terça-feira, 29 de janeiro de 2019

BASTA de "bater" nas forças de segurança.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, pessoas a caminharem e ar livre
Alguma comunicação social - e não só - parece um abutre a cair sobre qualquer deslize, real ou pressuposto, dos agentes de autoridade,  PSP, GNR, PJ … E não estão só. Contam com a "indignação" de certas forças políticas, mormente certa  esquerda do quadrante político nacional.
Tudo se exige aos agentes policiais a quem não é tolerado qualquer deslize como se fossem deuses. Se não atuam, é porque não atuam; se atuam, é porque houve excessos, abuso de autoridade, uso de força desproporcional, etc.
Mas perguntemo-nos:
-  Estão ao nosso serviço, dia e noite: velam pela nossa segurança, guardam as nossas aldeias, vilas e cidades,  estabilizam o trânsito, mantêm a ordem pública, sempre atentas aos acontecimentos....
- São, em geral, mal pagos, têm faltas de meios compatíveis, estão sujeitos a um stress enorme que tem levados alguns ao suicídio ou a doenças incapacitantes;
- Sem uma autoridade prestigiada e apoiada não há segurança dos cidadãos que se aguente. E sem segurança não existe democracia real;
- A incompreensão do seu difícil trabalho acaba por trazer más consequências para os cidadãos. Se os agentes se sentem incompreendidos, acabarão, como humanamente é compreensível, por estar de pé atrás perante as situações;
- Tantas e tantas vezes que são os agentes de autoridade a ter de enfrentar problemas e situações que o poder político se mostra incapaz de resolver! Bairros problemáticos, sem condições humanas e sociais, são fonte de enormes problemas que sobram para as polícias.
- Pessoas sem acesso à progressão social, à cultura  e ao emprego podem ser  origem de conflitos, revoltas, atos insurretos, crimes de vandalismo  sobram para as polícias…
- O problema das dependências, drogas e quejandos, deve merecer a intervenção da sociedade e muito mais das forças políticas. Como tal não é feito, sobre para a polícia…
 
É hora de manifestarmos o nosso apoio às forças de segurança - GNR e PSP e PJ. 
Merecem o nosso apoio, o nosso agradecimento e o nosso aplauso.
BASTA de "bater" nas forças de segurança."

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Carta de um sacerdote católico para o NEW YORK TIMES


Caro irmão e irmã jornalista:

 Sou um simples sacerdote católico.

Estou feliz e orgulhoso da minha vocação.

Há vinte anos que vivo em Angola como missionário.

Vejo em muitos meios de informação, sobretudo no vosso jornal, a ampliação do tema dos sacerdotes pedófilos, com investigações de forma mórbida sobre a vida de alguns sacerdotes.

Falam de um de uma cidade nos Estados Unidos dos anos '70, de outro na Austrália dos anos '80, e seguida de outros casos recentes... 

Certamente isto deve ser condenado!

Veem-se alguns artigos de jornal equilibrados, mas também outros cheios de preconceitos e até de ódio.

O facto de pessoas, que  deveriam ser manifestação do amor de Deus, sejam como um punhal na vida de inocentes, provoca em mim uma imensa dor. 

Não existem palavras para justificar tais ações. E não há dúvida que a Igreja não pode deixar de estar ao lado dos mais fracos e dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e a prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.

Todavia, cria curiosidade a desinformação e o desinteresse para milhares e milhares

de sacerdotes que se gastam para milhões de crianças, para muitíssimos adolescentes e para os mais desvantajosos em todo o mundo! 

Considero que, ao vosso meio de informação não interesse saber que, eu em 2002, passando por zonas cheias de minas, tenha devido transferir muitas crianças desnutridas de Cangumbe para Lwena (em Angola), porque nem o governo se importava, nem as ONG's estavam autorizadas. E penso que também não vos importa que eu tenha tido de sepultar dezenas de criancinhas, mortas na tentativa de fugir das zonas de guerra ou procurando regressar, nem que salvamos a vida a milhares de pessoas no México graças ao único posto médico em 90.000 Km2, e graças também à distribuição de alimentos e sementes. 

Não vos interessa também saber que nos últimos dez anos demos a oportunidade de receber educação e instrução a mais de 110.000 crianças...

Não tem uma ressonância mediática o facto que, com outros sacerdotes, eu tive de fazer frente à crise humanitária de quase 15.000 pessoas guarnições da guerrilha, após a sua rendição, porque não chegavam alimentos nem do Governo, nem da ONU.

Nāo faz noticia que um sacerdote de 75 anos, Padre Roberto, todas as noites percorra a cidade de Luanda e cuide dos meninos da rua, os leve para uma casa de acolhimento na tentativa de os desintoxicar da gasolina e que às centenas sejam alfabetizados. 

Não faz notícia que outros sacerdotes, como o Padre Stefano, se ocupem em acolher e dar proteção a crianças maltratadas e até violadas.

E nāo é de vosso interesse saber que Frade Maiato, não obstante os seus 80 anos, vá de casa em casa confortando pessoas doentes e sem esperança.

Não faz notícia que mais de 60.000, entre os 400.000 sacerdotes e religiosos, tenham deixado a própria pátria e a própria família para servir os seus irmãos num leprosário, nos hospitais, nos campos de refugiados, nos institutos para crianças acusadas de feitiçaria ou órfãs de pais mortos por SIDA, nas escolas para os mais pobres, nos centros de formação profissional, nos centros de assistência aos seropositivos... ou, sobretudo, nas paróquias e nas missões, encorajando as pessoas a viver e a amar.

Não faz notícia que o meu amigo, Padre Marco Aurelio, para salvar alguns jovens durante a guerra em Angola os tenha conduzido de Kalulo até Dondo e no caminho de regresso à sua missão foi cravado de balas; nāo interessa que frade Francesco e cinco  catequistas, para ir ajudar nas zonas rurais mais isoladas, tenham morrido na estrada num acidente; não importa a ninguém que dezenas de missionários em Angola sejam mortos por falta de assistência sanitária, por uma simples malária; que outros tenham morrido por causa de uma mina ao ir visitar a sua gente. No cemitério de  Kalulo encontramos os túmulos dos primeros sacerdotes que chegaram a esta região...nenhum deles chegou a completar os 40 anos!

Não faz notícia acompanhar a vida de um sacerdote “normal” na sua vida quotidiana, entre as suas alegrias e as suas dificuldades, enquanto gasta a própria vida, sem fazer ruído, a favor da comunidade pela qual está ao serviço.

Na verdade não procuramos fazer notícia, mas procuramos simplesmente levar a Boa Nova, aquela que sem ruído iniciou na noite de Páscoa.

Faz mais ruído uma árvore que cai do que uma floresta a crescer.

Não é minha intenção fazer uma  apologia da Igreja e dos sacerdotes. 

O sacerdote não é nem um herói, nem um neurótico.

É um simples homem que, com a sua humanidade, procura seguir Jesus e servir os seus irmãos.

Nele existem misérias, pobreza e fragilidade como em cada ser humano; mas existem também beleza e bondade como em cada criatura...

Insistir de forma obsessiva e persecutória sobre um tema, perdendo a visão do inteiro, cria realmente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico e é disto que me sinto ofendido. 

Jornalista: procure a Verdade, o Bem e a Beleza. Tudo isto  o fará nobre na sua profissão.

Amigo... peço-lhe apenas isto... Em Cristo,

 Padre Martín Lasarte sdb 

“O meu passado, Senhor, confio-o à tua Misericórdia; o meu presente ao teu Amor; o meu futuro à tua Providência”.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

XXXIV Jornada Mundial da Juventude

Tema: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38)
Celebração internacional – Cidade do Panamá (22-27 de janeiro)

Entre os dias 23 e 28 de janeiro o Papa Francisco estará no Panamá para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019.
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*Os jovens precisam da Igreja e a Igreja precisa dos jovens.
*Vamos ver até que ponto o último Sínodo sobre os jovens tem repercussão nesta Jornada Mundial da Juventude.
*Muitas gente olha para a Igreja como uma instituição virada para o passado, seus costumes, tradições e leis. Infelizmente, dentro da própria Igreja há quem fomente esta visão. Os ultraconservadores e fundamentalistas insistem e persistem em apresentar o que me parece ausente de Evangelho.
*O cristianismo tem um rosto jovem, novo. O seu fundador é um Jovem: Jesus de Nazaré. Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Deus é eterno e como tal sempre novo.
* Quando a Igreja, atenta "aos sinais dos tempos" quer ser "os odres novos" onde acolhe o "vinho novo" do Reino de Deus, então ela transforme-se, converte-se, alegra-se, abre-se, envolve, abraça, transforma.
Que o Espírito da "primeira hora" venha também hoje sobre a Igreja, a abra à sua ação e a transforme com o fermento novo do Evangelho.
Vinde, Espírito Santo!

domingo, 20 de janeiro de 2019

SE UMA CRIANÇA CONVIVE… Resultado de imagem para criança tímida
-Com a crítica, aprende a condenar.
-Com a hostilidade, aprende a ferir.
-Com a zombaria, aprende a ser tímida.
-Com a vergonha, aprende a se sentir culpada.

MAS, SE A CRIANÇA CONVIVE…Resultado de imagem para criança confiante
-Com a tolerância, aprende a ser paciente.
-Com o encorajamento, aprende a ser confiante.
-Com o louvor, aprende a apreciação.
-Com a imparcialidade, aprende a ser justa.
-Com a segurança, aprende a ter fé.
-Com a aprovação, aprende a gostar de si própria.
-Com a aceitação e a amizade, aprende a encontrar o amor.
Do livro Amor e Vida em Família,de Geziel Andrade,

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A Igreja e o sexo

Na sua obsessão pelo sexo, a Igreja não pode reclamar-se de Jesus. De facto, segundo os Evangelhos, Jesus raramente falou de sexo e, quando o fez, foi provocado por perguntas que lhe fizeram. E, aí, apelou para o amor, a fidelidade no casal e a igualdade do homem e da mulher. Apaixonado pela felicidade das pessoas, participou em festas de casamento e até fez com que aparecesse o vinho que faltava! Ele próprio celibatário, não impôs o celibato: São Pedro, por exemplo, era casado, e o celibato obrigatório para os padres na Igreja do Ocidente só começou a impor-se no século XI, com o Papa Gregório VII.
O que envenenou a relação da Igreja com a sexualidade foi, essencialmente, a influência perniciosa da gnose, que, contra o cristianismo autêntico, desprezava a matéria e o corpo. Depois, Santo Agostinho, a partir de uma experiência pessoal negativa da sexualidade e de uma exegese errada - ele seguiu a tradução latina de um passo célebre da Carta de São Paulo aos Romanos, capítulo 5, versículo 12: Adão, "no qual" todos pecaram, quando o original grego diz "porque" todos pecaram -, formulou, como solução para o problema do mal, a doutrina do pecado original. E a questão é que esse pecado foi entendido não como o primeiro de todos os pecados - todos os seres humanos são pecadores -, mas como um pecado herdado de Adão e transmitido por geração, portanto, no ato sexual. Finalmente, com a reforma gregoriana, foi-se erguendo a tríplice coluna sobre que assenta, segundo Hans Küng, o paradigma católico-romano: papismo (poder centrado no Papa), celibatismo (celibato obrigatório por lei para os padres), marianismo (devoção a Nossa Senhora como compensação).
Anselmo Borges, aqui

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Não deveria o Rendimento Social de Inserção ser apenas para aqueles que precisam porque, por um motivo ou outro, não podem mesmo trabalhar?


Há tanta gente a receber Rendimento Social de Inserção (RSI) que podia trabalhar, mas não quer trabalhar!
Já no tempo da apanha da fruta ouvi o mesmo. Voltei a ouvir no tempo da apanha da azeitona:
"FALTA GENTE PARA TRABALHAR!"
A 30 euros por dia, seriam 600 euros por mês... E apanhar azeitiona ou maçã toda a gente sabe...
Entretanto sabe-se que há muita gente a receber o Rendimento Social de Inserção, que podia muito bem ir ganhar o pão com o suor do seu rosto, mas que prefere viver à custa dos impostos dos outros...
Quando o governo do Eng. Guterres instiuiu esta forma de apoio, eu aplaudiu e regozijei .
Anos depois, questiono. Estamos a criar gerações de dependentes. A segunda e terceira gerações continuam a receber este rendimento. Habituaram-se a viver desta maneira e perderam a noção da dignidade que só o trabalho oferece.
Não deveria o Rendimento Social de Inserção ser apenas para aqueles que precisam porque, por um motivo ou outro, não podem mesmo trabalhar?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Abrigos agrícolas em pedra...

  
Já lá vão uns anos. Decorria uma visita de estudo e acompanhei os alunos. Os trabalhos exigiam que se andasse um bocado a pé pela serra. Às tantas, um aluno perguntou:
- Sr Professor, para que serviam aquelas casinhas pequeninas de pedra espalhadas pelos campos?  Será que são vestígios dos Iberos ou dos Celtas?
Esclareci que não. Apenas humildes edificações em pedra destinadas a apoiar o trabalho agrícola e/ou o pastoreio.
A agricultura e a pastorícia desenvolviam-se ao ar livre - como hoje, embora actualmente haja também as estufas. Ora "quem anda à chuva molha.se." Então os agricultores e os pastores, porque sabiam por experiência da imprevisibilidade do tempo, foram semeando pelos campos estes abrigos para se defenderem dos temporais.
Tais abrigos serviam ainda para arrumar alfaias agrícolas, mormente quando o trabalho no campo se prolongava por mais de um dia...
- E por que razão não fugiam para casa quando vinha a chover' - insistiu o aluno.
Tirando as quintas, as pessoas viviam nos povoados e possuíam terras dispersas por bem longe. Não havia estradas nem caminhos em condições e, muito menos, transportes como hoje. Daí a necessidade de edificarem estes abrigos para se protegerem...
- E não roubavam as ferramentas agrícolas? - pergunta uma pequena.
Rarissimamente. Até nas casas as pessoas dormiam com as chaves na porta. Eram outros tempos. Havia muito mais respeito pelos pertences de cada um.
- Pois, quem dera que hoje fosse assim - comentou a aluna.
E poderá vir a ser se todos quisermos. Basta que todos nos convençamos que aquilo que é dos outros aos outros pertence.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Capela de Nossa Senhora das Necessidades

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Arquitetura
Envolvência
História
Lenda
Quem vai à capela da Nossa Senhora das Necessidades, ao passar a última curva da estrada, dá com um largo espaçoso, onde sobressai no início, aos olhos do visitante, um grande cruzeiro em granito bem elaborado e de dimensão apreciável.O fuste cilíndrico apoia numa base que assenta em três degraus e remete-nos para um espaço sacro. Em fundo aparece a capela em formato hexagonal, fechada na cobertura em abóboda e de alto zimbório. A sua arquitetura não deixa ninguém indiferente, quer pela sua singularidade, quer pela sua imponência. Desconhece-se o ano da fundação, mas poderá ser da época da renascença. A fachada tem um portal de alguma beleza. É emoldurado com pilastras e coroado com um nicho em forma oval, onde abriga uma escultura da patrona da capela. Remata as paredes, uma cornija bem elaborada. Em cada ângulo assentam seis pináculos e no ângulo principal assenta uma cruz latina.Tem um único altar, feito em madeira talhada, com colunas e outros elementos com alguma arte. É pintado e predominam os tons branco e azul, tão característicos do embelezamento mariano. Ao centro sobressai a Santa que dá nome à ermida, com raios resplandecentes dourados em fundo, ladeada por S. Miguel e Santo António. Tem ainda outra escultura, designada de o Senhor do Ouvido.0 adro em redor tem gradeamento e pavimento em pedra trabalhada. Daqui, pode-se obter umas vistas interessantes para a zona ribeirinha do rio Barosela.
 

s.A Lenda da fundação
Segundo relatos populares, a capela é do tempo dos Mouros e foi feita numa noite. À medida que os construtores iam levantando os muros iam aconchegando terra para servir de apoio, tipo andaime, para a sua construção. Abadada a obra, num dia ao final da tarde, reuniram pessoas da região e começaram a tirar as terras em redor da capela. De manhã, ao nascer do sol, a capela já era visível em toda a sua dimensão e de todos os povos em redor, daí a lenda da capela ser construída numa noite. 
Carlos Albuquerque, in Notas e Anotas

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Não será o "deus consumo" o verdadeiro Menino do Natal?

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* Aquela família costuma tirar uns dias de descanso por altura do Natal. Tempo que era  gasto para sair de casa com os filhos. Algarve e estrangeiro eram destinos à espera. Mas nos últimos 3 anos têm ficado por casa da mãe de um deles. A senhora está velhinha, doente, a precisar de apoio especial. Descobriram por si mesmos que os restantes irmãos não tinham mais dever de cuidar da velhinha do que eles. Então prescindiram de saídas e ficam, permanecem, apoiam, ajudam, acompanham a mãe. Os filhos, jovens, que a princípio torciam o nariz, agora são uns fãs da decisão dos pais.
Mas quantos fazem isso? Muitos que vivem longe lá vão passando um dia ou dois pelos pais velhos, mas sempre com "fogo no rabo" para irem "laurear o queijo". Quem está por perto que se arranje…


* Já não há paciência para as "Boas Festas" que nos chegam através das redes sociais! Tudo igual, em série. Chegam dezenas  de gifs, vídeos, postais, gravuras iguais. Sem uma única palavra que revele pessoalidade, atenção á pessoa a quem se mandam as Boas Festas. Nada, tudo em série, massificado, impessoal!
Quando tal acontece, lamento, mas o destino fatal é o imediato "delete"!
E o mais incrível é por vezes o acrescento: "Espero receber de volta", referindo-se ao postal, à mensagem, ao gif, ao filme… É o cúmulo! Massificação e egocentrismo. Claro, o destino imediato é o delete!


O despesismo da passagem de ano é confrangedor. Fortunas são gastas. Roupas, maquiagens, jantares, corridas desenfreadas para destinos caros, unidades hoteleiras a rebentar pelas costuras,  gastos monstruosos em fogo de artifício…
Depois volta o queixume da vida cara, do dinheiro que não chega para nada, de não ser possível chegar aqui ou ali, sendo a culpa sempre dos outros.
Parece que não se aprendeu nada com a última grande crise que afetou o país. Portamo-nos como se nada nos tivesse acontecido.  Estamos a gastar em supérfluos o que nos vai fazer falta, infelizmente.


Já existem "ceias de natal" em novembro, porque dezembro já não tem dias suficientes para tanta ceia.
Entrou-se na paranoia das "ceias de natal". Não há associação, empresa, grupo, instituição pública ou privada que não promova tal evento. São às dezenas e dezenas. Parece que já fazem parte do funcionamento normal das instituições - algumas com várias de tais ceias… Ouvi pessoas queixarem-se de enjoo de tanta ceia…
Se são amigos a promover tais eventos, é com eles. Mas se é uma instituição pública ou subsidiada, o caso pode mudar de figura. Não se fazem festas com os impostos dos outros… Até porque há muito, muito mesmo onde gastar bem o dinheiro. As necessidades humanas e o imperativo do progresso exigem que se tenham em atenção estes gastos.