sábado, 30 de julho de 2011

OS CALOTEIROS

Num país onde o Estado é o maior caloteiro, não admira que muitos cidadãos também o sejam.
Desde os grandes aos mais pequenos, todos acham que os empreiteiros, os mestre-de-obras, os serralheiros, os pedreiros têm obrigação de fazer os seus trabalhos e esperarem uma infinidade pelo seu dinheiro.
No Portugal do antigamente ainda havia vergonha, sobretudo na classe trabalhadra e nos mais humildes cidadãos. Ser-se caloteiro era algo que parecia muito mal à sociedade e o próprio Estado cumpria as suas obrigaçes. Obra feita como se tinha combinado, obra paga tal e qual se contratara. O caloteiro era quase considerado um ladrão porque roubava ou não pagava, o que é o mesmo, o dinheiro que o trabalhador contratara. E hoje?
Desde o mais pequeno artífice ou técnico todos têm histórias de calotes que, por vezes, levam anos a pagar. No geral, os caloteiros não são pessoas da mesma classe social do trabalhador, mas sim os chamados grandes que por o serem, julgam que os outros têm de trabalhar para eles de graça. Casos concretos há muitos desde um médico bastante rico que demorou muito tempo a pagar ao pedreiro que lhe refez uma cozinha, até ao dirigente bancário que, ainda hoje, deve ao empreiteiro a sua vivenda. O pedreiro além do seu trabalho pagou os azulejos, a tinta, o cimento e aos ajudantes. O empreiteiro pagou aos seus trabalhadores e ficou a ver navios, como vulgarmente se diz.
Se o Estado pagasse a tempo e horas aos fornecedores, a economia beneficiava e os bancos recebiam o seu dinheiro. Se o médico ou o dirigente bancário pagassem, todos beneficiavam, desde os fornecedores de materiais até às famílias dos trabalhadores.
Pode argumentar-se: metam-nos em tribunal! Para quê? Primeiro gasta-se o dinheiro que não se recebeu e ainda temos de gastar mais porque os processos demoram tempos sem fim e alguns nunca se resolvem. Por isso os prejudicados nem sequer assomam às portas dos tribunais porque sabem de antemão que não só vão receber tarde e más horas como vão gastar mais dinheiro. E entretanto os caloteiros ficam-se a rir.
E agora nestes tempos de crise? Mas os grandes, os bancos e as empresas financeiras não estão com meias medidas assim como o Estado. Não pagas a casa? Ficas sem ela e vais para a rua. Não pagas os impostos? O teu ordenado é imediatamente penhorado. Tantas e tantas injustiças...
Dizem-me que os tribunais estão a abarrotar com processos a pessoas que não pagaram as chamadas de telefone ou de telemóvel e dívidas de outro género. Nunca mais resolveremos o problema. Os que estão no topo têm que dar o exemplo e os senhores ditos grandes têm de ter vergonha na cara porque Deus condena aqueles que ficam
com
o salário dos outros. Se todos pagassem o que devem, não estaríamos no sufoco em que estamos e no teríamos necessidade de pedir lá fora o que gastamos cá dentro.
Carlos A.Borges Simão

Freguesias a extinguir segundo a Troika...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Andamos tão atarefados, Senhor!

Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra.
Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.»
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»
 

(Evangelho segundo S. Lucas 10,38-42)


Andamos tão atarefados Senhor!
Corremos de casa para o emprego, de casa para o café, do emprego para a vida associativa... 

Fazemos caminhadas em busca da saúde ou da forma...
Partimos de casa ao fim-de-semana para as praias ou para passeios...
Gastamos horas intermináveis na night ou diante de um ecran...
Agarramo-nos a mais este ou aquele curso para subir na vida...
Marcamos mais umas "tainadas" com os amigos...
Corremos para a medicina, mesmo que tenhamos que esperar horas sem fim...
Damos o nosso melhor em prol de boas causas...
Vivemos com entusiasmo o nosso grupo desportivo..

E não temos tempo, Senhor, para Te escutar!
Andamos tão ocupados a fazer tudo o que achamos certo, (para nosso deleite, para nossa consolação?), que não temos tempo Senhor, para estar conTigo!
Ah Senhor, mas estamos convencidos que fazemos a Tua vontade em ocuparmo-nos assim tanto, em “fazer o bem”!
Mas dizes-nos então, Senhor, que temos que Te escutar, que devemos ficar quietos, um pouco, a receber de Ti?
Mas Senhor, nós queremos dar tudo e sempre, queremos ser “bons”, se calhar Senhor, até queremos ser “reconhecidos”!
O quê, Senhor?
Dizes que só interessa dar, se for com amor e por amor?
Pois é Senhor, compreendo agora!
Se não formos aprender o amor, buscar a Ti o amor, o que temos nós para dar?
Apenas o que é nosso, e o que é nosso é sempre finito!
Deixa-nos sentar, Senhor, como Maria, aos Teus pés e ouvirmos, escutarmos, guardarmos no coração o que tens para nos dizer, para nos ensinar.
Assim Senhor, conTigo no coração, saberemos dar o que é Teu, o que Tu nos dás para darmos, e não a nossa pequenez, que é pouca e pobre.
Daremos então, Senhor, o Teu amor, que Tu nos dás, e servir-Te-emos segundo a Tua vontade, porque, por graça Tua, soubemos guardar a melhor parte.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os ricos estão mais ricos; os pobres estão mais pobres!

---

Os ricos estão mais ricos 17,8 por cento face a 2010  aqui

AUMENTA A POBREZA E CRESCE A RIQUEZA (o estranho paradoxo do nosso tempo)  aqui

ANO EUROPEU DO VOLUNTARIADO

           TESTEMUNHO

Ser voluntária é dar
Algo que nos está a sobrar.
Tempo, carinho, alegria,
Àqueles a quem um dia
Já o fizeram no nosso lugar.

Estamos a viver para alguém
Que não nos sai do pensamento.
Fazemos tudo a correr
Para tempo nos crescer
E não lhes faltarmos um momento.

Damo-nos por boa causa,
Damo-nos para os ajudar.
Quantas vezes já nos custa,
Mas nada, nada, nos assusta
Quando os pomos em primeiro lugar.

Quando se faz voluntariado
Com amor e dedicação.
Nada nos preenche tanto
Nem nos dá maior encanto  
Que nos enfeitiça o coração.

Dar uma palavra, um sorriso
É algo tão baratinho.
Vemos nos rostos famintos
Bem nobres e distintos,
Um silencioso «obrigadinho».

É dando que se recebe
Por amor, a dobrar.
Se fizermos alguém sorrir
Será melhor, o nosso porvir,
Veremos seus olhos brilhar…

Venham dar um contributo.
E experimentem também.
Não fiquem de braços cruzados,
Nem pelos cantos parados,
Façam vocês próprios o bem.
    Isabel Seiceira Proença

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Bem observado...

Já que eles colocam fotos feias nos pacotes de cigarros, porque não colocam gente obesa em cada pacote de batatas fritas, fotos de matadouros em cada bandeja de carne, fotos de animais torturados nos cosméticos, de acidentes de trânsito nas bebidas alcoólicas, gente sem tecto na conta de água e luz, e políticos corruptos na declaração de impostos?

Fonte: aqui

terça-feira, 26 de julho de 2011

26 de Julho: «Dia dos Avós»

Muitos idosos portugueses são maltratados. Isto é o que se depreende de um Estudo da Organização Mundial de Saúde.


Dos 53 países europeus analisados pelo relatório, Portugal surge entre os cinco piores no tratamento aos mais velhos, juntamente com a Sérvia, Áustria, Israel e República da Macedónia.

Por dia, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações físicas e psicológicas na Europa. A directora da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, considera a situação "muito grave". No caso específico de Portugal, este é considerado um "problema sério".

"As pessoas não têm vergonha de discriminar os idosos, ao contrário do que acontece com a discriminação por razões étnicas ou de género", considerou uma especialista na matéria, Sibila Marques, que em Maio publicou o ensaio "Discriminação na Terceira Idade", da Fundação Francisco Manuel dos Santos. "São os próprios idosos a acreditar na sua falta de valor", disse a investigadora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, aquando do lançamento da obra.

Segundo o Relatório de Prevenção contra os Maus Tratos a Idosos, da Organização Mundial de Saúde, o país tem 39,4 por cento de idosos vítimas de abusos. Os dados mostram ainda que 32,9 por cento são vítimas de abusos psicológicos, 16,5 por cento de extorsão, 12,8 por cento de violação dos seus direitos, 9,9 por cento de negligência, 3,6 por cento de abusos sexuais e 2,8 por cento de abusos físicos.

É uma vergonha o que se passa. Ainda por cima num país dito cristão.

O grande escritor romano Virgílio relata na Eneida um episódio digno de reflexão. Aquando da destruição de Tróia, Anquises, pai de Eneias, tinha já uma idade avançada e mal podia andar. Por esse motivo pediu ao filho que se fosse embora da cidade mas que o deixasse ali, pois não queria ser estorvo para a salvação do filho. E Eneias respondeu-lhe que nunca mais poderia viver em paz com a sua consciência se abandonasse o pai. E não esteve com mais: carregou aos ombros o seu pai e pegou pela mão o seu filho Iulo, até que os três ficaram a salvo.

Maltratar uma criança ou um idoso – e sobretudo um pai ou uma mãe – é uma desonra que a todos nos deveria envergonhar. E a sociedade tem de recriminar tais atitudes.
In O Amigo do Povo

Arguedeira União Desportiva promovido à Divisão de Honra

Veja aqui onde poderá também acompanhar outras informações referentes ao desporto local.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

Jovens que são filhos fantásticos!

Começou há poucos meses a trabalhar. É o seu primeiro emprego após a universidade.
Os pais celebram este ano as suas Bodas de Prata matrimoniais.
Este jovem quis fazer uma surpresa aos pais. Pagou-lhes um passeio de barco no Douro.
Ele sabe quanto sacrifício e entrega custou aos pais o curso que concluíra com êxito. Para gente pobre e honesta a vida é mesmo difícil!
Imaginamos facilmente o bálsamo de alegria que caiu sobre os corações daqueles pais. Neste gesto de amor do filho, a gratidão por uma vida de serviço....


Viera expressamente da capital para os anos da mãe. Os pais nunca souberam o que eram férias para que ela e o irmão pudessem tirar um curso.
- Mãe, amanhã fazes anos,  tu e o pai ficam por minha conta. Não faças planos para amanhã.
E levou-os a passear, a ver terras e lugares que nunca haviam visitado. Pagou-lhes o almoço num restaurante onde antecipadamente havia marcado o almoço, procurando que fossem servidos os pratos que ela sabia serem especialmente apreciados pela mãe aniversariante.
No gesto da filha, sentiu-se uma mãe campeã.

Concluíra o Mestrado com altíssima classificação. Os pais promoveram uma festinha onde estiveram familiares e amigos. Aqueles pais sempre educaram para os valores que tecem e entretecem a dignidade da pessoa humana. Todos partilhavam a alegria serena daqueles jovem, porventura ainda maior nos seus pais.
Na refeição, tanto o homenageado como seu irmão foram incansáveis na ajuda aos pais que esmeradamente serviam os presentes.
Já no fim, um dos convidados disse alto para o novo Mestre:
- Tens um exemplo fantástico diante de ti. O teu pai oferece-te uma chave de leitura da vida.
O jovem, sempre serenamente sorridente, fixa agora mais seriamente o rosto do pais e da mãe. E na profundidade daquele olhar, sentia-se um mar imenso de gratidão que a todos tocou.

sábado, 23 de julho de 2011

É FUNDAMENTAL ACABAR COM O FUNDAMENTALISMO

Os atentados na Noruega trazem dados novos.

Veja aqui.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Crise e a doutrina social da Igreja

Nesta época social e economicamente conturbada, a palavra crise instalou-se no nosso dia-a-dia. As incertezas quanto ao futuro e as anunciadas medidas de austeridade levam algumas pessoas ao oportunismo e outras à resignação.

As políticas desenvolvidas nos últimos tempos conduziram a sociedade a uma alarmante falta de valores, falta de rigor e de seriedade, em que o individualismo exacerbado e a ambição desmedida se instalaram como “falsos deuses”.

A reeducação para os valores deve nortear a sociedade; designadamente, o sentido de cidadania e o sentido do bem comum são, a meu ver, uma necessidade premente. A formação tem que visar a dignificação da sociedade e da cidadania de forma responsável. Inclusivamente no mundo financeiro e económico, porque, também aqui é possível e necessário um olhar atento e de caridade face ao próximo.

Recentemente, numa acção de formação, o formador (académico conceituado), demorando-se sobre a valorização da própria pessoa, com vista ao desenvolvimento das aptidões e auto-confiança, apontou caminhos na relação com os outros que me lembraram a doutrina social da igreja: a prossecução da justiça, a dignificação da pessoa humana, o primar pela caridade, a promoção do bem comum, etc.... Aquela formação focava todos os valores a levar em conta nas relações inter-pessoais e, muito embora não tivesse sido dito, todos os conceitos ali desenvolvidos apontavam para os valores que a Igreja, há décadas, vem defendendo e anunciando ao mundo.

Na referida acção de formação discutia-se a necessidade de uma justiça social, assente na defesa da dignidade humana e na justa retribuição pelo trabalho prestado. Esta é, a meu ver, a política de motivação em que se deve apostar se quisermos aumentar a produtividade, sem sacrificarmos sempre os mesmos. Se aquela dupla dimensão (também patente na doutrina social da Igreja) fosse aplicada pelos nossos governantes e empresários, a nossa sociedade seria mais justa e menos desigual.

A defesa do bem comum, a distribuição justa dos bens disponíveis, o respeito pela dignidade humana, a justa retribuição e a gestão responsável dos recursos são factores que a Igreja tem vindo a anunciar ao mundo. É Imprescindível que os católicos anunciem ao mundo estes valores — que são os mesmos que Jesus Cristo nos legou — e que se resumem nas suas palavras “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

O já referido formador terminava a sua formação, com algumas regras “ditas de auto-estima”, em forma de decálogo. Esta sua referência à Lei de Deus (mesmo que não tenha sido esse o seu intuito) deixa claro o quão importante é Deus na vida do homem, As leis por Ele entregues a Moisés e completadas por Cristo, Seu Filho, não são meros marcos da história do encontro entre Deus e o homem, mas sim um instrumento fundamental que, assim o homem o queira, conduzem à verdadeira felicidade, a que todo o ser humano aspira.

João Pinto, in Jornal da Beira

TALVEZ LHE INTERESSE...

1. O cancro e a cura

2. Lê-se, por vezes, que os Gregos, coitadinhos, são um pobre povo periférico que está a sofrer as agruras de uma crise internacional aumentada às mãos da pérfida Merkel. SERÁ VERDADE?

Veja aqui

3. As 10 novidades da cimeira europeia
Saiba o que mudou com o acordo alcançado ontem entre os responsáveis europeus
Aqui

Porque será?

Nós geralmente não perguntamos a Deus sobre as coisas boas. Só perguntamos das más.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O preconceito não traz nada bom.

Já dizia Einstein: «É mais difícil desintegrar um preconceito do que um átomo. »

SAÚDE: Lei sobre o Depósito de Valores nas Clínicas Privadas, antes do Internamento.

Foi publicada no DIÁRIO DA REPÚBLICA em 09/01/02, a Lei nº 3359 de 07/01/02, que dispõe:
Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internamento de 
doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.
Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor 
depositado, ao responsável pelo internamento.
Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos utentes e 
a afixarem em local visível a presente lei.
Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 


 
Uma lei como esta, que deveria ser divulgada, está praticamente escondida da população!
E isso vem desde 2002. Estamos em 2011...!
(Enviado por email)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Frases engraçadas III

Percebi que a bebida exalta a minha beleza. Sempre que minha mulher me vê bêbado ela diz: "Bonito, hein!" 
******* 
"Eu amo o dinheiro, mas não sou correspondido." 
*******
"- Mãe, disseram-me na escola que eu sou muito distraído. 
- Menino, presta atenção, eu não sou sua mãe. Sua casa é a do lado!" 
*******
"Nome: Estudo. Função: Atrapalhar meu rendimento na internet." 
*******
"No dia que suor der dinheiro, pobre nasce sem sovaco."
********
"Tsunami é assim mesmo. Se você não vai à praia, a praia vem até você." 
*********
"-Mamãe, meu marido me encheu de porrada. 
-Mas eu achei que ele estivesse viajando filha. 
-É mãe, eu também." 
*********
"Dizem que quem tem boca vai a Roma. Meu fogão tem 4 e nunca saiu da cozinha." 

Fonte: aqui

Um em cada sete portugueses tem uma arma

A PSP tem registadas 1.400.000 armas de fogo na posse de civis, o que corresponde a pelo menos uma arma por cada sete residentes, disse esta quarta-feira à Lusa o diretor do Departamento de Armas e Explosivos (DAE).
As "armas manifestadas na PSP são 1.400.000", de acordo com os dados divulgados pelo director da DAE/PSP, Francisco Bagina, à margem da cerimónia de destruição de mais de 2.000 armas de fogo, esta manhã numa empresa de reciclagem, na margem sul do rio Tejo.  
Em relação a pedidos de novas licenças, o oficial de polícia referiu que "se nota um ligeiro decréscimo", justificando a diminuição com "a conjuntura  difícil" vivida no País.  
A PSP registou "3.177 pedidos de autorização de aquisição de armas de fogo", conforme os dados entregues à Lusa pelo oficial, que em resposta  às questões da Lusa referiu ainda que a DAE/PSP tem 22.127 pedidos de transmissão de armas de fogo, acrescentou.  
O total de armas registadas na PSP/DAE refere-se apenas às que estão na posse de particulares, excluindo as pertencentes às forças e serviços  de segurança e forças armadas, explicou Francisco Bagina.  
As armas englobam espingardas e carabinas de caça, pistolas para defesa pessoal e prática desportiva além de outras registadas como de interesse museológico ou em posse de colecionadores, como armas antigas.  
Fonte: aqui

terça-feira, 19 de julho de 2011

Esclarecimento à Paróquia de São Pedro de Tarouca

Veja aqui

Pedido de atenção

Atenção a comentários anónimos!
Toda a gente pode comentar desde que dê clara e inequivocanente a cara.
Já algumas vezes, ao longo dos tempos, tenho salientado esta posição. Daí que possa não publicar comentários anónimos.
Há gente que comenta anonimamente, mas que por email ou directamente me revela a sua identidade, justificando a sua não identificação no comentário que fez. Nesta situação o comentário pode ser publicado.
Peço, pois, toda a atenção para esta minha posição como autor do blog.
Asas da Montanha

Inter Futsal Tarouca na 3.ª Divisão Nacional

Após algumas incertezas já está confirmada a participação do Inter Futsal Tarouca na 3.ª Nacional.
Foi com alegria que recebemos a comunicação da subida, na última sexta-feira.
Pelos atletas que representam este clube, pelos associados, por todos os que nos ajudaram e por Tarouca que merece estar no mapa desportivo nacional.
Os jogadores de futsal, em Tarouca, fizeram-nos sonhar e foram eles que concretizaram este sonho de jogar na 3.ª divisão Nacional, parabéns. 
A Direcção

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Assinala-se hoje o Mandela Day

Assinala-se hoje o Mandela Day, o dia internacional dedicado ao líder sul-africano que conseguiu, através do diálogo e da integração, mudar o futuro da África do Sul, no dia em que o estadista completa 93 anos. Neste dia, a Fundação Nelson Mandela pede a todos os cidadãos que dêem 67 minutos do seu tempo a ajudar os outros.
Em 1993, Mandela recebeu o Nobel da Paz e tornou-se, em definitivo, um símbolo planetário da reconciliação.

Por quê 67 minutos? Porque cada minuto corresponde a um ano de trabalho do líder sul-africano em prol da causa pública. Neste dia em que se celebra o aniversário de Rolihlahla Mandela - nascido a 18 de Julho de 1918 - e em que se assinala o Mandela Day, a Fundação propõe uma série de acções que cada um de nós poderá praticar para tornar o Mundo um melhor lugar. Eis alguns exemplos:

- Faça um novo amigo. Conheça alguém de um contexto cultural diferente do seu. Só através do entendimento mútuo é que as nossas comunidades se livrarão da intolerância e da xenofobia;

- Leia para alguém que o não pode fazer. Visite uma instituição para cegos e abra um novo mundo para outra pessoa;

- Dê uma ajuda no seu canil local. Cães sem dono também precisam de passear e de um pouco de atenção;

- Ajude alguém a arranjar um emprego. Crie-lhe um currículo ou ajude-o na preparação da entrevista;

- Muitas pessoas com doenças terminais não têm ninguém com quem falar. Reserve algum do seu tempo a falar com elas;

- Leve alguém que conhece - e que não tem recursos para o fazer - a uma consulta de oftalmologia ou de medicina dentária;

- Doe uma cadeira de rodas ou um cão-guia a quem precise;

- Compre alguns cobertores, ou dê os que já não precisa a alguém em dificuldades.

Estas são apenas algumas das 67 sugestões propostas pela Fundação Nelson Mandela no seu site. Poderá encontrar mais sugestões aqui: http://www.mandeladay.com67_ways.html/

Detido durante 27 anos por lutar contra o regime de apartheid na África do Sul, Mandela foi libertado em 1990 e mais tarde (1994) eleito para a presidência da África do Sul.

Exerceu apenas um mandato como Presidente, até 1999, e retirou-se depois da actividade política.

Em 1993, Mandela recebeu o Nobel da Paz e tornou-se, em definitivo, um símbolo planetário da reconciliação e da luta anti-segregação racial.

Uma das citações mais famosas de Mandela é esta: «Nós podemos mudar o mundo e transformá-lo num lugar melhor. Está nas tuas mãos fazer a diferença».

domingo, 17 de julho de 2011

"Querem que o construa sobre as minhas costas!?"

Já lá vão uns bons anos. Um padre contou-me este episódio relativo à comunidade que então servia.
Era uma grande e dispersa paróquia virada para o Douro. Havia um grande número de idosos e as condições em que muitos deles se encontravam não eram dignificantes. O clamor por um Lar para Idosos chegava de todos os povos dessa freguesia. Circularam até artigos em jornais locais a falar da necessidade dessa estrutura.
A paróquia mete então mãos à obra, mas depara-se desde logo com um problema: local para a construção do edifício. Naquele povo não, porque é longe; naquela outra povoação não porque tem poucos idosos; naquele terreno não é possível porque o dono não o vende; naquele espaço não pode ser porque as pessoas não querem o edifício junto das suas casas...
Finalmente encontra-se um terreno minimamente consensual  e o seu proprietário garante cedê-lo para a finalidade em causa. Para não perder tempo, enquanto se precedem às formalidades tendentes à escritura do terreno (nem sequer estava registado no nome do dono...), e para não perder tempo, a paróquia manda fazer o projecto do Centro ao técnico competente. Conversas, visitas ao local, análises com o técnico...
A determinada altura, surge o alarme: o dono do terreno dá o dito por não dito e já não cedo o espaço. E agora?
O clamor da população continuava a solicitar o Centro para os Idosos. Certo dia o padre respondeu a quem o questionava sobre o assunto:
- O projecto está praticamente pronto. Falta que arranjem terreno, ou querem que o construa sobre as minhas costas!?

Não é caso único. Se as coisas não existem, 'aqui-d'el-rei' que deviam existir; quando se trata de as colocar no terreno, 'ai aqui não!'...
Que falta de sentido comunitário! Parece que o mundo tem apenas as dimensões do nosso umbigo!

sábado, 16 de julho de 2011

Sobre a ordenação de mulheres


Nas últimas duas semanas, a ordenação de mulheres alcançou grande relevo nos media. Por causa de declarações inesperadas do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. Numa entrevista publicada no Boletim da Ordem dos Advogados declarara que "teologicamente não há nenhum obstáculo fundamental" à ordenação de mulheres. A recusa está baseada apenas na tradição.
A declaração teve eco em importantes órgãos de informação estrangeiros. Tanto mais quanto aparecia pouco tempo depois de um bispo australiano ter sido demitido devido à mesma abordagem do tema, e o vaticanista Andrea Tornelli fez notar que a declaração ia contra a doutrina afirmada por João Paulo II e Bento XVI.
Como seria de prever, choveram os protestos, provindos, segundo se diz, sobretudo do Opus Dei e do próprio Vaticano. As reacções, algumas de "indignação", obrigaram o patriarca a um esclarecimento, recuando. Nele, confessa a necessidade de "olhar para o tema com mais cuidado", acrescentando: "Verifiquei que, sobretudo por não ter tido na devida conta as últimas declarações do Magistério sobre o tema, dei azo a essas reacções." E reproduz a carta Ordinatio Sacerdotalis, de João Paulo II: "Declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja."
Quando se pensa, vê-se aqui a tipificação do que é na Igreja o respeito pelo direito de opinião e expressão. Depois, não se atende à vontade de tantos bispos a quem não só não repugnaria como até gostariam de ordenar mulheres. Ficou famosa a afirmação de D. Eurico Nogueira, então arcebispo de Braga: "Gostava de ver uma mulher no meu lugar."
As mulheres têm motivos para estar zangadas com a Igreja, que as discrimina. Jesus, porém, não só não as discriminou como foi um autêntico revolucionário na sua dignificação, até ao escândalo: veja-se a estranheza dos discípulos ao encontrar Jesus com a samaritana, que tudo tinha contra si: mulher, estrangeira, herética, com o sexto marido. Condenou a desigualdade de tratamento de homens e mulheres quanto ao divórcio. Fez-se acompanhar - coisa inédita na época - por discípulos e discípulas. Acabou com o tabu da impureza ritual. Estabeleceu relações de verdadeira amizade com algumas. Maria Madalena constitui um caso especial nesta amizade: ela acompanhou-o desde o início até à morte e foi ela que primeiro teve a intuição e convicção de fé de que Jesus crucificado não fora entregue à morte, pois é o Vivente em Deus.
Santo Agostinho, apesar da sua misogenia, declarou-a apóstola dos apóstolos, devido ao seu papel fundamental na convocação dos outros discípulos para a fé na Ressurreição. Aliás, já São Paulo na Carta ao Romanos pede que saúdem Júnia, "apóstola exímia".
Evidentemente, os opositores vêm sempre com aquela dos Doze Apóstolos, entre os quais não consta nenhuma mulher. Esquecem que na instituição dos Doze se trata de uma acção simbólica, para indicar que começava o novo povo de Deus. Como as mulheres e as crianças na altura não contavam, o símbolo perderia a sua eficácia, se se falasse também de mulheres entre os Doze.
E também se diz que na Última Ceia não houve mulheres. Ora, esta afirmação é contestada por grandes exegetas. Depois, o famoso biblista Herbert Haag, da Universidade de Tubinga, com quem tive o privilégio de privar, ironizou: como eram só judeus os presentes, então a Igreja só devia ordenar homens judeus.
Sobretudo: é sabido que as primeiras comunidades cristãs se reuniam na casa de cristãos mais abastados, e quem presidia era o dono ou a dona da casa. Então, se já foi possível mulheres presidirem à Eucaristia...
A questão tem, pois, de ser revista. Para não ferir este princípio fundamental do Concílio Vaticano II: "Toda a forma de discriminação nos direitos fundamentais da pessoa por razão de sexo deve ser vencida e eliminada, por ser contrária ao plano divino."
Anselmo Borges, aqui

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Depois da festa

Com a economia de rastos e a notação da República no lixo, soubemos esta semana que os exames nacionais do ensino básico não foram, digamos, famosos.

A Matemática e a Português os resultados são os piores dos últimos anos – e os piores, atente-se, porque houve um ‘ajustamento do nível de exigência’. Engraçado: para explicar o naufrágio, culpa-se a exigência. O que, de certa forma, faz sentido: enquanto os exames eram a brincar, Portugal avançava nas estatísticas internacionais. Mas bastou subir um pouco a fasquia e adaptar as perguntas à espécie ‘homo sapiens’ para que a fraude viesse à tona.
Verdade que, para sermos justos, os alunos não são culpados de nada. Culpados? Pobrezinhos: eles apenas foram atirados para a carroça colectiva que, nos últimos anos, foi avançando alegremente por um país imaginário – na economia, nas finanças e, claro, no ensino. Agora que a festa acabou, chega a factura: uma dívida colossal e uma geração analfabeta.
João Pereira Coutinho, aqui

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Saiba quanto vai receber a menos no subsídio de Natal

Faça as contas aqui.

Resultados dos exames do 9º ano são os piores dos últimos anos

Média em matemática voltou a ser negativa

São os piores resultados dos últimos anos. Pela primeira vez desde 2007, a média do exame nacional de Matemática do 9º ano realizado no mês passado voltou a ser negativa. E a de Língua Portuguesa sofreu uma quebra de cinco pontos por comparação aos anos anteriores.

Veja aqui mais informação sobre este tema.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Respeitar QUEM sempre nos respeita

" As coisas santas tratam-se santamente."

"Graças a Deus, muitas! Graças com Deus, nenhumas!"

Pinto da Costa: «Só não tenho substituto para o Hulk»

Presidente do F.C. Porto não está preocupado com as eventuais saídas de alguns atletas. E fala sobre Villas-Boas e Vitor Pereira.

Jorge Nuno Pinto da Costa falou sobre o mercado de transferências e tentou descansar os adeptos portistas. O presidente do F.C. Porto garantiu que, mesmo que venda dez atletas, tem alternativas para todos os elementos do plantel. Menos para Hulk.

«Se saírem dez, tenho substitutos para cada um dos dez que saírem. Há um para quem não tenho substituto, que é o Hulk. Como não há nenhum com as características dele, o jogo terá de ser diferente», explicou o dirigente nas Conversas do Casino, na Figueira da Foz.

Sobre Villas-Boas, a gracejar, disse que só saiu porque «um camião de libras lhe parou à porta». E ainda teve algumas palavras relativamente a Vitor Pereira, o novo técnico. «Talvez o outro (Villas-Boas) fosse mais extrovertido, por ser mais novo. Este (Vítor Pereira) nunca disse estar na cadeira de sonho, está mesmo no banco.»

Mas sobre o antigo treinador do portista, agora no Chelsea, Pinto da Costa foi mesmo mais além: «Villas-Boas teve medo do fantasma de Mourinho.» E explicou: «Disse-lhe que em condições normais, aos 33 anos, devia estar a treinar a Académica ou a Naval para aos 40 anos estar num grande, que aos 33 anos já tinha ganho no F.C. Porto e ia ter muitas oportunidades de ganhar mais. E ele respondeu: isso é muito bonito, mas se levar três ou quatro do Barcelona e se correr mal a Champions já ninguém me quer... Ele tem um complexo e está sempre a pensar no fantasma do Mourinho. Como o Mourinho ganhou a UEFA e a Champions, ele não quis continuar porque teve medo de não ganhar o mesmo.»
Fonte: aqui

terça-feira, 12 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

GOSTO DO MONTE ...

Mensagem do P.e José Fernando no encerramento da Festa de Santa Helena.

Gosto do monte...
Gosto de passear no monte...
Gosto de sentir a sua imponência...
Gosto deste monte onde me encontro, o monte da Santa Helena...
Sempre me encantaram as magnificas paisagens que no monte podemos contemplar.
Às vezes paro num monte e extasiado fico ali... só, em silêncio e a olhar o infinito, deixo que a brisa atrevida abane o meu corpo e liberte os meus pensamentos. De quando em quando, distraio-me e dou comigo bem longe do monte em que me encontro, nesse momento parece que sou capaz de abraçar o que os meus olhos alcançam.
Noutras momentos, o monte é pouco claro! A neblina e a tempestade tomaram conta do monte e não me deixam ver nada. O horizonte é indecifrável. Só me permite que olhe para mim mesmo e descubra a tempestade e o reboliço que em tantas horas rodeiam o meu coração, querendo tomar posse de todo o meu ser.
E em tantas outras ocasiões, o monte é silêncio... uma paz tremenda... uma ausência de tudo e de todos... é límpido e forte... o espaço ideal para me encontrar com o Criador de todos os montes.
Quando o tempo não me permite, atiro com o meu espírito para o monte e recordo-me das sensações passadas que o monte deixou ficar na minha alma.
O monte, a montanha, está lá sempre!... quando não subo a sua presença... sinto que ele me observa e me protege abraçando-me com a sua altitude, enquanto caminho e actuo na minha aldeia, vila ou cidade...
Mas o meu peregrinar não me pode afastar da vontade de subir ao Monte...
Subir ao monte não é fácil... é doloroso... quantas vezes não temos que parar, e se vamos sozinhos torna-se mais difícil se não impossível. Em grupo, em comunidade, como paróquia a subida e a carga é aliviada.
O nosso monte, a nossa montanha, durante estes dias e em tantos dias da nossa vida, é o nosso Deus. A minha montanha é Deus, e por isso, é que eu gosto de subir até Ele.
Esta deve ser a razão das muitas referências que merece o monte na Sagrada Escritura. Em todos os acontecimentos importantes estão e estiveram viagens ao monte. Desde Moisés com as Tábuas da Lei e as suas incontáveis idas ao monte para falar com Deus, aos diversos templos construídos no monte em Israel, às escolha dos discípulos, à crucificação, à ascensão... até às inúmeras noites que Jesus viveu no monte para rezar. O monte é na verdade o lugar privilegiado para nos encontrarmos com Deus.
No monte Deus e eu como que nos abraçamos. É no monte, e como nos relata S. Mateus que Jesus nos oferece o seu caminho de felicidade, com as Bem Aventuranças: felizes os pobres, felizes os que choram, felizes os que são perseguidos, felizes os misericordiosos, felizes... felizes todos nós...
Como desejamos ser felizes?! Que vontade enorme de conquistar a felicidade?! Estes dias foram também uma oportunidade para no Monte de Deus, com a bênção da Senhora das Dores e a intercessão de S. Helena da Cruz, encontrarmos pistas para sermos felizes na descoberta do que sou e da minha integração, compromisso de serviço e oração com a comunidade paroquial onde estou inserido.
É hora de descer do monte... De partir para as nossas vidas e aí querer viver a Felicidade e a Felicidade não é mais nada do que sermos Santos.
Por isso, quero deixar-vos um texto do Beato João Paulo II, e que ele seja o compromisso que levamos deste Monte:
Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças de ganga e sapatilhas.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que colocam Deus em
primeiro lugar, mas que também se ‘esforcem’ na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo para rezar
e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que se consagrem na sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século
XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e
as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem
no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hamburgueres, que usem jeans, que sejam internautas, que usem ipod.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro,
de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a  Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um ‘copo’
ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos,
alegres e companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos."

E eu acrescento...
Precisamos de Santos que sejam de Tarouca, Lamego, Castro Daire, Viseu... ou de outro lugar...
Precisamos de Santos de carne e osso e que façam dos outros santos também...
Precisamos de santos... homens e mulheres, jovens e crianças felizes...
Por isso, desce... e conquista a santidade!
P. Zé Fernando

sábado, 9 de julho de 2011

Cobertura móvel

Há uns anos, encontrei um senhor completamente careca que tinha participado na Missa da Festa em Santa Helena. Nesse ano havia-se sentido um Sol intenso. E na Serra, queima mesmo!
O senhor disse-me que, embora tivessem passado já uns dias após a festa, a cabeça lhe lembrava um botelha cozida, que nem sequer podia pôr o chapéu e que reparara  ao espelho que tinha papos na cabeça quase tão altos como a Serra de Santa Helena!
Foi para tentar menorizar os efeitos do Sol que a Câmara resolveu colocar uma estrutura móvel sob a qual as cabeças serão poupadas às intempéries abrasadoras do Sol.
Muito obrigado à Câmara Municipal de Tarouca.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O drama Salvador Angélico

Apenas para reflexão, aqui vai um texto para leitura.
--
PORTUGAL PRECISA DE MUDAR!
Angélico Vieira não resistiu ao brutal acidente de viação que sofreu e acabou de falecer. A geração "Morangos com Açúcar" já tem o seu mártir.


Para o caso não interessa nada que o carro circulasse na via pública sem seguro, ou que a maioria dos ocupantes não tivesse colocado o cinto de segurança.
Também parece não interessar a ninguém saber a que velocidade ia a viatura ou se condutor apresentava excesso de álcool ou drogas no sangue. Ninguém falou disso. A comunicação social em peso preferiu a exploração do efeito emocional e ficou por aí.


Mais ou menos na mesma altura morreu o empresário Salvador Caetano. É verdade que o senhor tinha 85 anos e estava doente, mas a histeria mediática à volta do desaparecimento do jovem artista Angélico Vieira, por contraste com a discrição da notícia da morte do empresário nos órgãos de informação dá-nos um excelente retrato da ordem de valores da sociedade actual.


Por aqui se vê que um jovem cantor e actor é muito mais importante do que um homem que subiu na vida a pulso, construiu um império industrial, contribuiu para a produção da riqueza nacional e deu emprego a milhares de pessoas.


Por aqui se vê que para muita gente é mais importante uma novela de duvidosa qualidade, com adolescentes, do que construir fábricas, criar empregos no país e dar pão a inúmeras famílias.


Apesar de tudo entendo muito bem a reacção dos adolescentes neste caso. A culpa desta inversão de valores nem sequer é deles. É da geração anterior, dos pais, que os educaram assim. Para a diversão e não para o trabalho.


AM Jerónimo

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nada me faltará

Maria José Nogueira Pinto vai hoje a sepultar.
Ouvi que deixou um texto para ser publicado no jornal em que colaborava - Diário de Ntícias - após o seu falecimento.
Aqui se transcreve.

"Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.
Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.
Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.
Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.
Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.
Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.
Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.
Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.
A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.
Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.
Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.
Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará."
Fonte: aqui

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A IGREJA É PARA TODOS, MAS NÃO É PARA TUDO

"O Caminho da Igreja é o mundo" - João Paulo II.
A Igreja é a comunidade de baptizados, chamada a ter portas e janelas abertas para quem chega e procura. Muitos a procuram cansados, desiludidos, abatidos; outras a procuram por curiosidade; ainda outros a procuram animados da melhor vontade...
Como acolhe a comunidade cristã? A Igreja é católica, que significa universal, aberta a todos.
Fechamo-nos? Olhamos de soslaio quem chega? Viramos a cara? Criticamos quem chega? Somos racistas e grupistas? Estilo, o nosso grupo é que é, os outros não contam?

A Igreja não é para tudo. Ninguém pode fazer do seus gostos, apetites e interesses a norma da Igreja. E isto é especialmente válido em tempos de relativismo moral em que cada um acha bem o que lhe interessa ou lhe agrada; acha mal o que não lhe convém ou lhe desagrada...

Cristão vem de CRISTO. Que lugar tem Cristo, a sua mensagem, o seu projecto de vida, os seus valores na vida de cada um de nós?? É que cada baptizado é cristão por causa de Cristo, só por causa de Cristo. As pessoas desiludem, Cristo NUNCA!

O bem não faz barulho e o barulho não faz bem

É uma das nossas crianças da catequese. A mãe faltou-lhe há uns meses, deixando essa criança e seus manos pequeninos órfãos.
A sua catequista está acampada com a família em Santa Helena durante a novena.  Pois hoje foi buscar a criança para passar o dia com eles na Serra.
No local não me apercebi, pois são tantas coisas e variadas as preocupações. Alguém me referiu o facto com enorme contentamento.
Também fiquei feliz. Catequistas que não metem férias de catequese. Crianças que experimentam  carinho, amizade e acolhimento dos catequistas. Também nas férias.
 O mundo seria bem melhor se gestos destes se multiplicassem aos milhões. E milagres de amor, todos podemos fazer.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sugestão de leitura


A "geração Morangos" e a morte do artista

Aqui

Qualquer um, Deus e a maçã

Respirar com os dois pulmões

Tal como o corpo, também a vida humana respira a dois pulmões:  o espiritual e o material. Forçamos o material enquanto atrofiamos o espiritual. O resultado está à vista...

Amigo (a), este mensagem é para si:

Se mora perto, não se permita desculpas. Suba a Santa Helena e participe na novena e nas acções projectadas para algumas noites desta semana! Não atrofie o pulmão espiritual!

E já agora, ajude as crianças e jovens - filhos, netos, afilhados, amigos - a aprender a respirar pelo pulmão espiritual. Motive-os, convença-os a participar na novena!
Eles estão em férias! Olhe que até podem perder a pele com tanta piscina ou toldar a vista com tanto ecrã, seja de TV ou de computador...

domingo, 3 de julho de 2011

Tarouca tem mais edifícios e alojamentos, mas menos pessoas residentes

Os primeiros resultados divulgados pelos Censos 2011 indicam um crescimento do número de edifícios e de alojamentos no Município de Tarouca. Contudo, o número de pessoas diminuiu na última década, de 8308 para 8050 residentes.

Nos últimos dez anos, o município perdeu mais de duas centenas e meia de pessoas, o que faz de Tarouca o município do Douro com menos percentagem de população perdida (aproximadamente -3%), logo seguido de Lamego (-5%). Apenas o município de Vila Real foi capaz de variar positivamente a percentagem da sua população (cerca de +5%), nesta região. Armamar aparece na cauda da lista, perdendo cerca de 22 por cento da sua população, na última década.

Ainda assim, em Tarouca, o número de famílias sofreu um aumento face a 2001, ano em que existiam 2813, permanecendo actualmente 2987, implicando, portanto, o decréscimo do número médio de pessoas por família.

Contrariamente à variação da população residente, a percentagem de alojamentos destinados à habitação subiu na última década 35 por cento, uma percentagem que nenhum outro município da região alcançou. Também o número de edifícios no Município subiu 31 por cento em comparação com 2001.

O XV Recenseamento Geral da População, designado por Censos 2011, foi realizado pelo INE e contou com a colaboração das Autarquias Locais.

Fonte: aqui
 

sábado, 2 de julho de 2011

Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.

Ser humilde com os superiores é uma obrigação,
com os colegas uma cortesia,
com os inferiores é uma nobreza.

(Benjamin Franklin)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sem queixumes, mas que é duro, isso é!

Ao fim de um final de ano pastoral, é lógico que o cansaço nos atinja. Festas da catequese, festas populares, Centro Paroquial, serviço da Paróquia, reuniões... Tudo muito seguido e muito intenso.
Início da tarde. Vou à Unidade de Serviços Continuados. O ministro extraordinário da comunhão, que visita aquele hospital semanalmente, havia-me solicitado que me deslocasse ali para atender de confissão alguns doentes que o pediram. È sempre um momento de calvário as minhas visitas ao hospital, seja ele qual for. Aquele ambiente deixa-me abalroado. Fi-lo o melhor que pude, falei um bocadinho com as pessoas, atendi de confissão e nisto sinto-me bem. O pior é o ambiente hospitalar! Gostei da simpatia de quem lá trabalha, de sentir o ambiente empático existente entre trabalhadores, doentes e o ministro da comunhão.
Depois do serviço litúrgico, uma reunião com o Conselho Económico, visando preparar a Novena e Festa de Santa Helena. Claro que também se falou das obras do Centro. Correu bem, toda a gente deu o melhor e cada um se comprometeu com o seu serviço.
Amanhã começará a Novena. Tinha pensado ir cedo para cima para acolher as pessoas que vão chegando. Pois sim! Dois funerais!!! Meu Deus, parece que acontece tudo!
A Novena e Festa de Santa Helena são o cume do ano pastoral. Exactamente quando já mais faltam as forças e a calma.
Sei que Deus envolve cada um de nós! Por isso, confio imensamente mais n'Ele do que nas minhas capacidades. Resta-me fazer o melhor.

Comentários de D. Januário Ferreira ao Programa do Governo

Austeridade deve ser «contrabalançada com medidas sociais justas»

D. Januário Torgal Ferreira mostra-se expectante quanto ao Programa de Emergência Social do Governo e comenta cortes anunciados no subsídio de Natal

O bispo D. Januário Torgal Ferreira, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social (CEPS), espera que o Programa de Emergência Social do Governo “venha contrabalançar uma austeridade julgada oportuna e séria com medidas sociais justas”.
Em entrevista concedida hoje à Agência ECCLESIA, o prelado revelou expectativa quanto ao pacote de medidas que, de acordo com o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, serão anunciadas até ao final de julho.
Esta quinta-feira, no debate de apresentação do programa de Governo ao Parlamento, o primeiro-ministro garantiu que “ninguém será deixado para trás” e elegeu como prioridades “as crianças, os idosos, as mulheres com filhos a cargo, os desempregados e todos quantos estão a ser atingidos com particular violência pela crise”.
Relativamente ao “ajustamento orçamental”, o Governo anunciou hoje a implementação este ano de um corte de 50 por cento no subsídio de Natal dos cidadãos que tiverem um salário acima do salário mínimo.
Com isto, a coligação PSD/CDS-PP espera garantir uma receita a rondar os 800 milhões de euros.
Para o vogal da CEPS, “devia ser explicado aos portugueses porque é que não há também um imposto desse teor sobre os grandes lucros da Banca e de empresas públicas como a Galp ou a PT”.
“Se vai ser um quinhão do 14.º mês, então primeiro pela coerência, e depois pelo arrecadar do maior volume de receitas, essa seria uma atitude mais lógica”, assinala.
O vogal da CEPS, e bispo das Forças Armadas e de Segurança, dá o “benefício da dúvida” a um Governo que “está agora a começar”, mas pede medidas que “contribuam para o desenvolvimento integral do país e das pessoas”.
Neste sentido,  o prelado deixa votos de  que “este compromisso social de justiça não caia no assistencialismo, que sejam medidas marcadas pela justiça e pela respeitabilidade dos direitos sociais”.
Entre as medidas preconizadas pelo programa de Governo, no combate à crise, D. Januário destaca “a atualização das pensões mínimas ao nível da inflação e a atenção concedida às famílias trabalhadoras, para que não sejam mais penalizadas pelas dificuldades económicas”.
No entanto, este responsável lamenta não ver no plano atual “propostas concretas em ordem à produtividade”.
“Se não houver uma produtividade e um emagrecimento do Estado em ordem à obtenção de receitas, todo este problema vai tornar-se perfeitamente caótico”, apontou.
In ecclesia