quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo!

Sacerdote é afastado após celebrar missa em patinete elétrico nas Filipinas


Falbert San José, um sacerdote católico do norte das Filipinas, foi punido temporariamente pela sua diocese por oficiar a missa do Natal montado em um patinete elétrico.
A Diocese de São Paulo, na província de Laguna, declarou em comunicado na terça-feira que o padre "estará um tempo fora da paróquia (Nossa Senhora da Medalha Milagrosa) e quer desculpar-se  pelo sucedido", segundo a portal "Phil Star".
O vídeo, publicado por um grupo religioso em sua página no Facebook, mostra o padre passando pelo corredor central da igreja montado no patinete, enquanto cantava.
"Ele perdeu a mão", reconheceu o secretário-executivo da Comissão de Assuntos Públicos da Conferência de Bispos Católicos das Filipinas (CBCP), Jerome Secillano, em referência ao incidente ocorrido na cidade de Brinan.
"Pode inovar, pode ser criativo, mas a criatividade e inovação têm seus limites. Este tipo de exemplo já gerou alvoroço entre o público, por isso seu bispo deve falar com ele", acrescentou.
Secillano também indicou que a CBCP não terá uma postura oficial a respeito antes de sua próxima assembleia de bispos, marcada para o final de janeiro.
O sacerdote Falbert San José não fez, por enquanto, nenhuma declaração sobre o sucedido.
Fonte(texto): aqui

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

"Vence a indiferença e conquista a paz"

Mensagem do Papa para o Dia Mundial

sábado, 26 de dezembro de 2015

Papa Francisco recebe prémio Carlos Magno por contributos para a paz


O prémio Carlos Magno assinala contribuições valiosas para o entendimento na Europa Ocidental e serviço à humanidade. João Paulo II recebeu o galardão em 2004.
O Papa Francisco foi anunciado esta quarta-feira como vencedor do prémio Carlos Magno para 2016. O prémio é atribuído pela cidade de Aachen, na Alemanha, onde o imperador Carlos Magno está sepultado.
O galardão tem por objectivo distinguir as “contribuições mais valiosas ao serviço do entendimento na Europa Ocidental e de serviço pela comunidade” e Francisco é apenas o segundo Papa a recebê-lo desde que foi instituído em 1950. João Paulo II foi distinguido em 2004.
O padre Federico Lombardi, director da Sala de Imprensa da Santa Sé, já veio a público dizer que o Papa aceita o prémio, agradecido, na esperança de que sirva para encorajar outros a trabalhar também para a paz em todo o mundo, recordando que Francisco não costuma aceitar distinções deste género.
No documento publicado no site da organização, em alemão, cita-se o discurso do Papa nas instituições europeias, em Estrasburgo, em Novembro de 2014, em que Francisco encorajou a Europa a reassumir o seu papel de liderança nos campos dos valores humanos, da cultura e da fé.
Lombardi acrescentou que Francisco não se deslocará à Alemanha para receber o prémio, mas que será enviado um representante de Aachen a Roma para lhe entregar o prémio pessoalmente.
Fonte: aqui

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Chegou o futuro, e vem a voar de automóvel

Há muito venho pensando com os meus botões no dia em que as estradas se tornarão absoletas porque a tecnologia as dispensou.
Há muito venho pensando num tempo em que uma viagem daqui ao Algarve demore uma hora, num ambiente calmo, confortável e seguro.
Há muito venho pensando nas autoestradas do ar onde veículos não poluentes ofereçam rapidez, segurança e conforto.
Há penso nos emigrantes que, nas suas pausas, se deslocam à terra natal com mais facilidade e segurança do que um cidadão se desloca do Porto a Lamego na atualidade.
Quando, uma vez ou outra, falei disto a alguns amigos, recebi como resposta um sorriso maroto de  desdém, como quem diz, "está a sonhar...".
Pois o sonho do carro voador parece cada vez mais perto de deixar de ser um sonho.
Veja AQUI o vídeo e o texto.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Acordo de paz para a Síria: saúda-se!


a 18 de dezembro, os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a um acordo sobre a guerra civil na Síria – já não era sem tempo – com vista a pôr fim a esta guerra interna de fortes repercussões no exterior. A resolução prevê um cessar-fogo e negociações entre Governo e rebeldes, já a partir do início do próximo mês de janeiro.

Os 15 Estados membros do Conselho de Segurança, reunidos no Hotel Palace, em Nova Iorque chegaram, de forma unânime, a esta resolução, a qual dispõe que a “única solução duradoura para a atual crise no país passa por um processo político inclusivo, liderado pela Síria, que vá ao encontro das legítimas aspirações do seu povo”, como fora referido em negociações anteriores em Genebra e Viena.

Em conformidade com informação veiculada pelo jornal norte-americano The New York Times, esta é a primeira vez em que os Estados Unidos e a Rússia estão de acordo quanto a uma estratégia política para terminar o conflito na Síria.

O porta-voz do governo da Rússia, Alexandre Lukachevitch, referira, a 24 de novembro, que emissários do presidente da Síria, Bashar Al Assad, informaram que há disposição de buscar um acordo de paz para a região. E reagiu nos termos seguintes:

“É com satisfação que recebemos de Damasco [referindo-se à Síria] a confirmação da prontidão, a princípio, do governo da Síria em participar numa conferência internacional em busca da regularização do conflito destrutivo para o país e a região”.

A conferência foi negociada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Porém, Estados Unidos e Rússia avaliam a crise na Síria de forma distinta: os norte-americanos defendem sanções ao regime sírio, enquanto os russos são contrários a qualquer tipo de sanção.

***

A guerra na Síria teve início em março de 2011, há quase cinco anos, mercê da disputa do poder entre o grupo de Bashar Al Assad e a oposição, e já causou a morte a 250 mil pessoas, tendo ainda originado a deslocação de milhões de sírios das suas casas, segundo números adiantados pelas Nações Unidas. E há denúncias de violações de direitos humanos, como assassinatos, torturas, agressões sexuais, inclusive de crianças e mulheres.

Ora, foi no contexto das guerras civis da Síria e do Iraque que se constituiu e levantou a cabeça o autodenominado Estado Islâmico, com toda a série de atentados suicidas e homicidas e ataques em série, além da destruição de património artístico-cultural e natural.

John Kerry, secretário de Estado norte-americano, de acordo com a BBC, já comentou a resolução, dizendo que a posição conjunta em prol do processo de paz significa o envio de “uma mensagem clara para todos os envolvidos, de que esta é a altura para parar as mortes na Síria”, adiantando que “a resolução que acordámos é um marco importante, porque estabelece objetivos específicos e prazos específicos”.

Por outro lado, a resolução dispõe que ataques feitos a organizações terroristas não estão contemplados no acordo, o que legitima que “a grande coligação” anunciada pela França (e que inclui a Rússia e os Estados Unidos) prossiga o bombardeamento de alvos estratégicos do Estado Islâmico. Além disso, segundo noticia a agência Associated Press, o texto conjunto dos 15 Estados membros evita abordar, para já o futuro do presidente sírio Bashar al-Assad.

O iTele refere que Barack Obama, o presidente norte-americano, reiterou a necessidade de Bashar al-Assad sair do poder. Porém, a reivindicação não consta da resolução aprovada pelos 15 Estados membros do conselho de segurança da ONU. A Rússia, que tem apoiado o governo de Bashar al-Assad, terá rejeitado o estabelecimento da saída do presidente sírio como um dos requisitos para o início das conversações entre as forças em conflito. E, embora a resolução estipule a marcação de eleições nos próximos 18 meses, não dá qualquer pista relativa a uma eventual recandidatura ou saída do presidente do país.

John Kerry, comentando o acordo, declarou que, neste sentido “continuam, obviamente, a registar-se diferenças acentuadas” entre os membros do Conselho de Segurança, dizendo que “se a guerra vai chegar ao fim, é imperioso que o povo sírio concorde com uma alternativa em termos de Governo”.

Segundo o jornal The New York Times, um dos possíveis obstáculos ao processo de paz poderá advir do facto de os grupos rebeldes não quererem participar nas negociações, dado que não é certo que estes aceitem fazê-lo sem a prévia saída de Bashar al-Assad do poder.

O periódico acrescenta que o processo terá sido iniciado perante a vontade do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, de chegar a uma posição conjunta com países como a Rússia, o Irão e Arábia Saudita, para definir uma estratégia que ponha termo ao conflito na Síria.

***

A este respeito, o papa Francisco expressou hoje, dia 20, após a oração dominical do Angelus na Praça de São Pedro, em Roma a sua satisfação – “apreciação profunda” – por este “acordo alcançado pela comunidade internacional sobre a Síria”. Neste âmbito, o Papa instou a comunidade internacional a “prosseguir com generoso impulso o caminho rumo ao cessar da violência e a uma solução negociada que conduza à paz”.

O Sumo Pontífice lembrou também a Líbia e assinalou que “o recente compromisso entre os partidos para (alcançar) um governo de unidade nacional convida à esperança pelo futuro”.

***

Apesar de haver ainda incertezas, há que registar e saudar a vertente de esperança de que se reveste o acordo a ver se os homens e os povos atinam com o caminho da paz e deixamos de lamentar todos os atropelos ao trabalho, residência, liberdade, segurança, ordem e progresso que a guerra provoca.

Será este um lídimo presente de Natal à humanidade? Tudo depende da boa vontade dos decisores, a curto prazo, e da educação para a tolerância e fraternidade, a médio e longo prazo. Até quando terá de esperar para se instalar na cidade dos homens?

2015.12.20 – Louro de Carvalho

sábado, 19 de dezembro de 2015

Festas de Natal, Ceias de Natal



Entre outras que hoje tiveram lugar em Tarouca, refiro estas duas pela envolvência social das instituições.
Teve lugar hoje a festa de Natal da Santa Casa da Misericórdia de Tarouca que começou com a celebração da Eucaristia às 11 horas onde o capelão, na homilia, falou sobre o Ano Santo da Misericórdia e partilhou com a assembleias as Obras da Misericórdia, que, exatamente, deram origem às Santas Casas da Misericórdia.
Seguiu-se o almoço festivo com os utentes, tendo lugar depois a tarde recreativa onde utentes, funcionários e voluntários estiveram em bom nível. Há gente com imenso jeito para a representação. Foi uma tarde divertida, com boa disposição e arte.
À noite realizou-se a Ceia de Natal com a presença dos elementos dos corpos sociais,  funcionários e convidados.
As refeições cultivaram a simplicidade e a alegria.
No uso da palavra, o Presidente da Câmara agradeceu à instituição o serviço que leva a cabo  em favor de crianças e idosos, desejando a todos um Santo Natal.
Também o Presidente da Assembleia desejou boas festas e referiu o empenho dos corpos sociais em prol de uma Santa Casa cada vez mais atenta aos desafios da hora que passa.
O Provedor, Rui Raimundo, além de desejar boas festas, sintetizou algumas das ações levadas a cabo nestes seis meses de governo da instituição. Falou de alguns dos seus projetos, enalteceu o trabalho em equipa dos órgãos sociais e salientou a alegria, dedicação e profissionalismo dos funcionários. Alguns destes, porque completaram 10 anos de bons serviços, receberam a respetiva medalha e diploma.
Como sempre, gostei do ambiente, carregado de humanidade, que se respira na Santa Casa. Apreciei a preocupação dos dirigentes, muito mais interessados em perspetivar o futuro do que em dissecar o passado.


Passei ainda pela Ceia de Natal dos Bombeiros onde tudo correu bem e senti as pessoas satisfeitas.
É sempre um prazer estar e vivenciar o espírito que esta instituição vive a partilha.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Os números não têm ideologia

O maior aumento de pensões vai ser de 2,5 euros por mês (e só para pensões até 628,8 euros) e o abono de família sobe, no máximo, 5 euros. Então é esta a alternativa e o "virar de página"?
Veja aqui

Já foram escolhidos os finalistas da edição 2016 do Carro do Ano Europeu

Em 2016 será qual o modelo?
Só poderá ser um dos sete finalistas, a saber, Audi A4, BMW Série 7, Jaguar XE, Mazda MX-5, Opel Astra, Skoda Superb e Volvo XC90.




Em qual deles aposta para "Carro do Ano 2016"?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Governo aprova aumento de 2 milhões de pensões

A partir de janeiro, todas as pensões abaixo de cerca de 628 euros serão atualizadas em linha com a inflação.
Veja aqui


Doente vai escolher hospital público onde será tratado
Os utentes vão poder escolher o hospital do SNS onde querem ser tratados, seguindo o princípio da liberdade de escolha e do financiamento. A decisão será feita com o médico de família e pretende dar uma resposta mais rápida em áreas com maiores tempos de espera, seja cirurgia, consultas ou exames. As primeiras experiências vão avançar em 2016 e a medida faz parte da lista de prioridades que o Ministério da Saúde quer pôr em marcha nos primeiros cem dias de governação.

Centros de saúde vão ter dentistas e farmácias darão remédios para o cancro.

Veja aqui

Para aprender a perdoar


Dizem que o acto de amor mais difícil é perdoar. Há mesmo grupos cristãos que acompanham pessoas para lhes ensinar o caminho do perdão.
Estamos em pleno ano da misericórdia e, por isso, deixo aqui algumas dicas para ajudar as pessoas que não conseguem perdoar nem ter compaixão, são duras de coração e cultivam o ódio ou a sede de vingança.
1. Comece perdoando a si mesmo. – Lembre-se de que ninguém é totalmente bom ou ruim – nem você nem os outros. Cada um reage às situações segundo aprendeu na vida. Mas todo o mundo quer ser feliz. Se você for mais tolerante consigo mesmo, compreendendo e aceitando suas sombras psicológicas, estará em melhores condições para fazer o mesmo com outras pessoas.
2. Aprenda a relativizar as coisas. – Faça um exercício de atenção consciente e conceda a cada acontecimento a importância que ele merece – nem mais, nem menos. Não exagere diante de coisas pequenas, negando-se a perdoá-las por orgulho. Coloque-se no lugar do outro e então verá as coisas de outra maneira.
3. Busque a verdadeira intenção do outro. – Encontrar a verdadeira motivação do seu ofensor ajudará você a ser mais condescendente com ele, colocando-se em seu lugar, ao invés de vê-lo como verdugo ou inimigo. Por exemplo: uma pessoa que ofende outra em público pode estar revelando sua insegurança ou necessidade de autoafirmação.
4. Facilite a reconciliação. – Diante de um problema, o melhor sempre é se aproximar da pessoa para comunicar-se. É importante escolher bem o momento, sentar-se e falar com calma, sem pressa, manifestando como o outro é importante para você. A reconciliação evita ressentimentos.
E nunca se esqueça: enfrentar um sofrimento de maneira adequada é o segredo para alcançar a paz interior.
Fonte (texto): aqui

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Misericórdia para os recasados

No Correio da Manhã de 11/12/2015, Fernando Calado Rodrigues escreve sobre Misericórdia para os recasados.


Cito aqui algumas das suas frases:


"Há questões que nos inquietam e desinstalam.
Uma senhora pergunta:
“Porque é que eu não posso comungar? O meu único erro foi ter falhado no meu casamento católico e ter refeito a minha vida com outra pessoa. Na nossa família esforço-me por ser boa esposa e boa mãe. Mas a Igreja não me permite ser uma boa cristã a que seja permitida a participação nos sacramentos da penitência e da eucaristia. Outros, no entanto, podem até não acolher a palavra do Papa, podem atacar o bispo e os padres e quando lhes convém, acomodarem-se à sombra da Igreja. Mas, como estão casados pela Igreja, é-lhes permitido ir todos os dias à missa e até comungar."

"A esta senhora – mesmo admitindo que, se é como diz, essas pessoas não reunirão as condições exigidas para receber a comunhão – pode sempre recordar-se a frase do Papa Francisco: “A Eucaristia não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos” (Evangelii Gaudium, 47). Contudo, a todos é dada a possibilidade de arrepender-se, acolher a misericórdia divina e corrigir o seu proceder."

"Aqui surge um problema para o qual a Igreja ainda não conseguiu encontrar resposta. Um divorciado recasado, mantendo-se a atual disciplina da Igreja, não consegue emendar o erro que cometeu sem refazer o casamento anterior, que não pode ser anulado. Contrariamente ao que se diz, só pode ser declarado nulo caso não tenha existido."

"Espera-se que durante este Ano da Misericórdia, que se iniciou no passado dia 8 de Dezembro, o Papa Francisco encontre uma forma de estender o manto da misericórdia divina às pessoas que falharam no seu primeiro compromisso matrimonial, permitindo-lhes casar novamente perante a Igreja."

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Breves d'aqui


  • Como de costume, o sr. Funina apresenta ao público o seu presépio popular, no mesmo espaço do ano passado. Trabalho de paciência e habilidade, que demora muito tempo a montar, merece a visita de conterrâneos e turistas.
  • As ruas que marginalizam o Centro Paroquial vão ficar mais largas para assim facilitar a circulação. O Centro Paroquial cederá o espaço que lhe seja possível para este efeito. Também isto é serviço público.
  • As “sanchas” são um petisco muito procurado nos pinhais por alturas de outubro/novembro. Como os incêndios têm reduzido as manchas de pinheiros, as “sanchas” vão rareando para desgosto dos seus apreciadores que removem pacientemente a caruma à sua procura. Ouvimos muitas queixas pelo muito tempo despendido para tão pouca colheita.
  • São muitos os doentes nesta Paróquia. Muitos acamados, outros em cadeiras de rodas, ainda outros hospitalizados. Para cada um deles pedimos a ajuda indispensável do Menino Jesus. Que Ele os assista e a todos os que deles tratam.
  • Cristo Rei é um miradouro fantástico que vale a pena visitar. Então, se tivesse luz elétrica pública e uma ligação em condições para Santa Helena, seria uma verdadeira maravilha para turistas, caminhadas, admiradores da beleza silenciosa da Serra que fala eloquentemente.
  • Ceias de Natal. Não há instituição, empresa ou grupo de amigos que as não promova. Há até quem diga que a Ceia de Consoada perde o seu sabor especial no contexto de tanta ceia de Natal… Os encontros e os convívios são precisos. Mas não seriam de os distribuir pelo ano inteiro em vez de os concentrar nesta época? Há empresas que já procedem assim.
  • Os jovens ‘Arautos da Alegria” colaboraram com o Banco Alimentar contra a Fome na recolha de alimentos. Fizeram-no com a alegria e disponibilidade que se lhes reconhece.
  • De uma média a rondar os 40/50 batizados anuais, caiu-se para uma média de 20 batismos nos últimos anos. A natalidade está realmente a diminuir. E isto deveria ser um sinal de alarme para as políticas de natalidade deste país.
  • Os finalistas da Escola José Leite de Vasconcelos fizeram, em 5 de dezembro, a sua festa de finalistas. Após a Eucaristia, teve lugar o jantar com seus familiares e convidados num restaurante local. Seguiu-se o baile no ginásio da escola.
  • Em 4 de dezembro, teve lugar, no Auditório Municipal, o Seminário “Novos Desafios de Desenvolvimento Sustentável.” Após a sessão de abertura, vários oradores falaram de “Direitos Humanos e Governação.”
  • Em 21 de maio próximo, terá lugar, em Santa Helena, a Jornada Diocesana da Juventude. Dezenas de jovens de toda a diocese virão até nós para participar na referida Jornada. Cabe aos nossos jovens e aos deste concelho tudo fazer para que tudo decorra bem e com sinal jovem.

Finou-se uma voz eclesial de fé e convicção




Sim, soube-o pela mensagem móvel e pela voz do Padre Justino Lopes: Monsenhor Cândido Azevedo falecera a 13 de dezembro, III domingo do Advento e memória de Santa Luzia.


Não sendo eu a pessoa com mais capacidade para dizer alguma coisa a respeito deste homem da Igreja, com quem travei conhecimento pela via das lides pastorais, da docência e da intervenção social, tenho de assumir com gosto o dever moral de deixar o meu testemunho em torno de um homem de fé e convicções, que esmagava pela erudição, mas prendia pelo humanismo.


No quadro da fé do sempre conhecido por Padre Cândido, ninguém tem qualquer sombra de dúvida sobre a sua índole inabalável, ao serviço da qual colocou o seu verbo fluente e arquitetonicamente bem construído. Aparentemente gongórico, não parava de revestir a profundidade que a fé postula e sua proposta firme e afável exige, tanto nos tempos de hoje como nos tempos em que o orador se formou, mas que tentou marchar sob a batuta do tempo, sobretudo do “tempo favorável” da salvação. Todos o reconhecíamos como um dos oradores mais fulgurantes e imbatíveis. Mesmo se eventualmente um sermão se iniciava de modo menos vivo, a meio do percurso oracional começava a arrasar.


Sabia preencher o tempo longo de que dispunha, mas também era disciplinado a ponto de em três ou cinco minutos expor a mensagem que devia comunicar – sei-o por experiência própria.


Em termos sociais, Cândido de Azevedo nunca teve medo de intervir e marcar a sua posição ideária e até ideológica, o que levou a que muitos os denominassem de padre político. Porém, nunca omitiu o reconhecimento do mérito, viesse ele donde viesse, ou a apresentação da censura do demérito ou mesmo do desaforo onde quer que fosse necessário.


Apesar de firme nas suas convicções pessoais e eclesiais, sociais e políticas, nunca as suas maneiras de ver constituíram impedimento ao abraço a iniciativas, eventos e ações que favorecessem o bem e a imagem da Igreja e dos territórios onde desempenhava funções jurisdicionais. Sabia sobrepor o interesse comunitário às parcelares perspetivas pessoais.


Nem sempre foi compreendido e acompanhado, mas é justo e grato destacar a sua qualidade de amigo de seus amigos, nomeadamente dos sacerdotes, de zeloso no cumprimento dos seus deveres pessoais e comunitários, de obreiro de inúmeras ações empreendimentos. 


Quer-me parecer que, apesar de os colegas o admirarem e ele estar sempre disponível e prestável, nem sempre a Igreja, que ele serviu abnegadamente, lhe reconheceu publicamente as reais qualidades (mesmo o monsenhorato terá pecado por tardio).


Também o concelho de Sernancelhe, pelo qual transpôs muitas vezes a soleira íngreme da dedicação, lhe retribuiu tardiamente alguma simpatia pela perspetiva de vida e ação. Mas acabou por o fazer, sendo de destacar a publicação que a Câmara Municipal fez do seu livro Igreja Românica de Sernancelhe, lançado no dia do município, em 2012.


Igreja e livro figuram no facebook. A tal respeito, escrevi, em tempo, algo que me apraz reiterar:


Soube há muito pouco tempo da existência deste instrumento de “consagração” comunicacional da Veneranda Igreja Românica de Sernancelhe. O templo é aquele monumento que os olhos não se cansam de observar, de cuja explicação os ouvidos sempre gostaram de escutar e que os cristãos fervorosos sentem o prazer de frequentar para incremento da espiritualidade e da celebração eclesial. O monumento arquitetónico (com suas peças escultóricas, pictóricas, mobiliárias e de pequenos objetos artísticos) foi confiado ao papel em que ficou como outro monumento pela pena de Monsenhor Cândido de Azevedo, com a mestria do conhecimento holístico e de cada pormenor por mais minúsculo que se julgasse. Agora, o monumento escrito parece galgar as vias da autoestrada da informação. Pelo que para já, os meus parabéns pela obra e as mais profundas saudações ao autor do livro e aos construtores do novo “monumento” no dinamismo do comunicacional on line. E o meu desejo é que sirva de proveito espiritual e cultural a todos os amantes da arte, da cultura e do cristianismo vivo. Prosit!


E, já em anos anteriores, em justo reconhecimento do seu papel na divulgação do mérito histórico e linguístico do Padre João Rodrigues, missionário jesuíta sernancelhense (2.ª metade do século XVI e 1.ª do século XX), a Escola EB 2/3 de Sernancelhe adotou como patrono o Padre João Rodrigues e, em 22 de dezembro de 1996, Dom Américo do Couto Oliveira, ao tempo bispo diocesano, inaugurou, a convite da Câmara Municipal (cativada pela figura do missionário sernancelhense em terras de Japão, China e Índia), o Pavilhão Desportivo Padre João Rodrigues, a praça Padre João Rodrigues e um monumento escultórico evocativo da chegada dos portugueses ao Oriente.


O homem, que ao contrário do habitual, parecia ser a medida do tempo que passava, ao passo que ele permanecia acabou por nos abrir mais o caminho para o Além.


Encontrei-o, pela última vez, num episódio em que, sem eu o pensar, éramos quase “adversários”. Perguntei-lhe pela saúde. Respondeu-me claramente: “Mal”. E, passados uns segundos, acrescentou com dificuldade: “Por dias”.


Enquanto rogo para ele a recompensa eterna, espero que o eco da sua voz perdure na memória dos amigos e das comunidades eclesial e civil para bem da cultura e da Igreja.


2015.12.14 – Louro de Carvalho



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Freguesia de Belém troca luzes de Natal por ajuda a famílias carenciadas

Ver aqui


Ora aí está uma iniciativa que me deixa contente.
Oxalá que muitos outros se deixassem contaminar por igual espírito.


- Porque se gasta tanto dinheiro em foguetório nas festas?
- Porque se fazem festas e festinhas em tudo quanto é povo?
- Porque há tantos dias de festa?
- Porque se rogam tantos conjuntos, sabendo que a malta nova já nem aprecia isso assim tanto?
- Porque há sempre dinheiro para tanta festa mas nunca há para a solidariedade ou para obras do bem comum?


Oxalá que o espírito humanista revelado pelos responsáveis da Freguesia de Belém contaminasse muitos outros ...
Ah! O combate à pobreza não compete apenas ao governo e às autarquias...
Pois! O bem comum exige o exercício de uma cidadania responsável...



domingo, 13 de dezembro de 2015

Na Casa da Mãe nestes inícios do Ano Santo da Misericórdia






Na Diocese de Lamego, ocorreu neste domingo a Abertura da Porta Santa, simultaneamente na Sé Catedral de Lamego e no Santuário de Nossa Senhora da Lapa.
Desde o primeiro momento em que o soube, senti um desejo profundo ir até à Casa da Mãe e com a "Mãe de Misericórdia" iniciar esta caminhada bela e desafiante que é o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.
Apesar do nevoeiro e do frio, acompanhados por uma chuva miudinha, estava muita gente na cerimónia a que presidiu o sr. Bispo emérito, D. Jacinto, já que o nosso Bispo, à mesma hora, presidia à Abertura da Porta Santa na Sé Catedral.
Junto ao cruzeiro, iniciou-se a procissão, após uma palavra introdutória do Capelão do Santuário, o nosso conterrâneo, P.e Amorim. Caminhámos cantando o Hino do Ano Santo da Misericórdia e o povo aderiu já que a música parece entrar bem no ouvido...
Após a cerimónia inicial à entrada da Porta Santa, o sr. Bispo procedeu à abertura da mesma, tendo entrado seguidamente os sacerdotes e o povo de Deus.

Foi um momento que me marcou. Senti que comigo atravessa a Porta Santa toda a comunidade paroquial de S. Pedro de Tarouca e que todos, sob a proteção da Mãe de Misericórdia, queremos mergulhar fundo na misericórdia desse Pai bondoso que nos espera, nos abraça e nos encharca com o seu perdão. No abraço do Pai, o desafio para sermos "misericordiosos como ELE é misericordioso."
Após a aspersão da água benta sobre a assembleia, gesto que recorda a nosso batismo e a nossa incorporação em Cristo, continuou a Eucaristia.
Na homilia, o sr. Bispo, partindo das leituras e do significado do Ano Santo, apelou à conversão do coração e à abertura ao Deus que nos visita.
Finda a celebração, reservei um momentinho para, diante da Imagem de Nossa Senhora da Lapa, consagrar à Mãe a Paróquia de São Pedro de Tarouca, o seu pároco e cada paroquiano.
Como sempre, estes momentos sentem-se embora as palavras não os traduzam.
Rogai por nós, Santa Mãe de Misericórdia!

sábado, 12 de dezembro de 2015

Um homem bom ... um casal feliz

Fez ontem 5 anos que partiu para o pai o nosso Diácono Manuel Amorim.
Era um homem bom, humilde, sereno, acolhedor, delicado.
Como marido, pai, avô, familiar era uma maravilha. Como cidadão, revelou-se uma pessoa disponível e sem outro interesse que não fosse ser útil à comunidade, fossem quais fossem as tarefas que desempenhava.
Cristão de uma fé profunda, sentida, interiorizada. Vê-lo rezar era já um belo testemunho.
Como Diácono exerceu nesta comunidade um serviço gratuito, sem qualquer interesse material, com enorme disponibilidade e com grande empenho.


Também ontem tiveram lugar as Bodas de Ouro de um casal desta comunidade.
Após a Eucaristia, teve lugar a refeição num restaurante local.
Admirei a emoção serena como este casal viveu a celebração das suas Bodas de Ouro, a alegria com que acolheu os muitos amigos, a simplicidade elegante do trato. Criaram um ambiente familiar muito bonito.
É tão bom celebrar um amor fiel sem prazos de duração!
Enquanto há quem festeje o casa-descasa-volta a casar, existem casais que celebram com alegria a boa notícia de um amor sem prazos de duração.
Parabéns, amigos Almeida e D. Teresa.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Novo álbum dos Simplus - "Podes vir" (2015)


#1 Pergunta

Quando foi
Que deixaste entrar
Essa pergunta em ti?

Qual foi o dia
Em que reparaste
Que és sede e és pedido?

A que hora do dia
Foi mais forte
A procura desse bem ausente?

Quem és tu?
Senão coração 
Que chama
Porque conhece?

Fonte: aqui

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Porque convocou o Papa Francisco este Ano Santo?


O Papa Francisco decidiu convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Este ano será um Ano Santo da Misericórdia.
«Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho." – justificou o Papa Francisco aquando do anúncio oficial do 29º Jubileu da história da Igreja, defendendo que «ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus» e que a Igreja «é a casa que acolhe todos e não recusa ninguém».
«As suas portas estão escancaradas para que todos os que são tocados pela graça possam encontrar a certeza do perdão. Quanto maior é o pecado, maior deve ser o amor que a Igreja manifesta aos que se convertem», realçou.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Perguntas e respostas sobre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia



O que é um jubileu, e porque é que este é “extraordinário”?
A ideia de um ano jubilar vem da Bíblia, nomeadamente do Antigo Testamento. Em Israel, de 50 em 50 anos existia um ano especial em que se focava de forma especial a misericórdia de Deus. Nesse ano, as dívidas seriam perdoadas, os escravos libertados e os presos também. Era também um ano em que os campos não eram cultivados, para dar descanso à terra.
A tradição foi recuperada na Igreja Católica pelo Papa Bonifácio, para assinalar o ano 1300. A partir de então os jubileus realizaram-se a cada 25 anos ou a cada 50 anos. São anos em que a Igreja enfatiza a misericórdia de Deus, incentivando as peregrinações a lugares santos, incluindo Roma, e oferecendo indulgências aos fiéis que cumpram com os requisitos e cumpram essas peregrinações.
De vez em quando um Papa convoca um ano santo fora do período normal. Estes são os jubileus extraordinários. Os jubileus extraordinários têm normalmente um tema ou uma motivação especial. O Papa Urbano VIII convocou um em 1628 e 1629, por exemplo, para rezar pela paz, numa altura em que a Europa estava dilacerada por conflitos.
O que é uma Porta Santa e onde posso encontrar uma?
As portas santas servem como símbolo e destino físico das peregrinações dos anos jubilares. Estas portas foram estabelecidas para haver locais onde os fiéis, atravessando-as, “possam ser abraçados pela misericórdia de Deus e se comprometam a serem misericordiosos com os outros, como o Pai o é connosco”, como diz o Santo Padre na bula com que anunciou o jubileu.
A passagem pela porta santa assinala o final da peregrinação dos fiéis e concede-lhes, caso estejam em estado de graça, comunguem e rezem pelas intenções do Papa, uma indulgência plenária.
A tradição das portas santas remonta a tempos pré-cristãos. Existia, em Roma antiga, existia a Puerta Tarpea no local onde se encontra actualmente a Basílica de São João de Latrão. Quem passasse essa porta recebia imediatamente santuário, isto é, protecção de quem o perseguia. O hábito foi recuperado pelos Papas no Século IV, no tempo do imperador Constantino e a pedido do mesmo. Mas o privilégio foi de tal forma alvo de abuso que os Papas seguintes ordenaram que a porta fosse selada, sendo aberta apenas em ocasiões especiais.
Actualmente existem quatro portas santas em Roma, uma na Basílica de São Pedro, uma em São João de Latrão, outra em Santa Maria Maior e uma quarta em São Paulo Extramuros. Estas são portas pré-existentes que costumam estar seladas com betão mas que são abertas propositadamente durante jubileus. Para além destas, existem outras três portas em catedrais no mundo que são portas santas, uma em Santiago de Compostela, outra no Santuário do Santo Cura d’Ars e uma terceira em Quebeque, no Canadá.
Contudo, e para que os fiéis que vivem longe destes locais também possam beneficiar dos privilégios do jubileu, o Papa ordenou que cada diocese do mundo tivesse pelo menos uma porta santa. Nalgumas dioceses, como é o caso do Lisboa e Braga, para além das portas santas das catedrais, haverá Igrejas Jubilares, onde os fiéis podem ir para obter os mesmos privilégios do jubileu. Na sua maioria, as portas santas encontram-se nas sés de cada diocese. Fátima também terá uma porta santa e na diocese de Évora, em vez da catedral, a porta santa encontra-se no Santuário de Nossa Senhora de Vila Viçosa.
O que é uma indulgência?
As indulgências têm sido alvo de polémica e de incompreensão na Igreja há séculos, mas a sua prática nunca foi abandonada.
Segundo o ensinamento cristão, um pecado tem dois efeitos para quem o pratica. Por um lado a pessoa fica com culpa por aquilo que fez, por outro lado o acto cometido deixa uma marca, ou uma mancha, na alma do fiel.
Enquanto a confissão absolve o penitente da culpa dos seus pecados, essas marcas, ou manchas, permanecem. Por analogia, pode-se imaginar uma criança que por distracção suja uma camisa nova que os pais lhe deram. A criança pede desculpa por aquilo que fez e os pais perdoam-lhe essa culpa, mas a mancha na camisa não desaparece com esse perdão, permanecendo como marca física do acto cometido.
Quando uma pessoa morre, essas manchas na alma devem ser eliminadas, ou purificadas, antes de o fiel se poder apresentar diante de Deus. Na doutrina católica é para isso que serve o purgatório, um local que não é de castigo mas de purificação, deixando a alma em estado de graça para poder gozar da presença de Deus.
Numa carta, o autor C.S. Lewis (que era evangélico e não católico), escreveu o seguinte:
“As nossas almas exigem o purgatório, não? Não seria terrível se Deus nos dissesse: ‘É verdade, meu filho, que o teu hálito tresanda e as roupas pingam com lama e sujidade, mas aqui somos caridosos e por isso ninguém te vai chatear com isso. Entra na alegria’? Não deveríamos responder, ‘Com submissão, Senhor, e se não houver nada em contrário, preferia limpar-me primeiro.’ ‘Sabes que isso pode doer’, ‘Ainda assim, Senhor’”.
Ora, as indulgências permitem precisamente fazer esta “purificação” da alma ainda em vida, pelo que, em rigor, se alguém recebesse indulgências plenárias e morresse no instante a seguir iria directamente para o Céu, não precisando de se purificar no purgatório. As indulgências podem, ainda, ser recebidas em nome próprio ou para benefício de outro, incluindo alguém que já tenha morrido.
Para receber indulgências, uma pessoa deve estar confessada e precisa ainda de comungar e rezar em comunhão com o Papa, pelas suas intenções. Caso não se tenha confessado antes de completar a sua peregrinação, o fiel pode fazê-lo nos dias seguintes.
A grande polémica em torno das indulgências, que foi um dos muitos factores que contribuiu para o grande cisma do ocidente e a criação das igrejas protestantes, era a concessão de indulgências a troco de dinheiro. Essa prática constituía um abuso do conceito e o Concílio de Trento teve a preocupação de a combater, mantendo todavia inteira a teologia das indulgências.
Que mais é que o Papa anunciou para este jubileu?
Com o objectivo de tornar tornar mais manifesta a misericórdia de Deus para os fiéis, o Papa pode ainda decretar mais privilégios e graças durante o Jubileu da Misericórdia. Francisco já disse que pretende fazê-lo com uma iniciativa especial por mês.
Até ao momento já foram anunciadas duas decisões extraordinárias. Durante o ano jubilar Francisco concede a todos os padres a autoridade para poder absolver o pecado do aborto. Este pecado, e outros que, caso quem o pratica tenha verdadeira consciência da sua gravidade, incorre em excomunhão automática, pelo que a sua absolvição é geralmente reservada a um bispo, que tem a faculdade de poder levantar a excomunhão e absolver. Em muitos casos os bispos autorizam os seus padres, por razões práticas, a absolver os penitentes nestas situações, sendo que a excomunhão não abrange apenas as mulheres que abortam, mas também médicos que façam abortos ou pessoas que contribuam materialmente ou não, para que sejam praticados.
Outra iniciativa, vista como um gesto de boa vontade para com os mais tradicionalistas na Igreja, passa por permitir que os fiéis possam confessar-se a padres da Sociedade de São Pio X, fundada pelo já falecido arcebispo Marcel Lefebvre, que se encontra em situação de comunhão irregular com Roma.
Onde posso encontrar mais informação sobre o ano santo?
Embora o centro de um jubileu católico seja quase sempre Roma, actualmente as actividades estão bastante descentralizadas. Todas as dioceses terão actividades e iniciativas, que serão promovidas e divulgadas localmente. Contudo, existe um site oficial do jubileu, com informação em várias línguas.
O Papa encarregou o Pontifício Conselho para a Nova Evangelização de coordenar esta parte do Jubileu e este conselho produziu, entre outras coisas, uma colecção de oito pequenos volumes que servem como guia para aprofundar o Jubileu da Misericórdia. Cada volume do livro aborda um aspecto diferente do conceito de misericórdia, de uma forma simples e acessível. Em Portugal estes livros são editados pela Paulus.
Fonte: aqui

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

VIGÍLIA MARIANA


Noite de 7 de dezembro de 2015.
Como havia sido anunciado, um grupo de cristãos deixaram as suas casas e dirigiram-se para a Igreja Matriz de Tarouca para uma Vigília Mariana.
Orientou a Vigília o Grupo de Jovens que também presidiu aos cânticos. A apoiar a celebração esteve o projetor para facilitar a participação das pessoas.
Na véspera da solenidade da Imaculada Conceição, em que se comemoram 50 anos do encerramento do Concílio Vaticano II e se inicia o Ano Santo da Misericórdia, cristãos da comunidade paroquial de São Pedro de Tarouca - quem assim o quis - reuniram-se para rezar com Maria.
Em cada mistério do terço, foi lido um excerto de Misericordiae Vultus, BULA DE PROCLAMAÇÃO  DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA, do Papa Francisco, terminando o terço com a Oração a Maria Imaculada, recitada em coro pela comunidade e a consagração a Nossa Senhora.
No final, a partir do Evangelho, o pároco dialogou com a assembleia sobre "Maria, Mãe de Misericórdia". Assinale-se a participação ativa das pessoas.
Houve ainda espaço para a Oração do Advento.
"Feliz  és Tu porque acreditaste no que Te foi dito da parte do Senhor". Foi este louvor que a assembleia entoou em coro e que traduz o espírito da celebração.
Parabéns a quem marcou presença.

domingo, 6 de dezembro de 2015

41º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tarouca

O hastear das bandeiras deu "início oficial das comemorações. Após a Eucaristia, teve lugar a receção às entidades oficiais, seguindo-se a sessão solene e o desfile motorizado e apeado do Corpo de Bombeiros. O almoço de confraternização encerrou a comemoração aniversária.
Estiveram presentes, como habitual, os bombeiros de Bucelas com a sua fanfarra, o que deu mais brilho às comemorações.
Respigos da Sessão Solene
“Ser bombeiro não é uma profissão. É uma vocação”
Todos os oradores se congratularam com as boas relações institucionais existentes entre a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tarouca e os cidadãos, as empresas da zona, outras associações, o município.
Foi unânime um olhar de admiração, de homenagem e de gratidão em relação ao passado. Os dirigentes desta associação, sócios e bombeiros que, com o seu trabalho, dedicação e persistência, contribuíram para que esta instituição fosse o que hoje é.
Também a “Escolinha de Infantes e Cadetes” mereceu destaque especial dos vários intervenientes. Se é certo, como acentuou o Comandante Humberto Sarmento, que antigamente a adesão dos mais novos aos Bombeiros era mais intensa do que é hoje, o que se compreende pela baixa da natalidade e pelas múltiplas oportunidades que atualmente são oferecidas à gente nova, não deixa de ser oportuno referir que o recrutamento aqui ainda não é um problema. A “Escolinha” é um espaço privilegiado de educação para os valores e de incutir a alma de bombeiro nos mais pequenos, pois “eu não passo pelos bombeiros. Eu sou bombeiro.”
As felicitações aos condecorados e promovidos passaram pela voz dos oradores.
Elogiada foi a competência técnica, dedicação e coragem dos nossos bombeiros.
Elogiada foi igualmente a postura do Comandante Humberto. Honestidade, frontalidade, espírito construtivo, eficiência técnica.
Problemas e desafios

Sobre diversos melhoramentos, falaram o Presidente da Direção, Dr. Amaro, e o Comandante, Dr. Humberto. Foram adquiridas ambulâncias a expensas da instituição, os portões do parque de viaturas foram substituídos, tal como a iluminação. Existe nova central de comunicações. As condições de trabalho estão, por isso, melhores. Foi louvado o papel dos Bombeiros na manutenção do edifício.
O Dr. Amaro falou na diminuição da dependência externa da instituição no tocante ao aspeto económico, graças ao trabalho e visão de quem a dirige.
Tanto um como o outro referiram algumas situações que precisam de ser resolvidas. Referiram o empenho em melhorar a formação dos novos bombeiros; a não existência do regime jurídico dos trabalhadores bombeiros; o estado não tem cumprido cabalmente as suas tarefas no tocante à proteção civil; restituição das poucas benesses que foram tiradas aos bombeiros em tempo de maior crise; contagem do tempo para a reforma; direito à isenção de taxas moderadoras secundárias (urgências) quando o bombeiro se encontra em serviço, etc.
Menos área ardida, menos incêndios

Segundo o Comandante Operacional Distrital, 2015 foi um dos melhores dos últimos 15 anos. Em termos de incêndios e de área ardida, aponta-se para menos 50% em relação à média dos últimos quinze anos. E sem vítimas mortais ou feridos graves. Isto deve-se à formação, à competência técnica e ao treino. Componentes que é preciso continuar a reforçar.
Serviço
O Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Domingos, citou Saramago: “ O primeiro passo para a cidadania plena é o compromisso com o voluntariado.” Referiu Vasco Lima  como personalidade incontornável na história da instituição, homenageou todos os bombeiros e referiu Humberto sarmento e José Félix como figuras de proa do futuro associação.
Saber para salvar
Protocolo Câmara/Bombeiros não pode ficar em causa, pese embora as dificuldades com que se debate a autarquia, disse Valdemar Pereira, Presidente da Câmara.
O autarca falou de 2 pontos de água em funcionamento – Santa Helena e S. João da Boavista -, de caminhos florestais em funcionamento e de candidaturas visando a implantação de mais 3 pontos de água e a reflorestação da área ardida.
Recordou ainda que, se os bombeiros são motivo de adesão como se pode ver pelo interesse que despertam no facebook, pelas campanhas de solidariedade que suscitam, pelo pagamento das quotas e pelas festas que originam, também são por vezes vítimas da falta de solidariedade das populações e da incompreensão das mesmas.
Ninguém pode esquecer o direito do bombeiro a proteger a sua vida. Daí que ele tenha de saber para salvar. 
Condecorações e Promoções 


Medalha Grau Prata - 10 Anos: Fernanda Maria do Carmo Santos, Graciete Maria dos Santos Silva, Maria de Lurdes Loureiro Borges Mergulhão Sarmento, Isabel Maria Gonçalves Vingadas, Cecília Teixeira de Melo Silva, Maria do Socorro de Sousa C. Xavier Guerra, Rosa Maria de Carvalho Ramos
Medalha Grau Ouro - 20 Anos: Humberto Jorge Borges Sarmento, Jorge Emanuel Mendonça Duarte Pinto, Ruben Mendonça Assunção, José Miguel Carvalho Gomes
Medalha Grau Ouro 25 Anos: António José Ferreira Rodrigues
Promoção de Sub-Chefe a Chefe: Luís Xavier Lucena Teixeira
Promoção de Bombeiro de 2a a Bombeiro de 1ª: José Miguel Carvalho Gomes, José Paulo Borges Pinto, Bruno Alexandre Pinto Ribeiro
Promoção de Estagiário a Bombeiro de 3a: Ilídio José Alves Soares, Carlos Manuel Martins Monteiro, Elisabete Costa Lourenço, João Pedro Neto Machado