segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Três veículos levam a Vouzela o abraço fraterno e solidário da comunidade tarouquense

Na próxima quarta-feira, querendo Deus, partem de Tarouca 3 veículos destinados a Vouzela, em apoio das vítimas dos incêndios.
- Um dos veículos transporta alimento para os animais, graças ao trabalho do sr. Manuel Gomes que tem conseguido levar até às zonas afetadas pelos incêndios vários carregamentos de alimentos para animais. Este senhor tem feito um trabalho notável, batendo às portas, angariando, transportando este tipo de alimentos!)
- Outro veículo transporta alimentos para as pessoas, oferecidos pela comunidade tarouquense no último fim de semana.
- Um terceiro veículo transporta roupas, brinquedos e outras utilidades, tudo oferta da comunidade tarouquense no último fim-de-semana.

Hoje foi um dia de trabalho intenso para elementos do GASPTA que recolheram nos vários locais da Paróquia os bens oferecidos, os organizaram e começaram com o carregamento. Amanhã a saga continua.
Trabalho cansativo mas feito com alegria, porque a caridade é sempre fonte de alegria.


domingo, 19 de novembro de 2017

Centro Paroquial: Grades e Festa da Catequese

Festa da Catequese
Está quase a completar-se um ano sobre a inauguração do Centro Paroquial Santa Helena da Cruz (27 de novembro de 2016).
Para assinalar a data, a Catequese Paroquial vai levar a efeito no próximo sábado a Festa da Catequese, com o seguinte programa:
- Missa vespertina com crianças às 14.30h no salão do Centro Paroquial
- Atuação dos 10 grupos da Catequese à seguir à Eucaristia, no mesmo espaço
A Festa da Catequese é sempre um momento de raro encantamento, ou não fossem as crianças o melhor que há.
Por isso, todos estão convidados. A Festa é para todos.


Grades


Numa obra da envergadura do Centro Paroquial, há sempre qualquer coisas que falta. Por exemplo, ainda faltava colocar as grades  naquele espaço de estacionamento para atividades, sobretudo escutas.
Não só por uma questão estética, mas sobretudo para proteção das crianças e jovens que ali desenvolvem atividades,  o gradeamento era uma necessidade.
Num ato de trabalho em equipa, envolvendo o Conselho Económico da Paróquia e a Câmara Municipal de Tarouca, foi possível a colocação das referidas grades.
Ao Conselho Económico coube comprar e pagar o material. À Câmara Municipal, todo o trabalho de transformar o material em grades e depois a sua colocação no terreno.
O espaço tem agora outra dignidade, como todos podem observar.
O Conselho Económico Paroquial agradece a gentileza colaborativa da Câmara Municipal, na pessoa do seu Presidente, enquanto expressa a sua satisfação por mais este passo dado na conclusão das obras. Ficam ainda a faltar pequenos pormenores...

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Não será a ignorância religiosa o maior problema dos católicos portugueses?

- Noutros tempos, a família era a maior escola de catequese. Ali se transmitiam as verdades da fé. Ali se rezava. Ali se incutia desde o berço a sensibilidade ao transcendente.
Por outro lado, a sociedade concorria para uma prática cristã, de modo que quem não fosse à missa era olhado de lado e marcado socialmente. Aliás a própria sociedade era marcada pelos ritmos e valores cristãos. Domingos e dias santas eram como que férias repartidas para quem não as tinha.  Pessoa que praticasse o divórcio ou o aborto era posta à margem da sociedade, olhada como  desnaturada, condenada no tribunal social.
Existia uma fé simples, sem grandes razões de acreditar, bastante sentimentalista, fortemente condicionada pela tradição. Mas a ligação ao divino mantinha-se e celebrava-se.
- Já Santo Agostinha dizia que "ninguém ama aquilo que não conhece". Numa sociedade aberta, plural e multifacetada, a pressão social doutros tempos esvaiu-se.  As referência ou se vão apagando ou são outras hoje. A família  vai perdendo o sentido cristão da vida, enredada no trama e no drama daquilo a que o Papa Francisco chama de "mundanismo".
Neste contexto, ou há razões de acreditar e as pessoas sentem necessidade de celebrar comunitariamente a sua fé ou então debandam e entregam-se a uma religiosidade de cunho intimista e individualista. Em alternativa (quando não concomitantemente) voltam-se para os deuses pagãos: poder, ter, prazer, etc.
- A ignorância religiosa entre a gente nova é confrangedora. A catequese paroquial é um oasis de uma  hora semanal num deserto sem Deus de 168 horas semanais... Na família, nas escola, nos grupos a quem pertence, na sociedade, o catequizando  mergulha noutras referências ou desreferências.
Num mundo de movimento e movimentos, imediatista, de sensações rápidas e variadas, a fé apela à interioridade, ao silêncio, à contemplação. Exatamente o oposto ao que a sociedade propõe ao jovem.
Depois, a começar pela família, prolongando-se pela vida social, o jovem não encontra o testemunho daquilo que aprendeu na catequese.
- Há muito a fazer e a hora é de esperança. Acredito que, para além das nuvens, o Sol continua a brilhar.

Há que estar atento aos sinais dos tempos e rever processos e métodos de catequese, de modo que a Mensagem libertadora e bela de Jesus chegue ao coração dos jovens do nosso tempo.
Há que motivar e envolver a família na dinâmica da formação e crescimento da fé.
A hora da grande cristandade foi-se. É a hora de grupos, comunidades de base, porventura mais pequenas, mas imbuídas da alegria do Evangelho, celebrantes e caritativas, dinâmicas, apostólicas e testemunhantes. Tudo ao estilo das primeiras comunidades cristãs que, por isto, tinham um só coração e uma só alma.

Tem algum sentido dizer-se "católico não praticante"???


No mundo da moda, no mundo do desporto, no mundo artístico, no mundo dos sub-grupos, está mesmo na moda:
- Eu sou católico (a) não praticante.
Ou então:
- Sou agnóstico(a).
Mais raramente:
- Sou ateu, ateia.

É sobretudo o mundo dos "católicos não praticantes" que mais problemas causa às comunidades cristãs. Com um pé dentro e outro fora, não são "frios nem quentes", aparecem quando lhes convém - normalmente nos baptizados, casamentos, funerais e algumas festas.
Mais, temos hoje pessoas que só entram nas igrejas porque os levam. No baptismo foram levados pelos pais e nos funerais são levados por outros.

Por norma, estes ditos "católicos não praticantes" são muito críticos para com a Igreja, não porque a amem, mas para desculpar a sua possível má consciência. Já se diz no futebol que a melhor defesa é o ataque...
Então dizem que não frequentam por causa do padre, do catequista, do vizinho, dos que lá vão... Sim, a culpa é sempre dos outros. Deles, claro que não! Ai, eles são um exemplo, uma referência, os melhores!!! Lá está, a melhor defesa é o ataque...
Centralidade de Cristo? Está quieto! Cristãos por causa de Cristo? Pois, mas isso é exigente...Então é mais fácil acusar outros para se desculpar.

Que diriam se fossem muito aflitos ao médico e este se negasse a atendê-los, dizendo que era médico não praticante? Ou se chamassem, numa emergência, os bombeiros e estes dissessem que não iam, porque eram bombeiros não praticantes? Ou se o treinador mandasse jogar o Cristiano Ronaldo e este se negasse, alegando que era futebolista não praticante? Que diriam? Então agora concluam... Cristão não praticante faz algum sentido???

Fugindo da comunidade, não crescem com a comunidade, não caminham com a comunidade, não fazem experiência de comunidade a qual passa a ser para os não praticantes um corpo estranho.

Urge ter a coragem de assumir as suas próprias responsabilidades. Urge a grandeza de não andar sempre a atirar pedras aos outros e de se desresponsabilizar com os outros.
A vida é bela. Assuma-a com alegria.

domingo, 12 de novembro de 2017

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O CELIBATO, a propósito da Semana dos Seminários

Identificado com Cristo, que não casou, para a todos nos desposar, “o sacerdote é chamado a ser imagem viva de Jesus Cristo, Esposo da Igreja, o que lhe exige ser capaz de amar a todos, com um coração novo, grande e puro, com um autêntico esquecimento de si mesmo, com dedicação plena, contínua e fiel(São João Paulo II, PDV, n.º 22).  

É verdade que o celibato sacerdotal não é um mandato divino, nem uma prescrição apostólica. Os Apóstolos, à exceção de Paulo, casaram e o Novo Testamento dá-nos conta de bispos, presbíteros e diáconos casados. Mas também é verdade, que muito pouco tempo depois, a Igreja assume o conselho do Apóstolo Paulo (cf. 1 Cor 7,25) e reconhece que o coração indiviso, ao serviço do Reino dos Céus e pelas coisas do Senhor, é muito adequado ao exercício do ministério pastoral. É uma forma de seguir Jesus, que confere maior disponibilidade afetiva e efetiva para o serviço do Evangelho, porque preserva das justas preocupações e atenções devidas à família. Num tempo de urgência missionária, esta liberdade interior e exterior é um tesouro frágil, é verdade, mas preciso e precioso!

Além do mais, o celibato sacerdotal devia permanecer para todos como um sinal luminoso de que o cenário deste mundo é passageiro (1 Cor 7,29) e como um sinal de esperança no futuro: mesmo quando o mundo adormece indiferente à vinda do Senhor, há sempre alguém de vigia, totalmente centrado e concentrado n’Ele, para ir ao Seu encontro
  
 A crise do celibato não é menor do que a crise do matrimónio
  
Não é fácil apelar às novas gerações para a beleza da vida sacerdotal, num ambiente cultural carregado de estímulos eróticos, em que a fidelidade a um tal propósito exige um alto grau de maturidade humana! Neste tempo, em que se perdeu a dimensão do eterno e do definitivo, o celibato provocará sempre desconfiança e desconforto! Mas a solução não será a simples revogação ou adaptação às modas e modos deste tempo. Porque a crise do celibato, que é notícia até pela sua raridade, não é menor do que a crise do matrimónio, numa cultura adversa a um amor definitivo e exclusivo. Não se resolvem as dificuldades do celibato com o casamento, porque, também na relação conjugal, é alto o preço da fidelidade e permanente o risco da infidelidade. O coração humano, como órgão espiritual, precisa de cuidados intermédios, contínuos e intensivos.
Movidos pelo amor de Deus, permaneçamos vigilantes perante os riscos e atentos ao Senhor, que vem de repente ao nosso encontro e nos pede prontidão na resposta! Que não nos falte o azeite na candeia acesa da fé e da esperança, nem o vinho novo da alegria, na ânfora inesgotável do amor! Que entre os padres e os casais cristãos haja estima e ajuda recíprocas. Que as nossas famílias despertem o coração dos seus filhos para a alegria de uma resposta pronta ao Senhor. Ele vem para a todos desposar no Seu amor. Digamos “sim” e “estaremos para sempre com o Senhor(cf. 1 Ts 4,17).







OUTROS TEMPOS

Quando se avança na idade, recordamos com frequência pequenas estórias da nossa infância que são bem significativas do viver das nossas gentes. De algumas dessas estórias retiramos nós ensinamentos que nos ajudam a compreender o presente.
   Era dia de Todos-os-Santos. A Missa, como de costume, era às onze horas. A canalha, como nós dizíamos, levantara-se cedo e as mães vestiram os fatos melhores aos filhos e às filhas porque iam à Missa.
  Eu mais os meus companheiros (naquela altura havia muitas crianças na vila) resolvemos ir ao rebusco (uvas e figos) e jogar uma partida de futebol. O campo, nessa altura, era junto do caminho de Mondim na Tenaria.
  Depois do rebusco, lá organizamos uma partida de futebol (éramos 22) com uma bola de borracha que um de nós tinha e que, nessa altura, era rara.
Entretidos e alegres nunca mais nos lembramos da Missa. O senhor Padre Duarte passou a cavalo vindo de Mondim onde tinha ido celebrar Missa. Não sei se Mondim não tinha pároco ou se, tendo, estava doente. Quando o senhor abade passou junto do campo, parou o cavalo e gritou:
- Então não ouviram o sino? Toca a andar para a Missa.
  Um de nós, mais rebiteso, respondeu:
- Já vamos, senhor abade. O sino só tocou uma vez!
  O “já vamos” foi muito longo. Na nossa brincadeira e sobretudo porque era futebol, nunca mais nos lembramos da Missa.
  Nessa altura, a canalha ficava na Capela-Mor junto do senhor abade.
  O meu pai, naturalmente, ao olhar para a Capela-Mor, não me viu lá.
   Aproximou-se a hora do almoço e o estômago começou a dar horas e por isso largamos a brincadeira e viemos a correr para as nossas casas. A Missa já acabara há muito tempo.
   Chego a casa todo afogueado, a mesa já posta para o almoço e o meu pai sentado com ares de poucos amigos.
--Onde é que andaste, malandro? Não te vi na Missa!
- Andamos a jogar futebol e não ouvimos o sino.
- Ai sim? Então tu não sabes que é dia santo e que devias ir à Missa?
 Nada respondi. Meu pai não esteve com meias medidas. Tira o cinto e dá-me duas cinturadas valentes.
- Isto é para não te esqueceres da Missa!
  Nem a minha mãe nem as minhas irmãs disseram nada, mesmo vendo-me a chorar abundantemente.
   Foi a primeira e a única vez que meu pai me bateu.
  Felizmente por um lado e infelizmente por outro, os tempos mudaram radicalmente.
Hoje nem os pais devem bater nos filhos porque há outra maneira de educar, nem os filhos sabem ter, muitas vezes, respeito pelos pais. Os professores que o digam.
Borges Simão

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Faithbook

Por que é que a expressão da fé no facebook é tão pouco profunda, tão banal, tão folclórica, tão inconsequente, tão pouco atraente? Tenho cá para mim que faithbook só em livro, não em digital. A fé no digital passa pouco pelo facebook. Fé-cebook.
Fonte: aqui

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Arcebispo polaco preocupado com "uma Europa que está a morrer”

Arcebispo de Varsóvia-Praga, Henryk Hoser. Foto: DR
O arcebispo de Varsóvia, Henryk Hoser, diz que "a Europa está a morrer".
Médico de formação, Hoser foi missionário em Africa, esteve no Ruanda, após o conflito étnico, a pedido de João Paulo II, e, mais recentemente, foi enviado pelo Papa Francisco a Medjugorje. Recentemente, esteve em Portugal, e falou à Renascença.
A Europa está a morrer, é o que dizem as estatísticas, a Europa está a despovoar-se. A Europa perdeu a esperança na vida, desencadeou uma guerra contra a vida, com todas estas novas leis anti-vida que agora se proclamam. Levam à queda drástica da natalidade e a uma redução brutal da população, mas a população é o melhor e mais precioso capital de cada país; são as pessoas que fazem um país", declara.
Habituado a tomar o pulso e a identificar doenças, o arcebispo Henryk Hoser aponta alguns sintomas graves na Europa actual, que acredita estar a padecer de neo-marxismo: “Recusamos a criação, achamo-nos capazes de nos criar a nós mesmos. Considero esta nova atitude como um reflexo do neo-marxismo, desde logo ao desfazer a família e a personalidade, ao renunciar a tudo o que nos determina, à nossa natureza e biologia, à nossa história, ao nosso passado e à cultura que herdámos. Tudo é rejeitado e se pretende construir de novo.”
“Andamos perdidos, vagueamos pelo universo, não sabemos o que escolher, uma vez que há imensas hipóteses, mas já se perdeu o critério de escolha", completa.
A Europa atravessa uma crise demográfica ,e em muitos países, sobretudo a Ocidente e no Norte, têm-se aprovado leis que liberalizam o aborto e a eutanásia ou que alteram o conceito natural de casamento. Para Hoser, esta deriva da Europa tem graves consequências, que poderão vir a revelar-se fatais: “Estamos a criar um vazio. Costuma dizer-se que ‘a natureza tem horror ao vazio’. E, neste vazio, passa a entrar tudo aquilo que nos invade. Estamos a abandonar tudo e a viver dos rendimentos. Não é um bom prognóstico. Por isso estou muito preocupado com o futuro da Europa que não desperta. Isto é muito alarmante."
Fonte: aqui

Uma comunicação social que só noticia o que lhe interessa...

Milhares caminharam pela vida em Lisboa, Aveiro e Porto. Foto: Ana Carrilho/RR
Oito mil pessoas manifestaram-se em Lisboa, Porto e Aveiro pela VIDA.
Onde esteve a comunicação social?
Praticamente não esteve! Oh! Se fosse uma manifestação de cariz contrário, alguém tem dúvidas que a comunicação social apareceria em peso?
Mas a comunicação social  aborda só o que lhe interessa ou que interessa à população?
Numa sociedade democrática, a comunicação social só dá antena a uma das partes? Onde está o direito que os cidadãos têm a TODA a realidade?
Quem, nos camarins, comanda a comunicação? Que forças a dirigem? Que lóbis, interesses económicos e/ou ideológicos a manipulam?  Estão ao serviço de quê ou de quem?
Bom, mas o melhor é mesmo ler aqui.
  
“O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS, MAS O SILÊNCIO DOS BONS”
( Martin Luther King )
Onde estão os analistas sociais, os verdadeiros democratas e, já agora, a hierarquia da Igreja?
Este silêncio da comunicação social não lhes diz nada?



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

"O Pai Nosso é a oração dos pobres" - Papa Francico

" (...) o Pai Nosso é a oração dos pobres. De facto, o pedido do pão exprime o abandono a Deus nas necessidades primárias da nossa vida. Tudo o que Jesus nos ensinou com esta oração exprime e recolhe o grito de quem sofre pela precariedade da existência e a falta do necessário. Aos discípulos que Lhe pediam para os ensinar a rezar, Jesus respondeu com as palavras dos pobres que se dirigem ao único Pai, em quem todos se reconhecem como irmãos. O Pai Nosso é uma oração que se exprime no plural: o pão que se pede é «nosso», e isto implica partilha, comparticipação e responsabilidade comum. Nesta oração, todos reconhecemos a exigência de superar qualquer forma de egoísmo, para termos acesso à alegria do acolhimento recíproco."
(Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Pobres que terá lugar em 19 deste mês de novembro)

sábado, 4 de novembro de 2017

13º Aniversário da Associação de S. Martinho, Esporões

O povo dos Esporões festejou em 4 de novembro o 13º aniversário da Associação dos Esporões.
A Eucaristia foi muito bem dinamizada por um coral constituído para o efeito. Que bom seria que integrassem  o coral da Paróquia! E porque não??? Todos somos precisos e ninguém ocupa o lugar de ninguém.
O Pároco, na homilia, felicitou a Associação pelos serviços prestados ao povo, sabendo proporcionar um espaço de convívio pacífico, de jogos populares e de são relacionamento.É que há sempre muita gente por lá, mormente nas noites de Verão e aos fins-de-semana. Sozinhos não somos nada, precisamos todos uns dos outros. porque o homem é em relação." Ninguém nasce ilha ou vive para ser ilha.
Após uma ida ao cemitério para uma prece pelos associados falecidos, seguiu-se um almoço  na sede da Associação muito bem confecionado por voluntários, prosseguindo o convívio pela tarde fora, com jogos populares e outras atividades.
Parabéns à direção da Associação e a todos os associados.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017


A felicidade está mais em dar do que em receber


Violência a rodos na sociedade...

As televisões têm mostrado casos de violência. A violência é sempre grave. O ser humano não é nenhum relógio de sala antigo que recebe constantemente as "porradas" do pêndulo...
Em Coimbra, no meio da rua; em Lisboa, à porta de uma discoteca; noutros locais, nas mais diversas situações...
Dirão alguns que violência sempre houve. De antigamente ficaram conhecidas certas festas e feiras pelos ajustes de contas que aí se faziam. E até era usual as pessoas, entre desentendimentos, prometerem: "Lá vais à festa tal ou à feira tal e lá 'falamos'...". Queria isto dizer que nessa ocasião se ajustavam as contas. Mortes, facadas, tiros, luta corpo a corpo, pauladas...
Só que nesse tempo não havia as possibilidades técnicas que hoje há a nível de comunicação. Os casos não eram filmados nem divulgados.
Atualmente tudo se sabe quase no mesmo instante. E se há quem ache que a divulgação da violência gera violência, também há que pense que  tal divulgação inibe a prática da violência porque expõe os seus autores.
A justiça e os casos de justiça são hoje analisados, destrinçados, opinados, nas televisões que lhes dedicam largos espaços que, penso, exagerados.
A desestruturação familiar; a ausência de uma educação para os valores, não só, mas sobretudo na família;  a tendências de certas forças políticas e sociais para desculpabilizar os violentos; a falta de respeito pelo valor sagrado da vida humana; a visão do outro, não como uma pessoa, mas como uma coisa que agrada ou desagrada; o culto do egoísmo e do egocentrismo; a ausência de Deus em tantas vidas; o materialismo e relativismo reinantes... Tudo concorre para que a violência assente tenda no mundo contemporâneo. 
Assaltos, roubos, agressões, mortes, violência familiar, insultos, exposição do outro, infâmias, calúnias, mentiras, prazer mórbido em relatar e expor os "podres do outro"... E reparem, não são os meios de comunicação social, que fazem destes temas o seu forte, que são os que têm mais audiências??? Então, como consumidores de comunicação, também temos a nossa responsabilidade.
Terá o mundo que ser violento? NÃO. Tudo é possível com a paz; nada se consegue com a guerra e as guerras...

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

No Mês das Almas, a Comemoração de Fiéis Defuntos

O Cemitério dos Esporões, na celebração da tarde deste dia 1 de novembro

1. E que tal, neste dia 2 de novembro e durante todo o Mês das Almas, pensarmos um pouco sobre a maneira como estamos encarar a morte, seja a de quem  nos é próximo, seja a nossa?
2. O homem morre como as outras criaturas, mas é a única criatura que sabe que vai morrer. Assim, a morte põe a nossa vida a nu. Faz-nos descobrir que as nossas ações de orgulho, ira e ódio são vaidade, pura vaidade. Apercebemo-nos, desapontados, que não amámos o suficiente e que não procurámos o que era essencial. E, pelo contrário, vemos, a partir da morte, o que de verdadeiramente de bom semeámos: os afetos pelos quais nos sacrificamos e que agora nos levam pela mão. Então, o pensamento da morte é princípio de sabedoria, daquela sabedoria do coração.
2. Ao choro de Marta pela morte do irmão Lázaro, Jesus contrapõe a luz da fé e a esperança no amor mais forte do que a morte: «Eu sou a Ressurreição e a Vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em Mim não morrerá jamais. Acreditas nisto?» (Jo 11,25-26). Eis a pergunta que Jesus repete a cada um de nós todas as vezes que a morte vem arrancar o tecido da vida e dos afetos! Toda a nossa existência se joga aqui, entre a vertente da fé e o precipício do medo. Que grande graça, se no momento da morte guardarmos no coração a pequena chama da fé que as velas acesas nos recordam. Então, Jesus guiar-nos-á pela mão.
3. Precisamos de valorizar os gestos de acolhimento, de presença e de proximidade, de oração e de acompanhamento das pessoas, em situações de luto.
4. Como estamos a comportarmo-nos nos velórios, Missa de Corpo Presente e nos funerais?  Sabemos acolher quem está a sofrer, sabendo que mais do que palavras são necessários os nossos afetos, a nossa presença amiga,  o nosso respeito pela dor de quem sofre?
5. Participamos com respeito nos funerais ou fazemos deles um falatório? Somos caritativos, ajudando e participando ou temos vergonha de levar uma cruz, uma bandeira, uma lanterna?
6.  Já percebemos que a oração é o expoente máximo da caridade? O que de mais válido, fraterno e caritativo podemos oferecer por quem partiu é a nossa oração! Os nossos velórios são tantas vezes pagãos! Fala-se de tudo, daquilo que nada tem a ver com o momento, mas temos vergonha de rezar!
7. Participamos na Missa de Corpo Presente ou ficamos cá fora? Mesmo quem não tem fé, por amizade e solidariedade para com os familiares do defunto, deve entrar e estar respeitosamente. Então, se se trata de um crente que fica cá fora , a atitude é inconcebível e  ofensiva. 
8. Aproveitamos a oportunidade dos velórios e funerais para pensar na nossa vida? Preocupamo-nos em ler a nossa vida à luz da morte? Tomamos consciência que desta vida só levamos o que damos e nunca o que temos?  Abrimos o nosso coração à oferta de salvação que Deus a todos oferece em Jesus Cristo?
9. Como encaramos a morte de um ente querido? Com o desespero pagão ou com a luzinha da fé no coração? "Nos braços de Deus te deixamos..."
10. Muita gente, quando se refere a uma pessoa falecida, costuma dizer: "Esteja onde estiver". É hoje socialmente correta esta expressão e de bom tom referi-la. Mas será cristã? Não será mais belo dizer, à luz da fé na Ressurreição "Confio que esteja em Deus"?


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Reunião do Arciprestado

Realizou-se ontem, na Casa Paroquial de Salzedas, uma reunião de sacerdotes que integram o Arciprestado de Tarouca e Armamar, presidida pelo Arcipreste, P.e Margulhão.
Após a oração de Vésperas, falou-se sobre a Carta Pastoral do nosso Bispo, o Plano Pastoral Diocesano e foram comunicadas informações do Conselho de Arciprestes.
A propósito de uma ação para catequistas que o Arciprestado vai tentar levar a efeito a seu tempo, trocaram-se experiências, pontos de vista, preocupações e alegrias sobre a catequese paroquial. Ficou o desejo de que a possível ação se centre sobretudo na pedagogia catequética, a partir de uma sessão de catequese.
Marcou-se a próxima reunião do Conselho Pastoral Aciprestal para o 1º domingo do Advento à tarde, falou-se sobre o dia sacerdotal e abordaram-se outras dinâmicas relacionadas com a vida do Arciprestado. Marcaram-se ainda as confissões de novembro para as paróquias onde é tradição celebrar nesta altura a Irmandade das Almas.
Seguiu-se o uma simples e fraterna refeição.
como é boa e bela a experiência de comunhão sacerdotal!

sábado, 28 de outubro de 2017

"Senhor Bispo, o Pároco fugiu"

SINOPSE
«Não posso mais. Prefiro desaparecer.»
É a nota deixada pelo padre Benjamim no dia do seu desaparecimento. Fugiu? E com quem? Há uma mulher envolvida? Negócios ilícitos? Suicidou-se? Porquê? «O mistério adensa-se.» Este é um romance que poderia ser um momento na vida de muitos padres.
Autor: Jean Mercier
    

Ainda não li este romance. Mas, pelo que já vi, está a ter repercussão na comunicação social.
Do que li sobre o livro e do que o título sugere, permito-me referir alguns comentários:
-  "Os cristãos devem cuidar mais dos seus padres. " (João Miguel Tavares)
- "Os párocos deviam confessar-se mais às suas comunidades: os seus erros, as suas angústias, as suas dúvidas. Os padres têm alguma dificuldade em confessar a sua humanidade", afirmou o jornalista  e cronista João Miguel Tavares durante a apresentação do livro «Senhor Bispo, o pároco fugiu», que decorreu na livraria Ferin, em Lisboa.
- "Um padre esmagado pela burocracia e que se tornou funcionário e nem sequer é de Deus, mas da paróquia." (João Miguel Tavares)
- "Nós, os padres, devemos fugir. O padre tem de ser uma pessoa que leva a Cristo. O interessante do padre é que ele desapareça. O sacerdócio cristão não é pôr o sacerdote no centro." (Padre Gonçalo Portocarrero de Almada)


O centro de uma comunidade paroquial nunca pode ser o pároco, mas JESUS CRISTO! O importante nunca pode ser o mensageiro, mas a Mensagem e o Autor da Mensagem.
As comunidades exigem tudo ao pároco, mas são muitas vezes insensíveis à humanidade do pároco.
Os leigos teimam em não assumir mesmo a sério os seus serviços na Igreja, o que sobrecarrega o pároco com serviços e funções que não lhe pertencem. Uma Igreja-comunhão só é possível quando os leigos, fiéis à sua vocação batismal, assumirem que o seu papel na vida da comunidade é para desempenhar com alegria!!!
A hierarquia não pode deixar os párocos à sua sorte, mas tem que estar presente, ser família, lutando pela humanidade que também (e felizmente) existe no pároco. Impor só deveres e obrigações afasta e desumaniza.