
Fonte: aqui

Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que não o fiz

quarta-feira, 21 de março de 2012

NOSSA SENHORA NO EMBLEMA DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO


Mais um motivo para ter orgulho de ser portista (para mim enorme motivo de orgulho). Penso que o emblema do FCP é o único onde aparece a Virgem segurando o Menino. E Nossa Senhora é para mim uma paixão gustosa e querida. O que torna mais eloquente o meu clubismo portista.
Nos meus tempos de jovem estudante, um mestre, portista convicto, salientava muitas vezes este pormenor do emblema portista.
Já era portista quando tomei conhecimento do referido pormenor o qual ainda mais avivou o meu portismo.

Procuro não ser um portista fanático, mas tolerante e disponível para aceitar os méritos das outras equipas. Aprecio imenso as piadas finas sobre outros clubes e aceito de bom grado aquelas que me dirigem sobre o meu. Mas desaprecio em absoluto guerras, insultos, agressões, ofensas clubistas, venham de quem vierem.
Embora alguns amigos me digam que sou anti-benfiquista, tal não corresponde minimamente à verdade. Desportivamente não sou anti-ninguém, defendo as minhas cores, dentro do razoável.
Também alguns portistas  dizem-me que sou um reles portista (imaginem, já afirmaram que era um benfiquista camuflado de portista!!! Onde chega a cegueira e a desfaçatez!)
Sou muito crítico do FCP exactamente porque gosto muito dele.

Nova moda do futebol Português:

Benfica perde-----culpa do árbitro
Porto perde-----culpa do árbitro
Sporting perde----culpa do árbitro

Deixem-se de lamechices e peçam aos jogadores para se aplicarem e jogarem à bola e justificar os ordenados que ganham.....

(In facebook)

Já chega de os clubes esconderem incompetências do seu planeamento e opções, dos seus jogadores e técnicos sob a capa dos erros dos árbitros!
Ainda ontem, no jogo Benfica - Porto, quantos golos falharam os jogadores? Quantos golos resultaram de falhas defensivas das equipas?
Os jogadores podem falhar, mesmo que seja repetida e escandalosamente. Os seus clubes não lhes atribuem a culpa. E ganham loucuras... A quem muito se dá, muito é exigido!
Os treinadores falham  na motivação dos jogadores, na estratégia técnico-táctica, no plano físico, na forma como comunicam na comunicação social...   mas os clubes não lhes atribuem culpa.
Um árbitro falha uma vez, duas vezes, três vezes e é uma vozearia atordoante.
Os dirigentes dos clubes, tão prontos e gritantes no tocante aos erros dos árbitros, já alguma vez gritaram contra os seus próprios erros? Ui, é que se o fizessem, teriam tanto que dizer que ensurdeciam os ouvintes...

DIA MUNDIAL DA FLORESTA

A comemoração oficial do Dia da Árvore teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872. John Stirling Morton conseguiu induzir toda a população a consagrar um dia no ano à plantação ordenada de diversas árvores para resolver o problema da escassez de material lenhoso.
A Festa da Árvore rapidamente se expandiu a quase todos os países do mundo, e em Portugal comemorou-se pala primeira vez a 9 de Março de 1913.

Em 1971 e na sequência de uma proposta da Confederação Europeia de Agricultores, que mereceu o melhor acolhimento da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), foi estabelecido o Dia Florestal Mundial com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra.

Em 21 de Março de 1972 - início da Primavera no Hemisfério Norte - foi comemorado o primeiro DIA MUNDIAL DA FLORESTA em vários países, entre os quais Portugal.
Fonte: aqui

PLANTAR ÁRVORES
PARA COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Devido aos cenários de mudanças e fenómenos climáticos, a árvore vem ganhando cada vez mais importância no contexto da preservação e equilíbrio ambiental, pois uma das formas mais eficientes de combater as mudanças climáticas é plantando árvores.


As árvores retêm o dióxido de carbono por meio da fotossíntese, ao mesmo tempo que libertam oxigénio para atmosfera terrestre, colaborando com a diminuição da temperatura e a renovação do ar.
Entre outros benefícios advindos da plantação de árvores está o equilíbrio ecológico, a recuperação de áreas degradadas, a diminuição do processo de assoreamento dos rios, fixação de terras, evitando-se a erusão dos solos.
Preocupados com a preservação do ambiente e com o receio de perderem os benefícios resultantes da fotossíntese das árvores, indivíduos e organizações de todo o mundo têm realizado discussões sobre melhores formas de proteção do meio ambiente. Algumas dessas discussões geram acordos entre países, cartilhas ecológicas e compromissos sociais, sendo muitos deles facultativos.
Com base nisto

terça-feira, 20 de março de 2012

Saber dizer "não"

Só sabe dizer "sim" quem souber dizer "não". É tão difícil dizer "sim" quando deve ser e "não" quando tem de ser, tantas vezes contra tudo e contra todos. Mas seria isso que faria a diferença. E seria o mais benéfico para o mundo. A verdade não vai por maiorias. São os interesses, a imagem, as pressões que nos deixam sem liberdade. Não fico sozinho se ficar com a verdade.
Vasco P. Magalhães, sj

Prova dos nove

É hora de alterar contratos, privilégios e subsídios que sorvem diariamente os recursos do país para servir um pequeno grupo que gravita em torno do poder político.A hora da verdade está a chegar para o Governo de Passos Coelho. Até aqui, goste-se ou não, o roteiro da “troika” tem sido cumprido à risca, com consequências evidentes para a maioria dos portugueses, que tiveram que mudar de hábitos e de vida.
Agora, é a hora de mudar o essencial, ou seja, de alterar contratos, privilégios e subsídios, que sorvem diariamente os recursos do país para servir um pequeno grupo que gravita em torno do poder político.
Se não mexer nisto, o Governo não reforma nada no país nem altera a substância do que é a despesa do Estado. Logo, a crise e a austeridade que agora sofremos não têm verdadeiramente nenhuma utilidade, porque, no fim, tudo volta a ficar na mesma.
Para já, os sinais que chegam do Governo não são os melhores: os processos de privatização em curso não são completamente transparentes e os casos recentes da Lusoponte e da substituição do secretário de Estado da Energia levantam as maiores dúvidas sobre a real determinação do Governo em tocar nos interesses instalados.
Sinais à parte, a verdade é que os prazos estabelecidos no memorando da “troika” são claros e estão quase a ser atingidos e, se o Governo persistir em dizer que faz sem, na verdade, nada fazer, rapidamente se acaba o teatrinho do bom aluno e, por ter medo de enfrentar o poder de alguns, o Governo arrisca-se a hipotecar o futuro de todo um país.

Raquel Abecasis, aqui

A cruz da seca

"Seca", por André Carrilho, no DN.
Fonte: aqui

Uma tarde em festa com a Palavra de Deus! Venha daí!

Profissão: má língua...

Há gente para quem a forma encontrada para se fazer notada é criticar a torto e a direito, com e sem razão, dando o nome ou (maioritariamente) permanecendo no covarde anonimato.
Gente de mal consigo, com os outros e com o mundo.
Gente vesga, que só vê com uma vista. E como a boca fala da abundância do coração, essa vista apenas enxerga iluminada pelo veneno do coração que tem.
Gente que nem sequer averigua as causas, apenas se guia pelo "diz-se por aí..."
Gente que é incapz de descobir o que de bom e belo vai acontecendo na vida, no mundo, na sociedade e nas pessoas.
Gente que a coberto da verdade e do direito à verdade vai dando cobertura ao boato, à discórdia e à divisão, "laureando o queijo" pela confusão que instala.
Gente que sente um ego do tamanho do planeta só porque pensa que tem muitos receptores, mas que esquece que os mesmos que lhe dão ouvidos e exaltam a coscuvilhice que semeia, jamais lhe confiariam qualquer cargo de importância...
Gente incapaz de propor e se bater por projectos, por ideias, com persistência e dando "o corpo ao manifesto".
Gente que fica apenas no piso interrado de profissional da má língua!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Se não fosse o 1.º de Dezembro de 1640...

Este artigo não seria escrito se não tivesse havido 1º de Dezembro. Ou seria escrito em Castelhano. Não seria escrito neste jornal, que não existiria. Não haveria Língua Portuguesa como a conhecemos hoje – teríamos sido sujeitos a longa aculturação espanhola, somando mais 370 anos de usurpação aos sessenta de domínio dos Filipes.

Não haveria a querela do Acordo Ortográfico, porque não haveria o Português, nem o problema da regulação do uso universal da nossa língua. Estaríamos hoje com os galegos, esbracejando pela cidadania linguística. Não haveria Rui Reininho e a sua 'Pronúncia do Norte', nem Pedro Abrunhosa e o seu 'Momento' ou Jorge Palma e 'Encosta-te a Mim', o 'Ó Gente da Minha Terra' de Mariza, o 'Fado Tropical' de Chico Buarque. Fernando Pessoa não seria o que é, nem a Mensagem. Camões e 'Os Lusíadas' seriam talvez desconhecidos, literatura esquecida ou clandestina. Veríamos filmes dobrados – em Castelhano. O Fado não seria Património Imaterial da Humanidade. Não existiria sequer o fado, antes outra coisa qualquer de sonoridade espanhola.
Já não teríamos declarado o sobreiro árvore nacional. Não seríamos o maior produtor mundial de cortiça – seria Espanha. O nosso porco preto alentejano seria porco ibérico para toda a vida, sem apelo nem agravo. Teríamos centrais nucleares na bacia do Tejo e talvez na do Douro, não só do lado de lá, mas do lado de cá. Não haveria lado de cá e de lá. A política espanhola de transvases afectando os nossos rios estaria aí em pleno.
Não haveria D. João IV, nem D. João V e o seu Convento de Mafra, nem D. João VI e a originalidade fundadora da corte no Brasil. Não haveria o próprio Brasil – em lugar dessa criação do génio e do acaso português, teriam surgido outras coisas, fruto de colonizações retalhadas de holandeses, franceses, espanhóis e ex-portugueses falando espanhol. Não haveria o samba e a bossa nova. Não haveria Angola, nem Moçambique. O espaço de Moçambique estaria repartido por países anglófonos e no de Angola seria outro retalho qualquer de colonizações holandesa, alemã, francófona, talvez espanhola. São Tomé e Príncipe estaria na Guiné Equatorial, como Fernando Pó e Ano Bom. A Guiné-Bissau moraria na francofonia, Cabo Verde provavelmente também. Não haveria a morna, nem a coladeira, talvez o zouk de Guadalupe e Martinica. Timor seria holandês e, portanto, indonésio. Macau teria acabado, pouco depois de ser. Não teria havido a guerra do Ultramar, porque não teria havido Ultramar. Não existiria a CPLP. Nem haveria sequer o Fórum Ibero-Americano, antes qualquer coisa hispano-americana. Não haveria o navio-escola 'Sagres'. O nosso mar português não seria.
Não teríamos o Eusébio. Não teríamos festejado o louco terceiro lugar do Mundial de Inglaterra 1966, mas alguns teriam celebrado a Espanha campeã do Mundo na África do Sul 2010. O Benfica e o FC Porto provavelmente nunca teriam sido campeões europeus. A Académica nunca teria ganho a Taça de Portugal – não haveria Taça de Portugal. Com sorte, Benfica, Porto, Sporting, outro, poderiam ter ganho a Copa Generalíssimo ou a Taça do Rei.
Não haveria Cardeal Patriarca de Lisboa, título do século XVIII. Não haveria um só cardeal português no Consistório de Roma. Não existiria a Conferência Episcopal – os nossos bispos estariam na conferência espanhola.
Teria havido o terramoto de 1755, mas não o Marquês de Pombal, nem a baixa pombalina. As invasões francesas teriam sido uma passeata com cicerone espanhol. Não haveria a questão de Olivença – seríamos todos nós Olivença. Teríamos tido na mesma as lutas liberais, mas não entre D. Pedro e D. Miguel, antes envolvidos nas longas guerras do carlismo. Não teríamos tido nem Afonso Costa, nem Salazar, antes dois breves episódios republicanos, um fugaz no século XIX, outro nos anos 30 seguido da guerra. Teríamos tido a Guerra Civil, seguida do Generalíssimo e da restauração monárquica com rei espanhol. Teríamos sofrido o terrorismo da ETA. Não haveria Cavaco Silva, presidente; nem, antes, Jorge Sampaio, Mário Soares, ou Ramalho Eanes. Seria D. Juan Carlos. Não teríamos Passos Coelho, nem Paulo Portas, antes Mariano Rajoy e Garcia-Margallo. Não teríamos Ministério dos Negócios Estrangeiros – seríamos somente um negócio de estrangeiros. Não teríamos Assembleia da República, apenas as Cortes Generales.
Aqui chegados, eu compreendo perfeitamente que as Cortes de Madrid chumbassem o nosso feriado do 1º de Dezembro, primeiro o Congresso dos Deputados, logo a seguir o Senado. Mas a Assembleia da República fazer isso? Não pode ser.
José Ribeiro e Castro, aqui

Quatro loucuras da sociedade

domingo, 18 de março de 2012

Poema para o DIA do PAI

Ter um Pai! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos ;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos!
---
Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!
-
Ter um Pai! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão ;
--
Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo ; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!
--
Ter um Pai! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher!
--
Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal!
--
Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!
..
Ter um Pai! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!

Florbela Espanca

O jogo «Verdade ou Consequência»

O jogo «Verdade ou consequência»é um jogo popular, muito querido aos mais novos! Forma-se uma roda e um dos participantes pergunta a outro: "Verdade ou «Verdade ou consequência» é um jogo popular, muito querido aos mais novos! Forma-se uma roda e um dos participantes pergunta a outro: "Verdade ou Consequência?" Se escolher "verdade", ele terá de responder com sinceridade a uma pergunta do primeiro. Se escolher "consequência", ele deverá sujeitar-se à imaginação dos outros jogadores, que o sujeitarão a alguma prova mais difícil!

SUGESTÃO PARA ESTA SEMANA

Durante a semana que vai começar, sugere-se aos casais, aos pais e filhos, que dediquem algum tempo a fazer um exercício de correção fraterna, em que cada um corrija os defeitos de outro e se deixe igualmente corrigir pelos outros! Faça-se, não como quem condena ou censura, mas como quem, por amor, procura o bem espiritual do outro!

Poder-se-á fazer, como uma espécie de jogo “verdade ou consequência”. Se o inquirido escolher "verdade", terá de responder com sinceridade a uma pergunta, sobre um erro ou defeito que menos gosta de ver no outro. Se escolher "consequência", deverá sujeitar-se à sinceridade de todos os outros, que lhe vão fazer lembrar os efeitos dos seus defeitos. Todos devem passar por este exercício. No final, todos sairão vencedores! E o prémio a partilhar é uma palavra ou um gesto de perdão, um beijo, um abraço, um sorriso! O perdão é afinal o tesouro mais precioso, de que a família precisa, todos os dias, de dar e de receber, para impedir que o veneno da “traça” desfaça o elo mais fraco da aliança!

sábado, 17 de março de 2012

A tradição coimbrã é indelével

Vieram os dois falar do seu casamento que terá lugar em Coimbra, uma vez que tanto ele como ela lá estudaram (ele ainda estuda).
Muito simpáticos, não escondiam no olhar tanto o amor que sentem um pelo outro como o sonho que os seduz.
Depois de falarmos, partilharmos e acertarmos tudo, puxaram de um livro e ofereceram-mo. Coloquei a capa neste post.
Ele disse:
- Eu sei que nunca estudou em Coimbra, terra cantada pelo fado coimbrão e com fama por todo o país. Por isso, resolvemos oferecer-lho. Se o não quiser ler, guarde-o como recordação de amizade.
Claro que li e fi-lo com interesse. Ler também é conhecer, participar, viver.
O autor fala da sua experiência como estudante de Coimbra há mais de 50 anos. Mas a tradição coimbrã é indelével. Por isso, na essência, penso que o relato possui muita actualidade.
Praxes, amores, partidas, limitações financeiras, aulas, serenatas, caloiros, fado, estudo, brincadeiras, mestres, enfim, tudo rola ao ritmo de vivências que o autor partilha connosco.
Penso que vale a pena ler esta obra.

FESTA DA CATEQUESE E SORTEIO DAS RIFAS VENDIDAS EM PROL DO CENTRO PAROQUIAL

Veja AQUI a informação.




OS NÚMEROS PREMIADOS

sexta-feira, 16 de março de 2012

17 de Março: Sorteio das rifas em favor do Centro Paroquial

Amanhã realiza-se a festa da Catequese no Auditório Municipal:
- 14.30 horas, Missa
- Segue-se a actuação dos grupos da catequese
- Realiza-se o sorteio das rifas

Os número premiados serão depois publicados no Sopé da Montanha e no facebook (https://www.facebook.com/#!/Cpsantahelenadacruz)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Merecerá o Porto ser campeão?

Veja aqui

O ser humano é muito complicado!

Lemos, ouvimos, vemos e sentimos. Não podemos ignorar.

Gente que se bateu com toda a força por uma ideologia e posteriormente se empenhou com a mesma energia por outra ideologia diferente - e às vezes até contrária.
Gente que parecia uma referência de valores éticos e morais e que veio a surpreender. Afinal o que parecia  era apenas a máscara...
Gente que revelava ter convicções fortes, assumidas e dinâmicas e que deu depois um "trambolhão"-negação de tudo o que revelava.
Um homem e uma mulher que pareciam eternos namorados e que, inesperadamente, desaguaram no divórcio.
Amigos profundos que, por uma desconfiança, se separaram profundamente.
Amizades que pareciam eternas e que afinal não resistiram a uma discussão, umas "bocas",  um falatório, uma factual não presença...
Gente que faz bem e é criticada, ingratificada, desprezada; gente que é má e é seguida, bajulada, endeusada.
Gente que, simultaneamente, "adora Deus e o Diabo". Diante de uma pessoa, apoia-a"; mas diante de outra pessoa apoia-a também. Gente que publicamente diz tomar uma opção, mas secretamente toma outra (veja-se, por exemplo, o que acontece com as eleições).
Pessoas que se sentem tristes sem para tal terem motivos e pessoas que estão eufóricas sem para isso encontrarem razões.
Gente que pela frente dá palmadinhas nas costas e que por trás corta mais do que uma faca.
Gente que promete acolher, guardar segredo, manter confidências e que depois tudo espalha como ventania, recorrendo, tantas vezes, a estratégias sórdidas.
Pais que tudo fizeram pelos filhos e que deles recebem desprezo, ingratidão, abandono e pais que pouco fizeram pelos filhos e que por estes são estimados, queridos, respeitados.
Gente boa que não é estimada e gente má que é seguida.
Gente que só sabe enxergar defeitos, desvarios, incompetências, irregularidades, mas é completamente cega para ver o que de bom, de belo, de positivo acontece na vida das pessoas e das instituições.

MAS TENHAMOS SEMPRE EM CONTA...

Às vezes as pessoas são egoístas, ilógicas e insensatas.
Ainda assim… Perdoa-as.

Se és amável, as pessoas podem acusar-te de egoísta e interesseiro.
Ainda assim… Sê amável.
Se és um vencedor, terás alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros
Ainda assim… Vence.
Se és honesto e franco, as pessoas podem enganar-te.
Ainda assim… Sê honesto e franco.
Se tens paz e és feliz, as pessoas podem  sentir inveja.
Ainda assim… Sê feliz.
O bem que fizeres hoje, pode ser esquecido amanhã.
Ainda assim… Faz o bem
Se dás ao mundo o melhor de ti, isso pode nunca ser suficiente.
Ainda assim… Dá o melhor de ti mesmo
No fim de contas… tudo é e será entre ti e Deus.
Nunca foi entre ti e eles.
Madre Teresa de Calcutá

terça-feira, 13 de março de 2012

Carne vermelha é mais letal do que se pensava

Mesmo em doses bastante moderadas, o consumo de carnes vermelhas aumenta significativamente o número de mortes precoces, conclui um novo estudo norte-americano.

Já se sabia que as carnes vermelhas deviam ser consumidas moderadamente, mas um amplo estudo da Harvard School of Public Health agora divulgado acentua essa ideia, concluindo que mesmo quando comida em quantidades reduzidas, em apenas uma refeição diária, aumenta significativamente os riscos de doenças cardiovasculares e de cancro.
Pequenas quantidades de carne processada como bacon, salsichas ou salame aumentam em um quinto as probabilidades de morte precoce, no caso de bifes o risco aumenta em 12%, referem as conclusões do estudo da universidade norte-americana divulgado agora nos Archives of Internal Medicine, publicação bi-mensal da American Medical Association.
"Tendo em conta o aumento das evidências de que mesmo quantidades moderadas de carne vermelha são associadas ao aumento do risco de doenças crónicas e mortes prematuras, (a dose recomendada) de 70 gramas por dia parece ser generosa. O ponto a reter é que deveríamos comer carnes vermelhas apenas ocasionalmente e não como parte da nossa dieta regular", afirmou Frank Hu, um dos co-autores do estudo.
As conclusões são baseadas nos dados recolhidos ao longo de 28 anos num grupo de cerca de 38 mil homens e 84 mil mulheres.
Os investigadores recomendam que as carnes vermelhas sejam substituídas por outras fontes de proteínas como peixes, aves domésticas, nozes e legumes.
Fonte: aqui

Um bocadinho de música e boa disposição não faz mal a ninguém.

PARA QUEM GOSTA DE MÚSICA

Diverti-me à brava a "ligar" e desligar os músicos. Senti-me um verdadeiro maestro!!!

Um click sobre um músico faz com que ele comece a tocar outro click e ele pára. Pode pôr a tocar os músicos que entender.

AQUI

segunda-feira, 12 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Obrigações dos pais em relação aos filhos

Catecismo da Igreja Católica sobre as obrigações dos pais em relação aos filhos:
 §2223Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos. Dão testemunho desta responsabilidade em primeiro lugar pela criação de um lar no qual a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado são a regra. O lar é um lugar apropriado para a educação das virtudes. Esta requer a aprendizagem da abnegação, de um reto juízo, do domínio de si, condições de toda liberdade verdadeira. Os pais ensinarão os filhos a subordinar "as dimensões físicas e instintivas às dimensões interiores e espirituais." Dar bom exemplo aos filhos é uma grave responsabilidade para os pais. Sabendo reconhecer diante deles seus próprios defeitos, ser-lhes-á mais fácil guiá-los e corrigi-los”...

sábado, 10 de março de 2012

Centro Paroquial: A gratidão é a memória do coração

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Centro Paroquial abre as portas à catequese


Após um encontro na Igreja Paroquial onde foram dadas a conhecer as regras de funcionamento do Centro Paroquial, seguiu-se uma visita dos pais ao edifício, tendo seguidamente acontecido a entrada dos catequizandos e catequistas para a primeira sessão de catequese na nova casa.
À natural espectativa dos mais novos, correspondeu o agrado dos pais pelo que viram.
Foi um momento importante. Afinal foi pensando muito nos pequenos que a comunidade meteu ombros à obra.
A inauguração do edifício terá lugar quando se terminar o 3º bloco que falta construir. Então haverá uma festa do povo e para o povo, com simplicidade, alegria e gratidão.

Ao longo da obra, sempre foi dada informação sobre as ofertas que nos chegaram para a mesma através do Sopé da Montanha. E no fim das obras, serão prestadas contas de receitas e despesas, detalhadamente.
É justo agradecer a toda a gente que colaborou, muitos quiseram passar pelo anonimato e foi respeitada a sua vontade.
Agradecemos:
- A todas as pessoas que nos fizeram chegar a sua oferta;
- Às empresas e associações que nos ajudaram;
- À Associação Empresarial de Tarouca pela oferta de material informático;
- À Junta de Freguesia de Tarouca pela oferta do mobiliário;
- À Câmara Municipal de Tarouca pelos arranjos exteriores, muros, electrificação, saneamento, etc;
- À pessoa que promoveu, custeou e dinamizou a venda das rifas, bem como aos patrocinadores.
- Às pessoas que distribuíram as rifas e a quem as adquiriu;
- Às pessoas que fizeram oferta de material para o imóvel (tapetes, carpetes, plantas, etc);
- Ao Conselho Económico;
- Aos catequistas e pessoas que ajudaram na limpeza do edifício;
- A quem nos fez chegar uma palavra de apoio e incentivo e a quem nos deu sugestões amigas;
- A todos que, de uma forma ou de outra, deram o seu contributo, a sua ajuda, o seu cuidado, o seu tempo.

Extinção de feriados: Vai-se o 1 de novembro, fica o 15 de agosto?

Afinal, parece que o Vaticano não quer que se acabe com o feriado de 15 de agosto (Assunção de Nossa Senhora). Prefere pôr fim ao 1 de novembro (Todos os Santos), diz a notícia de hoje no "Público" e na Ecclesia.
Ver aqui

sexta-feira, 9 de março de 2012

Quadro interactivo

Quando me reformei do ensino, ainda não estavam em uso corrente os quadros interactivos. Por isso, precisei agora de aprender a lidar com este meio tecnológico.
 Hoje tive uma lição. Penso que nem sequer é difícil. A prática ajudará a explorar as potencialidades deste auxiliar da aprendizagem.
Foi uma tarde cheia e toda voltada para o Centro Paroquial - o que já não é propriamente uma novidade.
 Primeiro, enquanto algumas catequistas continuaram as limpezas, eu e outras preparámos as salas - distribuição de cadeiras, giz, arrumo do mobiliário, etc. Depois recebi o representante da empresa que forneceu o mobiliário para tratar de burocracias e de algumas informações de que necessitava e o construtor que veio entregar as chaves e tratra de assuntos vários. Em seguida, reuni com o senhor Eng. Paulo por causa do pré-projecto do 3º módulo para o poder apresentar ao Conselho Económico que reune amanhã à noite. A seguir ao jantar, a tal aula sobre o quadro interactivo, ministrada pelo Eng. José Américo.

Sábado próximo, após uma reunião com pais e catequizandos que terá lugar na Igreja Paroquial pelas 14.30 horas, apresentarei o Centro aos pais e catequizandos, iniciando estes de imediato aí a lição de catequese

quinta-feira, 8 de março de 2012

Em 8 de março celebra-se “o Dia da Mulher”.

Estar junto à cruz de Jesus quando outros se afastam

Desde 1975, Ano Internacional da Mulher, que no dia 8 de março se celebra “o Dia da Mulher”. Só porque, em muitos países do mundo a mulher é ainda tratada como escrava, como inferior e desvalorizada, é que este dia deve continuar a existir. Desde o afastamento de cargos de chefia até ao apedrejamento, de tudo se encontra neste mundo global. Embora nas últimas décadas se tenham produzidas mudanças significativas nas condições jurídica e social das mulheres, estes processos são lentos e desiguais e a mulher é ainda o “género condicionalmente reconhecido”, como diz o beneditino alemão Anselm Grün no seu livro ‘Jesus, caminho para a Liberdade’.
1 - Pensar Global
De 1200 milhões de pobres, 70% são mulheres e são elas que produzem com o seu trabalho 80% dos alimentos dos países mais pobres. Dois terços dos 876 milhões de analfabetos no mundo são mulheres, 80% das vítimas e conflitos armados são mulheres e crianças. Mais de 25% do total das mulheres do mundo foram objeto de alguma forma de violência física. 500 000 mulheres morrem, a cada ano, por complicações da gravidez e são 500 as que todos os dias perdem a vida por abortos.
A proporção de mulheres com HHV/Sida está a aumentar e as meninas sem instrução correm maior risco do que os meninos. Fala-se hoje muito da “Feminização da Pobreza” porque as mulheres mais pobres sofrem mais exploração; muitas máfias organizaram-se para rentabilizar o seu corpo, considerado-o mais que nunca como mercadoria. Em grupos privilegiados, grande parte da submissão das mulheres dá-se pelo culto ao corpo ou por pressão de mulheres que ocupam posição chave no sistema de produção e de organização, onde reproduzem o mesmo modelo de domínio patriarcal.
2 - A nossa vocação de mulher. Livre para libertar e “estar junto à Cruz”
Jesus Cristo teve a audácia de se aproximar da mulher de a libertar e de lhes dar a missão do discípulo: “Servir”. Não as mandou a anunciarem o Reino pelos campos da Galileia porque dados os condicionalismos da época a sua palavra teria sido rejeitada mas a presença das mulheres no meio dos discípulos não eram secundária ou marginal. Estavam habituadas a ocuparem os últimos lugares e o seu lugar era “servir” que para Jesus é a orientação de qualquer discípulo
“Estou no meio de vós como quem serve”.
A mulher oprimida foi libertada por Jesus tanto das ataduras mentais que a sociedade e a cultura do seu tempo tinham imposto como das suas próprias ataduras, que não a deixavam viver o seu ser de imagem de Deus. Também foi libertada dos seus próprios egoísmos, chamada a ser testemunha da Ressurreição e portadora deste anúncio.
3- Em tempo de crise realço a nossa vocação de mulheres: “estar de pé junto à cruz”
É a vocação da maternidade de Maria. Estar junto à cruz de Jesus quando outros se afastam. Pela nossa sensibilidade, dedicação e entrega somos vocacionadas a estar ao lado dos que sofrem com misericórdia e ternura, “limpando as chagas” de tantas mulheres violentadas e maltratadas “enredadas” em teias de exploração e dor.Estar de pé “junto à cruz” é acolher no coração os gritos da humanidade sofredora, todas as mulheres e crianças que precisam de ser acolhidas no mundo atual . E este sofrimento está aqui ao nosso lado no nosso bairro na nossa rua, em todas as classes sociais. Todos os dias vêm ter comigo mulheres que sofrem na pele o desemprego, o dos filhos, o do marido. E é sempre a mulher que dá a cara: “ O dinheiro não me chega para a água, Luz, renda farmácia”. E é sempre outra mulher ou um grupo de mulheres que voluntariamente acolhem esta cruz e dão respostas de ressurreição. Os projetos sociais, as organizações de voluntariado estão sempre ligadas a mulheres que tecem a vida servindo os outros. Onde está uma mulher sofredora está outra mulher com um projeto de esperança.
É esta a vocação da mulher cristã. Gastar-se pelos outros sem esperar reconhecimento algum e em todos os projetos que assina desejar apenas que resultem e sirvam a humanidade.

4- Desafio das Mulheres na Igreja: Protagonismos diferentes mas igual dignidade
Na missão da Igreja todos temos lugar e às mulheres não nos falta trabalho. Complexos de inferioridade e superioridade à parte, não existem papéis maiores ou menores no cenário da missão evangelizadora; o que há é protagonismos diferentes com a mesma dignidade.
Creio que também se pode aplicar na Igreja o velho slogan: “Todos iguais, todos diferentes” . Todos iguais porque todos filhos no Filho e todos diferente porque para Deus cada um é único e irrepetível. Deus ama no singular e a cada um com a sua especificidade.
Sinto-me bem na minha missão na Igreja de estar junto à cruz, de fazer o meu “Retiro” na rua, todos os dias junto de quem sofre. Neles me encontro com Jesus todos os dias e escuto: “Foi a mim”.
A Igreja, sempre assistida pelo Espírito Santo, situada no mundo e para o mundo há de continuar a juntar a sua voz à proclamação da igualdade de género e contar com a mulher para intervir, liderar e servir na Igreja. É este o meu lugar de mulheres cristã. Gastar-se pelos outros sem esperar reconhecimento algum e em todos os projetos em que me envolvo desejar apenas que resultem e sirvam a humanidade.
Discípulos ou discípulas de Cristo todos somos chamados a “celebrar a Eucaristia” embora de maneiras diferentes. Todos temos que tornar o Senhor presente na humanidade e sabê-lo presente nela.
Gosto de pensar que no Monte das Oliveiras, junto de Jesus a suar sangue, as mulheres não teriam adormecido e que as mulheres também não discutiriam como os homens sobre quem tinha o primeiro lugar. À medida que Jesus vai para a cruz, os homens afastam-se e as mulheres aproximam-se. Estão junto à cruz até ao fim sem traições, negações ou abandonos.
Não foi uma mulher que o negou, nem uma mulher que o traiu. Não foi um homem que lhe limpou o rosto no caminho da Cruz. O Cireneu foi “obrigado a levar a cruz”. Foram as mulheres que foram ao sepulcro e que O reconheceram na manhã de Páscoa. Não porque somos melhores, mas porque somos diferentes. É esta diferença que enriquece a sociedade e a Igreja.
Sermos Maria, a Mulher Crente que está junto à cruz, que ama, que inclui nas sua lágrimas as lágrimas dos que hoje choram. Quem sabe se esta CRISE atual, que no fundo é uma crise de valores, não se deve às assimetrias desta parceria de género… Há um longo caminho ainda a percorrer na valorização da mulher e nesta parceria em paridade. Creio que essa descoberta terá de ser interiorizada, acreditada, defendida e ostentada.
Se me pudesse alargar apresentava uma imensa galeria de mulheres que na Igreja foram “santas e sábias”.
Nomeio apenas duas cuja espiritualidade é de extrema atualidade para os dias de hoje. Teresa de Ávila - Apelo à interioridade (1515-1582) : “Nãos considereis vazias… dentro de vós, como num castelo de rara beleza e mui fino cristal, mora Jesus Cristo. Peço que olheis para Ele.”
Teresa de Calcutá – Apelo ao Amor (1910-1997): “Não devemos permitir que alguém se afaste de nós sem se sentir melhor e mais feliz”
Irmã Fátima Magalhães -stj, in ecclesia

quarta-feira, 7 de março de 2012

"Edificar o Bem Comum, tarefa de todos e de casa um"

Dia Cáritas
(III Domingo da Quaresma - 11 de março)


"Edificar o Bem Comum, tarefa de todos e de casa um", é o tema deste ano. Cada cristão, em verdadeiros espírito de partilha, é chamado a cooperar na construção dum mundo mais justo e fraterno, começando, antes de mais, pela atenção aos irmãos que fazem parte da comunidade paroquial.
"Se a caridade não está presente no anúncio do Evangelho, qual o Evangelho que se anuncia? Se a caridade não transparece do que se celebrar, que vida cristã é a que se celebra? Que Ressurreição?". Estas questões basilares expressam na perfeição a necessidade de viver a comunhão, promovendo a articulação/cooperação entre todas as Instituições, Movimentos, Grupos que, nas paróquias, atuam na dimensão do Serviço, sem desprezar a participação dos outros setores da Pastoral, em torno da opção preferencial de Cristo pelos mais pobres. É neste sentido que o Sr. Bispo exorta à prioritária e urgente organização do setor da caridade ao nível comunitário/paroquial.
A Cáritas, na qualidade de Serviço do Bispo para a dimensão sócio caritativa, congrega, em si mesma, as referidas "entidades" da Igreja que atuam no espaço diocesano, promovendo a sua animação e sensibilizando para um trabalho que é tão mais urgente, quanto a exigência dos tempos que estamos a atravessar.
Que cada paróquia possa partilhar um pouco do que tem.
Que o amor de Deus, derramado sobre nós, a todos se manifeste na partilha solidária.
O Presidente da Dirrecção da Caritas Diocesana

Pré-Projecto

Centro Paroquial
Bloco C
Veja aqui outras fotos

terça-feira, 6 de março de 2012

CENTRO PAROQUIAL ABRE AS PORTAS À CATEQUSE



É já no próximo sábado. O Centro Paroquial Santa Helena da Cruz vai receber os catequizandos pela 1ª vez. São 347.
E a inauguração? - perguntam alguns.
A inauguração fá-la-emos quando as obras estiverem concluídas. Como se sabe, falta ainda o 3º módulo.
No final, faremos então uma festa que queremos que seja do povo e com o povo.

Então no próximo dia dez de Março, pelas 14.30 horas, haverá na Igreja um encontro de todos os catequizandos e de seus pais. Todos tomarão conhecimento das normas que orientarão o funcionamento do Centro Paroquial.
Em seguida, os pais farão uma breve visita guiada ao edifício enquanto os catequistas preparam mais detalhadamente os mais novos e os motivam para os cuidados a ter com as novas instalações. Logo depois, os pequenos entram, são encaminhados para as respectivas salas e a catequese segue o seu curso.

Para encontrar o parceiro(a) certo(a)

10 conselhos para quem deseja arrumar alguém

AQUI

segunda-feira, 5 de março de 2012

VEM DAÍ TAMBÉM!

Veja AQUI

NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS

Perante o sofrimento e a dor, perante a realidade que não desejávamos viver e que nos cai em cima, há quem se revolte, há quem culpabilize os outros e a si próprio, e há quem se decida a encontrar-lhe um sentido. Quem se revolta contra o sofrimento é desgraçado, mas quem procura um sentido para ele cresce interiormente e é feliz.
Vasco Pinto de Magalhães, aqui

domingo, 4 de março de 2012

Douro. Sempre o Douro!

Todo o Douro é fascinante. Se viajar de comboio entre Porto e Régua é um regalo para os olhos e para o espírito, se fazer um passeio entre a Régua e São João da Pesqueira é deixar a alma sobrevoar cada vinhedo, cada sucalco, cada montanha sabendo da dificuldade que ela sente em regressar, então o Douro Superior a mim fascina-me. Simplesmente.
Aquela região - Vila Nova de Foz-Côa, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Barca d'Alva, Figueira de Castelo Rodrigo - faz-me sentir algo de indizível. A grandiosidade da paisagem, frequenmtemente árida,  a que o rio empresta frescura, espelho e sonho fustiga-me agradabilissimamente a alma. Respira-se ali um silêncio mágico à altura da paisagem. Parece que o tempo pára para nos dar tempo para aquilo que não temos tempo.
A Quaresma é um tempo pastoralmente exigente. Se a isto acrescentar as continuadas preocupações com o Centro Paroquial, então um momento assim sabe divinalmente. Por isso, a minha gratidão à família que me convidou para um passeio pelo Douro Superior na tarde de hoje. Ambiente humano fantástco num passeio fantástico.
As amendoeiras em flor atraem muitos forasteiros. Vila Nova de Foz-Côa e Torre de Moncorvo, em festa, testemunhavam o facto.
Passando pela parte antiga da cidade de Foz-Côa, descemos até à abandonada estação dos Caminhos de Ferro do Côa. Espectáculo!  Pena o acesso ser tão frágil. Mas mais pena ainda é o facto de os portugueses desconhecerem tanta beleza. Uma frase soltei espontaneamente naquele local: "Ai se isto fosse na Suiça!..."
  Neste belo país, há três regiões que me dizem particularmente. O "pátrio Douro", o verde Minho e a imensidão libertadora da planície alentejana. Cada uma com o seu encanto, mas cada uma empolgante.

Mais de 100 mil pessoas têm os salários penhorados

Cerca de 100 mil pessoas em Portugal têm os ordenados penhorados. A lei limita a penhora até um terço do vencimento, o que tem permitido recuperar mensalmente cerca de 13 milhões de euros.
"A penhora de vencimentos e de outro tipo de bens tem vindo a aumentar significativamente", contou à agência Lusa Carlos de Matos, presidente do Colégio da Especialidade dos Agentes de Execução.
Nos últimos anos, os portugueses "endividaram-se sem limites" e, com a crise económica, "as pessoas começaram a ter cada vez mais dificuldades em cumprir com as suas obrigações", lembrou.
De acordo com um cálculo realizado pela Câmara dos Solicitadores (CS), em janeiro mais de 100 mil pessoas tinham os seus salários penhorados. A CS estima que mensalmente sejam recuperados cerca de 13 milhões de euros.
A lei permite penhorar até um terço do ordenado e em média os processos resolvem-se em dois anos. No entanto, são muitas as histórias de quem nunca consegue voltar a ter as contas em ordem: "Há financiamentos que cobram juros elevadíssimos, na ordem dos 20 ou 30 por cento, e por vezes a penhora do vencimento não cobre sequer os juros mensais, o que faz com que o executado ande toda a vida a pagar sem nunca conseguir cobrir o valor na totalidade", relatou o presidente do Colégio da Especialidade dos Agentes de Execução.
A penhora de ordenados é um fenómeno que, segundo Carlos de Matos, "atinge todas as classes sociais". No entanto, é nas zonas com maior densidade populacional, como Lisboa e Porto, onde se encontra a maioria dos casos. As dívidas dizem normalmente respeito a contratos celebrados com entidades que financiam aquisições a crédito, como as sociedades financeiras e os bancos, e a prestadores de serviços de telecomunicações.
Apesar de a legislação defender que as penhoras devem começar pelos saldos bancários, os agentes de execução preferem ir diretamente aos ordenados, por ser mais rápido, principalmente quando se trata de um funcionário público.
"Nas empresas privadas há sempre alguma resistência em responder ao agente de execução e, por vezes, temos que insistir duas ou três vezes, mas acaba por se resolver", admitiu o responsável.
Muitas vezes, a simples ideia de o patrão saber que o trabalhador tem dívidas leva o próprio executado "a entrar em contacto com o credor" e a arranjar uma solução rápida.
No entanto, Carlos de Matos admite que o trabalho de muitos agentes de execução está cada vez mais complexo, já que existem cada vez mais processos em que o devedor está desempregado.
Nestas situações, os agentes procuram outros bens, que "em último caso chega aos bens móveis que têm em casa".
Na maioria dos casos, a penhora conta com a cooperação do devedor, que permite a entrada do agente em sua casa, mas também existem situações em que acaba por ser preciso "recorrer ao auxílio da força pública".
No desespero, há quem se veja obrigado a declarar insolvência. Sem bens penhoráveis, os executados passam a fazer parte da Lista Pública de Execuções. De acordo com dados do Ministério da Justiça, atualmente existem mais de nove mil pessoas nesta situação. No site, encontram-se os nomes que quem deve milhares, mas também de quem não conseguiu pagar quantias que não chegam a 300 euros.´
Fonte: aqui

Dizer bem devia ser um hábito nosso

Se em vez de criticar, louvássemos, se em vez de vermos o defeito, víssemos a qualidade, os outros não só estranhariam, como talvez até se chocassem com a nossa originalidade. Mas o mundo poderia começar a mudar. Dizer bem parece uma fraqueza e, contudo, só isso é fonte de vida. Não tenhamos medo! Dizer bem devia ser um hábito nosso. Deus diz bem de nós. Bendiz.

sábado, 3 de março de 2012

Homenagem ao Doutor A. de Almeida Fernandes





A Santa Casa da Misericórdia de Tarouca homenageou hoje o Doutor A. de Almeida Fernandes, a propósito dos dos 10 anos do seu falecimento. A homenagem teve lugar  na Capela da Misericórdia (junto à Igreja Matriz de Tarouca).
Lembremos que o ilustre falecido fez herdeira de grande parte do seu espólio histórico/literário a Santa Casa.
Após a Eucaristia de sufrágio, animada pelo coral da Santa Casa e concelebrada por 4 sacerdotes amigos da instituição e da família do ilustre homenageado, teve lugar um momento cultural a cargo do referido coral e do Prof Virgílio (de Lalim) que recitou e cantou  poemas do Dr. Almeida Fernandes.
Após uma intervenção do actual Provedor para exaltar a vida e obra do historiador em prol de Tarouca, teve lugar o lançamento de duas obras do homenageado.
Seguiu-se um espumante de honra nas instalações da instituição.

É mesmo preciso ouvir os filhos, para não os virmos a perder para sempre!

É mesmo preciso ouvir os filhos, para não os virmos a perder para sempre! Escutemos, sobretudo, as crianças.
“Temos que aprender a escutar as crianças. Escutá-las não quer dizer obedecer-lhes, nem tão pouco responder afirmativamente a todos os seus desejos. Devemos aprender a escutá-las, para que elas aprendam também a escutar os adultos. Só se as escutarmos, poderemos saber aquilo que se passa com elas. Ao falar, ensinamos a falar. E ao escutar, ensinamos a escutar.Nós, adultos, só poderemos captar os seus medos, os seus complexos, as suas inseguranças e os seus receios se as escutarmos atentamente. Uma lição sem escuta prévia acabará por cair em saco roto.É preciso escutar as crianças, porque nelas subsiste uma dose imaculada de inocência. Dizem o que pensam, expressam de forma espontânea o que têm dentro, fazem afIorar as contradições em que os adultos caem. Por vezes, são incómodas, fazem-nos corar, quebram tabus, e nós, bem lá no fundo, pensamos que seria melhor se elas se calassem! Mas, precisamente por isso, há que escutá-las: são apóstolos da inocência. Esta transparência dói-nos, porque nos faz ver que o mundo que construímos poderia afinal ser outro” (Francesc Torralba, A arte de saber escutar, Ed. Guerra e Paz, Lisboa 2010, 121-125).
E pode mesmo, se ainda houver quem escute as crianças; e se porventura ainda houver daqui a algum tempo crianças para escutar! “Este é o Meu Filho único, escutai-O”! Escutai-O.

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Não acreditem num cristianismo que não vos mexa nos bolsos!"

Normalmente quando se referem problemas económicos de alguma Igreja Local, as pessoas associam-nos a instituições de âmbito diocesano, como os Seminários, ou a uma ou outra iniciativa/obra do mesmo âmbito. É claro que aqui há muita verdade. Estas instituições são indispensáveis e há iniciativas/obras que se impõem, tendo em conta o bem de toda a diocese.

Só que não podemos esquecer as muitas dificuldades económicas por que passam bastantes paróquias, células vivas da diocese.

Pensemos que muitas das comunidades paroquiais do Interior estão despovoadas; que as maiores fortunas e os endinheirados não estão pelo Interior (admito que possa haver raras excepções!); que, como se sente e se ouve insistentemente, o povo "está descapitalizado"; que uma vaga de individualismo grassante vai marcando a sociedade, retirando espaço à solidariedade, à partilha e ao sentido de bem comum....


Podemos imaginar as enormes dores de cabeça de párocos e conselhos económicos quando têm que enfrentar problemas como as despesas correntes; a animação da vida litúrgica, pastoral e caritativa da comunidade; o restauro, conservação e melhoramento de imóveis; o lançamente de estruturas indispensáveis ao bem da comunidade, etc.
O caso é ainda mais relevante quando se trata de paróquias com várias e dispersas povoações, pois esses povos têm os seus centros de culto e estruturas que exigem também muitos investimentos. Até porque, nestas circunstâncias, a consciência de paróquia-comunidade é bem mais difusa.


As dificuldades económicas das paróquias, normalmente, não saltam para o público, não se fala muito delas, mas são reais e vão consumindo vidas, imoladas no altar da dedicação silenciosa. Oh! Se as pedras de muitas casas paroquiais falassem!...

A um sacerdote, generoso e de dedicação sem limites, ouvi esta verdade que ele disse que repetia aos seus paroquianos: "Não acreditem num cristianismo que não vos mexa nos bolsos!"

Por exemplo, em caso de obras urgentes e dispendiosas, será altura de cada cristão perguntar a si mesmo, parafraseando John Fitzgerald Kennedy: "Não pergunte à Igreja o que pode fazer por cada um de vós. Pergunte-se cada um de vós o que pode fazer pela Igreja"

Lembrando o Doutor A. de Almeida Fernandes

A Santa Casa da Misericórdia de Tarouca vai promover cerimónias comemorativas dos 10 anos do falecimento do Doutor A. de Almeida Fernandes. Será no próximo dia 3 de Março pelas 15 horas na Capela da Misericórdia (junto à Igreja Matriz de Tarouca).