quinta-feira, 31 de março de 2016

Exortação apostólica do Papa sobre a Família vai ser publicada a 8 de abril

«A Alegria do Amor» recolhe conclusões de duas assembleias sinodais
A exortação apostólica do Papa Francisco, com as conclusões do Sínodo da Família, vai ser publicada a 8 de abril, anunciou hoje o Vaticano.
O documento tem como título ‘Amoris laetitia’, “A Alegria do Amor”.
 
Veja aqui

quarta-feira, 30 de março de 2016

Vamos falar da Ressurreição de Cristo? Vamos lá então...

1. Qual a diferença entre a ressurreição de Lázaro e a de Jesus?
Há uma diferença muito grande entre as palavras reviver e ressuscitar.
Ressuscitar significar "levantar dos mortos e nunca mais morrer".
Reviver significar " levantar-se dos mortos e tornar a morrer outro dia" (Mt 27.52).

Assim, à luz do contexto das Escrituras, Jesus ressuscitou e Lázaro reviveu. A diferença é que Cristo está vivo até hoje, mas Lázaro não.
Então porque dizemos que Lázaro não ressuscitou? porque ele morreu novamente. Sendo assim o correto dizer que Lázaro reviveu. E porque então dizemos que Jesus não reviveu? porque Ele não morreu novamente, mais está vivo e para sempre e é as primícias dos que dormem. Sendo assim Jesus Ressuscitou.
 
2. Como é o Corpo Glorioso de Jesus?
Jesus não voltou à vida que tinha antes, à vida terrena, mas entrou na vida gloriosa de Deus e fê-lo com a nossa humanidade, abrindo-nos um futuro de esperança.
 
Baseada na Bíblia, a Igreja ensina que o corpo glorioso, além da imortalidade, possuirá os dons (ou dotes) da impassibilidade, da claridade, da agilidade e da subtileza.

 
A imortalidade não será exclusiva do corpo glorioso, mas será extensiva aos maus no inferno, conforme o Apocalipse: "Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição." (Apoc. 21,4), e também " O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés." (I. Cor. 15,26). " Os que fizeram o bem vão ressuscitar para a vida eterna; os que praticaram o mal vão ressuscitar para a condenação." (Jo 5, 299
 
A impassibilidade é o dote que impede que o corpo sinta qualquer dor, sofrimento ou incómodo. Pois diz São Paulo: "semeia-se o corpo na corrupção, ressurgirá na incorruptibilidade." (I Cor. 15,42)
 
A claridade é o dom que tornará os corpos brilhantes como o sol, pois diz o evangelista: "os justos resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai." (S. Mateus, 13,43). Cristo antecipou-nos a visão desse dom na Transfiguração. Diferentemente da impassibilidade, igual para todos, com a claridade os corpos brilharão em diferentes graus, proporcionalmente ao mérito de cada um.
 
Já a agilidade é uma libertação das leis físicas, particularmente a lei da gravidade, pois "semeia-se [o corpo] na fraqueza, ressurgirá na força." (I Cor. 15,43)
Por isso, Jesus ressuscitado, aparece às testemunhas estando tudo fechado. E desaparece do mesmo modo.
 
Por fim, a subtilidade será a completa sujeição do corpo ao império da alma, executando suas ordens prontamente. Pois "semeia-se um corpo animal, ressuscitará um corpo espiritual." (I Cor. 15,44)
 
Sendo assim um Corpo Glorioso, não admira nada que as testemunhas tenham ao início bastante dificuldade em  reconhecer o Ressuscitado e precisem de fazer a experiência da sua presença. Mostra as marcas das feridas, come com eles, dá-se a conhecer pela voz...
 
3. Nas aparições do Ressuscitado às testemunhas, que elementos ressaltar?
 
Jesus Ressuscitado:
  
- Transmite o Dom da PAZ e   do PERDÃO:
 "A Paz esteja convosco..."
 "A quem perdoardes os pecados, serão perdoados...” 
 
- Comunica  o ESPÍRITO SANTO:
"SOPROU...   recebei o Espírito Santo..."    (Lembra o "sopro" de Deus na Criação) 
 
- Envia em MISSÃO:
 "Como o Pai me enviou, eu também VOS ENVIO..."
 

Transmite ALEGRIA:
 "Os apóstolos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor..."
 
4. Qual o dia certo em que Jesus nasceu? Porque é que a Páscoa não se celebra sempre no mesmo dia?

UMA HISTÓRIA...

Naturalmente que tem importância saber quando nasceu Jesus e quando morreu. Descobrir as razões pelas quais a Páscoa não se celebra sempre na mesma data...
Mas é isto o importante???
 
O IMPORTANTE não será antes isto?:
 
- Deus amou tanto o mundo que lhe enviou o Seu próprio Filho que veio realizar a vontade do Pai de salvar todas as pessoas.... O senhor salvou-me porque me tem amor.
- Cristo morreu e ressuscitou para nos salvar. Ressuscitado, está vivo em nós, connosco e para nós. Não somos órfãos de Deus, pois o Vivente caminha connosco.
Cristo Ressuscitado vai connosco como pastor, companheiro, graça, salvação, alívio e esperança.
O futuro tem sentido porque o enfrentamos com o vencedor de todas as forças do pecado, do demónio e do mal.
ELE congrega-nos, deixa-se experimentar pela comunidade, transmite-nos a Sua alegria e a Sua paz.
Em nós, Cristo ressuscitado puxa por tanto de bom e de belo que existe no nosso coração, ao mesmo tempo que nos fortalece para limparmos a vida de tudo o que não nos deixa ser felizes...


terça-feira, 29 de março de 2016

Papa quer uma “data fixa” para celebrar a Páscoa

O Papa Francisco pretende que a celebração do feriado que assinala a ressurreição de Jesus Cristo se aproxime da data da Igreja Ortodoxa. "Talvez na segunda semana de abril", chegou a sugerir.

A Páscoa é o feriado cristão que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Celebra-se a um domingo, embora nunca com data fixa (em relação ao calendário civil), pois, há centenas de anos, definiu-se que o feriado seria assinalado no primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio de primavera. Ou seja, todos os anos a data varia. Mas o Papa Francisco quer que deixe de variar — o líder da Igreja Católica pretende que a Páscoa se passe a celebrar numa “data fixa, talvez na segunda semana de abril”, para que a data se aproxime da Igreja Ortodoxa.
O Papa Francisco deu conta desta intenção já a 12 de junho, ao discursar no Retiro dos Sacerdotes, que se realizou na Arquibasílica de São João de Latrão. Aí, o Sumo Pontífice lembrou, escreve o diário ABC, que desde os tempos do pontificado de Paulo VI (1963-1978) que a Igreja “procura uma unidade no feriado” da Páscoa. “O mais definitivo terá que ser uma data fixa que, suponhamos, poderá ser a segunda semana de abril”, chegou a sugerir.
O Papa, aliás, indicou que, mantendo as coisas como estão, se “corre o risco de, daqui a 60 anos, se acabar por festejar a Páscoa em agosto”. Porquê? Pois a cada ano se avançará uns dias até que ocorre a tal primeira lua cheia após o início da primavera. Por norma, essa lua cheia ocorre entre 22 de março e 25 de abril.
A Igreja Ortodoxa também celebra a Páscoa no domingo após a primeira lua cheia do equinócio de primavera, mas, habitualmente, o feriado não calha na mesma data da Igreja Católica. Isto porque os católicos se regem pelo calendário gregoriano, enquanto os ortodoxos respeitam, ao invés, o calendário juliano.
Fonte: aqui

A FLOR DA AMIZADE

"O destino une e separa as pessoas, mas
nenhuma força é tão grande para fazer esquecer pessoas
que, por algum motivo, um dia nos fizeram felizes".


Chega um momento na vida em que você sabe:...
• Quem é importante para você,
• Quem nunca foi,
• Quem não é mais,
• E quem o será sempre.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Papa condena «ato criminoso, vil e incompreensível»

Paquistão: Atentado mata dezenas de cristãos
(Lusa)
Veja aqui e aqui

domingo, 27 de março de 2016

A misericórdia triunfou!







Cristo ressuscitou! Há uma esperança que desperta! Já não estamos sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia! A misericórdia triunfou! É um triunfo silencioso, na noite mais clara que o dia; é um triunfo sem o espetáculo mediático, escondido na terra, porque tem a marca humilde do amor, e acontece sob a luz da eternidade; é um triunfo que as mulheres, pelo seu amor visceral, acolhem em primeiro lugar.


Cristo ressuscitou! Também nós, como as mulheres discípulas de Jesus, que foram ao sepulcro e o encontraram vazio, nos podemos interrogar sobre o sentido deste surpreendente acontecimento (cf. Lc 24, 4). Que significa o facto de Jesus ter ressuscitado? Significa que Deus respondeu à morte de Seu Filho, com o maior ato de misericórdia. A ressurreição é, pois, o triunfo da misericórdia sobre a vingança, o triunfo do amor sobre a morte. Cristo ressuscitou, não para fazer justiça e vingar a desonra que O levara à morte de cruz! Deus ressuscitou o Seu Filho Jesus, para nossa justificação, para nos salvar da morte e nos fazer renascer para uma esperança viva. Deus faz justiça, fazendo misericórdia, justifica-nos “misericordiando”.


Cristo ressuscitou! Este amor, pelo qual o Filho de Deus Se fez homem e prosseguiu até ao extremo, no caminho da humildade e do dom de Si mesmo, até à morada dos mortos, até ao abismo da separação de Deus, este mesmo amor misericordioso inundou de luz o corpo morto de Jesus e transfigurou-o, fê-l’O passar à vida eterna. Jesus não voltou à vida que tinha antes, à vida terrena, mas entrou na vida gloriosa de Deus e fê-lo com a nossa humanidade, abrindo-nos um futuro de esperança. Em virtude da Sua compaixão, fomos salvos da morte e renascemos para uma esperança viva. Eis o que é a Páscoa: é o êxodo, a passagem do homem da escravidão do pecado, do mal, à liberdade do amor, do bem.


 Cristo ressuscitou! Ele morreu e ressuscitou de uma vez para sempre e para todos, mas a força da Ressurreição, esta passagem da escravidão do mal à liberdade do bem, deve realizar-se em todos os tempos, nos espaços concretos da nossa existência, na nossa vida de cada dia. Quantos cenários de morte, tem o ser humano de atravessar ainda hoje! Mas a ressurreição diz-nos que a misericórdia de Deus pode fazer florir a terra mais árida, pode devolver a vida aos ossos ressequidos (cf. Ez 37,1-14), pode transformar e recriar a nossa vida. Só Ele é capaz de fazer florir aquelas parcelas áridas, que ainda subsistem no nosso coração.


Cristo ressuscitou! Acolhamos a graça da Ressurreição de Cristo! Deixemo-nos renovar pela misericórdia de Deus, deixemo-nos amar por Jesus, deixemos que a força do Seu amor transforme também a nossa vida, tornando-nos instrumentos desta misericórdia, canais através dos quais Deus possa irrigar a terra e fazer florir a justiça e a paz. E assim, a Jesus ressuscitado que transforma a morte em vida, peçamos para mudar o ódio em amor, a vingança em perdão, a guerra em paz.

sexta-feira, 25 de março de 2016

As Obras de Misericórdia nos caminhos da vida


Ano Santo da Misericórdia.
Tal como na estrada existem os sinais de trânsito que regulam a circulação, assim também nas temos as obras de Misericórdia a orientar os nossos passos nos caminhos da vida. "Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia", diz-nos Jesus e assim cantávamos hoje durante a adoração da Cruz.
Na Via Sacra que em que hoje participámos, os nossos jovens apresentaram, uma a uma, as 14 obras de Misericórdia que o pároco foi comentando.
Aliás a Paixão e Morte de Jesus são a maior prova da misericórdia do Pai. "De tal maneira amou Deus o mundo que lhe entregou o Seu próprio Filho."
Em cada estação, além da oração coletiva, estiveram connosco a Sagrada Escritura, a palavra do Papa em "O Rosto da Misericórdia" e o nosso mundo, nos diversos aspetos que precisam de ser irrigados pela misericórdia.
Mais uma vez os jovens estiveram bem, ajudando-nos a acolher para viver a Misericórdia de Deus.

As últimas decisivas vinte e quatro horas de Jesus, desde as 15h00 de Quinta-Feira Santa até perto das 18h00 de Sexta-Feira Santa, seguindo este ritmo

15h00 = Preparação da Ceia
18h00 = Ceia Primeira!
21h00 = Getsémani
24h00 = Prisão de Jesus
03h00 = Pedro nega e o galo canta
06h00 = Jesus diante de Pilatos
09h00 = Crucifixão de Jesus
12h00 = as trevas em vez da Luz!
15h00 = Morte de Jesus
18h00 = Sepultamento de Jesus




Senhor Jesus,
Senhor dos Passos
Serenos e seguros no caminho da vida e da Paixão,
Da ressurreição. 


Senhor Jesus,
Senhor dos Passos
Sossegados e firmes,
Resolutos,
Até à porta do meu coração. 


Senhor Jesus,
Senhor dos Passos,
Dos meus e dos teus,
Finalmente harmonizados,
Finalmente lado a lado:
Os meus, imprecisos, indecisos,
Atravessados pelo teu Perdão;
Os teus, sossegados e firmes,
Sincronizados pelo pulsar do meu coração. 


Sim,
Eu sei que foi por mim que desceste a este chão
Pesado, íngreme, irregular,
De longilíneas lajes em que é fácil escorregar.
Mas os teus braços sempre abertos ajudam-me a levantar. 


Senhor Jesus,
Deixa-me chegar um pouco mais junto de ti,
Chega-te tu também mais junto de mim.
Segura-me.
Dá-me a tua mão firme, nodosa e corajosa.
Agarro-me.
Sinto sulcos gravados nessa mão.
Sigo-os com o dedo devagar.
Percebo que são as letras do meu nome.
Foi então por mim que desceste a este chão.
O amor verdadeiro está lá sempre primeiro. 


Senhora das Dores, Maria, minha Mãe,
Que seguiste até ao fim os passos do teu Filho,
Acompanha e protege os meus passos também. 


Obrigado, Senhor Jesus,
Meu Senhor, meu Irmão e companheiro.

D. António Couto

quinta-feira, 24 de março de 2016

Quinta-feira - Semana Santa: A SANTA CEIA

Enquanto comiam, tomou Jesus o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: Tomai, comei. Isto é o meu corpo. Tomou, em seguida, um cálice, deu graças e entregou-lhes dizendo:
Este é o meu sangue, sangue da aliança, que vai ser derramado por muitos para a remissão dos pecados ... Ora um dos discípulos, aquele que Jesus amava, estava à mesa junto do peito de Jesus (Mt 26, 26-28; Jo 13, 12).
Primeiro Prelúdio. O Cenáculo. Jesus está como transfigurado no meio dos seus apóstolos. As fontes do amor vão abrir-se para darem ao mundo a Eucaristia.
Segundo Prelúdio. Obrigado, Senhor. Com S. João, agradeço-vos, amo-vos, dou-me todo a vós.
PRIMEIRO PONTO: A Eucaristia. - Ó prodígio inaudito! O Senhor supremo faz-se alimento da sua pobre e miserável criatura!
Enquanto comiam, nesta noite da última Ceia, Jesus estava sentado com os seus discípulos. - Ergue os olhos para o seu Pai e recolhe-se numa ardente oração. Está como transfigurado. - Consideremos o céu aberto acima da sua cabeça: os Anjos admirados tremem de alegria e de temor ... de alegria: a Eucaristia inflamará e santificará tantos corações! Acenderá no seio da Igreja uma tal fogueira de dedicação e de amor!... de temor também: a Eucaristia encontrará tantos ingratos! Será profanada pelos Judas de todos os séculos!
Escutemos as palavras de Jesus: «Tomai e comei, isto é o meu corpo; bebei, isto é o meu sangue ... ». - Eu vos saúdo, ó verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria!
Verei os apóstolos aproximarem-se, tomarem o seu lugar nesta primeira comunhão ... Maria, a Mãe bem-amada de Jesus! Quem poderia dizer o ardor da sua caridade! É o seu Filho que ela recebe! É a carne, é o sangue que ela lhe deu! Correntes de amor sobem para o céu nos transportes desta casta união, destes santos arrebatamentos.
«Fazei isto em minha memáris-, acrescenta Jesus, e os seus apóstolos são feitos sacerdotes para a eternidade. Unamo-nos ao seu acto de fé e de amor.
SEGUNDO PONTO: Judas! - A Paixão começa no Cenáculo, com a atitude de Judas tão cruelmente ofensiva para o Coração de Jesus. O traidor já vendeu o seu divino Mestre. Entretanto assiste hipocritamente à Ceia e à instituição da Eucaristia. Comunga sem dúvida sacrilegamente.
Nosso Senhor experimenta abatimento e piedade. Tenta ainda salvá-lo. Adverte­o: «Um de vós, diz, que estais comigo a esta mesa, trelr-me-e-, Isto devia recordar ao traidor a lamentação de David: «Se um inimigo me tivesse ofendido, tê-lo-ia suportado, mas vó~ um amigo que vivia à minha mesa ... »
Nosso Senhor deixa manifestar a sua tristeza, não por causa de si mesmo, Ele sabe que deve morrer: «No que diz respeito ao Filho do homem, diz, vai acontecer segundo o que foi determineao». Mas entristece-se por causa do crime do seu discípulo: «Ai daquele, diz, pelo qual o Filho do homem é treidot: (Lc 22,22). Mas nada toca o pecador endurecido.
Ó Coração sagrado, vítima dos homens, peço-vos perdão pela traição de Judas e pelos crimes que vos hão-de afligir, humilhar, e ferir até ao fim dos tempos sobre todos os altares da terra; perdão pelos cristãos indignos, perdão pelos sacerdotes apóstatas!
TERCEIRO PONTO: S. João sobre o Coração de Jesus. - Entremos no Cenáculo no momento da acção de graças desta primeira comunhão da terra. S. João repousa com abandono e ternura sobre o Coração de Jesus. É a realização de um quadro do Cântico dos Cânticos: «O meu Bem-Amado é para mim e eu sou para ele ... Eu sou para o meu Bem-Amado e o seu Coração volta-se para min» (Cant. 2).
Jesus compraze-se na sua imolação eucarística. Esta Páscoa fecunda, que Ele acaba de celebrar com os seus discípulos, renovar-se-à sobre o altar até ao fim dos tempos. É o maná do Novo Testamento, o pão da vida, o pão dos fortes, as delícias dos santos, o penhor da salvação e da ressurreição.
S. João, o apóstolo virgem, o amigo do Esposo, o familiar de Cristo, extasia-se com a comunhão que acaba de fazer, deixa cair ternamente a sua cabeça sobre o peito do seu Mestre querido. Ele é puro, e a castidade dos sentidos e do coração permite ao homem a intimidade com Deus. Atracção inefável que desprende o discípulo da terra e o eleva à região superior da beatitude e do amor.
O discípulo bem-amado apoia sobre o coração sagrado de Jesus os seus lábios donde brotarão os rios da teologia sagrada, a sua fronte que tantos raios maravilhosos de ciência e de sabedoria devem ornamentar, e cingir a auréola dos apóstolos, dos profetas, das virgens, dos mártires.
Cristo reservou a ele somente, porque é puro, escrever com a sua mão os mistérios da pureza incriada, do Verbo de Deus feito carne pela salvação do mundo.
S. João, discípulo bem-amado, atraí-nos convosco para o peito de Jesus quando estamos unidos a Ele na comunhão.
Resoluções. - Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou por eles para lhes assinalar o seu amor! E eu que farei para lhe dar amor por amor? Irei à Eucaristia com uma pureza e um fervor que me aproximam das disposições de S. João.
Colóquio com S. João.
(Leão Dehon, OSP 3, p. 364ss. Tradução do Pe. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Município comemora Dia da Árvore

O Município de Tarouca comemorou o Dia da Árvore com um conjunto de iniciativas de caráter lúdico e pedagógico que contaram com a participação dos alunos do Agrupamento de Escolas Dr. José Leite de Vasconcelos e Sta. Casa da Misericórdia de Tarouca.
Da iniciativa fizeram parte várias atividades de sensibilização e divulgação de boas práticas para a preservação da floresta e ainda, no dia 17 e 21 de março, a transplantação de cerca de 600 de plantas.
No dia 18, foram apresentadas as árvores ecológicas elaboradas pelo Agrupamento de Escolas e Sta. Casa da Misericórdia, iniciativa desenvolvida em parceria com a Resinorte, e decorreu ainda um colóquio dinamizado pela Ultriplo, empresa que recolhe as roupas, calçado e  brinquedos colocados no Roupão, no Concelho de Tarouca.
   
Cátia Rocha
TÉCNICA SUPERIOR
GABINETE DA CULTURA, TURISMO E COMUNICAÇÃO

Papa «conduz» católicos pelas celebrações do Tríduo Pascal

Itinerário que leva da Quinta-feira Santa à Páscoa é o mais importante no calendário litúrgico católico

O Papa Francisco apresentou hoje no Vaticano uma reflexão sobre o Tríduo Pascal, itinerário celebrativo que leva da Quinta-feira Santa à Páscoa, que considerou como o “coração do ano litúrgico” na Igreja Católica.
“O Tríduo Pascal é o memorial de um drama de amor que nos dá a certeza de que nunca seremos abandonados nas provações da vida”, declarou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal.
“O Mistério que veneramos nesta Semana Santa é uma grande história de amor que não conhece obstáculos”, acrescentou.
A Igreja Católica começa esta quinta-feira a celebrar os dias mais importantes do seu calendário litúrgico, que assinalam os momentos do julgamento, morte e ressurreição de Jesus, culminando na Páscoa.
Na Quinta-feira Santa, com a instituição da Eucaristia e o lava-pés, Jesus ensina-nos que a Eucaristia é o amor que se faz serviço”, explicou o Papa.
Segundo Francisco, a Eucaristia é “a presença sublime de Cristo” que deseja alimentar todos, “sobretudo os mais fracos”, promovendo uma “comunhão de vida” com os necessitados.
Este conjunto de celebrações do Tríduo Pascal remontam ao século IV, seguindo as indicações deixadas pelos Evangelhos sobre a Paixão de Jesus Cristo, que para o Papa “dura até o fim do mundo, porque é uma história de partilha com os sofrimentos de toda humanidade”.
Na Sexta-feira Santa chegamos ao momento culminante do amor, um amor que quer abraçar todos sem excluir ninguém, com uma entrega absoluta”, afirmou.
O Sábado Santo, tal como a sexta-feira, é um dia dito ‘alitúrgico’, isto é, sem celebração da Eucaristia ou de outros sacramentos, o “dia do silêncio de Deus”, referiu o Papa.
“Deve ser um dia de silêncio. Devemos fazer de tudo para que seja um dia de silêncio para nós, como foi naquele tempo, o dia do silêncio de Deus”, apelou.
Neste dia, explicou Francisco, “Jesus partilha com toda a humanidade o drama da morte, não deixando espaços onde a misericórdia infinita de Deus não chegue”.
“Neste dia, o amor não duvida, como Maria, a primeira crente - ela não duvidou, guardou silêncio e esperou. O amor que espera com confiança na Palavra do Senhor até que Cristo ressuscite esplendoroso no dia de Páscoa”, prosseguiu.
Para explicar este silêncio, Francisco citou a experiência de Santa Juliana de Norwich (1342-1416), mística inglesa, que teve uma visão da Paixão de Cristo na qual Jesus afirmou que, se pudesse, teria sofrido “ainda mais”.
“Este é o nosso Jesus, que diz a cada um de nós: se pudesse sofrer ainda mais por ti, assim faria”, concluiu.
Após a catequese, o Papa saudou os peregrinos presentes na Praça de São Padro, entre eles os de língua portuguesa, particularmente o grupo das religiosas Filhas de Maria Auxiliadora, acompanhadas por educadores de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique.
“Deixai-vos iluminar e transformar pela força da Ressurreição de Cristo, para que as vossas existências se convertam num testemunho da vida que é mais forte do que o pecado e a morte. Um Santo Tríduo Pascal para todos”, desejou.
In agência ecclesia

terça-feira, 22 de março de 2016

Município de Tarouca assina protocolo de colaboração com UTAD


O Município de Tarouca assinou, no passado dia 18 de março, um protocolo de colaboração com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). A cerimónia decorreu na Biblioteca Central da UTAD, na qual esteve presente o Vice Presidente da Câmara Municipal de Tarouca, José Damião, o Presidente da CCDR-N, Emídio Gomes e o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes.
O protocolo tem como objetivo a c...ooperação entre a CMT e a UTAD, tendo em vista a consultoria e apoio técnico nas várias áreas do conhecimento e investigação desenvolvidas pela UTAD.
O novo Quadro Estratégico Comum (QEC) 2014-2020 apresenta um conjunto de oportunidades que o município pretende potenciar para o desenvolvimento económico e social do território, e a UTAD possui competências de investigação e de formação em áreas fundamentais para apoiar a conceção e a implementação das estratégias de promoção e de desenvolvimento do município, assegurando, desta forma, um acompanhamento de elevada qualidade científica e técnica aos projetos que venham a ser desenvolvidos.
Assim, a parceria estabelecida “vem firmar o compromisso de cooperação entre a autarquia e a UTAD com vista ao desenvolvimento do nosso território”, refere o Vice Presidente da autarquia, José Damião.
Fonte: aqui

Atentados terroristas. Explosões no aeroporto e metro de Bruxelas. 34 mortos e mais de 187 feridos




Veja aqui

domingo, 20 de março de 2016

Belo testemunho de um casal novo!

É um casal novo. Tem os problemas inerentes a todos os casais da mesma idade que não nasceram em "berço de ouro". A corda da vida é subida a pulso.
Há dias, este casal procurou-me. Vinha trazer uma oferta para "o menino", como referiu. Ah! O "menino" é o Centro Paroquial.
- Sabe - disse ela, perante o claro sinal de assentimento do marido - aquela obra é de todos nós. É para nós e nossos filhos, netos e bisnetos. Eu e meu marido pensámos na maneira de ajudar. A vida está difícil para todos como o senhor sabe, mas, graças a Deus, lá temos tenteado o barco. Então resolvemos prescindir de algumas coisas e assim podermos dar uma ajudinha para o nosso "menino" comilão.
Para um casal novo, a oferta foi bem generosa.
No meio de tanta preocupação stressante com a obra, a atitude deste casal foi bálsamo reconfortante. Valeu tanto a generosidade como  o gosto, empenho e interesse demonstrados. Muito obrigado.


E tantos outros casais novos que ainda nada deram?
Um gesto parecido com o deste casal só os engrandecia. Afinal só temos o que damos.
Não seria possível prescindir de algumas coisas para colaborar numa obra que é de todos e para todos?
Estes casais já pensaram  nos filhos, netos e bisnetos?
Já descobriram que a generosidade é um dos valores a transmitir aos filhos?
Que direito temos a reclamar sempre se a generosidade fica à porta da nossa vida?
Está mesmo na hora...

Sinfonia da Natureza

Neste início de Primavera e após um fim-de-semana extenuante, o encontro com o "pátrio Douro", ao fim da tarde deste domingo, foi reconfortante para a alma.

sábado, 19 de março de 2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

Comemoração do Dia da Árvore


Comemoração do Dia da Árvore - 18 março - 14h00 - Parque de Merendas de S.ta. Helena.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Visita quaresma aos doentes - 3º dia

A cama de um doente é uma universidade de vida, onde sempre se recebe mais do que aquilo que se dá. Mesmo quando não conseguem balbuciar palavras ou o fazem de forma quase impercetível.

Naquelas "aulas" passa a voz dorida, sentida, vivida da existência. Emana a serenidade, a calma cósmica de quem entende a vida à luz da fé e vê para além do humanamente entendível. Perpassa a cosmovisão da sociedade que somos  e para quem, tantas vezes, o doente e o idoso são descartáveis porque não rendem, não podem alinhar em farras e festas, não podem ajudar... Sente-se a solidão humana, o abandono, o esquecimento. Experimenta-se o carinho familiar e os desvelo de tanta gente que cuida, para além dos limites, dos seus doentes. Presencia-se o cuidado de instituições pelas pessoas que acolhem. Sente-se a alma a retalhar-se perante o fracionamento da vida familiar onde muita coisa serve de desculpa para a não presença, o descuido, o egoísmo de tantos diante do sofrimento de um familiar.

Não quero, caro amigo(a) deixar de lhe fazer um pedido:

"Durante o ano, visite doentes pela sua saúde!"

Ganhará muito, deixando alguém mais feliz.

Saiba ouvir mais do que falar.

Não leve para junto de um doente queixumes pessoais. Dores já eles têm.

Saiba transmitir uma palavra de boa disposição, procurando fazer rir quem sofre.


Neste Ano Santo da Misericórdia, ao visitar um doente faça-o com coração misericordioso, recordando as Obras de Misericórdia que dizem:

- Visitar os enfermos

- Consolar os tristes

Faz-te ao largo

terça-feira, 15 de março de 2016

AS FRASES MAIS OUVIDAS JUNTO DOS DOENTES

1. "Sinto-me muito só". Esta foi a mais escutada. De longe!
2. "Os meus filhos são meus amigos".
3. "Porque havia de me ter acontecido isto?"...
4. "Há quem esteja a sofrer mais do que eu."
5. "Nosso Senhor já me podia levar. Que ando cá eu a fazer?"
6. "Rezem por mim."
7. "Alguns dos meus filhos não querem saber de mim. Nem um telefonema, nem uma visita, nem um gesto."
8. "Enquanto tive saúde, tive muitos amigos. Agora que estou doente, esses amigos não querem saber."
9. "Eu já não melhoro mais."
10. "Tenho fé que hei-de voltar a fazer a minha vidinha."
11. "A minha reforma não dá para nada."
12. "Não me falta nada, graças a Deus. Só me faltam mais visitas."
13. "Há quem apareça só para carpir as suas mágoas. Ora mágoas já tenho eu..."
14. "Gostava tanto de ver os meus netinhos! Mas eles não aparecem..."
15. "Muito obrigado por terem vindo."
16. "A família deste meu (minha) filho(a) são maravilhosos. Fazem tudo por mim."
17. "Eu assisto à Missa na televisão que é bonita. Mas que saudades tenho da Missa na nossa Igreja!"
18. "Os meus filhos estão muito longe a governar a vida, por isso só aparecem quando podem. Mas eu compreendo."
19. "Tenho tantas dores!"
20. "Deus sabe que me tem aqui. Faça-se a Sua Vontade."
21. "É tão bom quando me vêm trazer Nosso Senhor! Oxalá que venham sempre."

segunda-feira, 14 de março de 2016

Primeiro dia de vista quaresmal aos doentes

Pároco e elementos do GASTA começaram hoje a visita quaresmal aos doentes de Gondomar, Quintela, Ponte das Tábuas, Arguedeira, Esporões e Unidade de Saúde. Foram  doze os que visitámos em sua casa, sem conta com os da Unidade de Saúde.  Ainda foram atendidas de confissão  algumas pessoas idosas que não podem vir à Igreja.
Onde a fé é profunda, a esperança aumenta e a serenidade impera. Quando a família apoia, acarinha e estimula, a cruz é mais leve e aumenta a vontade de lutar.

Nestas visitas, não há muito a dizer. Há muito para escutar. A presença é a melhor linguagem.
Releve-se a importância dos elementos do GASPTA. Não é tanto pela prendinha que levam aos doentes, mas pela presença, pelo carinho, pela familiaridade. Vimos muitos doentes rir com satisfação, porque os gasptistas as fizeram rir. Ao menos, por momentos, esqueceram a sua dor, sentiram-se felizes. E esta boa disposição é o melhor dos remédios.


A caminho das casas dos  doentes que hoje visitei com o GASPTA, pude sentir o perfume pré-Primavera que começa a invadir lentamente a paisagem.  Enquanto isso, na casa de alguns ainda ardia a fogueira, como que a lembrar-nos que o Inverno ainda não terminou.
Como por esse país fora, também aqui se vai sentido o abandono dos campos...
Como ultrapassar o problema? Não gostaria de ver o país transformado num enorme silvado.


domingo, 13 de março de 2016

No 3.º aniversário da eleição papal


Faz a 13 de março, 3 anos que Bergoglio, por força do Conclave, se tornou o primeiro Bispo de Roma jesuíta e o primeiro papa latino-americano. A escolha do nome “Francisco” deve-se, como é sabido, à recomendação do seu colega do lado, o brasileiro franciscano e cardeal Cláudio Hummes (então já arcebispo emérito de São Paulo e prefeito emérito da Congregação para o Clero) àquele que estava na iminência de ser eleito de que não se esquecesse dos pobres.

Todos nos lembramos da sua singela aparição (sem mais adereços pontificais, a não ser batina, faixa e solidéu brancos) aos presentes na Praça de São Pedro, saudando, de rosto humano, a multidão e a agradecer o acolhimento. Todos se lembram de como se referiu ao seu predecessor vivo e por quem solicitou a recitação do Pai-nosso, da Ave-maria e do Glória ao Pai ou de como pediu ao povo que rezasse pelo novo Papa antes de o mesmo dar a bênção “a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade”. E, desejando uma boa noite e bom descanso, declarou: “Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira”.

Na celebração eucarística com os cardeais, a 14 de março, estribou o pré-programa pontifical em três palavras: caminhar, edificar, confessar. É preciso “caminhar sempre, na presença do Senhor, à luz do Senhor, procurando viver com aquela irrepreensibilidade que Deus pedia a Abraão, na sua promessa”. É necessário “edificar a Igreja”, com pedras que “têm consistência”, mas sobretudo com “pedras vivas, pedras ungidas pelo Espírito Santo; edificar a Igreja, a Esposa de Cristo, sobre aquela pedra angular que é o próprio Senhor”. E “temos de confessar”. A este respeito, explicitou: Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar um monte de coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado”. E assinalou a consequência da não confissão de Jesus Cristo – “tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor” – especificou:

“Quando não se caminha, ficamos parados. Quando não se edifica sobre as pedras, que acontece? Acontece o mesmo que às crianças na praia quando fazem castelos de areia: tudo se desmorona, não tem consistência. Quando não se confessa Jesus Cristo, faz-me pensar nesta frase de Léon Bloy: ‘Quem não reza ao Senhor, reza ao diabo’. Quando não confessa Jesus Cristo, confessa o mundanismo do diabo, o mundanismo do demónio.”

E, mais adiante, sintetizou:

“Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como nossa única glória Cristo Crucificado. E assim a Igreja vai para diante.”

***

Agora, na véspera deste 3.º aniversário da sua eleição, proferiu a sua catequese em audiência jubilar (Este é o Ano Santo da Misericórdia) na Praça de São Pedro, tendo-o saudado milhares de fiéis e ouvido a sua lição sobre “Misericórdia e Serviço”.

Pegando do capítulo 13 do Evangelho de João (Jo 13,12-14) como estímulo da sua reflexão, recordou o ensinamento de Jesus a propósito do gesto de lavar os pés aos seus discípulos e o consequente mandato do Senhor: “fazei-o também vós uns aos outros”. Assim, Francisco sustenta que, ao aproximar-se a Páscoa, todos somos convidados a relembrar o gesto marcante que Jesus realizou antes da sua Paixão: o lava-pés. Lavando os pés aos discípulos, Ele revela o modo como Deus age connosco e dá-nos, através da pedagogia deste gesto, o seu “novo mandamento”, que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou.

Com aquele gesto Jesus indicava que a rota para a vivência da nossa fé e para o testemunho do seu e nosso amor é o serviço. Com efeito, amar concretiza-se na oferta afetiva e efetiva aos irmãos de um serviço concreto, humilde, discreto e mesmo feito no silêncio, bem como aceitar, numa linha de reciprocidade autêntica, o mesmo serviço prestado pelos irmãos quando nós dele necessitamos. É a cintilação da caridade solidária. Amar pressupõe colocar à inteira disposição da comunidade os dons que o Espírito Santo generosamente nos deu e partilhar os nossos bens materiais e imateriais para que ninguém passe necessidade.

Mas o lava-pés mais além: significa a humildade de confessarmos uns aos outros “as nossas faltas e rezarmos para que saibamos perdoar de coração”. Assim, “seguindo Jesus pelo caminho do serviço, seremos misericordiosos como o Pai”. Recordando, no final da sua catequese a carta de uma pessoa que lhe agradecia pelo Ano da Misericórdia e que contava assistir na doença a mãe e um irmão, o Santo Padre assegurou que este é efetivamente um exemplo de “lavar os pés” e amar no serviço.

***

Alguns pretendem fazer já um balanço do pontificado. Tal pretensão afigura-se-me prematura, pois a procissão ainda estará no adro. Porém, é oportuno tecer, desde já, algumas considerações.

Há quem fale ou de revolução na Cúria Romana ou nas resistências à mudança. Penso que são bem-vindos os esforços papais nesse sentido, que foram muitos e diversificados, quer a nível dos textos quer a nível da orgânica. No entanto, é de confessar que a reforma é lenta e paciente: é lidar com pessoas, não com objetos; há que mudar estruturas e não deslocar pedras de dominó.

Têm vindo muitas indicações de reforma às Igrejas particulares e uma dimensão da Igreja mais aberta e plural. Aqui, várias posições se verificam: muitos ficam satisfeitos pelo rasgar de novos caminhos ou pela confirmação de que as suas iniciativas estavam no rumo certo; outros querem mais; uns reagem em sentido inverso; outros imitam-no superficialmente, sem descer ao âmago das questões e gestos; e outros continuam na mesma. Todavia, os apelos e gestos papais interpelam muitos e atraem cada vez mais simpatias.

Nos aspetos políticos, económicos, financeiros e ecológicos, muitos o ouvem e até com simpatia e concordam. Mas os efeitos são limitados. E muitos mais o veem e ouvem, mas não o escutam.

É certo que Francisco é o Papa que todos entendem, mas cujo discurso muitos tentam utilizar segundo a sua perspetiva, que muitas vezes distorce o conteúdo do pensamento papal.

***

Porém, algo extraordinário vem acontecendo e a misericórdia espalha-se no mundo. Entre os resultados mais palpáveis do pontificado de Francisco está a via da pacificação entre os cristãos (a vertente ecuménica) e entre as diversas religiões (o dialogo inter-religioso).

E, se João Paulo II enfrentou o mundo separado pelo muro, que acabou por ruir, e se Bento XVI encarou o mundo do relativismo e mesmo um ambiente hostil ao seu passado na Congregação da Doutrina da Fé, o Papa argentino encontra, além dos escândalos dentro da Igreja (já emergentes em pontificados anteriores), o mundo do descalabro financeiro, da economia que mata e dos conflitos locais que pululam um pouco por toda parte. Não obstante, a sua voz e o esforço dos colaboradores fazem com que, neste mundo onde os conflitos parecem desembocar numa conflagração mundial, o Papa tenha desencadeado um processo eficaz de paz. Como sinais mais evidentes do fenómeno, regista-se o “degelo” entre Cuba e Estados Unidos; a influência papal na América Latina, até na Colômbia, onde está prestes a pacificação entre o governo e as FARC; e, não menos relevante, o anúncio de paz entre Chile e Bolívia.

No quadro da relação pacífica com os ortodoxos, o encontro com Kirill (a 12 de fevereiro passado em Havana) e a subsequente declaração conjunta, significa, além do grande passo de aproximação entre o Papa e o Patriarca de Moscou, o início do processo mundial de colaboração entre católicos e ortodoxos, o mundo capitalista e o mundo ex-comunista – um passo histórico do qual não se tem ideia dos gigantescos efeitos que poderão ter no planeta. Prevê-se a expansão da fina for da cultura cristã, de Lisboa a Vladivostok, do Atlântico ao Pacífico, com a superação da lógica da Guerra Fria e do conflito entre comunismo e capitalismo. Assim, há que esperar pelo que emergirá do próximo Sínodo panortodoxo, de Creta, com os líderes das igrejas autocéfalas.

Apesar das feridas nas populações de fronteira com Ucrânia e Rússia, aqui as Igrejas cristãs buscam a pacificação; e a trégua na Síria decorre indiretamente da pacificação com a Rússia.

Noutra frente religiosa, o Papa também está em diálogo com judeus e muçulmanos. Depois da visita à Sinagoga de Roma, segue-se a visita à mesquita. E reiniciou-se o diálogo com a Universidade de Al Azhar, prestigiosa instituição religiosa do Islão sunita, com a visita duma delegação do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, que levou a um convite ao Grande Imã para encontrar o Pontífice.

Quanto à pacificação económica, Francisco está a tentar a revolução socioeconómica abjurando a “cultura do descarte”, o utilitarismo e a especulação financeira, pelo trabalho e valorização de pessoas e famílias, tirando o mundo da idolatria do dinheiro, que “deve servir”. É o que alguns já designam por “revolução social e política (não tão silenciosa) do Papa Francisco”.

Por analogia com o que Francisco de Assis e os franciscanos fizeram nos anos de 1200-1500 – transformar a pobreza em oportunidades de crescimento e o dinheiro do patrão opressivo em serviço social e civil – a revolução de Bergoglio visa garantir que a propriedade se torne um recurso social, em vez de posse egoísta e pessoal.

Oreste Bazzichi Bazzichi, professor de Filosofia social e Ética económica na Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura, conhecida como “Seraphicum” e diretor da Confindústria – no seu livro Dall’economia civile francescana all’economia capitalistica moderna. Una via all’umano e al civile dell’economia” – ensina que o pensamento socioeconómico franciscano propõe o modelo de cooperação e partilha entre Estado e mercado, em que “os pobres são considerados um recurso ao qual urge dar contínuas respostas em termos de desenvolvimento e emprego” – indicação recorrentemente dada pelo Papa. Por outro lado, aborda a “função ética do empresário e da empresa”, na esteira de São Bernardino de Siena; a “redistribuição equitativa do lucro das empresas”; a expressão do exercício dos próprios talentos a favor do bem comum “graças ao trabalho” livre e criativo; os “recursos financeiros e sociais”; a “importância do humano perante o Estado”; e “a simplificação institucional, jurídica, económica e social como raiz de que parte o princípio de subsidiariedade”, proposto desde sempre pela Doutrina Social da Igreja. (cf Antonio Gaspari, A revolução social e política , não tão silenciosa,  do Papa Francisco, in zenit.org – 2016.03.11).


***

É claro que Francisco se tornou testemunha e mediador dos princípios evangélicos e da misericórdia como instrumentos  de realização duma sociedade mais verdadeira e justa.

2016.03.12 – Louro de Carvalho

 

sábado, 12 de março de 2016

O reencontro com ex-paroquianos

A Comunhão Pascal ocasiona o encontro dos sacerdotes e destes com as várias comunidades paroquiais.
Então quando se trata de paróquias onde já se trabalhou o reencontro é mais impactante.
Alguns mais realistas:
- Oh! Já nem o conhecia. Está mais velho. Não admira, eu também. Os anos não perdoam...
Outros mais simpáticos:
- O senhor está novo, parece que os anos nem passam por si...
Todos:
- Então como tem passado? Está bem?
Vindas do entusiasmo da juventude sacerdotal, da generosidade da primeira hora, estas saudações  amigas e acolhedoras de ex-paroquianos, relembram-nos que ser padre vale a pena. Que um bocadinho de nós ficou neles e que muito deles ficou em nós.
E tanta coisa que eles nos recordam e que nós já esquecemos! E como é bom recordar! Não por uma questão de saudosismo - tenho é saudades do futuro - mas como oportunidade de refontalização de entusiasmos e generosidades.
 O cansaço quaresmal também tem estes momentos saborosos.



sexta-feira, 11 de março de 2016

Diferença de preços de combustível entre Portugal e Espanha


Num depósito de 50 litros e com diferenças que, depois de impostos, chegam a atingir 30 cêntimos por litro entre os dois lados da fronteira, um automobilista pode poupar 15 euros por depósito. Num carro a gasolina, com consumo de 5 litros/100 km, este diferencial permite percorrer cerca de 250 km.
A Anarec, associação dos revendedores de combustíveis, afirmou ao Económico que, perante as diferenças de preços, a designada linha de fronteira, distância a que se justifica a viagem para abastecer os veículos, já atinge 100 km.
Fonte: aqui


E houve quem garantisse em campanha que não subiria impostos...
Ou será, para a atual maioria, a subida dos preços dos combustíveis não é imposto?
Não é verdade que a subida no preço dos combustíveis tem lógica implicação na subida do custo de vida?

0 AMOR NÃO É UM ERRO

PREPAREMO-NOS PARA A MUDANÇA DA HORA...

quinta-feira, 10 de março de 2016

Diz o povo: "Onde cabe o SIM, cabe o NÃO"

Tanta gente promete tanto e não cumpre o que promete!!!
Quem não cumpre o que promete e não justifica o não cumprimento, revele desprezo pelos outros, ausência de auto-estima, falta de credibilidade.
 
Há tanta gente a sofrer pela falta de fidelidade de outros! Falta de fidelidade à palavra dada, ao compromisso assumido, à promessa feita...
 
Na vida familiar, entre amigos, na vida política, nas associações, no voluntariado, no mundo de trabalho e empresarial... Tanta falta de fidelidade!!!
 
E tantas vezes que quem não cumpre ainda aparece "com 7 pedras na mão" junto daqueles a quem faltou à fidelidade! Ou então com desculpas esfarrapadas, querendo fazer dos outros tolos...
Não faça da defesa o ataque. A amizade não é um jogo de futebol. Isto de atacar os outros para esconder erros próprios, é cobardia.


"O nome de amigo é comum, mas a sua fidelidade é rara."
( Fedro)