sábado, 28 de fevereiro de 2009

Assim vai este país!

Quando se fala dos números do desemprego, a verdade obriga a que se fale também da onda emigrante
O número de portugueses emigrantes na Suíça aumentou em 13 844 no último ano, totalizando 207 mil. Os dados agora divulgados pelo Gabinete Federal das Migrações helvético vêm ao encontro de informações de outros organismos estatísticos.
De acordo com os últimos dados do Eurostat, referentes a 2006, 40 mil portugueses escolheram viver nos restantes 26 países da União Europeia.

E o desemprego em Portugal está nos números que está... O que aconteceria se não houvesse esta vaga massiva de emigrantes!!!
Qualquer diga, o último português a atravessar a fronteira que apague a luz e feche a porta...

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Pobreza aumenta
É uma realidade incontornável. O número de pobres está a aumentar na cidade do Porto. O presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, Fernando Amaral, disse que "35 por cento da população da maior freguesia do Porto vive abaixo do limiar da pobreza".
Sendo certo de que é em Campanhã que se situam alguns dos bairros mais problemáticos da cidade, como o Cerco ou o Lagarteiro, a verdade é que, assegura o autarca, há muitos anos que não havia tanta gente necessitar de ajuda naquilo que é mais básico.
"Todos os dias chegam à Junta de Freguesia dezenas de pessoas a dizer que não têm dinheiro para pagar a renda da casa e muitas, sobretudo nos últimos dias do mês, dizem mesmo que não têm como dar de comer aos filhos", revelou Fernando Amaral.
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OS MINISTROS NÃO ESTÃO ACIMA DA LEI
A TVI noticiou que a Ministra da Educação pode ter de pagar um valor equivalente a 10% do salário mínimo por cada dia de incumprimento de uma decisão judicial, após acção movida por um grupo de professores da escola Secundária João de Araújo Correia, em Peso da Régua, que contestaram as eleições para o conselho executivo.
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José Sócrates "vai ter que explicar"
O actual secretário-geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e candidato único à presidência, João Palma, diz que o primeiro-ministro José Sócrates "vai ter que explicar" as suas referências a uma "campanha negra" no caso Freeport.
Segundo João Palma, seria normal que José Sócrates 'fosse mais explícito', explicando se considera haver uma campanha contra ele por parte do Ministério Público.
O único candidato à sucessão de António Cluny diz ainda que 'há uma tentativa de deslegitimar a acção do Ministério Público', acrescentando que os magistrados que têm em mãos a investigação do Freeport 'têm um menino nos braços que não é fácil de gerir'.
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E viva a política educativa deste governo!!!
A associação de pais da Escola Básica 2, 3 Ruy Belo de Monte Abraão (Sintra), quer contratar seguranças para atenuar o clima de violência entre alunos.
Quando temos um governo que governa para as sondagens e para as estatísticas e uns pais que se demitem do seu papel de educadores, dá nisto...
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“Não há operários para as obras do Governo”
Albano Ribeiro, Presidente do Sindicato da Construção Civil do Norte e Viseu, falou sobre a opção dos operários da construção portugueses pela Suíça, dizendo:
- Na verdade, não se trata de uma opção apenas pela Suíça mas sim por países como a França, a Inglaterra, a Noruega e outros...Uma mudança ditada pela crise no mercado espanhol, já que este era o preferido pelos portugueses até agora. Mas com os problemas no mercado imobiliário em Espanha, os portugueses estão a regressar em força.
E justificou que partem em busca de melhores salários. "Se em vez dos 531,50 euros de Portugal podem usufruir 1500 em Espanha ou 2500 em França, é natural que partam para melhor futuro."
Referindo-se às mega-obras anunciadas pelo Governo, acrescentou:
- O que prevejo é que se essas tais obras gigantescas forem para a frente não haverá operários portugueses especializados em número suficiente. Eles não virão da Europa para ganhar um terço do salário.
Fonte: Correio da Manhã

Responda ao inquérito!

Agradeço que responda ao inquérito sobre a Quaresma que se encontra ao fundo da página.
Muito obrigado.

Mensagem do nosso Bispo para a Quaresma

"A atenção aos outros, com gestos de acolhimento e de solidariedade, sobretudo aos pobres, aos doentes, aos idosos que experimentam a solidão, aos mais fragilizados e tantas vezes esquecidos e marginalizados, numa disponibilidade desinteressada e numa generosa partilha de tempo, de presença ou de bens materiais, interligada com a interioridade conseguida pela oração, é outro meio de melhorarmos a vivência cristã deste santo tempo."

Leia aqui a mensagem toda:
http://www.diocese-lamego.pt/in-cio/51

Uma esperança maior do que muitas medidas por aí apregoadas

Nos dias difíceis que correm, a Quaresma é uma oportunidade para prestar uma ajuda silenciosa, discreta, de pessoa a pessoa, de vizinho a vizinho…

No arranque da Quaresma, o Cardeal Patriarca deixou-nos esta provocação: Renunciar para distribuir tem de ser a regra do nosso jejum, mas “que a tua mão esquerda não saiba o que faz a mão direita”!

Ora, que o jejum implica renúncia e partilha com os que mais precisam, é mais ou menos evidente para quem leva a vida a sério, agora, fazê-lo sem dar nas vistas, é muito mais difícil!

Como disse o Patriarca de Lisboa, começa a ser constante “a exuberância no anúncio de medidas financeiras, económicas, sociais, para responder à crise”.

Às vezes, isso até pode ser bom quando as medidas são correctas, mas o alerta do Patriarca é mais profundo.

Uma vez que não está ao nosso alcance resolver os grandes problemas, é sempre mais fácil apontar o dedo aos outros, chamá-los à responsabilidade, reinvidicar soluções que os outros têm de tomar… E nós?

O momento presente exige da nossa parte uma ajuda silenciosa, discreta, de pessoa a pessoa, de vizinho a vizinho…Discretos mas vigilantes.

E se ajudarmos, à nossa volta, em tudo o que pudermos, disse D. José Policarpo, manifestamos assim a nossa esperança de conversão.

Uma esperança maior do que muitas medidas por aí apregoadas.

Aura Miguel - RR on-line, 20090227

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

1º Domingo da Quaresma

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Estamos no início da QUARESMA.
Quaresma é o grande retiro espiritual dos cristãos em preparação para a festa da Páscoa.
É o coração do ano litúrgico e o cume da fé cristã.
É o nosso DESERTO para viver uma experiência mais forte de Deus...

As Leituras bíblicas sublinham dois aspectos da mesma realidade:
O Baptismo e a Conversão, isto é, a acção salvífica de Deus e a resposta humana.

A 1a Leitura nos apresenta a Quaresma de Noé. (Gn 9,8-15)

Através do dilúvio, que durou 40 dias e 40 noites, Deus purificou a humanidade corrompida.
O Dilúvio foi o grande baptismo de todo o Universo, que renasceu das águas para estabelecer uma nova Aliança.
E o arco-íris deixado por Deus no céu foi o sinal dessa Aliança, desse abraço entre o céu e a terra, entre Deus e os homens.

Na 2a Leitura, São Pedro nos lembra que as águas purificadoras do Dilúvio
são imagem das águas purificadoras do Baptismo. (1Pd 3,18-22)

O Evangelho nos fala da Quaresma de Jesus no Deserto. (Mc 1,12-15)

O episódio da TENTAÇÃO DE JESUS NO DESERTO, mais do que uma narrativa histórica, trata-se de uma Catequese.

- "O deserto", para os judeus, é o lugar privilegiado do encontro com Deus.
* Foi no deserto que o Povo experimentou o amor e a solicitude de Deus e foi no deserto que Deus propôs a Israel uma Aliança.
* Contudo, o deserto foi também o lugar da "prova", da "tentação".
No deserto Israel sentiu, várias vezes, a tentação de escolher caminhos contrários aos propostos por Deus…

- Para Jesus o "deserto" é o "lugar" do encontro com Deus e do discernimento dos seus projectos. E é o "lugar" da prova, enfrentando a tentação de abandonar Deus e de seguir outros caminhos.

- "Quarenta dias" é um número simbólico, que lembra o tempo da caminhada do Povo no deserto e a experiência de Moisés e de Elias.

- "Satanás" representa os que se opõem ao estabelecimento do seu Reino.
- "As tentações" simbolizam as provações que Jesus teve de enfrentar ao longo de toda a sua vida para se manter fiel à missão confiada por Deus.
Jesus confrontou-se com dois caminhos, com duas propostas de vida: ou viver na fidelidade aos projectos do Pai; ou frustrar os planos de Deus, enveredando por um caminho messiânico
de poder, de violência, de autoridade, ao jeito dos grandes deste mundo.

A vida de Jesus será uma luta constante de superação até a vitória definitiva na cruz, através da Ressurreição.
Jesus escolheu viver na obediência às propostas do Pai. Da sua opção, vai surgir um mundo de paz e de harmonia.

Após ser Baptizado e ter superado as Tentações do diabo no DESERTO, onde ficou por QUARENTA DIAS num clima de oração e penitência, Jesus inicia o seu trabalho apostólico, anunciando:
"O Reino já chegou... Convertei-vos e acreditai no Evangelho".
As mesmas palavras, que ouvimos quarta feira passada ao receber as cinzas e que são um resumo do espírito da Quaresma, que estamos a iniciar.

A nossa Quaresma:
No deserto da vida, todos somos continuamente tentados contra o projecto de Deus, contra a vida, a justiça e a Paz.
Nós também somos convidados à conversão e a crer no evangelho. Demonstramos isso, com gestos concretos, promovendo a Paz nas Pessoas, nas Famílias e na Comunidade

* QUARESMA é DILÚVIO e DESERTO.
- É Dilúvio que arranca o pecado e leva a construir a área de Salvação e é Sinal de que Deus está em Paz connosco.
- É Deserto pela espiritualidade do despojamento, que nos propõe.

* QUARESMA é CONVERTER-SE e CRER:
- "Converter-se" é muito mais que fazer penitências ou realizar privações momentâneas.
É fazer com Deus seja o centro de nossa existência e ocupe sempre o primeiro lugar.

- "Crer" não é apenas aceitar um conjunto de verdades intelectuais. É aderir à pessoa de Cristo, escutar a sua proposta, acolhê-la no coração e fazer dela o guia de nossa vida.

Gesto concreto:

- O que pretendo fazer nesse tempo sagrado da Quaresma?
- Planeei gestos concretos:
- Quais são os momentos especiais de Oração... de Deserto?
- Qual a minha Penitência, proveitosa para mim e agradável a Deus?
- Quais os actos de Caridade que pretendo realizar?
- O que poderia fazer para promover a Paz e a segurança, nas pessoas, na família e na comunidade?

Esse é o caminho, para que a Páscoa aconteça dentro de cada um de nós...

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O judeu e o milionário...

Um judeu, de sangue raríssimo, doou 1/2 litro de sangue a um milionário muito doente.
Para retribuir o gesto, o milionário deu ao judeu uma BMW acabadinho de sair do stand.
Dias depois, o milionário precisava de mais sangue. Avisou o judeu, que super-depressa foi ao hospital. Seria preciso mais 1 litro. O judeu falou:
- Se quiser, tire logo 3.
Assim foi; no dia seguinte o judeu recebe uma caixa do milionário contendo 3 croquetes. Ficou indignado! Foi pedir explicações ao milionário:
- Ora, da primeira vez, doei 1/2 litro e ganhei uma BMW. Na segunda vez, 3 litros e só ganhei 3 croquetes. Porquê?
O milionário retorquiu:
- Já se esqueceu que eu agora tenho sangue judeu?

Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados

Alunos indisciplinados - O exemplo britânico

Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. 'As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas.
Disse também que ' as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira'. Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos'. A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos.
Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'.
O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.
Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida.
As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.
(Enviado por email)

Aula ao vivo







Os alunos de História e Geografia de Portugal, 5º ano, fizeram hoje uma visita de estudo ao Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, acompanhados por alguns professores. Para que a visita fosse mais proveitosa, foi cada turma por sua vez. Acompanhei os meus alunos.
Em primeiro lugar, friso o facto de muitos alunos visitarem aquele monumento pela primeira vez. Tratando-se de um concelho com apenas dez freguesias e onde tudo é perto, custa a acreditar, mas é verdade. Tantas vezes que corremos para longe sem sequer conhecermos as maravilhas que temos à porta...
Sublinho também a disponibilidade do pároco de Salzedas que doou este dia para guiar os alunos na visita. Mais, vestiu-se de monge cisterciense para ajudar na compreensão da maneira de viver dos monges, o que impressionou os meus pequenitos. É conhecida a dedicação que o P.e Seixeira tem por aquele monumento e vê-se pela forma como o explica quanto o sente.
Os pequenos lá foram tomando notas, fizeram perguntas e mostraram interesse. Claro que à medida que o tempo ia passando, embora pouco aos olhos de um adulto, eles iam-se mostrando mais irrequietos. Mas sabemos como essa coisa de concentração não é o forte dos nossos miúdos, adolescentes e jovens. Parece que já nasceram cansados para escutar!
Penso que foi muito importante para os alunos esta experiência, até porque lhes permitiu vivenciar conceitos que de outra forma teriam dificuldade em assimilar. Por exemplo, ninguém imagina a dificuldade que é para eles compreender a ideia de claustro. Viveram, sentiram, compreenderam.
Penso que a minha escola e escolas à volta jamais se deveriam dispensar de uma visita a este maná histórico, verdadeiramente único, que é o concelho de Tarouca nos seus diversos monumentos.

Lamento do Patriarca

A maior parte dos nossos contemporâneos, fruto da cultura ambiente actual, não desejam a conversão. O homem moderno é um homem convencido, está contente com o que é, e, se pede mudanças de vida, é nos outros e não em si próprios”, lamentou D. José Policarpo

Enriquecer a prática do jejum no contexto das actuais exigências da caridade

O Cardeal-Patriarca defendeu esta Quarta-feira que o actual momento de crise “exige a ajuda silenciosa, discreta, de pessoa para pessoa, de vizinho para vizinho, na intimidade das comunidades”.
D. José Policarpo contrapunha este tipo de ajuda “à exuberância do anúncio das medidas financeiras, económicas, sociais, para responder à crise”.
Admitindo que “o anúncio de medidas correctas pode suscitar a esperança”, este responsável diz que o combate à crise deve ir além “das respostas estruturadas, públicas por natureza”.
“Não está ao nosso alcance resolver os grandes problemas. Mas devemos acolher com amor, ajudar em tudo o que pudermos, porventura orientando as pessoas para outra fonte de solução. E aí, renunciar para partilhar pode ser manifestação da nossa esperança de conversão”, assinalou.
Para o Patriarca de Lisboa, é necessário “enriquecer a prática do jejum no contexto das actuais exigências da caridade: privar-se e renunciar, para distribuir; experimentar a modéstia, para dominar a nossa vaidade; ser pobre para poder perceber e acolher muitos dos nossos irmãos”.
D. José Policarpo presidiu à Missa de Quarta-Feira de Cinzas, na Sé Patriarcal, proferindo uma homilia subordinada ao tema «Quaresma: a esperança da conversão».
“No tempo de Jesus, como hoje, a sociedade estava cheia de vaidades, em que o primeiro efeito das atitudes que se tomam é gerar boa impressão a nosso respeito naqueles que as vêem. A verdadeira esperança da conversão tem a humildade de quem precisa, a confiança de quem implora, a alegria espiritual de quem confia”, indicou.

A maior parte dos nossos contemporâneos, fruto da cultura ambiente actual, não desejam a conversão. O homem moderno é um homem convencido, está contente com o que é, e, se pede mudanças de vida, é nos outros e não em si próprios”, lamentou.
O Cardeal-Patriarca precisou que “a mudança de vida” em causa “não é o fruto da sua vontade e decisão humanas, mas da acção de Deus na sua vida”.
Nós queremos mudar de vida, não para nossa honra pessoal, mas para glória de Deus e triunfo da caridade. A humildade sublinha a autenticidade do nosso desejo de conversão”, disse.
In ecclesia

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Euromilhões recria história do sapateiro

Dois namorados de Barcelos são a prova de que o muito dinheiro pode desunir as pessoas e infernizar-lhes a vida. Em causa estão 15 milhões de euros que agora um e outro reclamam como propriedade sua e o caso até já está em tribunal.
A verba, que daria para viver faustosamente, está bloqueada numa conta comum, por ordem do Tribunal de Lisboa, depois de os namorados, ambos na casa dos 22 anos, terem terminado a relação, movidos por desentendimentos quanto à propriedade legítima do dinheiro.
Há dias compareceram no tribunal mas não chegaram a acordo. Ficou marcada uma nova reunião dos ex-namorados para 31 de Março, na tentativa de encontrar um entendimento.
O Euromilhões saiu-lhes no dia 19 de Janeiro de 2007, através de um boletim preenchido no Café Brandão, em Alvelos, mesmo a meio do percurso que separa as casas dele, em Courel, e dela, em Remelhe.
Mas quem registou o boletim? Testemunhas da rapariga dizem que foi ela, testemunhas do rapaz dizem que foi ele. O certo é que os dois costumavam jogar todas as semanas.
Este caso recria a conhecida história do sapateiro pobre. Tudo corria bem naquela casa antes de um vizinho rico se lembrar de ajudar aquela família de muitos filhos.
Recebido o dinheiro, toda a noite se ralhou naquela casa. Os pais com os filhos que não se calavam, enquanto os pais discutiam o que fazer com aquela pequena fortuna. Arranjar a casa, comprar campos ou adquirir roupas novas para todos? O marido achava que o dinheiro devia ser posto a render num banco ou pelo menos comprar terras. Gastá-lo era continuar a ter um futuro negro. A esposa era de opinião de arranjar a casa e de comprar roupas novas para todos.
Discutiram, zangaram-se, bateram nos filhos e no outro dia toda a gente andava triste naquela casa. Até que tomam a resolução de entregar o dinheiro ao ricaço. E de novo a viola e as canções alegraram aquela família.
In O Amigo do Povo

Estudantes recorrem a crédito para pagar estudos

«Até Dezembro de 2008 tinham sido concedidos cerca de 5.500 empréstimos pelo sistema bancário ao abrigo do Sistema de Empréstimos a Estudantes do Ensino Superior com Garantia Mútua», segundo fonte do gabinete de imprensa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

O gabinete de imprensa do MCTES explicou, em comunicado, que o «sistema complementa os apoios directos do Estado através da Acção Social Escolar no Ensino Superior, o qual abrange cerca de 72 mil estudantes, visando a promoção do acesso ao Ensino Superior e melhorando as condições de frequência e conclusão dos cursos superiores».

Os presidentes das associações de estudantes dizem que este não é o caminho no actual contexto de crise que faz aumentar também as dificuldades dos universitários em custear os seus estudos. Para o presidente da associação de estudantes da Universidade da Beira Interior «os estudantes pedem um empréstimo bancário, mas depois como é que pagam o empréstimo se quando acabam o curso não têm trabalho?»

LAMEGO APOIA DARFUR

A Diocese de Lamego vai encaminhar o produto do contributo quaresmal para os irmãos que têm sido vítimas da guerra no Darfur.

É uma decisão importante porque, naquela região sudanesa, tem acontecido um genocídio que tem vitimado milhões de seres humanos.

Refira-se que é também um gesto de comunhão para com um sacerdote missionário oriundo da nossa Diocese e que ali tem prestado um serviço muito meritório.
http://padrejoaoantonio.blogs.sapo.pt/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A Quaresma é um convite ao arrependimento e à conversão ao Deus do Amor e do Perdão

Na Quaresma, a Igreja, “no combate contra o espírito do mal”, propõe-nos duas perspectivas. A primeira é sobre o caminho de Jesus com o relato das tentações no primeiro domingo. A segunda é sobre o nosso caminho. A Quaresma é um convite a reflectir sobre a distância que existe entre o caminho de Jesus, fiel, humilde, amoroso, generoso até à morte e a nossa vida. É um convite a reconhecer o nosso pecado e não só a “indicar” os pecados dos outros (estamos tão habituados!), ou seja, a reconhecer que somos egoístas, indiferentes, interesseiros, sensuais, agarrados às coisas materiais, pouco dispostos ao diálogo e ao perdão. A Quaresma é um convite ao arrependimento e à conversão ao Deus do Amor e do Perdão que se manifesta em Jesus Cristo. “Este é o tempo favorável” para a reconciliação.

Para este tempo litúrgico, a Igreja indica-nos três gestos tradicionais: a oração, o jejum e a esmola. São os sinais da conversão nos três âmbitos da nossa vida. A oração, momento íntimo de comunhão com Deus, para escutar a sua Palavra e para lhe mostrar a nossa confiança e acolhimento, apesar de vivermos num mundo que ignora a oração e se esquece de Deus. O jejum, esforço de mortificação pessoal na comida, nas despesas, na exibição de riqueza, nos sentidos e nas paixões. A esmola, sinal da generosidade para com o próximo, especialmente para com os mais necessitados. Mas não podemos esquecer o que diz o evangelho: “Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles”. O que é importante é ter um coração aberto e sincero. É necessário “rasgar os corações e não os vestidos”, reorientar continuamente a nossa vida para Deus, eliminando sempre a tentação do protagonismo.

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Quarta-Feira de Cinzas. Iniciamos o tempo litúrgico da Quaresma, ou seja, começa o ciclo pascal da Igreja. O centro é o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor: quarenta dias de preparação e cinquenta dias de celebração da Páscoa de Jesus Cristo e da presença do seu Espírito na Igreja e no mundo. É o tempo forte da comunidade cristã. O itinerário de Jesus até à morte e ressurreição não é só motivo de contemplação. Ele é a Cabeça da Igreja, Ele convida a humanidade a segui-Lo, a morrer e a ressuscitar com Ele. Ele é o Primogénito de toda a criatura que, amando e dando-se, refez o caminho errado de Adão e abriu o caminho da vida para toda a humanidade, convidada a participar da sua Páscoa. Novamente, celebramos o mistério da vida nova que Deus concede em Jesus Cristo a todos os homens e mulheres. Num mundo tão cheio de indecisões, amarguras e superficialidades, acreditamos que podemos encontrar a verdadeira luz da vida na mensagem de Jesus, que cada um é chamado a acolher o Espírito do Evangelho, a participar da Páscoa de Jesus, a encontrar nele a vida e a esperança.

AS CINZAS
Nesta quarta-feira, a imposição das cinzas é o sinal que caracteriza este dia. A cinza simboliza todo o programa quaresmal da Igreja. É o reconhecimento do nosso pecado e da nossa fraqueza: “Lembra-te que és pó da terra”. É o sinal do nosso arrependimento e do nosso caminho de conversão: “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”.

"Quem paga as crises são os que têm alguma coisa"

Por mais que nos estafemos, quem paga as crises são os que têm alguma coisa. Os que não têm, não pagam porque não têm (sofrem muito, mas não pagam); os que têm demais, ou não declaram ou fogem ao pagamento ou têm quem os defenda ou as suas faltas prescrevem (parasitam-nos de várias maneiras e feitios).
De resto, fica mais barato ao país pagar muito a pouquinhos que pagar o razoável a todos. É a injustiça instituída, tendencialmente quebrada, que eu me lembre, por Marcelo Caetano, cujo perfil político é deveras controverso e inaceitável a muitos títulos, e recentemente pela Ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, de cuja gestão global discordo, mas que - e bem - congelou o aumento de salários a quem ganhava mais que mil euros.
Abílio Carvalho

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Convívio Fraterno

Três jovens desta comunidade estão a participar num Convívio Fraterno em Lamego.
Estou a fazer esforços para passar por lá logo, no encerramento, para lhes dar um abraço.
Nesta época carnavalesca, tão convidativa à evasão, haver umas dezenas de jovens que optem por "navegar contra a corrente", é deveras sugestivo.

"Temos que baixar os salários"

Abri o "Jornal da Beira". Logo na primeira página, este título sonoro. Quem o afirmou? Mira Amaral, ex-ministro do governo de Cavaco Silva. Em Viseu.

"Embora Portugal tenha dos salários mais baixos da Europa, se queremos salvar o país, vamos ter que os baixar ainda mais."

Li e reli a reportagem. Mira Amaral não se referia aos ordenados de empresários e gestores. Mas falava dos vencimentos normais dos trabalhadores. Fiquei atónito. Como pode ser possível?

Se há correcções a fazer - e há claramente - estas têm a ver com os chorudos e escandalosos ordenados e mordomias de alguns empresários e muitos gestores. Mas a estes, quem tem a coragem de apontar? Que políticos e que políticas são capazes de o fazer?
Como se compreende, por exemplo, que Constâncio ganhe mais do que o Presidente da Reserva Federal norte-americana?
O caminho só poderá ser este. Começar por cortar nas altas mordomias de gestores públicos e privados. A não ser que vivamos na "república das bananas"...

No actual contexto de crise, os trabalhadores estão cada vez mais entregues aos caprichos e ganâncias dos empresários. Basta ouvir tantos e tantos relatos... Ainda agora vir alguém com responsabilidades pelo seu passado exigir que se cortem ainda mais rentes as unhas de quem quase as não tem, é incompreensível, intolerável e ultrajante.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

É Carnaval, ninguém leva a mal...

Bom Carnaval para todos.
Divirtam-se na alegria, partilhem o são convívio, façam com que outros se riam.

"Deixo-vos a Minha alegria para que em vós a minha alegria seja completa." - Jesus Cristo.

Onde há ofensa, não existe verdadeiro divertimento. Mas todos podemos contribuir para que a verdadeira alegria chegue aos corações.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Canonização do Santo Condestável marcada para 26 de Abril

Futuro Santo português granjeou admiração pela sua capacidade enquanto militar e pela sua humildade, após assumir a vida de Carmelita



Nuno Álvares Pereira, fundador da Casa de Bragança, nasceu em Cernache do Bonjardim em 24 de Julho de 1360. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, entrou aos 13 anos na corte de D. Fernando (rei de 1367 a 1383) como pajem da rainha D. Leonor de Teles. Destacando-se logo em jovem num ataque dos castelhanos a Lisboa, foi armado cavaleiro.
Em 1385, D. Nuno foi nomeado por D. João I como o Condestável do Reino. Conquistou o Minho para a causa e, depois da vitória de Trancoso em Maio ou Junho, cortou a arrojada avançada castelhana com a memorável Batalha de Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385.
Ao serviço do Reino de Portugal foi militar invencível na guerra da independência, tendo granjeado enorme admiração entre os seus contemporâneos. Já nos seus Lusíadas, Camões apresenta o herói de Aljubarrota como forte, feroz, leal, verdadeiro, grande, valoroso, entre outros adjectivos que ressaltam as suas qualidades físicas, morais e éticas.
Assegurado o Reino, Nuno Álvares começou a dedicar-se a outras obras. Mandou construir a Capela de São Jorge de Aljubarrota em Outubro de 1388 e o Convento do Carmo em Lisboa, terminado em Julho de 1389 e onde entraram em 1397 os Frades Carmelitas. Dedicou em Vila Viçosa uma capela à Virgem para a qual mandou vir de Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que 250 anos depois seria proclamada Rainha de Portugal.
A morte da filha, D. Beatriz, em 1414, cortou o último laço com o mundo e abriu o desejo da clausura. Ainda participou na expedição a Ceuta de 1415, primeiro passo da gesta ultramarina portuguesa, onde o seu valor ficou de novo marcado. Mas em breve olharia para outras fronteiras.
Em 1422, distribuiu os títulos e propriedades pelos netos, e a 15 de Agosto de 1423, festa da Assunção, aniversário do seu casamento e dia seguinte ao da Batalha de Aljubarrota, professou no Convento do Carmo.
Descalço, de hábito carmelita donato, túnica que descia aos calcanhares, com escapulário e samarra de estamenha, passou sete anos pelas ruas a pedir esmola para os pobres da capital, tendo dado a todos, durante a sua vida, um exemplo de oração, penitência, amor aos pobres e devoção a Nossa Senhora.
Frei Nuno de Santa Maria morreu na sua pobre cela, rodeado do Rei e dos Príncipes.
Foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918 e, até agora, a sua festa é liturgicamente assinalada a 6 de Novembro. No início do século passado, o Santo Condestável apresentava-se como um modelo de “santidade patriótica” num período particular conturbado das relações Igreja-Estado.
Fonte: João César das Neves, “Os Santos de Portugal”, Lucerna

Padres de Portugal em 2.º

Portugal perdeu por 2-0 na final do IV Torneio Europeu de Futsal para Padres, que decorreu ao fim da tarde da passada Quinta-feira, num Pavilhão Municipal de Famalicão praticamente lotado.
Frente à Polónia, a selecção nacional de padres sofreu um golo logo no primeiro lance da partida. Na segunda metade, outro tento polaco resolveu a partida e a Polónia vencia a "Champions Clerum", ficando o 2º lugar para Portugal.
Talvez pelo nervosismo de uma final disputada em casa, os padres portugueses desperdiçaram dois penalties.
Nas meias-finais, os portugueses venceram a Bósnia por 3-1. O jogo foi a prolongamento, após um empate a 1 no tempo regulamentar. Portugal chegou a estar em desvantagem, mas viria a dar a volta ao jogo.
Na outra meia-final, a Polónia bateu a Croácia pelos mesmos 3-1.
Até às meias-finais, a equipa de Portugal tinha sido imbatível no IV Torneio Europeu de Futsal para Padres.
In ecclesia
  • Aprecio estas iniciativas por aquilo que elas significam. Se temos padres-agricultores, padres-professores, padres-ciclistas, padres-operários, padres-gestores..., também podemos ter padres-futebolistas. E temos.
  • O essencial é que nada afaste o padre do essencial nem dele o distraia.
  • Estes torneios revelam-nos o padre na sua plena humanidade. A mesma garra e o mesmo empenho desportivo; o mesmo entusiasmo e alguns excessos; a mesma camaradagem de que o desporto é fonte; o mesmo esforço e dedicação - muitos destas atletas sacerdotes correram muitos quilómetros para, no fim da sua actividade pastoral, poderem treinar.
  • Fico com pena que a selecção não seja mais abrangente, abarcando mais dioceses. Sendo a minha uma das que têm das melhores percentagens de padres novos, não vi lá nenhum daqui. Será que os padres lamecenses foram deserdados do dom "do pontapé na bola"?

E o burro sou eu?


7º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra.
Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico.
Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas,que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?»
Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu to ordeno – disse Ele ao paralítico –levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’».
O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».
Mc 2, 1-12
A liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum convida-nos, uma vez mais, a tomar consciência de que Deus tem um projecto de salvação para os homens e para o mundo. Esse projecto (que em Jesus se torna vivo, palpável, realmente libertador) é um dom de Deus que o homem deve acolher com fé.
O Evangelho diz que, através de Jesus, Deus derrama sobre a humanidade sofredora e prisioneira do pecado a sua bondade, a sua misericórdia, o seu amor. Ao homem resta acolher o dom de Deus, ir ao encontro de Jesus e aderir a essa proposta libertadora que Jesus veio apresentar.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Diversão

Portugal vive uma das crises mais graves dos últimos 50 anos. Exige-se unidade nacional e solidariedade para a enfrentar. Face ao desafio, o País tem de eliminar diferenças e esquecer embates. Será por isso o senhor orimeiro-ministro incluiu o casamento dos homossexuais na sua proposta eleitoral, afrontando desnecessariamente largos sectores da sociedade?
O investimento e o consumo estão em queda, as exportações descem e o desemprego ameaça milhares. A pobreza aumenta e o sistema financeiro exige cuidados. Mas o País vai debater vestidos de noivo e certidões matrimoniais, opções sexuais e evolução da família. Isto é o que se chama liderança segura para lidar com a crise?
Do ponto de vista do interesse nacional a decisão roça a irresponsabilidade criminosa. Considerada a partir do mesquinho propósito partidário tem justificação clara. Além de agradar à Esquerda e polir os emblemas ideológicos, cria a diversão ideal em ano de eleições. A evidente falta de reformas estruturais e a fragilidade dos equilíbrios económicos perante a crise internacional constituem sérios perigos eleitorais.
Nada melhor que um debate sobre problemas fundamentais para os esconder. Quanto mais se discutirem valores e princípios básicos mais se esquecem as dificuldades económicas e menos se censura o Governo pelo desemprego e as falências.
A manobra cheira a desespero. Sócrates, como Guterres, parecia destinado a uma vitória no fim do primeiro mandato, para fugir depois perante a evidente incapacidade de controlar a situação. Agora até isso se mostra difícil.
João César das Neves, http://www.o-povo.blogspot.com/

A rádio ... Gil Vicente

Ao princípio da tarde de hoje, como em cada sexta feira-feira, dirigi-me ao Auditório Municipal para o programa "Espaço Igreja". Após uma 1ª parte dedicada a São Paulo e à liturgia do próximo domingo, fizemos um intervalo para um cafezinho rápido. Ao passar, apercebi-me de uma voz conhecida. Era um colega de escola que preparava os alunos, que ali estavam na companhia dos seus professores, para a peça de Gil Vicente que se ia desenrolar no palco. Pelo ambiente, apercebi-me que os discentes acolheriam com interesse a peça vicentina.
Esta acção, inserta no Plano de Actividades da escola, destinou-se aos alunos mais velhinhos, que não ao segundo ciclo, de acordo com o estádio de desenvolvimento etário e o programa escolar.
Voltei à rádio, continuando o programa, agora procurando ler e questionar acontecimentos, ideias e projectos à luz da dignidade do homem, da verdade do homem.
Como sempre, Veríssimo Santos, responsável pelo "Espaço Santa Helena", foi de uma simpatia e competência marcantes.

EDUCAÇÃO(?) SEXUAL NAS ESCOLAS

Foi, hoje mesmo, aprovada a introdução da educação sexual nas escolas. A ideologia do género vai fazendo o seu caminho e impondo as suas determinações. Que lugar para os pais? Que intervenção para as famílias? Vejam a síntese do que vai acontecer nas escolas (com os seus filhos) a partir de Setembro próximo.

A educação sexual é objecto de inclusão obrigatória nos projectos educativos (artº 7), e terá uma carga horária anual não inferior a 12 horas. (artº 6)

A presente lei aplica-se a todos os estabelecimentos da rede pública, da rede privada e cooperativa, do ensino básico e do ensino secundário. (artº 1).

A educação sexual visa, entre outras coisas, o respeito pelas diferentes orientações sexuais e a promoção da igualdade de género; (artº 2)

A educação sexual é transversal a todas disciplinas. (artº 3)

Até ao 4º ano ensinar-se-á a "noção de família" [que noção?]. (artº 4)

No 5º e 6º ano ensinar-se-á sexualidade e género, contracepção e planeamento familiar [isto, portanto, por volta dos nove, dez anos]. (artº 4)

Do 7º ao 9º ano ensinar-se-á uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos!. (artº 4)

No ensino secundário ensinar-se-á o respeito pela igualdade entre as pessoas independentemente do género e/ou orientação sexual; as questões relativas à violência sexual e de género, bem como as questões éticas da sexualidade e relações amorosas. (artº 5)

Cada turma tem um professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual. (artº 8)

Cada escola deve dedicar um dia em cada ano lectivo à educação sexual, envolvendo a comunidade escolar em palestras, debates, formação ou outras actividades. (artº 11)

Os encarregados de educação, os estudantes e as respectivas estruturas representativas devem ter um papel activo na prossecução e concretização das finalidades da presente lei. (artº 12)

A lei entra em vigor no início do ano lectivo de 2009/2010. (artº 15)
http://padrejoaoantonio.blogs.sapo.pt/

Justa homenagem

Através do blog "MANSIDÃO", soube que a Biblioteca da escola do 2.º ciclo de Resende tem como patrono o senhor Padre Dr. Joaquim Correia Duarte, que ali foi docente de 1976 a 2002.
O Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Resende, esta atribuição constitui uma homenagem ao seu percurso escolar e à obra na área da investigação histórica, da promoção da riqueza cultural do concelho e da literatura.
O Secretário de Estado da Educação afirmou que «nada mais honra uma comunidade do que ser capaz de homenagear os seus, ou seja, aqueles que honram a sua comunidade e desenvolvem o seu trabalho em prol da sociedade».
Além de ser uma pessoa maravilhosa e cativante, o P.e Correia Duarte é um pároco zeloso, trabalhador, apostólico. Apaixonado pela História, tem desenvolvido investigação, sobretudo na área da História local, dando à estampa obras importantes nesta área. Além disso, publicou obras literárias que se devoram com encanto e sedução. É ainda um competente músico.
Por tudo, parabéns, bom amigo. Muito há sempre a esperar de quem Deus ornou com tantos talentos.

Os maiores pecados dos homens e das mulheres

videohttp://tvnet.sapo.pt/noticias/video_detalhes.php?id=40067

Depois de ver o vídeo, que pensa desta reportagem? Deixe a sua opinião

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Por que razão as 40 horas no Carnaval?

"Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" - Jesus Cristo

"Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;tempo de chorar e tempo de dançar..." - Eclesiastes

Sempre me fez alguma espécie o facto de existirem as Quarenta Horas no Carnaval.
Que se celebrem as Quarenta Horas, acho óptimo. Tempo de encontro profundo, longo e sumamente enriquecedor com Jesus Sacramentado. A nossa condição de discípulos exige esta estada diante do Mestre que fala e nos aquece o coração, que oxigena a alma e nos fortalece na fé, que abrasa na caridade e nos seduz para a esperança que não engana.
Mas no Carnaval... isso custa-me a compreender.

Penso que historicamente as Quarenta Horas, muito ligadas à devoção ao Sagrado Coração de Jesus, se implantaram num contexto de desagravo ao Senhor pelos aspectos libertinos e libidinosos ligados aos festejos carnavalescos. Sem julgar a História, não teria sido melhor motivar os crentes para estarem lá, no palco dos acontecimentos, e aí fomentarem e promoverem a sã e verdadeira alegria? "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal".
Depois, durante o longo e libertador tempo quaresmal, os cristãos têm espaço para essa indispensável adoração, acolhimento, reflexão, interioridade que os tempos de Exposição do Santíssimo Sacramento belamente propiciam. Há tempo para tudo...
Confesso que, quando vou ajudar colegas de outras comunidades em serviços que têm a ver com as Quarenta Horas no Carnaval, o faço com constrangimento. Soa-me a algo não natural, dessintonizado com a mensagem de Jesus... Quando os cristãos deveriam estar no mundo do Carnaval como sal, luz e fermento, fogem para as igrejas, deixando o mundo por evangelizar...
Estarei errado?

Tempo para tudo

Eclesiastes 3, 1-8
Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.

Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir.

Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar.

Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.

Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A parte que me compete

Um imenso incêndio arrasa a floresta.
Enlouquecidos, os animais fogem cada qual para seu lado.
Só um colibri, sem descanso, vai e vem continuamente do rio até ao braseiro fumegante, com uma gota de água no bico, que deposita sobre o fogo.
Um tucano de bico enorme interpela-o:
"Enlouqueceste, colibri, bem vês que o que fazes não adianta nada".
"Sim, eu sei", responde o colibri, "mas estou a fazer a parte que me compete".
http://aredenarede.com/pt/

PENSAMENTO DO DIA EM 1867!!

Sem comentários!

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros , casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in Das Kapital, 1867

Qualquer semelhança não é mera coincidência...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Deve um padre "reformar-se"?

Uma vez sacerdote, sacerdote para sempre.
A idade não perdoa, é a lei da vida. Por isso, a partir de que idade se deve um sacerdote "reformar"?
Neste caso, "reforma" não significa abandonar o ministério, mas exercê-lo de outra maneira, sem estar preso a um cargo específico. E que extraordinários serviços não oferecem à Igreja tantos sacerdotes "reformados"! Serviço de confissão, atendimento a pessoas, auxílio aos párocos, dedicação mais profunda à oração...
Ouvi muitas vezes dizer que "até aos setentas, és tu que mandas; a partir daí, é a idade que manda em ti." Querendo dizer que, a partir de certa idade, as pessoas se agarram ao cargo, já sem discernimento que os anos vão retirando, tantas vezes comandadas por uma questão natural de afirmação, como que justificando que estão vivas...
Claro que, quando se trata de pessoas, estas coisas têm muito pouco a ver com o "dois e dois são quatro". Há padres já bem idosos e perfeitamente lúcidos e com enorme capacidade de adaptação e de resposta às situações. Sacerdotes enquadrados na dinâmica pastoral, queridos das suas comunidades, exercendo um óptimo serviço. Mas, pela lei da vida, isto não poderá ser a regra geral.
Penso que, por norma, a partir dos setenta, somos mais úteis à Igreja como "eméritos" do que como "titulares". E se os 75 anos contam para os bispos, por que não hão-de contar para os sacerdotes?
E quando um sacerdote se dedicou uma vida inteira ao serviço dos outros, sem horários e sem férias - ou com umas mini-ferias, sempre controladas - não terá, no fim da vida, direito a viver o sacerdócio de uma forma diferente, sem responsabilidades de maior, num serviço mais espontâneo e de acordo com as suas forças? Quantas vezes o prolongar para além do razoável no tempo a sua acção numa comunidade não é prejudicial à mesma comunidade?
Penso que os Bispos devem estar muito, muito atentos a esta situação plenamente humana dos seus padres e, quando for preciso, tomarem a iniciativa de lhes propor o merecido descanso, fazendo-lhes ver quanto isso é importante para eles e até para as comunidades e propondo-lhes um serviço mais de acordo com a etapa da vida em que se encontram. Claro que muitas vezes é estruturalmente importante não mexer, já que num tempo de escassez de vocações, enquanto lá estiver o velhinho, é menos um "buraco" para tapar. Mas será isto humano? Será cristão?

O horror do vazio

"Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido."

"Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia."

"Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado."

"E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos."
(Extractos de um artigo de Mário Crespo, Jornal de Notícias, 2009.02.16)

Leia o artigo todo aqui: http://www.o-povo.blogspot.com/

A rir, a rir...


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O bem mais precioso

O testemunho desta semana chega-nos através da internet, pela mão de Maria do Rosário Gomes. Em correio electrónico, esta senhora conta-nos pormenorizadamente o que se passou com ela. Segue o resumo do que me pareceu mais importante:
Há cerca de 6 anos, casou com um rapaz, depois de um namoro "pouco demorado", dado que "o amor a isso os obrigava" e os pais de um lado e doutro achavam bem.
Meio a sério meio a brincar, pôs porém uma condição: "Se não der certo, posso escolher o bem que julgue mais precioso da casa". O namorado concordou e disse que faria ele também o mesmo, dando no entanto prioridade à mulher. Houve festa rija e os primeiros tempos foram "lindos". De vez em quando um amuo, um ralho. Mas sempre se ouviu dizer que casa não ralhada não é governada.
O pior foi quando se deram conta de que iria ser difícil terem filhos. Veio o nervosismo, as corridas para os médicos, o gasto exagerado de dinheiro. A vida em casal começou a ter problemas fortes.
A Rosário reconhece que se excedeu: os nervos sempre à flor da pele, os ciúmes, as palavras azedas; e o meu marido fartou-se. E às vezes dizia coisas que me feriam.
"Reconheci que o nosso casamento estava estragado. Por isso disse ao meu marido que era melhor acabar com tudo. Vendíamos o apartamento, fazíamos a divisão das coisas e cada um ia tratar da sua vida."
"Acabava eu de dizer isto quando o meu homem me abraçou e me confidenciou:
– Lembras-te do que foi combinado entre nós? Pois eu escolho o bem mais importante da casa. E esse bem és tu!... És minha e não me separarei de ti! A não ser que tu não queiras mesmo viver comigo...
"Chorei toda a noite! Fizemos as pazes e conseguimos juntos ultrapassar os problemas. Não temos filhos, mas sabemos que temos o maior bem – o AMOR".
In O Amigo do Povo

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Deus e o futebol

Modestamente, creio que há uma crise maior do que a crise. É a crise de Deus.
No futebol, existe a equipa titular, os suplentes e aqueles jogadores que não são convocados para a partida.
Na relação com Deus, há quem O queira sempre a titular na sua vida. Outros só se lembram d'Ele quando precisam. Ainda alguns que nunca Lhe ligam. Ouvimos agora e logo: "Que Deus exista ou deixe de existir, para mim é-me indiferente, nem aquece nem arrefece."

Como a natureza tem horror ao vazio, algo ocupa o lugar de Deus no coração das pessoas quando ELE de lá é corrido.
Se Deus não ocupa a base e o topo da pirâmide da vida, então as outras peças da puzzle ficam sem apoio e sem organização. Resta a atabalhoação e o acaso.
Por isso a dignidade da pessoa humana tem pouca dignidade, a vida vale menos do que uns euros, o sexo reduz-se à genitalidade, os milhões de pessoas na miséria não merecem mais do que um encolher de ombros, o ter absolutiza-se em relação ao ser, a família deixou de ser espaço de encantamento e passou a ser hotel que presta serviços, no casal apoucam-se as virtudes e engrandecem-se os defeitos, a honestidade e o serviço cedem lugar à corrupção, à chantagem e ao compadrio ...
Ou aceitamos na nossa vida o Deus que nos liberta, ou podemos ficar esmagados pelas peças do puzzle em desmoronamento.

Direito Canónico?

"Se Cristo nos libertou, foi para sermos realmente livres." - São Paulo
"Ama e faz aquilo que quiseres." - Santo Agostinho.

Sou ainda de um tempo em que se pregava muito mais o Direito Canónico do que a Palavra de Deus (isto de ser kota tem os seus inconvenientes, mas também as suas vantagens).
Penso ao contrário. Quanto mais Palavra de Deus, menos necessário se torna o Direito Canónico. É que Direito Canónico cheira-me a diplomacia - e o Vaticano é verdadeiramente reconhecido como umas das melhores escolas de diplomacia. Mas não poderá ser a diplomacia o secar da profecia? Segundo o Evangelho, terá sido Jesus Cristo um diplomata no sentido actual do termo?
O Direito Canónico cheira-me a imposições, restrições, limitações, sanções. E estas só a caridade as baliza.
Numa Igreja, casa da comunhão, a verdadeira lei é o Mistério Pascal de Cristo do Qual brota toda a graça e todo o projecto de vida para quem n'Ele acredita. Quanto mais espaço à Igreja-comunhão, menos espaço fica para o Direito Canónico.
O vínculo da caridade é muito mais exigente do que qualquer lei positiva. Então não nos dispersemos do essencial.

Para que a memória não esqueça as incoerências...

Para que as pessoas não se esqueçam do que o Sr. Sócrates disse, alto e bom som, para a Assembleia da República quando era "só" deputado.

Ouçam, vejam e tirem as conclusões que são clarinhas como água...

Ver http://www.youtube.com/watch?v=pV-HU56PLNg&eurl=http://democraciaemportugal.blogspot.com/&feature=player_embedded

sábado, 14 de fevereiro de 2009

PAI AOS 13, MÃE AOS 15

Uma onda de espanto e um tsunami de indignação atravessa a imprensa: uma criança de 13 anos e outra de 15 deram à luz um bebé.

Só que há muito de estranho neste espanto e nesta indignação. Quando se vive unicamente a partir da determinação pulsional, libidinosa e genital, que limites podemos esperar?

A sexualidade deixou de ser vista como uma questão antropológica. Para muitos, tudo se resume à genitalidade.

Não se aposta na formação. Tudo fica pela prevenção. Quando esta falha (e é normal que falhe em adolescentes quase crianças), tudo pode acontecer.

Há muito, pois, para reflectir. E imenso para inflectir.
http://padrejoaoantonio.blogs.sapo.pt/

Testamento carnavalesco

Estamos à boca do Carnaval. Nalguns lados, reanimam-se as tradições carnavalescas ou apenas resquícios das mesmas.
Ao princípio da tarde de hoje fui celebrar a Missa ao Lar da Santa Casa. Ao entrar na sacristia, vejo sobre a mesa um papel escrito à mão. Era-me dirigido. Dou uma vista de olhos para ver se se tratava de algo que exigisse a minha intervenção imediata. Não era o caso e parti para a celebração.
No fim, leio cuidadosamente o texto. Fora escrito pela D. Matilde, uma idosa que é utente do Centro de Dia. Exactamente. Um "testamento carnavalesco" que me fazia usufrutuário. A D. Matilde foi sempre brincalhona e continua a sê-lo. Obrigado pela "deixada".

Deixo ao senhor padre
as portas abertas
para com os velhos vir rezar.

Deixo-lhe boa disposição
para nos dar a comunhão
e nos atender de confissão.

Essa confissão bem feita
que aqui pouco se aproveita.
É tudo velho e como o sapo
Só têm peçonha.

Deixo ao senhor padre,
homem de valor,
que diga sempre
Louvado seja
Deus Nosso Senhor.

Matilde

Igreja e Comunicação: «chip» tem de mudar

O espanhol José Manuel Vidal defende maior aposta numa linguagem clara, directa e mais sedutora
José Manuel Vidal, jornalista responsável pela informação religiosa do “El Mundo” e director de www.religiondigital.com, passou por Portugal para um encontro com jornalistas da área da informação religiosa, defendendo a necessidade de mudar o “chip” com que a Igreja aborda o mundo da comunicação.
“Isto significa modernizar-se, admitir as leis da comunicação que a Igreja não pode continuar a ignorar ou querer mudar, terá de submeter-se a elas”, assegura.
Na prática, José Manuel Vidal espera “Bispos prontos para responder a qualquer pergunta em qualquer altura, para transmitir mensagens claras, directas, sedutoras”.
Este responsável afirma que a oportunidade de entrar no mundo mediático tem sido oferecida à Igreja “quase por obrigação, porque tinha de ser assim”. As coisas mudaram e agora há necessidade de “fazer um esforço”.
“Para encontrar um espaço nos media é preciso ir à sua procura, ganha-lo, e para isso é necessário preparar-se e preparar pessoas que saibam comunicar, sem problemas, com naturalidade”, afirma.
O director de www.religiondigital.com, um espaço que roça os dois milhões de consultas por mês, diz que os próprios Bispos devem “gastar tempo com isto”, comparando o impacto que tem uma Nota ou um documento que implica um grande esforço na sua elaboração e só chega “a quem já está convencido”, ao impacto de uma mensagem “curta, agradável, directa” divulgada através dos novos meios de comunicação.
“Poderia chegar a milhares, a milhões de pessoas e é isso que é preciso fazer”, aponta.
In ecclesia

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

15 de Fevereiro: VI DOMINGO DO TEMPO COMUM

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O Evangelho diz-nos que, em Jesus, Deus desce ao encontro dos seus filhos vítimas da rejeição e da exclusão, compadece-Se da sua miséria, estende-lhes a mão com amor, liberta-os dos seus sofrimentos, convida-os a integrar a comunidade do “Reino”. Deus não pactua com a discriminação e denuncia como contrários aos seus projectos todos os mecanismos de opressão dos irmãos.

A escola não serve para substituir uma família ausente

A escola não serve para substituir uma família ausente. A escola não pode nem deve aceitar esse papel. Os professores não podem nem devem ser chamados a exercer a função de assistentes sociais. Essa é, aliás, uma das géneses do falhanço do nosso sistema de ensino público, uma das causas do flagrante insucesso escolar. Deixamos de herança aos nossos filhos um sistema em que faz com que metade da geração dos jovens de 20 anos não tenha sequer passado do nono ano de escolaridade.
Por tudo isto os pais deviam estar do outro lado da barricada. Deviam defender escolas que ensinem e prestem serviços máximos de educação contra este absurdo conceito de escolas que prestam serviços mínimos ou máximos de armazenamento infantil.
Graça Franco, Jornalista
In Público

14 de Fevereiro: São Valentim

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Holocausto: crime contra Deus e contra a humanidade

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"Diz-se por aí..."

Aprecio a máxima: a verdade na caridade.
Sem a caridade, a verdade pode ser agressão; sem a verdade, a caridade é máscara.

O ex-Presidente da República, Ramalho Eanes, há dias expressou-se desassombradamente. “Uma sociedade com medo dos medos. Medo do presente, medo do futuro, medo pelos filhos, pela sorte dos pais, medo pelo emprego, medo dos poderes políticos”.

Se ao medo actual juntarmos a tradicional tendência portuguesa para "falar nas costas", resta-nos um ambiente humanamente intragável, desagregador, fratricida.

As pessoas não enfrentam, mandam recados. Não procuram a verdade dos factos, insistem na boataria. Não apagam incêndios, deitam gasolina. Não ajudam, propagam o "diz-se por aí". Não procuram a pessoa certa, enredam outras na questão para tentar "sacudir a água do capote" e poderem afirmar: 'Eu já avisei...' Não são francas, mas escondem tantas vezes interesses inconfessados. Não se assumem, mas escondem-se covardemente em anonimatos ou outras formas de não se revelar, o que é o mesmo.

A verdade na caridade. Lema para qualquer pessoa de bem, meta de constante procura, caminho a percorrer incessantemente. Falhas, sempre podem acontecer. Reconhecer que que este é o meio certo e tentar entrar "no rego", é próprio de gente consciente e honesta.
"Não lateralizes o jogo, porque a baliza está em frente".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Cristão

Um cristão deve ser
ao mesmo tempo grande e pequeno.
Nobre de espírito, como de sangue real,
simples e natural, como de origem humilde.

Um herói na conquista de si mesmo,
alguém que lutou com Deus,
uma fonte de santificação,
um pecador que Deus perdoou.

Dos seus desejos o mestre,
um servidor dos tímidos e dos fracos
que não se submete aos poderosos
mas que se inclina diante dos pobres.

Discípulo do seu Senhor,
chefe do seu rebanho.

Um mendigo de mãos estendidas,
um portador de dons inumeráveis,
um homem no campo de batalha,
uma mãe que reconforta os doentes.

Com a sabedoria da idade
e a confiança duma criança.

Em tensão para o Alto,
os pés bem assentes na terra.

Feito para a alegria,
conhecendo o sofrimento,
longe de toda a inveja,
clarividente,
falando com franqueza.

Um amigo da paz,
um inimigo da inércia,
fiel para sempre.

Tão diferente de mim!...

(adaptação dum texto de Salzbourg, da Idade Média)

Família loba da família

Foram ambos falar com a direcção do Lar. Era imperativo colocar o pai dele lá dentro. Mas avisaram de antemão que a reforma do "velho" era baixinha, que não podiam pagar loucuras, nada disso.
O director daquele Lar ficou de boca aberta. É que aquela família era mais do que conhecida na redondeza. Gente abastada, com uma vida folgada, filhos bem na vida, empregada doméstica. Enfim, gente rica.
Que não, que não podiam ter o "velho" em casa, que os prendia demais, que não lhes deixava tempo para sair, ver os netinhos, que estava muito chatinho, que eles já tinham trabalhado muito e que agora também mereciam descanso...
O director sentiu um suor frio a escorrer pela espinha. Era conhecida a vida de trabalho daquele idoso. Homem que do nada deixou uma fortuna àquele seu único filho. Pessoa sem vícios, vivera só para a família. Bom cidadão, nada lhe podia ser apontado. E agora o próprio filho a querer corrê-lo de casa! Mais, a regatear cada tostão pedido pelo Lar como se fosse um pobrezinho!

É o que temos hoje, conformam-se alguns. Eu não me conformo com este assalto constante, pertinente e frontal à família onde os idosos já não cabem porque dão trabalho, porque são chatos, porque incomodam, porque já não produzem, porque deram tudo aos filhos...
Mais, famílias desta estirpe não são famílias, são ajuntamentos de conveniência, sem estofo, sem profundidade, sem sentimentos, sem humanidade.
Não são só as leis que os políticos fazem que atentam contra a família. Hoje a própria família é muitas vezes loba da família.

11 de Fevereiro: Dia da Senhora de Lurdes e Dia Mundial do Doente

“Além do serviço organizado de visitadores de doentes, em casa e nos hospitais, e dos ministros extraordinários da comunhão, é tarefa de cada comunidade cristã a ternura compassiva para com os familiares da pessoa doente, a companhia consoladora no sofrimento, a oração confiante”.

Viver este dia com “responsabilidade”, implica “rever as formas de presença da comunidade junto das pessoas doentes”. As comunidades muitas só se sensibilizam “ quando a doença atinge cada indivíduo ou os seus mais chegados”. Contrariando esta tendência, pede-se “a manifestação permanente do cuidado com os doentes”. (Comissão Episcopal da Pastoral Social)


Gruta de Massabielle - Gruta da aparição da Virgem Maria para a, então menina, Bernadette Soubirous, Sta Bernadette .

Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje. “Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.

Católicos? Que católicos?

Isto não se passou no Alentejo. Nem em Lisboa. Aconteceu no "catolicíssimo interior".

Decorria à noite um curso de formação. Um dia alguém sugeriu que poderíamos ter também formação ao Domingo. Ao que outrem retorquiu que se calhar não poderia ser, pois poderia haver quem quisesse ir à missa.
Houve apenas duas pessoas que levantaram a mão indicando que iam à missa e que estavam indisponíveis para ter formação ao Domingo: o orientador e uma senhora (num universo de 16 pessoas!!!)
E ainda dizemos nós que somos um país de crentes, de católicos, etc. Somos, isso sim, um país de Católicos envergonhados...

É por estas e por outras que cada vez mais me convenço que o Baptismo deveria ser´recebido apenas em adulto após o catecumenado. É por estas e por outras que acho que o Crisma nunca deveria acontecer antes dos 18/20 anos.
Temos livros cheios de católicos; temos a vida vazia de católicos.
Andamos a engarnarmo-nos a nós mesmos. E o pior é que não queremos acordar. A começar por "cima"!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O verdadeiro apóstolo busca ocasiões de anunciar Cristo

Inúmeras oportunidades se oferecem aos leigos para exercerem o apostolado de evangelização e santificação. O próprio testemunho da vida cristã e as obras, feitas com espírito sobrenatural, têm eficácia para atrair os homens à fé e a Deus; diz o Senhor: «Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que vejam as vossas boas obras e dêem glória ao vosso Pai que está nos céus» (Mt. 5, 16).
Este apostolado, contudo, não consiste apenas no testemunho da vida; o verdadeiro apóstolo busca ocasiões de anunciar Cristo por palavra, quer aos não crentes para os levar à fé, quer aos fiéis, para os instruir, confirmar e animar a uma vida fervorosa; «com efeito, o amor de Cristo estimula-nos» (2 Cor. 5, 14); e devem encontrar eco no coração de todos aquelas palavras do Apóstolo: «ai de mim, se não prego o Evangelho» (1 Cor. 9,16) (1).

DECRETO APOSTOLICAM ACTUOSITATEM, SOBRE O APOSTOLADO DOS LEIGOS, 6 - Concílio Vaticano II

COMO EXPLICAR SEM OFENDER

Um homem de 85 anos estava a fazer o seu check-up anual. O médico perguntou como ele se estava a sentir, ao que o velho respondeu:
- Nunca me senti tão bem. A minha nova esposa tem 18 anos e está grávida..., esperando um filho meu. Qual a sua opinião a meu respeito doutor?
O médico reflectiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma história: eu conheço um tipo que era um caçador fanático, nunca perdeu uma única época de caça. Mas, um dia, por engano, enfiou o seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e..., BANG.............., o urso caiu morto. Disse o velhinho:
- HA! HA! HA! Isso é impossível..., algum outro caçador deve ter dado um tiro no urso por ele.
- Exactamente!!!

Porque hoje é dia 10...

Num fim-de-semana recente, a Ana Maria e filha, andavam de loja em loja no Colombo.
Eu e o filho andávamos a passear nos corredores, a fazer de conta que estava a ser divertido esperar por elas!!!!
O André, nas suas sempre surpreendentes divagações, inicia-se na especulação sobre as fases da vida.
E atira:
- Pai, eu estou na primeira fase da vida, os primos crescidos estão na segunda fase, tu e a mãe estão na terceira fase e os avós estão na quarta fase da vida, não é?
Respondi:
- Bem, filho, eu estou ainda na fase dos primos crescidos, os tios, irmãos do pai, é que estão na terceira fase.
O André não desarma:
- Mas, pai, tu não está na metade da tua vida?
Algo baratinado respondi:
- Bem, se tivermos por referência a avozinha, é verdade.
Diz o André:
- Ó pai, já viste que quando nasceste a Avó ia fazer 43 anos e quando a avó morreu tu ías fazer 43 anos?!
Não sei o que respondi.
Não tinha pensado nisso antes.
Coincidências?!
Nuno

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A vocação de leigo

Parece que alguns ainda não entenderam que a vocação de leigo é de ser cristão no mundo e animador evangélico das estruturas sociais.
- D. António Marcelino

Naquele consultório, falava-se de tudo e de todos

Cheguei e dirigi-me ao balcão. Uma senhora atendeu-me com cara de poucos amigos.
"A gente paga e é atendida com esta antipatia? Oh! Mas sabes lá os problemas que podem estar na origem desta reação?"
Olhei para a sala, cheia como um ovo, e vislumbro um lugarzinho no meio. Sento-me. O médico está muito atrasado.
"Ai se fosse o padre a chegar às celebrações com este atraso, era o lindo e o bonito... Assim, comem e calam!"
Embalado pelo zum-zum fluído do ambiente, disparo para os meus pensamentos. De repente, como pedrada no charco, uma frase acorda-me:
"- É tão feio que mete medo ao susto!"
Eram duas senhoras que assim se referiam ao marido de uma amiga comum.
Ligo o radar auditivo.
Ao fundo, à esquerda, dois cavalheiros discutiam animadamente sobre futebol. As ondas verdes embatiam contra as vermelhas. O azul não entrava e eu bazei. À frente, do mesmo lado, um grupinho de mulheres torcia-se à volta de uma senhorita de belo aspeto. Doenças. Cada uma apostada em apresentar mais maleitas do que a outra. Penso que elas nem se ouviam. Cada uma queria apenas captar a intensidade da dor alheia para logo começar a montar as arribas do seu sofrimento, desnudando-o em seguida à compaixão insofrida do grupo. Então a tal senhorita era um verdadeiro armazém de doenças! Cada pacotão!
Ligo o radar direito.
Ao fundo, de pé, três homens carpiam sobre o estado da agricultura.
- É uma "desgrácia"! Não sei onde a gente vai parar... Sementes a adubos caríssimos e depois as nossas coisas ou não as querem ou querem-nas de graça! Qualquer dia, temos que andar prá aí com o saco na mão a pedinchar. A gente já nem ganha pra comer quanto mais pra pagar a Casa do Povo!"
E saraivavam sobre o governo, os comerciantes, as cooperativas.
Desse lado, na fila da frente, um homem, aparentando ares de importante, ia mexendo displicentemente numa revista, enquanto olhava superiormente pelo canto do olho.
Na minha fila, uma adolescente a quem a costureira havia roubado abundantemente no pano, parecia uma libelinha tonta. Volta e meia levantava-se, maneava-se toda até ao espelho e toca a retocar a maquilhagem. A cada volta, a saia subia um niquito! Sentava-se então, cruzava as pernoilas, enquanto os dentes não cessavam de bombardear uma pobre chiclet.
- Está quieta, rapariga! Parece que tens bichos carpinteiros no corpo! - barafustava a mãe já impaciente.
- Oh!
À frente, no meio, dois senhores carecas iam dando umas "porradas" no Costa, perante os acenos de simpatias do círculo mais próximo. Então o careca mais careca parecia apostado em suplantar o Pacheco Pereira.
Cada tirada de fazer corar a gramática e de causar enjoos à inteligência mais tolerante e compassiva. Mas percebia-se o que queria dizer. Percebia-se sobretudo os motivos do assentimento de quem ouvia. E penso que é uma pena o nosso primeiro não abandonar o palácio das suas certezas para vir aprender na universidade da vida!
Há bastante tempo que as consultas se desenrolam a passo de caracol. Mas não será por isso que a sala tem tanta gente? As pessoas não gostam de ser consultadas à pressa, precisam de tempo, merecem tempo.
- Ai, valha-me Deus! Já não me "despaxo" a horas da carreira! Tenho que telefonar ao meu home pra me vir buscar! - Caramunhava-se uma senhora de ar desgrenhado. - Minha "sinhora", veja-me aqui na lista, por favor que eu não "inxergo" estes números que parecem piolhos."!
E esticava até Lalim o telemóvel no braço.
"Hum! Há horas aqui e ainda ninguém puxou conversa sobre padres! É de admirar! Está para cair algum santo do altar abaixo!"
O altifalante chama pelo meu nome.
- Boa tarde, sr doutor!
- Boa tarde - diz quase sussurrando o médico, com um ar de indiferença e de rotina.
- Então...
- Então, sr doutor, é que estou aqui stressado pra caramba...
- Stressado?
- Pois, mandaram-me cá estar às tantas. Já são tantas!!
- Pois, sabe que as consultas têm que demorar o tempo necessário...
- Isso eu sei. Mas acho que o sr doutor já merecia um relógio que não atrasasse tanto...

Banho táctico

Pronto, já sei. Lá virão alguns dizer que estou sempre a "malhar" no Jesualdo, que é embirração, que tal e coisa...
Mas quem viu o jogo, não pode deixar de reconhecer que Jesualdo levou um "banho táctico" de Quique Flores, treinador do Benfica, que preparou superiormente este desafio com o Porto.
E para reforçar o falhanço táctico de Jesualdo, temos a entrada em jogo de Mariano que deixou o Porto a jogar com dez.

Porto e Benfica empataram. Dirão alguns que isso aconteceu através de um penalti inexistente e que, portanto, o resultado foi falseado pelo árbitro. Concordo que o penalti não existe. Mas lembro igualmente que ainda na 1ª parte houve uma grande penalidade sobre o Lucho que não foi assinalada.

Oportunidades de golo houve para ambas as equipas e fiquei com a sensação que Helton teve mais trabalho e mais difícil do que o guardião encarnado.
Na presente época, o Porto tem encaixado uma série de golos de bola parada. E Jesualdo não aprende, não ensina??? Ontem, mais um...

Os jogadores do Porto foram poupadas no jogo a meio da semana, pois os dragões foram a Alvalade jogar com os suplentes. Ao contrário, os da Luz, no jogo a meio da semana, apostaram em grande parte dos titulares. Pois ontem os benfiquistas pareceram-me mais frescos fisicamente. Neste caso, Jesualdo perdeu em duas frentes: foi goleado em Alvalade e não passou de um empate no Dragão.

Já não suporto essa desculpa de Jesualdo da "equipa em construção". O contestado Adrianse tinha uma equipa em construção e ganhou no mesmo ano campeonato e taça, coisa que Jesualdo ainda não conseguiu.

O jogo de ontem não foi nada de especial em termos de espectáculo, muito táctico, onde o que mais me chamou a atenção foi a superior disposição táctica encarnada que manietou a equipa de Jesualdo o qual se mostrou, mais uma vez, incapaz de reagir.

No ano a seguir à última época de Mourinho em que o FCPorto ganhou a Taça dos Campeões, foram 3 os treinadores que passaram pelo Dragão que perdeu o campeonato graças aos jogos não conseguidos em casa. Não será o que se está a passar este ano?
Dir-me-ão que os portistas vão à frente. Verdade, com um ponto de avanço. Mas não convencem, mormente quando jogam no seu reduto. Por mim, oxalá consigam o tetra...

Não posso deixar de dar os parabéns ao Braga. Grande equipa. Nunca ouvi o Jorge Jesus falar de "equipa em construção" e, se não fora o facto de ter sido prejudicado nos jogos com o Benfica e o Porto, onde estaria agora o Braga? Ah! Não se esqueça que Jesus chegou nesta época a Braga e Jesualdo já vai na terceira consecutiva no Dragão. Anseio que seja a última...