sexta-feira, 31 de agosto de 2012

“Espaço de Bem-estar de Tarouca” assinala aniversário com atividades

Veja aqui

Os ricos estão mais pobres


A crise chega a todos e os ricos estão mais pobres. As 25 maiores fortunas em Portugal caíram 17,5% para 14,4 mil milhões de euros em 2012, face ao ano anterior, segundo o estudo anual da Exame. Os únicos que contrariam esta tendência são os accionistas da Jerónimo Martins que integram o ranking.
Américo Amorim, que há quatro anos ocupava o primeiro lugar da lista dos mais ricos de Portugal, perde a liderança para Alexandre Soares dos Santos.
O chairman da Jerónimo Martins acumula uma fortuna de 2070 milhões de euros, tendo o seu património quadruplicado desde 2004, quando surgiu o estudo da Exame.


Américo Amorim, que tem como grandes activos as participações na Corticeira Amorim, na Galp Energia e em bancos, ocupa agora o segundo lugar, depois de a sua fortuna cair 24,4% para 1,9 mil milhões de euros.
Na terceira posição surge a família Guimarães de Mello com um património avaliado de 700,1 milhões de euros.
Belmiro de Azevedo, que também já foi homem mais rico de Portugal, desceu para o quarto lugar da lista, com a sua fortuna a cair 47,5% para 681 milhões de euros.
O património dos bilionários portugueses equivale agora a 8,4% do PIB, enquanto em 2011 representava 10,1%.

In O Amigo do Povo

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Portugal rende-se aos combustíveis de marca branca

No último ano, os postos de abastecimento de marca branca passaram a liderar o mercado, destronando a Galp, até aqui preferência incontestada dos portugueses.
     
Roubo. É a palavra que cada vez mais portugueses escolhem para definir o aumento contínuo dos preços dos combustíveis. E não podendo fugir à necessidade de comprar combustível, optam pelos chamados postos low-cost, onde as marcas brancas oferecem preços mais baratos, até 10 cêntimos por litro.
 Como resultado, estes combustíveis são há 12 meses consecutivos os líderes de mercado em Portugal, segundo um estudo Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição. A Galp é assim destronada do topo de vendas, numa altura em que as bombas das principais marcas do setor estão cada vez mais vazias, ao contrário dos postos nos hipermercados.
 Ainda segundo o mesmo estudo, são cada menos os portugueses a atestar o depósito. Durante o último ano, foram vendidos 560 milhões de litros de combustível, menos 70 milhões que há um ano.
Fonte: aqui

quarta-feira, 29 de agosto de 2012


A pastoral importa mais do que as sanções

“Ter um espírito crítico
é um grande serviço à Igreja”
Quem o diz é o vice-decano de Direito Canónico de Comillas, Madrid.

Leia aqui

Ministério da Educação quer cursos de ensino vocacional

Veja aqui.

Depois da calamidade que foi a política educativa (?) de Maria de Lurdes Rodrigues, aparece alguém que parece ter  um rumo para a educação.
Um dos grandes erros do 25 de Abril, foi acabar com o Ensino Técnico-Profissional. Hoje, temos milhares de Drs. desempregados que têm cursos que não servem para nada.
Por que motivo não há-de existir o licenciado pedreiro, o licenciado electricista, o licenciado canalizador, etc?
Quando é que destruímos preconceitos acerca do trabalho?
Tirar um curso superior de História, Línguas, Direito e afins leva ao desemprego. Será isto que interessa ao país e às pessoas?

BOMBEIRO - UMA FILOSOFIA DE VIDA

"Mamã, eu sempre quis ser bombeiro!"
(Fantástica história real!)
 
 
 

terça-feira, 28 de agosto de 2012



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Continuam a ser um casal feliz

Conhecemo-nos na escola onde ambos leccionámos. Ficámos bons amigos.
Presidira ao seu casamento há 33 anos. Baptizei-lhes depois os filhos.
De quando em vez aparece acompanhado da esposa. Hoje foi uma dessas vezes.
Visitámos o Centro Paroquial que apreciaram muito favoravelmente.
Continuam a ser um casal feliz e isso intui-se nos mais pequenos gestos.
Hoje falaram-me muito dos filhos, já com cursos superiores e a governar vida.
"Começámos os dois, e ficámos os dois", comentou ele com indisfarçável contentamento.
Os filhos, muito amigos e confidentes, são temperamentalmente muito diferentes. Um sempre foi muito estudioso, extrovertido e não era preciso recordar-lhe os seus deveres. O  outro, mais metido em si próprio, quis frequentemente desistir dos estudos. Foi a perseverança dos pais - de vez enquando à custa de uns cachaços paternos - que o rapaz tocou os estudos para a frente.
A mãe diz mesmo que muitas e muitas vezes se sentou ao pé dele pela noite dentro para que o jovem estudasse. "Eu não percebia nada daquilo, portanto não podia ajudá-lo. Mas estava ali para lhe dar força e estímulo."

Mas afinal não será de presença, amizade, persistência, estímulo que os jovens de hoje mais precisam da parte de seus pais?
Muito mais do que fazer-lhes as vontadinhas todas. Muito mais do que de telemóveis, computadores, roupas de marca ou comidas e bebidas da moda...

domingo, 26 de agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Não há pai como o meu pai...

Pai militar regressa a casa e faz grande surpresa ao filho de 5 anos

O triunfo da geração rasca

Uma das consequências mais negativas da actual crise foi estimular entre os portugueses a manifestação dos sentimentos mais baixos.
A inveja, a insídia, o despeito, o prazer da delação e da denúncia, tudo isso veio ao de cima.
E as redes sociais deram a esse fenómeno um gigantesco impulso.
Na internet circulam textos abomináveis, onde o azedume, a insatisfação e a má-criação dão as mãos.
E sendo hoje a contaminação entre os media muito rápida, esse espírito doentio alastrou à imprensa popular, que gosta de explorar as misérias humanas.
E da imprensa popular à imprensa de referência foi um pulo.
Para não falar nas televisões, cujos conteúdos se aproximam às vezes perigosamente do jornalismo tablóide.
Neste momento, já quase todos os media entraram no jogo.
As notícias mesquinhas – ou uma forma mesquinha de tratar as notícias – multiplicam-se por toda a parte.
É o fulano que foi contratado por ser filho, sobrinho, irmão ou afilhado do político A ou do empresário B, como se os familiares de políticos ou de empresários tivessem de ficar no desemprego.
É o gestor que ganha ‘uma fortuna’ – e escarrapacha-se na 1.ª página do jornal (ou mesmo no ecrã da TV) o que o fulano ganha (sem se perceber muitas vezes se é bruto ou líquido, se inclui ou não prémios ou subsídios, etc.) e como se fosse um crime ganhar bem.
É o órgão de soberania que compra carros ‘de luxo’ (que frequentemente são carros bons mas correntes).
Etc., etc.
Muitas destas notícias são verdadeiras, embora possam ser pouco rigorosas.
Mas não é isso que está em causa.
O que está em causa é a forma como são apresentadas, procurando despertar reacções mesquinhas.
Tentando estimular sempre o lado mais baixo de quem lê ou ouve.
Claro que, em tempo de crise, exige-se equidade, repartição dos sacrifícios, sentido de justiça.
E o Governo e os líderes das empresas têm de ter, em alto grau, este cuidado e esta sensibilidade.
Só que as reacções violentas que se observam não têm muitas vezes que ver com a indignação respeitável face a iniquidades ou injustiças.
Têm que ver com a dimensão menor do ser humano.
Até porque muitos daqueles que usam as redes sociais para fazer as suas denúncias, registar as suas críticas ou desencadear os seus ataques não são os mais necessitados, os mais sacrificados ou os mais fracos: são simplesmente os menos bem formados.
Nuns manifesta-se a ganância – porque, embora ganhando razoavelmente, lhes ‘roubaram’ um subsídio ou uma regalia (de que nem precisavam muito).
Noutros vem ao de cima o despeito – porque acham que o colega foi menos sacrificado do que eles no emprego ou o vizinho do lado comprou um carro melhor do que o seu.
É conhecida a história do americano que vê passar um carrão na avenida e diz: «Um dia hei-de ter um carro igual àquele», enquanto o português chama nomes ao condutor.
Não precisamos de ser tão ambiciosos como os americanos – mas com uma mentalidade mesquinha não vamos a lado nenhum.
O espírito ‘denunciante’ não nos levará longe.
Se passarmos a vida a olhar para o lado em vez de olharmos para nós (‘o que posso eu fazer mais e melhor?’), se preferirmos invejar o vizinho em vez de lutarmos pelo que queremos, não conseguiremos nada.
Até pelo seguinte: muitos daqueles que hoje mais criticam, mais denunciam, mais atacam, mais se indignam, são os que amanhã, se tiverem oportunidade, pior farão.
Porque, em geral, não o fazem em nome de sentimentos superiores – mas de impulsos inferiores.
Em geral não querem a elevação do país – querem que o país rasteje ao nível da sua mediocridade.
Em geral, não têm sentido de justiça – têm simplesmente inveja.
E a inveja torna as pessoas piores.
José António Saraiva
Sol, 2012-08-20

Mesmo com o desemprego nos 15%, os portugueses não querem trabalhar na agricultura

Quem o disse foi um responsável da CAP e a televisão fez eco dessas afirmações.
Para satisfazer a necessidade de mão-de-obra para a agricultura, o sector recorre a imigranres, sobretudo asiáticos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Beneficiários de RSI obrigados a trabalhar até 15h/semana

O Governo português aprovou hoje em Conselho de Ministros o diploma que institui a "atividade socialmente útil", que obrigará os beneficiários de Rendimento Social de Inserção (RSI) a trabalhar em instituições de solidariedade e a realizar tarefas na Administração Local.
 
"O RSI tem de ser uma prestação com direitos, mas também com deveres. Um verdadeiro contrato de inserção"; afirmou o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares. "Só assim se acentua o carácter temporário do RSI."
In Diário de Notícias

Ginásio Clube de Tarouca: Andebol é forte aposta

Veja aqui

Amor ou egoísmo?


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Variante Este, o projecto turístico e o mercado municipal

Há dias, em conversa com um grupinho de pessoas, abordava-se a realidade tarouquense. Gostei do entusiasmo com que os presentes falavam da sua terra, ambiciosos mas realistas.
A  Variante Este, que é inaugurada no dia 2 de Setembro, mereceu dos presentes rasgados elogios, embora o seu traçado sinuoso merecesse alguns reparos. Muito apreciados foram os passeios para peões e a ciclovia. Ressaltada foi ainda a importância da rápida ligação com a estrada 226. "Com este acesso, Tarouca fica mais desafogada", dizia alguém.
Também há enorme expectativa em relação ao grande empreendimento previsto para este concelho, no lugar de Santo Antão, Várzea da Serra. Especialmente pelos postos de trabalho previstos e pelo desenvolvimento agrícola, social e cultural que tal empreendimento turístico poderá trazer a esta zona.
Um lamento comum: a ausência de um mercado municipal. Aliás uma tecla muito batida por várias pessoas, mormente agricultores.
Um mercado municipal daria vida ao centro de Tarouca, facilitaria o escoamento dos produtos agrícolas (e não só), encorajaria o cultivo das terras, facilitaria a vida aos consumidores que assim teria acesso a produtos de qualidade e a custo menos oneroso.

Arrancou a Campanha da Baga do Sabugueiro em Tarouca

Arrancou na passada semana, dia 13 de agosto, a campanha de recolha e transformação da baga do sabugueiro, na Regiefrutas, em Dalvares, que se prolongará até meados de setembro.

Diariamente, centenas de produtores de baga de sabugueiro, que ao longo do tempo têm evidenciado um maior interesse pelo produto, adotando medidas para disciplinar a sua produção, organizar o setor e garantir a sua capacidade competitiva, dirigem-se à Regiefrutas para ali depositarem a baga,que posteriormente será exportada para a Alemanha e Holanda.

Nesta segunda semana de recolha, pode-se já aferir que a atual produção apresenta níveis de brix satisfatórios, sendo esperados cerca de 380 produtores, do meio milhar de sócios da unidade.

Neste investimento de apoio ao setor agrícola, tem sido valioso o empenho incondicional da Direção Regional de Agricultura do Norte, que tem estado sempre ao lado da valorização deste tão importante produto, que é uma das fontes de riqueza desta região, nomeadamente dos concelhos de Tarouca, Armamar, Lamego, Tabuaço e Moimenta da Beira.

De salientar que a região do Varosa detém excelentes condições endafo-climáticas propícias à cultura da baga de sabugueiro, sendo a Regiefrutas uma estrutura local de extraordinária importância, pois com a aposta na exportação proporciona-se rendimento económico para os agricultores que têm a baga como fonte complementar de receita, aposta-se nos recursos endógenos, aproveitando os terrenos agrícolas, garantindo assim uma excelente oportunidade para proporcionar o desenvolvimento local.

Gabinete de Informação, Relações Públicas e Turismo
Câmara Municipal de Tarouca

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Eu cá sou muito cristão!!!

-
- Fui baptizado, fiz "as comunhões todas"
- Quero baptizar os meus filhos quando me der jeito e escolher os padrinhos que me apetecer
- Exijo Missa de Corpo Presente para o meu pai, embora ele, enquanto viveu, nunca tivesse posto os pés na Igreja
- Sou um cristão não praticante, mas os que lá vão ainda são piores do que eu
- Quero um casamento para a minha filha com todo o requinte e que a ceromónia na Igreja seja como nós queremos, bem alegre e rápida, com músicas que nós desejamos
- Não me peçam nada para a Igreja, nem para as suas obras, nem para as suas necessidades. Os que lá vão é que têm a obrigação
- Não me peçam qualquer colaboração, porque "não tenho tempo para essas coisas"
- Levo os meus filhos à catequese quando tiver tempo e disposição. Exijo que eles sejam bem tratados e que ninguém me faça qualquer exigência. Já faço muito em os lá levar
- Como sou muito verdadeiro, digo o que quero e quando quero da Igreja, seja onde for e sobre o que for, mesmo que não saiba nada daquilo de que estou a falar
- Da religião, apenas quero o mínimo para sentir a minha família socialmente integrada. Nada de compromissos
- Não preciso de formação nem dessas coisas. Isso é para quem não tem mais nada para fazer
- Jesus Cristo? Que é isso? O importante é ir anualmente a Fátima e colocar lá uma velinha
- Rezar com os outros!? Eu cá tenho a minha fé e quando entendo lá rezo a Deus
- A moral apresentada pela Igreja está muito antiquada. Eu bem sei o que é bem e mal. Uma coisa que seja boa para outrem não quero dizer que o seja para mim
- Evangelho? Doutrina da Igreja? Isso é lá para os padres e as freirinhas que não têm nada que fazer
- Família? Bem, bem! Cantigas. O que interessa é gozar que é o que se leva desta vida
- Sou baptizado sim e não renego o meu baptismo. Mas isso de ser apóstolo não é comigo. É lá para os "beatos"
- A Igreja é que afasta as pessoas, pois está sempre com exigências... A Igreja devia ser como um supermercado, quando uma pessoa precisa, vai e leva...

Tarouca: Variante Este é inaugurada no dia 02 de Setembro

Veja aqui

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Maus jogos de futebol no princípio, no meio e no fim

Início da época. Os jogadores ainda não estão em forma, faltam ritmo competitivo e entrosamento.
Resultado: maus jogos de futebol

Meio da época. Sobrecarga de trabalho. Campeonato, taça, taça da liga, provas europeias, selecções.
Resultado: maus jogos de futebol.

Fim da época. Os jogadores estão cansados e sem boa forma física a cabeça não funciona em condições.
Resultado: maus jogos de futebol.

Então quando será a altura certa para jogar bom futebol? Os adeptos não pagam sempre bilhete? E caro, mormente para as actuais condições!  Os simpatizantes que não podem ir ao estádio não ficam em casa a torcer pelo seu clube? Pois, só que são jogos tão fracos que às vezes acabam a dormitar no sofá... Onde fica o respeito que as equipas devem a si próprias e aos adeptos?
Jogadores que ganham chorudos ordenados, cuja vida é esta: TREINAR, OUVIR E APRENDER COM OS TÉCNICOS, AUTO-ANÁLISE, VONTADE DE MELHORAR E ESFORÇO.
Maus jogos neste início de campeonato. O que leva à pergunta: que andaram a fazer na pré-época!???

FUTEBOL CLUBE DO PORTO
Há um ditado inglês que diz que a caridade começa em casa. Antes de olhar dos outros clubes, devo reparar naquele do qual sou fervoroso adepto. Sou um adepto exigente para com a minha equipa. E certas desculpas que às vezes ouço revoltam-me a valer. Não me desculpo com arbitragens, com a relva, com o autocarro dos adversários e seu antijogo. Isto cheira-me a desculpas de mau pagador.
O Porto jogou mal contra a Académica e contra o Gil Vicente. Sem chama, sem dinâmica de equipa, sem criatividade, sem rasgos individuais, sem ritmo, sem pressão alta. E se contra os estudantes lá apareceu mesmo no final um golo salvador, em Barcelos ficou patente a incompetência da equipa de Vítor Pereira.
O que irrita mais é que parece que o técnico não aprendeu nada com os erros do ano passado. A primeira parte de cada partida parece um passeio no relvado, um deixa-andar confrangedor.
Com este treinador, que teimosamente Pinto da Costa deixou continuar à frente da equipa, poderemos ter um ano  como a época passada. Só que não acredito que os adversários cometam os erros que então cometeram.

domingo, 19 de agosto de 2012

Sempre que necessário não se coibir de ferir suscetibilidades

Conta Jean Delumeau no seu magnífico livro, «Aquilo em que acredito» que numa das visitas do Papa João Paulo II a um país da América Latina, dominado por uma ditadura sanguinária, o protocolo tinha achado por bem retirar da oração de Maria o Magnificat, que ia ser rezado no final de uma das missas onde estaria presente o ditador, os seguintes versículos: «Manifestou o poder do seu braço / E dispersou os soberbos. / Derrubou os poderosos de seus tronos / E exaltou os humildes».
Obviamente que o Papa perguntou ao chefe do protocolo o que se estava a passar para que não constasse a oração de Maria por inteiro, responderam que não queriam ferir suscetibilidades, diz-se que João Paulo II ficou triste (ou irritado, até acredito que tenha sido mais isso mesmo, irritação…) e obrigou que fossem colocados os versículos em causa e que a oração seria rezada por inteiro.
Fonte: aqui

sábado, 18 de agosto de 2012

Os Papas e o desporto

Durante os Jogos Olímpicos, foi para mim uma surpresa simpática saber que o Papa Pio X tinha sido promotor dos Jogos Olímpicos, em 1908. De facto, não podendo realizar-se em Roma por causa de uma grave crise económica - acabaram por ser celebrados em Londres -, Pierre de Coubertin, instigador dos Jogos modernos, pediu ajuda à Santa Sé, e foi o próprio Pio X que o apoiou.

Quem o afirma é Antonella Stelitano no livro Pio X e o Desporto, fazendo notar que nos começos do século XX menos de um por cento da população praticava desporto. Ora, Pio X via no desporto uma forma de educar os jovens. "São Pio X viu a possibilidade de o desporto ser educativo. Uma forma de aproximar os jovens, para que, estando juntos, seguissem regras e respeitassem o adversário. Creio que entendeu que era possível fazer com que as pessoas estivessem juntas de uma forma simples, unidas sem problemas de raça, religião ou ideias políticas diferentes."
Aliás, dada a dificuldade em se compreender nessa altura a ginástica, o próprio Papa terá dito a um cardeal: "Muito bem! Se não entendem que é algo que se pode fazer, pôr-me-ei eu próprio a fazer ginástica diante de todos e assim verão que, se o Papa a pratica, todos a podem praticar."
É claro que os Jogos Olímpicos não se reduzem ao lema olímpico: citius, altius, fortius (mais rápido, mais alto, mais forte). Lá estão interesses outros que não os desportivos (aliás, não é o que se passa nos outros desportos, concretamente no futebol?), como os negócios e a corrupção, o perigo da idolatria e imensas frustrações e humilhações.
Seja como for, nunca foi esquecido o lema: "mens sana in cor- pore sano" (mente sã num cor- po são) e os Papas recentes não deixaram de sublinhar a importância e o valor do desporto.
Pio XII, chamado "o amigo dos desportistas" e o primeiro a mandar instalar um ginásio no Vaticano, perguntava e respondia:"Qual é, em primeiro lugar, o sentido e o objectivo do 'desporto', sã e cristãmente entendido, senão precisamente cultivar a dignidade e a harmonia do corpo humano, desenvolver a saúde, o vigor, a agilidade e a graça do mesmo?" E acrescentava: "O desporto, adequadamente dirigido, desenvolve o carácter, faz do ser humano uma pessoa valorosa, que perde com generosidade e vence sem presunção; ele afina os sentidos, ilumina a mente, e forja uma vontade de ferro para perseverar. Não é só desenvolvimento físico. O desporto correctamente entendido tem em conta o homem todo."
O desporto tem a capacidade de contribuir para a formação integral e para a fraternidade universal e a paz. João XXIII notou que o desporto "constitui um dos fenómenos mais vivos e interessantes da cultura contemporânea". O Concílio Vaticano II recomendou: "Empreguem-se os descansos oportunamente para distracção do ânimo e para consolidar a saúde do espírito e do corpo, ... com exercícios e manifestações desportivas que ajudam a conservar o equilíbrio espiritual e a estabelecer relações fraternas entre os homens de todas as classes, nações e raças."

Paulo VI dirigiu-se aos atletas das XIX Olimpíadas: "Procedeis de tantos países, representais ambientes e culturas, mas une-vos um ideal idêntico: ligar todos os homens com a amizade, a compreensão, a estima recíproca. Isto prova que a vossa meta final é mais elevada: a paz universal." O desporto simboliza a vida: "A vida é um esforço, a vida é um risco, a vida é uma corrida, a vida é uma esperança para a meta final, uma meta que transcende o palco da experiência comum e que a alma entrevê e a religião nos apresenta."
João Paulo II, o papa dos desportistas, disse-lhes: "Sede conscientes da vossa responsabilidade. Não apenas o campeão no estádio, também o homem com toda a sua pessoa deve converter-se num modelo para milhões de jovens, que têm necessidade de 'líderes' e não de 'ídolos'." E exortou: "Que o desporto esteja sempre ao serviço do homem e não homem ao serviço do desporto." Neste sentido, Bento XVI afirmou que, para os cristãos, a luz da chama olímpica "remete para o Verbo encarnado, luz do mundo que ilumina o homem em todas as dimensões, incluindo a desportiva."
ANSELMO BORGES, aqui

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Roubados 300 metros de "rails" de estrada em Tarouca

Veja aqui

16 festeiros gastam 310 mil euros num arraial ao Santíssimo Sacramento !...

Vale a pena ler este post!
E pensar...
E partilhar...
E decidir...
E depois o povo critica os políticos e outros responsáveis, quando não tem coragem de se enxergar ao espelho das suas acções...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Um livro de Carlos Manuel Albuquerque


Apresentação do Livro:
Dia 25 de Agosto de 2012, pelas 16 horas,
na Igreja do Mosteiro de S. João de Tarouca

TESTAMENTO VITAL

1. A legislação entra hoje em vigor.

2. O que é o Testamento Vital?
Lei que permite a cada pessoa determinar os tratamentos a receber em caso de doença que impossibilite a manifestação dessa vontade, diploma que entra hoje em vigor.

3. Posição da Igreja:
O bispo de Leiria-Fátima diz que foi “preservado” o “risco” de o diploma conduzir à eutanásia e refere que “é legítimo, segundo a doutrina da Igreja, renunciar a tratamentos desproporcionados, dos quais não se espera uma melhoria ou, até, que trazem sofrimentos maiores para a pessoa, sem esperança de recuperação”.

Leia mais...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Já lá vão 33 anos...


15 de Agosto de 1979. Sé Catedral de Lamego, 11 horas.
Com mais dois colegas, fui ordenado sacerdote.
Já lá vão 33 anos e parece que foi ontem!...
Evoco a alegria, o contentamento, a paixão, a convicção, o sonho - e porque não - as ilusões dessa primeira hora.
Evoco a simpatia e a alegria contagiante de familiares, conterrâneos, amigos e pessoas das paróquias onde havia estagiado.
Experimento a gratidão para com todos os que me ajudaram na caminhada para o sacerdócio: pais, familiares, seminário (mestres e companheiros), paróquias (de nascimento e onde estagiei), amigos e tanta outra gente...
E sobretudo louvo o Senhor que se lembrou da minha limitação e me chamou.

33 anos depois, a mesma paixão pelo sacerdócio, agora mais temperada por anos de experiência.
33 anos depois, e côncio dos meus limites, imperfeições e fraquezas, quero dizer do fundo da alma: "Aqui estou, Senhor! Para louvar e agradecer, bendizer e proclamar Deus trino de Amor."
Peço-Te, Deus de bondade, que renoves continuamente em mim a alegria e a disponibilidade da primeira hora. Não me deixes cair na rotina nem no instalamento. Perdoa as minhas faltas e fraquezas e aceita a vontade de te amar e, por Ti, servir meus irmãos até ao fim.
Obrigado, Senhor, por tudo. Por tanto!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A nossa vida é cheia de estações

A nossa vida é um dom de Deus! Cada instante dela deve ser vivido n'Ele e por Ele.

"Vós me ensinareis o caminho da vida, há abundância de alegria junto de vós e delícias eternas à vossa direita" (IPd 1,17).
A vida é o maior bem dado por Deus! Cada instante dela deve ser vivido n'Ele e por Ele; tudo deve nos encaminhar para Deus! A nossa vida é cheia de estações, todas elas muito importantes, apresentando uma beleza muito própria e, por isso, deve-se vivê-las intensamente.
Passar por essas estações da vida dando a  importância devida é saber valorizar a graça própria de cada situação.
João Paulo II nos dizia: "Basta olhar a variação da paisagem, no decorrer do ano, nas montanhas e nas planícies, nos prados, nos vales, nos bosques, nas árvores e nas plantas em geral. Há uma íntima semelhança entre o biorritmo do homem e os ciclos da natureza da qual ele faz parte".
Esta é a grande verdade, pois a vida que nasce, que cresce e chega ao seu ocaso faz parte do mistério da existência, da vida humana que provém de Deus. É um dom maravilhoso!

domingo, 12 de agosto de 2012

OU SE APEGA OU SE APAGA

Uma FÉ que NÃO se APEGA, APAGA-SE, pois a fé só se fortalece, quando se transmite.

sábado, 11 de agosto de 2012

Naceu em Itália o 'partido dos padres'

'Homens novos por uma sociedade de iguais e participantes' é o novo partido italiano que já ganhou o nome de partido dos padres. Isto por ser dirigido por Dom Felice Lupo, que levará o partido a candidatar-se às eleições regionais de 28 de outubro.
O partido é um movimento católico autónomo e independente de antigas formações políticas, cujos símbolos são um lobo e um cordeiro num prado. As listas que apresentarão às eleições serão formadas por "leigos católicos comprometidos com o Evangelho e a doutrina social da Igreja", segundo D. Felice Lupo, padre da Igreja St. Eugene Papa de Palermo, numa carta às paróquias, que foi citada pelo jornal espanhol El Mundo.
O programa político ainda não está definido mas D. Lupo já anunciou algumas medidas como definir um teto para as remunerações dos membros do Parlamento, acabar com os privilégios dos políticos e estabelecer políticas de incentivo à família. A ideia surgiu porque o fundador acredita que a política atual está confusa e vazia e coberta por movimentos contrários ao Evangelho.
A ideia foi recebida friamente entre os partidos italianos. "Eu conheço-o há 30 anos e sempre foi próximo da antiga Democracia Cristã. A sua entrada na política deixa-me perplexo", afirmou Loris San Lorenzo, conselheiro da cidade de Palermo, sobre D. Lupo. Mesmo dentro da igreja se fizeram ouvir vozes discordantes. O sacerdote Francesco Michele Stabile, professor de História da Igreja na Faculdade de Teologia, afirmou que a iniciativa partir do clero não se coaduna com a natureza da política, segundo escreveu o El Mundo.
Fonte: aqui

- Que penso disto?
- Ri-me...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mãe, partiste há quatro anos!



Faz hoje quatro anos que minha mãe partiu para os braços do Pai.
Neste dia a saudade cava mais fundo no  coração, enquanto a gratidão se eleva mais alto.
Há vivências que a pobreza das palavras é incapaz de  transmitir. Talvez não seja tão mau assim. Desta forma é preservado o "chão sagrado" das emoções, dos sentimentos, das recordações, dos diálogos, da intimidade.
Uma recordação eu conservo sempre. Bonita, quente, abrangente, fecunda. Minha mãe era amiga de Deus. É assim que rezo por ela diariamente. "Senhor, por bondade, acolhe a tua amiga!"
E dessa amizade pura e bela com Deus, veio para a família e para as pessoas que com ela se cruzaram na vida, uma postura de discrição, serviço, entrega, abnegação, altruísmo, carinho, presença.
Aquela alma franciscana, apaixonada pela natureza e pelas gentes, só poderia ter sido moldada pela mão carinhosa de Deus criador e amigo.
Mãe, que navegues agora no mar imenso do amor de Deus e que junto d'Ele intercedas por nós.

“Celebrar a Memória para Projetar a Nova Evangelização do Futuro”

A 40ª Semana Nacional das Migrações, que a Igreja Católica em Portugal se prepara para lançar este domingo, vai ser marcada pela reflexão e oração à volta de quem teve de abandonar o país devido à crise e à falta de emprego.
Num texto enviado à Agência ECCLESIA, o diretor da Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) sublinha que o objetivo principal da iniciativa, que vai decorrer até 19 de agosto, é ser uma jornada de “esperança”, numa época marcada pela “incerteza”, que tem obrigado famílias inteiras a procurarem outras paragens.
“Face à atual dimensão dos fluxos migratórios”, a Igreja deve atuar com “um empenho renovado”, ajudando as pessoas a encontrarem nos territórios de destino “o acolhimento e os meios que permitam a realização de uma vida digna”, salienta o frei Francisco Sales Diniz.
Durante oito dias, o evento organizado pela Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, bem como pela OCPM, vai ser subordinado ao tema “Celebrar a Memória para Projetar a Nova Evangelização do Futuro”.
Para o diretor da OCPM, trata-se de um “momento especial” de comemoração, sobretudo por marcar também os 50 anos de missão da Igreja Católica junto dos emigrantes portugueses.
Muitos deles irão ter oportunidade de se juntar em Fátima, durante a peregrinação anual de 12 e 13 de agosto.
“O ano de 2012 é privilegiado para juntos celebrarmos a epopeia histórica de 50 anos de Missão da Igreja de Portugal junto dos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, assim como a alegria do encontro com a diversidade cultural e religiosa” trazida pelos imigrantes, escreve frei Sales Diniz.
O 50.º aniversário da OCPM, acrescenta, é uma oportunidade para a “divulgação e a consciencialização da comunidade católica para a importância do trabalho pastoral com os migrantes, promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa”.
O tema da Semana e da Peregrinação dos Migrantes, assinala o responsável nacional, “procura integrar o lema do Cinquentenário da OCPM, ‘Celebrar a Memória para Projetar o Futuro’, com as preocupações manifestadas pelo Santo Padre na sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante 2012”.
O religioso franciscano sustenta que os valores cristãos propostos aos migrantes são “caminho para a construção de uma vida digna, impregnada de esperança e de alegria de viver”.
Entre o programa previsto para a 40ª Semana Nacional das Migrações, destaca-se também o domingo dia19 de agosto, data da celebração nacional dos migrantes e de solidariedade com a pastoral da mobilidade.
“É proposto a todas as comunidades e paróquias que celebrem a eucaristia pelos migrantes, envolvendo de forma ativa quer os emigrantes que se encontram na terra natal em visita de saudade e de descanso, quer os imigrantes residentes nas comunidades locais”, adianta o frei Francisco Sales.
Fonte: aqui

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Eu sou muito cristão!!!

Veja aqui

Coisas que precisa de saber antes de comprar português

" E SE TE SAÍSSE O EUROMILHÕES!?"

Estávamos à mesa. Os avós, os pais, a tia, a criança e eu. Saltitando pelas peripécias da vida, às tantas alguém falou em euromilhões.
A criança ouviu e propôs: "Vamos fazer um jogo"?
Todos abanaram a cabeça em sinal de concordância.
Então ela ditou as regras: "Fala um de cada vez. E diz a verdade."
E todos anuíram.
Então o pequenito lançou o tema: "Se te saísse o euromilhões, qua fazias com o dinheiro?"
Cada um por sua vez lá foi dizendo que destino daria ao dinheiro do euromilhões, caso vencesse o chorudo 1º prémio. Em todas as intervenções - mesmo todas - houve um fortíssimo sentido solidário.  Pagaria o Centro Paroquial .... ajudaria a pobreza envergonhada ... criaria postos de trabalho ... ajudaria a minha família... criaria uma bolsa para ajudar estudantes pobres... fomentaria um fundo para apoiar com juros baixos pequenos investimentos que criassem postos de trabalho... fundaria um lar só para idosos pobres, etc, etc.
Claro que cada um também indicou uma "guloseima" para si mesmo - um carro novo... uma quinta no Douro... uma casa na praia... uma visita turística a esta ou àquela região do mundo... uma mudança na ocupação, etc, etc.
Por fim, o pai pergunta ao petiz: " E tu que farias com o euromilhões se te saísse!?"
O pequeno põe a mão na testa - "deixa cá ver" - e largou:
- Eu dava o dinheiro para que todos os meninos pudessem ter uns pais como os meus!...
E um sorriso bonito, inocente, belamente indescritível inundou-lhe o rosto.

São as crianças que nos fazem acreditar que Deus verdadeiramente ama o mundo!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Se está ou vai estar de férias na Freguesia de Tarouca...


Caro (a) Amigo (a):

Se está de férias na Freguesia de Tarouca, lembre-se do nosso "MENINO", o Centro Paroquial Santa Helena da Cruz.

- Pode visitar a parte já construída. Basta para tal que contacte qualquer membro da Comissão da Igreja ou o Pároco.

- Não parta sem deixar o seu contributo para as obras! Há a 3ª fase para construir, como pode ver na foto do cabeçalho da página: https://www.facebook.com/#!/Cpsantahelenadacruz

O "MENINO", casa de todos, agradece-lhe. E o futuro também...

Ser neutro é ser injusto?

SE ESTE LAR CONSEGUE...

Conheço uma instituiçãio, que é uma IPSS, situada na região do Douro.
Fiquei encantado com as condições que oferece aos seus utentes:

1. Os candidatos ao internamento não são distinguidos pelas suas posses, mas pela ordem de inscrição.

2. Não existe qualquer jóia de entrada. O candidato paga apenas e só 90% da sua reforma, seja ela de que valor for.

3. Os idosos internos têm direito a tudo: refeições, remédios, acompanhamento médico, fraldas, fisioterapia, actividades sócio-culturais...

4. A instituição é gerida gratuitamente pelos seus directores.

5. Os idosos têm direito ao pequeno almoço, algo ao meia da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia.

6. Existem na instituição 50 internos e umas dezenas em outras diferentes valências.

7. A situação financeira da instituição é estável, sem dívidas.

8. A instituição não tem sócios ou irmãos. Tem alguns haveres que, por as rendas estarem obsoletas ou por a agricultura não estar a render, são praticamente insignificantes para as finanças da mesma instituição.

sábado, 4 de agosto de 2012

Ondas gigantes





O barco venceu a fúria das ondas...



Que a violência das situações - internas ou externas - nunca o impeçam de remar.
Bom fim-de-semana!
Um santo domingo para SI!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Deputados dão mais de mil faltas. Que exemplo?

Veja aqui

Um sugestão de leitura


Comprei este livro nas férias. Estou a lê-lo agora.
Nesta obra perpassa a grandeza e o pecado da Igreja.
Na leitura, vem-me várias vezes à cabeça aquilo em que sinceramente acredito: "Creio na Igreja, santa e pecadora". Santa, em Cristo que pelo Seu Espírito a assiste continuamente; pecadora, nos seus membros, homens e mulheres sujeitos à fragilidade e à queda.
Enleva-nos a vida e o testemunho dos primeiros Papas da Igreja. Admiramos o carisma e a liderança de São Gregório Magno ou de Inocêncio III. Sofremos com a vida mundana e corrupta de alguns Papas do Renascimento - Alexandre VI é um exemplo disto mesmo. Alegramo-nos com o único Papa português - João XXI - homem da ciência e de Deus. Ficamos felizes pela vida, obra, testemunho e exemplaridade dos grandes Papas do último século.

Claro que o 1º Papa que quis ler e reler foi o grande João XXIII. Diz muito, mas perante uma personalidade da grandeza do Bom Papa João fica sempre imenso por dizer.

Uma obra que aconselho. Equilibrada, contextuada, clara.

Mais caça à multa e menos caça à criminalidade

'Caça à multa tira 47 milhões a condutores' nos primeiros seis meses do ano. Esta é a manchete do Correio da manhã desta segunda-feira. Fomos perguntar aos portugueses se esta medida é justificável.
Fonte: aqui

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ESTOU FARTO, SR. PRIMEIRO-MINISTRO

Sr. Primeiro-Ministro, V. Exª não me conhece

1 - Sou trabalhador do Estado, a minha esposa é enfermeira, tenho 2 filhos pequenos, não sou rico, vivo do meu vencimento (consecutivamente cortado de mil e uma maneiras) com o qual pago a prestação de uma casa simples (até aos 70 anos de idade), com imenso esforço, a prestação da minha viatura comprada em "leasing" a 10 anos, porque o dinheiro não dá para mais - na esperança de o poder pagar mais cedo - (para me poder deslocar para o trabalho que sempre foi longe de casa).

Não tenho bens patrimoniais nem heranças.

Procuro ser honesto, correcto, honrar os meus compromissos, de acordo com os meus valores ético-morais que adoptei, não só dos meus pais como também da Instituição que sirvo: os valores da honra, da dignidade.

2 - Dirijo-me a V. Exª na minha condição de cidadão português e de eleitor.
Após os descalabros sucessivos dos anteriores governos, acreditei em si, V. Exª inspirava-me confiança, parecia uma lufada de ar fresco neste terreno pantanoso em que se transformou o Portugal político-partidário.

Votei no seu colega de coligação no CDS, pois tinha a percepção de que os partidos políticos não teriam maturidade para terem maiorias (de acordo com o corrido no passado quer com o PSD, quer com o PS).

Sinto-me profundamente enganado, quer pelo Sr. Primeiro-Ministro, quer pelo Sr. Paulo Portas.

Explico porquê!

3 - Tenho 50 anos de idade, filhos para criar e já não tenho idade para ser enganado.
V. Exª mentiu-me (e eu acreditei), quando antes da campanha eleitoral garantiu, numa escola, que retirar os subsídios de férias e de Natal era um disparate e mera propaganda do partido adversário.

O Sr. Paulo Portas mentiu-me (e eu acreditei) quando foi fazer campanha eleitoral para um bomba de gasolina na fronteira com Espanha, dizendo que o que se passava em Portugal em matéria de preços dos combustíveis era um escândalo, e que resolveria o problema mal chegasse ao governo.

V. Exª disse que os sacrifícios seriam iguais para todos,  que lutaria por justiça e equidade (e eu acreditei). Disse que a honestidade, a correcção, os valores pátrios, ético-morais, seriam um paradigma do seu futuro governo (e eu acreditei).
V. Exª prometeu transparência (e eu acreditei), veja-se o caso Miguel Relvas, o caso Ana Moura, por exemplo.
Fui enganado, sinto-me enganado e a réstia de esperança que tinha em muito poucos políticos desapareceu. O aforismo popular de que "são todos iguais" deixou de ser mera conjectura subjectiva: tornou-se um facto de difícil discussão4 – Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me falem de sacrifícios, de equidade, quando o Sr. Ministro da Solidariedade Social trocou uma vespa por um bólide caríssimo, no qual afronta a pobreza em que estamos.

Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, quando tenho um incentivo fiscal de 250€ para 2013, e para o ter tenho de gastar mais do que o meu vencimento, sendo tratado não como um cidadão mas como um mentecapto.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me fale de transparência, quando o seu braço direito, o Sr. Relvas, teve o caso que teve com o jornal Público, foi denunciado publicamente num canal de TV por Helena Roseta de a ter aliciado para favorecer uma empresa onde na altura V. Exª era o responsável, tem um curso que envergonha o país (apesar de legal, segundo dizem), e mentiu no caso das secretas no parlamento, segundo referem os "media". V. Exª é conivente, ao manter a confiança política num político que não inspira confiança.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me falem de igualdade, de equidade, de justiça, quando a classe política não dá o exemplo de austeridade ao povo, aliás, contrariamente, faz o oposto, em carros de luxo, menus de luxo a preço de cantina na Assembleia da República, aumentos encapotados sob a forma de ajudas de custo e / ou despesas de representação. Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me mintam.
Há tempos o Sr. Ministro da Administração Interna referiu, pelo menos por duas vezes, que era preciso dizer ao povo que o plano da troika não visava o crescimento mas apenas a correcção da despesa. No entanto, o discurso inverso, de que este caminho de austeridade louca visa o crescimento, continua a ser injectado por V. Exª.

Estou farto, Sr Primeiro-Ministro, de maus exemplos por parte de quem deveria dar bons exemplos. Refiro-me em concreto às duas principais figuras do Estado português (a 2ª figura foi escolhida por V. Exª), que exercendo cargos de alta responsabilidade dispensaram os respectivos ordenados para auferirem chorudas reformas (mais de 7 mil euros por 10 anos de trabalho, a Srª Assunção Esteves).
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me digam que tudo isto é dentro da Lei (que os senhores elaboram ao longo dos anos, para que possam fazer o que bem entendem).
Estou farto, Sr. Primeiro-ministro, dos ordenados escandalosos dos gestores públicos, enquanto V. Exª vai cortando o pouco que cada português da classe média, e por aí abaixo, auferem ao fim do mês.
Estou farto Sr. Primeiro-Ministro de ver inúmeros "especialistas" no governo de V. Exª, na casa dos 20 anos, a auferirem ordenados equivalentes, por exemplo, a um General em fim de carreira.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que alterem as leis de acordo com os vossos interesses (refiro-me ao subsídio de férias e de Natal), quando ao que consta tal nem sequer foi imposto pela troika, e estava estatuído desde o tempo de Sá Carneiro (que falta fazem homens da sua fibra) que esses subsídios são inalienáveis e impenhoráveis.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, de haver leis para uns e leis para outros conforme as conveniências do momento.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me digam que tudo isto é inevitável pois sabe melhor que eu que não é.
O Sr. Miguel Cadilhe sugeriu há dias que se taxasse 4% sobre a riqueza líquida, numa única vez para amortizar a dívida pública.
Porque não o faz V. EXª? De quem tem medo? Porque insiste em massacrar o povo português quando tem esta hipótese? Ou será que o Sr. Miguel Cadilhe alucinou (não acredito)?

5 – Da minha parte, e embora tenha votado no projecto comum PSD / CDS, não me revejo nesta teimosia de, alucinadamente, ir atrás de um número para o défice, nem que para isso o país morra de fome.

Como cidadão e eleitor, não votei nos senhores para fazerem isto, mas sim para fazerem o que prometeram.

Uma vez que me sinto enganado, não reconheço legitimidade democrática a este governo, pois quem o elegeu, fê-lo partindo dos pressupostos prometidos na campanha eleitoral, e não no tratamento desigual que estão a ter para com os cidadãos.
6 - É simplesmente execrável:Que haja cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª;

Que a uns tenha sido cortado o vencimento e a outros não;

Que a uns tenham sido cortados os subsídios de férias e de Natal e a outros não;

Que uns tenham um determinado tratamento e haja regime de excepção para outros;

Que as classes mais favorecidas sejam poupadas em detrimento dos menos favorecidos;

Que eu tenha de andar a pagar os desmandos das entidades bancárias;

Que estas entidades não contribuam para o esforço nacional;

Que se mantenham inúmeros Institutos, quando foi prometido acabar com a maioria deles, observatórios, e outras instituições redundantes que por aí abundam.

É preciso coragem para servir o povo!
Estou farto Sr. Primeiro-ministro!
José Lucas, BI 7849415 , jcmlucas@gmail.com , 19 Julho 2012

PS – Ouvi na TV, V. Exª dizer que iria tirar uma semana de férias.

Eu não vou poder, mesmo pertencendo à ex-classe média, porque V. Exª tirou-me o subsídio de férias depois de estar no governo (após prometer não o fazer antes de estar no governo). Ficaria muito grato se V. Exª pudesse levar os meus filhos de 9 e 12 anos, com a família de V. Exª, para que possam usufruir de um pouco de praia.

Tenho outro problema: ainda não sei como vou comprar os livros para o próximo ano lectivo, mas isso é outra história, mais lá para diante…
(Enviado por email)