sexta-feira, 30 de junho de 2017


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Amanhã, a Paróquia de S. Pedro de Tarouca celebra o seu Padroeiro

São Pedro  foi apóstolo de Cristo. É tido como o fundador da Igreja Cristã em Roma. É considerado pela Igreja Católica como seu primeiro papa. As principais fontes que relatam a vida de São Pedro são os quatro Evangelhos Canónicos, pertencentes ao novo testamento. Escritos originalmente em grego, em diferentes épocas, pelos discípulos Mateus, Marcos, João e Lucas, Pedro aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas.
São Pedro nasceu na Betsaida, na Galileia. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome de nascimento era Simão. Pescador, trabalhava com o irmão e o pai. Por indicação de João Batista, foi levado por seu irmão André para conhecer Jesus Cristo. No primeiro encontro, Jesus  chamou-o de Kepha, que em aramaico significava pedra, e traduzido para o grego Petros. Na época do seu encontro com Cristo, Pedro morava em Cafarnaum, com a família de sua mulher.
Pedro foi escolhido como o líder da cristandade aqui na terra. Jesus disse-lhe: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus e tudo o que ligares na terra, será ligado também nos céus". Convertido, Pedro despontou como líder dos doze apóstolos e foi o primeiro a reconhecer em Jesus o Filho de Deus.
Juntamente com seu irmão André e os irmãos Tiago e João Evangelista, Pedro fez parte do círculo íntimo de Jesus, entre os doze apóstolos. Participou dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Foi o primeiro apóstolo a ver Cristo após a Ressurreição. Presidiu à assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes. Fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades.
Encontrou-se com São Paulo em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro foi preso por ordem do rei Agripa I. Foi encaminhado para  Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana, e por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem de Nero. Conta-se também que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo.
O seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores. É festejado no dia 29 de junho juntamente com São Paulo. Pedro e Paulo, as duas colunas da Igreja.
Fonte: aqui

terça-feira, 27 de junho de 2017

Ele há coisas...

Há tempos precisei de utilizar o transporte público. Foi uma viagem de 5 horas e uns trocos.
Havia um leve e indefinido murmúrio no autocarro, pois aqui e ali as pessoas iam conversando. Ao pé de mim, não ia ninguém; mas do outro lado, duas senhoras, já entradotas, conversavam animadamente. Voei para os meus pensamentos, interrompendo-os aqui e ali em virtude de algo que me ia chamando a atenção na paisagem.
Mas numa viagem tão longa, também os pensamentos cansam. Foi num desses instantes de quietude interior que me entrou pelos ouvidos dentro a frase: "Não aguentava mais os roncos dele!" - dizia uma das senhoras para a outra.
Prestei alguma atenção para perceber o contexto.
A senhora falava do seu divórcio em tom altamente acusatório para com o ex-marido. Ela era pura e simplesmente a vítima.
- Foram muitos anos de martírio - dizia. - Nem dormir conseguia, pois ele roncava toda a noite. E ai de mim que o acordasse! Ficava possesso...
- Ai ele ressonava? - pergunta a outra.
- E de que maneiraaaa!- responde enfaticamente a queixosa. - E o problema não era só esse. É que ele ressonava por cima e por baixo. Ficava um cheiro insuportável! Oh! Quantas vezes tive que me levantar devagarinho para ir para o sofá da sala para poder descansar...
Não aguentei mais, não aguentei mais... Foram muitos anos de sufoco.
Desliguei e voltei aos meus pensamentos, agora na direção da conversa escutada.
Os motivos apresentados para o divórcio são muitos e variados. Nem sempre os apresentados correspondem fielmente aos reais.
- Deixei de o (a) amar
- Havia outra (o) a estragar a relação
- Ele (ela) era desconfiado (a) compulsivo (a)
- A vida em comum tornou-se insuportavelmente monótona
- Ele (ela) era agressivo (a)
- Ele (a) era gastador (a) e egoísta
- Discordâncias graves quanto à educação dos filhos
- Sentimento abocanhante de posse
- Dificuldades económicas
- Ele (ela) descarrega toda a educação dos filhos sobre as minhas costas
- A família dele (dela) são-me insuportáveis
- Ele (ela) é um egocêntrico (a) incorrigível e só pensa nele (nela)
- É um (uma) borguista e nunca para em casa
- Só vive para o trabalho e desliga da família
- Falta de carinho, de atenção, de pequenos gestos
- Etc

E os problemas "debaixo dos lençóis"?
Esses raramente se abordam  ou explicitam.
Uma vida sexual, envolta em carinho e doação, é fundamental para o bom funcionamento da vida conjugal. É porto seguro, é alento de corpo e de alma, é envolvimento, é satisfação, é superação, é encantamento. Quanto precisam os casais de investir neste aspecto!
Se a vida íntima do casal funcionar bem e em crescendo, será que os outros problemas atingem a relevância que por vezes aparentam?


As minhas vizinhas de viagem não deambularam por este tema, pelo menos que  me tivesse apercebido. Ficaram por outros (também debaixo dos lençóis). Certamente importantes.


A vida em casal não é propriamente fácil, mas bela e desafiante, onde o que há a conquistar é sempre mais do que o que foi conquistado.
Não é o casamento uma aventura a dois?
Mais bela e realizante se o casal aceitar que Deus caminhe com eles.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

3 novos Padres para a nossa Diocese

No primeiro domingo de julho, dia 2, a nossa diocese viverá com alegria a ordenação sacerdotal dos seus três diáconos:
-  Ângelo Santos,
- Diogo Rodrigues,
-  Luís Rafael.
A celebração decorrerá na Sé, em Lamego, sob a presidência de D. António Couto, a partir das 16h. Na semana imediatamente anterior, os nossos diáconos viverão o seu retiro espiritual no Mosteiro de Singeverga, sob a orientação dos padres beneditinos.
O Diácono Ângelo Santos é meu conterrâneo. Seremos então 3 os sacerdotes diocesanos de Vila Nova do Souto d'El-Rei.
Infelizmente, não poderei estar na Ordenação Sacerdotal nem na Missa Nova do meu conterrâneo. Mas é por um bom motivo: Novena e Festa de Santa Helena.
Estarei unido a eles pela oração, que é a forma mais sublime de comunhão.
Força, jovens que ides ser ordenados! A igreja precisa do "vosso sangue na guelra", do vosso entusiasmo, do vosso ardor apostólico.

O filme "A Cabana", baseado no famoso livro de Willian P. Young, chega ao cinema


Não é um filme católico. E ainda que se apresente como um filme de temática cristã, pelos diversos erros teológicos, não o enquadraria como um filme religioso, no máximo um filme com muita religiosidade (até porque vemos no enredo que Deus seria contra as religiões).


Veja aqui informação sobre este filme.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Dada a importância para a vida das pessoas, aqui publicamos o Edital sobre a Revisão do Plano Diretor Municipal - Tarouca


Quem foi São João Batista?

São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a 6 quilómetros do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. São João Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Na sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.
A importância de São João Batista
São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas do Antigo Testamento.
Nascimento milagroso de São João Batista
A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.
Isabel e a Ave Maria
Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu-se no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação à Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Esta saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave Maria.
Vida no deserto
Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.
O batismo de Jesus
Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). Noutra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.
Prisão e morte de João Batista
Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adúltera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes no seu governo.
São Marcos  narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)
Devoção a São João Batista
São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.
Oração a São João Batista
São João Batista, voz que clama no deserto, endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias. Ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão  daquele que vós anunciaste com estas palavras: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo. São João Batista rogai por nós. Amen.
Fonte:  aqui

quinta-feira, 22 de junho de 2017

“Além deste infortúnio e desta desgraça, ainda há pessoas que têm a lata de vir roubar os nossos velhinhos que perderam tudo e só ficaram com a roupa no corpo”

Pedrógão: Bombeiros, Segurança Social e Santa Casa alertam
para falsos técnicos,
falsas contas solidárias
e assaltos
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande alertou hoje a população para a vaga de assaltos nas aldeias evacuadas devido ao incêndio que lavrou no concelho e pediu atenção ao surgimento de falsos técnicos de apoio, assim como de falsas contas solidárias.
Quero lançar um alerta para a nossa população por causa de duas situações que estão a acontecer: uma delas foi inicial, em que as pessoas foram retiradas das suas aldeias e houve grupos que sabiam que as aldeias tinham sido evacuadas e assaltaram essas casas”, disse à agência Lusa o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Carlos David.
Ao mesmo tempo, chegou ao conhecimento deste responsável “que existem falsos técnicos no terreno, identificados como voluntários, e que querem entrar dentro das casas das pessoas para ajudar e depois assaltam-nas”.
“Atenção, não acreditem, nós estamos a desenvolver um plano de ação que é centralizado nas Juntas de Freguesia […] e em duas ou três associações aqui do concelho”, acrescentou, solicitando à população para estar atenta a “caras estranhas”.
Acresce que, segundo o representante, “há contas falsas na internet de ‘Os amigos de Pedrógão’ e de ‘Os unidos de Pedrógão’”.
“Isso é tudo vigarice, isso é tudo falso”, realçou.
O mesmo tipo de alertas foi já realizado pela Segurança Social e pela Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande.
Carlos David reconheceu que “as pessoas estão a ser apanhadas de surpresa com esta onda de solidariedade que está a surgir”, mas pediu cautela.
“Além deste infortúnio e desta desgraça, ainda há pessoas que têm a lata de vir roubar os nossos velhinhos que perderam tudo e só ficaram com a roupa no corpo”, condenou.
Carlos David indicou ainda que quem quiser ajudar deve entrar em contacto direto com a corporação.
Fonte: aqui

terça-feira, 20 de junho de 2017

Quem são realmente os heróis?

Foto de Joaquim Correia Duarte.
QUEM SÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DA PÁTRIA?
A QUEM DEVIA O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA DAR MEDALHAS, IMPOR FITAS, E ATRIBUIR CONDECORAÇÕES?
Não era a estes homens e mulheres que expõem a sua vida para salvar a vida e os bens dos outros? Junto dos médicos socorristas, os senhores enfermeiros, gente tão dedicada no serviço a quem sofre de dores, e de lágrimas.

Malcriado? Pecador?

Oxalá nenhuma pessoa fosse nem malcriado nem pecador.
Mas se se tivesse que escolher entre os dois, era preferível não ser pecador.
O próprio Cristo chamou "raposa" a Herodes e "satanás" a Pedro quando este insistia em se agarrar às ideias preconcebidas do tempo em vez de se abrir ao plano de Deus.
Muitas vezes uma palavra  incorreta não significa mais do que um desabafo perante uma situação difícil, não exprime qualquer má intenção, nem sequer mau coração.
Há olhares, atitudes, gestos e silêncios muito mais ofensivos do que um palavrão.
Há pessoas que se escandalizam perante uma palavra feia, mas não se escandalizam perante a omissão, a injustiça, a hipocrisia, o silêncio cúmplice, o egoísmo, a indiferença, o farisaísmo...
O pecado está no interior do coração, pois como diz Jesus "Pois é de dentro do coração dos homens que procedem aos maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os furtos, os homicídios, os adultérios,..." (Mc 7,21)
Tanta gente preocupada com as aparências em vez de se preocupar com o coração!
E Cristo continua, como sempre,  a ter razão: "Não julgueis e não sereis julgados".
Sermos pessoas corretas, também na linguagem, é um esforço louvabilíssimo.
Sermos pessoas que sempre lutam para vencer o pecado é uma exigência do Evangelho.
Mas não confundamos as duas coisas.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

RÉQUIEM POR PEDROGÃO GRANDE

Nuno Gomes Oliveira, biólogo e ambientalista português, escreveu hoje um post no Facebook com o título “Requiem por Pedrógão Grande”, e que ficou viral nas últimas horas.

"A culpa, dizem-nos, pode ter sido de uma “trovoada seca” associada a uma onda de calor e ao nosso clima mediterrânico.
Não foi, com certeza, da monocultura florestal, que na zona em questão é essencialmente monocultura de eucalipto.
A culpa não foi do desordenamento florestal e territorial.
A culpa não foi da destruição dos serviços florestais praticada ao longo de décadas por sucessivos governos;
A culpa não foi de quem acabou com os guardas florestais que estavam estrategicamente espalhados por todos os perímetros florestais, dando corpo a uma rede de vigilância que nada veio substituir.
A culpa não foi da desertificação do interior e da falta de medidas para a contrariar.
A culpa não foi da ignorância e compadrio dos decisores que nos tem governado.
De quem a culpa não foi, seguramente, foi de quem perdeu a vida em Pedrógão Grande, porventura no regresso de uma visita à família ou de um passeio calmo, de fim-de-semana.
Sempre tivemos “trovoadas secas”, ondas de calor e clima mediterrânico; o problema não é o que sempre tivemos, mas o que não temos: prevenção, ordenamento territorial e florestal, coragem para travar e fazer regredir as monoculturas.
Em outubro vem as eleições e pouco depois o Inverno, e os decisores só se lembrarão dos fogos florestais no próximo Verão, quando outra tragédia nos vier estragar um Domingo e pôr todos os portugueses sensíveis com as lágrimas nos olhos."
Nuno Gomes Oliveira

domingo, 18 de junho de 2017

Uma semana carregada!

Numa semana arrasadora para mim, um tema sobressai: 61 mortos no incêndio de Pedrógão Grande.

Incêndio em Pedrógão Grande
Sessenta e um mortos! Incrível.
A culpa não pode morrer solteira. Não venham com a explicação do calor, da pouca humidade no ar, dos ventos, da trovoada seca ou da morfologia do terreno... Pode agravar, mas não explica tudo.
Depois de anos e anos a ser bombardeado pelo flagelo dos incêndios, Portugal precisa de uma explicação capaz, coerente, convincente.
Mais, o governo - todinho! - a oposição, os deputados, deviam estar neste momento no terreno a pedir desculpa ao povo português. Cheios de beijinhos e abraços na propaganda eleitoral, cheios da ausência dos políticos quando o povo sofre (O Presidente e um ou outro esteve presente, mas tal não chega...)
O que falhou? Quem falhou?  Quem vai ser responsabilizado diante da justiça? Que leis tem feito o Parlamento? Como tem implantado o Governo no terreno a legislação adequada? E as Câmaras? A Proteção Civil?
Não, não é possível que, num país martirizado por incêndios, se deixem morrer 61 pessoas num incêndio!!!
E a Justiça? A investigação? Não atiremos apenas e só a culpa aos pirómanos, aos drogaditos e a pessoas dementes que, porventura a troco de tostões, incendeiam. Que interesses estão por trás de tudo isto?  Que lóbis continuam, por trás da cortina, a reduzir o país a cinzas? A Justiça não chega lá, porquê?
Já para não falar de espécies não autóctones, da falta de limpeza das matas e de trilhos acessíveis...
Neste momento a nossa oração pelos falecidos e pelos que ficaram com a alma a sangrar.
Mas que os cidadãos nunca se calem e exijam explicações e ações futuras para que desgraças destas não mais aconteçam.
Semana complicada
Que semana! Diz o povo que uma desgraça nunca vem só. Pois, a semana já era complicada, mas apareceram outros fatores agravantes, não previstos.
Não, não foram desgraças, foram trabalhos. Funerais, Missas de 7º Dia, andanças pelas repartições públicas, imensos contactos estabelecidos em virtude de situações imprevistas ou previstas...
Ensaios, encontros, organização, elaboração de documentos, burocracias... O Crisma e Profissão de Fé, realizados em 15 de junho, absorveram até ao tutano a minha atenção. Foi a 1ª vez, em 26 anos, que as duas festas se realizaram simultaneamente e abrangendo o Centro Paroquial e a Igreja Paroquial, com toda a carga logística e organizativa que isso significa.
Felizmente apareceu um grupo disposto a embelezar as ruas por onde ia passar o Santíssimo.  Mas isso também me obrigou a explicar, a motivar...
Depois a Peregrinação a Fátima, num contexto de noites sem praticamente ter dormido em virtude do stress. Felizmente correu bem e as nossa gente foi impecável.
Hoje, além das Missas normais, festa em Arguedeira,  terço  e Missa do 3ª domingo em Santa Helena. Tive que tomar 2 cafés para me aguentar. Cheguei absolutamente exausto, sem poder mais.
Valeu-me que encontrei um grupinho da catequese que tinha resolvido passar este domingo em Santa Helena, apesar dos pequenos já estarem de férias. Os pequenos da catequese funcionam para mim como um suplemento de energia. Ao estar com eles, esqueci as preocupações e senti-me muito bem.
Com os miúdos e os jovens, posso ralhar, perder a paciência, enervar-me. Mas sinto-me sempre feliz. Estes pequeno grupo do 8º ano, com suas catequistas, foi fantástico. Foram carinhosos, agradecidos, colaborantes. Obrigado, meus amigos. Quanto bem me fez a vossa companhia!
Também apreciei e louvei o trabalho da Comissão em Santa Helena, especialmente nestes dias do campeonato nacional de DownHill .
Tudo correu bem?
No geral, sim. Por isso estou contente a grato a todos os que colaboraram.
Excetuam-se três coisas:
- Vi muitos pais a comungar com os filhos e vi poucos pais a confessar-se. Podem sempre dizer que se confessaram fora... Pelo número, deixa-me de pé atrás e pouco convencido. Não se brinca com Aquele que nos leva muito a série e que sempre nos conhece totalmente. Já diz a Escritura: “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.” (1Co 11. 27).
FÉ não é mundanizar o cristianismo, é cristianizar o mundo.
- A Procissão do Santíssimo este longe do desejável.  Por isto: muita gente a ver passar e a tirar fotos. Sabiam que não o podem fazer?
A procissão do Santíssimo é a procissão das procissões. Não é uma imagem, é o próprio Cristo que passa.
Não é para estar a ver passar, é para ACOMPANHAR, rezar, louvar, cantar, guardar silêncio.
Muito temos todos que caminhar e ajudar a caminhar!!!
- Há gente que continua a ver a Igreja como "um supermercado de sacramentos". A Igreja é o povo de Deus em comunhão (comum união).
Na Igreja não há escravos, há serviços.
Muitas vezes as comunidades pensam que o padre é seu escravo. Querem as suas tradições e tradiçõezinhas, as suas festas e festinhas, sem terem minimamente em conta que o padre que os serve não é escravo. É pessoa!
A nossa Serra

Na peregrinação a Fátima e no dia de hoje, vivi esta inquietação: que queremos para a nossa Serra?
Sem politicas nem politiquices. Apenas como cidadão.
Preocupa-me a pergunta e sobretudo o que o futuro poderá dizer.
Que Serra queremos deixar?
Uma Serra espaço de silêncio, de respiração de alma, de encontro connosco mesmo e com Deus ou uma Serra barulhenta, poluída pelo barulho e pela confusão? É que para isto há outros locais...
A Serra precisa de oferecer condições às pessoas que queiram vir e usufruir da beleza reconfortante do lugar. Unidades hoteleiras e de fixação.
O que não precisará é de barulho e confusão.
"Que queremos para a nossa Serra?
Pensemos nisto atempadamente e antes que seja tarde. Como cidadãos e amigos desta terra. Apenas nesta condição.
Da resposta que dermos ou deixarmos de dar, seremos julgados pelo futuro. E o futuro é já amanhã.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Papéis, papéis e papéis ou uma burocracia monstra...


Precisei de me descolar a diversas instituições públicas para resolver assuntos quer do foro individual quer do foro paroquial.
Começo por salientar, porque é justo, que encontrei gente capaz, simpática, competente e atenciosa. Só tenho que ressaltar isto, porque foi o que aconteceu.
Mas a burocracia, seja ela em forma de papéis seja em formato digital, persegue-nos como leão pronto a abocanhar a vítima. E isto não é culpa de quem presta o serviço, é do Estado. Um Estado burocrático, pesado, caro, sempre desconfiado dos cidadãos.
Cartão de cidadão sempre na mão, acompanhado aqui e ali de outros documentos, o cidadão encharca-se de papéis levados e trazidos. Ah! E bolso sempre recheado, porque quase tudo se paga. Aqui 40€, acolá 30€, depois 20€, etc. Ora 30€ são seis contos! Parece pouco, mas é muito dinheiro. Num ou noutro caso de serviços públicos, porque se é beneficiário de um outro sistema, os custos são mais baixos ou inexistentes.  Será caso para dizer que não se pagou agora porque já se pagou noutros tempos...
Quantos horas perde o cidadão e a produtividade nacional com a burocracia? Será que está feita esta contabilidade?
Quanto tempo de espera! Quantos nervos em franja? Quanto saltitar de repartição para repartição? Não, a culpa não é dos funcionários, É DA GORDA BUROCRACIA!
Qual Simplex! Se uma pessoa obesa que peça 120 kl, passar a pesar 118 kl deixa de ser obesa?
Claro que existe o livro de reclamações. Mas utilizá-lo para quê? Pensa que o Estado se preocupa e faz mea culpa? Quando muito, pode chatear funcionários que não têm culpa...
Um partido sério que seriamente se comprometesse a reduzir a sério, repito, a sério, a burocracia, devia poder contar com elevada votação nas próximas legislativas.
E se querem que seja sincero, também sou dos que acham que na Igreja há burocracia a mais. Menos papéis, senhores do Estado e de outras instituições públicas.
Então se tem a ousadia de apresentar uma candidatura a serviços do Estado, prepare-se! É desesperante tanto, tanto, tanto papel!!! E se não tiver quem o ajude, quem colabore, então depois de apresentar a candidatura, prepare uma consulta no psiquiatra...
E atenção, a candidatura pode depois nem ser aprovada ou então demorar uma eternidade.
Estou a falar de candidaturas viradas para o empreendedorismo, a preservação ou construção de património de interesse público.
No meio de tudo o que vemos e ouvimos, hoje nem fui dos mais queixosos. No geral, nem esperei muito tempo, fui bem atendido e, quanto a candidaturas, tenho tido gente e instituições que só posso elogiar.
Mas recordo que há anos no Algarve, esperei 19 horas em hospitais públicos para que me fosse retirada da garganta uma espinha de peixe. Confesso que, partir daí, perdi toda a vontade de comer Dourada...

Ao encerrar o presente ano catequético, a gratidão

Aos catequistas:
 D. Alda, Coordenadora da Catequese ;  
Telma, Beatriz e D. Belinha ;
D. São e Susana;
 Sr. Luis e D. Cláudia ;
 D. Isabel; D. Lúcia e D. Marina ;
D. Fininha e Drª Judite ;
 D. Alice, D. Palmira e Enf. Filipa ;
Drª Lurdes e Mónica ;
D. Cândida e Drª  Carla Ribeiro ;
 Dr. César, Patrícia e Bruna;
 Dr. Tozé e D. Cristina
Muito obrigado. Parabéns!
Eles acolhem os catequizandos e fazem semanalmente o melhor que podem e sabem.
Eles são absolutamente voluntários. A não ser um sorriso, a felicidade de ver os seus catequizando crescer como pessoas e como cristãos, nada recebem. Pelo contrário, muitas vezes dão do que é seu.
Eles arranjam tempo mesmo quando o tempo falta.
Eles dinamizaram a Festa da Catequese no dia 27 de novembro, altura da inauguração do Centro Paroquial.
Eles "deram o litro" por alturas da Festinha do Pai Nosso, da 1ª Comunhão, da Profissão de Fé e do Crisma,  da Peregrinação das Crianças a Fátima, da estada dos adolescentes em Santa Helena...
Eles escutam,  preocupam-se, acompanham sem andar com altifalante atrás...
Eles dinamizaram, motivaram e estimularam os catequizandos -  e participaram também - nas Procissões da Semana Santa.
Eles, sempre que podem, levam os meninos ao Lar, numa aula descentrada na vida.
Eles abrem as suas salas aos pais, dialogam com eles, visando sempre o crescimento humano e cristão dos educandos.
Eles insistem e persistem junto dos mais novos na necessidade da Eucaristia semanal.
Eles preocupam-se, enervam-se e desgastam-se porque nem sempre os resultados são os esperados.
Eles amam Jesus Cristo e por isso não desistem de O anunciar e de ajudar os catequizandos a amá-l'O cada vez mais.
Em virtude da sua fé e do amor aos pequenos, eles gostam da catequese e demonstram vontade de ir cada vez mais longe.
Em nome dos 348 catequizandos da Paróquia, de seus pais e da comunidade paroquial, agradecemos-vos, exaltamos o vosso serviço.
Daqui a um tempinho, voltaremos para mais um ano de catequese. Com a mesma alegria, a mesma disponibilidade, crescente vontade de fazer melhor. Ou não fossem estes catequistas da Paróquia de S. Pedro de Tarouca.
Prá frente, minha gente!
Aquele abraço.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Cansaditos, mas pronto para a alegria da Festa!

Fim-de-ano escolar e pastoral.
Cansaço geral. Miúdos, catequista, pároco, ensaiadores.
Contudo todos têm dado o seu melhor. E isso é o mais importante.
Tenho a certeza que amanhã cada um vai dar o seu melhor.
Estes 80 jovens do Crisma e Prof. de Fé merecem e vão estar no seu melhor.
Força, pequenos!


Vinde, vinde, tudo está preparado!

Quinta-Feira
Corpo de Deus
Procissão do Santíssimo
Crisma
Prof. de Fé

Centro Paroquial, 10h



Palavra que não cabe no vocabulário atual: CONVERSÃO


As pessoas têm muita dificuldade em assumir os seus erros e responsabilidades. E mais ainda, a necessidade de mudança de vida, de conversão.
Talvez porque se olha demasiado para fora e quase nada para dentro. A introspeção, a auto-análise, o exame de consciência não integram, geralmente,  os hábitos do homem moderno.
Por isso, é mais fácil arranjar culpados fora. Aliás cada um é ótimo advogado de si mesmo e implacável acusador dos outros...
O menino porta-se mal na escola? A culpa é da situação económica, dos pais, da sociedade...
O trabalhador é um mau profissional? A culpa é dos baixos ordenados, do patrão que não motiva, dos problemas familiares...
Aquela pessoa não tem educação? A culpa é da família, do temperamento, das vicissitudes da vida...
O casamento corre mal? A culpa é da sogra, do trabalho, dele que é isto e aquilo, dela que é isto e aquilo...
O aluno tem notas baixas? A culpa é dos professores, da escola, das companhias...
O empresário é mau? A culpa é dos trabalhadores, das leis, da burocracia, da concorrência...
Não vivo nem pratico a fé? A culpa é da falta de tempo, dos padres, dos que lá vão...
Dou-me mal com os vizinhos? A culpa é deles que são picuinhas, egoístas, más línguas...
Entro em esquemas que não são éticos? A culpa é da sociedade, a pessoa tem que se safar, é preciso é subir na vida...
Etc, etc, etc


A mudança que tanto se reclama tem de partir de cada um de nós, da mudança de vida, da conversão. Muitos vezes exigimos mudança, mas desde que ela não nos toque...
Daí que a pessoa só seja verdadeiramente Pessoa na medida em que é capaz de olhar fundo e largo para dentro de si, auto-examinando-se, fazendo exame de consciência, enxergando-se, sem medo dos seus próprios defeitos, lacunas e limites.
Aqui pode começar, quando a pessoa tem verdadeiro estofo interior, o caminho da conversão, da mudança.
Não deixa de ser sintomático que as primeiras palavras de Jesus, ao iniciar a sua vida pública tenham sido exatamente estas: "Convertei- vos e crede no Evangelho" (Mc 1, 15).

domingo, 11 de junho de 2017

Sérgio Conceição. Há dias disse aqui que me agradava a escolha. Agora fiquei a admirá-lo mais...

Sérgio Conceição apresentado como treinador do Futebol Clube do Porto (08/06/17)
 
 Em 5 de junho, escrevi no Asas da Montanha: "... pela primeira vez em alguns anos, digo que me agrada a escolha. Entre os treinadores apresentados como possíveis, Sérgio Conceição é aquele que me suscita mais confiança. Acredito (...) este treinador é bem capaz de nos surpreender agradavelmente."

Tive acesso a uma entrevista que Sérgio Conceição a FLASH! no Verão passado onde ele aborda temas como a família, os filhos, a fé, a perda dos pais, a educação, a sua maneira de estar na vida e no desporto.
 
A esposa e os filhos
Com a mulher, Liliana, com quem começou a namorar na adolescência. Apaixonados,
 nunca mais se largaram e são um casal feliz.
Com a mulher e os cinco filhos. Junto o fiel amigo
 
"Vim de uma família assim. Quando conheci a Liliana tinha 14 anos. Casámos cedo, ela tinha 17 e eu 20.Sempre quisemos ter filhos. É verdade que andámos à procura da menina mas de qualquer maneira somos extremamente unidos e felizes com os nossos cinco rapazes. Estamos muito satisfeitos, não fossem as cinco cesarianas e certamente pensaríamos em ter mais."
 
"Abdico de muitas coisas que gosto de fazer para dispensar algum tempo para os meus filhos. As férias são o momento em que podemos estar mais tempo juntos. A minha profissão faz com que esteja fora muitas vezes e a Liliana tem sido uma mãe fantástica."
 
"Sou um pai muito rigoroso. Têm metas e objectivos naquilo que fazem. Sou muito exigente nisso. Não sou o pai que dá sem ter nada em troca. É importante fazê-los sentir que as coisas não são fáceis. A minha família continua a ser bastante humilde, percebendo que nenhum dinheiro do mundo faz a diferença entre as pessoas. Orgulho-me deles serem humildes e simples na forma de estar."
 
Os pais
"Tive uma infância muito difícil. Perdi os meus pais muito jovem. Tinha 16 anos quando perdi o meu pai e 18 quando perdi a minha mãe. Foi um golpe duro porque sou de famílias extremamente humildes. Era como todos os jovens adolescentes, cheio de sonhos. Foi toda essa dificuldade que fez com me revoltasse com a própria vida. Não foi um momento nada fácil."
 
"Eram pessoas bastante humildes que trabalhavam para sustentar uma família numerosa. Éramos oito irmãos e houve momentos muito complicados."
 
A Fé
"Todos os dias me agarro a Deus. Ao domingo vou à missa, sou praticante com muito orgulho. A religião faz parte da minha vida e da dos meus filhos. Incuto-lhes esse meu estado de espírito. Sentimo-nos preenchidos com aquilo que é a nossa fé."
 
Solidário
"Ajudo há muitos  anos. Tenho alguns centros que ajudo em Coimbra. São coisas feitas de coração, que sinto necessidade de fazer.
Sentir que posso ajudar miúdos que estão na mesma situação que eu e não o fazer é sentir que não estou a cumprir uma missão. Graças a Deus posso ajudar e faço-o com todo o gosto."
 
Paixão pela profissão
"Sou muito apaixonado por aquilo que faço. Passo o dia inteiro no clube, a preparar tudo ao pormenor. Ser treinador de futebol é apaixonante, é fantástico mas também muito exigente no que diz respeito ao tempo que se dedica a esta profissão.
É mais ambição! Muita vontade, acreditar e um foco permanente naquilo que sou na minha vida profissional. Com todos os erros, todas as coisas negativas. Dou o corpo às balas, assumo sempre os meus erros mas não me desvio daquilo que é o meu caminho."
 
Futebol, mundo cruel
"É difícil. Não estou a cuspir no prato onde como. É um mundo de mentira, que envolve muito dinheiro e, por si só, existe essa hipocrisia. Como em todos os negócios que envolvem dinheiro. O lado bom continua a ser os jogadores, os espetáculos que nos proporcionam e a alegria que nos dá."
 
Pode ler aqui a entrevista completa.


sábado, 10 de junho de 2017

Por onde andam os nossos meninos?

Por Fátima e Santa Helena
Enquanto os mais novos(os canarinhos) participam na peregrinação das crianças a Fátima, os mais velhos andam por Santa Helena onde acampam.
Na manhã de hoje passei por Santa Helena, celebrámos a Santa Missa e almoçámos juntos. De tarde prosseguem as suas atividades sob a direção dos seus catequistas.
Está tudo a correr bem, felizmente.
Em Santa Helena alguns pais estão a participar. Uns ajudando na preparação do almoço (ajudar não significa substituir; apenas colaborar...). Outros irão mais tarde.
Mais do que compartimentar, é preciso unir. Adultos e jovens, undidos na diversidade da ajuda mútua.
P'rá frente, minha gente!

Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Foto de Centro Paroquial Santa Helena.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Um pouquinho de História desta Terra

"Pela arqueologia e a documentação escrita existente, ainda abundante, apesar de não tanto como no passado, é certo que TAROUCA tem uma fundação anterior à Nacionalidade, conquanto o seu assento primitivo tivesse sido primeiro ao norte, no recosto de um monte sobre a povoação de Dalvares, tão curiosa etnográfica e historicamente como a Vila. Na ver­tente ocidental deste monte ainda se vêem restos de paredes de edifícios muito espessas, e montes de pedras das mesmas. Mais ao alto, divisam-se vestígios de uma povoação do tipo citânia (casas circulares, etc.) inexplorada, e, na curva do monte, um forte muro de castro. Parece que devido a este foi a primitiva TAROUCA designada Castro Rei (pois é ainda o nome do Monte)."


"Infelizmente, do vasto castelo e cerca da actual Vila, cuja alcáçova se encontrava no inexpugnável morro ainda chamado Alcácima (isto é, alcáçova), em que ela se encosta gracio­samente do lado sul, nada existe, mas deles havia ainda grandes restos há duzentos anos; e ainda do século XV há notícias da Vila cercada de muralhas, com suas portas."


"Ainda são nela (Vila) visíveis e rasteáveis edificações da Idade Média, ocupando o primeiro lugar a Igreja Paroquial de S. PEDRO DE TAROUCA, que é monumento nacional, com notáveis sobrevivências românicas (pórtico lateral e frontal, valiosos pelos seus ornatos, cachorrada com o seu simbolismo 200 ou fitomórfico, etc.), e, no interior, além da valiosa talha, um precioso túmulo do século XVI, ainda influenciado na sua exuberante decoração pelo manuelino."
A.de Almeida Fernandes (1955)

terça-feira, 6 de junho de 2017

Viseu é a segunda diocese melhor posicionada em número de párocos em proporção ao número de paróquias, logo a seguir à de Lamego.


“Ai das dioceses se os padres se reformassem aos 75 anos”, alerta o bispo de Viseu. D. Ilídio Leandro prevê ter daqui a oito anos menos de metade dos sacerdotes que tem actualmente.
 
Veja aqui

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Há quanto tempo, neste meu cantinho, não ando eu a dizer isto!?


É quase unânime na nossa casa: Pinto da Costa, o maior dirigente desportivo português de todos os tempos e um dos maiores a nível mundial, está cansado, gasto e ultrapassado pela idade, pelo tempo e pela força da vida. É da história, que, infelizmente há grandes lideres que no momento de abandonar, pura e simplesmente não o conseguem. Acham-se divinos e eternos. Sem eles é o dilúvio, o apocalipse, recusando ver que nada fazem nem deixam fazer, caminhando rumo a um abismo que vai alargando, alargando até à queda total num precipício de custos enormes para todos. E a realidade, a falta de bom senso, leva-nos todos atrás!
O facto é que tornámo-nos insatisfeitos, exigentes e demagogos, perdendo uma qualidade que nos deveria nortear: o bom senso! Desesperados, começamos a vociferar, a deixar de raciocinar, as emoções substituem a razão! E então, com os nervos à flor da pele, queremos um treinador igual ao que sentimos no momento! Chegamos ao cúmulo de pedir treinadores como Manuel José, Jorge Jesus, Lito Vidigal, Paulo Sousa, Marco Silva! E acabamos por ter mais do mesmo: treinadores jovens mas que nesta nau caem borda fora na pior das tormentas. Paulo Fonseca, Lopetegui, Peseiro - desgraçadamente sem tempo para algo de visível, ao menos não nos deixou ser humilhados na Luz - Rui Barros, o eterno apanha-cacos e Nuno Espírito Santo, o treinador galante.
Gente que há uns anos seriam de todo impensáveis na mente do Dragão, tornaram-se imprescindíveis como se fossem a última coca-cola no deserto!
E pelo andar da carruagem, a SAD, ou mais exactamente Pinto da Costa(PdC), esvaziado de um poder que teve, mas que agora dorme bem aconchegadinho no Museu do F.C. Porto, faz de Sérgio Conceição, o último Mourinho, Artur Jorge ou André Villas-Boas! A SAD caminha alegremente entre a devassa financeira do clube e o enchimento da carteira dos seus administradores, que até recebem prémios por ficarem em 3º lugar! Por isso que moral temos nós por ver festejar um empate no estádio da Luz? Fomos demasiado severos a criticar Angelinos, Baías, Jorge Costas e outros que viram o que estava a acontecer. Agora choramos lágrimas de crocodilo, por ver que estes tinham razão - mesmo que as expusessem em lugares errados, isso é testo de outra panela!
Fernando Gomes que já vai, creio eu no 4º empréstimo obrigacionista, é melhor gestor que Angelino Ferreira? É, e seguindo à letra as palavras de PdC, Gomes portista de coração com a paixão pelo cargo que PdC exige aos seus administradores?
É Alexandre Pinto da Costa um vulgo intermediário/comissionista/olheiro/filho do presidente com capacidade de decisão, que levou ao rompimento de Antero, numa luta entre os dois, mas que nós sempre negamos?
É António Oliveira persona non grata, até para o escriba destas palavras, só porque tem uma coluna no Record e é um actual opositor? a PdC, mas que tem na sua vida pessoal tão ao mais talento que na sua vida de jogador?
É MST, um portista barato só porque escreve na Bola, descasca forte e feio nos treinadores, jogadores e SAD, que nós adeptos fazemos sempre, que até lhe valeram um ridículo processo judicial por parte desta capitalista SAD, mas onde se esqueceram que foi uma das mais heroicas e valentes vozes na defesa do clube contra o encomendado Apito Dourado? Andamos todos a navegar no senso comum da idolatria de um treinador banal, vulgar que tem como única referência a irreverência! Andamos a assistir a uma novela franco-lusa por um treinador petit lá do sítio, que salvou um Tondela francês! E a SAD cheia de caruncho, rodeada de abutres bajuladores, vai atrás desta falta de bom senso, onde gritar mais alto, falar mal e dizer palavrões, mas que ao mesmo tempo se sentiu ofendido na dignidade por ter de jogar contra nós com a falácia de um contrato pré-assinado, levando o jogo a um nível de Champions, coisa que depois não faria nem de perto ao ser espoliado na Luz e humilhado a uma goleada em Alvalade!
Anda o Universo Portista a combater cartilhas e agora tem uma que não passa de um choradinho de mau gosto. Como alguém disse, o problema não está em cair. Está em se levantar. E a SAD estatelou-se ao comprido. Aproveitou a queda e bate forte uma soneca! Fico chocado com alguns portistas que dizem que não vão ver mais jogos ou que desistem de sócio, mas vistas as razões à lupa, como eu os compreendo! Pode haver mais bom senso num único homem que em toda uma multidão. Por isso digo, até quando vamos suportar este declínios dos deuses? E agora, ao que tudo se conjuga seja o Sérgio o nosso treinador, venha PdC cabotinamente dizer que jamais falou com outros e que SC é e foi sempre a sua 1ª escolha! É que já não há pachorra!
Que o sucesso do Sérgio seja o nosso sucesso.
Felisberto Costa, aqui
Foto: Internet




Só uma nota:
Ainda não foi apresentado oficialmente. Mas se vier a ser o treinador do Futebol Clube do Porto, pela primeira vez em alguns anos, digo que me agrada a escolha. Entre os treinadores apresentados como possíveis, Sérgio Conceição é aquele que me suscita mais confiança. Acredito que, pese embora a estrutura, com o apoio dos adeptos, este treinador é bem capaz de nos surpreender agradavelmente.
Raça, coragem, instinto portista, combatividade, poder motivador, penso que não lhe faltam.
É neste aspeto, e só neste, que divirjo do articulista que acima transcrevi.
Levanta-te, Porto! Acorda, Porto!
Tenho saudades de ver esvoaçar, vitoriosa e bela, a ímpar bandeira azul e branca!

domingo, 4 de junho de 2017

Reunião de Arciprestado


Na tardinha desta dia 4 de junho, reuniram  sacerdotes do Arciprestado de Armamar/Tarouca no Lar de São João Batista, concelho de Armamar.
Após um momento de oração, os presentes tomaram conhecimento e receberam esclarecimentos sobre a  Peregrinação Diocesana a Fátima, no próximo dia 17 deste mês.
Debateu-se seguidamente o contributo desta Arciprestado para o próximo  Plano Pastoral Diocesano cujo tema é "Ide e amai-vos uns aos outros como eu vos ameis. "
Os presentes sugeriram contribuições, debateram-nas e delinearam maneiras de as tornarem operacionais.
Os sacerdotes partilharam preocupações, dificuldades e portas de saída para a sua ultrapassagem. Particular enfoque mereceram o analfabetismo cristão de muitas pessoas, a falta de coerência entre a fé e a vida, a insensibilidade cristã patenteada por tanta e cada vez mais gente. Como responder? Foi a grande questão partilhada...
O encontro terminou com uma refeição fraterna onde a simplicidade, a alegria e o convívio escorreram naturalmente.

sábado, 3 de junho de 2017