quarta-feira, 30 de junho de 2010

Portugal diz adeus ao Campeonato do Mundo

A Selecção Nacional Portuguesa foi eliminada do Mundial 2010, depois de perder com a Espanha por 1-0, esta terça-feira, na Cidade do Cabo, África do Sul.
Por causa das minhas tarefas pastorais, só assisti à 2ª parte (e não toda).

Segundo o jornal O Jogo, "A selecção espanhola dominou grande parte do encontro, tendo criado as melhores ocasiões de golo, com Eduardo a “brilhar” na baliza nacional.
O golo espanhol surgiu por intermédio de David Villa aos 62 minutos, num lance precedido de fora-de-jogo."
Carlos Queirós, seleccionador nacional, afirmou: "No final, acho que a Espanha, pelo domínio e oportunidades que teve, acabou por justificar o resultado."

Fiquei desiludido? Como português, sim. O sonho comanda a vida e por isso mantinha a esperança de uma equipa que se pudesse transcender para poder continuar em prova. Como desportista, sabia das limitações da nossa equipa que não me inspirarava confiança por aí além...

Que este desaire ajude a repensar o futebol português, através de uma análise serena que possibilite um projecto realista e ambicioso que a todos envolva.
O mais fácil nestas circunstâncias é apontar o dedo ao treinador, a este ou aquele jogar, a alguns elementos da estrutura federativa. Mas mudar as pessoas para ficar tudo na mesma resolve?

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Paróquia de São Pedro de Tarouca celebra o seu Padroeiro


Quem é São Pedro?
A festa de São Pedro...
Veja aqui.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Duas citações...

Ao passar hoje os olhos por alguns sites da internet, deparei-me com duas frases que para aqui transcrevo. Peço aos leitores que opinem sobre elas.

1. "Se você tirar o amor, o sexo se transforma em prostituição" - http://www.cleofas.com.br

2. "Para mim sexo sem amor é prostituição" - http://www.paroquias.org

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mas os pais dormiam tranquilamente...

Não era sequer nenhum fim-de-semana. O rapaz de 16 anos e sua irmã de 14 tinham saído para a night.
Às 4 da madrugada chegaram a casa. Os pais dormiam tranquilamente e nem deram conta da vinda dos filhos.
Só no dia seguinte é que se aperceberam. Ele havia sido assaltado e chegou sem telemóvel, sem dinheiro e sem relógio. Ela estava de ressaca...
Mas os pais dormiam tranquilamente... Mesmo que os filhos tivessem 16 e 14 anos!...

É isto. Muitos pais dormem tranquilamente. Ou melhor, andam na vida a dormir como pais. Com o argumento que hoje os tempos são outros, que é preciso dar liberdade aos filhos e confiar neles, que se não se lhes fizer a vontade ainda é pior...
E aqueles pais que vão no enredo dos filhos e os deixam dormir fora de casa, engolindo a "peta" que estes lhes querem impingir?! Quantas vezes os pais os julgam num lugar e os "rebentos" estão noutro que, se os pais soubessem ficariam sem respiração?

NADA ACONTECE POR ACASO!

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domingo, 27 de junho de 2010

Polémico e desassombrado

Leia aqui a entrevista que D. januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, concede ao jornal i.
Polémico e desassombrado, D. Januário não foge nem ladeia as questões. Responde directamente, sem medo de sair fora do "politica e eclesialmente correcto". Uma linguagem nova, fresca, sem o "mofo de sacristia".
D. Januário prova que o amor profundo à Igreja não é incompatível com a liberdade de pensamento . O "amenismo" não será uma forma de desamor?
D. Januário foge aos lugares comuns de tantos responsáveis eclesiásticos, que refugiando-se num barroquismo de linguagem, procuram não se expor para que ninguém lhe caia em cima.
E dou comigo a pensar: "Que falta faz a este interior abandonado um Bispo com esta coragem!!! Que não tivesse medo de se expor e, em nome do Evangelho, fosse voz e vez destas gentes que as não têm."
Claro que o conservadorismo fundamentalista não lhe perdoa. Mas não será isso uma prova de que D. Januário está no bom caminho? Não foi o conservadorismo fundamentalista dos fariseus e afins que levou Jesus à cruz? Não foram perseguidos todos os verdadeiros profetas bíblicos?
O fundamentalismo religioso, armado em "dono de Deus", jamais aceita a novidade que belamente brota do Evangelho. Em nome Deus combate, urra, enxovalha, denigre, ostenta chamas de ódio contra quem ouse questionar as suas certezas e defender, hoje e aqui, a dignidade da pessoa humana, o mais excelente sacrário de Deus no mundo.

sábado, 26 de junho de 2010

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Em que consiste a liberdade?

Liberdade não significa gozar a vida, achar-se completamente independente, mas orientar-se segundo a medida da verdade e do bem para assim nos tornarmos também verdadeiros e bons. - Bento XVI


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Número de milionários aumenta em Portugal

Sempre se disse que os tempos de crise favorecem os grandes. E vários órgãos de comunicação social têm referido que o luxo não está em crise. Sejam casas, automóveis, telemóveis, férias, roupas...
A malfadada crise sobra sempre para os mesmos. Outros nem com o dedo lhe tocam!

O número de milionários em Portugal aumentou 5,5 por cento num ano, segundo um estudo mundial realizado pela Cap Gemini e pela Merrill Lynch relativo a 2009.
Em Portugal, há registo de 11 mil pessoas com uma fortuna acima de 800 mil euros.

As razões apontadas para este aumento prendem-se com a subida da Bolsa de Lisboa, que ganhou 33,5 por cento num ano, o aumento dos preços do imobiliário e a forte descida das taxas de juro.
Apesar da crise económica, o aumento das grandes fortunas tem sido registado em vários países, verificando-se mundialmente 10 milhões de milionários, com fortunas superiores a 800 mil euros, sendo os EUA, o país com maior número de afortunados.
Correio da Manhã

RICOS MENOS SOLIDÁRIOS
Os donativos para instituições de caridade registaram uma quebra de 3,6% no ano passado para 303,75 mil milhões de dólares, um valor que compara com os 315,08 mil milhões canalizados em 2008 para fins de solidariedade nos Estados Unidos.
É que os mais ricos aproveitaram o aumento das suas fortunas para apostarem em bens tangíveis como obras de arte, jóias e jactos.

Uma Visita pelo Concelho de Tarouca

AQUI

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Os jovens têm uma grande missão a cumprir

'No futuro, para salvar o país, os jovens têm uma grande missão a cumprir, fazendo um 'regresso objectivo à terra' - António Serrano, Ministro da Agricultura

Pois, pois...
-Primeiro abandonou-se o interior e reduziu-se Portugal a uma faixa de 20 km junto ao litoral...
-Depois sucessivos governos promoveram políticas que tiveram como consequência, a curto prazo, a liquidação da 'pequena agricultura', depreciativamente rotulada de 'agricultura de subsistência'. E isto aconteceu por impulso da desastrosa Política Agrícola Comum, que até pagava para que certas culturas fossem abandonadas.
- Também nada se fez para esbater barreiras e preconceitos segundos os quais a agricultura era para aqueles que mais nada sabiam fazer. A agricultura era e é considerada uma profissão despretigiante. Perguntem aos pais se gostavam que os seus filhos fossem empresários agrícolas...
- A agricultura, como o comércio, indústria e serviços, tem que se adaptar, modernizar e associativar.
- Os agricultores têm direito à informação/formação. O que cultivar? Como cultivar? Como se organizar visando o escoamento dos produtos?
- Como se tem promovido a educação para o consumo do que é nacional? Que peso tem o assocoativismo na formação dos jovens de hoje? Tem-se premeado e incentivado a criatividade em meio agrícola?
- Há produtos com escoamento. Por exemplo, o azeite. Mas ficam muitos olivais por apanhar porque o custo da a mão-de-obra não compensa. Não seria obrigação de tantas pessoas que recebem ordenados mínimos e que podem trabalhar ajudar na apanha da azeitona, responsabilizando-se o agricultor por cobrir o que vai do ordenado mínimo ao ordenado real? è que o azeite é produto de exportação...

terça-feira, 22 de junho de 2010

sob a nudez forte da verdade – o manto diáfano da fantasia.

A Relíquia
Foi este livro de Eças de Queirós meu companheiro nos últimos dias.
A personagem principal, Teodorico Raposo, é um órfão criado por uma tia beata e rica, obcecada pela conquista da graça divina.O pequeno Raposo, em criança, carente e sexualmente reprimido, cresce, alimentando, secretamente um ódio visceral à religião e à “querida” Titi, ao mesmo tempo que simula uma afeição sincera pela tia e uma devoção genuína pelos ideais desta.
A hipocrisia é a faceta predominante na componente comportamental das atitudes da personagem. Enquanto isso, a componente emocional da mesma atitude é revestida de um cinismo atroz, de uma crueza de sentimentos jamais vista.Toda as acções de Teodorico são comandadas a partir do impulso sexual que se traduz numa obsessão omnipresente, desenvolvida a partir de uma infância totalmente deserta de qualquer tipo de afecto feminino.
Teodorico é, na fase infantil, uma criança muito sexuada, se considerarmos a voluptuosa sofreguidão com que com que avalia os mais dotados espécimes do género feminino como, por exemplo, “a inglesa do Senhor Barão”.
Na fase adulta, a sua relação com as mulheres obedece à mesma estrutura. Todas as suas aventuras amorosas são apenas passageiros delírios passionais, à semelhança do idílio de Ega e Raquel Cohen em Os Maias. Desde a horizontalíssima e venal Adélia, em Lisboa, às prostitutas do bordel em terras orientais, passando pela aparentemente angelical luveira inglesa de Alexandria. Tanto o bordel como o paquete no qual Raposo viaja para a Terra Santa, são palco de alguns ultra-cómicos episódios que salientam o carácter burlesco da personagem em tudo o que se relaciona com “saias” – o fruto proibido pela tia, poderosa, cuja degustação poderá impedi-lo de aceder ao paraíso financeiro que a austera senhora lhe legará após a sua morte.
A psico-castração forçada a que Raposo é submetido leva ao desenvolvimento de uma certa ambiguidade sexual que se traduz na sua relação com Crispim. Este exprime a sua afeição pelo colega um pouco fora dos cânones considerados “normais” entre dois indivíduos do mesmo sexo. Ambiguidade que está patente na admiração demonstrada por Raposo ao manifestar a sua admiração pela beleza feminil de um deslumbrante efebo árabe, fazendo lembrar T.E. Lawrence e a sua paixão em terras muçulmanas.
A peregrinação de Raposo à Terra Santa tem como objectivo a busca de uma relíquia sagrada que lhe permita conquistar definitivamente a afeição da sua tia e a certeza de ser o único contemplado na tão cobiçada herança.
A relíquia transforma-se, assim, no pretexto para uma aventura sem precedentes, em terras distantes sem o jugo opressivo da encarnação da Virtude que é a sua mãe substituta.
É nesta viagem que Eça tem, mais uma vez, oportunidade de, através do sapiente e eruditíssimo companheiro de viagem de Raposo –, o alemão Topsius, professor universitário, uma espécie de Indiana Jones –, que o Autor exibe a sua mais do que vasta cultura, no que respeita às civilizações antigas e ao conhecimento das descobertas arqueológicas e étnicas pelos mais eminentes académicos europeus seus contemporâneos (ou quase) como Champollion e Chateaubriand.
É ainda, através de Topsius, que Eça se propõe a criticar o pedantismo dos ideólogos alemães e da pretensa superioridade intelectual e militar germânica, antevendo o que se passaria daí a algumas décadas, no início do sec.XX, inclusive o massacre massivo da população judaica na Europa.
Outro episódio interessante é o do sonho de Raposo, uma regressão de dezoito séculos que lhe dá a possibilidade de assistir ao julgamento de Cristo, descortinando, simultaneamente, a “verdade” acerca da Ressurreição e do nascimento da religião cristã.
Um conto dentro do romance que vem retirar a originalidade a alguns autores contemporâneos como Dan Brown em O Código DaVinci e Catherine Clément em Jesus na Fogueira.
É ler para crer…De facto tudo parece ter sido originado a partir de um mal-entendido e de um plano que o casal romano – Pilatos e Cláudia – que correu mal à última hora…Da mesma forma a Fatalidade apodera-se do destino de Raposo. Um descuido faz inverter a Roda da Fortuna para o nosso (anti) herói.
E é sempre verdade que “mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo…O estilo predominante em A Relíquia está impregnado de sarcasmo, enquanto que a estrutura narrativa em relação à sucessão dos factos, exibe a profunda ironia face ao prazer sádico dos deuses, ou qualquer força superior que se assemelhe a uma divindade, em brincar com os desejos humanos – da mesma forma que o felino se diverte com a presa antes de a aniquilar, devorando-a.
O último capítulo está particularmente recheado de situações deste género. E, quando o autor, já nas últimas páginas, parece atribuir um final moralizante à história, de inspiração assaz hegeliana – exaltando o primar da consciência e a noção de que a hipocrisia não compensa –, não resiste a terminar com uma tirada de um cinismo contundente, ao professar a crença de que só não triunfa quem não sabe mentir de forma convincente, mesmo quando desmascarado…Mais uma obra acutilante feita para abalar consciências e espetar a farpa bem no meio da ferida
.Para bom entendedor…
Cláudia de Sousa Dias

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Portugueses confiam em bombeiros e não em políticos

Um estudo GfK divulgado esta segunda-feira revela os portugueses dão destaque aos bombeiros como sendo a profissão de mais confiança (93 por cento). Em oposição, os portugueses desconfiam dos políticos em 83 por cento e dos banqueiros em 61 por cento.
Os portugueses mostram pouca confiança nos políticos, advogados, banqueiros, gestores de grandes empresas e juízes. Ao invés, depositam a sua preferência nos bombeiros.

Mais de metade dos 19 países, em que o estudo foi realizado, partilham a mesma insatisfação e desconfiança que os portugueses face aos advogados, banqueiros, sindicalistas, jornalistas, políticos, entre outros.
In Correio da Manhã

São sistemáticas estas desconfianças nas sondagens no que toca aos políticos.
E os políticos não se envergonham? Não mudam nada? Continuam como se não soubessem? São incorrigíveis? Até quando?

Portugal é o nono mais pobre da União Europeia
Só alguns dos países do antigo bloco comunista que aderiram à União Europeia (UE) são mais pobres que Portugal. O nosso país é o nono pior no ranking do poder de compra. No topo da lista está o Luxemburgo, com elevada percentagem de população de origem portuguesa.
Observação: Face a estes resultados, espantou-me um pouco (ou talvez não...) todo o optimismo de Mário Soares no programa de Judite de Sousa, esta noite, na RTP1.
Que precisamos de optismo e de esperança (a selecção elevou o ego nacional na última partida), isso é um facto. De más notícias estamos todos cheios...
Mas que tal nunca nos faça tirar os pés da terra. A situação é grave e não há como escondê-la.

Agora, só uma catástrofe tira Portugal dos oitavos-de-final.

Os sete golos dão ainda uma maior tranquilidade para as contas do grupo, aconteça o que acontecer diante do Brasil, no dia 25, em Durban.
Decisivo. Era assim que se afigurava este jogo com a Coreia do Norte e Portugal respondeu da melhor forma possível à pressão: a maior goleada até ao momento no Mundial 2010. Desta feita, não houve sustos coreanos como em 1966, em que Eusébio teve de marcar quatro golos para salvar Portugal da derrota.

A Cidade do Cabo não causou tormentas à equipa de Carlos Queiroz e antes abriu uma boa esperança para a passagem à fase seguinte da prova. O seleccionador fez quatro alterações face ao desafio com a Costa do Marfim e os quatro ases – Miguel, Tiago, Simão e Hugo Almeida – ganharam a aposta.
Os Navegadores tinham o mapa da vitória bem estudado e cedo arrepiaram caminho. Ricardo Carvalho atirou ao poste logo aos seis minutos, quando alguns adeptos se sentavam no estádio Green Point.
A Coreia do Norte sofreu no início da partida e só aos poucos tentou esboçar uma reacção, com alguns remates à baliza de Eduardo. No entanto, o domínio português era claro e o golo chegou aos 29 minutos, por Raul Meireles. Portugal chegou ao Mundial com um golo do médio no play-off na Bósnia e foi por ele outra vez que Portugal se estreou a marcar neste Campeonato do Mundo.
E se a primeira parte já tinha sido boa, o segundo tempo foi de sonho para a equipa das quinas. Seis golos em 45 minutos, na melhor actuação de sempre da selecção nacional num mundial.
O festival começou aos 53’ com Simão a assinar o 2-0 numa bela jogada de entendimento com Hugo Almeida e Meireles. O avançado ajudou primeiro e aos 56 assumiu o papel de goleador, com uma cabeçada eficaz a cruzamento de Coentrão, fazendo o terceiro. No banco, Carlos Queiroz estava eufórico.
Mas os adeptos pediam mais e a equipa ansiava por isso. Ronaldo não se preocupou com o ketchup dos golos e começou a abrir o ‘frasco’ para os colegas, distribuindo assistências primorosas em catadupa. Aos 60’, Tiago fez o 4-0, após passe do craque português, numa fase em que até a chuva parou para o craque português brilhar mais intensamente.
Ronaldo ameaçou aos 70’ com um míssil à barra, mas o 5-0 ficaria para Liedson (substituiu Hugo Almeida), aos 81’, que marcou praticamente na primeira vez que tocou na bola.
Todos marcavam e só faltava Ronaldo, o melhor em campo esta tarde. Inverteram-se os papéis e foi a equipa a ajudar o jogador a quebrar o jejum de quase dois anos sem golos na selecção. O calvário acabou aos 87’, com um golo caricato, com a bola a saltitar na cabeça de Ronaldo, antes de cair para o pé e encostar para a baliza. Insólito, mas tremendamente eficaz.
E se a meia dúzia já era histórica, Tiago ainda acrescentou mais um golo à narrativa, já ao cair do pano.
Fonte: aqui

Ordenações sacerdotais

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domingo, 20 de junho de 2010

Impressões do fim-de-semana

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A simplicidade bela no casamento
Fim da manhã de sábado. Casamento e Baptizado. Aquele jovem casal tinham uma criança para baptizar. Mas descobriram que não haveria verdade em pedir à Igreja o Baptismo para a sua filha sem pedirem primeiro a eles para aderirem em pleno à mensagem da Igreja sobre o Matrimónio. Por isso resolveram casar catolicamente. Acto de coerência assinalável que tanta falta faz ao nosso tempo, mormente nestas questões do casamento, quando se trata de pessoas que se dizem católicas.
Após o casamento dos pais, teve lugar o Baptismo da criança. Gostei da cerimónia. Correu com muita simplicidade, serenidade e houve participação. Noivos, assembleia, coral e fotógrafo souberam estar. Até a menina se portou maravilhosamente.
Apreciei especialmente a maneira desinibida e clara como os noivos responderam na Missa e assinalo um facto lindo: foi a noiva que subiu ao ambão para cantar o cântico de Acção de Graças.
Em tantas circunstâncias, os noivos, tão preocupados com o facto e o vestido, com o ramo e o fotógrafo, não respondem, não participam, não cantam. Parecem mais uns deusezinhos pagãos do que crentes que abrem o seu amor ao Deus que o confirma e o santifica.
A seguir a esta cerimónia, parti para Santa Helena onde partilhei a refeição com os homens do Conselho Económico que aí levaram a efeito alguns trabalhos programados e analisei com eles algumas situações.
Depois, da parte da tarde, presidi às Eucaristias vespertinas habituais nesta comunidade.

Um Domingo cheio
Da parte da manhã, as Eucaristias habituais. De tarde, porque era o 3º Domingo do mês, subi a Santa Helena para a Missa da Irmandade. Desci à pressa para presidir a um funeral.
Sempre me marcou o testemunho deste homem que ontem o Senhor chamou a si. Humilde, correcto para com todos, respeitador.
Há uns tempos a esta parte, andava de muletas. Mas tal nunca o impediu de participar na assembleia celebrante do domingo nem noutras ocasiões de oração promovidas pela paróquia.
Ele intuía belamente que a fé, sendo uma adesão pessoal a Jesus Cristo, se celebra, se vive e se manifesta na comunidade, pela comunidade, com a comunidade.
Quando as pessoas se deixam arrastar pelo "socialmente correcto" e sempre arranjam motivos para abandonar a comunidade, este homem nunca se desculpou com as muletas. Nunca deixou vago o seu lugar ao domingo. Nunca prejudicou os outros irmãos com a sua ausência. Estava. E pronto!
Claro que os domingos exigem muito. Não é só o aspecto celebrativo. É também o acolhimento a quem nos procura pelas mais diversão razões. É ainda a necessidade sentida de contactar esta e aquela pessoa; este e aquele grupo.
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Quatro novos padres
O Ano Sacerdotal, para o qual o Santo Padre Bento XVI convocou toda a Igreja, teve a sua conclusão assinalada, na Diocese de Lamego, com a ordenação de quatro novos sacerdotes .
As ordenações sacerdotais foram hoje, 20 de Junho, com início pelas 16h na Sé de Lamego, presididas pelo Bispo da Diocese, D. Jacinto Botelho que, nos 10 anos que leva à frente dos destinos da Diocese, ordenou, até agora, 20 sacerdotes.
Os novos 4 sacerdotes da Diocese de Lamego são: André Filipe Mendes Pereira, da paróquia de S. Joaninho, concelho de Castro Daire; António Jorge Gomes Giroto, de Mós, Paróquia de Parada de Ester, concelho de Castro Daire; Bernardo Maria Furtado de Mendonça Gago de Magalhães, da Paróquia de Carvalhido, concelho do Porto; José Filipe Mendes Pereira, da Paróquia de Nespereira, concelho de Cinfães.
Bem gostaria de ter estado presente! Pelos novos colegas. Pelo encerramento do Ano Sacerdotal na Diocese. Mas, como referi acima, não me foi possível.
Na Eucaristia em Santa Helena, exactamente à hora em que decorriam as ordenações, rezámos por eles.
Um abraço de parabéns aos novos sacerdotes. Uma prece pela sua fidelidade. E que "a cruz de cada dia" lhes acenda a esperança que não engana.

Famílias estão a tirar filhos dos colégios privados para pôr no público

Os colégios privados sentem já «de forma muito evidente» a crise das famílias, que tentam transferir os filhos para escolas públicas, deixam mensalidades por pagar ou cortam nas actividades extra.

Veja aqui.

sábado, 19 de junho de 2010

No vão da crise

A solução para a crise passa, pois e obrigatoriamente,
pela revalorização da família, pelo investimento na família

Maldita crise ou bendita crise? A crise é sempre maldita, por mais optimista que se seja e por mais virtudes que se lhe reconheça – e lá que as há... há!
Os portugueses – noticiou o Público há dias – estão a tirar os seus familiares idosos dos lares e a levá-los de volta para suas casas.
Ora aí estaria uma das virtudes da crise, se entre as suas consequências estivesse esta importante conquista da luta contra a solidão e abandono a que estão votados muitos milhares de idosos.
De facto, esse é um problema da modernidade, do desinvestimento na família e, essencialmente, de uma cultura de indiferença e de falta de solidariedade intergeracional numa sociedade cuja crise primeira e mais funda é a ausência de referências, virtudes ou valores.

Os portugueses, conclui-se, estão a tirar os seus idosos dos lares porque há cada vez mais desempregados, que – numa perspectiva benévola – têm assim mais tempo para acompanhar e dar a indispensável assistência aos seus ascendentes; ou que – numa visão cruamente mais materialista –, à falta de rendimentos, precisam mas é do dinheiro das respectivas pensões e da poupança com as mensalidades dos tais lares.
Até porque, para quem passa à condição de desempregado, de nada lhe serve poder deduzir à matéria colectável (nesse caso, qual?), em sede de IRS, os gastos com essas instituições.
É claro que é questionável que o Estado, por via fiscal, tenha andado na prática a incentivar os internamentos dos idosos nesse tipo de casas – aliás, em geral, de trabalho meritório.
Como igualmente é discutível que o Estado se preocupe tanto em apoiar as instituições que respeitavelmente acolhem crianças em situação de alegado risco e não trate, antes, de apoiar as respectivas famílias por forma a terem condições para integrarem todos os seus membros.
Bem pelo contrário, o Estado continua a castigar a família – por exemplo, quando, entre as primeiras medidas de austeridade, logo levianamente se propõe acabar ou reduzir as deduções com a Saúde (que mais afectam quem tem dependentes idosos) e a Educação (penalizando quem tem descendentes menores).

Mais ainda em tempo de crise, a família é um esteio fundamental que o Estado deveria preocupar-se em defender.
O Estado e as empresas. Principalmente aquelas cujos manuais de ‘boas práticas’ aconselham à ausência de horários – com isenções generalizadas ou horas extraordinárias ilimitadas – e que até ao fim-de-semana promovem dispendiosos encontros de quadros (normalmente fora das suas instalações e em locais aprazíveis) para que os trabalhadores se sintam na empresa como se esta se tratasse da sua família.
Um disparate. A empresa é local de trabalho onde o ambiente é tanto melhor e a produtividade tanto maior quanto maior for o profissionalismo, a exigência e o aproveitamento efectivamente rentável do tempo de trabalho. E quem diz a empresa diz o Estado.
Em Portugal, como na maioria dos países latinos, passa-se demasiado tempo no emprego e tempo de menos a trabalhar.
E o trabalhador ou empregado pouco tempo tem para a sua vida pessoal e familiar.
Como se esse tempo fosse negligenciável ou um desperdício.
Não é. A motivação para a produtividade e competitividade depende em muito da capacidade de realização de cada trabalhador no trabalho e fora dele.
A máxima que deveria valorizar-se ‘é trabalhar para viver’ e não ‘viver para trabalhar’.
É verdade que o trabalho dá saúde. Mas o trabalho em excesso ou o tempo inutilmente perdido no emprego não interessa a ninguém – é energia esbanjada.

A crise que há que enfrentar não se ultrapassa com vaquinhas de sacrifícios ou cortes avulsos.
Ultrapassa-se, sim, com confiança e trabalho, com criatividade e trabalho, com solidariedade e trabalho.
E com medidas de ruptura, que obrigam a contar com a família como núcleo-base fundamental para enfrentar os inevitáveis sacrifícios sociais.
A solução para a crise passa, pois e obrigatoriamente, pela revalorização da família, pelo investimento na família.
E, claro, por mais, mais criativo e mais produtivo trabalho.
Se assim acabar por vir a ser – e só por isso –, bem haja a crise!
Fonte: aqui

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu José Saramago

O escritor português José Saramago morreu esta sexta-feira, aos 87 anos em Lanzarote, onde residia há vários anos. O escritor estava doente e há várias semanas que não saía de casa.

O prémio Nobel da Literatura, José Saramago, laureado com o Nobel em 1998, sofria de graves problemas respiratórios.

Caim' foi o último livro de Saramago a ser lançado. Entre outros, recordamos obras suas como Evangelho Segundo Jesus Cristo ou Memorial do Convento.

Nunca fui um fã de Saramago, de muitas das suas ideias, nem da sua obra. Isto não me impede de dizer que, no pouco que houve de genialidade em português e em Portugal no Século XX, ele foi um dos maiores! Como português que sou, fico-lhe grato.

Atolados no meio de uma incompetência endémica, no meio da miséria de propósitos , da inépcia, que se estende da política ao futebol, passa pela economia e pela incapacidade de nos recuperarmos como Povo, como País, como projecto relevante para o Mundo de hoje, em que países desaparecem no mapa Europeu e onde Portugal se encaixa com perspectiva, cada vez maior, de transitoriedade.
Em Saramago e nuns poucos escritores portugueses actuais que fazem juz à excelência, resiste a esperança na preservação da língua de Camões, como património de muitos milhões no planeta Terra, num testemunho do que pode ainda ser a genialidade "made in Portugal". Por isso, o seu maior legado seja de que ainda possa haver esperanças para Portugal!
Pêsames à família!

Veja aqui o comunicado do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura a respeito da morte de Saramago.

Há amigos...

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

UPS!

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CARTA ABERTA
AOS PADRES DE PORTUGAL
A TODOS

O Ano Sacerdotal que ontem encerrou deu-nos oportunidade de conhecermos melhor a vossa vida e meditar sobre a vossa vocação.

Obrigado pelo vosso sim, repetido todos os dias, que resplandece como sinal de contradição no mundo sedento de verdade.

Obrigado pela vossa adesão livre e comprometida à vontade do Pai,que nos leva a procurar a paz que liberta e acende em nós o fogo do Amor de Deus.

Obrigado pela vossa união a Cristo e à Igreja por Ele fundada, que nos ajuda a reconhecer a grande graça de pertencermos à Igreja e de nos ancorarmos sobre a rocha da verdade de Cristo, quaisquer que sejam as tempestades.

Obrigado pelo vosso celibato vivido na alegria e no amor do Deus de ternura, que nos inspira a nos darmos uns aos outros na generosidade do dom total.

Obrigado pela vossa devoção à Santa Missa, milagre de eternidade que todos os dias ilumina e transforma as nossas limitações e nos permite fazer do Senhor eucarístico o princípio e o fim do nosso viver.

Obrigado por nos acompanharem nos momentos mais importantes da nossa vida: baptizando-nos, dando-nos o Senhor Jesus, ouvindo cheios decompaixão as nossas confissões, entusiasmando-nos a receber o Espírito Santo, juntando as nossas mãos no dia do nosso casamento, e preparandonospara ir ao encontro de Deus.

Por estas razões e tantas outras que não caberiam nesta carta eencheriam livros, nós queremos expressar publicamente o nosso apreço, carinho e gratidão por cada um, nossos queridos Padres, pelas vossas vidas e o vosso sacerdócio.

Com toda a estima e lealdade, prometemos acompanhar-vos com a nossa oração e os nossos sacrifícios para que nenhuma provação vos esmague, nenhuma dor vos destrua, nenhuma tentação vos vença.

Gostaríamos nós também de vos oferecer essa amizade santa que os irmãos de Betânia, Marta, Maria e Lázaro testemunharam a Jesus durante a Sua vida na terra.

Convosco nos empenhamos para que o Reino de Deus, com a alegria da paz e o esplendor da luz de Cristo, Morto e Ressuscitado, chegue aos confins do universo.

Pedimos a Deus que renove abundantemente as graças da vossa ordenação.

E cada um, com as características e os dons que lhe são próprios, entregamos a Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe, Rainha de Portugal e dos Sacerdotes, Virgem de Fátima, pedindo-lhe que vos seja sempre consolo.

Ao Coração Sacerdotal de Jesus vos confiamos, gratos por nos falarem desse Amor que dá sentido à nossa existência e ‘justifica a canseira do caminho’ no dizer do Papa Bento XVI.

Convosco,

Católicos de Portugal

Maria Bandeira de Mello Mathias Cortez de Lobão

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Frase do ano

"Não sei para que é que querem gastar dinheiro no TGV se podem perfeitamente oferecer um Porsche a cada português gastando menos". - Luís Campos e Cunha (ex-Ministro das Finanças)

Realista? Pessimista?

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"A educação em Portugal
é um crime de «lesa-juventude»

Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha."

"Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!"

"Isso é descentralizar a «bandalheira»

"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez: «A senhora tem uma agenda errada", porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas. Isso é descentralizar a «bandalheira».

MEDINA CARREIRA

(Leia aqui toda a intervenção de Medina Carreira. Mesmo que não concorde com tudo ou com parte, ajuda a pensar...)

Nova sondagem

"FESTAS POPULARES SÃO IMPORTANTES?"

Peço-lhe que responda a esta sondagem no fundo da página (pode dar respostas múltiplas).
Obrigado.
Amizade

terça-feira, 15 de junho de 2010

"Navegadores" ou "desanimadores"?

Portugal estreou-se com um empate a zero frente à Costa do Marfim.
Foi muito fraquinho aquilo que vi. Uma equipa sem entrosamento, sem profundidade, sem imaginação, sem garra, sem determinação! Pareceu-me errado o esquema táctico com um meio campo inexistente. Quem viu o jogo apercebeu-se com certeza do buraco que havia. O segundo passe sempre falhado...
Foi muito fraco mesmo para uma equipa que está no 3º posto do ranking da FIFA!
Mas não perco a esperança. Diz o povo que "o português não se quer afortunado ao princípio". Então vou pensar que a desfortuna de hoje se vai transformar em fortuna nos próximos jogos.
Certamente que técnicos e atletas vai analisar bem o que esteve mal e tentarão corrigir.
Portugal foi muito feliz naquelas paragens há séculos. Por que razão não o pode voltar a ser???

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Governo avalia introdução de portagens nas restantes SCUT

Não é agradável pagar impostos, portagens e burocracias.
As auto-estradas custaram dinheiro, não caíram do céu aos trambolhões.
Quem as vai pagar? O contribuinte. E se não pagarmos nós, deixaremos a dívida para os filhos e netos. Será justo?
E será justo que pague as auto-estradas quem não as usa? Dirão: mas toda a gente as usa, pelo menos indirectamente, pois as mercadorias e muitos serviços de que precisamos chegam, normalmente, por auto-estrada. E mais, as portagens encarecem os produtos e será o consumidor a arcar com os aumentos. É verdade. Mas penso que haverá aqui alguma justiça. Os produtos aumentam para todos e quem usa essas vias paga a sua utilização.

Claro que se coloca outro aspecto que tem a ver com a solidariedade nacional. No litoral mais rico há paletes de auto-estradas. No interior são raras. Não deveria isentar-se de portagens o interior, em nome da solidariedade nacional? Exactamente este interior abandonado, despovoado, colocado à margem do progresso?
Eu sei que o momento é de gravíssima crise. E se em nome da nação que somos, todos tivermos que fazer mais um sacrifício, ao menos que se tenha em conta o montante a pagar nas auto-estradas do interior, que deve ser mínimo.

Não me perecem lá muito justas as reivindicações dos autarcas algarvios a favor da não portagem. Afinal o Algarve é uma das zonas do país onde o nível de vida é mais elevado. E os portugueses, que para aí vão passar férias, sentem na pele a carestia de vida.
Quando há dias o senhor Presidente da República apelou aos portugueses para gozarem as férias cá dentro, podia também ter apelado para que os principais destinos internos de férias praticassem preços compatíveis, porque muitas vezes é mais barato gozar férias no estrangeiro - e até em zonas in - do que cá dentro.

Para refectir nesta semana...

“Não chega uma vaga religiosidade mesmo que esta passe por uma ocasional visita a um santuário. É preciso sentir-se membro da igreja e participar da sua vida e das suas actividades”. - D. Manuel Linda, Bispo.

As manias do Cristiano Ronaldo

Um madeirense escreve sobre o madeirense Cristiano Ronaldo.

Veja aqui.

Sussurros de Deus

video

sábado, 12 de junho de 2010

Santo António na Religiosidade Popular

Estudo biográfico sobre Santo António e sobre a devoção que, nomeadamente em Portugal, rapidamente se desenvolveu
Veja aqui.

A magia do futebol

Alguns governos dos países em crise têm hoje razões para descomprimir. Começa o Mundial de Futebol e nos próximos 30 dias muito se falará da bola que entrou, do penálti que ficou por assinalar ou do apuramento injusto deste ou daquele país. Aproveitando este estado hipnótico, muitos governos optarão por tomar medidas impopulares, atendendo a que o povo estará distraído com a paixão futebolística – e terá mais vontade de festejar as vitórias do seu país do que de ir para a rua protestar contra as decisões que lhes dificultarão ainda mais a vida no futuro.
Independentemente da política, o Mundial será um acontecimento que ficará na história. Em primeiro lugar porque é jogado em África, continente que nunca tivera tais honras, e porque coincide com uma das maiores crises financeiras dos últimos 50 anos. Alguém imaginaria, por exemplo, no Mundial de 2006, ver políticos a defender contenção nas despesas de alojamento e nos prémios de jogos? Não, nesse ano distante de 2006 ninguém queria que o futebol desse o exemplo. Os artistas não podiam ser chateados com questões menores de impostos sobre os prémios, ou servir de modelo de austeridade.
Em abono da verdade, o futebol tem conseguido quebrar barreiras que nenhum político ousou ultrapassar. No campo, consegue-se colocar frente-a-frente inimigos figadais e unir povos desavindos. Também é verdade que algumas guerras começaram ou ameaçaram começar por razões aliadas a jogos que descambaram em confrontos entre claques...
Mas o Mundial que hoje começa na África do Sul será um verdadeiro teste ao continente africano. Estará à altura de um acontecimento destas dimensões? Os problemas raciais não se farão sentir? Para já, os sul-africanos têm demonstrado uma hospitalidade invulgar. Em nenhum outro continente as selecções foram tão bem acolhidas.
O país escolhido pela FIFA para organizar o Mundial, há 20 anos não aceitava que brancos e negros viajassem no mesmo autocarro, não permitia casamentos mistos e o acesso à terra era limitado a zonas onde não havia qualquer tipo de riqueza. O Presidente de então, F. W. de Klerk, conseguiu fazer aprovar o fim do apartheid, sobressaindo depois a figura mítica de Mandela que uniu um povo em torno de um sonho: igualdade de direitos e de obrigações. Não passaram muitos anos desde então, mas Mandela ficará para sempre ligado à História. Espera-se que este campeonato possa também contribuir para aproximar culturas tão distintas como são as dos vários continentes. E já agora que sejam um bálsamo para a depressão mundial. O futebol é magia. Esperemos que funcione.
vitor.rainho@sol.pt

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Carta ao New York Times

Queridos jornalistas:

Sou um simples sacerdote católico. E sinto-me feliz e orgulhoso da minha vocação. Há vinte anos que vivo em Angola como missionário.
Dá-me grande dor pelo profundo mal que pessoas que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavra que justifique tais actos. Não há dúvida que a Igreja não pode estar senão do lado dos mais débeis e indefesos.
Portanto todas as medidas que sejam tomadas para protecção e prevenção da dignidade das crianças serão sempre uma prioridade absoluta.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo no vosso periódico, a ampliação do tema de forma mórbida, investigando em detalhe a vida de algum sacerdote pedófilo.
Por outro vejo o vosso desinteresse por milhares e milhares de sacerdotes que se consomem para ajudar milhões de crianças, adolescentes e outras pessoas mais desfavorecidas nos quatro cantos do mundo.
Penso que ao vosso jornal não interessa que eu tenha tido de transportar, por caminhos minados no ano de 2002, a muitas crianças desnutridas desde Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo o fazia nem as ONGs estavam autorizadas; que tenha tido de enterrar dezenas de pequenos falecidos entre os deslocados de guerra e os que haviam retornado; que tenhamos salvado a vida a milhares de pessoas no Moxico, mediante o único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas a mais de 110.000 crianças... Não vos interessa que com outros sacerdotes tenhamos tido que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois da sua rendição, porque não chegavam os alimentos do Governo e da ONU.
Não é noticia que um sacerdote de 75 anos, o P. Roberto, percorra todas as noites as ruas de Luanda cuidando dos meninos da rua, levando-os a una casa de acolhimento, para que se desintoxiquem da droga; que alfabetizem centos de presos; que outros sacerdotes, como o P. Stefano, tenham casas de passagem para as crianças que são golpeadas, maltratadas e até violentadas e procurem um refúgio.
Tão pouco é notícia que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os enfermos e desesperados.
Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado a sua terra e a sua família para servir a seus irmãos numa leprosaria, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para meninos acusados de feiticeiros o órfãos de pais que faleceram com Sida, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção aos sero-positivos… e, sobretudo, em paróquias e missões dando motivação às pessoas para viver e amar. ...........
Só lhe peço amigo periodista, busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre na sua profissão.

Em Cristo,
P. Martín Lasarte sdb
In O Amigo do Povo
--
Encerra hoje o Ano Sacerdotal.
Aqui fica o testemunho vivencial, humilde, autêntico de um sacerdote que, sem fugir aos problemas, chama a atenção da comunicação social para a VERDADE TODA!
Sinto como minhas as desculpas que o Papa apresentou à humanidade pelos pecados de pedofilia cometidos por sacerdotes.
Mas também sinto como minhas as verdades que o autor desta carta apresenta e que, normalmente são esquecidas pela comunicação social.
A todos os sacerdotes que, sem os holofotes da comunicação social, fazem da sua vida um serviço a Deus e ao homem, os meus parabéns!

Calendário do Mundial - Espetacular

CLIQUE AQUI
http://www.marca.com/deporte/futbol/mundial/sudafrica-2010/calendario.html

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Senhor Padre, que fazem as freiras?


  • NA IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

    As crianças são sempre um manancial de surpresa. Estávamos ontem na Igreja da Santíssima Trindade aguardando a encenação sob o título "Jacinta, flor que sorri para o Céu", quando aparece uma Irmã a falar com os pequenos e a motivá-los para aquilo que iriam observar.
    - Senhor Padre, o que fazem as freiras? - pergunta um dos pequenos que estava sentado junto a mim.
    Daí a pouco, à laia de apresentação, a Irmã começou a chamar pelas várias dioceses do país por ordem alfabética. Os catequizandos presentes das dioceses referidas levantavam-se abanavam os seus bonés e soltavam um grito de presença.
    Os meus pequenos então levantam-se, rodeiam-me e perguntam:
    - Qual é a nossa diocese?
    - Ó patifes, ainda não sabeis!? É Lamego!
    Já só tinham as pontas dos pés apoiadas no chão, prontos para saltar mal ouvissem o nome "Lamego". O que fizeram com enorme estrondo e vibração.
    Um deles acrescenta daí a ponto, como que a certificar-se:
    - Então o distrito de Viseu tem duas dioceses, é isso?
    - No fundo é isso - acrescentei.
    Comentaram a grandeza da nova Igreja, deixando-os a placa dourada de boca aberta. Mas o que mais os intrigou foi a imagem do Cristo crucificado...
    - Ó senhor Padre desculpe, mas parece um drogado!- comentava um.
    - , , parece mais um deficiente mental - acrescentava outro.
    Lá procurei ajudá-los a ler aquela imagem o melhor que pude. Não me questionaram mais, mas vi que não ficaram muito convencidos...


    NA EUCARISTIA CAMPAL

    Já houve anos em que senti, vivi e vi que as crianças viviam esta Eucaristia, ponto central da Peregrinação das Crianças a Fátima.
    Há tempos a esta parte , as coisas já não são bem assim.
    Duas horas no recinto!? Crianças!? Se está calor, é um tormento; se está frio ou chuva, outro tormento.
    Os cânticos podem ser muito litúrgicos, não duvido. Mas as crianças não lhe pegam. É urgente rever, na minha humilde opinião, o tipo de cânticos para aquela celebração.
    A própria proclamação da Palavra de Deus parece muito dramatizada, muito postiça, como se as crianças tivessem sido ensaiadas para um teatro.
    Depois, existe um panóplia de monições que as crianças já não são capazes de ouvir. E a partir de certa altura, basta olhar para perceber que os pequenos já lá não estão. Tanto tempo vai para além da sua capacidade de concentração...
    O aspecto simbólico, este ano, pareceu-me que passou ao lado dos participantes, não colheu.
    Mas viu-se que a assembleia agarrou a encenação na Igreja da Santíssima Trindade.
    D. Manuel Clemente esteve bem, sorridente, atencioso, carinhoso e demorou pouco. A homilia foi clara, mas não me parece que tenha sido captada pelas crianças. Faltou um história que focasse a atenção dos miúdos...


    UM MAR DE GENTE

    A cada ano mais gente aparece. Ouço sempre o mesmo comentário com que sintonizo: "Este ano esteve mais gente do que no ano passado."
    E sinto que os pequenos intuem esta realidade. Não estão sós nas suas aldeias, vilas ou cidades. Milhares e milhares de miúdos da sua idade, noutros pontos do país, fazem a mesma caminhada na fé.
    Ao olhar para aquela multidão enorme, chamei os meus pequenos para junto de mim e perguntei-lhes:
    - Olhai bem em todas as direcções. Parece-vos que Jesus não está na moda?
    - Bolas! Só quem não tiver olhos! - exclama um deles.
    ---

    Veja aqui

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Programa - Santa Helena


Preparando a Novena e a Festa de Santa Helena


Ao início da tarde de hoje reuni com o Vice-Reitor do Seminário Maior, P.e José Fernando, por causa da novena e da festa de Santa Helena.
Tenhamos em conta que na Festa de Santa Helena far-se-á o encerramento das Jornadas de Promoção Vocacional que durante o ano pastoral decorreram nas paróquias deste arciprestado tarouquense.
Acertámos horários; abordámos a temática da pregação, tendo em conta a realidade, o plano pastoral e as Jornadas de Promoção Vocacional; falámos de actividades a desenvolver durante a novena fora dos tempos normais de novena, como colóquios, horas de adoração, atendimento às pessoas e outras; esboçámos a participação de seminaristas e formadores na Missa da festa, presidida pelo senhor Bispo; focaram-se outras questões logísticas e repisaram-se outras intervenções da equipa formadora do Seminário, mormente no tocante às festas populares que têm lugar nesta paróquia.
Ainda trocámos ideias sobre o retiro para jovens desta comunidade. Por uma questão de indisponibilidade da sua parte, não será possível nos dias indicados pelos jovens: 4, 11 ou 18 de Setembro. Mas havemos de encontrar uma data até ao fim de Dezembro.

****
A novena de Santa Helena começará no dia 3 de Julho, pelas 18.30.

No dia 4, à mesma hora, terá lugar a Festa da Senhora das Dores.

Em cada dia, haverá dois tempos fortes de novena: 8h e 18.30h.

A novena terminará no dia 11, com a Eucaristia das 9.30h. Às 11.30h, começará a Missa da Festa, presidida pelo senhor Bispo, na qual será feito o encerramento das Jornadas de Promoção Vocacional.
***
Para tratar de assuntos relacionados com a feira, com o uso da casa por parte de novenistas que aí pretendam ficar alojados e outros assuntos logísticos, contactar o telm. 936459730.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Como vê os recentos casos de pedofilia referentes a pessoas ligadas à Igreja?

- Põem em causa o celibato sacerdotal. - 9%

- Questionam a formação dos candidatos ao sacerdócio. - 14%

- Afectam irremediavelmente a Igreja. - 28%

- A Igreja deve pedir perdão e cuidar das vítimas. -38%

- Os adversários servem-se desta situação para atacar a Igreja. -19%

- Embora monstruosa, a pedofilia dos elementos ligados à Igreja é ínfima em relação aos demais casos de pedofilia. -- 19%

- A Igreja vai sair desta crise, pela conversão mais profunda a Jesus Cristo. - 38%

À laia de comentário...
Nada nos deve fazer perder a imensidão. Nenhum fundamentalismo tem o direito de nos usurpar o todo, fixando-nos na parte.
Luzes e sombras atingem cada pessoa, cada instituição. Nem deixar de ver a sombra, porque a luz nos encandeia; nem deixar de descobrir a luz, porque a sobra nos cega.
Penso que o livro bíblico "Actos dos Apóstolos" poderia ser, neste aspecto, objecto de sério estudo nas escolas de jornalismo.
Aquela crónica - não em sentido moderno do termo, claro - que nos relata a vida do cristianismo nascente, oferece-nos um relato globalizante do fenómeno humano.
Os Actos dos Apóstolos não escondem problemas, abandonos, traições, discussões. Mas também não deixam de apresentar alegrias, conquistas, entreajudas, solidariedades, espírito empreendedor, ideais, valores, testemunhas fiéis e coerentes. Enfim, oferecem-nos também o lado bom e belo do homem.
E o homem tem direito à verdade total!!!
Muito do jornalismo actual, tendo em contas as audiências que sustentam os vários meios de comunicação, oferece em bandeja de ouro escândalos, baixezas, crimes, superficialidades e futilidades. Mas deixa tantas vezes no baú do esquecimento actos heróicos, vidas doadas, serviços oferecidos, compromissos assumidos, valores vividos, felicidades partilhadas, alegrias serenas.
Aqui não podemos iludir a responsabilidade do público, sempre muito mais ávido de escândalos do que do são e belo da vida. Tendo em vista as audiências, a comunicação social oferece aquilo de que o público gosta. Se os consumidores dessem mais importância ao que de bom e de belo se passa no mundo, a comunicação social era obrigada a ter isto em conta.
No caso concreto da Igreja, esta aparece na comunicação social, maioritariamente, por causa de escândalos vários. Mas que a Igreja se reduz a um inferno de escândalos???
- Só em 2009, trinta sacerdotes morreram ao serviço da Igreja.
- João Paulo II disse que nenhum século viu nascer tanto mártir como o séc. XX.
- Veja aqui o testemunho fantástico de fidelidade a Cristo e de amor empenhado ao próximo de um jovem sacerdote da 2ª metade do século XX.
- Veja aqui esta carta que relata histórias de sacerdotes que entregam as suas vidas até limites inimagináveis, mas...«não são notícia».
- A maioria dos sacerdotes dão a sua própria vida pelos outros, ao serviço do bem comum, ajudando os mais pobres e desfavorecidos, promovendo a educação e o desenvolvimento integral das pessoas.
Mas a Igreja não tem fraquezas e pecados? Infelizmente. E assume-o ao proclamar-se "santa e pecadora". Santa em Cristo, pecadora nos seus membros. E deve assumir as suas falhas. Com humildade. Com sentido de conversão.
Mas também sobre a Igreja temos o direito à verdade TODA! Ficar só pelas sombras, é querer permanecer cego.

ÀS PORTAS DO MUNDIAL

1. Aí está mais um campeonato do mundo para confirmar o que, desde sempre, se suspeitava e o que, desde há muito, se sabia: o futebol é bastante mais que um desporto.

Ele tornou-se também um fenómeno mediático de dimensões singulares e uma actividade económica de proporções únicas.

Não deixa, com efeito, de ser sintomático ver como é que, numa altura de crise, a humanidade consegue desligar dos problemas para se concentrar nas vicissitudes de uma bola conduzida por vinte e dois homens.

E é poderosamente significativo verificar as somas vultuosas de dinheiro que, mesmo no epicentro da supracitada crise, continuam a ser movimentadas à volta deste fenómeno.

2. Há, sem dúvida, uma necessidade infrene de escapar, nem que seja por uns dias, à dureza da realidade. Impressiona vivamente a identificação das populações com uma realização que, à partida, é meramente lúdica.

O real esmaga-nos com a sua crueza. O futebol não nos dá pão, mas vai oferecendo (quando oferece) contentamento, exultação e farta vivacidade.

Em poucas ocasiões os sentimentos se soltam como no futebol: a alegria, a tristeza, a proximidade, a violência, o patriotismo.

A bem dizer, a terra tem semelhanças com a bola e, pelos vistos, é a bola que mais a faz movimentar.

Há uma espécie de relação simbiótica que ilustra este impacto planetário do futebol. Não é a terra tão redonda como a bola e não é a bola tão redonda como a terra?

3. O futebol faz-nos lembrar e faz-nos também esquecer. Até parece que o nosso compromisso com a causa da justiça desaparece às portas do futebol.

Sofremos com a vida, mas pouco nos incomodam os milhões que serpenteiam no futebol.

Até os mais pobres exultam com o investimento que os seus clubes fazem no plantel. Desde que as vitórias venham, todos os sacrifícios são bem-vindos e todas as somas acabam por ser vitoriadas.

Não espanta, assim, que o futebol seja muito mais que um desporto.

Há quem faça dele uma ciência e apresente as tácticas e as jogadas como algo acabado de sair de um laboratório ou de uma sebenta.

Também não falta quem o patenteie emoldurado em belas peças de literatura.

E, claro, abunda igualmente quem o transfigure numa acção bélica como se de uma guerra se tratasse.

Desde logo, a linguagem eleva o futebol ao patamar de uma questão de vida ou de morte. É como se tudo esteja em jogo numa partida. Daí os feridos. Daí as mortes. E daí as vitórias não só de alguém, mas contra alguém.

O futebol é um fenómeno antropológico de grande complexidade. Ele mistura a eficácia com a arte. Nele há lugar tanto para a elite como para o popular.

É uma amálgama que tanto faz aproximar como explodir. É verdadeiramente imprevisível.

4. Como não podia deixar de ser, também não escasseia quem assimile o futebol à religião.

Dir-se-ia que o ser humano não passa sem rituais. E se não os faz nas igrejas, não os dispensa nos estádios.

A conversação está cheia de pontos comuns. Fala-se da fé no triunfo. Aponta-se o clube como uma religião e o estádio como um inferno.

Há quem faça peregrinações por causa de um jogo e dá-se até o caso de um dirigente ser conhecido como…papa!

Recordo que o anterior seleccionador italiano, Roberto Donadoni, assinalou, há anos, que se Bento XVI e João Paulo II fossem jogadores de futebol, «localizá-los-ia claramente do meio-campo para a frente».

Porquê? Porque, no mundo dos princípios, «não faz falta somente defensores mas também dianteiros».

5. Joseph Ratzinger, que nunca apreciou muito o desporto, refere que o futebol pode «ensinar o respeito mútuo, onde a aceitação de regras por todos faz com que, apesar da contenda, subsista aquilo que une e unifica».

Que este campeonato do mundo sirva, sobretudo, para aproximar pessoas e povos.

Se houver serenidade e entreajuda, ninguém perderá mesmo que alguém não vença.

No campo só uma equipa pode ganhar. Mas, se quisermos, na vida todos poderão sair vencedores!

http://theosfera.blogs.sapo.pt/

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ecos de uma tarde

Jornal
Logo a seguir ao almoço, trabalhei com a composição a correcção do número deste mês do Sopé da Montanha.
O jornal dá muito trabalho e é para mim uma preocupação constante ao longo do mês. Organizá-lo dentro de uma dinâmica da actualidade local e cristã que obriga a selecções, acolher o contributo dos colaboradores, tantas vezes chegado fora de horas, contactar este e aquele por causa de uma notícia, uma foto, um pormenor...
E tantas vezes que escrevi com gosto sobre isto ou aquilo que achava de interesse para os leitores e, à última hora, lá ficou porque surgiu um artigo que já não contava... É que procuro sempre dar prioridade àquilo que me enviam para publicação. Assim as pessoas não podem argumentar que não colaboram porque os seus trabalhos não são publicados...
O jornal é uma espécie de "filhote" com 16 anitos! Com ele me zango várias vezes, mas custar-me-ia imenso viver sem ele.

No Hospital
Terminada a correcção do jornal, passei pelo Hospital de Lamego.
Já várias vezes o referi. É umas das coisas que mais me custa. Pese embora toda a auto-motivação que fiz durante a viagem, o que é certo é que voltei a sentir-me mal. Aquele ambiente, o cheiro característico... tudo mexe comigo. E lá tive que sair antes que fiqcasse mais doente do que os doentes.
Restou-me a satisfação de visitar os doentes e de saber que eles gostaram de me lá ver, apesar da "visita de médico". E pude sentir a alegria de uma pessoa que recebeu "alta" exactamente no momento em que a visitava.
No regresso, à porta do Hospital, revi amigos (um pai e uma filha) que já não encontrava há muitos anos. Foi muito bom, não pelo motivo pelo qual todos ali estávamos, mas pelo reencontro.

Uma cidade que não arranca
Lamego é a sede do concelho onde nasci e estudei durante muitos anos.
Sinto que Lamego cresceu em casas e em trânsito. No regresso, em hora de ponta, o trânsito era intenso, fazendo lembrar uma grande urbe.
Mas em em vias de fácil escoamento do trânsito e em estacionamentos não melhorou, pelo contrário.
Então aquela ligação à A24 é terceiro-mundista! Ainda hoje vinha à minha frente um enorne camião que naquela curva do Retiro dos Passarinhos teve que fazer um pertinente bailado - para trás e para à frente - até que conseguiu seguir caminho.
Sorrindo, disse para mim próprio: " Podiam contratar o Dr Ruas para, nas horas vagas, vir a Lamego resolver algumas situações. Acredito que voavam..."

Encontrado o corpo de Carina Ferreira
O corpo de Carina Ferreira, a jovem de Lamego desaparecida desde 1 de Maio, foi hoje encontrado, no fundo de uma ribanceira na A24.
O corpo da jovem de 21 anos foi encontrado dentro do seu carro, no fundo de uma ravina, no troço da A24 que liga Lamego à Régua - ao km 94, poucos metros antes do túnel do Varosa. Os investigadores tiveram de fazer rappel para chegar à viatura, que caiu por uma ribanceira com mais de 30 metros.
Segundo a Polícia Judiciária, "tudo indica tratar-se de um infeliz desfecho derivado de um acidente de viação, mas apenas os resultados da autópsia, a realizar pelo Instituto de Medicina Legal, poderão confirmar, ou não, tal ocorrência, mantendo-se em aberto outras possibilidades da causa da morte".
O corpo já foi retirado do local, pelos Bombeiros Voluntários de Lamego, segundo fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Viseu. A GNR não deixa populares nem jornalistas aproximarem-se da zona.
Aqui

domingo, 6 de junho de 2010

Na vida é preciso saber parar

Parar não é fuga aos problemas, às situações, às pessoas. Parar é uma necessidade para não sermos engolidos pelo turbilhão da pressão social, pelo movimento stressante da vida moderna, pelo vulcão de sentimentos que fervilham em nós, pelo modo, mais ou menos consciente, como os outros tentam manobrar-nos, usar-nos, chantagiar-nos e enganar-nos.
Parar é uma necessidade de nos sentirmos a respirar. Uma forma de controlar o movimento do rolar pelo monte abaixo. Um modo de dizer que estamos vivos e que não desistimos de ser senhores do nosso destino.
Parar para nos escutarmos, para assentarmos ideias, esclarecermos sentimentos, darmos espaço a que as poeiras das emoções se acalmem, distinguirmos sonhos de realidades, reelaborarmos o nosso projecto de vida na fidelidade aos valores que tecem e entretecem a dignidade da pessoa humana.
Parar para analisar as nossas relações com os outros, sabendo distinguir quem nos aceita e nos ajuda a crescer e quem, sob uma pseudo-capa de amizade e compreensão, nos utiliza, nos manipula, nos entretém, nos mente e, na hora de afirmação, é incapaz de uma atitude de afirmação a nosso favor.
Parar para nos pacificarmos, nos sentirmos de bem connosco próprios, marcarmos o nosso espaço, respeitarmos o espaço dos outros, sabendo o que queremos e para onde vamos.
Parar para assumir vitórias e derrotas conseguidas por nós ou empurradas pelos outros, na certeza de que na vida rectas e curvas sucedem-se, cientes da recta final da meta.
Parar porque a vida é bela e não merece que a vivamos obstinados, obcecados, tiranizados por sentimentos, atitudes e opções que nos forçam a rastejar, tantas vezes incapazes de olhar as estrelas e de espreitar o sonho.
Mais do que um direito, parar é um dever.

Um post diferente...

Veja aqui.

sábado, 5 de junho de 2010

Festas em Honra de São Pedro - Tarouca 2010

Veja aqui o programa.

A MIQUELINA É A MAIOR!

Miquelina conduzia rua abaixo suando porque tinha uma reunião superimportante e não conseguia encontrar um lugar para estacionar.
Olhando para o céu clama:
-"Meu Deus, tem pena de mim; se me arranjares um lugar para estacionar passarei a ir à missa todos os Domingos até ao fim dos meus dias, não farei mais sexo, nem beberei mais álcool."
Como que por milagre, aparece um lugar para estacionar. Ela então olha para o céu e diz:
-"Esquece! Já encontrei um!"

Habitualmente, estas efemérides assinalam aquilo que está em causa.

O Dia Mundial do Ambiente chama a atenção para o nosso (des)cuidado para com a natureza.

Nos últimos tempos, tem havido sobejos intentos de uma Teologia ecológica.

A partir da criação, há elementos de sobra para um crente se empenhar activamente na promoção de uma cultura de respeito para com a totalidade da obra de Deus.

Jürgen Moltmann, por exemplo, mobiliza-nos para a urgência de uma ética da reconciliação com Deus, com os homens e com a criação.

Haja em vista, desde logo, uma evidência: por cada vitória do Homem contra a natureza, surge uma revolta da natureza contra o Homem.

É que Deus perdoa sempre, o Homem perdoa às vezes, mas a natureza não perdoa nunca.

Ela sente-se. Estrebucha. Estremece. E revolta-se.

Saibamos, pois, respeitá-la e promovamos um ambiente são, harmonioso, sereno e pacificante.

http://theosfera.blogs.sapo.pt/

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mensagem de uma mesa

No centro de uma sala bem decorada está uma mesa de construção requintada. Foi importante para a vida dos que a rodeavam. Recebeu lágrimas e risos. Sempre se doou e se não estivesse ali faria muita falta. Mas quase nada notada...
Foi assim que decorreu a sua vida como a de muitas outras mesas. Sempre colaborando, mas sem muitas atenções ou cuidados. A função da mesa é “servir”.
Foi-se desgastando pelo tempo e pela falta de cuidado. Suas esquinas ficaram ásperas e chegaram a ferir alguém. Se a tivessem restaurado no início, seria bela e útil como antes. A vida não dá tempo para restaurações.
Mesmo desgastada, prosseguiu a sua missão dando-se plenamente. As pessoas acostumaram-se às suas arestas e desviavam-se dela. Aproximavam-se com cautela para não haver atritos.
Entretanto sentiu que algo a ruía por dentro. Já não tinha as mesmas forças de antes. Sentia as suas pernas fraquejarem. Sentiu medo porque não sabia o que estava a acontecer. Mas ainda continuava a “servir”.
Um dia, desmoronou. Todos um dia desmoronam!
Quebrou-se tudo que estava sobre ela e à sua volta. Feriu os que mais amava porque estavam mais próximos. Todos a olharam com indignação, outros até com raiva. Ninguém esperava aquilo.
Continuou servindo. Começou a sentir que uns bichinhos a devoravam no interior. Chamavam-se “depressão”: São os problemas físicos, morais e familiares que destróiem. A “mesa” pode ser cada um de nós, com os seus problemas provocados por alguns pais, pelo marido ciumento, ou pelo filho rebelde, pelo desemprego e outros problemas sociais, etc. É possível restaurar a mesa partida. Mesmo que dê muito trabalho consertá-la, CONSERTE-A. Não desista. É possível a restauração.
A pessoa deprimida é aquela que doou tudo, ficando completamente vazia. Precisa da companhia: de alguém que a ajude a encontrar o melhor material para preencher o vazio que a depressão causou. Alguém que a ajude a recuperar.
Há sempre uma participação Divina. Deus está providenciando o necessário para que se encontre forças e alternativas. Erga os olhos, que a ajuda vem do alto. Mas também dos lados: uma conversa, um sorriso, um telefonema, etc.
Lembre-se que para Deus tudo é possível: é possível ser uma “mesa” nova. Confie em Deus, na família e nos amigos verdadeiros.
Mário Salgueirinho

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Não fiques na praia de barco amarrado

Sobre este dia...

1. Dia do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo - CORPO DE DEUS. Esta solenidade tem lugar sempre numa quinta-feira. Porquê?
Foi em QUINTA-FEIRA SANTA, na última Ceia, que Jesus instituiu a Santíssima Eucaristia. A Festa do Corpo de Deus tem assim uma ligação umbilical a Quinta-Feira Santa.

2. São sete os sacramentos. Mas só à Eucaristia chamamos "Santíssima". É que na Eucaristia está REALMENTE Jesus Cristo "tão real e perfeitamente como está no Céu." Todos os sacramentos são sinais eficazes de graça, mas a Eucaristia é presença real.

3. Como refere Bento XVI, a nossa fé é essencialmente uma fé eucarística. A Eucaristia é o coração da Igreja. Como se traduz esta realidade na nossa vida? Que apreço temos pela celebração da Eucaristia? Como a vivemos? Como participamos nela? Já descobrimos a centralidade da Eucaristia dominical nas nossas vidas? Hoje há muitas ideias, discorda-se por tudo e por nada, mormente quando convém. Não é por se discordar que a verdade deixa de ser verdade.

4. A procissão Eucarística não é uma procissão qualquer. Ali não vão imagens de santos. Vai o próprio SENHOR! O respeito, a fé, a oração e o cântico devem envolver a todos. A procissão do Santíssimo Sacramento não é para ficar a ver, é para acompanhar.

5. Ao entrar em qualquer igreja, capela, santuário, veja se a lamparina está acesa, sinal da presença de Jesus Eucaristia no sacrário. Faça a genuflexão diante do Santíssimo Sacramento, ajoelhe depois e fique um tempinho em intimidade orante e acolhedora diante do Senhor.
Tanta vez (falo dos crentes) que as pessoas entram numa Igreja e parecem "umas baratas tontas" de altar para altar, de imagem para imagem. Tanta é a azáfama em redor dos santos que até se esquecem d'Aquele que fez santos os que têm as imagens nos altares! O que os santos nos pedem é que olhemos para Cristo, acolhamos Cristo, deixemos Cristo entrar nas nossas vidas.
Só a Deus ADORAMOS. Aos santos prestamos veneração.
É preciso que queiramos estar de joelhos diante de Deus para podermos depois estar de pé diante das pessoas e das coisas.

6. Trinta e oito crianças fizeram hoje a sua Profissão de Fé nesta comunidade, cerimónia que se realiza aqui em cada ano. - Veja aqui.
Gostei muito. As crianças estavam contentes e os pais que ouvi também.
Parabéns aos pais, catequistas, ensaiadores. Cada um à sua maneira, todos deram o seu melhor.
Abraço do tamanho do mundo para os pequenos do 6º ano que celebraram tão belamente a sua Profissão de Fé. Quando formos a Fátima, no próximo dia 10 deste mês, vamos falar desta festa à Mãe de Deus, pode ser?
Pequenos, em frente! Destes mais um passo na vossa caminhada cristã. É preciso que Cristo "arda" na vossa vida!