sábado, 20 de janeiro de 2018

Três dias para três mensagens do Papa no Chile


Perdão, dignidade e esperança. Três palavras que guiam os passos do Papa Francisco num programa de encontros, celebrações e gestos durante os três dias da visita ao Chile, em três regiões do país. Em qualquer dos momentos, a determinação do Papa foi a mesma: convocar todos, as várias culturas e os diferentes valores de um povo para a construção de um amanhã reconciliado. E sempre nessas três etapas: a partir do perdão, não abdicando da dignidade e num horizonte marcado pela esperança. Assim aconteceu quando se referiu aos casos de abusos sexuais por parte de membros do clero, no encontro com quem está preso, aproximando-se de povos e culturas indígenas, nos protagonismo dado aos jovens do país e sempre que colocou na sua voz os “gritos dos pobres” que esperam justiça. Ontem como hoje!
Os casos de abusos sexuais por parte de membros do clero é uma ferida aberta na Igreja Católica, nomeadamente no Chile. O Papa disse-o. Assumiu-o! E tratou de indicar como ultrapassar um drama pelo qual sente “vergonha”, pede perdão e deseja ver resolvido. Após incluir o tema no primeiro discurso em terra chilena, foi no encontro o clero e consagrados que se deteve no assunto para apontar soluções: “peçamos a Deus que nos dê a lucidez de chamar a realidade pelo seu nome, a valentia de pedir perdão e a capacidade e aprender a escutar o que Ele nos está a dizer e não a permanecer na desolação”.
Perdão, dignidade, esperança…
Vale apena revisitar o discurso a 500 reclusas, os momentos de improviso do Papa, as referências ao tango argentino e a citação bíblica que se transformou em sentença popular, rapidamente dita em coro quando o Francisco começou a enunciar o seu enunciado: “Quem não tem pecado… que atire a primeira pedra!”.
Na prisão de Santiago, o Papa falou também da necessidade de pedir perdão, num primeiro momento. Ma foi aí que elevou mais alto a sua voz contra quem atenta contra a dignidade de mulheres e homens: “Estar privado da liberdade não é o mesmo que estar privado da dignidade. A dignidade não se toca, por nada. Cuida-se, protege-se, acaricia-se”. Depois, indicou a esperança, como nas várias ocasiões e circunstâncias, para insistir na reinserção de todas as mulheres que tinha diante de si. “Exijam isso a vós mesmas e à sociedade”.
Os passos do Papa, na permanente proximidade aos povos e culturas indígenas, mantiveram essa mensagem, num horizonte mais largo: tecer a unidade no país. Não com o acentuar distâncias entre ricos e pobres, povos autóctones e novos senhorios comerciais, culturas nativas e as que chegam de fora, tradições étnicas e instituições globais que se instalam na região. A harmonia acontece quando “cada parte souber partilhar a sua sabedoria com as outras”.
Em cada viagem do Papa, há sempre gestos, palavras, mensagens que a deixam na história. A que realizou ao Chile, a primeira etapa da quarta visita do Papa à América Latina,  tem no casamento que fez abordo do avião um episódio que vai permanecer na memória de todo o mundo; e, para os chilenos e povos da região, não vão desaparecer facilmente da memória as palavras do Papa sobre os casos de abuso sexual no país por parte de membros do clero. Mas a presença de Francisco é muito mais do que isso. E mesmo que as referências imediatas a um programa de três dias no Chile remetam para casos particulares, as três mensagens essenciais – o perdão, a dignidade e a esperança – provocam transformações de fundo, com consequências imediatas e sobretudo com manifestações mais distantes no tempo. E são essas as que vão permanecer na história. Do Papa, dos chilenos e de quem segue os seus passos.
Paulo Rocha, Agência Ecclesia, aqui

O meu 'vizinho'

20 de janeiro, é Dia do meu Vizinho.

Provérbios:
* Deus nos livre  dos maus vizinhos ao pé da porta.
* Cada um de nós só é bom enquanto os vizinhos quiserem.
* Má vizinhança à porta é pior que lagarta na horta.
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À luz destes provérbios, eu tenho o melhor vizinho do mundo.
Aliás somos velhos conhecidos. Nasci numa paróquia em que São Sebastião é o padroeiro. Sou de uma diocese em que o padroeiro principal é São Sebastião. Passei por uma paróquia onde o padroeiro é  São Sebastião. Há 27 anos que São Sebastião é meu vizinho.
Damo-nos maravilhosamente bem. É discreto, compreensível, não faz barulho em casa que incomode, sempre disposto a ajudar, não é embirrento, bom conselheiro, com uma história de vida que nem lhes digo nem lhes conto!... Marcada pela inteligência, pela coragem, pelo testemunho. Fantástica!
Como não é de muitas falas, não sei o que ele pensa de mim como vizinho. Mas sabe que sou seu amigo e o admiro.
Peço-te mais uma vez que intercedas por mim junto d'AQUELE de quem deste tão belo testemunho durante a tua passagem por este mundo.
E porque testemunhaste tão belamente uma vivência comunitária, peço, amigo mártir Sebastião,  por esta paróquia, pela minha família e amigos, pela Igreja e pelas pessoas de todo o mundo.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

«Esta economia mata»

«Esta economia mata»
D. Manuel Linda, Bispo das Forças Armadas e de Segurança


Segundo ele próprio me contou, um amigo meu começou a sentir um incómodo numa perna, cada vez mais acentuado: primeiro era um ligeiro torpor, depois passou a dor e dificuldade de «fazer força» nela, até chegar a uma certa paralisia. Recorreu a um médico privado, com boa fama, que lhe pintou a coisa de negro: que isso teria a ver com a coluna, que poderia ser degenerativo, que não esperasse recuperação. E mandou-lhe fazer exames, muitos exames.
Vendo a coisa mal parada devido ao volume dos meios de diagnóstico e ao que isso lhe custaria, o meu amigo, prudentemente, recorreu ao médico de família que o encaminhou para um ortopedista das consultas externas. Como era previsível, este preceituou-lhe uma bateria de exames. Obviamente, tudo isto demorou muito tempo. Tanto que o primeiro médico esqueceu.
É neste contexto que o meu amigo se lembrou de um acidente de trabalho, sofrido alguns anos antes. Acudiu ao médico da empresa que o encaminhou para a seguradora.
Qual não é o seu espanto quando viu que o médico que o atendeu, afinal, era o primeiro a quem tinha recorrido. Mas, passado tanto tempo, o clínico não reconheceu o antigo paciente. Era a mesma pessoa, embora a postura tivesse mudado do dia para a noite: enquanto, na clínica privada, era todo sorrisos e simpatia, agora, na seguradora, usou de uns modos tão exasperados e de uma cara tão furiosa que mais fazia lembrar dois inimigos, frente a frente, que as circunstâncias obrigassem a confrontar e digladiar.
Porém, a grande surpresa viria de seguida. Com toda a convicção sentenciou que isso não era nada, que qualquer pessoa sente as pernas cansadas, que nada provava a relação causa-efeito do tal acidente, enfim, que a seguradora não iria fazer nada por esse caso. E o meu amigo teve de recorrer ao tribunal de trabalho que lhe atribuiu uma elevada percentagem de invalidez.
O que mais chama a atenção neste caso é a camisa-de-forças em que o médico se encontra: por um lado, ele precisa de ganhar a vida e de procurar trabalho onde lho dão; mas, como assalariado, a seguradora só o contrata enquanto lhe der lucro. E o lucro, neste caso, passa por evitar, a todo o custo, qualquer possível gasto com os segurados ou assumir responsabilidades que conduzam a indemnizações.
Evidentemente, este caso funciona apenas como exemplo. Porque a realidade da economia, pelo menos nas grandes multinacionais, faz-se quase sempre dessa forma: gestores e outros quadros elevados são pagos a peso de ouro para «declararem guerra» ao consumidor e lhe extorquir o máximo em troca dos serviços ou produtos tão mínimos quanto possível.
Ah, grande Papa Francisco! Como é verdadeira essa frase que, só por si, já poderia marcar a grandeza de um pontificado: “Esta economia mata”! Mata os que estão por baixo, os pobres, os que não têm forças para se defenderem deste novo monstro que declarou guerra à pessoa concreta, pois só lhe interessam os números dos balancetes e o «índice de desempenho» dos que são pagos para lhe fazerem o jogo.
Até quando?
Fonte: aqui

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Quem será o próximo Bispo do Porto?


Como sabemos, D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto, faleceu de  morte súbita em 11 de setembro do ano passado, vítima de um ataque cardíaco fulminante.
Quem lhe sucederá?
Segundo o Público (aqui) e o Observador (aqui), o novo Bispo do Porto deverá ser conhecido ainda este mês.
Ambos os jornais avançam com três nomes: D. Virgílio Antunes (bispo de Coimbra e antigo reitor do Santuário de Fátima); D. Manuel Linda (bispo das Forças Armadas), e D. António Augusto de Azevedo (bispo auxiliar do Porto), enviados pelo Núncio Apostólico para Roma, Congregação para os Bispos a quem compete emitir um parecer que será depois avaliado pelo Papa Francisco, detentor da última palavra na escolha do futuro líder da Igreja do Porto.
Com mais de dois milhões de habitantes, espalhados por 477 paróquias de 26 concelhos, a diocese do Porto é a maior do país.


Nestas coisas, os jornais nem sempre acertam. Circula até que, para alguém não ser nomeado para tal ou tal diocese, é suficiente que apareça nos jornais...
Dado o secretismo que envolve todo o processo, o mesmo é objeto de muitas especulações. Muitas vezes as fontes contactadas pela comunicação social falam mais do que acham, do que gostavam, do que ouvem...
Sendo assim, resta aguardar para ver.
Em Setembro de 2015, o próprio Papa insistiu na necessidade de tratar estes processos com mais celeridade. Tudo em nome de uma maior “proximidade e prontidão” na resposta do Vaticano às igrejas locais.
Só que pelos casos pendentes em Portugal, parece que o Papa não foi escutado. Não sei o que se passa noutras zonas do mundo, sei que neste país, por norma,  demora uma eternidade a substituição de um Bispo diocesano.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Queiramos ou não, a política e os políticos mexem com a nossa vida


Quando se fala de política e de políticos, há muita gente que põe cara de enjoada  e mostra-se enfastiada com o assunto, destilando o chavão: "Eles são todos iguais, o que querem é tacho."
Queiramos ou não,  a política e os políticos têm um papel fundamental no nosso viver coletivo e na vida de cada um.
Os que se afastam da política deixam  que muito da sua vida seja decidido pelos que participam. É muito fácil ficar no sofá ou na mesa do café a carregar nos políticos e políticas.  Mas isto leva a alguma coisa? Nada. Então o importante é a participação cívica através dos vários meios que, felizmente, a democracia põe à disposição dos cidadãos.
Foi ontem eleito o novo líder do PSD. O Dr. Rui Rio,  ex-autarca do Porto, foi eleito com 54% dos votos dos militantes do seu partido. A oposição tem assim um rosto novo. O atual governo, apoiado parlamentarmente pelos partidos de esquerda - a chamada "geringonça" - tem que lidar agora com um novo líder da oposição. Em democracia tão importante é quem governa como quem está na oposição.
O novo presidente do PSD prometeu "uma oposição firme e atenta, mas nunca demagógica ou populista".
Sabendo que há assuntos nacionais que requerem uma maioria qualificada e que esta precisa de contar com o PSD, concluímos como esta eleição partidária pode ser - ou não - importante para o futuro do país.
Além disso, quanto mais forte e decidida for a oposição, mais obrigado está o governo a 'dar corda aos sapatos', o que bem preciso é.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Livros em cima da mesa de cabeceira


OS DESPOJOS DO DIA
Durante um passeio pelo campo, após trinta anos de serviço em Darlington Hall, Stevens, o mordomo perfeito, reflecte sobre o passado, num esforço de se convencer de que serviu a Humanidade servindo um «grande homem», Lord Darlington.
Mas as recordações suscitam-lhe dúvidas quanto à verdadeira «grandeza» de Lord Darlington e dúvidas ainda mais graves quanto à natureza e ao sentido da sua própria vida...
Os Despojos do Dia é um estudo psicológico magistral e um retrato de uma ordem social e de um mundo em extinção, insular, pós-Segunda Guerra Mundial.
«Os Despojos do Dia é um livro de sonho. Uma comédia de costumes que evolui magnificamente até se tornar um estudo profundo e tocante sobre a personalidade, a classe e a cultura.»
Autor
Nascido em Nagasáqui, Japão, em 1954, Kazuo Ishiguro vive na Grã-Bretanha desde os cinco anos de idade. Descrito pelo New York Times como «um génio extraordinário e original», é autor de seis romances, cinco dos quais editados pela Gradiva - Os Despojos do Dia (1989, vencedor do Booker Prize), Os Inconsolados (1995, vencedor do Cheltenham prize), Quando Éramos Órfãos (2000, nomeado para o Booker Prize), Nunca me Deixes (2005, nomeado para o Booker Prize) e O Gigante Enterrado (2015) - além do livro de contos Nocturnos (2009).
Em 1995 foi feito Oficial da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à literatura, e em 1988 recebeu a condecoração de Chevalier de L'Ordre des Arts et des Lettres da República Francesa.
Fonte: aqui

                                              
Com É no peito a chuva, o novo trabalho, Gonçalo Naves, agora com 20 anos e a cursar o terceiro ano de Direito, vai evidenciando os meandros e perplexidades de uma dicotomia campo/cidade construída por personagens que surgem e se vão, como o camião do lixo madrugador, ou a locomotiva que o não é.
Fonte: aqui

São estes os meus dois atuais companheiros de mesa de cabeceira. Muitos distintos no estilo, na linguagem, na temática. Mas cada um com um sabor próprio e o seu poder enriquecedor do espírito.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

As florestas podem ser as centrais elétricas do futuro

São muitos os cientistas e as empresas que lutam para encontrar fontes de energias limpas que permitam manter os fornecimentos que necessitamos e, ao mesmo tempo, não ameacem a integridade do planeta. Para além das já conhecidas energias solar, eólica e das tradicionais, abrem-se agora novas possibilidades com as tecnologias mais disruptivas. Uma delas é a proposta de um grupo de estudantes que inventaram um sistema para conseguir energia elétrica através das plantas. Javier Rodríguez, um estudante de Nanociência e Nanotecnologia da Universidade Autónoma de Barcelona ​​e Pablo Manuel Vidarte e Rafael Rebollo, estudantes de Engenharia Multimédia da La Salle Universitat Ramon Llull, são os arquitetos desta ideia, oriunda da Arkyne Technologies, uma empresa que tem dois deles como cofundadores. A sua carta de apresentação é o Bioo Lite, um vaso que gera energia suficiente para carregar um smartphone através da porta USB que ele incorpora.
O sistema aproveita a matéria biológica que as plantas descartam durante a fotossíntese para obter energia a um custo mínimo. Na mesma linha, o seu novo produto é Bioo Pass Wifi, uma planta que oferece acesso imediato à Internet sem precisar de passwords, basta aproximar o telemóvel. O objetivo da Arkyne Technologies é inovar no campo das energias renováveis, onde ainda há um longo caminho a percorrer. Usando os seus sistemas, Vidarte e os seus parceiros asseguram que uns 100 metros quadrados de alface (para além de proporcionar umas boas saladas) seriam suficientes para suprir as necessidades energéticas de uma casa de família. O espaço necessário seria muito menor se, em vez de uma vegetação baixa, contássemos com árvores. "A nossa proposta é uma simbiose entre tecnologia e natureza. Em vez de destruirmos as florestas poderíamos transformá-las nas centrais elétricas do futuro", diz Vidarte.
Fonte: aqui

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

sábado, 6 de janeiro de 2018


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Parabéns, pai!

Pelos teus 87 anos de vida!
Pelo pai que tens sido e que continuas a ser. O patriarca da família, fautor de união.
Sempre viveste para a tua família e sempre acolheste cada um como único.
Parabéns pelo carinho que devotas aos teus netos e bisnetos e pela simpatia enorme com que eles te envolvem.
Parabéns pelo "computador" vivo que continuas a ser. Datas, episódios, pormenores, acontecimentos, nada te escapa.
Parabéns pelo ser humano livre que és. Nunca te conheci outro vício que não fosse o teu empenho pela família.
Obrigado por tudo. Obrigado por tanto!
Obrigado ainda, e acima de tudo, pela tua fé que sempre transmitiste aos teus. Na verdade, de cada um de nós foste o verdadeiro e principal catequista. Como cada pai e cada mãe deveria sê-lo sempre!

Faça de 2018 o ano de boas e belas amizades!

- Respeite o outro como ele é.
- Ajude-o a melhorar a partir daquilo que ele é.
- Saiba usar de bondade para com as falhas do outro. Afinal perfeito só Deus....
- Não faça de um problema um muro que separa, mas uma oportunidade de diálogo e de estreitamento da amizade.
- Não seja orgulhoso nem convencido. Ninguém é dono da verdade.
- Aprenda a perdoar. O ódio, o rancor, a vingança, a indiferença são como as silvas. Crescem de tal maneira que transformam um coração belo e humano num silvado .
- Também na amizade, a humildade é a rainha das virtudes.
- Telefone, visite, comunique. Deixe a sua presença aparecer junto do amigo.
- Diga repetidamente à pessoa amiga que gosta dela.
- Não se intrometa na vida do amigo. Amigo não domina, não impõe, não abespinha. Amigo oferece-se, partilha, está na hora certa.
- Seja franco e leal. A amizade alimenta-se da verdade, da fidelidade, da franqueza.
- Saiba pedir desculpa quando falhou, seja que falha for.
- Não engane um amigo. A traição é algo que nunca deveria tolerar a si mesmo. Quem sai por baixo é quem trai.
- Lembre-se que a verdade é inseparável da caridade. Pense, por isso, no que diz e como o diz.
- Não apareça só quando precisa. Apareça antes quando o amigo precisa.
- Não diga ao amigo que está farto das mesmas desculpas. Ele pode fartar-se da sua arrogância e convencimento.
- Antes de apontar defeitos ao amigo, examine com seriedade os seus defeitos. Verá que tem muitos mais do que pensava.
- Não seja "cismático". Isto de estar sempre a lembrar ao amigo aquilo em que falhou é miopia crónica de alma. Confie no futuro e abra-se ao novo da confiança.
- Não faça da defesa o ataque. A amizade não é um jogo de futebol. Isto de atacar os outros para esconder erros próprios, é cobardia.
- Nunca se permita que o seu amigo saiba de uma traição sua por meios externos. Seja corajoso e digno. Encare os seus erros de frente.
- Não crie falsas espectativas. Não diga sim, quando no coração tem um não.
- Se acreditam, rezem juntos. A oração é o cimento mais forte das verdadeiras amizades.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

" Que balanço gostarias de fazer do ANO DE 2018 em 31 de dezembro futuro?"

Nos últimos momentos de 2017 e nos primeiros de 2018, uma questão invadiu o meu espírito:
" Que balanço gostarias de fazer do ANO DE 2018 em 31 de dezembro futuro?"
E porque sonhar não paga impostos, aqui deixo o meu ano imaginado...


- O ano de 2018 ficará conhecido na História como o Ano da Ciência. De facto foram notáveis os progressos científicos em vários níveis da atividade humana.  Desde logo na Medicina. Para doenças que infernizavam a vida de tanta gente como o cancro, a sida e outras, foi descoberta a cura. Igualmente foram fantásticas as descobertas noutras áreas de atividade que propiciam um desenvolvimento nunca vista na economia e nas relações humanas.
- Houve investimentos estrageiros e nacionais de tal forma importantes que o desemprego baixou para níveis residuais, os salários subiram substancialmente e o repovoamento do interior do país começou a ser uma realidade.
- Não aconteceram incêndios significativos e a pluviosidade regressou a valores anuais normais.
- Há muitos anos que não se via uma coisa destas: nenhum atentado terrorista teve lugar na Europa ou noutra parte do mundo.
- Finalmente foi assinado um tratado envolvendo todos os países que detinham armas nucleares para pôr fim a tal armamento.
- Realizaram-se progressos notáveis na pacificação do Médio Oriente. De tal maneira que hoje  é um insulto chamar àquela zona de "barril de pólvora."
- Líderes políticos vistos até este ano como "perigosos" para a paz mundial como Donald Trump, Putin e o líder da Coreia do Norte, são hoje considerados e respeitados como fautores de paz.
- O Sínodo dos Bispos sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional» foi uma autêntica lufada de ar fresco para a vida da Igreja. Dele saíram propostas tão belas, novas e com tanto sabor a Evangelho que tudo será bem diferente de agora em diante.
- Não houve em Portugal casos de violência doméstica, nem assaltos, nem outra forma de violência. De tal forma que o ano de 2018 é apelidado como o Ano da Paz em Portugal.
- Durante este ano registou-se um movimento de fundo em direção a Deus por toda a Europa que redescobriu as suas raízes cristãs, trazendo consigo uma leveza e alegria que há muito andavam afastadas da alma europeia.
- As relações entre as pessoas distenderam-se, as amizades fidelizaram-se e guiaram-se pela verdade e compreensão. A confiança regressou e o ambiente humano e social é agora mais saudável.
- Por cá, deram-se passos definitivos e seguros para o restauro da Igreja Paroquial e a construção da Capela do Castanheiro do Ouro.


Sonho? Idealismo? Mas o sonho comanda a vida. Tenho saudades do futuro.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Os pais são guardiões da vida dos filhos, não seus proprietários


É primeira lição que o Papa Francisco recolhe da festa da Sagrada Família que hoje se celebra enquadrada no tempo do Natal.

Disse o Pontífice, aquando da recitação do Angelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, que a perícopa do Evangelho (Lc 2,22-40) hoje proclamada nos convida a refletir na experiência vivida por Maria, José e Jesus: “crescem em conjunto como família no amor recíproco e na confiança em Deus”. E é esta confiança em Deus e a sua fidelidade à Lei de Deus, herdada de Moisés, que provoca o cumprimento do rito da oferta do filho Jesus a Deus feita por Maria e José: “levaram o menino a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, como prescrevia a lei de Moisés” (cf Lc 2,22).

E Francisco entende que “os pais de Jesus vão ao templo para mostrarem que o filho pertence a Deus e que eles são custódios da sua vida e não proprietários”. E esta reflexão faz extrapolar para o estatuto das demais famílias: “todos os pais são guardiões da vida dos filhos e não proprietários; e devem ajudá-los a crescer e a amadurecer”. Com efeito, os pais dos filhos primogénitos em Israel, sendo abastados pagavam 5 ciclos e sendo pobres, ofereciam em sacrifício duas rolas ou duas pombas” em sinal de consagração ao Senhor e como resgate para poderem exercer a guarda. Os progenitores de Jesus, apesar de serem da descendência de David, pertenciam ao grupo dos pobres.

Ora, uma das etapas do crescimento que os pais devem ajudar é a ida ao templo “para atestar que o filho pertence a Deus”. E, a partir do gesto conjunto de Maria e de José, Francisco infere:

Este gesto sublinha que somente Deus é o Senhor da história individual e familiar; tudo nos vem d’Ele. Cada família é chamada a reconhecer tal primado, custodiando e educando os filhos para abrirem-se a Deus que é a fonte da própria vida.”.

É à luz destes pressupostos que o Pontífice enquadra a presença do velho Simeão e da profetiza Ana no templo naquele momento. Simeão vem ali inspirado pelo Espírito Santo, que lhe revelara que havia de contemplar o Messias de Israel, e, tomando o menino nos braços, bendisse a Deus com satisfação, dizendo:

Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque meus olhos viram a Salvação que ofereceste a todos os povos, Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.

Na sua ancianidade, abençoou aqueles pais, que ficaram admirados com tudo aquilo ouviram; e, na sua perspicácia juvenil, advertiu Maria:

Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão de revelar-se os pensamentos de muitos corações.”.

E Ana, que não se afastava do templo, participando no culto noite e dia, com jejuns e orações, apareceu nessa mesma ocasião, pondo-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

O Papa sustenta que passa por esta entrega confiante e amorosa a Deus “o segredo da juventude interior testemunhado por um par de anciãos, Simeão e Ana”. E infere:

Estas palavras proféticas [de Simeão] revelam que Jesus veio para fazer cair as falsas imagens que nós fazemos de Deus e também de nós mesmos; para ‘contradizer’ as seguranças mundanas sobre as quais pretendemos apoiar-nos; para fazer-nos ressurgir para um caminho humano e cristão autêntico verdadeiro, alicerçado nos valores do Evangelho”.

E também o Pontífice profetizou numa linha de esperança:

Não há situação familiar que esteja previamente fechada a este caminho novo de renascimento e de ressurreição. Cada vez que as famílias, mesmo aquelas feridas e marcadas pela fragilidade, fracassos e dificuldades, voltam à fonte da experiência cristã, abrem-se novos caminhos e possibilidades impensadas.”.

***

Francisco retomou a passagem deste Evangelho que narra o retorno da Sagrada Família à Galileia, mais precisamente à sua cidade de Nazaré, para falar sobre a importância do crescimento dos filhos. Anotando que “o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele”, o Bispo de Roma, afirmou:

Uma grande alegria da família é o crescimento dos filhos, todos sabemos disso. Eles são destinados a crescer e fortificar-se, a adquirir experiência e acolher a graça de Deus, precisamente como aconteceu com Jesus. Ele é realmente um de nós: o Filho de Deus se fez criança, aceita crescer, fortalecer-se, é cheio de sabedoria e a graça de Deus está com Ele.”.

Maria e José têm esta alegria de ver tudo isto em seu filho – observou – frisando que “esta é a missão para a qual é orientada a família”:

Criar condições favoráveis para o crescimento harmónico e pleno dos filhos, para que possam viver uma vida boa, digna de Deus e construtiva para o mundo.

E foram estes os votos que Sua Santidade dirigiu hoje, dia da Sagrada família, a todas as famílias, acompanhados com a invocação a Maria, Rainha das Famílias”, ao concluir a sua reflexão que precedeu a oração do Angelus.

***

Depois da recitação do Angelus, o Papa exprimiu a sua proximidade junto dos irmãos coptas ortodoxos do Egito, atingidos há dois dias por dois atentados, um numa igreja e outro num estabelecimento comercial, nas periferias do Cairo; e pediu ao Senhor que acolha os defuntos, cure os feridos, conforte os familiares e toda a comunidade e converta os corações dos violentos.

Dirigiu uma saudação especial às famílias ali presentes e àquelas que participaram naquela oração a partir de casa, pedindo à Sagrada Família que as abençoe e guie no seu caminhar.

Saudou os romanos e os peregrinos, em particular os grupos paroquiais, as associações e os jovens. Pediu que não se esquecessem de, neste dia, dar graças a Deus pelo ano que agora finda e pelos bens que cada um recebeu. Se, de facto, o ano transcorrido trouxe provações e dificuldades, também trouxe ajuda para as superar e muitas coisas boas, que é justo agradecer ao Senhor.

Hoje – proclamou o Pontífice – é dia de ação de graças!

2017.12.31 – Louro de Carvalho

sábado, 30 de dezembro de 2017

Avancemos, sem medo, por um ano novo e uma vida nova!

O Senhor do tempo e da história está connosco! E onde está o Filho, aí está a Mãe. Reconheçamos a passagem do Senhor. Sigamos as pegadas de Maria, para avançarmos, sem medo, por um ano novo e uma vida nova! 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Balanço 2017


Um balanço do ano que está prestas a terminar.
De A a Z.
Abrangendo vários planos, nacional e internacionalmente considerados.
AQUI

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

sábado, 23 de dezembro de 2017

Santo e Feliz Natal!

"Cristo é o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem".

Caro visitante,
Cara visitante,
Caro amigo,
Cara amiga,
Um Santo Natal!
Abramos as portas da vida a Cristo e deixemos que Ele trabalhe o nosso coração como o oleiro molda o barro!