segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

É uma vergonha para uma sociedade querer debater e despenalizar a eutanásia quando ainda não tem uma rede de meios paliativos minimamente suficientes


Quando alguém está contra a legalização da eutanásia, é logo catalogado por quem a defende como sendo de direita, conservador, prisioneiro de ideologias religiosas e não sei que mais.
O argumento dos fracos é a catalogação. Jogar com o preconceito é não querer discutir as questões, é fugir e/ou condicionar o debate.
Não me venham agora os defensores da eutanásia catalogar Anselmo Borges de conservador e direitista. Toda a gente sabe  que não colhe simpatias nesse campo. Como dizem os mais novos, Anselmo Borges é "prafrentex"!
Eis o que Anselmo Borges escreveu no Diário de Notícias em 16 de fevereiro de 2020.


"A morte medicamente assistida e a eutanásia
Numa sociedade economicista, de individualismo e egoísmo atrozes, ergue-se o perigo gravíssimo de pessoas serem "empurradas" a pedir a eutanásia e, pior, muitos interiorizarem inclusivamente a obrigação de a pedir. Isso não obriga a pensar?
Não é por acaso que este texto tem por título "a morte medicamente assistida e a eutanásia". É que, em primeiro lugar, nestes debates de vida e de morte é preciso ser claro e não induzir em erro as pessoas de forma manhosa: morte medicamente assistida é uma coisa, eutanásia é outra... O grande filósofo Hegel lembrou a urgência de conceitos claros, pois "de noite todos os gatos são pardos" e, no meio da confusão, ninguém se entende, e, nessas circunstâncias, em problemas que têm que ver com o limite o mais provável é cair no abismo.
Evidentemente, a posição da Igreja na questão da eutanásia só pode ser, mesmo no caso de um referendo - a Conferência Episcopal Portuguesa acaba, tarde, de se manifestar favorável nas presentes circunstâncias ao referendo -, a de uma oposição contundente e propugnando a defesa dos cuidados paliativos e a presença plena, humana e cristã, junto de quem se encontra em dificuldades, na solidão, na dor, no sofrimento e a caminho do fim. Aliás, essa presença solidária tem de ser durante a vida toda, para vivermos dignamente, sabendo que da vida digna faz parte a morte digna: viver dignamente e morrer dignamente. Mas previno que o que está em questão não é, em primeiro lugar, a religião, mas valores fundamentais, constitutivos, da civilização, de tal modo que a aprovação da eutanásia significaria um retrocesso e mesmo uma ruptura civilizacional.
Embora compreenda os argumentos a seu favor - há vários textos meus nos quais explico esses argumentos -, quero que fique bem claro que eu me oponho à eutanásia e a que o debate sobre o seu pedido volte à Assembleia da República. Porque é que os principais partidos não debateram abertamente a questão durante a recente campanha eleitoral nem a colocaram nos programas? Não estou só a pensar nos perigos da rampa deslizante: lembro que, nos pouquíssimos países onde o pedido de eutanásia é legal, esta rampa ou plano inclinado existe de facto, com alargamento quantitativo e qualitativo de pedidos aceites e autênticos casos de abuso (homicídio) reconhecidos - por exemplo, está em curso na Bélgica uma acusação contra um pediatra por nove "eutanásias disfarçadas". E qualquer pessoa fica preocupada com a notícia que chega da Holanda "da pílula sem dia seguinte", como, no seu modo sempre arguto, atirou o eurodeputado Paulo Rangel: "Todas as pessoas que fazem 70 anos receberão como prenda de aniversário um comprimido com o qual podem suicidar-se. E depois quem é que controla o destino destes comprimidos? Às tantas, vamos ter gente a matar outra gente" (Público, 9 de Fevereiro). Porventura as pessoas com 70 anos valem menos do que quem tem 50 ou 30? Confesso: isto, a ser verdade, significa o colapso de uma sociedade.
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Ainda no contexto da rampa deslizante, é preciso não ser ingénuo. Numa sociedade economicista, de individualismo e egoísmo atrozes, ergue-se o perigo gravíssimo de pessoas serem "empurradas" a pedir a eutanásia e, pior, muitos interiorizarem inclusivamente a obrigação de a pedir. Isso não obriga a pensar?

É uma vergonha para uma sociedade querer debater e despenalizar a eutanásia quando ainda não tem uma rede de meios paliativos minimamente suficientes. Os doentes, em casos extremos, precisamente porque o Estado lhes não garante apoios suficientes para a sua existência minimamente digna, são colocados perante o insuportável, de tal modo que se ergue de modo dramático a pergunta: nessas circunstâncias, onde está a sua liberdade para pedir a eutanásia?
Há uma razão que diria metafísica para a oposição à pena de morte, a mesma para se opor à eutanásia. Penso, por exemplo, em L. Wittgenstein, para quem o mundo é o conjunto dos factos, verificáveis. Mas, para lá do verificável, há "o místico" (das Mystische), que "se mostra", o metafísico, o absoluto. Não como o mundo é, mas que o mundo seja é o místico, escreveu Wittgenstein. Deus também não é deste mundo, nem a ética, que é da ordem do dever ser e não dos factos. O morrer é deste mundo, mas a morte não é deste mundo. A morte, digo eu, é uma das faces do absoluto, a outra é Deus, e, por isso, não é deste mundo. Ora, a pena de morte é a condenação à morte eterna para este mundo, fechando a abertura à continuidade do processo de possibilidades, incluindo a do arrependimento e emenda, de retomar a existência na sua dignidade. Nenhuma instância terrena poderá, pois, fazer o juízo final, definitivo, de uma pessoa. E é preciso contar sempre com o perigo do erro no julgamento. Aí está porque não se pode ser a favor da pena de morte nem a favor da eutanásia. Aliás, quando alguém pede a morte por eutanásia, está a pedir o quê? Que grau de liberdade tem? E se entretanto se arrepender e quiser recuar?... Ai, os mistérios da existência humana e da liberdade! A dignidade da pessoa humana, inviolável, convive com a vulnerabilidade e, por isso, do que precisamos é de uma ética da fragilidade e do cuidado.
Mais. Se algum dia se avançasse por esta via da legalização da eutanásia, o Estado ficaria com mais uma obrigação: satisfazer o direito ao pedido da eutanásia e seria confrontado com esta pergunta terrível: quem mata? Porque é disso que se trata, não se venha com o eufemismo enganoso, porque manhoso e mentiroso, de "morte medicamente assistida", pois assistência médica, psicológica, familiar, afectiva, pastoral, religiosa (se for o caso) todos querem. No que o Estado deve pensar é na urgência dos cuidados paliativos, que ainda não chegam à maioria dos doentes; num relatório recente (cf. jornal i, 16 de Janeiro), lê-se que de 102 mil doentes que preencheriam os requisitos para beneficiar de cuidados paliativos em 2018, apenas um quarto teve acesso a este tipo de resposta que visa aliviar o sofrimento físico e psicológico em casos de doença incurável avançada e progressiva. As lacunas são ainda maiores nas crianças: em oito mil menores com doenças incuráveis, só 90 tiveram acesso a este tipo de cuidados, 0,01%. Concluiu-se que faltam 430 médicos, 2114 enfermeiros e 173 assistentes sociais nesta área. Conclusão: perante a sobrecarga, o tempo dedicado aos doentes é pouco: os médicos têm em média 44,5 minutos por semana com cada doente (nove minutos por dia). O mesmo se diga dos enfermeiros e assistentes sociais.
É uma vergonha para uma sociedade querer debater e despenalizar a eutanásia quando ainda não tem uma rede de meios paliativos minimamente suficientes. Os doentes, em casos extremos, precisamente porque o Estado lhes não garante apoios suficientes para a sua existência minimamente digna, são colocados perante o insuportável, de tal modo que se ergue de modo dramático a pergunta: nessas circunstâncias, onde está a sua liberdade para pedir a eutanásia? Afinal, pedem a morte ou apoio e alívio na dor, para continuar a viver dignamente e morrer dignamente? Aí está a razão por que, no contexto da precipitação para que a eutanásia volte ao Parlamento, logo após a aprovação do OE para 2020, observam alguns e não necessariamente cínicos: a eutanásia poderia ajudar bastante certos orçamentos de Estado, a Segurança Social!...
Evidentemente, opor-se à eutanásia não é ser a favor da distanásia e da obstinação terapêutica, que podem ser imorais. Deve-se aliviar a dor, mesmo que isso apresse a morte. Uma coisa é matar e outra deixar morrer em tempo oportuno e com dignidade, sem prolongar a vida artificialmente e de forma desproporcionada."

domingo, 16 de fevereiro de 2020

ALIVIAR SIM, MATAR NÃO



«Diga-se o que se disser, a vida é a coisa mais bela»
O sofrimento humano é uma realidade do percurso pessoal, que pode atingir formas devastadoras, é verdade. Mas o próprio respeito devido ao sofrimento dos outros e ao nosso deve fazer-nos considerar duas coisas: 1) que temos de recorrer aos instrumentos médicos e paliativos ao nosso alcance para minorar a dor; 2) que temos de reconhecer que o sofrimento é vivido de modo diferente quando é acompanhado com amor e agrava-se quando é abandonado à solidão.»

José Tolentino Mendonça, Cardeal

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Em DIA DOS NAMORADOS, pense também nisto:




1 - PSP recebeu 900 denúncias de violência no namoro em 2019 (CM, 13/2/2020)

2 - 67% dos jovens aceitam violência no namoro (JN, 14/2/2020)

3 - 58% dos jovens assume já ter sido vítima de violência no namoro (JN, 14/2/2020)

4. Mais de 80% dos portugueses entre os 18 e os 34 anos são a favor da eutanásia (DN, 12 Outubro 2017)

Penso que estes dados põem em causa o modelo educativo nas famílias, na política, nas escolas e na sociedade que tem produzido gigantes/anões. Nunca houve uma geração tão bem preparada tecnicamente (gigantes). A nível dos grandes valores que tecem e entretecem o estofo humano, muitos vazios (anões).
É o que acontece quando se busca prioritariamente o sucesso material a qualquer custo, sem a correspondente formação humana.
O apelo de João Paulo II - "É preciso educar para os valores" - continua pertinente, mais pertinente hoje!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Ebulição na sociedade e na Igreja


1. Eutanásia

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- A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou, em 11 de fevereiro de 2020,  o seu apoio à realização de um referendo contra a despenalização da eutanásia em Portugal, propondo uma aposta nos “cuidados paliativos”, como alternativa.

- Representantes de nove confissões religiosas unem-se contra despenalização da  eutanásia.
“Acreditamos que a inviolabilidade da vida humana, e não apenas porque é dom de Deus, e a compaixão como fundamento e norma da organização e funcionamento social das comunidades humanas constituem dois dos mais importantes valores éticos e espirituais que as religiões que representamos ofereceram ao longo dos séculos à civilização de que somos herdeiros”, pode ler-se.

- Movimento pede referendo sobre eutanásia.
A iniciativa do movimento “#simavida” de apresentar ao parlamento uma Iniciativa Popular de Referendo surge em reposta à entrada no Parlamento de quatro projetos de lei do BE, PAN, PS e PEV que visam definir e regular os casos e as condições em que não é punível a provocação da morte a pedido.
Para o movimento, que tem como mandatários personalidades como o antigo presidente da República Ramalho Eanes, a ex-presidente do PSD Manuela Ferreira Leite, o politólogo Jaime Nogueira Pinto, a ex-deputada do CDS-PP Isabel Garliça Neto, o presidente da Caritas, Eugénio Fonseca, ou o ex-bastonário da Ordem dos Médicos Germano de Sousa, estes projetos de lei “enfermam de uma total falta de rigor e de múltiplas imprecisões, deficiências e insuficiências”.

A VIDA HUMANA É SAGRADA DESDE A SUA CONCEPÇÃO ATÉ À MORTE NATURAL.
 

2. O Papa Francisco publicou hoje a sua nova exortação apostólica, “Querida Amazónia”.
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- A exortação “Querida Amazónia” resulta da assembleia especial do Sínodo dos Bispos para a região pan-amazónica”, celebrada com o tema ‘Amazónia, novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral’, de 6 a 27 de outubro de 2019.
“Sonho com uma Amazónia que lute pelos direitos dos mais pobres, dos povos nativos, dos últimos, de modo que a sua voz seja ouvida e sua dignidade promovida”, escreve, num texto divulgado esta manhã pela Santa Sé.
- «Querida Amazónia»: Papa evita polémica sobre ordenação sacerdotal de homens casados, pedindo novas formas de liderança e mais missionários.
O Papa apela no seu novo documento “Querida Amazónia” a uma maior presença de missionários neste território e a formas de liderança que envolvam leigos, religiosas e diáconos permanentes, sem abordar a possível ordenação sacerdotal de homens casados.

O Papa Francisco não autoriza a ordenação de homens casados para responder à falta de padres na Amazónia, evitando referir-se a esta questão no documento final sobre o Sínodo na Amazónia, realizado em outubro de 2019.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Obrigado, Monsenhor Reitor!

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12 de Fevereiro é a data da morte de um filósofo e é a data de nascimento de um estudioso da filosofia.
Kant morreu há 216 anos. Carlos Alberto Pinto Resende nasceu há 110 anos.
Mas não foi tanto a filosofia que o celebrizou. Foi sobretudo a sua conduta que o imortalizou.
«Monsenhor Reitor» (assim se tornou conhecido) tinha uma delicadeza no trato que nos confundia. E exalava uma pureza de alma que o enobrecia.
A sua rectidão atingia o escrúpulo. Muito exigente consigo, era magnânimo e indulgente para com os outros.
Em nome dessa auto-exigência, impunha a si mesmo a obrigação de explicar as decisões mais incómodas.
Parecia ficar mais incomodado que os alunos quando tinha de lhes atribuir uma nota baixa.
Não era fraqueza, era nobreza: não nobreza de linhagem, mas nobreza de carácter.
O seu aprumo perfumava o convívio. O seu porte fez escola. O seu exemplo continua a fazer eco.
O filtro das mudanças de época gere conquistas e perdas. Quem não sente a falta que fazem pessoas assim?
Podem ter passado à eternidade, mas não podem passar ao esquecimento!
João António Teixeira, Facebook
Nota pessoal
Há pessoas cujo perfume de conduta perdura e enriquece toda a nossa vida. Monsenhor Reitor é uma delas.
Juntamente com o P.e Armindo, fiz parte de um grupinho de alunos que teve a felicidade de conviver mais de parte com Monsenhor Resende.
Recordo os passeios que dávamos ao fim de almoço até S. Martinho do Souto, as conversas abertas e francas que mantivemos no seu espaço de trabalho, as brincadeiras respeitosas que ele fazia o favor de nos conceder, os rebuçados que nos oferecia, a máquina de barbear e as meias vermelhas que nos deu.
Recordo a sua exigência no tocante ao aprumo de linguagem e de porte, pois jamais permitia que se falasse de outras pessoas.
Foi professor. Foi Reitor. Mas acima de tudo foi uma pessoa boa e de bem. E como a bondade deixa pegadas inapagáveis, o perfuma da sua conduta continua a encantar-me. Obrigado, Monsenhor!
Homem de fé profunda, era de uma simplicidade e acolhimento cativantes.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

DO «EU» AO «EIS-ME»

A imagem pode conter: texto, ar livre e natureza
1. O tempo parece, muitas vezes, um encadeamento labiríntico de factos impensados e de palavras (também) não muito pensadas.
Dá a impressão de que as palavras «se liquefazem» tão velozmente como as ocorrências. São ditas — e escritas — «em cima» do que passa, pelo que passam igualmente sem deixar rasto que perdure.
2. O tempo — que, em linguagem zubiriana, se tornou uma «transcorrência» acelerada — carece, pois, de palavras que «o digam» para lá da espuma instantânea dos factos.
O tempo anela por palavras que alcancem a sua medula e nos ajudem a penetrar na sua fundura interpretativa.
3. É esta a «leitura» que nos é magnificamente remetida por D. António Couto na sua obra mais recente: «Leitura do tempo em que vamos».
Trata-se de uma afortunada incursão pelo género «ensaio», onde aquilo que se nos atravessa à superfície é tratado com doses penetrantes de profundidade.
4. Como todo o bom autor, D. António Couto começa por se apresentar como atento leitor.
No texto que nos fornece — «daqui, desta planura» —, avulta uma dupla leitura: do tempo e das palavras, em estreita concatenação.
5. A abordagem interdisciplinar — estribada numa vastidão homérica de autores — assegura uma sólida robustez à hermenêutica existencial que nos é oferecida.
Somos, desde logo, advertidos de que vivemos num mundo «assente no senhor “Eu”». 
6. É um «senhor» que se presume dono de tudo, mas que também se vê sozinho no meio de tudo.
Resultado? O planeta está povoado de sete biliões de solidões, de «solidões alérgicas».
7. O «excesso e abcesso de autonomia» não nos deixa sequer tomar consciência da nossa radical «auto insuficiência».
É aqui que entronca o tema da eutanásia. Por um lado, ela é requerida em nome do «alargamento da autonomia». Só que aqueles que vão perdendo autonomia «são depositados no sótão das inutilidades e dos desperdícios».
8. O encarniçamento da autonomia — sem ponta de abertura a qualquer heteronomia — vai ao ponto de «abdicar de Deus» ou de projectar «um deus à medida e à imagem do homem».
Largamente inspirado em Levinas, D. António Couto evoca a visitação de Deus «nas rugas, sinais ou vestígios no rosto do outro».
9. É por tudo isto que se impõe a passagem do «eu» ao «eis-me». Há que desencadear uma «subjectividade nova, não patronal, mas […] obediente e assente na bondade».
O «eis-me [aqui], para os outros», que sugere uma «justiça nova», é a única realização digna do ser humano. 
10. Não insistamos narcisicamente no «eu nominativo». O «outro» é mais do que complemento directo do «eu». O «outro» é elemento directo de mim.
Longe do «outro», o «eu» pode «rebentar» de tanto querer «inchar»!
João António Teixeira, Facebook

São Valentim: «É importante celebrar o amor»

Comissão Episcopal do Laicado e Família publica mensagem para o dia 14 de fevereiro, destacando «etapa fundamental» do namoro.
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A Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), da Igreja Católica em Portugal, divulgou uma mensagem por ocasião do dia de São Valentim, que se assinala a 14 de fevereiro, falando do namoro como “etapa fundamental” para a construção das famílias.
“É importante celebrar o amor”, refere o texto enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Os bispos sublinham a atenção pública que é dedicada a esta data, deixando uma saudação aos namorados que vivem este tempo “com alegria e vontade de percorrer e consolidar caminhos” e destacando as iniciativas que a Pastoral Familiar de diversas dioceses promove em torno do namoro e da educação para os afetos.
“O namoro, que o Dia de São Valentim exalta, é uma etapa fundamental para chegar ao compromisso: tempo de conhecimento mútuo, de consolidação da amizade e de diálogo franco sobre o futuro e os valores que o devem enformar”, pode ler-se.
Perante sociedade “atraída por sentimentos descartáveis”, a CELF refere que o amor “não é uma técnica nem um desejo instintivo ou narcisista”.
“Aos jovens namorados e aos casais que não deixam de namorar manifestamos a nossa proximidade. E exortamos as famílias e as comunidades eclesiais a serem companhia e apoio, de modo que os jovens possam descobrir o valor e riqueza do matrimónio”, conclui a mensagem.
Liturgicamente, 14 de fevereiro é o dia da festa de São Cirilo e de São Metódio, mas na Itália a Diocese de Terni celebra o seu padroeiro, São Valentim, primeiro bispo desta localidade, que morreu como mártir, provavelmente no século IV.
Este nome está ligado a algumas lendas, segundo as quais Valentim teria morrido decapitado a 14 de fevereiro por se ter recusado a renunciar ao Cristianismo e por, secretamente, ter celebrado o casamento entre uma jovem cristã e um legionário, apesar da proibição de Cláudio II (século III).
Agência Ecclesia

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O rapaz e o homem

Dois casos normais dizem da delicadeza, carácter, honestidade e sentido vital das pessoas.
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1. Chegara para a Eucaristia. Já um pouquinho atrasado, pois os anteriores afazeres e a distância a percorrer assim o ditaram. Coloquei  o meu casaco ao lado de outro casaco que era de um dos acólitos. Nisto apareceu um senhor que me entregou um envelope. Atendi a pessoa e guardei o referido envelope para mais tarde ver em casa. Só que, com a pressa, nem reparei que o coloquei no bolso, mas do casado do acólito.
Já em casa, procurei o tal envelope, corri tudo, voltei ao carro e... nada. "Devo tê-lo deixado na sacristia…" - pensei.
Um dia depois, pelo messenger, recebi uma mensagem do acólito, dizendo que  dera conta de um envelope no seu casaco e que  não lhe pertencia. Perguntava-me se por engano não fora eu a coloca-lo lá, pois não tinha endereço.
Esclareci a situação e tudo se resolveu.
Um jovem. Um jovem íntegro e à procura da verdade das coisas. Com uma honestidade a toda a prova. Um senhor!

2. Vai ser operado e comunicou-me que, antes de ir para a cirurgia, queria confessar-se e receber a Santa Unção.  A vida é risco, toda a cirurgia comporta algum risco, embora umas mais do que outras. Esta poderá ser o caso.
Este homem quer estar preparado para, com a graça de Deus e a competência dos cirurgiões, recuperar a saúde. Mas também quer estar preparado para o momento da chamada definitiva.  Quer chamar Deus para a mesa das operações e entregar-se todo - corpo e alma - à Sua vontade santa.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

"Xorei, xorei, xorei"

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Há algumas décadas atrás, havia aqueles sermões longos, proclamados a partir do púlpito,  sobretudo nas chamadas pregações.
Pregador que se prezasse tinha que fazer chorar as pessoas, especialmente as senhoras mais idosas.  
Ao sair da Igreja, as idosas  comentavam:
- Que belo pregador! Xorei, xorei, xorei!
Ao que outras acrescentavam:
- Tamém me fartei de xorar!
Ao chegar a casa, D. Ana disse ao marido:
- Não sabes o que perdeste! Um pregador assim nunca vi na nossa terra… Enchi-me de xorar…
- E o que disse assim de tão comovente o pregador? - perguntou o marido.
- Isso eu não sei nem tomei conta. Só sei que me fartei de xorar!
-Olha se era para chorares, ias ao Teatro Ribeiro da Conceição ver uma daquelas peças que deixam o público de lágrima no olho… Garanto-te que demoravas menos tempo.
Realmente em tempos antigos muitas pregações destinavam-se a mexer com a sensibilidade medrosa das pessoas... Ele era o Diabo, ele eram as dores das almas no Purgatório, ele  eram  as dores do Crucificado, ele eram histórias terríficas…
Resultado: uma fé cheia de medos do Inferno, a ideia de um Deus castigador e terrível, uma fé individualista, estilo, "eu cá quero salvar a minha alminha, os outros é com eles…"
E este genes está inda vivo na vida de muitos crentes que têm de Deus o conceito que está muito longe do Deus de que nos falou Jesus Cristo.
O Deus de que falou e testemunhou Jesus, é um Pai sempre disposto a perdoar. misericordioso, de braços abertos para nos receber, sempre atento e preocupado com a pessoa humana.
O Deus justiceiro e sempre pronto a castigar não é o Deus cristão, é pagão.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O professor universitário Randall Smith sugere que todo o aluno universitário aprenda um ofício, como por exemplo canalizador ou electricista, ao mesmo tempo que tira o curso.



Todos os alunos deviam aprender um ofício com um mestre. Podia ser na área da canalização, electricidade, construção, agricultura, mecânica, carpintaria, mobília, ou outros. O objectivo principal seria ensinar os alunos uma prática que requer disciplina e excelência e onde os resultados são concretos e evidentes.  
Veja aqui

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Santos com mau feitio


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Santo Hilário de Arles não passou à história por causa do seu bom feitio. O seu zelo levava-o a cometer excessos que nenhum de nós ousará aprovar. É o caso, por exemplo, do hábito que tinha de denunciar publicamente não só os erros, mas também os que os cometiam. Como é de prever, isto contribuiu para que a igreja se esvaziasse quando ele começava a pregar, só regressando quando ele terminava. É que Santo Hilário, que foi Bispo aos 29 anos, apontava  factos e não ocultava nomes: «Você, Fulana, porque é que usa pesos falsos na balança?»; «E você, Sicrano, como é que se atreve a defender os culpados quando lhe trazem gordas frangas?»
João António Teixeira, Facebook

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Vive antes que a vida passe


Uma vida vazia é muito pesada. Dar a si mesmo e ao mundo uma vida digna é muito mais do que andar sempre com pressa. O valor da existência não depende da quantidade de coisas que somos capazes de fazer ou das tarefas que executamos.
O sentido da vida depende da qualidade com que se vive. Não cometer erros evitáveis ajuda muito. Quem julga que terá sempre segundas e terceiras oportunidades engana-se a si mesmo de forma infantil. Importa aprender a caminhar de forma um pouco mais lenta.
Tens de parar. De quanto em quanto tempo interrompes as tuas rotinas, para descansar bem e para avaliar o percurso feito? Quando costumas decidir qual o caminho a seguir?
É difícil aceitar que a razão de não encontrarmos paz se deve a que a procuramos onde ela não está. O descanso que ansiamos está em nós. É inútil procurá-lo em qualquer outro lugar que não em nós mesmos.
A vida impõe-nos uma luta constante contra maldades e indiferenças, mas, ao contrário do que se julga, grande parte delas são nossas. Tendemos a projetar nos outros o que está dentro de nós, chegando ao ponto de sermos ainda mais intolerantes com quem revela os mesmos problemas que nós! Não devia ser ao contrário? Sim, mas isso supõe que os assumiríamos. E esse é um passo de uma coragem de que muitos não são capazes.
Quando te olhas ao espelho, gostas do que vês?
Viver é amar. Aprender a abraçar e aprender a perder o que se abraçou. A vida é uma perda constante do que amamos, mas é também um mistério imenso de onde brotam sempre mais e mais mãos estendidas à espera do nosso amor. Não mendigam, são talvez sinais que nos apontam o caminho.
A vida é um conjunto de aparentes acasos que se sucedem. Há quem confie que têm sentido, apesar de não o conseguir descobrir. Outros investem e perdem tempo e forças a tentar compreender o que está muito acima da sua capacidade de entender!
Se tivesses de viver para sempre como vives agora, viverias bem?
Descansa um pouco e aproxima-te da grande pergunta: o que devo fazer para ser feliz? Não procures a resposta em lado algum a não ser em ti. As respostas dos outros são deles. De cada um deles. Há muitos que são infelizes da mesma forma e juntos, porque adotaram para si soluções que não eram as suas.
A minha vida é um caminho único de mim para os outros, não o contrário.
A vida é amor, não é egoísmo.
Fonte: aqui

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Faz este ano 30 anos que faleceu o sr. P.e Duarte Fernandes dos Santos

Foi em 1990, dezembro, que faleceu.
Se estivesse entre nós, faria anos em 22 de janeiro. Assim, acreditamos, festejá-los-á no Céu.
Como "um povo sem memória é um povo sem futuro", é salutar lembrar aquele que, natural desta Paróquia, aqui foi Pároco até falecer. Nos primeiros 10 anos de sacerdócio, auxiliando o Abade Castro; depois Pároco até à partida deste mundo. Concluímos que, tirando os anos em que esteve no Seminário, toda a sua vida foi Tarouca!
Claro que, fruto de carências e circunstâncias várias, paroquiou cumulativamente outras Paróquias. Primeiro, Dalvares; mais tarde, S. João de Tarouca; por fim, Várzea da Serra. Por períodos limitados.
Quando passei por Dalvares, no alvor do meu sacerdócio, muitas pessoas me falaram do sr. Padre Duarte, do que lhe custou deixar a Paróquia do que custou ao povo vê-lo partir. Os dalvarenses  acabaram por se encantar com o sacerdote que veio a seguir, o P.e Sílvio de que também diziam maravilhas.
O P.e Duarte marcou o seu tempo.
Quem não recorda o seu amor por Santa Helena e as Colónias de Férias que ele proporcionou a crianças e jovens da Paróquia?
A vinda do "santo" P.e Cruz, transportado em cadeirinha de Teixelo até ao Santuário?
Os trabalhos que ele promoveu para abrir a estrada e mantê-la transitável? (Naquela altura não estava alcatroada).
No plano agrícola, foi pioneiro e mestre. Foi o primeiro a fazer e fomentar a plantação de pomares, a criar vacarias, a plantar morangueiros em escala, a criar perus, a desenvolver o gosto por viveiros de trutas... O seu papel no Grémio foi importantíssimo.
Veio a adquirir a quinta de que seus pais primeiro e depois ele foram caseiros. Claro que isso lhe exigiu esforço e denodo económico...
Muita gente ganhou o seu pão trabalhando naquelas quinta e casa.
As colónias eram sustentadas, em grande parte, com produtos da quinta.
Havia ainda o célebre "queijo da Cáritas" que ele recebia para distribuir por quem precisava e servia também para apoiar os que trabalhavam na estrada e os miúdos em colónias de férias...
Homem prático, era um bom conselheiro, amigo do seu amigo.
Para já não falar das "Procissões da Semana Santa", dos Congressos Eucarísticos, dos Concursos de Catequese...
Bom colega. Disponível para ajudar.
Amigo de Tarouca.
Que descanse na Mão de Deus. Que junto do Eterno interceda por nós.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Sensações muito fortes atravessaram-me a alma...


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Visto que as obras de requalificação e valorização da Igreja de São Pedro Tarouca começarão amanhã, hoje, no fim da Eucaristia das 11h, o Santíssimo Sacramento foi retirado da Igreja e levado para a Capela da Misericórdia (ao lado da Igreja). A assembleia aplaudiu com serena e devota salva-de-palmas o seu Senhor enquanto era levado.
Durante um ano, prazo previsto para as obras, Jesus Sacramentado não estará no seu e nosso templo.
Sensações muito fortes atravessaram-me a alma. Se a alegria e a esperança me entusiasmaram pelo facto de podermos dar dignidade à Casa de Deus e do seu povo; a tristeza, o vazio, o sentimento de perda e de ausência cravaram-se-me no coração. Olhei para a velha Igreja de oitocentos anos e parecia-me um corpo sem alma. Inerte, fria, sem vida. E não me levem a mal, a custo sustive uma lágrima que teimava em soltar-se.
Que diferença! Com Jesus Sacramentado o vetusto templo é vida, encanta, eleva, seduz, enche a alma, é comunidade; sem Ele, sabe a museu…
Numa Paróquia com 11 povoações, a Igreja Paroquial, casa comum de todos os discípulos de Cristo pelo Batismo, é a referência da fé da comunidade, a Casa-Mãe, a maternidade espiritual, o centro e fonte de unidade, a nossa CASA, onde trazemos a vida e de onde partimos para a vida.
 
Uma palavra. No fim da Eucaristia, pediu-se à comunidade que ajudasse na mudança. Era preciso levar coisas para o Centro Paroquial. Era preciso levar outras coisas para a capela da Misericórdia. Uma multidão de pessoas, de todas as idades, compareceu e ajudou. Com serena alegria e entusiasmo. Quando Tarouca quer é inexcedível! Parabéns.

sábado, 18 de janeiro de 2020

A sete pontos...

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Aí vão sete pontos… E ainda não começou a 2ª volta!
Como não acredito no Pai Natal, o campeonato para o meu Clube é uma miragem. Se um portista acredita sempre, a realidade impõe-se, nua e crua.
Uma equipa que perde com o Gil Vicente, empata em casa do Marítimo e do Belenenses e perde em casa com o Braga, que pode esperar? Até porque o principal concorrente está fortíssimo a nível nacional.
Este Porto é "um credo na boca"! Mesmo quando começa a ganhar, nunca se sabe o que aquilo vai dar. A defesa parece apostada em dar brindes aos adversários, sem mostrar que aprende com os erros. O ataque falha oportunidades sobre oportunidades (então penaltis…).
Raramente pratica um futebol que deixe os adeptos de sorriso aberto. Se ao menos fosse resultadista!...
Lançar jovens não passa de palavras bonitas. Entram, espreitam (quando têm tempo para tal...) e saltam.
Jogadores importantes saíram a custo zero e os reforços chegaram em cima da hora.
A equipa parece intranquila, nervosa, inconsistente.
Aparecem opções tácticas difíceis de explicar.
E já não tenho paciência para desculpas como a arbitragem, a relva, o autocarro, o anti-jogo dos adversários. Isso cheira-me sempre a "desculpas esfarrapadas",  fuga à realidade.
O problema está dentro de nós. Uma direcção decrépita, incapaz, sem fulgor, sem dinamismo, sem ousadia. Que só aparece em palco nos bons momentos (nos últimos anos, poucos infelizmente).
Um treinador que teimosamente insiste e persiste nos mesmos erros. Não se é eficaz por ser portista, mas é preciso ser eficaz para ser treinador portista.
Dir-me-ão que o Benfica, na época passada estava, em janeiro, a sete pontos e foi campeão. É verdade. Muito por incompetência do FCPorto! Sinceramente, de modo nenhum acredito que os da Luz cometam os mesmos erros este ano.
Já que nem passámos a fase grupos no acesso à Liga dos Campeões, já que muito provavelmente iremos perder este campeonato, que ao menos lutemos digna, competente  e bravamente nas provas em que participamos, tentando ganhar o que for possível.
O futuro não se afigura risonho. Basta ver a reeleição do velho presidente…. A história recente diz-nos que iremos continuar a perder pontos em relação ao adversário direto… E os sócios a ver passar a banda que se parte em pedaços...
Quanto a S. Conceição, penso - eu que o apoiei desde o início - que estará em fim de ciclo. Este treinador faz-me lembrar o ditado que diz: "Muita parra e pouca uva."

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Uma trapalhada triste, feia e a roçar o absurdo

Polémica sobre o livro do Cardeal Sarah sobre o celibato…
Veja aqui.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

"Mas as pessoas vão à Igreja por causa do padre ou por Jesus Cristo?"

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Naquela paróquia, o pároco falecera. A Diocese nomeou o sucessor. A paróquia  não aceitou a nomeação. Nestas e noutras coisas, alguns fazem-se passar pelo todo. Não sei se é o caso…
O Pároco nomeado tentou tomar passe da Paróquia. Foi impedido de o fazer.
Pode ver aqui.

Onde fica Cristo no meio disto tudo? As pessoas são cristãs por causa do Cristo ou por causa do padre? Adoram quem? Quem é a sua referência, caminho, verdade e luz? Quem salva?
Reparemos. Um cano pode estar enterrado, ferrugento, sujo, mas é por ele que a água chega às nossas torneiras. O Padre, como qualquer outro ser humano, tem defeitos, limitações, falhas, pecados. Ele não é anjo, é humano. Pode até ser como esse tal cano… Mas sem ele não há Eucaristia.  E a palavra do Mestre segue, ontem como hoje, plena e clara: "Quem vos recebe, a Mim recebe."
Já diz o ditado: "Cada mocho em seu galho." A quem compete a nomeação do Pároco é ao Bispo diocesano. Então não troquemos os serviços, cada um que exerça o seu. Ponto.
Vemos que cada vez é maior a escassez de sacerdotes, rareiam as vocações, os seminários têm pouquíssima gente, há padres com várias paróquia a encargo. E qual é a reacção de alguns leigos? Ostracizar, criar problemas, dividir, impedir… Não deveria ser antes acarinhar, apoiar, incentivar, desempenhar devidamente na paróquia e na Igreja os seus serviços laicais???
Se não há padres, acham as pessoas que é com atitudes assim que se desperta nos jovens o desejo de seguir a vocação sacerdotal?
Há bastante  tempo um senhor  contou-me que tivera alguns problemas 'chatos' com o padre da sua paróquia. Mas nunca deixou de participar na Missa. O caso era público, por isso as pessoas admiravam-se de ele continuar a participar na Eucaristia presidida por esse padre. O senhor respondia sempre: "Não venho à Igreja por causa de nenhum padre. Venho para adorar a Deus com os meus irmãos na fé."

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Hospitais transformados em ringues de boxe

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Veja aqui.
Acompanhe também os comentários. Há para todos os gostos…

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

OBRIGADO, P.e JOÃO!


"A morte é apenas uma porta: do lado de cá é o limite da natureza, do lado de lá é a ternura de Deus" (Vítor Feytor Pinto)
Filho de Almofala, o P.e João Brás era Pároco de Alcabideche (Cascais), Patriarcado de Lisboa.
Faleceu na noite da última segunda-feira aos 58 anos. Na terça, presidida pelo Cardeal Patriarca,  realizou-se a celebração exequial na Paróquia que pastoreava.
Na manhã do dia 1 de janeiro, veio para Almofala, onde, à tarde, presidida pelo Bispo de Lamego, se celebrou a Santa Missa, com a presença do Bispo Emérito de Vila Real e alguns sacerdotes. A comunidade cristã de Almofala esteve em peso, bem como muitas pessoas das comunidades que ele servira no Patriarcado. Após a Eucaristia, realizou-se o cortejo fúnebre para o cemitério local, presidido pelo Administrador Paroquial de Almofala.
Na próxima segunda-feira, pelas 17.30h, será celebrada a Missa de 7º Dia a que presidirá o P. Vítor, muito amigo do falecido.
Os meus contactos com o P.e João Brás foram esporádicos e tiveram lugar quando passei por Almofala entre 2004/2005.
Mas sempre pressenti nos almofalenses uma grande estima e consideração por este seu conterrâneo. Pela sua proximidade às pessoas, pela disponibilidade que, nas férias, sempre demonstrava em apoiar, ajudar, colaborar pastoralmente, pelo interesse pela situação e problemas de cada um, pelo testemunho de vida, marcado pela simplicidade e pela fé.
Obrigado por tudo, P.e João!
Que os braços do Pai te acolham e neles sejas feliz para sempre.
Sabemos que estarás intercedendo por nós junto do Amor Eterno.