quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Cem anos de vida!

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No passado dia 14 de Setembro a Misericórdia de Tarouca esteve em festa. A utente Elisa Lima completou 100 anos de vida.
Foi com grande emoção que a Mesa Administrativa homenageou a aniversariante pelo seu longo percurso de vida. A cerimónia iniciou-se com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Sr. Padre Carlos, Capelão da Instituição, seguindo-se de um lanche convívio que contou com a presença da família, netos, bisnetos, Utentes, Colaboradores, Voluntárias e alguns Órgãos Diretivos da Misericórdia e Representantes do Município.
Não é o 1º caso. Alguns têm sido os utentes da Santa Casa de Tarouca a atingir tão bonita idade. É bom sinal, claro. Indica que as pessoas são bem tratadas nas várias vertentes de que depende a vida.
Parabéns à aniversariante. Parabéns à família. Parabéns à Santa Casa.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Como os católicos vêem a crise na Igreja

Padres e leigos pronunciam-se sobre a crise na Igreja. Uma reportagem da Renascença. Dela respigamos algumas frases. A reportagem está  aqui

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Nem toda a novidade é geradora de felicidade

Saudades de um tempo em que as manhãs de Domingo eram conjugadas sobretudo com o verbo «ir». Apreensão com um tempo em que as manhãs de Domingo são cada vez mais conjugadas com o verbo «vir». É bem sabido para onde se «ia» e para onde ainda se «vai». Sabe Deus (e saberão muitos») donde, agora, muitos «vêm». Não levem, pois, a mal que expenda a minha saudade do tempo em que Domingo era sinónimo sobretudo de «celebrar» e não de «dormir», de «ressacar». Podem chamar-me «retrógrado». Mas eu só quero ser verdadeiro. E, em nome da verdade, tenho para mim que nem toda a novidade é geradora de felicidade. E nem todo o passado está (necessariamente) ultrapassado!
João António Pinheiro Teixeira, Facebook

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Por Almofala e Bustelo

Quando em agosto a diocese me solicitou apoio à Paróquia de Almofala, dada a doença do Pároco, P.e Matias, disse que sim.
No meu sim tive em conta:
- A situação do meu colega. Não basta falar de comunhão sacerdotal, é preciso praticá-la. A solidariedade e o apoio são ainda mais marcantes na hora do sofrimento.
- O carinho que nutro por aquela comunidade paroquial. Fui em tempos pároco daquela gente por um pequeno período de tempo. Saí há 14 anos, mas a amizade ficou.
Foi no tempo em que por lá passei que se realizaram as obras de restauro da Igreja Paroquial. Tempo difícil a exigir muito do pároco e dos paroquianos. Mas valeu a pena.
Nestas vezes em que por lá tenho passado, noto a mesma  simpatia, o mesmo acolhimento, a mesma fé. Hoje estive no Bustelo e em Almofala onde presidi à celebração da Eucaristia e ajudei a resolver pequenos problemas do dia-a-dia de uma comunidade cristã. Senti a preocupação daquela gente com o estado de saúde do seu Pároco, acompanhada por perguntas sobre a sua situação. Senti que ele está presente nas suas orações. 
É uma comunidade agradecida que sabe reconhecer o esforço de quem já está com muito trabalho. Não esqueço aquela atitude de uma senhora do Bustelo que, no fim da Missa, passou pela sacristia apenas para dizer isto:
- Muito obrigado por se lembrar de nós!
Há pequenos gestos que valem um dia!

Só esperamos que o Pároco melhore depressa para que possa assumir o seu trabalho pastoral. Essa intenção colocamo-la confiadamente no coração de Deus. Até lá faremos o que podermos, dentro de todas as limitações, para acompanhar uma comunidade tão simpática, acolhedora e crente.

Papa admite risco de cisão na Igreja Católica e lamenta críticas «elitistas»


No regresso da 4ª viagem pastoral a África, o Papa Francisco conversou cerca de hora e meia com os jornalistas no avião que os transportava.
Francisco assumiu aos jornalistas que é alvo de fortes críticas vindas "de todos os lados, até mesmo da Cúria". E aos que dizem que "o Papa é demasiado comunista", deixa o aviso de que não teme um cisma, mas que "esse caminho não é cristão".
Veja aqui

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Parabéns, senhor D. Jacinto!


Ocorre hoje o aniversário natalício de D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego.
Muitas e diversas vezes o senhor D. Jacinto nos tem visitado. Recordo a celebração do Crisma, a Festa de Santa Helena, a inauguração do Centro Paroquial...
Obrigado por todas as vezes que, em nome do nosso Bispo, nos visita e connosco partilha a Palavra da Verdade e a beleza da simplicidade e da amizade.
Feliz aniversário, senhor Bispo! Muitas felicidades.

Igualmente festejam hoje o seu aniversário os Padres Ferraz, Luis Seixeira e Joaquim Dionísio, os dois últimos passaram por esta paróquia em tempos e modos diferentes. Parabéns a todos e muitas felicidades.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

10 de setembro - visita a sacerdotes doentes

Um grupo de padres do Arciprestado Armamar/Tarouca visitou hoje os Padres Matias e Ramos, o primeiro no Porto, o segundo em Viseu.
Encontrámos o P.e Ramos optimista, decidido, bom conversador. O seu optimismo congénito ajuda - e de que maneira! - na recuperação. Neste momento está a reagir bem aos tratamentos, revela melhorias assinaláveis e uma confiança imensa.
Deixou-nos contentes e convictos de que, ultrapassada a fase dos tratamentos, regressará ao seu serviço pastoral. Nestas coisas não pode haver pressas, mas a esperança saiu reforçada. Felizmente!
Quanto ao P.e Matias, o processo está mais lento. Mas confiamos totalmente que, com a ajuda das entidades médicas, dos amigos e familiares, a recuperação vai surgir.
Impressionou-nos a todos o testemunho de D. Glória, uma amiga de muitos anos, que vivendo nos arredores do Porto, diariamente visita o P.e Matias, o apoia, incentiva e acarinha. Parabéns, boa amiga! Obrigado.
Peço aos amigos uma prece sentida por estes sacerdotes.
Força, amigos!

sábado, 7 de setembro de 2019

Quem viveu com intensidade a magia da Festa jamais a esquece

8 de setembro, Nossa Senhora dos Remédios
8 de Setembro. Na zona, esta data  é conhecida como o Dia de Nossa Senhora dos Remédios.
Quem como eu nasceu praticamente à sombra de Nossa Senhora dos Remédios, claro que esta data diz muito.
A minha terra natal é  a freguesia que mais perto fica do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.
Em criança e nos tempos de estudante, vinha às novenas que, pelas seis da manhã, ali se realizavam.
Recordo o vozeirão do sr. cónego Marrana que afugentava para bem longe o sono. Era, além disso, um homem de fé vibrante.
Recordo que depois veio Mons. Noura. Uma voz suave numa fé profunda e serena.
Mais tarde, já padre, preguei na novena. Duas vezes. A convite do Reitor de então, P.e Melchior.
Igreja sempre à cunha. Nos corpos cansados, sobressaía um rosto feliz. Estar com a Mãe era uma festa.
Naquele tempo, trabalhava-se de sol a sol no campo. Era então uma época de grande azáfama, porque se arrancavam as batatas. À enxada.  
Na ausência de automóveis e de estradas, as gentes das povoações mais afastadas saíam de casa pelas três, quatro horas da manhã. Eu saía de casa às 5.30h. Vantagem de estar perto.
Seis horas. Missa, novena e pregação. Oito horas, uma segunda Missa  em que  praticamente só participava gente da cidade, porque a das aldeias, logo que terminasse a novena, ia a correr para a faina agrícola.
Seis, sete e oito eram dias de grande movimento. Todas as redondezas se despejavam para Lamego. Marcha Luminosa, Noitada, Procissão...
Embora houvesse as festas populares nas freguesias, a verdadeira festa era a Senhora dos Remédios.
Recordo os grupos enormes de pessoas que, vindos da serra, passavam pela minha terra a caminho de Lamego. Merendas à cabeça, gargantas em rebuliço, ar cheio de cantigas. Mar de gente que voltava a subir pelo mesmo caminho e com a mesma alegria.
A malta nova ia poupando pelo ano fora alguns tostões para gastar na festa. Os carrinhos, o carrossel, os petiscos, as danças, as bebidas, o fogo de artifício, os namoricos, os engates, as brincadeiras e partidas, os zés-pereiras, a música, os encontros de amigos, a feira, os espetáculos, os cortejos, a procissão. Lamego era uma colmeia humana. A certas horas era patente  a dificuldade em arranjar lugar para petiscar nas tendas para desgosto da fome ou da gulodice.
A magia dos Remédios!
Quem viveu com intensidade a magia da Festa jamais a esquece.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Mandar os meus filhos à catequese!? É importante?


Muitas pessoas interrogam: «Porquê mandar os meus filhos à catequese? É importante? Eles já se cansam da escola! E, depois, é sempre a mesma coisa: moral e mais moral!»

Encontra-se, igualmente,  muita gente que já nem faz estas perguntas, ou que nem espera as respostas. Porque já tomaram a decisão de não levar os filhos à catequese – ou deixam a eles a iniciativa de pedir para ir – e também já não dão muita importância à prática da fé, pela participação na missa, por exemplo.

Para muitas pessoas, a preocupação em relação à Igreja é meramente social: batismo (por tradição), primeira comunhão (para acompanhar os amigos), crisma (para ser padrinho ou madrinha).

Mas, afinal, para que serve a catequese? Para muita gente significa «aprender a doutrina». E o que é isso? Leis, mandamentos, proibições… para a maioria, sem conhecer e entender a fundo, coisas desatualizadas!

Para a Igreja, a catequese serve para revelar a Pessoa que, de maneira extraordinária e inovadora, viveu e nos ensinou orientações para crescermos de forma equilibrada e feliz, com saúde física, mental e espiritual: JESUS CRISTO!

E isso faz-se em diversos anos, para acompanhar a evolução intelectual e afectiva das crianças. Porque à descoberta intelectual de Jesus Cristo, pela leitura da Bíblia, há que associar-se a adesão de amizade e apaixonada ao estilo de vida que Ele propõe.

Aos catequistas, pede-se que nunca se esqueçam de mostrar às crianças a personalidade sedutora de Deus: Pai, Jesus e Espírito Santo. Mais do que falar de Deus, de transmitir doutrinas, que a catequese sejam encontros para falar com Deus, para sentir a sua presença.

Aos pais e à sociedade pede-se que abordem a Bíblia e toda a mensagem cristã como pedagogia para a vida. A tendência natural da educação das famílias e da sociedade é querer preparar as crianças como se tudo corresse bem e não fossem encontrar nunca dificuldades na vida. Mas quem as prepara para as dificuldades? Quem as habilita para não se deixarem traumatizar pelos obstáculos e sofrimentos? Quem as ensina a pensar com liberdade e consciência crítica, a gerir com maturidade os pensamentos e emoções, a expandir a arte da contemplação do belo na natureza e em cada ser vivo, a dar sem contrapartidas, a colocar-se no lugar do outro e a considerar as suas dores e necessidades? O maior e melhor educador é Jesus Cristo.

A Catequese é dada em tomo de quatro pilares
O Credo – que é tudo o que cremos.
Os Sacramentos – que é a celebração do que cremos.
A Moral baseada nos Dez Mandamentos – que é como o cristão deve viver.
A Oração do cristão – com base especialmente no Pai-Nosso.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Está aí o novo ano escolar... Estas pistas vão ajudar. Preste atenção!

BREVES «PISTAS» PARA OPTIMIZAR O TRABALHO ESCOLARA imagem pode conter: pessoas sentadas, mesa e interiores
1.Parece uma redundância, mas é uma das verdades mais importantes: tudo começa no princípio.

2.O dia mais importante para estudar não é a véspera do teste, o dia mais importante é cada dia....

3.O estudo deve começar logo no primeiro dia. Mesmo que o teste ainda esteja longe, o trabalho tem de estar perto.

4.Nem sempre é possível estudar o que se gosta nem gostar do que se estuda, mas é sempre possível estudar, goste-se ou não.

5.É necessário estudar muito as matérias de que se gosta e, ainda mais, as matérias de que não se gosta.

6.O segredo do êxito é a persistência e a repetição; se não se perceber à primeira vez, insiste-se pela segunda vez; se não perceber à décima vez, insiste-se pela décima primeira vez; quanto mais cedo se começar a estudar, tanto mais — e melhor — se pode repetir e compreender.

7.No estudo, a atenção é decisiva e a calma é preciosa.

8.O êxito no estudo começa na atenção na sala de aula e culmina com a serenidade no teste.

9.Para obter calma, pensar mais no trabalho do que no resultado e ter presente que quem trabalhou mais está mais perto de alcançar melhores resultados.

10.Antes do estudo e dos testes, fechar um pouco os olhos e pedir a Deus inspiração e serenidade; Deus não falta a quem trabalha e a quem confia!
João António Teixeira, Facebook

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

"Quando o Padre perde o Dom"

"Quantos padres vivem diários confrontos com baptizados oportunistas que procuram ser excepções, rejeitando aquilo que a Igreja lhes pede, impondo as suas vontades e regras, fazendo de tudo para as conseguir, e depois tornarem a voltar costas a Cristo e à Igreja?"...
"Há dias, em visita a uns amigos, tive conhecimento de um colega padre ter abandonado o ministério, ou seja, ter deixado de ser padre. Viveu 2 anos enquanto padre. Aliás... na diocese deste meu colega, este ano abandonaram 5 padres, uns bastante maduros, outros em início de missão.
Confesso a minha tristeza pela perda do Dom de Ser Padre. É com alguma angústia que recordo e rezo estas perdas. Interrogo-me sobre o caminho e que discernimento terão feito em Seminário; Interrogo-me sobre o papel, presença e acompanhamento fraterno da "estrutura sacerdotal"... bispos e padres; Interrogo-me sobre o papel das comunidades cristãs, que são as suas famílias mais proximas; etc... e como não se dá conta de que um padre está a perder o Dom?! Que está só? Triste? Solitário? Sem a paixão no olhar e nas palavras, quando pronuncia o nome de Jesus?
Ser padre é bom, já o disse muitas vezes, mas no entanto, também já o disse, nem sempre é fácil. Não há que mentir. E ninguém deve julgar quando esse Dom se perde.
É natural a perda do Dom de ser padre quando a Igreja é madrasta e não Mãe como sempre deve ser. Sim é verdade! A Igreja pode ser madrasta, pois todos somos Igreja, e por isso, tanto de santa e pecadora.
Quantos padres são esquecidos por aqueles que deviam estar sempre atentos à sua missao?
Quantos padres vivem a solidão, porque não colaboram e se deixam guiar por grupos "com interesses pessoais"?
Quantos padres são tornados "invisíveis" para não atrapalharem outros que vivem na procura desenfreada de "estrelatos" e de "carreirismos"?
Quantos padres vivem diários confrontos com baptizados oportunistas que procuram serem excepções, rejeitando aquilo que a Igreja lhes pede, impondo as suas vontades e regras, fazendo de tudo para as conseguir, e depois tornarem a voltar costas a Cristo e à Igreja?
Quantos padres têm que escutar e testemunhar a fé frágil de leigos comprometidos, nas estruturas da Igreja e das Paróquias, e que se relevam muitas vezes autênticas forças de contradição e pressão, face aos alicerces da Igreja?
Quantos padres se dedicam horas a fio à sua missão de pastores, dando-se conta da fragilidade da vida de fé das suas comunidades, que pouco se comprometem, partilham, acompanham, rezam, e alicerçam a sua vida de fé apenas na "eucaristia dominical", não compreendendo que ser Cristão vai muito para além "da missinha" de domingo, das suas opiniões, das suas vontades?
Quantos padres, na procura de defenderem a Igreja e a Verdade da Fé, vêem-se envolvidos em pressões e conflitos, situações de força, sendo simplesmente abandonados pelas suas comunidades, porque não se "querem envolver"?
Quantos padres, após uma vida gasta e entregue às comunidades, vão caindo no esquecimento, ao ponto de, velhinhos e limitados, não receberem um telefonema, uma visita, um sinal daqueles a quem se foram dando a cada dia?
A perda do Dom acontece. Uns perdem esse dom e seguem outros caminhos, abandonam. Outros perdem o Dom, mas vão permanecendo na missão, de coração fechado à presença do Espírito, vivendo na igreja e nas comunidades, mas à margem das mesmas, usando e abusando da imagem de um Dom que já não possuem no olhar e nas palavras, mas que usam e abusam só para sobreviver.
A responsabilidade é de muitos.
Daqueles que não acompanham, que não cuidam, não valorizam, que disputam, que ignoram as regras, que pressionam, que não se comprometem, que não colaboram, que não crescem, que não têm alegria no seu baptismo, que não querem ser Igreja, que não acolhem, que pouco amam... que têm pouca sede de Deus.
Bem... assim não parece tão estranho um padre perder o seu Dom. O cansaço de se sentir tratado como "escravo de vontades" ou "funcionário da fé", e não como Pastor e anunciandor da Boa Nova, levará obrigatoriamente ao cansaço e à interrogação sobre o seu Dom e se valerá a pena ser Padre. Se o outro não o olha como Dom, o próprio padre pode sentir que perdeu o seu Dom e desistir.
Afinal, guardar em si o Dom de ser Padre e vivê-lo como um tesouro, é quase um "poder" digno de um super herói da Marvel".
Nuno Silva

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

As férias não são um luxo. São uma necessidade

Passei a última quinzena de agosto com familiares no Algarve.  Foram dias calmos, repousantes e humanamente ricos. O encontro com irmãos e cunhados, sobrinhos e segundos sobrinhos foi muito afetuoso e acolhedor. Agradeço-lhes por isso e por toda a generosidade demonstrada.
O percurso casa-praia fazia-se muito bem a pé. Isso possibilitou a libertação da escravatura do automóvel e do andar a toque de horas. Cada um ia e vinha quando entendesse, sendo certo que as refeições eram horas sagradas onde ninguém se dava o direito de deixar os outros à espera. Havia quem gostasse de ir para a praia cedo e mais cedo regressasse; havia quem gostasse de levantar mais tarde e  fosse e viesse mais tarde da praia.
As caminhadas para a praia, os passeios à noite ao fim do jantar, a estadia do grupo no mesmo espaço do areal, algumas deslocações a outros locais, as refeições sempre alegres … tudo criou um bom e belo ambiente humano.
Então com os meus sobrinhos e sobrinhas era uma festa pegada. Brincadeiras, ironias, provocações, partidas. Como raramente nos encontramos porque a vida é como é, aproveitamos ao máximo este tempo juntos. Claro que também tivemos debates a sério, uma vez ou outra nem tão pacíficos assim. A amizade, o envolvimento humano, a atenção mútua, o à-vontade teceram um ambiente fantástico.
Viagem e passeios
A viagem até Lisboa e de Lisboa a Manta Rota foi calma, sem sobressaltos nem engarrafamentos. Já o regresso, meu Deus! Dois quilómetros antes de entrar na A2, as filas eram compactas. Depois durante a travessia do Alentejo, com um calor imenso, o pára-arranca era constante. A A13 fez-se bem, apenas com algum engarrafamento no acesso à A1 durante cujo percurso o trânsito, embora intenso, decorria fluentemente. O IP3 e a A24 sem problemas.
Em agosto Lisboa nem parece Lisboa no que toca a trânsito. Muito mais calma.
No Algarve visitámos locais  de que gostamos na região onde estacionámos. Tavira, Loulé, Praia Verde, Albufeira… Com um saltinho a Aiamonte e as suas famosas "tapas".
Manta Rota faz parte da freguesia de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António.  É uma praia muito familiar, com imensas famílias nesta altura, sem grandes e modernos parques de diversão noturna. É por isso um bom espaço para descanso.
Como é costume - já peguei o gosto aos meus familiares - gosto de passear no areal, junto ao mar. Quantas vezes fiz o percurso praia da Manta Rota - Cacela Velha e a sua famosa ria!!! Ao domingo, após a Missa, descíamos, atravessávamos a ria a pé ou de barco, dependendo das marés, e ficávamos por lá o resto do dia.
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Praia da Manta Rota. "Banho Santo" no dia de São João da Degola (Martírio de São João Batista)

No Algarve não adoeça pela sua saúde!
Sei-o por experiência própria. Há alguns anos passei 19 horas em hospitais algarvios por causa de uma espinha entalada na garganta.
Este ano um familiar meu teve um problema  e precisou de ir ao hospital. Atendido nas urgências, a médica recomendou-lhe que aparecesse no dia seguinte para ser visto por um especialista. Apareceu. Só que o especialista era único e estava sempre a ser chamado para urgências, adiando as consultas. Exasperado pela demora, o meu familiar teimou em regressar a casa. Felizmente que o problema resolveu-se.
Temendo a espera no hospital público, recorreu ao privado. Afinal sem resultados…
A saúde é o primeiro bem. Como queremos atrair turistas se depois nem o 1º bem somos capazes de lhes oferecer condignamente?
Algo tem que ser feito por quem de direito. Para ontem!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Há 40 anos!



15 de agosto de 1989. Sé de Lamego, 11 horas. O Avelino, o José Manuel e eu fomos ordenados sacerdotes por D. António de Castro Xavier Monteiro, então Arcebispo-Bispo de Lamego.
Faz  40 anos. Destes, 28 como pároco da Paróquia de São Pedro de Tarouca.
Perpassam hoje por mim os sentimentos, emoções, sonhos, generosidade, entusiasmo dessa primeira hora.

 A vida foi retirando forças e causando mazelas na saúde, sem esmorecer o entusiasmo.
A vida é sonho, porque tenho saudades do futuro.
A vida é generosidade, porque esta vence sempre as cicatrizes e os calos que a realidade vai semeando.
Emociono-me ainda perante o olhar de uma criança, a lição de vida e de fé que recebo de um doente, a felicidade dos nubentes, a generosidade dos jovens, a sabedoria dos anciãos, a a vivência da fé por parte da comunidade.
E sobretudo Cristo. Cada vez mais convencido que só ELE vale totalmente a pena.

Preocupam-me o restauro interior da Igreja Paroquial de Tarouca e da Casa paroquial, a construção da Capela do Castanheiro do Ouro. Preocupações que não me largam de  noite e de dia...
Preocupam-me tantos casais que vivem como se Deus não existisse...É que a fé nasce e cresce ao colo da mãe com o exemplo do pai.
Preocupam-me tantas crianças e jovens para quem Deus não conta...
Preocupa-me a solidão de tantos velhinhos e doentes...
Preocupam-me os divórcios e os filhos como grandes vítimas da situação...
Preocupa-me a falta de emprego local que leva tantos jovens para fora sem perspectivas de voltarem...
Preocupa-me uma Igreja que, em vez de ser uma comunidade viva, dinâmica, com garra apostólica, se fica no ritualismo, no clericalismo, no tradicionalismo...
Preocupa-me a situação de tanta gente em situação difícil, porque não tem trabalho, ou não quer trabalhar, ou usufrui ordenados baixos...
Preocupam-me as notícias diárias: guerras, perseguições, mortes, refugiados, fome, miséria,  pouco respeito pela vida, desvalorização da dignidade da pessoa humana, corrupção, violência doméstica, fundamentalismos, falsidade nas relações entre as pessoas, tráfego de pessoas...

Mas quero que Cristo morto e ressuscitado seja o esteio da minha vida, a garantia  que a esperança não engana, a certeza de que o mal não terá a última palavra.

Senhor meu e meu Deus, que a tua providência me envolva, a tua misericórdia desça abundante sobre mim, a tua luz derreta a escuridão do pecado e dos limites.

Senhor que o teu amor se derrame abundante e generosamente sobre esta comunidade, os meus familiares, amigos e sobre aqueles que não gostam tanto de mim.

Com Maria e por Maria, querida Mãe, todo teu, meu Senhor e meu Deus!

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Obrigado, amigos! Muito obrigado.

Em 13 de agosto, dia de aniversário natalício,  um Bem-Haja do fundo do coração a todas as pessoas - paroquianos, familiares a e amigos - que, de uma forma ou de outra, tiveram uma palavra amiga para comigo.
Porque era dia de aniversário, quis celebrar a Eucaristia numa Capela Mariana. Nesse sentido, desloquei-me ao templo de Nossa Senhora das Necessidades onde presidi ao terço e à Missa. Terminada a cerimónia, as pessoas presentes irrompem com o "Parabéns a Você", seguindo-se a saudação. Espontâneo, sincero e delicado, este gesto fez-me sentir familiar da família paroquial. Obrigado.
Seguidamente, terminada a Eucaristia na Capela de Santo António em Arguedeira, a assembleia, por sua iniciativa, cantou com entusiasmo os "Parabéns a Você". Depois uma pessoa em nome do povo ofereceu ao seu pároco um belíssimo quadro da Sagrada Família. Seguiu-se a saudação. Também aqui um gesto tocante e sem ser esperado. Também este gesto me fez sentir familiar da família paroquial. Obrigado.
Jantei com meu pai, irmãos, cunhados em casa da minha sobrinha mais velha e de seu filho - marido está em missão militar no estrangeiro-, porque assim a família decidiu. Uma refeição familiar e empática, como sempre. Todos os meus sobrinhos e um dos meus cunhados, que não puderam estar presentes fisicamente,  de uma forma ou de outra, marcaram presença. Obrigado pelas vossas lembranças.
Muitas pessoas, paroquianos, amigos, colegas, através do telemóvel, do messenger, email e de outras formas, ofereceram o calor da verdadeira amizade.
Obrigado pela vossa presença.
Obrigado pelas prendas.

Observação: sempre que tenho disponibilidade e procuro fazê-lo sempre que posso, através da página do Facebook do Centro Paroquial, costumo saudar os aniversariantes amigos dessa página. E são muitos.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Agradecido a Deus pelo dom da vida

Meu Deus, sei que com muita frequência as pessoas Te procuram para pedir ajuda e bênçãos. Neste dia 13 de agosto, aniversário natalício, eu procuro-Te para agradecer! Agradeço-Te, Senhor, por todas as coisas boas e menos boas que me aconteceram na vida, pois sei que se o Deus grande colocou obstáculos em minha vida é porque confiou que eu podia ultrapassá-los e adquirir sabedoria através eles.

Ó Deus, agradeço pelas bênçãos que me tens  dado, agradeço pela minha saúde e pela saúde das pessoas que amo e sirvo, e pela proteção que recebemos diariamente da Tua Providência.
Agradeço por encontrar no meu caminho algumas portas abertas e, ainda que em momentos de revolta não entenda porque outras portas se fecharam, compreendo que Tu, Senhor, sabes o que é o melhor para mim.
  Ó Deus generoso, agradeço pelas lições que tenho aprendido ao longo de minha vida, mesmo que algumas delas me tenham trazido sofrimento. Hoje, quero ser mais humildade para aceitar os Teus desígnios e ter mais sabedoria para tentar aprender com a dor. Hoje, desejo ser uma pessoa melhor, mais compreensiva e forte. Hoje,  desejo mais maturidade para reconciliar-me com os meus erros e defeitos, e discernimento para entender as linhas que Tu, Senhor, traçaste para a minha vida.
Meu Deus, peço que continues a abençoar-me e a  proteger-me com as Tuas mãos poderosas,  agradeço por me confiares o dom da vida e comprometo-me a buscar a paz, a bondade e a felicidade!
Deus da bondade e da ternura, a Ti me confio, confiando igualmente nas pessoas boas, humildes e amigos que tornam mais esperançoso o meu caminhar.
Envolve-me, Senhor. Protege-me, Senhor. Seduz-me, Senhor!
Louvado sejas, Deus meu!
Concede-me um coração bonito parecido com  o de Jesus.
Com Maria e por Maria Te entrego a minha vida.

Portugal tem necessidade de trabalhadores estrangeiros

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Nesta Semana de Migrações, vejamos:
1. São cada vez mais as empresas do sector têxtil que estão a recrutar trabalhadores no estrangeiro, dada a falta de mão-de-obra em Portugal -  aqui.
Acrescente-se que as exportações no sector têxtil estão a crescer consecutivamente há 11 anos!
2. Na agricultura então a necessidade de mão de obra estrangeira é evidente. Basta ver o que se passa no Alentejo, nas grandes quintas vinhateiras e noutras zonas em que é precisa muita mão-de-obra. Por norma os portugueses não querem esta atividade. Daí a urgência de recorrer a trabalhadores estrangeiros.
São conhecidos os progressos que se têm registado no sector e como este é importante para a economia nacional.
3. Construção Covil. A escassez de mão-de-obra é o principal problema - aqui.
4. O secretário de Estado João Correia Neves considera que a falta de mão-de-obra é "transversal". Falta mão-de-obra “em praticamente todos os setores e em todas as regiões…


Daqui se conclui:
-  Portugal precisa de especializar a sua mão-de-obra. Mão de obra especializada em qualquer área é valorizada, melhor remunerada e muito solicitada.
- Alguém me dizia há dias que só está "desempregado quem quer". Há trabalho. E é pessoa profundamente conhecedora da situação…
- Precisamos de trabalhadores estrangeiros. Muito. Para que a economia se desenvolva e o bem-estar social aumente e se consolide.
- A dignidade da pessoa humana é inegociável.  "Precisamos de ver no migrante a sua dignidade de ser pessoa, com os mesmos direitos e deveres que os autóctones, e até inicialmente de ser acolhido e não devolvido ao país de origem, de ser protegido e não apenas socorrido, de ser promovido em vez de abandonado à sua sorte, de ser integrado na sociedade e não empurrado para guetos (…).  Os países que assim procedem são enriquecidos em todas as dimensões, como podemos constatar com os países desenvolvidos, embora haja sempre aspetos a ser melhorados."
(Comissão Episcopal da Pastoral da Mobilidade Humana)

domingo, 11 de agosto de 2019

Faz bem sem olhar a quem...

É da experiência de cada um. A ingratidão magoa mesmo!!!
Mas nenhuma ingratidão pode roubar a liberdade de amar.
In Internet

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

De 11 a 18 de agosto de 2019: SEMANA NACIONAL DE MIGRAÇÕES

Não São Apenas Migrantes
Somos todos migrantes e muito mais
O mundo atual está marcado pela mobilidade, mas isso não é novidade para o cristão, que sempre foi considerado um peregrino a caminho da terra prometida. Conscientes desta condição, há muitos comportamentos a corrigir na nossa relação. Por isso o Papa e a Igreja alertam-nos para alguns aspetos da realidade do ser humano e das sociedades do mundo contemporâneo. Infelizmente não é apenas por causa da sua condição de ser peregrino, que o ser humano se desloca do torrão e do país onde nasceu. Mas também devido a guerras, a perseguições, a cataclismos e à fome. Por isso precisamos de ver no migrante a sua dignidade de ser pessoa, com os mesmos direitos e deveres que os autóctones, e até inicialmente de ser acolhido e não devolvido ao país de origem, de ser protegido e não apenas socorrido, de ser promovido em vez de abandonado à sua sorte, de ser integrado na sociedade e não empurrado para guetos (…).  Os países que assim procedem são enriquecidos em todas as dimensões, como podemos constatar com os países desenvolvidos, embora haja sempre aspetos a ser melhorados.
Obra Católica Portuguesa de Migrações

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

sábado, 3 de agosto de 2019

As partilhas

As partilhas. Podem ser  momentos de sobressalto na vida das famílias e das sociedades.
Pensemos na partilha de heranças pelo falecimento dos pais, na partilha dos bens quando uma sociedade termina, na partilha de teres e haveres quando acontece um divórcio, etc
Quantas famílias que se davam bem não acabaram divididas por causa de partilhas? Quantas caras torcidas,  quantos rancores, quantos ódios até, quantas contendas em tribunal!!!
Claro que ninguém gosta de se sentir prejudicado. Claro que ninguém fica contente quando um "chico-esperto" se aproveita para deitar mão àquilo que não lhe pertence.
Más é igualmente claro que muitas vezes as zangas surgem por motivos fúteis. "Porque o meu irmão ficou com mais um metro de terreno do que eu", "porque a casa que ele herdou vale mais do que aquela que eu herdei", "porque a minha mãe já lhe tinha dado 50 euro"...
Muitas vezes quando se fazem as partilhas, todos concordam. Depois quando "se deitam sortes", alguns começam a remoer e lá surgem as questiúnculas. "porque ele ficou melhor do que eu", "não está justo", "fiquei prejudicado"... Não assino!
Há que ter bom senso e procurar a justiça sem se deixar possuir pelo justicialismo, tendo em conta que a harmonia e o bom relacionamento familiares valem imensamente mais do que um metro de terreno.
Até porque, no final, sete palmos de terra nos bastam no cemitério. E ainda é preciso que a caridade nos leve para lá para não ficarmos a cheirar mal em casa... 



sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Tempo e silêncio

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Tem 70 anos e anda a "ganhar o dia"...

Desde criança que trabalha no duro. Aos 70 anos continua a sair de casa, muito cedo, marmita  na mão, rumo ao trabalho agrícola. Como diz o povo, para "ganhar o dia".
O trabalho dele e da esposa, o sentido de poupança que sempre os orientou, possibilitaram a aquisição de imóveis que julgavam garantir-lhes um velhice tranquila. Só que a agricultura está como está; não havendo emprego nesta zona, as pessoas não se fixam e as casas e lojas ficam por arrendar… Apesar de uma vida de trabalho, as reformas são uma pobreza.
Por outro lado, como ele costuma dizer, neste país quem tem alguma coisita e trabalha é sobrecarregado de impostos. "A vida está para os ricos que arranjam maneira de se 'safar dos impostos' e para os que nada têm, porque recebem tudo do estado sem trabalhar."
Assim para poder manter a dignidade de vida e para poder apoiar os seus, o septuagenário continua a "dar o corpo ao manifesto", mesmo quando este já pede o merecido repouso do guerreiro.
Diz que ninguém imagina os dias de trabalho que lhe saem do corpo cansado e dos quais não vê um cêntimo. São para pagar impostos, taxas, seguros e outras obrigações legais.
Está assim a baixa classe média deste país que a não apoia mas a suga.
Vêm aí as eleições. Seria justo que as forças políticas assumissem o compromisso  de, uma vez por todas, deixarem de fazer da baixa classe média "o bombo da festa" que carrega a economia nacional.

terça-feira, 30 de julho de 2019

O que seria se deixasse de haver missa aos Domingos?

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1. No último Domingo o Senhor Arcebispo, D. Jorge Ortiga, manifestou a sua e nossa crescente preocupação pela (in)capacidade de prover todas as Paróquias com um pároco. Há, por exemplo, actualmente mais de 100 párocos em exercício que já ultrapassaram os 75 anos de idade. Há uns tempos, uma outra figura relevante da Igreja Católica portuguesa perguntava: “já pensaram o que seria se deixasse de haver Missa dominical?”. E tentou responder: “se deixasse de existir seriamos muito menos sociedade”, perderíamos a única oportunidade de “nos encontrarmos”. Talvez. Talvez devêssemos perguntar às Dioceses portuguesas onde isso já acontece (sim, já acontece em várias!).
2. Podemos, todavia, colocar outras perguntas: o que será de um padre que tem de celebrar seis ou mais missas dominicais (mais Baptismos, funerais e matrimónios), mesmo estando legalmente proibido de o fazer? (não, não é o excesso de trabalho que está em causa em dois dias da semana; é só a inevitável banalização dos Sacramentos). Ou, por outro prisma, serão só as missas dominicais que nos preocupam? Há igual receio em perder formação ou em perder a proximidade com os mais pobres? Às vezes, com algum temor, pergunto-me qual será o peso que têm as chamadas intenções de missa em todo este processo. As intenções, entenda-se, o que elas implicam de memória orante (rezar a Deus pelos defuntos é uma obra misericórdia, muito justa), de dúvida pelo convívio dos falecidos com Deus, de expiação, de valores cobrados e autossustentabilidade paroquial... Talvez seja tempo de interpretar o que seriam as celebrações da missa, durante umas semanas, sem intenções oficiais.
3. Na paróquia 552 da Arquidiocese de Braga (Santa Cecília de Ocua, Diocese de Pemba-Moçambique), a maior parte dos cristãos tem oportunidade de ir à missa, na melhor das hipóteses, uma vez de dois em dois anos. A maior parte, só no dia do Baptismo. Não me parece que, por isso, sejam mais pecadores nem menos santos. Encontraram, ao longo dos tempos, com a ajuda dos seus Bispos, outros modos “sinodais” de decisão e programação, esquemas de celebração da Palavra dominical, redescobriram outros ministérios dentro da própria comunidade, assumiram por si mesmos a ritualidade e a caridade nos funerais, vão implementando o catecumenado (“catequese”) de adultos... E quando chega, finalmente, a oportunidade rara de celebrar Eucaristia e outros sacramentos? Há uma festa. Ficam anos “à espera do presbítero” e não esmorecem na fé.
4. Desculpem, porventura, alguma ligeireza das próximas palavras, diante do mais alto mistério que é a Missa. O que seria se deixasse de haver Missa aos Domingos em algumas paróquias? Num primeiro momento? Nas maiores comunidades, um pequeno tumulto social, obviamente, e alteração de rotinas religiosas. Nessas, os mais diligentes, deslocar-se-iam a outras comunidades para a Eucaristia e dariam boleia a outros com maior dificuldade. Nas comunidades mais pequenas: lamentações por estarem cada vez mais esquecidos. Num segundo momento? Em cada comunidade emergiriam algumas forças adormecidas para os ministérios, absolutamente necessários num corpo. As mulheres assumiriam, como já agora, a dianteira. O padre, quem sabe, apareceria mais itinerante, mais missionário, mais coordenador da pastoral. O Domingo (entenda-se “Eucaristia” no sentido amplo da palavra) aconteceria num outro dia da semana. O boletim paroquial serviria para algo mais do que enumerar intenções e horários de missa. As actividades de formação seriam inter-paroquiais. A religiosidade popular assumiria nova relevância. Até me surgem outros pensamentos, mas deixo ao estimado(a) leitor(a) a liberdade de criar os próximos tempos e de ler o “Evangelho da Alegria” do Papa Francisco. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a Vida.
Jorge Vilaça, padre, aqui

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Como é bom sentir uma família reunida e unida!

Os 80 anos de D. Maria Alice
Família reunida à volta da matriarca. D. Maria Alice, nos seus 80 anos, sentiu a presença dos seus 7 filhos, noras, genros, netos e bisnetos. Apenas um neto e um bisneto não puderam estar presentes.

Um festinha simples, com muito amor e carinho, sedimentou o espírito familiar. Era patente a alegria e satisfação de todos.
Parabéns, D. Maria Alice!
Parabéns à família por saber cultivar e estreitar os laços familiares.
A festa decorreu no Centro Paroquial.


sábado, 27 de julho de 2019

Os três irmãos que trabalham nas férias

Luís, Pedro e Andreia são irmãos. O Luís terminou a sua licenciatura; O Pedro, está no 2º ano da Faculdade; a Andreia, concluiu o 12º ano e acaba de fazer a sua candidatura à Universidade.
Os pais, gente simples e boa, não têm grandes recursos económicos. Nunca esconderam aos filhos a falta de recursos e sempre dialogaram com  eles sobre a realidade. Não podiam ter os telemóveis de marca nem as roupas que outros possuem. Sempre os ensinaram que podiam chegar onde os outros chegam desde que usassem o melhor recurso que Deus lhes deu: a inteligência e a força de vontade.
Os jovens não se sentem inferiores a ninguém, não são revoltados, aceitam a situação com naturalidade. Por isso, sabem com que podem e não podem contar.
Terminados há pouco os exames, ei-los de férias. Fechados em casa, hipnotizados pelo computador?  Caminhando para as piscinas e rebolando na água ou na toalha? Saltitando de concerto em concerto de música?
Não.
O mais velho inscreveu-se no voluntariado que tem a ver com a protecção da floresta, área  da sua formação. Rapidamente se impôs e foi chamado para estudar os dados recolhidos, fazer relatórios, apresentar estudos…
O Pedro acompanha os pais nas feiras. Quando existe algum produto agrícola para venda nas territas que os pais cultivam, nada se perde, toca para a feira. É um rapaz bem-disposto, disponível brincalhão. Quando aparece na banca algum velhote, logo se oferece para levar ao carro ou a casa o produto comprado. Resultado: gorjeta garantida e mais gente a procurar a banca dos pais, pois já diz o povo: "Não me deem nada, mas mostrem-me graça."
A Andreia, terminados os exames, meteu-se logo a trabalhar na agricultura numa empresa agrícola. Arralentando maçãs nos pomares e  fazendo recolha de produtos agrícolas da época. Levanta-se diariamente às 5h!
Como família normal, também têm as suas discussões, amuos, enervamentos… Mas tudo muito passageiro. Gostam imenso uns dos outros. Brincam, são bons piadéticos, apreciam uma boa partida. Sobretudo são solidários. A miúda ajuda a mãe na confecção das refeições; os rapazes põem e levantam a mesa e lavam a louça. O pai trata das bebidas, traz para a cozinho os produtos precisos, procede a consertos necessários.
São jovens deste tempo. Sexta-feira e sábado costumam sair à noite. Um barzinho de que gostam, um concerto nas redondezas, uma festa de amigos, a disco, etc... A mãe não põe olho enquanto não regressam a casa. "Sou uma tonta - diz. - Bem conheço os filhos que tenho. Graças a Deus, são jovens super-responsáveis. Mas que quer? Coisas de mãe…
Ao domingo, os pais gostam de participar na Missa, bem cedo. Mas quando os filhos estão em casa, tudo muda. Como vão para a night de sábado para domingo, se os chamarem muito cedo, eles irão contrariados e Deus é festa. Por isso, vão todos mais tarde, mesmo quando isso obrigue a procurar uma Igreja mais longe… A vida familiar tem muito de diálogo, cedências e compromisso. Diria: TUDO! É preciso saber "negociar"...
Os dois irmãos mais velhos têm as suas namoraditas. Como trabalham durante o dia, resta-lhes o fim-de-tarde e a noite para namorar. Ao telemóvel, pois estão ambas bem longe. Como nestes assuntos, o tempo de conversa é sempre pouco, às vezes espalham-se e lá aparece a mãe a chamar a atenção para a comida que está na mesa a arrefecer… para o outro dia em que é preciso levantar cedo… para a oração da família. "Ó mãe, que chatinha! Parece que nunca foste jovem!… Nada que não termine logo com uma festinha, uma boa piada, um gesto carinhoso.
Sim, aquela família reza todos os dias. Como família. O terço, às vezes; leitura de um texto do Evangelho; partilha com Deus de situações da vida. Depende da disponibilidade interior. Mas Deus é uma presença querida, sentida, vivida, partilhante.
Esta família faz-me acreditar que todas as famílias podem ser felizes, mesmo sem riquezas materiais, desde que capitalistas de amor e de abertura a Deus.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Costa e uma estratégia quase perfeita

Quando estamos a dez semanas das eleições - sendo algumas delas de férias -, a sondagem do JN veio explicar aos portugueses o que vai acontecer a 6 de outubro. Em resumo: o PS tem mesmo a maioria absoluta ao seu alcance, o PSD sofre mais um colapso e o CDS disputa o lugar com o PAN.
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Os dados desta sondagem consagram o programa eleitoral do Partido Socialista, apresentado no fim de semana. Inteligentemente, trata-se de um completo menu de benfeitorias e soluções para os vários segmentos da população. Consultas de pediatria e ginecologia no Serviço Nacional de Saúde e distribuição gratuita de óculos aos menores de 18 e maiores de 65 anos. Aumento do complemento solidário para idosos e do abono de família. Revisão dos escalões do IRS e aumento das deduções fiscais por cada filho. Mais um novo programa de obras públicas, outro de combate à corrupção e o reforço das políticas de igualdade de género. Naturalmente, as pessoas que respondem às sondagens (como os portugueses em geral) só têm motivos para aplaudir.
Conversa diferente é saber onde é que este caminho nos vai levar. Quem costuma ler esta coluna conhece a minha opinião. Mas a questão, de momento, não é sequer essa. O importante é perceber que António Costa oferece uma solução de Governo progressista (pelo menos no folclore), reformista (mais não seja na aparência) e estimável (porque nos coloca mais dinheiro no bolso). Mas não só: Costa encarna e constitui-se referência de sensatez e moderação. Engolindo o centro político, ele explica-nos que o melhor modo de afastar os excessos de um Governo integrado ou apoiado pelo Bloco ou pelo PCP é dar uma maioria ao PS. E que, nessa medida, cada voto no PSD é um voto a favor da reedição da "geringonça". Uma vez que Rui Rio não está em condições de ganhar, o voto útil é no PS.
É uma estratégia quase perfeita. Duas pessoas não perceberam que ela estava a ser desenvolvida. Ambas precisam dos óculos grátis que o SNS vai oferecer. Chamam-se Rui Rio e Assunção Cristas.
Nuno Botelho, aqui

terça-feira, 23 de julho de 2019

Força, amigos! Há imensa gente a torcer por vós!

Os Padres Leontino, José Manuel,  Vítor, Adriano, Armindo e Carlos,  do Arciprestado de Armamar/Tarouca, visitaram  nesta 3ªfeira o amigo P.e Matias, que, no último sábado, foi operado no Hospital de Santo António, no Porto. O P.e Matias é o Pároco de Várzea da Serra e Almofala.
Encontrámo-lo sereno, bem-disposto e a recuperar normalmente.  Todos regressámos mais tranquilos. Ele vai recuperar bem e poder voltar ao seu trabalho logo que possível. Sem pressas, claro. A pressa é inimiga do bem.
Depois foi visitado o Pedro, filho do Prof. António João, no Hospital de S. João, na mesma cidade. Um jovem que há tempos foi submetido a uma intervenção cirúrgica delicada. O Pedro, além de ser um jovem sem vícios, é uma pessoa alegre, serena, dedicado ao estudo e ao trabalho. Um ótimo rapaz. O sorriso com que nos recebeu é inesquecível. Soubemos que apresenta melhoras e que tem um otimismo que ultrapassa todas as dificuldades.
Aos pais, Prof.s António João e Linita, a  quem a doença do filho doi duas vezes, a nossa total solidariedade.
Força, amigos! Há imensa gente a torcer por vós. Muita gente a rezar por vós. Ficareis bons!
Aos meus amigos, peço uma prece por este Padre e por este jovem, antigo escuteiro do 1006 de Tarouca.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

terça-feira, 16 de julho de 2019

Parafraseando o salmista, também podemos dizer "pegue-se a minha língua ao paladar se me esquecer de ti, Santa Helena"!

Nossa Senhora das Dores
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Só compreende Santa Helena quem sente Santa Helena.
Aquele lugar e aquele ambiente são mágicos.
A altura solitária da Serra, a vastidão de horizontes, aliadas à vivência humana, tornam a novena e festa de Santa Helena inesquecíveis.
Gente que ali vive durante a novena num ambiente pobre de condições materiais mas rico de proximidade, interajuda, familiar mesmo.
Gente que ali se descola diariamente a pé ou de carro e que fica feliz pelo esforço e pela despesa.
Santa Helena tem a marca da franqueza, do sorriso, do abraço, da solidariedade, do esforço que vale a pena.
Aquela capela, embora pequena, abre-nos ao abraço infinito de Deus.
A aquele silêncio serrano não pesa mas liberta, escancara a alma para o indizível de Deus.
Santa Helena nunca é uma memória, é uma presença.



quinta-feira, 11 de julho de 2019

Da Serra, as serras...

O mundo inteiro desce de Jerusalém para Jericó, sempre


Um homem descia de Jerusalém para Jericó. Uma das histórias mais belas do mundo. Um homem descia, e nem um adjetivo: judeu ou samaritano, justo ou injusto, rico ou pobre, pode ser até um desonesto, um bandido: é o homem, cada homem! Não sabemos o seu nome, mas sabemos da sua dor: ferido, golpeado, terror e sangue, rosto por terra, não se consegue recuperar por si só. É o homem, é um oceano de homens, de pobres derrubados, humilhados, bombardeados, naufragados, bolsas de humanidade ensanguentada em cada continente. O mundo inteiro desce de Jerusalém para Jericó, sempre.
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura