quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O humano reduzido ao indivíduo

Em consequência de todo este ambiente que nos envolve, parece instalar-se na sociedade a vacuidade e a estagnação. “Já nenhuma ideologia é capaz de inflamar as multidões, a sociedade pós-moderna já não tem ídolos nem tabus, já não possui qualquer imagem gloriosa de si própria ou projeto histórico mobilizador; doravante é o vazio que nos governa”.
Daqui nasce, segundo G. Lipovetsky, “um perfil iné­dito do indivíduo nas relações consigo próprio e com o seu corpo, com outrem, com o mundo e com o tempo”. A faceta mais notória deste perfil é o fascínio pelo autoconhecimento e pela autorrealização. Do mesmo modo que a planetarização não evita o nacionalismo (na Europa) e o tribalismo (em África), também a convivência social não tem impedido a afirmação do indivíduo.
Sucede que esta afirmação tende hoje a fazer-se de forma unilateral e prepotente. A individualidade é enten­dida e assumida não já como dimensão irrenunciável da pessoa, mas como critério supremo de atuação. Neste contexto, o relacionamento humano deixa de ser pautado pelo princípio da convicção. Já não interessa dialogar ou con­vencer, mas atrair e seduzir.
Acontece que, no fundo, esta estratégia volta-se con­tra os que a executam. O culto exacerbado do indivíduo conduz inevitavelmente à objetivação das pessoas. O outro aparece não como parceiro ou destinatário, passando a ser visto como objeto de que se desfruta e que se abandona quando não nos é útil. É assim que a nossa época é tam­bém a época da solidão no meio da multidão.
O individualismo desponta, portanto, não apenas como uma opção, mas sobretudo como uma imposição. Não se pode falar, neste sentido, de um acréscimo de felici­dade para o homem. O deslumbramento das conquistas depressa deu lugar ao ceticismo, ao medo e até ao deses­pero. Com efeito, muitas pessoas, apesar de disporem de recursos para viver, mostram não ter “um sentido pelo qual viver”
Este dado é patente na procura desenfreada de formas de evasão e torna-se particularmente visível no consumismo sexista, na violência (quase) institucionalizada e na corrupção incontrolada. O êxito imediato parece ser o único estímulo, ficando as preocupações últimas da vida remetidas para uma contínua penumbra.
Facilmente se compreenderá que, numa situação como esta, é especialmente problemático o acolhimento da men­sagem eclesiológica do Concílio, centrada na afirmação da comunidade e dirigida para a consumação escatológica do Reino.
In "Continuará o Concílio atual?"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Lamego: Aposta na formação dos leigos e no acompanhamento aos mais pobres marca primeiro ano de D. António Couto à frente da diocese

A formação laical, a criação de equipas de ação social e a redução de arciprestados são algumas das orientações que marcam o primeiro ano de D. António Couto à frente da Diocese de Lamego, que hoje se assinala.
A integração de regiões com poucos sacerdotes em áreas pastorais mais amplas foi o objetivo que presidiu à nova divisão territorial da diocese, que dos 14 arciprestados (conjuntos de paróquias) passou para seis, todos a contar com uma nova “Escola de Vivência da Fé”.
Em março o prelado sublinhou a necessidade de criar equipas locais de ação social, “para que ninguém se sinta sozinho, abandonado ou desfigurado”.

“Apelo a todos os párocos e paroquianos de todas as paróquias desta nossa Diocese de Lamego a que, com a ajuda da Cáritas Diocesana e em rede com ela e comigo, formemos o mais rapidamente possível em todas as paróquias Grupos de Caridade, Grupos Cáritas”, disse D. António Couto.
Em setembro o prelado redigiu uma Carta Pastoral onde acentuava que a diocese precisava de “agilizar” os conselhos Episcopal, Presbiteral e Arciprestal, além de “formar com a urgência possível” o Conselho Pastoral.
O documento também frisava que os fiéis precisa de sacerdotes que ensinem a mensagem da Igreja, apoiem os mais pobres e centrem a sua vida na celebração da missa e na oração, “não de vez em quando, mas com a tenacidade de quem está lá de pé todos os dias”.
No mesmo mês o prelado presidia pela primeira vez às festas da padroeira da cidade de Lamego, Nossa Senhora dos Remédios, solenidade que, à semelhança de outras, ajuda a renovar a fé e serve para “contrariar” o avanço do secularismo.
“Não é tanto pelas pregações que fazemos, é muito mais por aquilo que as pessoas veêm e sentem; ficam tão sensibilizadas que vão procurar mais e mais. Sguramente isto será uma rampa de lançamento para podermos levar o Evangelho às famílias, às escolas, aos lares, ao barulho das cidades”, apontou.
Em novembro, quando ordenou dois diáconos, D. António Couto pediu “cristãos convictos e credíveis” a anunciar de “forma direta e personalizada a sua “paixão” por Jesus, de modo a promover e ampliar uma rede de evangelizadores que insista na sua missão até que a diocese tenha “ateado o fogo do Evangelho a todos os corações”.
Dias antes de tomar posse como bispo de Lamego o responsável disse que contava apresentar-se na diocese “como sempre” o fez, quer “nas Igrejas portuguesas, nomeadamente em Braga, quer nos diversos continentes” por onde passou enquanto missionário.
“Sempre o procurei fazer com a máxima simplicidade e de uma forma afetiva, é importante que nós possamos aparecer de forma mais próxima das pessoas, sempre fiz assim e também o irei fazer em Lamego”, declarou.
A Agência ECCLESIA pediu a D. António Couto para realçar os aspetos que considerava mais importantes no primeiro ano à frente da diocese e revelar os objetivos para os próximos meses mas o prelado declinou a proposta, afirmando justificando a recusa com o facto de ser muito cedo para fazer um balanço da sua atuação.
A Diocese de Lamego, que se distribui por 223 paróquias da margem sul do rio Douro, goza da característica, única em Portugal, de a cidade onde está sediada não ser sede de distrito.

Carta a Diogneto

 
 
Carta a Diogneto
“Jóia da antiguidade cristã”, “pérola da apologética do século II”, a carta a Diogneto, de autor anónimo, é um precioso fragmento da primitiva experiência cristã e do esforço de diálogo da Igreja com a cultura circunstante. Escrita provavelmente nos finais do século II, nela se encontram autênticas parcelas de ouro puro da sabedoria evangélica que conferem a este texto uma actualidade singular.

«Fé e Ciência»

 
Ocorre hoje, vinte e nove de Janeiro, o primeiro aniversário do início do ministério episcopal do Senhor D. António José da Rocha Couto como Bispo da Diocese de Lamego.
Para comemorar esta data importante da vida diocesana, realizou-se ontem, pelas 21.30 horas, no Centro Pastoral de Almacave, uma sessão festiva na qual o Senhor D. António fez uma conferência, abordando o tema: «Fé e Ciência» .

Foi um momento cultural fantástico! Pela pertinência do tema abordado, pela sua atualidade, pela forma como foi tratado, pelo poder comunicativo de D. António, pela clareza de linguagem, pelo muito saber revelado, pela segurança com que abordou os assuntos, pelas perspetivas abertas, pelas respostas dadas, pelas questões levantadas!
Parabéns, senhor Bispo! É um orgulho ter um Bispo que se deixa interpelar e que interpela desta maneiras o nosso tempo.


Antes da intervenção do Bispo, teve lugar um belo momento musical, pelo coral de Castro Daire e e a leitura de um poema, composto por uma leiga, alusivo à efeméride.

Em breve, D. António publicará esta temática em livro. Aconselhamos vivamente a sua leitura.

Sobre este assunto, pode ler mais aqui

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Carros a hidrogénio em 2017

A Renault-Nissan anunciou esta segunda-feira ter assinado com a alemã Daimler e a norte-americana Ford um acordo para desenvolver um sistema comum de célula de combustível, com o objetivo de lançar carros com essa tecnologia baseada no hidrogénio a partir de 2017.

"Esta colaboração vai resultar no lançamento dos primeiros veículos elétricos em massa movidos a células de combustível com preços acessíveis em todo o mundo em 2017", segundo um comunicado de imprensa da aliança Renault-Nissan.
Esta tecnologia permite que a célula de combustível seja abastecida de hidrogénio que depois produz eletricidade para mover os carros sem problemas de autonomia atuais e sem qualquer emissão para a atmosfera que não seja água.
A aliança franco-japonesa, a Daimler e a Ford vão investir em partes iguais no projeto, segundo o comunicado, embora não seja especificado o montante do investimento.
O objetivo geral é desenvolver "um sistema comum de veículos elétricos com células de combustível, reduzindo os custos de capital associados à tecnologia".
Os três parceiros, que já trabalham nesta tecnologia há algum tempo, pretendem "incentivar o desenvolvimento futuro de estações de abastecimento de hidrogénio e infraestrutura essencial para a comercialização em grande escala destes veículos."
A Renault e a Nissan foram dos primeiros a realizar investimentos pesados em baterias de veículos elétricos e representam uma parte importante do seu desenvolvimento e investigação.
A tecnologia de bateria elétrica é atualmente apresentada como um complemento ao combustível fóssil, mas num carro de pilhas de combustível, a energia elétrica é produzida a bordo, emitindo vapor e calor.
Fonte: aqui

domingo, 27 de janeiro de 2013

Interessa-me a saúde mental dos portugueses...


Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das
crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural
que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva  dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra
( publicado no Público )

CUIDADO COM AS VELAS!

PERIGO DE INCÊNDIO

Não deixe velas a arder dentro das Igrejas ou das capelas. Pode ser responsável pelas calamidades do incêndio e da destruição.
Nunca deixe velas a arder quando o templo está sem ninguém!
...
Pense em Deus e nos outros.
Nunca coloque velas em cima de toalhas ou junto à talha.
Lembre-se: há outras formas de cumprir a sua promessa, ficando de consciência tranquila.

 
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

"Um dia a maioria de nós irá separar-se (...)"

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhamos.                     

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do
companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que
trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar
cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo....

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"

Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......

Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.

E, entre lágrima abraçar-nos-emos.

Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes
daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a
viver a sua vida, isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo.....

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes
que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a
causa de grandes tempestades....

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos
os meus amigos!"
                                                         


Fernando Pessoa

CONTINUARÁ O CONCÍLIO ACTUAL?


Saúdo vivamente o belo estudo que o Padre João António Pinheiro Teixeira nos oferece nestas páginas. (...) o presente  estudo é como uma estrada, uma porta, uma casa, uma mesa, uma luz, que nos ajuda a caminhar juntos, a entrar e sair juntos, a conviver juntos, a partilhar juntos a Palavra,  a vida, o pão, os anseios e as esperanças que nos habitam.
(D. António Couto, no Prefácio do livro)
 
Vale a pena ler esta obra que o Padre João António escreveu.
Em pleno Ano da Fé, comemorando os os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, este livro ajua-nos "a ver melhor os principais tesouros do Concílio Vaticano II", na palavra de D. António.
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Desilusão

Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Sarah Westphal
aqui

2013 - «Ano Europeu dos Cidadãos».


O Tratado de Maastricht, a 1 de Novembro de 1993, introduziu a cidadania da União Europeia. Assim foi dado aos cidadãos dos Estados-Membros o Estatuto de cidadão Europeu que inclui um conjunto de direitos e deveres, como o voto e participação nas eleições locais e europeias, o direito de petição e o recurso ao defensor do povo europeu.
Para celebrar esta data, a Comissão Europeia propôs que 2013 fosse designado «Ano Europeu dos Cidadãos».
20 anos após a criação da cidadania da União, registaram-se progressos concretos que afectam directamente a vida de milhões de pessoas. Para citar apenas um exemplo: hoje em dia ir ao estrangeiro implica custos de viagem mais baixos, sem complicações na passagem das fronteiras, viagens organizadas com garantia, acesso aos sistemas de saúde e chamadas telefónicas para casa mais baratas. Trata-se apenas de alguns dos benefícios que decorrem da cidadania europeia. A Comissão pretende que sejam eliminados os obstáculos com que as pessoas ainda se deparam quando exercem os seus direitos no estrangeiro.
Assim, o objectivo do Ano Europeu consiste em:
  1. Aumentar a sensibilização dos cidadãos para o seu direito de residir livremente na União Europeia;
  2. Aumentar a sensibilização para a forma como os cidadãos podem beneficiar dos direitos e políticas da UE e estimular a sua participação activa no processo de elaboração das políticas da União;
  3. Estimular o debate sobre o impacto e o potencial do direito de livre circulação, em especial em termos de reforço da coesão e de compreensão mútua.
Muito há ainda a caminhar para não haver cidadãos de primeira e segunda, mas esta celebração poderá ajudar a abrir novos caminhos.
Fonte: aqui

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

UM GAROTO DE SEIS ANOS E UM SONHO. PRECISA DIZER MAIS???

Este Menino conseguiu aquilo que os Politicos Mundiais nao conseguem



Ryan nasceu no Canadá, em maio de 1991.
...

Quando pequeno, na escola, com apenas seis anos, sua professora lhes falou sobre como viviam as crianças na África.

Profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede, sendo que para ele próprio bastava ir a uma torneira e ter água limpa.

Ryan perguntou a professora quanto custaria para levar água para a Africa, e a professora lembrou que havia uma organização chamada "WaterCan", que poderia fazer poços custando cerca de 70 dólares.

Quando chegou em casa, foi direto a sua mãe Susan e lhe disse que necessitava de 70 dólares para comprar um poço para as crianças africanas. Sua mãe disse que ele deveria conseguir o dinheiro pelo seu esforço, e deu-lhe tarefas em casa com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana.

Finalmente reuniu os 70 dólares e foi para a "WaterCan". Quando atenderam, disseram-lhe que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares.. Susan deixou claro que ela não poderia lhe dar todo esse dinheiro, mas Ryan não se rendeu e prometeu que voltaria com os 2.000.

Passou a realizar tarefas na vizinhança e acumulando dinheiro, o que contagiou seus irmãos, vizinhos e amigos, que puseram-se a ajudar. Até reunir o dinheiro necessário. E em janeiro de 1999 foi perfurado um poço numa vila ao norte de Uganda.

Quando o poço ficou pronto, a escola de Ryan começou a se
corresponder com a escola que ficava ao lado do poço. Assim Ryan conheceu Akana: um jovem que lutava para estudar a cada dia. Ryan cativado, pediu aos pais para viajar para conhecer Akana. Em 2000, chegou ao povoado, e foi recebido por centenas de pessoas que formavam um corredor e gritavam seu nome.
- Sabem meu nome? - Ryan surpreso pergunta ao guia.
- Todo mundo que vive 100 quilômetros ao redor sabe. respondeu.

**
 Hoje em dia Ryan, com quase 22 anos, tem sua própria fundação e já levou mais de 400 poços para a Africa. Encarrega-se também de proporcionar educação e de ensinar aos nativos a cuidar dos poços e da água.

Fonte: aqui

Igreja recusa juntar paróquias para as fazer coincidir com nova organização de freguesias


 O bispo de Lamego afirmou esta quarta-feira em Estarreja que a Igreja Católica não vai aplicar às paróquias a reorganização das freguesias promulgada a 16 de janeiro pelo presidente da República.
A Igreja recusa agregar paróquias porque “quer estar próxima das populações, designadamente dos idosos”, disse D. António Couto, citado pela Lusa.
O bispo referiu que os responsáveis eclesiais têm procurado soluções para responder ao reduzido número de padres que devem atender a paróquias por vezes dispersas e de pequena dimensão.
"Já experimentámos deslocar as pessoas de pequenas paróquias para terem a missa dominical em comum com paróquias vizinhas e não resultou. Não podemos pedir, nomeadamente aos idosos, que venham a outros lados. Somos nós que temos a obrigação de ir ter com eles", explicou.
D. António Couto salientou que as divisões administrativas e eclesiásticas têm convivido com limites diferentes, como acontece com a sua diocese, que goza da característica, única em Portugal, de a cidade da sua sede não ser sede de distrito.
"A minha Diocese não é distrito, graças a Deus", referiu durante um debate sobre ecumenismo e diálogo inter-religioso organizado pela Diocese de Aveiro e que contou com a participação de Jorge Sampaio, antigo presidente da República e Alto Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações.
Fonte: aqui

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

653

Pois. Desde que cheguei a esta Paróquia foram 653 as pessoas a cujo funeral presidi.
Uma prece, Senhor, por todos e cada um deles.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cai neve na Serra de Santa Helena

Hoje a nossa serra de Sta. Helena/Tarouca e a serra das Meadas em Lamego estavam assim!! Lindas...

Foto

Cai Neve na de Santa Helena

Foto

Mistura. Chove "neve derretida" em Tarouca, neva na Serra, troveja em alguns momentos.
A Serra está linda. Mas atenção! Subir lá cima só de jipe e com cautela.
Imponente, noiva ornada de branco, a Serra de Santa Helena é um regalo para os olhos, uma tentação para o volante, um desafio para umas brincadeiras na neve.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A Dor da Ingratidão


"Obrigado. Valeu. Um abraço. Um sorriso. Palavras e gestos tão simples, tão fáceis, tão necessários, que infelizmente estão entrando em extinção. Não que eu conceda favores esperando receber reconhecimento ou algo em troca, mas fazer tudo por uma pessoa sem ganhar nenhum tipo de agradecimento ou consideração machuca. Dói ainda mais se nos retribuem com a ingratidão de uma fofoquinha maldosa ou com um olhar torto quando os papéis se invertem e nós é que precisamos de apoio.

Quantas vezes defendemos um amigo mesmo sabendo que ele está errado? Quantas vezes deixamos de realizar nossas vontades pra ajudá-lo? Passamos tardes de sol inteiras trancados num quarto escuro emprestando o ombro pra que a pessoa desabafe. Vamos pra festas quando o que mais queremos é ficar em casa, embaixo das cobertas. Desmarcamos compromissos pra cuidá-lo quando fica doente. Nada mais justo e normal. Saber que confortamos alguém especial, que seu dia foi mais alegre apenas por nosso suporte, nossa companhia, nos faz um bem enorme.

No entanto, investir numa amizade, ser sincero e fiel desde primeiro momento até o último, pra ser enganado assim que surge uma oportunidade, inevitavelmente, abre um rombo no peito de quem um dia acreditou numa relação verdadeira. Chega uma hora em que ser amigo pelos dois cansa, perde a graça.

Ninguém precisa de falsos amigos ou daqueles que ficam por perto apenas quando as coisas estão indo às mil maravilhas. Queremos pessoas sempre prontas a nos ouvir, nos entender e respeitar nossas particularidades e limitações. Queremos amigos que ofereçam o colo quando estamos sós, que nos puxem as orelhas quando erramos, que se preocupem em nos ver felizes. Amigos em quem podemos contar em qualquer momento e que confiem em nós acima de qualquer coisa. Pessoas incapazes de duvidar da nossa lealdade, do nosso caráter, e, principalmente, que saibam dizer muito obrigado, seja com palavras ou com o coração.

A quem não se encaixa nesse perfil, só nos resta a certeza de que não merece fazer parte de nossas vidas, e também um recado: Tchauzinho, já vai tarde!"

Márcia Duarte, aqui

domingo, 20 de janeiro de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

Gato descobre neve e faz rir na internet

Uma primeira experiência na neve não se esquece… que o diga o gato ‘Fletcher’, que foi filmado a contatar, pela primeira vez, com um monte branco, no Reino Unido.
O vídeo foi publicado esta sexta-feira no ‘YouTube’ e está a divertir internautas pela reação do felino, que parece divertir-se com os flocos de neve.
Fonte: aqui

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Mensagens mais lidas no Asas da Montanha

Entre 1 de Outubro de 2010 e 18 de Janeiro de 2013, são estas as nove mensagens mais lidas no ASAS DA MONTANHA:

6088
4060
3620
12/06/2011
3566
3131
26/01/2011
2593
2498
1882
01/12/2010
1237

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Estar apaixonado"


Precisei de vascular  livros antigos em busca de um tema de que sentia necessidade. Peguei num livro do 12º ano. De repente a nostalgia de outros tempos. Abri-o e vi o ano, a data e a escola. Meu  Deus! Mais de 30 anos! Folheei-o, naquele movimento mecânico que apoia o esvoaçar da memória. No meio do compêndio, aparece uma folha que o tempo amarelou. Era uma redacção de um aluno onde estavam ainda claras as marcas da correcção que eu fizera ao trabalho, especialmente a nível vocabular, construção frásica e ordenação de ideias.
O nome do aluno que assina a composição não me traz recordações concretas, mas da turma a que ele pertencia conservo uma memória geral agradável. Eram alunos educados e alegres. E ainda sinto o prazer que me dava entrar naquela sala de aulas.
Por que motivo terei guardado aquela redacção? Não sei. Talvez o aluno tivesse faltado no dia da entrega dos trabalhos e depois me tivesse esquecido de lha entregar ou ele nunca tivesse reclamado a composição. Não sei...
Pela introdução ao trabalho, sei que o tema era livre. Gostava muito de este tipo de composições. Dava amplitude à criatividade, mormente quando se tratava de alunos mais velhos.
Este jovem colocou como título do seu trabalho "Estar apaixonado". Claro que se trata de um jovem, 17/18 anos, provavelmente.
Achei piada e transcrevo para os leitores uma parte da composição.

" Estar apaixonado é fabuloso. Deito-e e levanto-me a pensar nela.
Quando venho para a escola, dou uma voltinha por longe para passar à sua porta e, quando tenho a sorte de a ver, venho contente para a escola. Tão feliz que pareço outro homem. Nada me mete medo e sinto uma força e um ânimo que não imaginava possuir. Sou mais brincalhão, as aulas não me aborrecem e sou mais prestável. Os colegas até me dizem: "Viste passarinho novo!" Eu tento disfarçar, mas cá dentro sinto uma felicidade !...
Não nego que durante as aulas e até no recreio, o pensamento voa até ela e sinto que o seu sorriso e o seu olhar me invadem a alma como aragem fresca em dia de canícula.
De regresso das aulas, anseio que chegue a hora de ela regressar da sua escola. Parece que o tempo não anda e desgasto os olhos a barafustar com o relógio. Upa, está na hora! E lá vou eu ao seu encontro. Aquele tempinho que passamos juntos esfuma-se rapidamente, parece que o relógio galopa. Só queria estar ao pé dela horas, horas e horas... Sempre!
A despedia é feita em vários tempos. Após um "até amanhã, amor", as pernas teimam em voltar atrás, e segue-se mais uma, duas, três despedidas.
Sigo nas nuvens, tão nas nuvens que às vezes nem reparo nas pessoas com que me cruzo. E janto a pensar nela, estudo com ela no coração e adormeço embrulhado no "suma-à-uma" do nosso amor.
Sinto-me tão bem a fazer tudo o que sei que lhe agrada! Gestos, palavras, acções, atitudes.. Nunca me imaginei a fazer certas coisas, mas porque sei que ela gosta, até as faço agora com alegria. O amor tem cá uma força!
Sim, é bom estar apaixonado. Só quero que este amor dure para sempre!"

Governo não concede tolerância no Carnaval

O Governo confirmou que não será concedida tolerância de ponto no Carnaval este ano, adiantando que esse princípio vai manter-se, pelo menos, durante a aplicação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.

Este ano, a terça-feira de Carnaval é no dia 12 de Fevereiro.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes, disse que o mesmo princípio se aplicará à tarde da Quinta-feira Santa, antes da Páscoa, repetindo-se a decisão de não conceder tolerância de ponto aos funcionários públicos.

Fonte: aqui

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Secretário pessoal do Papa na capa da Vanity Fair porque “ser bonito não é pecado”


Quem pensava que uma figura da Igreja não podia ser capa de uma revista mundana engana-se. Que o diga a edição italiana da revista Vanity Fair que chega às bancas esta quarta-feira com uma figura minimamente surpreendente na primeira página: Georg Ganswein, o secretário pessoal do Papa.
O sorriso e os olhos azuis de Georg Ganswein já haviam dado que falar nos meios de comunicação social italianos, que se referiam ao alemão que acompanha o Papa desde 2005 como “Gorgeous George” (George Deslumbrante, em tradução literal). Agora, foi a vez de a edição italiana da revista Vanity Fair realçar a beleza com um grande plano na capa. Ganswein, de 56 anos, aparece a sorrir, com o título: “Padre Georg – ser bonito não é pecado”.
Numa nota enviada à agência Efe, a revista diz ter realizado esta capa para comemorar a recente promoção do padre a arcebispo e a prefeito da Casa Pontifícia, no passado dia 6, e traça o perfil de “um monsenhor particular”, referindo-se a Georg Ganswein como “O George Clooney de São Pedro”, que deixou os “cabelos compridos e os Pink Floyd e [alcançou] hoje a fama de severo sacerdote que recebe cartas de amor”.
O novo posto recentemente adquirido aproxima-o mais do Papa que, aos 85 anos, apresenta uma saúde cada vez mais frágil. Ganswein irá organizar todas as audiências públicas e privadas de Bento XVI e será responsável por toda a programação diária. Segundo a Vanity Fair, “aparecerá cada vez menos, mas terá cada vez mais poder”.
Georg Ganswein nasceu em Waldshut, uma cidade no Sudoeste do estado de Baden-Württemberg, na região de Freiburg, na Alemanha, junto à fronteira com a Suíça, a 30 de Julho de 1956 e foi ordenado sacerdote em 1984. Gosta de ténis e durante a juventude foi professor de esqui. 
Fonte: aqui

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Maestro

Olá Amigos!
 Aproveitem para mostrar aos vossos filhos e filhas,  netos e netas, pois pode ser que se entusiasmem e se apliquem na música.
 
Vale mesmo a pena ver, apreciar e partilhar esta maravilha(principalmente com as crianças)...
 
Veja aqui

Salários acima de 633 euros pagam mais IRS com novas tabelas

Veja aqui

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Impressões sobre o "CLÁSSICO"


Muito se falou nos últimos dias sobre o Benfica - Porto. Que quase poderia decidir o título, que quem ganhasse ficava numa óptima posição, que o elã psicológico do vencedor o levaria à vitória, etc.
Empataram a duas bolas. Tudo em aberto, portanto.

Antes de mais, saliente-se a paz e a ordem em que decorreu o encontro.  Afinal era apenas uma partida de futebol.
Felizmente não houve desacatos nem problemas de monta. Para isso contribuíram os dirigentes dos dois clubes, os jogadores e treinadores que evitaram declarações incendiárias. Também a polícia soube estar com profissionalismo.
Num tempo em que a crise torna as pessoas mais irritadiças, o futebol, com as paixões que desperta, pode ser um vulcão. Não foi. Óptimo! Que seja sempre assim. Uma coisa é o entusiasmo clubista, outra é a violência  a qual só complica tudo e nada resolve.

Uma parte significativa do meio jornalístico  atribuía algum favoritismo ao Benfica para esta partida. Que o Benfica estava em melhor forma, que tinha mais qualidade e quantidade de opções disponíveis para a partida, que o jogo era em em sua casa. Embora levando em conta que tais afirmações continham fundos de verdade, pessoalmente acalentava esperança num resultado satisfatório do meu Porto. Não só pelos últimos resultados obtidos na Luz, como também pelo alto profissionalismo que se vive no Dragão.

Pelo que vi, sou de opinião que o jogo foi interessante, teve momentos de grande emoção, os atletas aplicaram-se, os treinadores não inventaram, foram fiéis ao modelo de jogo das suas equipas.

Relativamente ao Futebol Clube do Porto, que é, como farão o favor de compreender, o que mais me interessa, algumas observações de adepto:
- Pareceu-me Vítor Pereira algo arrogante e nervoso e não havia necessidade. Os minigames não são certamente o seu forte, pois nem todos são Mourinho. E depois do encontro apareceu com aquela postura na sala de imprensa! O Porto merece outra elevação nas atitudes.
- O plantel é curto e não foram devidamente acauteladas certas situações. Desde o princípio da época seria de prever que Atsu e Iturbe iriam nesta altura para as selecções. Só existe um ponta-de-lança (um senhor avançado!) que é o  J. Martínez . O Outro está lesionado e ainda não provou grande coisa.
Faltam claramente três jogadores competentes: um ponta-de-lança, um extremo e um médio. Bom, e isto se pensarmos que existem centrais que podem substituir os laterais em caso de necessidade, pois não existem substitutos naturais.
- Apesar da lesão de James, um jogador de inquestionável valor, o Porto fez uma exibição muito agradável, os jogadores e a equipa dignificaram a camisola.
- Quanto ao árbitro, não comungo propriamente da posição de dirigentes, treinador e comentadores portistas. Se disciplinarmente falhou, fê-lo para os dois lados. Penso que o Porto se poderá queixar de dois ou três foras-de-jogo mal assinalados... Mas, no cômputo geral, não me parece que tenha tido influência no resultado. Penso que a crítica viperina dos portistas terá mais a ver com questões antigas, particularmente relacionados com o "caso dos túneis" de há épocas atrás...

Finalmente digo que senti saudades de outros tempos. De Pedroto. Da sua coragem e de como apostava na gente nova. Coragem não é propriamente uma palavra que assente bem em muitos treinadores deste tempo.
Nem Jesus nem Vitor Pereira apostaram ontem nos novos. Os dois "André" encarnados, que tão boa conta têm dado, ficaram fora do jogo. No Porto, exactamente o mesmo, os "miúdos" não entraram.

domingo, 13 de janeiro de 2013

A BÍBLIA E OS ANIMAIS


1. CRIAÇÃO
Diz o Livro do Génesis (1,25): " Deus criou todas as espécies de animais selvagens, de animais domésticos e todos os bichos. E viu que era bom".

2. Orientações que, no Antigo Testamento, indicavam que os animais deviam ser bem tratados:
- "O justo sabe cuidar de tudo o que os seus animais precisam, mas os injustos não são capazes de se compadecer". ( Provérbios 12, 10)
- "E se vires um burro ou um boi dum teu compatriota caído no chão também não deves passar de lado. Mas deves ajudá-lo a pô-los de pé.» ( Deuteronómio, 22, 4)
- "Se encontrares o boi ou o jumento que o teu inimigo perdeu, devolve-lho imediatamente.

 Não deixes de ajudar aquele que te odeia; se vires que o seu jumento caiu debaixo do peso da sua carga, ajuda-o a tirar a carga de cima". (Êxodo, 23, 2-5)
- "Tudo o que tiveres para fazer podes fazê-lo durante os seis dias da semana, mas no sétimo dia deves descansar, para poderem descansar também o teu boi e o teu jumento e para que o teu escravo e o estrangeiro recuperem as forças". (Êxodo, 23, 12)
- " (...)  mas o pobre não tinha senão uma ovelhinha que tinha comprado.Ele mesmo lhe dava de comer e a ovelha ia crescendo na companhia dele e dos filhos; comia da sua comida, bebia do seu copo e dormia no seu colo.Era para ele como se fosse uma filha!" ( Segundo Livro de Samuel 12, 3)

3. Jesus e os animais
- A compaixão para com os animais: "Jesus respondeu assim: «Se um de vós tiver uma ovelha e ela cair num poço ao sábado, não vai logo tirá-la de lá?" (Mateus, 12,11
- A importância dos animais: "Disse ainda Jesus: 'Não se vendem cinco pássaros por duas moedas? No entanto, Deus não se esquece de nenhum deles'". ( Lucas, 12, 6)

4. Os animais no Plano da Criação
"E o Senhor Deus modelou também de terra muitas espécies de animais selvagens e de aves e apresentou-os ao homem, para ver que nome ele lhes dava. O nome que ele dava a cada um desses seres vivos é o nome com que ficaram.

 O homem deu nome a todos os animais domésticos, às aves e aos animais selvagens, mas nenhum era a companhia apropriada para ele". (Génesis, 2, 19-20)
O homem, ao "dar o nome aos animais", colabora e participa do poder criativo de Deus.

"Deus disse ainda: 'Façamos o ser humano à nossa imagem e semelhança. Que ele tenha poder sobre os peixes do mar e as aves do céu; sobre os animais domésticos e selvagens e sobre todos os bichos que andam sobre a terra'.

Deus criou então o ser humano à sua imagem; criou-o como verdadeira imagem de Deus. E este ser humano criado por Deus é o homem e a mulher."
Só o homem e a mulher são "imagem e semelhança de Deus"
Cada pessoa, porque imagem e semelhança de Deus, tem uma dignidade única, irrepetível, infinita.

E Jesus foi claro:
A propósito da ovelha acima referida, Jesus acrescenta: " Quanto mais não vale um homem do que uma ovelha?" (Mateus 12, 12)
E relativamente aos passarinhos acima referidos, Jesus ressalva: "Pois bem, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Portanto, não temais,  valeis mais do que muitos pássaros". (Lucas 12, 7)
Jesus ressalta e confirma o lugar único e irrepetível da pessoa humana no âmbito da criação.

sábado, 12 de janeiro de 2013

QUESTÕES SOBRE O BAPTISMO

Sobre o Batismo de Jesus, veja este vídeo.
 
1. MAIS IMPORTANTE: Neste ano da Fé é bom reflectirmos no que o baptismo operou em nós e nas consequências que daí resultam - aqui
 
 
2. "Jesus disse: 'Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo" - Marcos 16:15-16.
A ordem das palavras diz tudo. Primeiro acreditar, depois for baptizado.
o BATISMO só se compreende e tem razão de ser à luz da fé. O Batismo é para quem tem fé.
 
3. As crianças são baptizadas na fé dos pais, que assumem a missão de as educar cristamente. Ora, se os pais não têm fé, como podem educá-las na fé? Onde fica o exemplo e o testemunho? Onde fica a verdade?

4. Reparem nestas situações:
a) O Zé e a Célia estão casados civilmente. Ambos na casa dos trinta e têm um menina que tem 3 anos, a Maura. Nada impede este casal de celebrar o seu matrimónio, mas eles não querem "casar pela Igreja". Os avós da criança massacram-nos para baptizar a menina.
O Zé e a Célia dizem que não tem sentido pedir o batismo para a criança quando eles vivem à margem das orientações da Igreja. Que não querem "meter" na Igreja a filha, porque eles vivem fora da doutrina da Igreja. Que é uma questão de coerência e de verdade. Que esperam para ver o que eles mesmos vão concluir: se resolverem casar catolicamente, então nessa altura pedirão o batismo para a filha. Se não, então seja ela a decidir mais tarde...
Este casal procura a honestidade intelectual e vivencial. Merece respeito.

b) O Horácio e a Ana estão casados civilmente. Custa-lhes imenso não poder casar catolicamente, já que a Ana é divorciada civilmente. O seu primeiro casamento, celebrado catolicamente, terminou. Ela refez a sua vida, casando civilmente com o Horácio. Dão-se muito bem, gostam-se imenso e procuram educar o que melhor que podem o seu filhito, o Sérgio. São um casal que participa na vida da comunidade, apesar de ansiarem por regularizar a sua situação perante a Igreja.
Perante esta situação de sofrimento, a posição da Igreja só pode ser de misericórdia, acolhimento, humanidade e compaixão. E então acolher com bondade estes pais que pedem o batismo para a sua filhita.

5. Quem instituiu os sacramentos foi Cristo que os confiou à sua Igreja. Os sacramentos são acções de Cristo, realizadas na Igreja, pela Igreja e com a Igreja a quem cabe administrá-los. O sacramento é meu, porque é da Igreja, não é uma acção particular e individual.
Por isso, na celebração do baptismo, uma das primeiras perguntas que o celebrante faz aos pais é esta: "Que pedis à Igreja de Deus para os vossos filhos?" Ora quem pede não exige.
E após a Profissão de Fé, no baptismo, o sacerdote conclui, em nome da comunidade: "Esta é a nossa fé, esta é a fé da Igreja que nos gloriamos de professar." É a minha fé porque primeiro é a fé da Igreja!


6. No tempo do relativismo e do individualismo, parece que cada um arranja uma fé à sua maneira. Aceita o que lhe convém e lhe interessa, rejeita tudo aquilo que lhe exige e não obedece às suas conveniências. É bom o que me convém e me interessa, é mau o que não me convém, nem me interessa. Nada mais contrário à índole da fé cristã. A fé cristão é um todo que não se pode retalhar segundo o sentir de cada um.
" Senhor, que a minha fé seja humilde, que não se fundamente na minha opinião, nem nos meus sentimentos; mas que eu adira sempre ao Espírito Santo e à Igreja, minha mãe e mestra." - Oração para o Ano da Fé

7. Os padrinhos representam a fé da comunidade. Daí que tenham que estar sintonizados com a vivência dessa mesma fé . Doutra forma não tem sentido.
A Igreja estabelece claramente os requisitos para ser padrinho/madrinha de batismo:

* Ter 16 ou mais anos de idade.

* Ter recebido os três sacramentos da iniciação Cristão: Baptismo, Eucaristia (Comunhão) e Confirmação (Crisma).

* Se for casado, deve ser casado pela igreja. Se for casado pelo civil, ou se viver em União de Facto, mesmo que tenha idade para ser padrinho, NÃO pode ser padrinho de baptismo ainda que tenho sido confirmado.

* Levar uma vida digna compatível com a missão que vai desempenhar.

(Código de Direito Canónico, cânones 872, 873, 874)


Sabemos que actualmente basta ou padrinho ou uma madrinha. Mas os requisitos são estes.
Ninguém escolher os pais, mas os padrinhos podem ser escolhidos. Com verdade, com honestidade, com fidelidade à doutrina da Igreja.
Também aqui se escusam certos sentimentalismos e interesses. Não é padrinho quem o deseja ser, mas quem o pode ser.

8. Uma palavra para alguns avós, sempre muito preocupados com o baptismo dos netos.
Deus não condena inocentes, mas os adultos responderão perante Ele pelo uso das sua liberdade.
Caros avós, que tal preocuparem-se mais com a maneira como os vossos filhos vivem? Vivem de acordo como a proposta cristã?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Abade alemão define como dramática a situação atual da Igreja

Veja AQUI

Os Ninhos


Os passarinhos
Tão engraçados,
Fazem os ninhos
Com mil cuidados.

São p'ra os filhinhos
Que estão p'ra ter
Que os passarinhos
Os vão fazer.

Nos bicos trazem
Coisas pequenas,
E os ninhos fazem
De musgo e penas.

Depois, lá têm
Os seus meninos,
Tão pequeninos
Ao pé da mãe.

Nunca se faça
Mal a um ninho,
À linda graça
De um passarinho!

Que nos lembremos
Sempre também
Do pai que temos,
Da nossa mãe!
Afonso Lopes Vieira, in blog "POVO"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Marcas automóveis admitem falhanço do carro elétrico

Os fabricantes europeus de automóveis reconheceram um possível fracasso no lançamento de carros elétricos nas atuais condições, numa conjuntura marcada pela crise económica, lentidão na elaboração de normas e pela falta de incentivos.

A Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA) prevê que as vendas de veículos elétricos para a próxima década conquistarão uma quota de mercado entre os 2% e os 8%, dependendo das estratégias de cada fabricante. Acrescentando ainda que tal se deve à situação económica atual, com uma diminuição das vendas de veículos, mas também devido «ao lento progresso das normas para o veículo elétrico», à fragmentação do mercado interno europeu pela falta de coordenação de incentivos e pela ausência de apoio ao investimento e desenvolvimento da infraestrutura de apoio

Ivan Hodac, secretário-geral da ACEA, considera que a mobilidade elétrica pode ser parte de uma solução a longo prazo dos desafios da mobilidade, mas alertou para o facto de ter objetivos adequados.Para este responsável, só será possível um progresso real se existir uma plena cooperação entre os provedores de serviços, as empresas de infraestruturas, o setor da energia, os organismos de normalização e a indústria automóvel, com pleno apoio dos governos nacionais e das instituições europeias.
Fonte: aqui

Mais uma de João XXIII


 

José Roncalli

Num dia de S. José, quando já era Papa, João XXIII falou aos cardeais sobre a convocação do concílio. No fim, quando já dispunha de pouco tempo, lembrou-se de S. José e disse: “Hoje é dia de S. José. Que vos hei de dizer de S. José? Olhai: era tão humilde que nem seque monsenhor o fizeram”.
Fonte: aqui

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Revalidação da carta de condução


O novo regulamento da habilitação legal para conduzir estabelece que a revalidação da carta de condução se inicia aos 30 anos para os condutores de ciclomotores, motociclos e ligeiros e aos 25 anos para as restantes categorias.
Segundo o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), os condutores de automóveis ligeiros e de motas vão ter de revalidar o título de 10 em 10 anos até aos 60 anos de idade, passando o tempo a ser encurtado para cinco anos e, depois, para dois anos a partir dos 70 anos de idade.
Para os motoristas de pesados, os prazos de revalidação são sempre de cinco anos até aos 65 anos de idade, sendo esta a idade limite para conduzir este tipo de veículos.
O IMTT esclarece que os novos prazos de validade só são aplicáveis para as cartas emitidas após 02 de janeiro de 2013, mantendo-se os títulos anteriores com a validade que consta na carta actual.
Fonte: aqui

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

13 mil vivem em carros e barracas

 Em Portugal há 13 mil pessoas que vivem em carros, armários ou barracas, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística. No total são 6633 famílias que não possuem rendimentos ou apoios sociais que lhe garantam viver numa casa.
Veja aqui o desenvolvimento da notícia.
 
Sem qualquer demagogia, vejo-me a perguntar:
- As mordomias dos políticos (cantinas de luxo, carros, subsídios, etc) não deveriam ser extintas para ajudar muitas destas famílias sem casa?
- Perante situações como estas de enorme miséria, há algum motivo que explique os ordenados "indecentes" de certos gestores? 
- Diante deste sofrimento, como explicar os privilégios de certos grupos sociais? Vem-me à memória a denúncia corajosa do Dr Marinho e Pinto acerca dos privilégios dos juizes...
- Onde está a voz profética da Igreja?  É fundamental o exercício da caridade e da solidariedade (isso a Igreja tem feito, está no terreno), mas não chega. É preciso que os pastores dêm voz e vez a quem não tem voz nem vez.