quarta-feira, 30 de julho de 2014

Errare humanum est

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Ouve-se a cada passo esta afirmação: "Não me arrependo de nada que fiz. Se voltasse atrás, voltava a fazer tudo na mesma."
Ainda ontem vi na TV uma entrevista a Otelo Saraiva de Carvalho. O jornalista perguntou-lhe a determinada altura se estava arrependido de alguma coisa que tivesse feito na sua vida. A resposta foi que não.
A  mim custa-me a admitir que uma pessoa não reconheça que nalguma parte da sua vida não tenha feito algo de errado ou algo de que não tenha que se arrepender.
Mas há egos maiores do que o Himalaias! Ou consciências tão petrificadas que perderam qualquer sensibilidade ao remorso.
Não é mal nenhum nem causa qualquer obstipação à personalidade reconhecer que houve ocasiões no passado em que não se esteve bem, coisas que não gostaríamos de ter feito, dito, sentido ou pensado. Afinal errare humanum est. Como é humano ter a humildade e a dignidade de reconhecer os erros. É salutar.
Pessoalmente não me causa qualquer dano psíquico reconhecer que há coisas que estiveram menos bem no passado e que se voltasse atrás tudo faria para estar melhor.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

10 regras de ouro que ajudarão seus filhos a respeitar a autoridade


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Impor limites pede criatividade. Não existem receitas, cada família tem a própria cultura e as próprias necessidades. O que funciona para um, não funciona para o outro, mas podemos partir de alguns elementos gerais:

1. Lembre-se que os limites e as regras são para os filhos e não para os pais. Às vezes os filhos pedem que os pais sigam as mesmas regras. Mesmo se o melhor modo se seguir as regras é ter um bom exemplo, isso não permite que seus filhos lhe ditem regras similares às deles. São os filhos a serem educados, não os pais. Isto os ajudará a entender que a autoridade são os pais e não os filhos.

2. As consequências estabelecidas para cada regra, além de serem lógicas e terem uma ligação com a falha, devem ser cumpridas no momento. Não estabeleça consequências que durem meses, ou sejam permanentes, porque a criança com o passar do tempo não saberá por qual motivo foi punida e se sentirá somente ressentida.

3. Em qual momento deve-se iniciar a colocar regras? O quanto antes melhor. Não pense que as crianças não o compreendem porque são pequenas. Podemos iniciar desde o primeiro momento com os horários de sono, de comer e de tomar banho. Isto lhe permitirá não se sentir tão oprimido pelas várias incumbências que implica o fato de tomar conta de uma criança. Começar cedo permite que as crianças ganhem confiança, tenham menos problemas quando chegar o momento de ir para a escola e adaptar-se rapidamente às regras da mesma.

4. É importante que uma vez estabelecida a regra, a mesma não seja repetida a cada momento. Deixe que as crianças se observem e cuidem do próprio comportamento.

5. Até qual idade devem ser exercidas as regras? Até que os filhos vivam sob o seu teto e dependam de certa forma de você, devem existir regras que favoreçam uma convivência sã e respeitosa. Quando forem independentes e autossuficientes estabelecerão as regras da própria casa.

6. É importante que, antes de colocar limites, estabeleçam-se bem as regras para que as crianças saibam quais delas quebraram.

7. É importante que os adolescentes participem na definição das regras e limites.

8. O maior esforço que é necessário cumprir é aquele de ser constante e coerente com as regras. Se você mesmo as quebra perderá credibilidade diante dos seus filhos.

9. Quando seus filhos recebem visitas em casa, devem explicar aos amigos quais são as regras para não serem mal entendidos. Se você não permite que seus filhos brinquem no sofá, serão eles que dirão aos amigos que na casa deles é proibido. Por exemplo: se você não permite que seus filhos adolescentes bebam álcool em casa, é preciso se assegurar que os amigos deles saibam que a festa em sua casa não prevê álcool. Isto permitirá que seus filhos convidem os amigos tranquilamente evitando péssimas experiências.

10. Quando você visita alguém, lembre seus filhos as regras fora de casa, mas se os avós são permissíveis e tolerantes, coisa que talvez você não suporte, considere que eles não são responsáveis pela educação; você pode até permitir alguns mimos da avó, mas retome as regras quando voltar para casa. Por exemplo, se você não permite que seus filhos comam na frente da televisão, mas os avós oferecem pipoca, lembre-os de que será somente desta vez porque os avós deixaram.

Todas estas recomendações facilitarão o exercício de autoridade, vista como um serviço que os pais oferecem aos filhos. 
Fonte: aqui

domingo, 27 de julho de 2014

Papa almoça na cantina com funcionários do Vaticano

O papa Francisco voltou a surpreender tudo e todos. Os funcionários do Vaticano que almoçaram esta sexta-feira na cantina tiveram uma surpresa: o papa fez-lhes companhia na refeição.
E o papa não teve privilégios em relação aos outros funcionários. Tal como os outros, Francisco pegou num tabuleiro e serviu-se do que pretendia almoçar. Nem o regime self-service afastou o papa.
O vaticanista Gianluca Barile colocou algumas fotos do episódio no Twitter, comentando a preferência de Francisco por um prato de batatas fritas. 
Fonte: aqui

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Partiu para o Pai Mons. Simão Morais Botelho


Monsenhor Simão nasceu a 21-12-1923 e foi ordenado em 08-09-1946, sendo natural de Alvarenga.
Desempenhou funções relevantes na Diocese de Lamego, a última das quais como Secretário Geral da Diocese.

O funeral realiza-se amanhã na sua terra natal.


Em 17/11/2007, escrevia neste blog:
"Monsenhor Simão Botelho. Este portista confessso foi meu vice-reitor e professor. Com ele vivenciei que viver é servir. Num tempo em que a casa estava cheia, o cónego Simão estava de serviço 24 horas por dia para cada seminarista. Foi fundamental na minha caminhada vocacional. Muito obrigado."
 
Dados os compromissos paroquiais, é-me impossível estar presente amanhã em Alvarenga como tanto gostava.
Vou tê-lo presente nas minhas orações, especialmente na Santa Missa.
Obrigado por tudo, Mons. Simão! Que viva nos braços de Deus para sempre!

26 de julho, Dia dos Avós


26 de julho, São Joaquim e Santa Ana, avós de Jesus
DIA DOA AVÓS
A justa homenagem a todos os avós!
Parabéns, caros avós!
Sede junto dos netos, a quem tanto quereis, as referências e as testemunhas dos grandes valores que tecem e entretecem a dignidade da pessoa humana.
Sede apóstolos de Jesus Cristo junto dos vossos netos.... Tantas vezes que os vossos filhos andam distraídos do importante!!! Oferecei vós aos vossos netos o importante! E só pode ser Jesus Cristo!

Pais de Tarouca manifestam-se contra encerramento de creche

Veja AQUI:
- a posição dos pais
- a posição da autarquia

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A coragem de não abandonar

Admiro os missionários que deixam o conforto da sua terra e dos seus familiares e partem para zonas onde há miséria e volta e meia o perigo espreita. É o caso do sacerdote argentino Pe. Jorge Hernández, pároco da Sagrada Família, na Faixa de Gaza e das Irmãs da Caridade de Madre Teresa com 28 crianças deficientes e nove idosas a seu cargo,
Na data em que escrevo este Testemunho – Sexta-feira, dia 18 de Julho corrente – há notícia de que este Padre e estas Irmãs não aceitaram a sugestão dos israelitas de abandonarem a zona pois ali correm perigo de vida e são estrangeiros. A trégua de cinco horas foi mesmo proclamada para permitir a entrada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e para permitir a fuga dos estrangeiros.
Acatar aquela sugestão e refugiar-se num lugar mais seguro era o mais aconselhável, humanamente falando. Mas qual seria o pai ou a mãe digno desse nome que perante o perigo abandonaria os filhos e se punha a salvo?
As três Irmãs da Caridade argentinas e o padre Hernández permanecerão nos seus postos, juntamente com as outras 4 Irmãs naturais daquela zona e todos os seus protegidos. Já há uns dias, quando começaram os combates, elas resolveram mudar-se com as suas crianças e velhinhas para anexos da igreja paroquial, onde, à partida, lhes parece um lugar mais seguro.
O P.e Jorge Hernandez, sacerdote argentino pertencente ao Instituto do Verbo Encarnado, vai enviando notícias sobre estes dramáticos dias em Gaza. E pede que não os esqueçamos nas nossas orações, a eles e a todo o povo que está a ser vítima das políticas de ódio dos seus governantes.
Fonte: aqui

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O preconceito

Há um ditado popular que reza assim: "Nós só somos bons enquanto os nossos vizinhos quiserem."
O ditado popular não se refere à bondade ou maldade de coração, nem à reta ou desordenada consciência. Frisa apenas a opinião que os outros poderão ter de cada um de nós.
E como o preconceito ou uma ideia falsa, mil vezes repetidos, formam a opinião geral,  pode muito bem acontecer que uma pessoa boa seja mediocrizada, um medíocre seja divinizado, um pérfido seja entronizado como referência.
Não é só nos mídia que existem os "fazedores de opinião". Nas relações sociais normais eles existem e, porventura, com mais força. E todos conhecemos pessoas que têm especial jeito para desempenhar tal papel, queimando quem lhes desagrada ou não lhes interessa e promovendo os da sua simpatia ou quem lhes faz o jogo.
Há uns anos, participava numa refeição onde estava presente um presidente de Câmara de uma autarquia do sul do país. A certa altura, falava-se da gestão do pessoal, das relações pessoais, das tricas e licas que acontecem quando muita gente trabalha junta.
Referia o autarca que, quando um funcionário lhe vinha dizer mal deste ou daquele seu colega, ficava sempre com "a pulga atrás da orelha". É que, dizia, normalmente havia interesses pouco claros. Inimizades, vinganças, invejas, desejo de subir na carreira derrubando quem obstaculizava, favorecimentos, mau íntimo, etc, formavam a panóplia de motivos que levavam o referido funcionário a destilar veneno contra o seu colega ou colegas.
O autarca em causa dizia ainda ter muito pouca paciência para aturar situações do género que sempre desvalorizava e rapidamente terminava, afirmando que o líder deve estar acima sem se deixar enveredar por intrigas. E convicto, testemunhava: "Jamais permito que numa reunião alguém diga mal de um colega seu ausente!"
No fim da conversa, veio aquele vibrar de alma que apreciei demais: "Se porventura dou por mim a pensar mal de um funcionário só porque um colega dele falou mal dele, não descanso enquanto não tenho uma conversa com a pessoa atingida. E olhem que, normalmente, descubro que havia veneno por trás..."
São líderes assim que são verdadeiramente líderes e não fantoches.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Opus Dei: Examen de teología

"El Código de Derecho Canónico
alcanza en la “Obra”
más devoción que el Evangelio"
Escrivá de Balaguer
"Se empeñan en ser su propiá Iglesia dentro de la Iglesia"

Veja aqui

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Como é possível conspurcar a beleza, manchar a inocência, abismar o futuro!?

Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
(Augusto Gil)
59 crianças palestinas foram mortas por ataques a Gaza; 38 tinham 12 anos ou menos (aqui)

Pelo menos cinco crianças morrem de fome a cada minuto (aqui)

Criança deixada à fome come insetos (aqui)

Malaysia Airlines divulga lista de mortos em avião derrubado na Ucrânia. De acordo com as Nações Unidas, 80 dos mortos eram crianças (aqui)

Padrasto violador apanha nove anos (aqui)

Detido por posse e partilha de pornografia infantil (aqui)

Abusou do filho menor de quem tinha a tutela (aqui)

250 milhões de crianças no mundo não sabem ler (aqui)

Encontrei-me na rua com duas mães que traziam consigo as suas criancinhas de colo. Como todas as crianças, também estas eram lindas. Irradiavam simpatia e graça, fazendo vibrar cá dentro tudo o que de bom e de belo pode o coração humano.
E pensei nos últimos acontecimentos que a comunicação social nos apresenta. Tanta maldade, tanta perversidade contra as crianças!!
Como é possível conspurcar a beleza, manchar a inocência, abismar o futuro!?
Uma criança é uma PESSOA! Frágil, que precisa dos outros para crescer equilibradamente, saudavelmente.
Amor, educação, pão e saúde elas precisam. É dever da sociedade fazê-lo com paixão.
Mas fazer mal às crianças... Só um coração empedernido , estouvado, descarnado, pérfido.
Uma criança é sempre a garantia de que Deus ama o mundo.

domingo, 20 de julho de 2014

sábado, 19 de julho de 2014

Até quando?...

video

O mais importante não se vê

O jantar está na mesa. Os convidados apreciam o aspeto, o paladar...
Mas quem "vê" as mil e uma canseiras, preocupações e habilidades de quem cozinhou?
Árvore. Que pujante! Que frutos deliciosos!
Mas quem "vê" o trabalho continuado, escondido, sujo, das raízes que sustentam a planta contra temporais, lhe dão comida e bebida?
Festa de Santa Helena. Estava muita gente, comprei isto e aquilo, comi e bebi com os amigos, gostei da procissão, trouxe uma recordação, o espaço estava arranjadinho...
Mas quem "vê" o importante? Quantos desabafos, quanta vibração de corações, quanta paz, quanta vontade de lutar... Naquele templo, diante das imagens da Mãe das Dores e de Santa Helena, quantos segredos partilhados com Deus! E tanto amor de Deus a escorrer pelos corações! E a serenidade que se instalou na alma daquelas dezenas de pessoas que se abeiraram do Sacramento da Confissão!
Realmente o homem só olha às aparências, Deus vê o coração.
E o mais importante não se vê...

sexta-feira, 18 de julho de 2014

CRISTO REI

"O mar na praia é um tambor em festa!"




O Mar ... O Mar é um mar de sensações, de liberdade, de paz, de calma , de desafios. Puxa-nos para além dos limites, desafia-nos, enriquece-nos a alma.
O Mar reabilita-nos, robustece-nos, serena-nos, embala-nos, pacifica-nos...

Quando ontem à tardinha cheguei à praia, esta exibia um nevoeiro frio, borrifador, casaqueiro.
Mas hoje o tempo estava maravilhoso. Serenamente quente, agradável, acolhedor. Dadas as tarefas que tive que desenvolver, pouco tempo me restou para o usufruir. Mas aquela meia hora a passear pelo areal semideserto, bafejado pelos borrifos do mar, aquele cafezinho tomado no barzito da praia e aquele peixinho fresco da refeição souberam que nem manjar...
Quando ao início da noite regressei a casa, sentia-me melhor, mas nostálgico. Neste momento, precisava mesmo de mais um tempinho ali. Calmo, sereno, bafejado pela brisa do mar. É que depois  da novena e da festa de Santa Helena, era bem necessário. Mas, paciência! Foi o que se pôde arranjar.

terça-feira, 15 de julho de 2014

O que é que a Alemanha tem?

1- Não é só no futebol que no fim ganham os alemães. É no futebol, no atletismo, no automobilismo, no andebol, na equitação, no ski. É no desporto, na música, na literatura, na arquitectura, na construção de carros, de electrodomésticos, de máquinas industriais, etc, etc. Podemos gostar ou não, podemos até desdenhar, mas a verdade é esta: no fim, ganham os alemães. E ganham, porquê? Porque trabalham mais, porque se focam nos objectivos, porque valorizam os resultados. Se alguém quiser entender por que razão a Alemanha está farta dos países do sul da Europa, ponha-se na pele de um alemão. E compare a selecção alemã, campeã do mundo, com, por exemplo, a portuguesa.

A selecção alemã que foi ao Brasil não tinha vedetas nem pequenas, nem médias, nem grandes. Não se davam ares de vedetas, nem fora nem dentro do campo. Umas vezes, esmagaram e fascinaram com o seu futebol de carrossel demolidor, outras vezes — como na final — correram, lutaram, sofreram, sangraram e, no fim, ganharam. Nenhum jogador quis dar nas vistas por outra razão que não fosse jogar futebol. Ali não havia ninguém com tatuagens, com penteados ridículos, com figurinos tipo Raul Meireles, com brincos nas orelhas, com pose de deuses inacessíveis de auscultadores enfiados nos ouvidos, fingindo-se alheios a tudo o que os rodeava, como se fossem superiores à gente comum. Não, os alemães passaram pelo Brasil confraternizando, querendo ver e saber, curiosos e contentes por ali estarem — tão diferentes dos nossos heróis do mar, fechados para o mundo em hotéis-fortaleza, onde só entravam cabeleireiros, tatuadores e agentes. Os alemães não passaram as conferências de imprensa a debitar lugares comuns e frases feitas sem conteúdo, próprias de quem jamais foi visto com um livro, uma revista ou um jornal na mão e passa os tempos livres a debitar selfies e banalidades nas redes sociais, imaginando-se o contra do mundo. Os alemães mandaram ao Brasil uma verdadeira embaixada, para servir o futebol e honrar o seu país, enquanto nós mandámos um grupo de homens mimados e convencidos, comandados por dirigentes que não lhes souberam exigir que estivessem, em todos os aspectos, à altura da responsabilidade. Mas, como em tudo o resto que fazem, os alemães também mandaram um grupo de jogadores que se portaram como verdadeiros profissionais, que trabalharam e treinaram no duro, enquanto que nós mandámos uma excursão de rapazes que se convenceram que os penteados e as tatuagens, por si só, conseguem ganhar jogos ou então ficar na fotografia que parece bastar-lhes. Não é por acaso que o campeonato alemão tem estádios cheios e que o público dá por bem empregue o seu tempo e o seu dinheiro, enquanto que o principal do nosso campeonato é jogado em estádios vazios e vivido sobretudo nos programas televisivos dos dias seguintes, a discutir se foi bola na mão ou mão na bola ou se a entrada de uma equipa em campo 2 minutos e 45 segundos depois da hora marcada condicionou ou não decisivamente o resultado de outro jogo. Nós discutimos, eles jogam. Nós tatuamos, eles treinam. Nós penteamos, eles correm. Nós somos recebidos e pré-condecorados pelo Presidente antes de começar, eles são apoiados na bancada pela chanceler quando chegam à final. Nós somos heróis antes de partir, eles são vencedores depois de ganharem. Não é por acaso que, desde que me lembro e tanto quanto me lembro, só dois jogadores portugueses (Paulo Sousa e Petit) jogaram no campeonato alemão e só um jogador alemão jogou no campeonato português (Enke).

Não perguntem o que é que os alemães têm. É toda uma sociedade fundada no trabalho, no mérito, na responsabilidade, nos resultados. Goste-se ou não, isto não tem nada a ver com o fado. É outra cultura, é outra coisa.

2- Agora, todos batem no ceguinho do Scolari. Agora, até se atrevem a passar finalmente o registo da célebre conferência de imprensa de Scolari, em 2004, em pleno Europeu, em que ele insulta ordinariamente uma jornalista, sem que os seus colegas reajam — e cujas imagens ou relato textual eu jamais tinha visto. Agora, começam a perceber que Scolari não nos levou ao 2º lugar no Euro-2004; ele perdeu, em casa, um Euro imperdível. Agora, percebem que os seus sucessivos falhanços posteriores — a liquidar o Chelsea de Mourinho ou a descer o Palmeiras à segunda divisão — não foram acidentes de percurso e que ser campeão do mundo com o Brasil em 2002 não era assim tão difícil. Agora, começam a desconfiar que a sua célebre arte da motivação não era mais do que um cocktail de sorte, Senhora do Caravaggio, conversa mole para fracos espíritos e patriotismo de pacotilha — que ele aproveitou, aqui e no Brasil, como uma excelente oportunidade para negócios privados de publicidade. Mas que, no fundamental, o homem limita-se a escolher um grupo de discípulos obedientes a quem prega os seus sermões de psicologia barata, convence-os de que a sua técnica é genial (e que, em absoluto, dispensa o talento individual deles) e que, quando ganha, tudo se deve ao grande Felipão. Mas quando, na hora de verdade, tudo corre mal — quando consegue perder duas vezes com a mesma e indigente Grécia no Euro-2004 ou quando encaixa 7-1 da Alemanha neste Mundial — ele puxa das estatísticas que lhe convêm, esquecendo as outras, e declara, cheio de lábia, que tudo o que de mal lhe aconteceu nos últimos anos foram dez minutos contra a Alemanha.

Na qualidade de quem, antes mesmo de começar o Euro-2004, logo embirrou com o homem, desconfiou do treinador e o escreveu, de quem foi, aliás, pessoalmente ofendido por ele, de quem várias vezes teve de explicar no Brasil porque razão o achava um vendedor de banha da cobra, de quem teve a sorte de aqui publicar na manhã do jogo contra a Alemanha que o Brasil de Scolari não jogava nada e que nessa noite iríamos ver o que valia contra uma equipa a sério, confesso que a prova dos nove me soube deliciosamente. Os 7-1 contra a Alemanha e os 3-0 contra a Holanda souberam-me que nem doce de amoras. Só tenho pena que o Brasil, o Brasil inteiro, tenha pago este preço pela incompetência, a arrogância e a pesporrência do Grande Felipão. Um treinador que consegue transformar o Thiago Silva num passador, o David Luiz num bebé chorão, o Hulk numa nulidade e o Oscar numa anedota, e que vive à espera que o Neymar lhe resolva o assunto é, obviamente, um incompetente. Mas o burro é ele? Não, o burro é a imprensa que sempre andou com ele nas palminhas, por medo e por reverência.

Três quartos dos seleccionadores do Mundial despediram-se após este. Uns porque consideraram a sua missão ou o seu ciclo cumpridos, outros porque falharam os objectivos. Entre estes últimos, Scolari e Paulo Bento são dois que não vêem motivos para se irem. Um, porque considera que só falhou um jogo em que as coisas correram mal, outro porque acha que só falhou dez minutos de um jogo. Não é a única parecença entre eles, mas é eloquente: as razões porque falharam são as mesmíssimas razões pelas quais só eles não percebem que falharam e que nenhum futuro diferente se fará com eles.

3- Até entrar nas eliminatórias, este foi o melhor Mundial de que me lembro. Mas, depois, tudo mudou. Como sempre disse, um Mundial jogado no final da época europeia, com 32 equipas, em que os finalistas têm de disputar 7 jogos de 4 em 4 dias, serve ao negócio ganancioso da FIFA, mas não ao futebol. O Alemanha-Brasil foi a excepção, um jogo que sai uma vez num século; o normal é o Argentina Holanda das meias ou o Alemanha- Argentina da final: dois jogos penosos, sofridos, soporíferos. O Mundial do Brasil merecia um melhor final.
, , li aqui

Deus e o bolso

"Não acredites num Deus que te não mexa no bolso!"

Don't Cry For Me Argentina

As 8 passagens mais importantes da entrevista do Papa Francisco

O principal da entrevista concedida pelo Papa
neste domingo
ao jornalista italiano Eugenio Scalfari, do jornal La Repubblica

Veja aqui

Um milhão de toneladas de alimentos vai para o lixo



Segundo dados de 2012, “em Portugal cerca de um milhão de toneladas de alimentos por ano (17% do que é produzido) vai para o lixo, e nos 27 Estados Membros da UE a produção anual de resíduos alimentares ronda os 89 milhões de toneladas, estimando a UE que possa chegar a 126 milhões de toneladas em 2020. 30% dos produtos horto-frutícolas na Europa vão para o lixo!” (cf. www.replanta.pt). Estes dados levaram o Parlamento Europeu a aprovar este ano de 2014 como Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. Às iniciativas urbanas (Re-food, Zero Desperdício) outras podem juntar-se, nomeadamente de cariz mais local (a nespereira que deu fruta abundante, ou o couval que se estragará se não fôr colhido e que poderiam ser partilhados…). Não se trata de desvalorizar o trabalho e alimentar a preguiça mas de promover uma justa partilha e reconhecer que a abundância de uns pode colmatar a penúria de outros.
Fonte: aqui

segunda-feira, 14 de julho de 2014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dia 13 de julho: Festa de Santa Helena


8.30 horas: Missa de encerramento da Novena (Altar Campal)
11.30 horas: Eucaristia, presidida pelo nosso Bispo, seguida de procissão.
17 horas: Bênção dos Campos e Procissão do Adeus

Esperamos por si em Santa Helena.
Façamos desta festa um espaço de encontro, fraternidade, serenidade, paz.
Respeite-se, respeitando os outros.
Acate as orientações de quem de direito.
Depois regressará a casa mais feliz.
Boa festa para todos.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Por Santa Helena

Um povo que reza



Jovens desta Paróquia representam ao vivo a vida de Santa Helena na noite








As pedras da Serra de Santa Helena em paletes



A Pureza da Serra



Preparativos para a Festa



Os pequenos também gostam de Santa Helena



À espera da novena da tarde



O Sol diz-nos 'até amanhã'

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Alemanha-Argentina pela terceira vez na final

O Maracanã será o placo da final no domingo (foto AP)
Está definida a final do Campeonato do Mundo de 2014. Apesar de a Argentina não estar na final desde 1990 será a terceira vez que defrontará a Alemanha no jogo de atribuição do título mundial.
É mesmo a final mais repetida da história das 20 edições do Campeonato do Mundo. Desta feita até servirá para desempatar, uma vez que a Argentina venceu a final de 1986 no México, enquanto a Alemanha conquistou o troféu em 1990.
Se excluirmos os três encontros na final houve outros cinco jogos entre argentinos e alemães em fases finais de campeonatos do Mundo: três vitórias para a Alemanha (uma através de grandes penalidades) e dois empates.

Fonte: aqui

terça-feira, 8 de julho de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

domingo, 6 de julho de 2014

sábado, 5 de julho de 2014

Começou hoje a novena de Santa Helena


Montes e vales bendizei o Senhor
Pessoas e flores bendizei o Senhor
Plantas e rochas bendizei o Senhor
Calor e frio bendizei o Senhor

sexta-feira, 4 de julho de 2014

As virtudes do futebol


Falar de futebol, "não para falar do Mundial do Brasil que até correu mal para Portugal, mas para realçar as virtudes deste desporto, que tem muitos milhões de praticantes pelo mundo fora.
Nascido não se sabe bem onde – uns dizem que foi na China, outros na Itália e ainda outros na Inglaterra – o futebol está presente nas conversas de quase toda a gente e origina paixões e discussões em todo o lado. E poucas pessoas lhe são indiferentes, sejam homens ou mulheres, novos ou idosos. O próprio Papa Francisco é sócio-torcedor de seu clube, o San Lorenzo da Argentina, e já fez em suas intervenções várias analogias da fé cristã e da postura humana com este desporto.
A relação entre Igreja e futebol é muito antiga. Todos os que frequentaram os Seminários sabem que nestas casas raro era o dia em os alunos não jogavam à bola. Na verdade, o futebol ajudava os rapazes física e moralmente, formando jovens saudáveis e bons cidadãos. Primeiro porque neste desporto todos os músculos estão activos; segundo porque ele requer atenção, inteligência e espírito de grupo.
Outro aspecto importante do futebol é a sua capacidade de congregar as pessoas. Ele pode ser um espaço para encontros, laços de solidariedade e de admiração pelas virtudes do outro. O Papa João Paulo II dizia que "o sentido da fraternidade, a magnanimidade, a honestidade e o respeito pelo corpo, virtudes sem dúvida indispensáveis a todo o bom atleta, contribuem para a edificação de uma sociedade civil, onde o antagonismo é substituído pela competição, onde ao confronto se prefere o encontro e, à contraposição rancorosa, o confronto leal. Desta forma, o desporto não é um fim, mas um meio; pode tornar-se veículo de civilização e de genuíno entretenimento, estimulando a pessoa a dar o melhor de si e a evitar o que pode ser perigoso ou de grave prejuízo para si ou para o próximo".
Fonte: aqui

Tarouca: Exposição de Pintura

quinta-feira, 3 de julho de 2014

FUTEBOL CLUBE DO PORTO: O PORTISMO está de volta!... Pressente-se no ar!

Foto: FUTEBOL CLUBE DO PORTO
O PORTISMO está de volta!... Pressente-se no ar!

Começa hoje a preparação para a época 2014/2015
A "Máquina" entra em afinação...
A máquina que rolará, VITORIOSA, por esses estádios fora!
Somos PORTO!
Começa hoje a preparação para a época 2014/2015
A "Máquina" entra em afinação...
A máquina que rolará, VITORIOSA, por esses estádios fora!
Somos PORTO!