quarta-feira, 30 de abril de 2008

"Só tornando a questão [da pobreza] uma causa nacional é que se pode inverter a situação", insiste Fernando Nobre, presidente da AMI.

Fome: Organizações humanitárias apontam para agravamento da situação em Portugal
Veja em:
A situação é preocupante! Não podemos esconder a cabeça na areia.
Há gente a ganhar fortunas! Há gente, cada vez mais gente, a passar fome!
Não é em África, não. É em Portugal.
São 2 milhões de pessoas!!!
Uma vergonha nacional.
O capitalismo selvagem, nacional e mundial, tanto estica a corda que esta rebenta...
Não há razões para a subida dos combustíveis. Mas a ganância das grandes empresas do sector, com a bênção do governo, não param de os subir. É o dólar que desce, amigos. Não é o preço do petróleo que sobe.
Houve e há incentivos ao abandono dos campos e consequente desertificação do interior. Agora sobem os preços dos alimentos porque escasseiam matérias primas. É a conjugação grande capital/políticos, seus dependentes, no seu melhor.

O que aconteceria se o Miguel me abandonasse, com a nova Lei do Divórcio?

A Nova Lei do Divórcio
Uma reflexão e um testemunho fantástcos!
Leia aqui:

Sondagem sobre a Páscoa

Aqui se apresentam os resultados da última sondagem: "O QUE È PARA SI A PÁSCOA?"

- Uns dias de férias: 2%
- Uma oportunidade para viajar: 0%
- Uma Festa como as outras:
0%
- A Festa mais importante do ano: 20%
- A Ressurreição de Jesus Cristo:
47%
- A Vitória sobre o pecado e o mal:
17%
- O folar, os presentes e as iguarias: 0%
- A vida que vence as formas de morte. O futuro tem sentido: 45%


A maioria das pessoas que respondeu tem claramente o sentido da Páscoa. É a Ressurreição de Cristo, o triunfo da vida sobre a morte, a Festa mais importante, a vitória sobre o pecado e o mal. Por esta ordem de votação. Acho importantes estes dados. O povo de Deus está a descobrir cada vez com mais luz a centralidade do Mistério Pascal de Cristo.
Ainda não há assim tantos anos que, numa reunião onde estavam bastantes pessoas, ouvi a maioria delas afirmar que o Natal era a festa principal dos cristãos. Ressalta, felizmente, a ideia de uma caminhada na fé.

Entristece-me um bocadinho aquilo que penso ser a ausência dos mais novitos deste blog. Sabem o motivo? Não acredito que, se eles tivessem respondido, não aparecesse votado o item "O folar, os presentes e as iguarias".
Gostava imenso de os ver por cá. Tantas vezes penso neles quando escrevo!

Nesta manhã, Senhor!...

Nasce mais um novo dia.
Aos poucos vamos abrindo janelas e portas,
deixando a luz do sol entrar.
Tudo vai ganhando
contorno, dimensão, calor e vida.
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos nossas portas e janelas
para que tu possas entrar com tua luz.
Queremos que tu, Senhor, definas os contornos
de nossos caminhos, a dimensão de nossos
projetos, o calor de nossos relacionamentos e
o rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor, em nossas famílias.
Precisamos do "ar puro" de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora
para abrir compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza
para amenizar nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor,
de tua presença
para aprendermos a partilhar e abençoar!

terça-feira, 29 de abril de 2008

29,000 km rezando pela unidade

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Que é feito da segurança dos cidadãos?

Não percebo. Ao que chegou a desautorização das forças de segurança!!! Um rapaz apresentava queixa de um grupo esquadra. O grupo perseguidor entra na esquadra e bate no rapaz. É que só estava UM agente da autoridade no posto.
O roubo de carros na estrada com ameaça de armas de fogo, o ‘carjacking’, cresceu loucamente nos primeiros 3 meses deste ano. E chegou à província como prova o caso de Vila Real.

Assaltos, roubos, ofensas corporais, mortes... Abrasileiramos a insegurança dos cidadãos! É demais. E parece que o governo não dá mostras de se preocupar e de resolver a situação... Claro, "eles", os seus e as suas coisas andam bem protegidos!

Enquanto o desemprego não parar de crescer, as desigualdades sociais não cessarem de se acentuar, a família não for protegida e motivada para as suas irrenunciáveis tarefas educativas, estas calamidades continuarão.
Enquanto a sociedade permanecer quieta, ficando-se pelo queixume inútil, e as forças policiais continuarem desprestigiadas, desautorizadas e com meios medievais, a insegurança medrará. Ninguém pode fazer justiça pelas suas próprias mãos. Mas há meios claros para reivindicar o que temos direito. Penso que o povo precisa de vir para a rua fazer ouvir a sua voz.
Enquanto não se organizar um plano nacional de combate à pobreza e um plano correctivo e de reeducação sérios e exigentes dos meliantes, a praga do banditismo seguirá em frente.

Mas é tempo de dizer basta!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Como fazer delinquentes?

Vivemos num Mundo com muita violência e visível falta de educação. Vale a pena pensarmos melhor nos valores que estamos a inculcar nos nossos filhos.

Polícias de Houston, no Texas, publicaram já há anos uma lista de 10 "conselhos" para "criar um delinquente".
Deixamo-los aqui para os educadores meditarem:


1- Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando ele crescer, ele acreditará que o Mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.
2- Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso fá-lo-á sentir-se interessante.
3- Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que chegue à maioridade e decida por si mesmo.
4- Arrume tudo o que ele desarrumar: livros, sapatos, roupas. Faça-lhe tudo para que aprenda a atribuir aos outros toda a responsabilidade.
5- Discuta com frequência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6- Dê-lhe todo o dinheiro que puder. Isso irá substituir a atenção e afecto que não lhe pode ou quer dedicar.
7- Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar "traumas prejudiciais".
8- Tome sempre o partido dele contra vizinhos, professores e autoridades. (Todos têm má vontade contra o seu filho).
9- Quando ele se meter em alguma complicação séria, desculpe-o, dizendo que ele tem um carácter difícil e nunca o conseguiu dominar.
10- Por fim, vá-se preparando para uma vida de desgostos.

In O Amigo do Povo

*Noruega... para pensar*

Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade enunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.
A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros.
É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica.
Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos.
Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.
Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social.
Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios.
(enviado por email)

domingo, 27 de abril de 2008

Os problemas não existem para nos vencerem, mas para os vencermos

Também nesta semana, faça o favor de quer ser feliz!

Tudo de bom para si.
Muita paz!

Uma mulher fantástica!

Era a "menina bonita" da terra. Muitos candidatos andaram por ali a rondar, mas o seu coração só tinha olhos para o filho do padeiro da terra. E foi com ele que casou, apesar de ter vencido resistências familiares, pois achavam que ela merecia "outra coisa".
O rapaz foi-lhe sincero. Disse-lhe que, embora ela fosse criada com uma "menina-bem", que nunca trabalhou, se fosse com ele teria que se aplicar. Não tinha possibilidades de lhe manter os "luxos" a que estava habituada. Mas esta frontalidade e esta verdade nunca encoberta, seduziam-na ainda mais.
Apesar do "bandinho de filhos" muito seguidinho que foi surgindo, ela ali estava junto ao marido na padaria que, entretanto, o pai lhes passara. Aprendeu depressa não só os segredos da fabricação do pão como a arte de estar neste negócio. A pequena empresa familiar expande-se e caminha de vento em popa.
Aos 34 anos fica viúva. Um mal galopante roubara-lhe o marido. Sofrendo terrivelmente, não se demitiu da luta, agora sozinha. Sabe que tem que trabalhar por dois e que vai ter que ser pai e mãe. "Pobre fidalga! - comentava o povo. - O mimo com que foi criada e as dificuldades em que se vê agora..."
Foi então que se revelou toda a têmpera, coragem e vontade férrea da senhora. Apoiada no trabalhito dos filhos mais velhos, na sua entrega sem limites e no gosto refinado pelo negócio, a pequena empresa não só não soçobrou como crescia a olhos vistos. Mais, os seus filhos estudaram todos e concluiram cursos superiores, coisa completamente inédita naquele tempo e naquela terra.
Conquistou a pulso a admiração e o respeito profundo de conterrâneos e fregueses. A freguesia revia-se nela como sua heroína.
Não dizia não a quem lhe pedia serviços, conselhos, orientações. Um vaga de fundo levou-a a aceitar ser presidente da junta. E as pessoas comentavam que nunca se trabalhara tanto pelo bem comum como nos seus mandatos. Sabia mandar sem impor, mobilizar sem chantagem, orientar sem calar.
Os filhos partiram, a padaria foi passada, ficou sozinha. Gasta, cansada, mas feliz. Pese embora as várias tentativas dos filhos para deixar a casa e os acompanhar, nunca aceitou. Gostava todo o seu tempo a ajudar o próximo, visitando doentes, cuidando da Igreja, mobilizando para iniciativas sócio-culturais. E quando lhe diziam que estava na hora de parar para descansar, ela respondia a rir que sentia a obrigação de suprir o tempo de solteira em que não fizera nada.
Já velhinha, faleceu repentinamente quando, em casa de uma doente, lhe preparava um chá.
Esta senhora serviu para viver porque viveu para servir.

Zeca Afonso, uma voz única

http://delta02.blog.simplesnet.pt/

"Que as comunidades rurais tenham acesso a uma maior qualidade de vida e a mais serviços sociais"

A Santa Sé defendeu nas Nações Unidas que as políticas internacionais e nacionais não podem considerar os emigrantes como simples estatísticas económicas, esquecendo as suas angústias e dificuldades.
O Arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé, falou na última reunião do Conselho Económico e Social da ONU ocorrida em Nova Iorque, dedicada em particular à emigração de zonas rurais a centros urbanos, num momento em que pela primeira vez o número de habitantes de cidades supera os do campo.
D. Migliores alertou para a grande tentação que sofrem alguns governos de promover ou tolerar este fenómeno, pois desta maneira se facilita o acesso a serviços básicos comuns, desde o transporte até a água potável, com repercussões certas para a economia.
Novos problemas ambientais, sociais e económicos surgem com o nascimento das 'mega-cidades'. Mas a consequência mais importante e dolorosa da rápida urbanização é o aumento de pessoas que vivem nas faixas de pobreza”, indicou.
“No ano de 2005, mais de 840 milhões de pessoas no mundo viviam nestas condições”, denunciou.
O representante do Papa sublinhou que “ao enfrentar as questões da emigração e do desenvolvimento temos de pôr em primeiro lugar as necessidades e as preocupações das pessoas”.
Nesse sentido, “as políticas nacionais e internacionais deveriam assegurar que as comunidades rurais tenham acesso a uma maior qualidade de vida e a mais serviços sociais”.
ecclesia

sábado, 26 de abril de 2008

Livros: muito caros

Sabe-se que os portugueses, em geral, são pouco atreitos à leitura. Aliás, é uma das nossas grandes falhas colectivas.
Ora se os portugueses já lêem pouco e se o preço dos livros está pela hora da morte, o que é que esperamos? Menos leitores aparecem.
Quando se entra numa grande superfície, vê-se muita gente nas lojas de roupa, muitíssima nas das novas tecnologias, imensa nos estabelecimentos de comes e bebes, mas nas livrarias... algumas aves raras. Aqui anda-se sempre avontade.
Mesmo no início dos anos 90, visitei a Bulgária, acabada de sair do comunismo. A mim e aos outros turistas lusos impressionou o apego dos búlgaros aos livros. O livro era um companheiro sempre presente. Liam nos autocarros, nas paragens, nos bancos dos jardins.
No nosso país, mal o bebé nasce, parece que a primeira prenda que se lhe dá é um telemóvel, um ipod, um mp3, etc. Livros? Que prenda careta!!! E se os pais, os tios, os padrinhos, os avós, os amigos começassem a dar um livrinho!? Não seriam mais amigos?

Mas realmente os livros estão caros. Muito. Demais para o poder de compra dos portugueses. Será que as editoras, autores e livreiros não podiam puxar pela imaginação para se conseguir que o livro fosse muito mais acessível?

Mais vale...

"Mais vale padecer por fazer o bem,
se for essa a vontade de Deus,
do que por fazer o mal." (1Ped)

Diante dos ataques – às vezes incoerentes e irracionais – daqueles que não concordam com os valores de Jesus, como nos comportamos? Com a mesma agressividade com que nos tratam? Com a mesma intolerância dos nossos adversários? Tratando-os com a lógica do “olho por olho, dente por dente”? Como é que Jesus tratou aqueles que o condenaram e mataram?

6º Domingo da Páscoa

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Não vos deixarei órfãos! Voltarei para junto de vós

A primeira palavra, que guardamos no coração é a da Promessa de Jesus: “Não vos deixarei órfãos”! Promessa firme do Senhor, aos seus discípulos, na hora da partida! Que é sempre, entre amigos, a hora do aperto do coração! E nós? Como sentimos esta presença do Senhor nos momentos de aperto da vida?

Eu vivo e vós vivereis

A segunda promessa de Jesus, também se cumpriu: em directo e a cores: “Eu vivo e vós vivereis”. Nós experimentamos a alegria que o Ressuscitado prometeu aos seus. A Igreja está viva – Ela está viva, porque Cristo está vivo, porque Ele ressuscitou verdadeiramente. Foi-nos dado experimentar a alegria que Ele prometeu, como fruto da sua Ressurreição. Jesus está vivo. A Igreja está viva – esta é a maravilhosa experiência deste tempo pascal! Quem não o sentiu?!

Apanhado pelos sobrinhos...

Depois de ter realizado os compromissos assumidos, saí à noite com um casal amigo. Jantámos no Palácio do Gelo, em Viseu. Não gostei, porque esperava mais. É certo que ainda estão muitas lojas por abrir, mas mesmo assim fiquei algo decepcionado. Fiquei contente porque adquiri um livro que procurava, relacionado com a oposição dos católicos ao regime ante-25 de Abril.
Viemos depois para um barzinho bem mais perto daqui. Estávamos os três a tomar um bebida, conversando descontraidamente, quando meu sobrinho-afilhado se aproxima. Confesso que não estava à espera. Perante uma reacção mais distante, dispara: "Então o padrinho já não me conhece?" "Oh! És tu! Que surpresa boa!"Um tempinho depois, aparecem as minhas sobrinhas, uma das quais com o seu namorado. Fiquei feliz por as ver e poder brincar um bocadinho com elas. Foi muito bom mesmo.
Sim, também precisamos destes momentos diferentes, deste carregar de baterias. Sair do ram-ram cansativo, estar com os amigos, visitar outros ambientes, falar descontraidamente enquanto a música ambiente nos solta e, ainda por cima, acolher inesperadamente o encontro com pessoas a quem muito queremos, deixa-nos muito bem.
Obrigado, casal amigo, pela vossa amizade sincera, pela companhia simpática, pelo vosso acolhimento. Obrigado, jovens sobrinhos, pela alegria que sempre me comunicais.

25 de Abtil, uma recordação e um projecto

O país recordou o 25 de Abril. 34 anos depois, penso que esta data mantém toda a frescura e novidade. Sem o 25 de Abril, não saboriaríamos a democracia, não teríamos a União Europeia nem a descolonização, entre outras...
Houve erros? Sem dúvida. Mas nada fará ofuscar o facto de termos um povo com o destino na mão. Há dificuldades? Muitas. Mas falarmos delas, denunciarmos desvios, manifestarmos concordâncias e discordâncias, sermos senhores do nosso futuro deve-se à democracia.
O Presidente da Repúblicana, na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, na Assembleia da República, não escondeu dificuldades. Falou dos jovens. Para dizer que está preocupado com o alheamento dos mais novos em relação à política e que a responsabilidade por esse facto é dos políticos. "A começar por vós, senhores deputados". Pela sua parte, disse Cavaco Silva, tomou a iniciativa de encomendar à Universidade Católica a realização de um estudo sobre atitude e comportamentos políticos dos jovens e vai promover "em breve um encontro com representantes de organizações de juventude".
Ao repegar no assunto que foi central no sua intervenção do ano passado, o chefe de Estado disse estar "impressionado que muitos jovens não saibam sequer o que foi o 25 de Abril, nem o que significou para Portugal".
E, ao citar o tal estudo que prometeu entregar em breve aos grupos parlamentares, adiantou que metade dos jovens entre os 18 e os 29 anos não foi capaz de responder correctamente a uma única das três perguntas colocadas. São elas: o número de estados da União Europeia; o nome do primeiro presidente eleito após o 25 de Abril; e se o PS dispunha ou não de maioria absoluta no Parlamento.
Perante este desconhecimento, a conclusão de Cavaco é a de "se os jovens não se interessam pela política é porque a política não é capaz de motivar o interesse dos jovens". A partir desta premissa, o presidente criticou "o facto de não ter havido o necessário esforço para a credibilização da vida política" e desafiou os políticos a fazer "algo muito simples ouvir o povo e falar-lhe com verdade". Porque, opinou, "vender ilusões não é, seguramente, a melhor forma de fortalecer o imprescindível clima de confiança que deve existir entre os cidadãos e classe política".

"... ao homem chega-se através de Deus..."

FILHO E IRMÃO
O projecto de Deus para o Homem

“… penso ser importante fazer ressaltar aquela que parece ser a grande novidade da Revelação: Deus e o homem, na sua identidade irredutível, não se excluem; pelo contrário, implicam-se mutuamente um ao outro. De tal modo que Deus é o melhor guia para conhecer o homem. Assim como o homem é o melhor caminho para aprofundar o conhecimento de Deus. Em síntese, ao homem chega-se através de Deus; a Deus chega-se através do homem. Este dado é tanto mais pertinente quando damos conta de que uma das verificações mais preocupantes (e de efeitos mais nocivos) que a história do pensamento regista é, sem dúvida, a tendência para afirmar Deus à custa do homem e para afirmar o homem à custa de Deus."

Na noite de 24 de Abril, decorreu, no Seminário Maior de Lamego, o lançamento do último livro escrito pelo Cón. Doutor João António , cujo título é: Filho e Irmão. O projecto de Deus para o Homem. A apresentação esteve a cargo do Pe. Dr. João André Ribeiro.

Não foi possível estar presente como era meu desejo. Deixo aqui o meu abraço ao Doutor João António. Obrigado por mais uma vez partilhar connosco muito do muitíssimo que sabe.
Parabéns, bom Amigo!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

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O Guarda-Chuva

Esta Primavera extremamente chuvosa tem-nos proporcionado algumas reflexões com interesse.

Num destes dias invernosos vi vários guarda-chuvas tombados no pavimento das ruas, espatifados pelo vento, abandonados friamente pelos seus donos.

Olhei para aqueles guarda-chuvas desfeitos, desprezados, porque inúteis e reflecti. Quanto bem fizeram aqueles objectos desfeitos. Livraram os seus donos das ardores do sol, evitando incómodos e doenças. Livraram seus donos da chuva desagradável e fria e do vento cruel, livrando de molhadelas importunas e de doenças que entram por aquelas portas.

Olhei para eles, e viu-os desiludidos, desencantados, chorando pela ingratidão daqueles a quem serviram o melhor que puderam.

Ali estavam tristes como o tempo. Se pudessem falar praguejariam contra a fúria do tempo e contra seus donos esquecidos de tanta ajuda solicitamente prestada.

Olhei então para os caminhos da vida e vi tantos “guarda-chuvas” prostrados, abandonados cruelmente pelo seus usuários. Aqueles “guarda-chuvas” simbolizam gente. Gente que serviu generosamente os seus senhores, os seus chefes, os seus patrões a quem abnegadamente ajudaram. Mas numa má hora de fraqueza, de incapacidade, de derrota por tempestuosos acontecimentos, foram atirados ingratamente ao chão, na lama ou pavimento escorregadio, esquecidos da utilização excelente que ofereceram ao longo dos tempos.

Quanta gente que sofre e chora, atirada para o monte do lixo da vida porque, pela idade ou pela doença, já nada conseguiam dar, como expressão de serviço e de amizade àqueles que serviram com dedicação e humildade!
Mário Salgueirinho

Não entendo... não!

Fiquei admirado com a manchete do Correio da Manhã. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, é contra chumbos nas escolas.
Na entrevista, que ocupa duas páginas do diário, Maria de Lurdes Rodrigues afirma que os chumbos são uma forma de facilitismo para resolver os problemas dos alunos com dificuldades porque os deixa entregues a si mesmo. Ninguém aprende nada de novo quando reprova.

Terei eu percebido bem esta notícia? Ainda julguei que se referisse aos chumbos das armas que até já nas escolas entram…Então a ministra não quer que ninguém reprove? Ninguém aprende nada depois de reprovar?! Por mais que eu tente não entendo.

Eu fui educado num regime bastante rígido e exigente. Quiçá até demais! Mas tenho certeza que a exigência me fez ser aquilo que hoje sou. O facilitismo não me parece que prepare ninguém para coisa nenhuma.
Mas isto é só a minha opinião, vale o que vale, mas até prova em contrário sei que não estou enganado.

Coitados dos alunos que chumbam, ninguém os percebe;
- Não deixam que utilizem o telemóvel na sala de aula.
- Não deixam que sejam mal-educados e que agridam os professores.
- Não podem ouvir música no ipod durante as aulas ou trocar sms’s com os amigos.
- Têm de ficar sem fazer nada no canto da sala. Coisa traumática ser exigente!
E depois de tudo isto ainda chumbam no final do ano porque não tiraram nenhuma positiva durante o ano inteiro. Coitados … ninguém os entende!
http://aredenarede.com/pt

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Que lhes inspira esta imagem?

“Fez-se muito pouco para dar a conhecer o Tratado de Lisboa às pessoas”

A Assembleia da República ratifica hoje o Tratado de Lisboa.

Depois da possibilidade de Portugal fazer um referendo, o Governo optou pela ratificação parlamentar, que com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS-PP será, esta tarde, aprovado.

D. Amândio Tomás, delegado da Conferência Episcopal Portuguesa junto da COMECE - Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia – dá conta à Agência ECCLESIA do “divórcio entre a vida política e os governantes e as pessoas, resultado de uma informação deficitária”.

No entanto, esta realidade não é exclusiva de Portugal, mas comum a outros países, “uma situação talvez mais recorrente entre os países que entraram há mais tempo na UE”.

Para este divórcio pesa o facto de o Tratado “muito grande, ninguém o lê”, mas também a falta de informação.
“Fez-se muito pouco para dar a conhecer o Tratado de Lisboa às pessoas”, aponta D. Amândio Tomás.


As pessoas olham para a Europa como entidade que dá subsídios, mas vivem à margem do que se decide e realiza em Bruxelas”. Este quadro é traçado num contexto em que a Europa “é cada vez mais determinante na política dos países”.

O delegado da CEP assume que a ratificação na Assembleia da República “pode ser a via mais fácil”. “O importante e urgente” seria ter o conhecimento que presidiu ao projecto europeu, informação que “está muito distante do cidadão comum”, aponta.

Segundo o também Bispo coadjutor de Vila Real faltou suscitar debate. “As pessoas desacreditam na política e nos políticos”, acrescenta. “Precisamos que a informação forme”.

D. Amândio Tomás afirma que seria importante que as pessoas tomassem consciência do que presidiu ao nascimento do projecto europeu.
Na sua origem está a Declaração Schuman, datada de 9 de Maio de 1950, que pretendeu criar uma “nova era de paz, de perdão mútuo e cooperação entre os povos europeus com vista a um progresso económico”.


A Europa nasceu das “ruínas e das feridas da 2ª Guerra Mundial”. Os governantes, “na sua maioria cristãos pretenderam acabar com o espírito de supremacia e domínio para criar uma época de paz e reconciliação”, aponta o Bispo.

“A Europa por isso, deve manter-se aberta ao mundo, nunca fechada em si própria”.
D. Amândio Tomás enaltece a Cimeira Europa – África, que Portugal acolheu em Dezembro último. “Uma forma de a Europa se abrir ao mundo, mas assumindo-se como uma Europa de valores cristãos”, caso contrário a “Europa desagrega-se”.


O Bispo coadjutor de Vila Real afirma que o objectivo do projecto europeu visa afirmar a liberdade e a auto-determinação dos cidadãos e dos países. “A adesão era livre e consciente”. Actualmente, “falta essa informação de adesão a um projecto que é de todos e pede participação”.

Recorde-se que o novo Tratado de Lisboa, assinado na capital portuguesa a 13 de Dezembro de 2007, visa facilitar o funcionamento das instituições da UE a 27.

O Novo Tratado substitui o projecto de Tratado Constitucional, rejeitado em 2005 em referendos em França e na Holanda, e tem de ser ratificado por todos os Estados membros para que possa entrar em vigor.
ecclesia

Uma rádio diferente

Se está a trabalhar usando o computador, ligue-se a este site e ouça baixinho esta rádio: http://www.netradiocatolica.com/

Ciência e fé

Querer colocar em oposição a ciência natural e a religião... só pode ser coisa de gente ignorante nos dois assuntos. (Paul Sabatier, Prémio Nobel de química de 1953)

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Eu sou cristão, isto é, eu creio na divindade de Jesus Cristo, como Tycho Brahe, Copérnico, Descartes, Newton, Fermat, Leibniz, Pascal, Grimaldi, Euler, Guldin, Boscovich, Gerdil; como todos os grandes astrónomos, os grandes matemáticos do século passado. Sou um católico sincero, como foram Corneille, Racine, La Bruyère, Bossuet, Bourdalue e Fènelon - como um grande número de homens eminentes do nosso tempo, entre os quais astros de primeira grandeza das ciências exactas, da filosofia, da literatura, e que são as maiores glórias das nossas academias. Compartilho a fé profunda de Ruffini, Hauy, Laenec, Ampère, Freycinet e tantos outros destacados eruditos que a professaram com palavras, actos e escritos. E se não cito os vivos para respeitar-lhes a modéstia, posso dizer todavia que achei toda a nobreza da fé cristã na alegria dos meus amigos, o criador da cristalografia, o descobridor da quinina, o inventor do estetoscópio, o navegador da corveta Urânia e os imortais pesquisadores da eletricidade, Freycinet e Ampère. (Couchy, grande matemático francês do século XIX, que se ergueu contra a expulsão dos Jesuítas da França)

terça-feira, 22 de abril de 2008

2007 anos depois...

(enviado por email)

Procura dos Centros Porta Amiga cresce 11% em 2007 sendo as mulheres cada vez mais afectadas pela pobreza

Uma estação de televisão falou da situação hoje, no noticiário das 13 horas.
No ano de 2007 procuraram apoio social da AMI 7.386 pessoas, mais 862 casos do que em 2006. Esses dados referem-se a oito Centros Porta Amiga da AMI: 4 na Área Metropolitana de Lisboa (Olaias, Chelas, Almada e Cascais); 2 na Área Metropolitana do Porto (Porto e Gaia); um em Coimbra; e um no Funchal.
Da população apoiada pela AMI, 79% é portuguesa e cerca de metade reside na área geográfica da Grande Lisboa.
O número de pessoas que procuram pela primeira vez a AMI apresenta uma média anual de cerca de 2.800 novos casos.
Factor a realçar é o aumento do número de mulheres que procuram apoio. Se, em 2000 e 2001, esta percentagem não chegava aos 45%, em 2007, 53% da população que procurou a AMI era do sexo feminino. O desemprego, a monoparentalidade e a violência doméstica poderão estar na origem deste fenómeno.
No âmbito do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados, a AMI distribuiu, desde 2002, perto de 2600 toneladas de alimentos. Durante o ano de 2007, a AMI distribuiu 488 toneladas de géneros alimentares, valor inferior ao ano anterior (530 toneladas). No entanto, o número de famílias apoiadas aumentou de 2.434 (2006) para 5.524. No mesmo período, o universo de pessoas apoiadas passou de 5.137 para 16.531 pessoas, três vezes mais.
Também nos abrigos nocturnos houve um aumento do número de pessoas apoiadas. No abrigo da Graça, em Lisboa, deram entrada 44 novos casos. Desde 1997, este equipamento já deu apoio a 474 pessoas, número a que acrescem 68 pessoas apoiadas pelo abrigo do Porto. Assim, desde 1997, os abrigos apoiaram 542 homens sem-abrigo em situação de reinserção sócio-profissional. Este trabalho é complementado pelas equipas de rua de Lisboa e Gaia que, durante 2007, acompanharam um total de 119 sem-abrigo.

AMI
Antes de mais saliento o papel maravilhoso da AMI (Assistência Médica Internacional).
A sua missão baseia-se em três pilares fundamentais de intervenção:
1º - intervenção externa a nível internacional em situações de extrema urgência, em missões de desenvolvimento a médio e longo prazo, ou financiando projectos sociais e na área da saúde - intervindo nas grandes catástrofes mundiais, participando no reforço da paz e da segurança, na erradicação da pobreza e na promoção do desenvolvimento humano; a sua acção em mais de 50 países de todos os continentes contribui para a dignificação de Portugal no mundo;
2º - desde 1994, acção interna, através do projecto “Porta Amiga” com uma alargada rede de 10 centros sociais de apoio à população em situação económica vulnerável, apoiando os sem abrigo, idosos e imigrantes em Gaia, Porto, Coimbra, Lisboa, Almada, Cascais e Funchal; para além de ter a funcionar “Abrigos nocturnos” em Lisboa e Porto; bem como duas Equipas de Rua, uma em Lisboa e outra em Gaia.
3º - missão de “alertar consciências”, interpelando os órgãos de decisão política e os cidadãos para temas fundamentais para a humanidade, com destaque para o Prémio AMI – “Jornalismo Contra a Indiferença” e o Prémio AMI Saúde – Doenças Infecciosas e Parasitárias”. Para desenvolvimento da sua acção, a AMI conta com mais de 150 funcionários e quase 2000 voluntários prontos a partir em missões internacionais. Para além da sede em Lisboa, tem 6 Delegações (4 em Portugal – Porto, Coimbra, Funchal e ilha Terceira –, uma em Angola e outra na Austrália) e diversos núcleos em todo o país.


INTERROGAÇÕES
1.Que raio de modelo social de desenvolvimento é este que deixa cada vez mais gente para trás? Não deixa de ser elucidativo: é durante o consulado socialista que a AMI tem registado o maior número de pessoas que a ela se dirigem em busca de auxílio. Mas é durante o mesmo período que aumenta a diferença entre os muito ricos e os muito pobres. Que rico socialismo!!

2. Ao esvaziar o interior de investimentos, estruturas e emprego, o país empurra para a orla costeira cada vez mais gente, com consequente aumento das franjas de miséria.

3. Que debates na televisão tem merecido o fenómeno da pobreza que afecta 18% da população? E o Parlamento, tão preocupado em deitar cá para fora leis que derrubam o matrimónio, que tem feito em relação a este problema REAL? Bem, mas no mundo irreal navegam os nossos parlamentares como todos sabemos...

4. Saudando as iniciativas de grupos caritativos paroquiais, diocesanos e nacionais, salientando o trabalho das Misericórdias, penso que a Igreja poderia e deveria ir muito mais longe. Sobretudo a nível profético. Que falta faz a voz de D. Manuel Martins à Igreja actual!!!
Os cristãos jamais devem esquecer que é pela caridade evangélica que o Salvador se torna mais acessível e compreensível ao homem moderno. Teresa de Calcutá é disso um vivo testemunho.

"Estão a transformar Portugal num rectângulo empinado, que qualquer dia dá uma cambalhota para o mar"

Falando para um grupo de empresários, num almoço de trabalho promovido pela Associação Cristã de Empresários e Gestores de Empresas (ACEGE), D. Amândio Tomás, Bispo coadjutor de Vila Real, lembrou o papel de empresas na sociedade, "que devem ter em vista o lucro, mas também o bem-estar dos que nela trabalham, pois são eles o bem mais precioso dentro dessas empresas".

O prelado defendeu que "deve haver benefícios fiscais e outros apoios para as empresas que arriscam investir no Interior e que podem ajudar a estancar a «hemorragia» que é a saída de pessoas para o litoral", recordando, também, que "o projecto europeu tem raízes cristãs" e que "o mais importante nas empresas são as pessoas".

Jorge Líbano Monteiro, secretário-geral da ACEGE, avançou, por seu lado, que aquela associação está a preparar um projecto que deverá ser apresentado em Junho, que "visa ajudar as dioceses e as paróquias a fazerem a gestão administrativa recorrendo à ajuda de leigos e libertando os padres das tarefas burocráticas".

Em marcha, a ACEGE tem também um projecto de criação de um "Fundo de Capital de Risco, que está a reunir 2,5 milhões de euros para apoiar desempregados com mais de 40 anos, que pretendam criar a sua própria empresa", acrescentou Líbano Monteiro, citado pelo Jornal de Notícias.
Finte: ecclesia

Hoje é o Dia Mundial do Planeta Terra

E 2008 é o Ano Mundial do Planeta Terra.

No Dia Mundial da Terra, que se comemora hoje, a humanidade é confrontada com vários alertas. Um dos mais importantes tem a ver com o envio de dióxido de carbono para a atmosfera que está a provocar um aumento da temperatura em todo o mundo.
As notícias sobre o planeta não são as melhores no dia em que se comemora o Dia Mundial da Terra. A temperatura em todo o mundo está a aumentar graças ao dióxido de carbono que os homens enviam todos os dias para a atmosfera.

O alerta chega da comunidade científica que é bem clara ao afirmar que este aumento de temperatura irá provocar até ao ano de 2050 a extinção de milhares de espécies animais. Mas há mais avisos e todos eles preocupantes. As águas dos oceanos vão subir e provocar grandes inundações em diversos pontos do planeta e daí que muitas das cidades que se encontram em zonas costeiras sejam alvo de risco sério de destruição.

Outro dos alertas que surge neste Dia Mundial da Terra tem a ver com as doenças tropicais que devem aumentar em larga escala e dar origem a um surto de epidemias, mesmo em regiões onde este tipo de doenças já foi erradicado.

Salvar a terra, deixá-la habitável para quem há-de vir depois de nós, cessar de a ofender, está ao alcance de cada um. Acabar com a poluição, mais plantação de árvores, poupança de energia e de água...

Respeitamos o planeta Terra quando despejamos nos cursos de água toda a "porcaria"? Quando deixamos plásticos, embrulhos, etc dispersos pelos campos, matas e caminhos? Respeitamos a Terra quando podíamos andar a pé (que só faz bem) e andamos de carro que polui? Pensemos nisto: um único veículo pode transportar 30 ou mais pessoas (autocarro, por exemplo). Mas essas trinta pessoas trouxeram cada uma o seu carro para o trabalho, então não temos uma fonte de poluição, mas 30!

Depois as empresas têm que se modernizar. Ao fazê-lo, serão menos poluentes, mais amigas da Natureza.

A comunidade científica, em sintonia com o mundo empresarial e os governos, deve ser estimulada à descoberta de novas fontes de energia que sejam limpas, isto é, não poluidoras. Talvez seja só uma impressão minha, mas convenço-me que o grande obstáculo à implementação das novas fontes de energia vem das empresas petrolíferas e dos enormes interesses a elas ligados.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Viagem de seis dias ajudou a «conquistar» a América

Viagem de risco transformada em êxito

Bento XVI assumiu, nesta sua oitava viagem apostólica, uma série de riscos: o país está numa corrida eleitoral, a Igreja Católica estava profundamente abalado pelo escândalo dos abusos sexuais, a comunidade católica sente de forma mais próxima os dramas ligados à imigração clandestina.

Nenhum destes assuntos ficou à margem da agenda do Papa, que logo no avião que o transportava desde Roma dava conta da sua vontade de levar uma mensagem de reconciliação à Igreja nos EUA, cujo envolvimento em casos de pedofilia classificaria, por várias vezes, como uma vergonha ou um escândalo. O seu encontro (não programado) com as vítimas foi, simbolicamente, o fim de um ciclo, uma promessa de «Nunca mais», permitindo que os católicos possam agora olhar para o futuro e para novos desafios, nos quais é preciso uma unidade cada vez maior entre todos – qualquer que seja a sua proveniência.

«Nunca mais» foi também o que Bento XVI, salvo do nazismo pelos norte-americanos, disse aos jovens do país a respeito desse “monstro” ideológico. Liberdade na verdade foi, em suma, o caminho apontado a todos os fiéis que o ouviram ao longo destes dias.

Politicamente, o Papa conseguiu passar à margem da corrida às próximas presidenciais, sem referências ao Iraque ou ao terrorismo (mesmo no local dos atentados do 11 de Setembro), apresentando uma série de desafios morais de forma clara, mas não conflituosa, em temas como a imigração, o aborto ou a pobreza.

Neste campo, o Papa destacou por várias vezes a importância que a religião tem no debate público norte-americano – ao contrário do que aconteceu na Europa, onde as convicções religiosas são remetidas para uma esfera cada vez mais privada -, mas mostrou-se preocupado com uma vaga de novo secularismo.

A ida às Nações Unidas, por seu lado, não foi uma espécie de radiografia do mundo, mas um apelo a valores comuns, sem os quais os esforços da diplomacia internacional e da defesa dos direitos humanos estão condenados ao fracasso.

Na retina permanecerão também dois momentos altamente simbólicos, a visita à Sinagoga de Park East e a oração no Ground Zero, onde Bento XVI não se preocupou tanto em falar, mas em marcar, com a sua presença, uma posição firme em favor do diálogo e da reconciliação.

Abram os corações a Deus: último apelo do Papa antes de deixar os Estados Unidos

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Bento XVI no Ground Zero

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domingo, 20 de abril de 2008

Há dias assim

Como muita gente, também eu aprecio especialmente certos dias da semana. Sabe-me bem a noite de quinta-feira, a sexta-feira e gosto muito do domingo. O dia com que mais embirro é o sábado. Vá-se lá saber porquê… Mas sábado cheira-me a um tempo indefinido, que nem é carne nem peixe. Um dia burocrático. Folclórico mas ao mesmo tempo amorfo.
Para mim o domingo é uma festa. Estar com a comunidade, falar – às vezes só com os olhos – celebrar a Eucaristia com a comunidade, sentir as pessoas… Cada domingo é uma Páscoa, daí aquela impressão íntima de vida, de esperança, de novidade, de triunfo sobre tudo aquilo que nos vai subjugando.
Mas hoje foi difícil, não sei a razão… Tive que lutar imenso contra a desconcentração, senti-me nalguns momentos perdido, com o pensamento em coisa nenhuma, alheado. Apesar de todo o esforço que fiz na preparação da liturgia, o discurso parecia preso, não fluente. Então a segunda Eucaristia foi demais. Pareceu-me uma eternidade. Um desejo enorme que terminasse… nem imaginam. Mas nada de anormal se verificou. Não entendo…No momento de silêncio após a homilia, perguntei ao Senhor: “Que se passa comigo, meu Deus!?" Esta aridez interior, este alheamento conjugados com a insatisfação com a situação causaram-me forte mal-estar.
Senti-me um bocado melhor na terceira e quarta missas. Já não experimentei tanta dificuldade de concentração, senti-me mais solto, vivi com outra intensidade. Mais próximo do habitual.
Sinto que este tempo invernoso, pesado, me coarcta, me limita. Só gosto da chuva em duas situações: quando estou na cama e a ouço fazer pli-ploc nas escadas graníticas ou quando estou à lareira com um grupo de amigos em amena conversa. Como não tenho lareira, as coisas pioram.
Se isto me serve de consolo, vou repetindo para mim mesmo: “Dias ruins, todos temos. Anima-te! Amanhã é outro dia.”
Tanta vez que são estas experiências menos conseguidas que nos ajudam a saborear os bons momentos da vida!

Uma boa semana. Anime-se. Não se deixe abater. ELE vai consigo.

Passeio Paroquial


sábado, 19 de abril de 2008

Claudine em Tarouca


Por iniciativa do Grupo de Jovens, esteve esta noite entre nós a cantora Claudine que cantou e encantou. Este concerto, enquadrado na acção "Jovens em Movimento", decorreu na Igreja Paroquial.
As actividades propostas para os jovens nesta tarde de sábado não se puderam realizar, tal a invernia.
Antes de mais, quero felicitar o grupo de jovens pela iniciativa, a todos os títulos louvável. Claro que não tiveram culpa do temporal. No que dependia deles, não falharam.
Penso que estas acções, sempre bem-vindas, precisam de bastante tempo para motivar, explicar, ajudar as pessoas a arrancar. Todos estamos hoje cientes que não chegam avisos gerais, a pastoral actual pensa irrecusavelmente pelo contacto pessoal. Os factos demonstram-no cristalinamente.
Parabéns ao bom número de pessoas que, nesta noite, apesar do temporal, se deslocou à Igreja. Todas ficaram contentes e acharam que valeu a pena. Foi um momento bonito de vivência da mensagem de Jesus na arte, pela arte e com a arte.
Obrigado, Claudine.
Parabéns, jovens.

5º Dominga da Páscoa

Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, os helenistas começaram a murmurar contra os hebreus, porque no serviço diário não se fazia caso das suas viúvas. Então os Doze convocaram a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém que deixemos de pregar a palavra de Deus para servirmos às mesas. Escolhei entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria para lhes confiarmos esse cargo. Quanto a nós, vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da palavra».
A proposta agradou a toda a assembleia; e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos Apóstolos e estes oraram e impuseram as mãos sobre eles.
A palavra de Deus ia-se divulgando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém e submetia-se à fé também grande número de sacerdotes. (Actos dos Apóstolos)

A 1ª leitura do 5º Domingo da Páscoa apresenta-nos alguns traços que caracterizam a “família de Deus” (Igreja):
- é uma comunidade santa, embora formada por homens pecadores;
- é uma comunidade estruturada hierarquicamente, mas onde o serviço da autoridade é exercido no diálogo com os irmãos;
- é uma comunidade de servidores, que recebem dons de Deus e que põem esses dons ao serviço dos irmãos;
- e é uma comunidade animada pelo Espírito, que vive do Espírito e que recebe do Espírito a força de ser testemunha de Jesus na história.
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Bento XVI: homem «de uma inteligência superior e sensível nos gestos e palavras»

D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, explica que se há três anos quando Bento XVI foi eleito e apresentado como “um homem retrógrado, da «linha dura», tradicionalista”, actualmente as pessoas começam a ganhar outra imagem do Papa.
Comentando à Agência ECCLESIA a viagem apostólica de Bento XVI aos Estados Unidos da América, D. Jorge Ortiga realça que “as pessoas começam a vergar-se perante a evidência de um homem dotado de uma inteligência superior, mas aberto aos diversos problemas, procurando dar ao Cristianismo mais profundidade e uma racionalidade maior”.
Factores que “não eliminam a sua sensibilidade nos gestos e palavras”, refere.
Gestos evidentes no contacto que Bento XVI mantém com as pessoas nos Estados Unidos da América.

Outro aspecto que o Presidente da CEP sublinha é a questão da pedofilia que “afligiu a Igreja dos EUA”.
Bento XVI expressou-se “envergonhado, reconhecendo sem subterfúgios o que aconteceu” e alertou categoricamente a Igreja que “quem comete tais actos não é digno de ser padre”.

D. Jorge Ortiga enaltece ainda o discurso do Papa na ONU, nomeadamente a preocupação com os direitos humanos. “Não os direitos de alguns, mas de todos”, frisa o Arcebispo de Braga, sublinhando este aspecto “importantíssimo”, pois “há sempre privilegiados”.
O Papa sublinhou ainda a importância “da universalidade dos direitos humanos, seja nos continentes considerados desenvolvidos, como nos em vias de desenvolvimento”.
ecclesia

Abril e a chuva em provérbios


Em Abril águas mil.
Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Em Abril queima a velha o carro e o carril.
Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
No Verão hás-de regar com a chuva que em Abril e Maio vai chegar.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

JOVENS EM MOVIMENTO

Dia 19 de Abril
"JOVENS EM MOVIMENTO"!

Neste sábado, o grupo de jovens n@veg@ntes promove uma acção destinada a outros jovens, mormente do 8º, 9º e 10º ano. Mas aberta aos jovens que queiram adererir, com a finalidade de estreitar a confraternização entre jovens e de os mobilizar em ordem à descoberta da beleza de ser e viver como jovens cristão.

Programa
I. Tarde: (SE O TEMPO PERMITIR)
-Acolhimento junto á Igreja ás 14horas (partida rumo a S. João de Tarouca);
-Tarouca(Igreja)______Sra.do Monte(1ª estação)_____S. João da Boavista( 2ªest)_____Ponte de S. João(3ªest).

Temas:
-1ª estação: "Jesus Cristo entre nós";
-2ª estação: "Sexualidade", uma visão humana e cristã
-3ª estação: "Vida e Amor"
-chegada a Tarouca às 18horas e lanche partilhado.

II. Noite
-Concerto na Igreja às 21 horas com a presença da jovem cantora Claudine.Toda a gente pode assistir ao concerto. Entrada gratuita.

Crise no maior partido da oposição

Estalou ontem à noite. Com Luís Filipe Menezes a abandonar a liderança do PSD e a convocar novas eleições directas, para 24 de Maio, cerca de sete meses depois das que o elegeram.

"Porque objectivamente falhou a sua aposta e não estava a ser capaz de construir uma alternativa ao PS de José Sócrates. Faltava rumo, faltavam ideias claras, e sobravam contradições - além de que nos últimos dias o partido até caiu em discussões absolutamente medíocres de que o presidente do partido não foi capaz de se distanciar e muito menos silenciar.
Assim sendo, estamos perante uma saída de cena digna do líder dos sociais-democratas, que retirou as devidas ilações da conjuntura real que o envolvia: ele perdera por completo as condições para fazer uma boa oposição e mobilizar o PSD. Com as consequências óbvias: o País entrava no último ano de uma legislatura sem oposição capaz de beliscar o PS e José Sócrates, com o que isso representava em termos de discussão e pressão sobre as grandes medidas governamentais." ( Diário de Notícias)

- Em democracia, uma oposição forte, credível, determinada é fundamental.
- Como alguém já disse, o estado do PSD faz lembrar o do país. Caótico, sem linha de rumo, à deriva e exposto ao consequente saque dos barões.
- Oxalá que a poeira assente, os ânimos se acalmem, a reflexão floreça e o bem comum permaneça. Absolutamente nada tenho a ver com o funcionamento deste ou de outro partido. Não são assuntos da minha competência. Mas preocupa-me, isso sim, é a saúde da democracia. E esta, embora não dependa exclusivamente dos partidos, precisa substancialmente deles.

Papa na ONU

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Catequistas: oração, reflexão, acção

Noite de quinta-feira. Inverno rigoroso. Mas uma boa parte dos catequistas compareceu.
Rezámos, agradecendo a Deus a graça de sermos catequistas, pedindo a Sua luz para que o sejamos cada vez mais, colocando nas Suas mãos o nosso trabalho.
Reflectimos, hoje especialmente sobre a adolescência e sobre a juventude, suas características, necessidade de acolhimento humano forte, anúncio do Evangelho em linguagem, gestos e formas que eles compreendam. Tudo isto exige que nós, mais velhos, caminhemos, nos adaptemos a formas novas.É que a juventude de hoje é diferente da de há 20, 30 anos nos gostos, no amadurecimento, nas perspectivas, no modo de encarar a vida, nos comportamentos. Foi interessante notar que, se temos algumas barreiras entre grupos, é porque temos esses mesmos grupos. E tê-los já é uma bênção!
Concluímos que não podemos fazer tudo, mas somos chamados a fazer o melhor que soubermos, como quem semeia. No século XXI!
Interessante a constatação comum do falhanço educacional das famílias. Todas? Não. Muitas? Demais, infelizmente. E a maioria dos presentes eram pessoas casadas. Daí o desafio de alguém: que estamos a fazer para evangelizar as famílias? E a resposta de outrem: e quantas famílias querem ser evangelizadas?
No tocante à acção, combinámos a preparação próxima para a 1ª Comunhão, Profissão de Fé e Crisma; programámos a ida a Fátima com os miúdos da Prof. de Fé, em 9 e 10 de Junho, como é costume; estudámos a maneira de celebrar o Dia da Mãe na comunidade; marcámos o passeio dos catequistas que servirá de lançamento do próximo ano catequético.

Há um ano e onze dias...

Exactamente. Há um ano e 11 dias nasceu o Asas da Montanha.
Há muito que acalentava o desejo de ter um blog. O facto de ser praticamente analfabeto a nível das novas tecnologias, o receio de não ter tempo e a reacção dos leitores foram atrasando este projecto. Inquietava-me que o blog pudesse criar anticorpos em relação à Igreja, ao Evangelho e a Jesus Cristo. A minha maneira de ser directa e a inexperiência neste campo poderiam favorecer alguma reacção negativa e oposição. Mas arrisquei.
Não poderei esquecer todo o apoio técnico que várias pessoas gentilmente me ofereceram nem todo o estímulo e bondosa compreensão dos leitores. A todos o meu sentido obrigado.
Há dois meses, uma pessoa ajudou-me a colocar um contador neste blog. Exactamente na noite de 17 de Fevereiro. Desde essa data até ao momento em que escrevo, 8169 visitas. O que dá uma média diária de 136 visitantes diários.
Poucos foram os dias durante este primeiro ano em que não postei. Procurei, para não cansar, diversificar a temática. Desde a notícia, e o comentário, passando pela reportagem e pelo testemunho, terminando na anedota e na reflexão social. Naturalmente que o forte são assuntos relacionadas com a Igreja, com a fé, a pastoral. Mas alguém me poderá levar a mal?
Muito obrigado a todos. Espero o vosso comentário. A vossa sugestão. A vossa compreensão perante os meus muitos limites. Sempre.

As "velhas" sabem tudo...

Num tribunal de uma pequena cidade, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha; uma avó de idade avançada.
Aproximou-se da testemunha e perguntou:
- D. Ermelinda, a senhora conhece-me?
- Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor. É claro que te conheço.
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
- D. Ermelinda, conhece o defensor oficioso?
- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem... é um dos piores que já vi. Não me esqueço também de referir que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua própria mulher. Sim, também o conheço. E muito bem.
O defensor ficou em estado de choque. Então, o Juiz pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
- Se algum dos dois perguntar ao diabo da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos.
(Enviado por email)

Já ninguém se tolera!!!

Chegamos a um outro extremo do que antigamente se passava!
E não é preciso muito para se querer o divórcio. É só lembrarem-se de que já não gostam da pessoa com quem contrairam matrimónio e basta. No fundo é por tudo e por razão nenhuma.
As pessoas já não se toleram a elas próprias, um dia querem isto, outro dia querem aquilo, saturam-se delas mesmas...como hão-de aceitar e tolerar os outros? É este o mundo.....sem valores e sem respeito.
Há dias presenciei uma situação revoltante. Uma mulher, muito alterada e colérica telefona ao marido. Ele tinha-se esquecido de fazer uma coisa que ela lhe tinha recomendado. Foi tratá-lo nem sei como e a alta voz...Toda a gente ouviu! Mas houve uma expressão mirabulante: "meu cão"...foi assim que ela o tratou...o que desce muito abaixo da falta de respeito!
Ana Patrícia (Enviou este comentário a uma postagem minha. Penso ser útil para todos fazer do comentário um novo post. Obrigado, Ana Patrícia)

Papa celebra 81º aniversário na América

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Parlamento aprova a nova Lei do Divórcio

O Parlamento aprova a nova Lei do Divórcio com os votos favoráveis dos socialistas, PCP e BE. A declaração de vontade de um dos cônjuges é fundamento para dissolver o casamento.

Na sua última Assembleia Plenária, os Bispos católicos do nosso país afirmaram que “a CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) segue com atenção as iniciativas legislativas referentes ao casamento e ao divórcio, lembra particularmente aos católicos a doutrina da Igreja sobre o matrimónio e preocupa-se com tudo o que fragiliza ainda mais a estabilidade social, que tem no casamento e na família o seu fundamento”.

No projecto de lei n.º 509/X, Ponto 1.3, pode ler-se esta esclarecedora posição: "o que está em causa não é necessariamente o abandono das referências religiosas, mas antes uma retracção destas para esferas mais íntimas e assumindo dimensões menos consequenciais em outros aspectos da vida".

1. Ficamos assim a saber o que os socialistas entendem por "secularização". As pessoas podem manter as suas referências religiosas desde que se restrinjam à intimidade, sem qualquer consequência na vida.
Isto é o perfeito ghetto! Empurrar os cristãos para dentro das paredes dos templos ou da intimidade da consciência. Nada de sair daí. Uma espécie de "campo de concentração" cujo arame farpado é o laicismo. Os laicistas falam de liberdade e dizem que a querem desde que os cristãos não tenham direito a ela.
2. Uma esquerda unida a favor do aborto, da facilitação do divórcio... Depois aparece com umas pinceladas publicitárias a propor medidas para favorecer a natalidade, mas que ninguém nota. A hipocrisia já não tem o mínimo de decoro.
3. Onde está a esquerda num país com 18% de pessoas à boca da pobreza? Onde está a esquerda que quase nada faz perante o despovoamento e o abandono do interior deste país? Pelo contrário, ao interior vai-se-lhe tirando tudo. Veja-se o que se passa com a saúde e as escolas... Onde está a esquerda perante o aumento sistemático da desigualdade entre ricos e pobres? Nunca foi tão grande como nos últimos anos de governação socialista! Nunca o grande capital apoiou tanto um governo como este. Onde está a esquerda perante a realidade preocupante dos "deficientes profundos"? Apenas 4% destes estão a ser acolhidas em lares específicos, maioritariamente sob organizações ligadas à Igreja. Onde está a esquerda, que enche a boca com liberdade e modernidade, e vê esses mesmos valores serem diariamente postos em causa pelo desemprego e pela insegurança reinantes?

"Os pedófilos serão completamente excluídos do sacerdócio"

Bento XVI confirmou seu empenho em fazer “todo o possível” para que não se repitam os casos dos padres pedófilos que abalaram a Igreja católica nos Estados Unidos.
"Os pedófilos serão completamente excluídos do sacerdócio ", garantiu Bento XVI numa conferência de imprensa com os 70 jornalistas que o acompanhavam no avião em direção a Washington."Envergonhamo-nos profundamente e faremos todo o possível para que isso não se repita no futuro".
O Santo Padre garantiu que a Igreja tentará selecionar os candidatos ao sacerdócio "de modo que somente as pessoas realmente íntegras possam ser admitidas ".
"É mais importante ter bons padres que ter muitos padres”, destacou. "Se leio as historias daquelas vítimas – confessou – é difícil para mim compreender como tenha sido possível que os sacerdotes tenham traído deste modo sua missão de dar o amor de Deus àquelas crianças ".
http://www.h2onews.org/index.php?lang=pt&section=

terça-feira, 15 de abril de 2008

JOVENS EM MOVIMENTO

Dia 19 de Abril
"JOVENS EM MOVIMENTO"!

No próximo sábado, o grupo de jovens n@veg@ntes promove uma acção destinada a outros jovens, mormente do 8º, 9º e 10º ano. Mas aberta aos jovens que queiram adererir, com a finalidade de estreitar a confraternização entre jovens e de os mobilizar em ordem à descoberta da beleza de ser e viver como jovens cristão.

Programa:
-Acolhimento junto á Igreja ás 14horas (partida rumo a S. João de Tarouca);
-Tarouca(Igreja)______Sra.do Monte(1ª estação)_____S. João da Boavista( 2ªest)_____Ponte de S. João(3ªest).

Temas:
-1ª estação: "Jesus Cristo entre nós";
-2ª estação: "Sexualidade", uma visão humana e cristã
-3ª estação: "Vida e Amor"

-chegada a Tarouca-18horas

-lanche partilhado.

-Concerto na Igreja às 21 horas com a presença da jovem cantora Claudine.
Toda a gente pode assistir ao concerto. Entrada gratuita.

DÊ SANGUE POR UMA VIDA!

A Associação de Dadores Benévolos de Sangue da Cidade de Tarouca irá promover, no próximo domingo, dia 20 de Abril, das 9:30h às 12:30h, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Tarouca, uma recolha de sangue.
Estas recolhas decorrerão num domingo, para possibilitar aos dadores a sua participação, tendo em conta a sua actividade profissional que, muitas vezes, os impede de concretizar este acto benévolo durante os dias úteis da semana.
Assim, aqui fica o apelo, DÊ SANGUE POR UMA VIDA!

Eu tenho um gozo na alma...

Existe uma canção que tem como refrão exactamente isto "Eu tenho um gozo na alma, um gozo na alma e no meu ser..."
Confesso que nunca nutri qualquer simpatia pela música e muito menos pela letra de tal canção.
Uma religião do consolo, do gozo de alma cheira-me a intimismo piegas, a ping-pong, estilo, Deus gosta de mim e eu gosto d'Ele. Recorda-me também a posição das velhotas de outros tempos: "Eu cá quero salvar a minha alminha. Os outros ... é lá com eles." Uma religião onde cada um abocanha Deus o mais que pode para ele, como se o Senhor fosse um objecto de adorno para prazer de quem o tem.
Na sociedade actual, marcadamente egocêntrica, um fé deste estilo parece que é que está a dar. Mormente no mundo jovem. Mas não só. Há movimentos que se orientam por este estilo de "piedade".

Aos apóstolos Jesus disse: "Assim como o pai me enviou, também Eu vos envio."
A Maria Madalena que extasiada contempla o Ressuscitado que lhe pronunciou o nome, Jesus disse: "Não me detenhas. Vai dizer aos meus irmãos..." Envia-a logo em missão.
Penso que a posição correcta é a do tanque. Recolhe a água da fonte, acumula-a, mas para a dar como vida às plantas do campo.
Sim senhor, precisamos de rezar. MUITO! Para nos encharcarmos da Palavra, da graça, do amor, do projecto de Deus para depois o levarmos aos outros. "Recebestes de graça, dai de graça", diz Cristo.
Os portugueses têm uma religião rica de tradições, ritos, pieguismos, procissões, peregrinações, pedinchices... mas tão vazia razões de acreditar e de compromisso !!!
Está por evangelizar o amor conjugal, a religiosidade popular, o mundo empresarial e do trabalho, do desporto, da night. Estão por acolher grupos que se situam na fronteira do "socialmente correcto".
Depois... a Bíblia é a sistemática ausência da vida de tantos e tantos! Falam dos temas da moda: riquezas do Vaticano, Inquisição, casamento dos padres e quejandos. Mas não sabem que o Apocalipse é um livro bíblico! Vazios da Palavra!

Bento XVI: partida para os Estados Unidos

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Todos necessitam...

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

O mundo precisa de profetas como de pão para a boca

A compreensão da profecia bíblica hoje tende a rejeitar o lugar-comum que considera o profeta um adivinho do futuro, para vinculá-lo bem fortemente ao presente. Assim foi com os profetas de Israel, assim é com os profetas actuais. O fenómeno da profecia é feito de uma experiência de Deus, que impulsiona um ser humano a enfrentar todos os perigos, para comunicar uma mensagem divina. É, portanto, inseparável da consciência que tal mensageiro tem das características de seu tempo e de seu espaço.
Os profetas só podem ser entendidos quando a relação dinâmica entre eles e a sociedade onde vivem é plenamente compreendida e levada em conta. Assim, cada profeta é diferente, pois cada um responde a uma determinada situação na qual Deus o chama a abrir a boca e falar em Seu Nome. Por isso Gandhi não pode ser compreendido sem todo o contexto da dominação britânica sobre sua sofrida e amada Índia. Também Martin Luther King não pode ser conhecido fora do contexto da luta racial nos EUA e o apartheid criado pelo preconceito dos brancos. Ignácio Ellacuria e Pedro Casaldáliga não podem ser conhecidos em toda plenitude sem que se compreenda o contexto de pobreza e opressão em que vivem os povos latinoamericanos, que fizeram com que esses dois brilhantes sacerdotes - um filósofo e outro, poeta - deixassem sua Espanha natal oferecerem suas vidas pelo povo sulamericano.
Nos sombrios tempos em que vivemos, onde o medo parece ter-se apossado das mentes e corações e onde os acontecimentos em escala local, nacional e mundial nos fazem acordar diariamente perplexos, sentimos, mais que nunca, a carência de profetas. Sentimos a falta de homens e mulheres destemidos e que não conheçam o medo porque estão ancorados na vida e na promessa de seu Deus que jamais lhes falhou.
Necessitamos de profetas cuja língua de fogo possa ser ouvida e sentida com força suficiente, de forma a não permitir que o povo se acomode na mediocridade de uma vida que tem secretos compromissos com a iniquidade. Profetas que denunciem tudo o que vai contra a humanidade e a obriguem, por sua fala clara e transparente, a deixar de olhar apenas o seu próprio quintal e ver que consequências as suas decisões e actos poderão trazer para o mundo como um todo. Os profetas de ontem e de hoje são os únicos que podem ensinar-nos não haver outro caminho senão a total verdade e transparência na busca da vontade de Deus. Eles irão abrindo caminho para a conversão verdadeira: romper com o velho e abrir-se ao novo que vem e que é maior que nossos raquíticos planos, nossas pequenas e ínfimas guerras, nossos ridículos temores e egoísmos.
A violência que campeia nas cidades ... a saída de cena de muitos dos poucos líderes mundiais que restavam, como Yasser Arafat - tudo nos diz que carecemos de vozes outras, novas, que nos tirem de nós mesmos, de nosso pequeno mundinho e nos abra às necessidades que se encontram não apenas do outro lado da rua, mas do outro lado do mundo.
Pobre e desvalida humanidade, tão apavorada de perder o que tem e conseguiu acumular: bens perecíveis que o desgaste do tempo, a doença e a morte certamente lhe arrancarão. Pobre humanidade que não percebe que só criando pontes e estreitando laços poderá construir um mundo habitável para si mesma. Nunca insistindo em guerras sem sentido, que derramam sangue inocente e semeiam ódio e desejos de vingança.
Pobre humanidade, se tiver que continuar fazendo concessões sem cessar, compromissos inconfessáveis e conluios asquerosos para poder manter seus ilusórios privilégios.
Só os profetas poderão dar-nos algo de sua coragem, para que não recuemos diante do compromisso de abrir a boca e dizer a verdade, desbravando os caminhos da mentira e da corrupção, da injustiça e da violência, do terror e da iniquidade. Em suma, das velhas coisas que se recusam a deixar o campo livre para a vivência da justiça e do direito e o respeito pela vida.
E sobretudo, só os autênticos profetas poderão alertar-nos e clarear-nos para perceber aqueles que no mundo e na sociedade, actuam como falsos profetas. Esses abundam por todos os lados. Eis que é chegada a vez dos verdadeiros arautos da verdade. Deus, que sabe até que ponto os necessitamos, não deixará certamente de suscitá-los.
Maria Clara Lucchetti Bingemer