sexta-feira, 31 de maio de 2013

Um copo de vinho é equivalente a 30 minutos de atividade física



Um estudo realizado na Universidade de Alberta, Canadá, revelou que um copo de vinho tinto acompanhando o jantar diariamente, equivale a 30 minutos de exercícios físicos.
Esse efeito é causado pela substância chamada Resveratrol, conhecida por beneficiar o sistema circulatório, podendo também ajudar na prevenção de doenças como o Alzheimer.
O relatório explica que esse efeito ajuda a prevenir os efeitos do sedentarismo evitando o envelhecimento dos músculos e aumentando a densidade dos ossos assim como melhora a circulação sanguínea.
É necessário ter em atenção que esta substância não substitui o exercício físico, pois ela apenas é um auxiliar no processo.
Um estilo de vida saudável combinado com o consumo adequado de vinho é perfeito!
Por isso, cuidado com o que bebem e as quantidades que ingerem na esperança de “correrem” quilómetros por dia…
Fonte: aqui

SÃO PEDRO - O PADROEIRO DA PARÓQUIA DE S. PEDRO DE TAROUCA


quinta-feira, 30 de maio de 2013

BANCO ALIMENTAR


Mini Preço

Arautos da Alegria em voluntariado, das 8 às 20 horas.
Com um pouco de todos, muitos não terão tão pouco!

Alguém está seguro de que a supressão dos 4 feriados constitua um factor de incentivo à produtividade?

Hoje, dia do Corpo de Deus, não é feriado em Portugal pela primeira vez e as celebrações religiosas passam para domingo, na sequência da decisão do Governo de suspender o feriado durante cinco anos.

Este feriado deixa de existir a partir deste ano e pelo menos até 2017,  passando as festas religiosas do Corpo de Deus a ser celebradas nos domingos  seguintes, à semelhança do que já acontece em muitos países da Europa. 
Até este ano, o Corpo de Deus era um feriado nacional religioso móvel,  que se celebrava na segunda quinta-feira a seguir ao domingo de Pentecostes  (60 dias após a Páscoa). 
No entanto, em 2011, o Governo decidiu reduzir os feriados nacionais,  impondo como regra o fim de dois religiosos e dois civis, com o objetivo  de aumentar os esforços para superar a crise económica e financeira que  o país atravessa. 
No início de maio do ano passado, a República Portuguesa e a Santa Sé  chegaram então a acordo sobre a redução dos feriados religiosos e decidiram  suspender por cinco anos o feriado do Corpo de Deus e o de Todos os Santos  (1 de novembro). 
Os dois feriados civis abolidos foram o 5 de Outubro (Implantação da  República) e o 1 de Dezembro (Restauração da Independência). 
Fonte: aqui

A pergunta a que importava responder, na questão dos feriados, era esta: alguém está seguro de que a sua supressão constitua um factor de incentivo à produtividade? Atente-se que estamos a falar de quatro dias! Eu penso que um pouco de sensatez não deixa dúvidas quanto à resposta.
Não é assim que a produtividade vai aumentar. Creio que até poderá diminuir. Alguns destes feriados potenciavam uma forte actividade económica em muitos locais. E, depois, a vida também é feita de celebrações. Sem memória, não há horizontes.
Daqui a uns tempos estaremos a avaliar o efeito da redução dos feriados. Para já, valia a pena prestar atenção ao que disse Masaaki Imai, guru japonês e especialista na redução de desperdício nas empresas. Para ele, aumentar o tempo de trabalho pode levar até à queda na produtividade no trabalho. «O que interessa, diz, é usar ao máximo o tempo disponível das pessoas, trabalhar melhor e não trabalhar mais. Se formos às linhas de produção da maior parte das empresas, verificamos que, pelo menos, 10 ou até 20 a 30% das pessoas não estão envolvidas na produção de riqueza». Outra certeza do sábio: «Salários mais baixos significam menos produtividade»!
João Teixeira, in facebook

O tráfego nas antigas SCUT



De acordo com os dados do IMT, as quebras variam entre os 6% e os 48,61% nas 12 antigas SCUT, sendo que, entre elas, a que registou em 2012 a maior queda no tráfego foi a ex-SCUT do Algarve, concessionada pelo grupo espanhol Ferrovial, com uma quebra de 48,61%, ou seja menos 7.659 carros por dia.
A segunda posição é ocupada pela Beira Interior, concessionada pela Scutvias, que viu o tráfego reduzido em 35,95% em 2012, passando de 9.667 carros/ dia em 2011 para 6.192 no ano passado.
Em terceiro lugar no ranking das concessões com maior queda no tráfego, surge a auto-estrada Interior Norte, com uma diminuição de 33,94%, ou seja, menos 2.223 carros/ dia, em comparação com 2011.


Descida de 6,4%

Os equipamentos de telecomunicações  aumentaram em 2012 as vendas em 4,8% face ao ano homólogo e, dentro desta categoria de produtos, os smartphones registaram uma subida de vendas de 46,4%, em total contraciclo com o mercado global do retalho.
descida registada o ano passado foi de 6,4%
As telecomunicações são, a par dos medicamentos não sujeitos a receita médica, as únicas categorias a registar saldo positivo. A venda de livros, consolas, software e artigos de papelaria desceu 17,6% para 374 milhões de euros. O vestuário derrapou 7,1%, tal como os combustíveis (-4,2%). No acumulado do negócio do retalho não alimentar a descida registada o ano passado foi de 6,4%, em comparação com 2011.

Fonte: aqui

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Dupla derrota



Na Final da Taça de Portugal, o Benfica perde com o Vitória de Guimarães. Segundo o que li e ouvi, a vitória dos vimaranenses não é posta em causa. Até comentadores ligados ao Benfica o reconheceram.
Numa final, há dois resultados: perder ou ganhar. Isto faz parte do normal âmbito do desporto. A derrota encarnada era um dos resultados possíveis antes do jogo, porque não há vencedores antecipados, pese embora o favoritismo do Clube da Luz.

O que já não se pode aceitar é a segunda derrota. A do fair-play, da educação, do cavalheirismo, da ética desportiva.

Vejamos:

- No final da partida, quando os jogadores encarnados subiram à tribuna para receber as medalhas, alguns deles não cumprimentaram o Presidente da República. Mesmo os que eram estrangeiros não conheciam o Presidente da República Portuguesa? Em Portugal ganham ordenados principescos e são tratados como ídolos. Reagem assim? Com esta falta de respeito para com o maior símbolo da Nação? Que falta de respeito e de civilidade!!! Pode gostar-se ou não do Presidente da República. Não se pode é faltar ao respeito a ninguém, muito menos ao que ele representa.

- Os jogadores do Benfica não presenciaram a entrega da Taça à equipa vencedora. Foram para os balneários. Que falta de fair-play e de ética desportiva! Indigna de um clube com a grandeza e a história do Benfica. Onde estava a "estrutura" do Benfica que não soube precaver esta situação nem teve capacidade de atuar no tempo devido?

- A atitude de Cardozo para com Jorge Jesus em pleno relvado, diante de todos, é vergonhosa. Degradante mesmo. A revolta face às três derrotas consecutivas dos encarnados não pode ser desculpa para este gesto do jogador que mostrou ser indigno da camisola que veste.

Penso que estes casos deveriam merecer a melhor atenção de TODOS os clubes, grandes ou menos grandes, regionais ou nacionais.
Os clubes não podem transformar-se em máquinas de ganhar títulos sem qualquer preocupação pela formação humana e desportiva dos seus atletas.  Os valores e a educação para os valores têm de ser a base e o alicerce para a competição desportiva.

Aos partidos e movimentos políticos locais

UM PEDIDO

  Asas da Montanha não procura ser apolítico, mas procura ser apartidário.
Não tem sido minha intenção enveredar por questões partidárias e muito menos partidárias locais.

Embora este blog seja estritamente pessoal, ligado à minha humilde pessoa, não a cargos ou funções que a minha humilde pessoa exerça, todos certamente compreenderão que devo manter uma certa distância em relação aos partidos e movimentos políticos locais. As pessoas têm sempre muita dificuldade em separar pessoas e cargos.

 Assim peço aos partidos e movimentos políticos locais que NÃO enviem para este blog textos, programas ou comentários.

 Penso que, como pessoas de bem, compreenderão a minha postura.
Muito obrigado.

Chris Medina e Juliana Barros - Amor a toda a prova



Veja aqui

terça-feira, 28 de maio de 2013

3º Festival de Bandas Cidade de Tarouca (com vídeo)

Veja aqui

Câmara instala oleões para recolha de óleos alimentares usados

A autarquia de Tarouca, no âmbito da sua política de preservação e proteção ambiental, instalou, por todo o concelho, contentores para a deposição de óleos alimentares usados, que terão como fim a reciclagem.
 
Agora, o óleo de fritar alimentos já pode ser transformado num combustível amigo do meio ambiente bastando, para o efeito, colocar o óleo usado, previamente arrefecido, nos oleões, dentro de garrafas de plástico fechadas.
 
É de salientar que a instalação deste oleões integra a resolução de um problema ambiental, gerado pela presença do óleo alimentar usado nas águas residuais domésticas (ETAR’S) ou nos resíduos sólidos urbanos que vão para aterro. Assim, com a separação do resíduo de óleo alimentar usado e encaminhamento para reciclagem é possível o seu reaproveitamento para a produção de energia com vantagens na sua utilização, quer económicas quer na redução da emissão de gases com efeito estufa.
 
Os tarouquenses dispõem assim de mais um meio para contribuírem para um ambiente melhor.
 
 
Gabinete da Cultura, Turismo e Comunicação
Câmara Municipal de Tarouca

Tarouca: Cartão do Reformado dá 50% de desconto nos transportes públicos

Na sequência de uma parceria estabelecida entre a Câmara Municipal de Tarouca e a empresa EAVT, Lda., andar nos transportes públicos vai ficar mais barato para os reformados e pensionistas tarouquenses.
 
No âmbito das políticas sociais de apoio à população do concelho, o município irá implementar o Cartão do Reformado, o qual lhes dará direito a beneficiar de uma redução de 50% do custo do bilhete, nas carreiras concessionadas à EAVT, Lda.
 
Assim, a partir do dia 27 de maio e até 17 de junho de 2013, os residentes no Concelho de Tarouca, beneficiários de uma pensão ou reforma, poderão requerer o Cartão Sénior nos Serviços de Ação Social e Saúde da Câmara Municipal de Tarouca, e passar a beneficiar dos descontos que o mesmo proporciona.
 
Gabinete da Cultura, Turismo e Comunicação
Câmara Municipal de Tarouca

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Religião: "supermercado" ou "estado-providência"?

Por esse mundo fora estão a celebrar-se as "festas da catequese". Especialmente nos meses de maio e junho, decorrem a Primeira Comunhão e a Profissão de Fé, entre outras festas relacionadas com a catequese.

Como nos lembra o Papa Francisco, não podemos ficar só no efémero dos momentos nem na superficialidade dos factos.

 Por isso é bom recordar que:
1. Mais importante do que as festas é a preparação para as festas. E a preparação chama-se CATEQUESE PAROQUIAL. Tanta preocupação com as festas e tanta falta de preocupação com a catequese por parte das famílias! Tantos catequizandos a faltar aos encontros de catequese! E isto perante o alheamento ou desinteresse dos pais...

2. O primeiro direito e dever de transmitir a fé pertence aos pais. A família é a "Igreja Doméstica". Foram os pais que no matrimónio e no batismo dos filhos se comprometeram a educa-los na fé cristã. A catequese paroquial vem colaborar com as famílias na educação cristã dos seus filhos, mas não a poderá substituir.

3. Há Férias Para A Catequese, Mas Não Há Férias Para A Missa Dominical!!!

4. O exemplo e o testemunho são essenciais. Se o pai ou a mãe não participa na missa, se o pai ou a mãe não vão aos encontros de formação, que motivação terá o catequizando para  participar na Eucaristia ou frequentar a catequese?

5. A Igreja é a família dos que acreditam em Jesus Cristo e n'Ele foram batizados.  Não é um "estado-providência".
Na família estruturada, cada um faz o pode pelos outros, porque aí as pessoas se amam. Assim na Família-Igreja que vive da generosidade dos seus filhos e filhas ( ofertas, trabalho, dedicação, empenho, zelo pastoral). Neste caso, a Igreja  tem as possibilidades que os cristãos lhe oferecem.

6. "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que podes fazer pelo teu país" - dizia John Kennedy.
 Também hoje a cada família é lançado o desafio: "Não perguntes o que  a Igreja pode fazer por ti, mas o que podes fazer pela Igreja".
Pasme-se! Até já há gente a "exigir" que tal como nas escolas, a Igreja vá buscar a casa os meninos e os pais para a catequese e para a Missa! Com que meios? Que contributo dão tantas dessas pessoas à sua família paroquial?

7. A Igreja não é um supermercado onde só se vai quando convém ou interessa. É família que a todos acolhe e a todos espera. Não é assim numa família normal?

8. Não acreditem numa Igreja que só vos ofereça facilidades e nada vos exija! Reparem em Cristo. Deu tudo e deu-Se todo. Até à cruz. Por isso Ele acrescentou: "Quem quiser ser meu discípulo pegue na sua cruz de todos os dias e siga-Me."

Dia Mundial da Criança comemora-se também em Tarouca

A 1 de junho, Dia Mundial da Criança, a Câmara Municipal de Tarouca proporcionará aos mais pequenos um dia recheado de atividades. No Centro Cívico da Cidade de Tarouca, entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 18h00, estarão disponíveis insufláveis, paredes de escalada e outros equipamentos desportivos que permitirão às crianças praticar slide, rapel, escalada e outros desportos de aventura, tão apreciados pelos mais novos.
Indubitavelmente, este dia passado em Tarouca, será uma boa oportunidade para as crianças se fazerem acompanhar pelos pais e partilharem momentos de muita euforia, brincadeira e animação, numa data que nos lembra que “as crianças são o mundo”. Ficamos à sua espera.
 
 
Gabinete da Cultura, Turismo e Comunicação
Câmara Municipal de Tarouca

domingo, 26 de maio de 2013

O Senhor Bispo entre nós

 
 
 
Veja aqui
 
 

sábado, 25 de maio de 2013

ADR Tarouquense regressa à Primeira Divisão Distrital

A Associação Desportiva e Recreativa Tarouquense não garantiu a manutenção na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Viseu, regressando, por isso, à Primeira Distrital.

Cinco anos após ter alcançado a promoção ao campeonato maior do futebol distrital de Viseu, a equipa tarouquense regressa ao campeonato onde, na época 2007/2008, se sagrou campeã da zona norte. Canas de Senhorim, Molelos, Sporting de Lamego, Campia, Viseu e Benfica e Vouzelenses descem também de divisão.
 
Apesar de ter vencido o Molelos por 3-0, a ADR Tarouquense viu confirmada a descida já na penúltima jornada. Na última partida, na 30ª jornada, o Vouzelenses recebeu a ADR Tarouquense e perdeu por 2-1.
 
No final de contas, a equipa tarouquense terminou o campeonato no 11º lugar com 38 pontos, após 11 vitórias, 5 empates e 14 derrotas.
 
Na próxima época, Tarouquense e Arguedeira podem assim voltar a disputar o «Dérbi do Vale Encantado», mas, desta vez, na Primeira Divisão Distrital.
 
In Tarouca Hoje (aqui)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

5º e 6º DIAS DE VISITA PASTORAL À PARÓQUIA de S. PEDRO DE TAROUCA


Acompanhe aqui

Julian Beever ... Genial!

video

Acima das nossas possibilidades

Não fosse a troika e não haveria dinheiro para pagar salários nem pensões", repetem até à exaustão os arautos da intervenção estrangeira em Portugal. E logo acrescentam que é assim porque fomos vivendo longamente acima das nossas possibilidades, esbanjando dinheiro a rodos em saúde, em políticas sociais, num funcionalismo inflacionado ou num sistema educativo agigantado.
O argumento seria de ter em conta se não fosse duplamente falso. É falso, em primeiro lugar, porque num país socialmente tão frágil a escolha de reforçar as seguranças e os direitos dos mais pobres não foi gordura mas músculo. Os serviços públicos universais, o salário mínimo, os apoios aos desempregados e aos pobres não são um luxo, são imperativos mínimos da democracia e da coesão social. E é falso, em segundo lugar, porque a intervenção da troika não fez recuar aquela parte do País que sempre viveu acima das possibilidades da grande maioria, antes a anima. A austeridade imposta aos pobres e à classe média tem como contrapartida um país em quinto lugar na compra de automóveis de topo de gama, um país cujo Governo faz a apologia da colocação de capitais em praças fiscais que institucionalizam a fuga à tributação e um país em que bancos em risco de falência atribuem prémios milionários aos seus gestores.
A notícia destes dias é que em pleno apogeu de diminuições nos salários de um povo que passou a fazer do quotidiano um exercício de pilotagem sem horizontes, no preciso momento em que a troika exige a Portugal que se concretize cada cêntimo dos cortes anunciados nas reformas, o Banif decidiu pagar um prémio de gestão de 533,7 mil euros a uma sua ex-administradora no Brasil, a adicionar aos 448,6 mil euros de salário anual que lhe foram pagos.
Fora o Banif uma entidade privada como outra qualquer e comportasse-se em conformidade com tal estatuto e o chocante do episódio seria apesar de tudo confinado ao domínio do mau exemplo. Mas não é assim. É muito mais grave. O Banif é um banco sob intervenção do Estado, que nele injetou 1,1 mil milhões de euros, passando a deter desde então 99,2% do seu capital. Que a administração do Banif não tenha tido uma palavra sequer de crítica por parte do acionista quase único é revelador do pensamento desse acionista quase único quando se trata de impor limites aos desmandos de quem sempre surfou a onda da crise. No prémio milionário da administradora do Banif está, portanto, sintetizada a crise toda: salvação dos devedores privados pela geração de dívida pública, transferência do ónus dos acionistas para os contribuintes sem que aqueles percam um grama sequer da sua sobranceria e se privem de se atribuir a si mesmos um cortejo de regalias a suportar pelo erário público. E até mesmo simpatia e cumplicidade do Estado para com quem administra um offshore.
O caso do Banif está longe de ser solto: os presidentes executivos das empresas cotadas no PSI-20 receberam em 2012 mais 6% do que haviam recebido no ano transato, num total de mais de 15 milhões de euros. Sabendo que em Portugal a média das remunerações de quem trabalha diminuiu cerca de 7,2% no mesmo período, a conclusão é simples: crise é o nome que damos à gigantesca transferência de rendimento de quem sempre viveu abaixo das suas capacidades para quem sempre viveu acima das nossas possibilidades.
JOSÉ MANUEL PUREZA, aqui

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Campanha de Recolha de Alimentos


D. Oscar Romero, um mártir «incómodo» que se mantém atual

Amigo e colaborador do arcebispo salvadorenho assassinado em 1980 está em Portugal para falar do seu legado

D. Gregorio Rosa, amigo e colaborador do arcebispo Oscar Romero, assassinado em El Salvador há 33 anos, disse à Agência ECCLESIA que o prelado foi um “mártir” que incomodou poderes, em defesa dos Direitos Humanos, e mantém a sua atualidade.
“Romero é um santo incómodo, os profetas são incómodos. Não é Madre Teresa de Calcutá, é outra coisa, por isso é um profeta que, como Jeremias, é incómodo e querem acabar com ele”, refere o bispo auxiliar de San Salvador.
O responsável está em Portugal, a convite dos Missionários da Consolata, para falar sobre o pensamento e espiritualidade arcebispo salvadorenho, assassinado há 33 anos.
“Os jovens de hoje estão a conhecer Romero e entusiasmam-se com ele, porque veem um homem coerente com as suas convicções, um homem que é fiel ao ser humano e defende os Direitos Humanos, que é fiel a Jesus Cristo, que é fiel à Igreja e dá a vida por esses ideais”, refere.
Para D. Gregorio Rosa, Romero é “um líder, um modelo para os jovens de hoje, para as pessoas, e por isso é um santo muito atual”.
“É espantoso que mesmo no mundo dos não crentes, Romero seja uma inspiração, pelo que estamos em muito boa companhia e com o Papa Francisco temos, penso, o melhor momento para que o processo de canonização possa avançar até ao final”, acrescenta.
O bispo auxiliar recorda alguém que estava no interior do país (Tambeae, ndr) e veio a descobrir, na capital salvadorenha, “de forma brutal o que é a violência estrutural, o que chama de injustiça institucionalizada”.
“(Romero) descobre que tem uma vocação, a de acompanhar o povo que está esmagado pela violência, pela repressão, pelos esquadrões da morte, e ser voz dos que não têm voz.”, observa.
Este responsável admite que a causa de beatificação tem encontrado obstáculos, a começar pela situação política após a morte do Arcebispo, em El Salvador, país da América Central.
“Romero é assassinado por um grupo preparado por um militar (Roberto D'Aubuisson, ndr) que fundou um partido político (ARENA), e esse partido chegou ao poder, governando durante 20 anos. Nunca nesses 20 anos se interessou por Romero, pelo contrário, interessou-se em ir contra ele, já que tinha morrido por causa deles”, acusa.
As dúvidas e hesitações têm dado lugar, segundo D. Gregorio Rosa, a uma corrente “cada vez maior” em favor do arcebispo assassinado, com destaque para João Paulo II (1920-2005).
“O Papa entendeu Romero a partir do ano de 1983, quando visitou o seu túmulo pela primeira vez, e acabou por compreendê-lo bem a partir dos anos 2000 e 2001, quando disse que era um mártir da Igreja”, refere, numa entrevista em que relata várias histórias ligadas a estes momentos.
João Paulo II, acrescenta, “chegou à convicção de que Romero é um mártir”.
A entrevista a D. Gregoria Rosa pode ser acompanhada esta quinta-feira no Programa ECCLESIA (RTP 2), a partir das 18h00.
In agência ecclesia

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quase glorioso

A época de 2012/2013 ficará na História do Benfica como uma oportunidade perdida.

A quase glória do glorioso foi a pior maneira de perder e transformou Jorge Jesus num quase génio do futebol. Ao ficar-se pela promessa, Jesus faria bem em deixar o Benfica. Mas, entenda-se, com um muito obrigado dos benfiquistas. A sua saída justifica-se, apesar do excelente trabalho, por uma questão de orgulho e amor-próprio do treinador (e presume-se que os tem) e ainda porque quem fica perto de tanta coisa sem vencer perde a confiança de todos (a começar pelos jogadores), e isso transforma-o num obstáculo involuntário à dinâmica de sucesso que o clube necessita de transformar em títulos.
Dito isto, permita-se--me uma análise psicossociológica de trazer por casa. O Benfica é um espelho da soberba de Lisboa. A capital imagina--se importante por ser o centro do poder e dorme à sombra de uma glória imaginada. O Porto, cidade segunda e secundarizada, sabe que só é seu o que conquista e por isso bate-se por uma maior relevância. Esse estar das cidades é espelhado nos clubes e por isso vemos o Porto a lutar e a conquistar títulos enquanto o Benfica contempla o passado e sonha quimeras.
Francisco J. Gonçalves, Jornalista, aqui

Retrato completo das famílias portuguesas

O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou um retrato de como são as famílias em Portugal e que riscos económicos enfrentam:

Em Portugal as famílias são hoje mais e têm menor dimensão média, em consequência do aumento do número das famílias unipessoais e da redução do número de famílias numerosas, indicam os resultados dos Censos 2011. As pessoas que vivem sós são sobretudo idosas/os e mulheres, dois grupos que o Inquérito às condições de vida e rendimento identifica como sendo particularmente afectados pelo risco de pobreza. Também as famílias com crianças dependentes, em particular as famílias numerosas e as famílias monoparentais, são afectadas por riscos de pobreza e intensidade da pobreza elevados.
Em 2011, 3,1% das pessoas que viviam em agregados familiares e 8,4% das pessoas pobres, não tinham capacidade para ter uma refeição de carne ou peixe pelo menos de 2 em 2 dias. Cerca de ¼ das pessoas e quase metade das que viviam em agregados em risco de pobreza referiram que não tinham meios para manterem a casa adequadamente aquecida.
42% das pessoas com 25-59 anos em risco de pobreza em 2010 referiram ter vivido enquanto adolescentes em famílias cuja situação financeira consideraram ser má ou muito má; 55,7% referiram ter vivido numa família com dificuldades financeiras para fazer face a despesas necessárias.
Fonte:  aqui

terça-feira, 21 de maio de 2013

«O Livro do Génesis», de D. António Couto

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«A arquitectura do Livro do Génesis apresenta-nos o livro organizado em duas grandes secções: as narrativas da criação ou do começo (Gn 1-11) e as narrativas patriarcais (Gn 12-50). As narrativas da criação mostram-nos as origens da humanidade, restringindo- -se depois, nas narrativas patriarcais, a um único eleito – Abraão, Isaac, Jacob –, e a um povo eleito, Israel, deixando o texto, todavia, bem claro que a eleição de um se destina ao benefício de todos. A arquitectura do Livro do Génesis parte, pois, de todos, concentrase sobre um, mas mostra-o sempre em relação e abertura para todos. A temática dos conflitos entre irmãos serve o objectivo maior de mostrar a importância do caminho da reconciliação. São muitos os saberes e sabores que o Livro do Génesis serve ao leitor. Para efeitos de clareza, a presente Obra aparece organizada em três Capítulos: «Narrativas da Criação» (1), que estuda Gn 1,1- -2,4a e Gn 2,4b-3,24; «Da cobiça à Aliança» (2), que estuda Gn 4-11; «Narrativas Patriarcais» (3), que estuda Gn 12-50. Que o leitor se delicie com estas páginas, em que Deus e o homem se procuram e se encontram, ou se distanciam. Foi com prazer, espanto e proveito sempre renovados que as fui escrevendo.»
(Uma nota do livreiro: numa primeira leitura, os textos têm por base alguns capítulos do livro publicado anteriormente «Pentateuco: Caminho da Vida Agraciada», ed. UCE, Lisboa 2005 2ª edição)

A Criação como Dom

«A Criação resulta, portanto, da intencionalidade boa, de um acto de amor do Deus criador. Note-se, porém, que, por parte do Deus criador, um acto de amor gratuito é também um mandamento de amor gratuito e exigente proposto à liberdade do homem. Neste sentido, a criação, na Bíblia, não é apenas puro dom de Deus ao homem, mas também a constituição do homem como partner de Deus e sua interpelação a amar como Deus ama.
A criação não é, portanto, um mero dado de facto, mas um e-vento que se acende sempre que um homem recebe o mundo como dom e se recebe a si mesmo como dom, e, por amor, o dá outra vez e se dá outra vez. A criação diz-nos que o sentido das coisas não é a sua existência, o seu simples ‘estar aí’, mas o seu ser dadas, o seu ser dom. Verdadeiramente as coisas são dom, e o seu ser é o seu ser dadas. Um objecto não é a sua forma, dimensão, preço, cor, força e movimento, mas um acto de Deus. No plano criacional, não há o ser das coisas e, depois, sucessivamente e por sobreposição, o seu ser dadas; pelo contrário, é precisamente o seu ser dadas que constitui o seu ser.
É este o sentido que as habita e as faz ser. É esta a razão e a intencionalidade que as anima. Em última análise, isto significa que a criação bíblica não é uma operação automática, porque reclama sempre o meu consentimento e a minha liberdade. No Antigo Testamento, a criação não pertence ao passado. É uma acção actual e de carácter contínuo, que o autor bíblico exprime recorrendo muitas vezes ao particípio presente, de difícil tradução em português, mas que mostra de forma feliz este aspecto actual e presente da criação». (pág. 24)
 
Mais um livro do Bispo de Lamego. "O Livro do Génesis", abordando a temática da Criação, oferece-nos chaves de leitura para a compreensão desta temática atual e, por vezes, colocada de forma incorreta.
Da sublinhada competência de D. António, chega-nos esta obra que recomendamos.

3º Festival de Bandas Cidade de Tarouca


 
As bandas filarmónicas do concelho de Tarouca participam na terceira edição do Festival de Bandas Cidade de Tarouca, que se realiza no Centro Cívico, no dia 26 de maio, a partir das 14 horas.
 
O festival é organizado pela Junta de Freguesia de Tarouca em parceria com a Associação Filarmónica de Tarouca.
 
Fonte: aqui

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Um avanço civilizacional?

João Carlos Espada Público, 20/05/2013

Na sexta-feira passada, a Assembleia da República aprovou por escassa margem legislação que permite a chamada "co-adopção de crianças" por casais homossexuais, (tendo simultaneamente rejeitado projectos para a chamada "adopção plena"). Este resultado foi classificado como "avanço civilizacional" por alguns dos seus defensores. Não creio que seja claro, todavia, de que avanço se trata.
A defesa da medida funda-se basicamente no argumento da não discriminação. Recusar a adopção por homossexuais seria uma discriminação e a discriminação é um abuso que não deve ser tolerado.
O argumento é válido, se disser respeito a discriminações arbitrárias. Mas nem todas as discriminações são arbitrárias. Se um anúncio de emprego pedir economistas, ele está a discriminar contra todos os que não são economistas. Um campeonato de ténis para pares mistos está a discriminar contra os pares não mistos. A idade mínima para votar, ou para conduzir, ou para consumir álcool está a discriminar contra todos os que têm idade inferior a esse mínimo.
Estes são apenas alguns exemplos de discriminações legais que são em regra aceites consensualmente. Isso deve-se a que a discriminação em causa tem relevância funcional, isto é, assenta num requisito discriminatório que é julgado relevante para a função pretendida.
Por este motivo, não basta dizer que uma dada regra é discriminatória para poder concluir que ela é injusta. É preciso saber se a discriminação tem ou não relevância funcional.
No caso da adopção, a função pretendida é bastante clara. Trata-se de proporcionar um ambiente familiar saudável à criança ou crianças adoptadas. Idealmente, o juízo sobre essa matéria deveria competir ao interessado, isto é, à criança. No entanto, devido a uma discriminação que aceitamos como funcionalmente relevante, consideramos que essas escolhas não podem ser feitas por menores, sobretudo crianças.
É por isso que o legislador fica, então, com a pesada responsabilidade de decidir se casais homossexuais podem ou não, em regra, garantir um ambiente familiar saudável para as crianças, comparável, em regra, ao dos casais heterossexuais.
Não creio que esta pergunta possa ser respondida com segurança. Temos experiência milenar de famílias heterossexuais com filhos, mas não temos experiências representativas comparáveis de famílias homossexuais com crianças. Não podemos por isso comparar dados empíricos com relevância comparável.
Perante esta ignorância fundamental, temos de escolher uma presunção, não uma certeza. A presunção que tem prevalecido até agora é semelhante à presunção de inocência. Quando alguém é acusado, presumimos que é inocente, até ser provado culpado. Em caso de dúvida, preferimos considerá-lo inocente - não porque saibamos que é inocente, mas apenas porque não sabemos se é culpado.
O caso da adopção é muito semelhante. Nós na verdade não sabemos, nem devemos fingir que sabemos, que os casais homossexuais serão prejudiciais às crianças. O que sabemos é que não sabemos. Não sabemos se, em regra, o ambiente familiar proporcionado por casais homossexuais será ou não favorável às crianças.
Em rigor, haveria uma forma de tirar a limpo esta dúvida: fazer experiências com números alargados de crianças adoptadas por casais homossexuais e comparar os resultados com crianças adoptadas por casais heterossexuais. Mas existe um escrúpulo moral, ou civilizacional, que não nos permite: esse escrúpulo proíbe-nos de fazer experiências com menores. Teremos, por isso, de continuar a viver com a ignorância acerca do impacto de ambientes familiares homossexuais na educação dos menores.
É daqui - e não de uma alegada discriminação homofóbica - que resulta a norma legal tradicional que veda a adopção por casais homossexuais. Não havendo certezas sobre o impacto dos casais homossexuais na educação de menores, é necessário adoptar uma presunção. Dado que a relevância funcional da adopção reside em proporcionar o melhor possível para a criança, optamos pela presunção prudente de proteger a criança de uma solução cujos resultados não conhecemos.
Ao alterar esta presunção, como foi parcialmente decidido na passada sexta-feira, nós estamos na verdade, embora provavelmente sem plena consciência disso, a alterar a presunção favorável à criança. Estamos a dizer que, na dúvida, preferimos que a presunção favoreça a escolha dos adultos que querem adoptar, em vez de proteger a criança que vai ser adoptada.
Não estou seguro de que esta mudança de presunção corresponda efectivamente a um avanço civilizacional.
Fonte: aqui

domingo, 19 de maio de 2013

FC Porto é tricampeão!


Fonte: aqui
 
Anteontem campeões no Andebol
Ontem campeões no Hóquei
Hoje campeões no Futebol!
Parabéns aos tricampeões!!

O Benfica, nosso adversário directo na luta pelo título, fez uma época digna, de bom futebol, e merece o seu relevo. Fica com o amargo de boca de não ter conseguido chegar ao título na Liga Europa (que merecia).
À equipa do Porto, os parabéns por nunca ter desistido de acreditar, por ter mantido a fé, por nunca ter baixado os braços. Persistiu até ao fim, foi à luta e suou pelo título nacional, o vigésimo sétimo! GLÓRIA AOS VENCEDORES!
(Sartor, aqui)

sábado, 18 de maio de 2013

Neste Domingo, PENTECOSTES, Festa do Espírito Santo



«Falando da Igreja, disse Santo Ambrósio: “Ela é esse navio que navega, bem neste mundo, ao sopro do Espírito Santo, com as velas da Cruz do Senhor plenamente desfraldadas”» (CIC, 845). E disse o beato João Paulo II: “O Espírito é como o vento que sopra a vela da grande barca da Igreja”. Mas logo acrescentou: “Esta vela da barca da Igreja vale-se de outras inúmeras e pequenas velas, que são os corações de cada um dos batizados”. Neste sentido, cada um é desafiado a içar a própria vela, e a desfraldá-la com coragem, para permitir ao Espírito agir, em si e a partir de si, com toda a Sua força renovadora. Na medida em que cada um deixar o sopro do Espírito agir, na sua própria vida, na vela da sua própria fé, oferecerá também o melhor contributo à missão da Igreja, para que esta navegue, sem medo, nas águas agitadas da história. No meio das tempestades, que, por certo, nunca faltarão, tenhamos a confiança de que, nesta barca, está o Senhor! Esta barca da Igreja não é minha, não é nossa, não é de ninguém em exclusivo. Mas é d’Ele. Por isso, o Senhor não a deixa afundar! É Ele que a conduz.
Neste dia de Pentecostes, gostava simplesmente de vos dizer isto: “Não tenhais medo de desfraldar a vossa vela ao sopro do Espírito Santo” (João Paulo II, Discurso, 30-04.1998). Invocai-O todos os seus dias! E Ele virá, dos quatro ventos, com o seu sopro, reacender a vossa fé. E impelir a barca da Igreja, na aventura da missão!

Recolha de Alimentos


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Papa condena economia «sem rosto» que sacrifica as pessoas em prol dos mercados

Francisco diz que crise financeira tem feito aumentar as desigualdades

O Papa Francisco lançou hoje no Vaticano várias críticas ao atual sistema financeiro, num discurso com alertas para o perigo de uma economia “sem rosto” que esquece as pessoas e agrava as desigualdades.
“Enquanto o rendimento de uma minoria cresce de forma exponencial, o da maioria diminui: este desequilíbrio deriva de ideologias que promovem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira”, declarou, numa intervenção dirigida a um grupo de novos embaixadores na Santa Sé, representantes diplomáticos do Quirguistão, Antígua e Barbuda, Luxemburgo e Botswana.
Segundo o Papa, é preciso que os Estados tenham capacidade de controlar estes mercados, caso contrário “instaura-se uma nova tirania invisível, por vezes virtual, que impõe unilateralmente as suas leis e as suas regras”.
Para Francisco, a crise mundial veio mostrar “a deformidade” e a “grave falta de perspetiva antropológica” das finanças e da economia que “reduzem o homem a apenas uma das suas exigências, o consumo”.
“Pior ainda, o ser humano é ele mesmo considerado como um bem de consumo que se pode usar e deitar fora”, advertiu.
O Papa disse que a solidariedade, “tesouro dos pobres”, passou a ser considerada como “contraproducente”, contrária à “racionalidade financeira e económica” e que o endividamento tem afastado os países “da sua economia real”.
A tudo isto, acrescentou, soma-se “uma corrupção tentacular e uma evasão fiscal egoísta que assumiram dimensões mundiais”.
“Criamos novos ídolos, a adoração do antigo bezerro de ouro encontrou uma nova e inesperada imagem no fetichismo do dinheiro e na ditadura da economia sem rosto nem objetivo verdadeiramente humano”, observou.
Francisco lamentou que apesar de todos os progressos registados nas últimas décadas, a maior parte da humanidade continue a viver “numa precariedade quotidiana” com consequências “nefastas", como o aumento da violência e da pobreza ou a perda da “alegria de viver”.
O Papa colocou como causa da crise a “recusa da ética, a recusa de Deus” e a divinização do dinheiro e do poder.
Neste sentido, convidou os políticos a entender que “o dinheiro deve servir e não governar, exortando ao “regresso da ética em favor do homem na realidade financeira e económica”.
“O Papa ama todos, ricos e pobres, mas tem o dever, em nome de Cristo, de recordar ao rico que deve ajudar o pobre, respeitá-lo, promovê-lo”, referiu.
Agência ecclesia

Amor dito por quem sabe

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Despejados

Despejados, sem casa! É a perspetiva que hoje está a deixar milhões de portugueses em pânico.

Porque não conseguem pagar a hipoteca ao banco, ou porque não irão aguentar o aumento das rendas. No entanto, enquanto as famílias veem perigar o seu direito a ter uma habitação condigna, há dois milhões de casas vazias. Um absurdo!
O crédito imobiliário mal parado atingiu dimensões colossais. São mais de cem mil as famílias em situação de incumprimento. Muitas já entregaram a casa ao banco, tendo deitado a perder as poupanças duma vida. Para a maioria dos incumpridores, a ameaça de despejo é iminente. E só não há mais despejos porque os bancos já não sabem onde colocar tanto património imobiliário desvalorizado.
Mesmo os que conseguem honrar os compromissos bancários se encontram numa situação desconfortável, pois percebem hoje que compraram "gato por lebre". A maioria da habitação adquirida em propriedade horizontal depreciou, em média, quarenta por cento. Por um lado, porque as vendas nas últimas décadas foram muito inflacionadas por movimentos de especulação imobiliária. Por outro lado, porque a procura caiu abruptamente e, com ela, os preços.
Nuvens negras de despejo pairam ainda sobre aqueles que dispõem de casas com rendas antigas que poderão ser muito agravadas, em função da nova Lei das Rendas. Se não conseguirem pagar os novos valores, ficam sem alternativa, pois não existe mercado de arrendamento.
Esta é também uma situação incompreensível, pois há muitas mais casas do que famílias. Só que a maioria dos milhões de casas vazias pertence a especuladores que não as querem colocar no mercado. Nem precisam, pois têm este património titulado em fundos de investimento imobiliário fechados e estão isentos de impostos, nomeadamente IMI e IMT. Se tivessem de pagar impostos como todos os portugueses, só lhes restaria colocar as casas no mercado e dessa forma os preços desceriam. Mas como não há coragem para impor um princípio básico, o de que os detentores de património têm de lhe dar uso sob pena de o perderem, "use it or lose it" – o mercado de arrendamento continuará a definhar e o drama dos despejos irá agravar-se.
Iremos pois continuar a ter mais gente sem casa… e mais casas sem gente.
 
Paulo Morais, Professor Universitário, aqui

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Sinto-me cansado, mas feliz

 
A Visita Pastoral ainda não acabou.
Em 25 de maio, pelas 15 horas o senhor Bispo visitará todos os grupos de catequese no Centro paroquial e às 16.15 horas presidirá à Missa com crianças na Igreja Paroquial.
No mesmo dia, deslocar-se-á à Capela de Cristo Rei onde às 18 horas presidirá à Eucaristia e se encontrará com o povo de Gondomar.
Oportunamente D. António comunicará a data da visita aos povos em falta.
 
Não é fácil organizar e operacionalizar um Visita Pastoral com esta bastidão de atividades e concentradas em tão pouco de tempo.
Tanto eu como o Diác. Adriano demos o máximo. Conversando hoje sobre a Visita Pastoral, ambos reconhecemos e mutuamente reconhecemos que cada um tinha dado o que podia. A consciência está em paz o que mitiga o intenso cansaço que sentimos.
Houve três preocupações. Que o Prelado pudesse ver e sentir a realidade da Paróquia, sem máscaras, como ela é na realidade. Que as ações combinadas com o senhor Bispo decorressem com dignidade e ele pudesse estar com as pessoas. Que as pessoas escutassem a mensagem transmitida pelo Pastor e ela possa moldar a nossa caminhada como comunidade paroquial.
 
Às vezes, nestas coisas, basta um episódio menos agradável para marcar negativamente um trabalho. Não foi o caso, felizmente. Até ao momento, tudo tem corrido muito bem. Daí os meus parabéns às pessoas e instituições pela forma como têm sabido acolher e como têm sabido estar.
 
O senhor Bispo, pelo que pressenti, também está a gostar de visitar esta comunidade paroquial. E sinto que a comunidade aprecia a sua muita sabedoria, a maneira como coloca as questões, o seu sorriso e carinho, a sua simplicidade, a sua maneira, simples e afável, de se relacionar com as gentes.
 
- "É muito simpático!" - ouve-se a cada passo.
- "Tão novo!" - admiram-se muitos que imaginam sempre o Bispo como um velhinho de cabelos brancos.
- "A gente não se enche de o ouvir" - dizem, sobretudo,  os que participaram na reunião de grupos e na Escola da Fé.
- "Um Bispo portista!?" - contestam os benfiquistas, enquanto admiram e salientam a postura pastoral do Prelado.
- Nunca pensei rir-me e brincar com um Bispo" - confidencia, entusiasmada, uma velhinha.
 
Também as refeições, na casa paroquial, decorreram num clima de muita amizade e saudável à-vontade. A ´"vítima" foi sobretudo o Adriano e os seus gostos culinários. É natural que o senhor Bispo e eu estejamos mais próximos nos gostos alimentares, por causa da idade. Caso diferente é o Adriano, pois aos 24 anos, está mais próximo dos sabores em moda entre os jovens.  O que ele ouviu! Mas não se ficou nem se convenceu...
É belo este modo sereno de convívio.

sábado, 11 de maio de 2013

A Igreja celebra de 12 a 19 de maio a Semana da Vida

Dá mais vida à tua vida
 
Esta Semana é uma oportunidade e um desafio para cada pessoa, grupo ou família, pensar em melhorar a qualidade de vida, sua e dos outros, nos âmbitos pessoal, profissional e comunitário, inspirando-se nos autênticos valores humanos e cristãos.
O Departamento Nacional da Pastoral Familiar elaborou algumas sugestões para cada dia e deixa a todos o desfio de as aperfeiçoarem e até de criarem os seus próprios meios, para conseguirem momentos, pessoais e comuns, de interioridade e partilha.
Propomos, designadamente, alguns gestos, leituras e orações, que podem ser consultados no site www.leigos.pt, no link referente à Semana da Vida.
Há luzes que brilham no meio das dificuldades do nosso tempo. No Ano da Fé, nos 50 Anos do Concílio Vaticano II e já sob o impulso da dádiva inestimável de Deus à sua Igreja, na pessoa do Papa Francisco, a Comissão Episcopal do Laicado e Família propõe-nos a Semana da Vida, endereçada a todos os que procuram verdadeiras razões de esperança.
O lema da Semana - Dá mais vida à tua vida! – acorda em nós a consciência de que a vida é o maior e mais precioso dos dons. Mas também desperta e mobiliza para a premente necessidade de uma nova postura: sendo a vida, hoje, tão depreciada, ameaçada e destruída, urge parar esta cultura de morte, instaurando, em seu lugar, uma sólida cultura da vida.
A Semana da Vida corresponde ao apelo do Papa João Paulo II, de uma celebração anual em defesa da vida, com o objectivo de "suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, concentrando a atenção de modo especial na gravidade do aborto e da eutanásia." (EV 85)

Fonte: aqui

sexta-feira, 10 de maio de 2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

As redes Sociais

No próximo domingo,  dia da Ascensão, 12 de maio, a Igreja celebra o Dia das Comunicações Sociais.
Actualmente o grande meio de comunicação é a internet. Hoje lemos os jornais, ouvimos rádio e vemos televisão sem qualquer problema, se estivermos ligados à internet. Os jornais ainda se vão publicando em papel, mas a tendência é sempre para diminuir a sua procura em papel.
 
Os jovens já pouco lêem o que se vai escrevendo em jornais ou mesmo livros. E mesmo as páginas ou sites da internet têm visto diminuir drasticamente os seus visitantes. Hoje são as redes sociais, e entre estas dum modo especial o Facebook, que aumentam todos os dias os seus visitantes e comunicadores.
É, pois actual, o lema escolhido pela Igreja para a reflexão deste dia: "Redes Sociais: portais da verdade e da fé; novos espaços para a evangelização".
A Mensagem escrita para este 47 º Dia Mundial das Comunicações Sociais apresenta as redes sociais como meio de ajudar os homens e mulheres de hoje a encontrar Cristo e conhecer a Sua mensagem.
"Estes espaços (as redes sociais), quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizados com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana" – refere a citada Mensagem.
Tenho alguma experiência nestas redes e posso dizer que consegui reencontrar muitas das pessoas das minhas freguesias, que se ausentaram para os mais diversos lugares e países. Através do Facebook, posso contactá-las e trocar mensagens, fotos, vídeos, etc. E sei que tenho mais gente a procurar o que lá ponho diariamente, do que a escutar-me nas Missas do fim de semana.
Fonte: aqui

Acompanha a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de S. Pedro de Tarouca

AQUI

terça-feira, 7 de maio de 2013

"Não se compreende o silêncio da Igreja Católica portuguesa"

"(...) tenho visto a Igreja portuguesa, que sempre foi mais aberta do que a espanhola, desde que houve as duas transições democráticas ibéricas, muito silenciosa em relação aos perigos que Portugal está a correr com a política inaceitável e irresponsável do atual Governo português, que está a destruir a nossa Pátria, que já fez um milhão de desempregados, que só defende e se interessa pelo dinheiro e ignora as pessoas, por piores condições em que estejam, como é o caso da grande maioria.
Porque tem estado tão calada a Igreja portuguesa, parecendo ignorar a destruição da nossa Pátria, o crescente desemprego, o impulso para a emigração a que submete as nossas melhores cabeças, o crescimento da miséria, que está a afetar os próprios bancos, a incapacidade da Justiça, a paralisação do Estado e a ruína da nossa classe média?

Não compreende a Igreja portuguesa as palavras de Sua Santidade? Ou está de novo, como nos ominosos tempos da ditadura, em silêncio com medo do que lhe possa acontecer? Esqueceu-se da generosidade com que a Revolução dos Cravos a tratou, ignorando então, consciente e propositadamente, o seu silêncio?

De qualquer modo não se compreende o silêncio da Igreja Católica portuguesa, excecionando algumas raras figuras eclesiásticas e alguns frades.

Será que o senhor cardeal-patriarca, em fim de carreira, teme ter problemas com o atual Governo, que está moribundo, ou teme que a Igreja possa perder alguns privilégios que o Estado democrático, nascido do 25 de Abril e da Constituição da República, que é laica, lhe trouxe? Seja como for, o silêncio da Igreja portuguesa parece contrariar o pensamento de Sua Santidade o Papa, o que para os verdadeiros católicos deve ser uma vergonha."
Mário Soares, aqui

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A geração de idiotas

 
 
Albert Einstein:
"Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à humanidade. Então o mundo terá uma geração de idiotas."

(Enviado por email)

Seminário: Hoje ... Educação e Qualidade


Fonte: aqui

domingo, 5 de maio de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

Alguém disse...

 
Ser mãe é isto mesmo.
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Obrigado, mães!

A PRINCIPAL CAUSA DA CRISE EM PORTUGAL!

Veja aqui

Governo anuncia novo pacote de austeridade


O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou esta noite um plano com novas medidas de austeridade, com cortes previstos na despesa na ordem dos 4,8 mil milhões até 2015.
Passos Coelho ressalvou que o Executivo teve de lidar com as consequências orçamentais consequentes da decisão do Tribunal Constitucional e realça: «Não iremos aumentar os impostos.»
O chefe do Governo assegura que as medidas devem ser discutidas com os parceiros sociais e os partidos, revelando ainda que o Executivo está aberto a receber novas propostas.

As novas medidas propostas pelo Governo
- Os funcionários públicos passarão a ter um horário semanal de 40 horas, como acontece no setor privado e a mobilidade será transformada num sistema de requalificação. Estas medidas devem entrar em vigor já este ano.

- Para assegurar a sustentabilidade dos subsistemas de saúde, as contribuições dos trabalhadores públicos vão aumentar.

- As despesas dos ministérios serão alvo de cortes na ordem dos 10 por cento.

- A idade de reforma mantém-se nos 65 anos, mas a idade de reforma sem penalização passa para os 66 anos.

- As regras para a atribuição das pensões da Caixa Geral de Aposentações passam a ser convergentes com as da Segurança Social.

- Para quem recebe pensões mais altas será alvo de uma contribuição especial.

O primeiro-ministro destaca que os sacrifícios vão valer a pena: «Falhar agora seria desperdiçar esses sacrifícios. Temos de ter coragem para resistir às falsas promessas».

«Sei o que estas mudanças significam para os portugueses», disse Passos Coelho, apelando à coragem da população e salientando: «A escolha não é entre austeridade e não austeridade. A escolha é a do cumprimento. O valor do consenso é ainda mais importante quando está em causa a nossa permanência no euro.»
Fonte: aqui

Ministério das Finanças fez 'OPA hostil' sobre pensões

O antigo ministro Bagão Félix afirmou hoje que o anúncio realizado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, revelou uma "OPA hostil e gratuita" do Ministério das Finanças sobre o regime público de pensões.Em reação às medidas anunciadas por Pedro Passos Coelho, o antigo ministro das Finanças declarou que "quem neste momento trata das pensões é o Ministério das Finanças" e realçou que "praticamente não vale a pena ter mais nenhum ministro neste domínio social".
"Recordo que na Alemanha as pensões constituem um direito de propriedade. Ou seja, que o Estado apenas vai pagando, mas já é das pessoas, como é lógico. E alguém tem que defender este direito de propriedade, não pode ser expropriado e as Finanças, de algum modo, apropriaram-se deste sistema e veem isto numa lógica de 'curto-prazismo'", lamentou Bagão Félix à Lusa, sublinhando haver uma "perspetiva ideológica" por parte do ministro Vítor Gaspar.
"Creio que, para o ministro das Finanças, esta questão não é apenas uma questão de cortes. Ele pensa assim, há aqui também uma perspetiva ideológica. Repare bem que na intervenção toda do primeiro-ministro não se falou uma vez de desemprego", salientou.
O ex-ministro da Segurança Social de Durão Barroso reconheceu que algumas das medidas anunciadas por Passos Coelho devem ser compreendidas como "aceitáveis" e "razoáveis", exemplificando com "a maior convergência das regras laborais do setor público e privado nas suas diferentes vertentes" e as alterações da tabela remuneratória da função pública.
"Mas quanto ao resto o que verificamos é que se trata mais uma vez de um forte ataque aos reformados e pensionistas", afirmou Bagão Félix, acrescentando que o primeiro-ministro "disse que não havia aumento de impostos, mas a seguir anunciou uma contribuição de sustentabilidade".
O antigo governante referiu-se, ainda, à questão da reforma do Estado: "No fundo, isto não é uma reforma do Estado enquanto reforma das funções do Estado e portanto mais uma vez, dois anos depois de o Governo entrar em funções, das reformas das funções do Estado não há nada. O que há é cortes de pensões, contribuições sobre contribuições, redução da função pública, mas não norteada por uma lógica do Estado estruturado de maneira a que seja mais racional e eficiente".
O primeiro-ministro anunciou hoje, numa declaração ao país, um pacote de medidas que têm por objetivo poupar nas despesas do Estado 4,8 mil milhões de euros até 2015, que inclui o aumento do horário de trabalho da função pública das 35 para as 40 horas, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumento da idade da reforma para os 66 anos de idade, entre outras medidas.
O Governo pretende também criar uma contribuição sobre as pensões e prevê o aumento das contribuições para os subsistemas de saúde dos trabalhadores do Estado (nomeadamente a ADSE) em 0,75 pontos percentuais, já este ano e 0,25 pontos no início de 2014.
O primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo pretende limitar a permanência no sistema de mobilidade especial a 18 meses e eliminar os regimes de bonificação de tempo de serviço para efeitos de acesso à reforma.
Fonte: aqui