quinta-feira, 30 de abril de 2009

A nova gripe

Que fazer, em Portugal?
Para já, a nível individual, nada.

A nível das autoridades de saúde, vigilância, controlo a nível de medicina das viagens, planeamento desde já de condições de hospitalização e isolamento de milhares de possíveis doentes (atenção, vai ser a esta escala, transformando a FIL em hospital).

O que faria agora eu, como indivíduo?
Obviamente, cancelar qualquer viagem marcada para o México ou para o sul dos EUA. Informar-me junto do meu médico sobre todos os sinais de alerta, os sintomas da gripe, que muita gente confunde com os de uma vulgar constipação.
Se começar a haver casos em Portugal, usar máscara, deixar de frequentar locais com muita gente, isolar em casa, como prisioneiros, os nossos pais septuagenários. E, se a religião ajuda, rezar frequentemente.
Prof. João Vasconcelos Costa, Doutor e agregado em Medicina (Microbiologia)
http://jvcosta.planetaclix.pt/moleskine.html#10

Entretanto o Prof. João Vasconcelos Costa, como pode verificar ao consultar o endereço acima referido, afirma que esta nova gripe NÃO se transmite consumindo carne de porco.

A liberdade tem prioridade sobre a autoridade

A Igreja foi ao longo da sua história "uma plataforma de palavra livre". Assim, Santo António de Lisboa pôde pregar publicamente que Jesus tinha dito: "apascentai as minhas ovelhas", mas os bispos da altura entenderam: "ordenhai-as e tosquiai-as". O místico São Bernardo escreveu ao Papa, dizendo--lhe que não parecia sucessor de Pedro, mas de Constantino, perguntando: "Era isto que faziam São Pedro e São Paulo?" Comentando, o actual Papa escreveu, em 1962: "Se o teólogo de hoje não se atreve a falar dessa forma, é sinal de que os tempos melhoraram? Ou é, pelo contrário, sinal de que diminuiu o amor, que se tornou apático e já não se atreve a correr o risco da dor pela amada?"
Karl Rahner, um dos maiores teólogos católicos do século XX, escreveu num pequeno livro - Liberdade e Manipulação - que a liberdade tem prioridade sobre a autoridade, que só se legitima como função de serviço; esta reinterpretação funcional da autoridade obrigará a superar "a mentalidade institucionalizada dos bispos, feudal, descortês e paternalista" e implicará a limitação temporal nos cargos eclesiásticos, incluindo o papal, que as decisões e directrizes sejam, em princípio, explicadas ao público, com razões, e que se volte a "pensar numa colaboração do povo na nomeação dos hierarcas".
Anselmo Borges, in DN, 18/4/09

Hoje recebi flores!....

Não é o meu aniversário ou nenhum
outro dia especial; tivemos a nossa primeira
discussão ontem à noite e ele disse-me muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse
a sério, porque me enviou flores hoje.
E não é o nosso aniversário ou
nenhum outro dia especial.

Ontem ele atirou-me contra a parede e
começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo,
mas dos pesadelos acordamos e sabemos
que não são reais. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados...
Mas eu sei que está arrependido, porque me enviou flores hoje.
E não é Dia dos Namorados ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.
Nem a maquiagem ou as mangas compridas
poderiam ocultar os cortes e golpes que me
ocasionou desta vez. Hoje não pude ir ao emprego
porque não queria que percebessem.
Mas eu sei que está arrependido porque
me enviou flores hoje. E não era Dia das Mãe
sou nenhum outro dia especial.
____________________________________
Ontem à noite ele voltou a bater-me,
mas desta vez foi muito pior. Se conseguir
deixá-lo, o que é vou fazer? Como poderia
eu, sozinha manter os meus filhos?
O que acontecerá se faltar o dinheiro?
Tenho tanto medo dele!
Mas dependo tanto dele que tenho medo
de o deixar. Mas eu sei que está arrependido,
porque me enviou flores.
___________________________________
Hoje é um dia muito especial:
É o dia do meu funeral!!
Ontem finalmente conseguiu matar-me.
Bateu-me até eu morrer.
Se ao menos eu tivesse tido coragem e força para o deixar...

Se tivesse pedido ajuda
profissional. .. Hoje não teria recebido flores!
______________
Por uma vida sem violência!!!
__________________
PARA QUE SE TENHA RESPEITO PARA COM
A MULHER, COM AS CRIANÇAS, COM O IDOSO, ENFIM
QUERIDOS AMIGOS... QUE SE TENHA RESPEITO COM
O PRÓXIMO, SEJA QUEM FOR!!!
DENUNCIEM A VIOLÊNCIA... !!!
_____________
Violência contra a mulher!
NÃO!!!
(Enviado por email)

Gripe Suína - esclarecimentos e precauções


quarta-feira, 29 de abril de 2009

As aflições de D. Ana

- Boa tarde, D. Ana! Ei! Que cara é essa? Sente-se bem?
- "Então o padre não sabe? Olhe que a trevisão não fala noitra coisa..."
- Que se passa, D. Ana?
- "Que se passa, que se passa! O senhor tá cheio de saber... Aquela doença malina... a peste suícia. Olhe que até essa malina já saiu da Suicia e chegou ao Mexo. E o Mexo é bem perto de nós... Calquer dia bate-nos à porta!"
Sorri levemente. Ela não gostou e repreendeu-me:
- "Pois, o ri-se porque não tem três netos como eu na Suicia. Ai, meu Deus, se a essa malina chega ò hotlel onde eles trabalham!... Deus tenha compaixão! Nem quer pensar..."
Procurei revestir-me da maior da compreensão e animá-la. Nada. Estava super-excitada.
- "Tamos no fim do mundo, padre! O sabe muito bem o que tá scrito. Pró fim do mundo, hão-de aparecer coisas que nunca se viram. Nosso Senhor tá muito ofendido com as poucas vergonhas que há por aí. Ai, Nosso Senhor nos livre da fome, da peste e da guerra!"
- Calma, D. Ana! Devemos estar vigilantes, mas não tão preocupados. As autoridades da saúde dizem que em Portugal não são conhecidos casos...
Não me deixou acabar.
- "Bem sabem lá eles! Quem sabe é Nosso Senhor. Atão se a essa malina já matou tanta gente no Mexo, um dia destes vamos tê-la aqui... O não sabe que o Mexo é pertinho de Portugal?!"
Disse-lhe que não, que o México ficava a muitos milhares de quilómetros de Portugal, do outro lado do mar, que não se afligisse assim...
- "O diz isso pra m'animar! Mas a trevisão diz que o Mexo é pertinho de nós..."

Bom, parece que à D. Ana o intensivo tempo de antena que as Tvs têm dedicado ao fenómeno "peste suína" só tem contribuído para a afligir e confundir. Será a única?

Não tenho "pernas" que me ajudem...

A internet é hoje uma auto-estrada com várias faixas de rodagem onde cada um circula pela que mais gosta ou de que mais precisa.
Desde os motores de pesquisa como o google e outros, passando pela leitura de jornais online - normalmente permitindo comentários aos visitantes -, continuando pelos vários tipos de messenger e de chat, seguindo depois pela blogosfera, pelos sites temáticos e pelas vias da moda ( Twitter, MySpace, Facebook, Hi5), terminando no email... há toda uma panóplia de meios ao serviço da comunidade humana que tornam o mundo ainda mais uma aldeia global.

Confesso que, como noutras coisas, admiro a gente nova. Movimenta-se na internet com uma perícia que me deixa a léguas.
Embora as aprecie e as ache utilíssimas, as novas tecnologias não me são acessíveis sem eu ter de fazer grande esforço. Até porque o que sei, aprendi à minha custa com uma ou outra ajuda ocasional de amigos.
Gostaria de entrar em espaços como Twitter, MySpace, Facebook... Mas é cá uma confusão... Já sei que alguns se riem e me acham mesmo aselha. Pois, o que para muitos é fácil, para outros é uma complicação.

Sei que há, felizmente, colegas sacerdotes que estão presentes nesses espaços, que não são só, nem muito menos, passatempo, mas um modo de estar, comunicar e levar Deus.
Olhem, colegas, também gostava de ir, mas não tenho "pernas" que me ajudem!... Façam o melhor que souberem e puderem.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Elogio e censura

Censura teus amigos em particular e elogia-os em público. (Públius Syrius)

É um blog estritamente pessoal

Uma jovem perguntou-me recentemente:
- O que o levou a criar o blog?
Dei-lhe duas explicações:

1ª Este é um blog estritamente pessoal. Aqui não represento mais ninguém a não ser a mim mesmo. As minhas ideias, o meu sentir, a minha mundivalência, os meus valores, os meus sonhos...
Disse-lhe que aqui não estava o pároco, o professor, o arcipreste, o capelão desta e daquela instituição. Apenas a minha pobre pessoa.

2ª Desde novo me marcou aquela palavra de Paulo VI. A comunicação social é o novo púlpito dos tempos modernos. Por isso criei e dirijo o jornal Sopé da Montanha, o boletim Apelo. Por isso mantenho um programa semanal na rádio. Nesta linha, apareceu a ideia da criação deste blog, que fez há dias dois anos. Porque me julgo bom comunicador? Longe, muito longe disso. Mas quem dá o que tem a mais não é obrigado.

A vida obriga-nos a encarnar papéis, funções e responsabilidades. Na escola, como professor, é preciso proceder em conformidade. Na paróquia ou na capelania, o mesmo, aspas, aspas... Então um espaço em que sejamos nós mesmos, nos apresentemos tais quais somos, aparece como importante meio de partilha, onde a pessoa emerge e se comunica idiossincraticamente.

Como nasceu o hábito dos casais andarem de mãos dadas?

Foi um procedimento de iniciativa masculina ...
"Se eu a soltar, ela vai às compras."

Papa visita região afectada por terremoto na Itália

Trancrevo do yahoo:

"O papa Bento XVI visitou hoje a área afetada por um terremoto no centro da Itália. O pontífice buscou confortar as vítimas e pediu uma reflexão dos responsáveis pelas construções frágeis, culpadas por parte das mortes. Bento visitou um acampamento, a basílica e um dormitório, na cidade de L'Aquila, de 70 mil habitantes. O colapso do dormitório visitado foi considerado o melhor exemplo da angústia vivida pela cidade. A situação gerou várias investigações criminais sobre os possíveis culpados pelas quase 300 mortes, no tremor de magnitude 6,3 na escala Richter.
O terremoto do dia 6 de abril deixou 296 vítimas fatais, em dezenas de cidades e vilas na região de Abruzzo, centro da Itália. Aproximadamente 50 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e milhares de construções ruíram ou foram gravemente danificadas. Promotores abriram uma investigação sobre as construções de muitos dos edifícios que caíram. É investigado tanto o trabalho de construção quanto os materiais utilizados e há acusações de que areia da praia foi ilegalmente misturada ao cimento, enfraquecendo as estruturas.
A primeira parada do papa foi na pequena Onna, varrida pelo tremor, que matou 40 de seus 300 moradores. Mais de 250 pessoas vivem em tendas em um estacionamento, enlameado após uma chuva que caiu no momento em que o papa chegava. Bento XVI disse que gostaria de visitar cada vila atingida pelo terremoto. Ele apelou para o governo e as empresas transformarem o socorro às vítimas em um projeto de longo prazo para a qualidade das construções.
Em L'Aquila, o pontífice se encontrou com dezenas de estudantes no lado de fora do dormitório que ruiu em uma universidade. Sete pessoas morreram neste local. "Agora que eu vi a destruição com meus próprios olhos, posso ver que é ainda pior que eu imaginei", afirmou o papa, segundo o reverendo Nunzio Spinelli. Bento XVI disse que gostaria de visitar a área antes, mas não queria interferir no trabalho de auxílio às vítimas. Em 1980, o papa João Paulo II viajou a Nápoles quase imediatamente depois de um terremoto. Na ocasião, o pontífice foi criticado, porque os elevados temores com sua segurança complicaram o trabalho de resgate."

Envorgonhado com justiça portuguesa

O bispo das Forças Armadas, Dom Januário Torgal Ferreira, falou, em Viseu, durante a homilia da missa pascal dos militares. Dom Januário está envergonhado com a justiça em Portugal.
Dom Januário Torgal Ferreira classificou a «forma como a justiça está a ser traduzida», como um «espectáculo degradante a que estamos a assistir em Portugal».
O bispo considera que «quem souber o mínimo de direito, do seu exercício e aplicação, sente-se envergonhado».
Dom Januário Torgal Ferreira pede um entendimento para que a justiça seja dignificada em Portugal.
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1214804

Grupo "MADURO MAIO"

Não pudemos marcar presença. Mas ouvimos elogios à actuação deste grupo que, na tarde do 25 de Abril, no Auditório Municipal, prestou tributo ao grande Zeca Afonso.
Pensamos que foi a sua primeira apresentação ao público. E, pelo que nos foi dado conhecer, muito auspiciosa.
Força, amigos!

Os santos proclama a glória de Deus

Fim da crise! - Claro, a rir, a rir...

Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, decidiu pôr fim em tudo.
Deus reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente a sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.
Deus disse:
"Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas".
E o povo dizia:
"Mas, Senhor...
"Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre!Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao Povo que estejam preparados. Têm 24 horas!
O primeiro a reunir o povo foi OBAMA. Em Washington DC, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse:
"Americanos, eu tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar. A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo. Mas, claro, já sabemos disso. A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus".
Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse:
"Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias. A primeira é que Deus existe... sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!! Estive enganado este tempo todo... A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir."
Finalmente, em Portugal, José Sócrates dá uma conferência de imprensa:
"Portugueses, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias. A primeira boa notícia é que eu, sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente. A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo e apenas em 24 horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, nada de burocracia, e o mais espectacular de tudo: O IVA vai acabar assim como a miséria e a pobreza neste País!! O Governo cumpriu tudo o que prometeu!!!"
(Enviado por email)

Casamento

Matrimónio:
  • Um egoísmo a dois?
  • Um amor partilhado?

Na prática, na vivência diária, o que é que acham?

Ainda será válido?

Sabedoria popular:
Nunca sirvas a quem serviu, nem peças a quem pediu.

Igreja apresenta-se na rede social My Space

A 46ª Semana das Vocações quer chegar aos jovens através das linguagens que lhes são mais próximas´.

www.myspace.com/vocacoes

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A OMS decidiu hoje elevar de três para quatro, o seu nível de alerta

Gripe Suína: Nenhuma região do mundo está imune à propagação do vírus - Organização Mundial de Saúde.

domingo, 26 de abril de 2009

À tripa forra, pois claro!

A crise não entra na Assembleia da República. Nem pensar! Ah! Nem no Parlamento Europeu!
A crise é para os vulgares mortais, jamais para os que atingiram o "Olimpo da Imortalidade".
A crise é para os pobres humanos, nunca para para os que atingiram o patamar da fama, do prestígio.
A crise é para os pobres terráqueos , mas não pode atingir aqueles que a divina política tornou semi-deuses...

Há pessoas que estão aos milhares no desemprego? Mais de 2 milhões à boca da pobreza? Gente que não tem dinheiro para comprar sequer comida?
Mas em que é que isto incomoda aqueles que se "vão da lei da morte libertando"? O manto diáfano da política protege-os, coloca-os muito para além da órbita da terra e das suas limitações. Por isso, eles gastam milhares e milhares de euros em obras para que o seu "céu" seja mais esplendoroso, mais celestial.
Angústias com o presente e o futuro nos vis mortais? Isso é lá com eles. A "divina" Assembleia da República substitui os seus carros de luxo por outros de luxo superior e, claro, novinhos em folha!

Dizem-nos que a Assembleia da República é o "coração da democracia". De duas uma: ou enxertamos um novo coração no "corpo social" ou este coração tornará mais doentes os outros membros sociais.

Depois vêem-se os responsáveis a insistir que votar é um dever cívico. Ouvimos partidos políticos preocupados com a abstenção. Chegam-nos os ecos da insatisfação com os políticos, provindos dos quatro cantos. Uma onde de descrença e de desacreditação percorre o país.

Como reagem os políticos? A ideia que dá é que vivem noutro mundo. Não estão atentos aos sinais sociais que lhes chegam, não captam o pulsar do país e continuam a agir como se nada se passasse.
Então num período como este, os maiores partidos estão de acordo que Portugal pague o dobro do vencimento aos seus deputados no Parlamento Europeu???
Então num período de agudíssima crise social, não há partidos que claramente se demarquem das despesas enormes com as obras no parlamento e com a renovação da frota automóvel? Até parece que, quando é para "coçar para dentro", todos estão de acordo!

Que fique claro. Dos regimes conhecidos, nenhum melhor do que a democracia. E é ela que me preocupa. E é ela que gostava de ver funcionar em pleno. Por ela, vale a pena mudar. Todos. A começar pelas instituições políticas.

sábado, 25 de abril de 2009

Disse o Cardeal-Patriarca

O poder político "convive mal com a Igreja e com a santidade".

Tarouca também festejou o 25 de Abril


Este não é o tempo de promessas fáceis, que depois se deixarão por cumprir

Ao discursar hoje na Assembleia da República, na sessão solene evocativa do 25 de Abril, Cavaco Silva, Presidente da República, disse que:

- Portugal atravessa uma crise que “não pode ser iludida."
- «O exercício do sufrágio é, sem dúvida, a melhor homenagem que poderemos prestar à liberdade conquistada há 35 anos».
- «A abstenção não é solução» e quem não vota abdica do direito de contribuir para «a construção de um Portugal melhor».
-«Este não é, seguramente, o tempo das propostas ilusórias. Este não é o tempo de promessas fáceis, que depois se deixarão por cumprir."
- "A crise obriga a prometer apenas aquilo que se pode fazer, com os recursos que temos e no país que somos e iremos ser».

Assim será a canonização de Nuno de Santa Maria

Nuno de Santa Maria (D. Nuno Álvares Pereira) torna-se este Domingo, 26 de Abril, o primeiro português a ser canonizado desde que Paulo VI, a 3 de Outubro de 1976, declarou Santa a religiosa Beatriz da Silva.

- Quer saber horários? Pretende saber como decorrerá a cerimónia de canonização?
- Deseja conhecer aqueles que serão canonizados amanhã com D. Nuno Álvares Pereira?
- Gostava de conhecer facetas interessantes do novo santo português?

Então veja aqui: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=72285&seccaoid=3&tipoid=242

3º Domingo da Páscoa


O Evangelho assegura-nos que Jesus está vivo e continua a ser o centro à volta do qual se constrói a comunidade dos discípulos. É precisamente nesse contexto eclesial – no encontro comunitário, no diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta comunitária da Palavra de Deus, no amor partilhado em gestos de fraternidade e de serviço – que os discípulos podem fazer a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. Depois desse “encontro”, os discípulos são convidados a dar testemunho de Jesus diante dos outros homens e mulheres.

A primeira leitura apresenta-nos, precisamente, o testemunho dos discípulos sobre Jesus. Depois de terem mostrado, em gestos concretos, que Jesus está vivo e continua a oferecer aos homens a salvação, Pedro e João convidam os seus interlocutores a acolherem a proposta de vida que Jesus lhes faz.

A segunda leitura lembra que o cristão, depois de encontrar Jesus e de aceitar a vida que Ele oferece, tem de viver de forma coerente com o compromisso que assumiu… Essa coerência deve manifestar-se no reconhecimento da debilidade e da fragilidade que fazem parte da realidade humana e num esforço de fidelidade aos mandamentos de Deus.
Agência Ecclesia

Semana de Oração pelas Vocações

De 26 de Abril a 3 de Maio, somos todos convidados a orar pelas Vocações. O mundo precisa de pessoas que se consagrem ao serviço de Deus e do próximo e o Papa Bento XVI, na sua mensagem para o Dia Mundial das Vocações, pede às comunidades católicas que rezem por esta causa.
Se é verdade que os últimos relatórios do Vaticano informam que "o número de padres aumentou nos últimos oito anos, com 405.178 no ano 2000, 407.262 em 2006, e 408.024 no ano de 2007", o certo é que, sobretudo na Europa, temos muita falta de sacerdotes e outras pessoas consagradas ao serviço do Reino de Deus.
"Acreditar no Senhor e aceitar o seu dom leva a entregar-se a Ele com ânimo agradecido aderindo ao seu projecto salvífico. Se tal acontecer, o «vocacionado» de bom grado abandona tudo e entra na escola do divino Mestre; inicia-se então um fecundo diálogo entre Deus e a pessoa, um misterioso encontro entre o amor do Senhor que chama e a liberdade do ser humano que Lhe responde no amor", escreve o Papa. O Papa indica que "a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada constitui um dom divino especial, que se insere no vasto projecto de amor e salvação que Deus tem para cada pessoa e para a humanidade inteira".
E o Papa aponta o modelo a todos os que se sentem chamados:
"Temos de novo aqui Jesus como o modelo exemplar de total e confiante adesão à vontade do Pai para onde deve olhar a pessoa consagrada. Atraídos por Ele muitos homens e mulheres, desde os primeiros séculos do cristianismo, abandonaram a família, os haveres, as riquezas materiais e tudo aquilo que humanamente é desejável, para seguir generosamente a Cristo e viver sem reservas o seu Evangelho, que se tornou para eles escola de radical santidade. Ainda hoje são muitos os que percorrem este itinerário exigente de perfeição evangélica, e realizam a sua vocação na profissão dos conselhos evangélicos."
In O Amigo do Povo

A Cruz Vermelha entre nós

A Cruz Vermelha de Vilela - Paredes - apareceu aqui hoje.
Trouxe brinquedos para as crianças e roupas para o GASPTA distribuir por quem precisa.
Deixou ainda lembranças referentes à instituição para a Catequese e para o GASPTA.
Por tudo lhe estamos muito gratos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O ideal de Abril é belo, é cristão


SEM JUSTIÇA HÁ LIBERDADE?

O ideal de Abril é belo, é cristão. Não o deixemos amordaçar. Nem adiar.

1.Ocorre amanhã mais um aniversário do 25 de Abril. Parece-me oportuno reflectir sobre a liberdade.
A liberdade é um tema essencialmente bíblico e marcadamente cristão. Se amputássemos da Sagrada Escritura o vocabulário relativo à liberdade ficaríamos, seguramente, com menos de metade do texto sagrado.

O Antigo Testamento oferece-nos a narrativa da libertação do povo eleito da opressão do Egipto. Fica claro que Deus está do lado dos oprimidos, comprometendo-se com a sua libertação.
O Novo Testamento é uma história de liberdade. Cristo é o libertador. Como refere S. Paulo, «foi para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gál 5, 1).
Cristo é o paradigma da liberdade porque é o paradigma da verdade. Só na verdade há liberdade (cf. Jo 8, 32)
Uma vida de mentira não é uma vida livre. Pelo contrário, é uma vida oprimida e opressora.
Jesus pagou um alto preço por causa do Seu compromisso com a verdade. Nunca seguiu a corrente. Nunca pactuou com interesses. Era verdadeiro. Era livre.

2. Em nome de Cristo, a Igreja nunca se pode calar quando a liberdade está em risco.
A Igreja nunca pode estar do lado dos opressores. E o silêncio, como é óbvio, pode ser interpretado como conivência com os opressores.
A liberdade está ameaçada quando os direitos não são respeitados e quando as injustiças são promovidas.
Não havia liberdade em Portugal antes do 25 de Abril. Mas será que, hoje, há liberdade?
Haverá liberdade quando uma parte significativa da população é impedida de aceder ao trabalho, à saúde e à educação?
Haverá liberdade quando o delito de opinião dá sinais de ter regressado, quando uma pessoa é estigmatizada por assumir o que pensa e por dizer o que sente? Não será, por isso, altura de, também em Portugal, libertar a liberdade?

3. Em nome de Cristo, a Igreja não se pode limitar a dar o pão aos famintos. Tem de ser também a voz dos espezinhados, dos explorados.
A Igreja não pode ter medo das reacções. Só há reacção perante uma acção. Antes a crítica por causa da intervenção corajosa do que a censura por causa do silêncio cúmplice.
Em nome de Cristo, a Igreja não pode pairar sobre a vida. Tem de aterrar na vida. Na vida das pessoas, especialmente das pessoas pobres.
Na hora que passa, a Igreja tem o dever de ajudar a reconduzir a liberdade ao seu ambiente natural.
É preciso recolocar a liberdade na verdade, na justiça e no desenvolvimento.
Necessitamos de liberdade para procurarmos a verdade. E necessitamos da verdade para crescermos em liberdade. Sem liberdade não há verdade. Sem verdade não há liberdade.
Enquanto esta associação não estiver bem assimilada, a corrupção continuará a crescer. Por muitas leis que se façam, só quando a consciência estiver predisposta para a verdade é que a vida será lisa, limpa.
A justiça é, porventura, o domínio onde mais temos falhado. Falo da justiça processual e sobretudo da justiça existencial.
A nossa justiça é lenta, não estimula o cumprimento do dever. Pior, quase incentiva o seu incumprimento.
Quem tem princípios, parece não prosperar. Há que apostar na transparência de métodos e na equidade de tratamentos.
Hoje em dia, Portugal é um país muito injusto. As assimetrias entre o litoral e o interior são mais que muitas. O desnível entre classes é aflitivo. A disparidade de salários é chocante. Um país injusto é um país livre?

4. O desenvolvimento é visto numa perspectiva prioritariamente física, estrutural. Há, de facto, obra feita: estradas, edifícios, serviços.
É importante, mas não basta. É imperioso apostar nas pessoas, na sua qualificação.
O desenvolvimento é, sobretudo, abrir oportunidades. Que desenvolvimento há num país onde o salário médio é tão baixo, onde as listas de espera na saúde são tão extensas, onde ainda há pessoas que não sabem ler, onde o consumo de jornais e de livros é tão reduzido?
O 25 de Abril não está concluído. É preciso que todos peguemos nele.
O ideal de Abril é belo, é cristão. Não o deixemos amordaçar. Nem adiar.

Parece-me uma boa medida

Nem pouco mais ou menos sou especialista nesta matéria. Mas, como cidadão, parece-me uma medida acertada.
Os pensionistas com pensões abaixo do ordenado mínimo, vão ter acesso gratuito aos genéricos.
Neste tempo de crise, os mais frágeis são as maiores vítimas. Pensando em pensões tão baixas como são as de uma grande parte dos portugueses, esta medida governamental parece-me ser realmente importante.
Recordemos que são tantos os casos em que os reformados deixam nas farmácias a quase totalidade da sua magríssima reforma.
Ou será que estou enganado?

Capela dos Esporões em obras

Procede-se neste momento à substituição do telhado. Depois o interior será alvo de obras de remodelação.
O exterior também sofrerá trabalhos de remodelação.
À capela será acrescentado um espaço para sacristia, torre e arrumos.
Quem orienta e executa estes trabalhos é a Câmara Municipal.
Obrigado.

"Praça da Alegria" nos Bombeiros Voluntários de Tarouca

A propósito do Dia Mundial do Bembeiro, "Praça da Alegria" esteve em Tarouca.
Veja aqui um vídeo sobre o evento: http://taroucahoje.blogs.sapo.pt/

Parabéns, amigos Bombeiros!

Dia Mundial do Livro

Os livros são essenciais: fazem-nos voar e pensar, fazem-nos crescer até onde quisermos.
Miguel Lima

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor comemorou-se ontem, a 23 de Abril. Desde 1995 que, por iniciativa da UNESCO, se celebra em todo o mundo o prazer da leitura.

Portugal é um dos países europeus onde menos se lê.

Nos inícios da década de 90, fiz uma viagem à Bulgária, país acabado de sair do regime comunista.

O que mais me impressionou e jamais esquecerei foi o facto de ver pessoas com livros em tudo o que é canto. Liam nos jardins, nos autocarros, nos cafés... Liam crianças, jovens, adultos e idosos. Fantástico!

Aqui ainda se tem a leitura como enfado e coisa para quem não tem nada que fazer. Talvez em virtude do enfadonho atraso deste nosso querido país.

As leituras dos portugueses dizem bem da sua performance cultural. Lê-se a "Maria" e outras revistas que tais. Lêem-se os jornais desportivos... e pouco mais.

Basta ver as escolas. O problema que não é para pôr os alunos a ler!

Conta-se que na Finlândia, desde bebés, as crianças adormecem a ouvir os pais a ler-lhes uma história. De pequenino é que se torce o pepino. E aqui? Quantas famílias fazem isso?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A propósito da canonização de Nuno Álvares Pereira

Neste momento em que escrevo, não posso deixar de registar, no plano institucional e político, uma atitude e uma omissão. A atitude de o Senhor Presidente da República, como o mais alto magistrado da Nação, se ter congratulado, em nome de Portugal, e considerado D. Nuno “uma figura maior da nossa história que, no passado e no presente, deve inspirar os portugueses na busca de um futuro melhor”.
A omissão e o silêncio do lado do Governo e de alguns partidos políticos, sempre tão pródigos e rápidos em felicitar outras personagens nem sempre significantes e em formular votos de congratulação por dá cá aquela palha. É recorrente nestas alturas usar-se e abusar-se do argumento da separação compulsiva entre o Estado e a Igreja. A louvável e imperativa neutralidade religiosa do Estado não pode, porém, transformar este num Estado anti-religião.
Bagão Félix

Um contributo que estimule o dever de votar e ajude a exercer este direito, em liberdade de consciência esclarecida.

  • Não há democracia sem participação.
  • Os cristãos devem sentir o dever de votar, bem como de se esclarecerem sobre o sentido do seu voto.
  • Um dever de consciência do qual não se podem moralmente eximir, e que servirá ainda de exemplo aos mais jovens, tantas vezes alheados da construção de um futuro, que especialmente lhes pertence.
  • Os responsáveis políticos têm o dever de formular programas eleitorais realistas e exequíveis, que motivem os eleitores na escolha das políticas propostas e dos candidatos que apresentam.
  • Critérios que consideramos importantes para escolher quem possa melhor contribuir para a dignificação da pessoa e a realização do bem comum:
    – promoção dos Direitos Humanos;
    defesa e protecção da instituição familiar, fundada na complementaridade homem mulher;
    respeito incondicional pela vida humana em todas as suas etapas e a protecção dos mais débeis;
    – procura de solução para as situações sociais mais graves: direito ao trabalho, protecção dos desempregados, futuro dos jovens, igualdade de direitos e melhor acesso aos mesmos por parte das zonas mais depauperadas do interior, segurança das pessoas e bens, situação dos imigrantes e das minorias;
    combate à corrupção, ao inquinamento de pessoas e ambientes, por via de alguma comunicação social;
    – atenção às carências no campo da saúde e ao exercício da justiça;
    – respeito pelo princípio da subsidiariedade e apreço pela iniciativa pessoal e privada e pelo trabalho das instituições emanadas da sociedade civil, nomeadamente quando actuam no campo da educação e da solidariedade…

O eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Os valores morais radicados na fé não podem separar se da vida familiar, social e política, mas devem encarnar se em todas as dimensões da vida humana. As opções políticas dos católicos devem ser tomadas de harmonia com os valores do Evangelho, sendo coerentes com a sua fé vivida na comunidade da Igreja, tanto quando elegem como quando são eleitos.

A Igreja não tem nem pretende ter nenhum partido político, mas não esquece o seu papel na defesa da democracia, reconhecido pelos políticos mais lúcidos e pelo povo, bem como o seu empenhamento nas causas sociais, onde o bem de todos e a solidariedade exigem a sua presença.

Nota Pastoral dos Bispos Portugueses sobre o “Direito e dever de votar”

171ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)

No final da assembleia plenária que decorreu de 20 a 23 de Abril, os Bispos portugueses publicaram uma Nota Pastoral sobre o “Direito e dever de votar”, defendendo que o actual momento exige a “procura de solução para as situações sociais mais graves: direito ao trabalho, protecção dos desempregados, futuro dos jovens, igualdade de direitos e melhor acesso aos mesmos por parte das zonas mais depauperadas do Interior, segurança das pessoas e bens, situação dos imigrantes e das minorias”.

Veja aqui essa Nota Pastoral: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia.asp?noticiaid=72247

Também estamos a agir
A respeito da actual situação socioeconómica do país, os Bispos afirmam que na “hora difícil vivida por tantos portugueses exige uma caridade responsável, realista e coordenada, e pede reflexão profunda e propostas concretas para enfrentar o futuro com lúcida renovação e esperança fundamentada”.
A CEP promove um Simpósio, no dia 15 de Maio, sobre o tema “Reinventar a solidariedade (em tempo de crise)”. D. Jorge Ortiga explicou que a iniciativa visa fazer um “diagnóstico da situação actual” e apresentar “pistas e ideias para o futuro”, com o contributo de quem “está no terreno”.
No mesmo contexto, as Jornadas Pastorais do Episcopado, a realizar de 15 a 18 de Junho, em Fátima, terão como tema “Pastoral sociocaritativa: Novos problemas, novos caminhos de acção”.
“Consciente da gravidade e amplidão da presente crise socioeconómica, a CEP congratula-se com os múltiplos sinais de solidariedade que surgem um pouco por todo o lado, nomeadamente por parte da Cáritas, a nível nacional e diocesano, e de outras instituições e grupos sociocaritativos”, indica o comunicado final da assembleia.
Os Bispos apelam “ao reforço deste movimento de solidariedade para com os mais atingidos pela crise, com coração aberto e generoso”.
O presidente da CEP lembrou que “o encontro com a pobreza envergonhada não passa pelas instituições” e destacou que a Igreja em Portugal “tem procurado encontrar respostas concretas” para os problemas sociais. Como exemplos, citou a construção da “Domus Fraternitas”, em Braga, dirigida para doentes terminais, um “monumento à solidariedade”, e da Maternidade-Escola em Timor, projecto assumido pela CEP.
“Também estamos a agir”, disse o Arcebispo de Braga.

Concordata
A reunião magna dos Bispos abordou ainda o processo de regulamentação da Concordata, assinada em 2004, sublinhando que “ela deve ser regulamentada como tal e não como mera interpretação da Lei da Liberdade Religiosa”.
“Não temos pressa: preferimos que demore um pouco mais, do que depois aconteça uma regulamentação precipitada”, disse aos jornalistas D. Jorge Ortiga.
O presidente da CEP considera que enquanto não for regulamentada esta lei, estão em vigor as determinações anteriores.
Este responsável admitiu que nos contactos com os Ministérios, “há uma certa tendência para que a Igreja Católica seja uma entre tantas na Lei da Liberdade Religiosa”, defendendo que, num espírito de cooperação, deve ser tido em consideração o princípio da representatividade.
___________________
Eutanásia
O comunicado final da assembleia da CEP sublinha que a Eutanásia será objecto de “estudo aprofundado” pela CEP num tema em que se anunciam “intenções legislativas sobre a matéria”.
Ninguém pode pôr fim à sua própria vida ou contribuir para a morte do seu semelhante”, lembram os Bispos.
___________________
Repensar a acção pastoral da Igreja
A CEP abordou ainda a necessidade de “Repensar a acção pastoral da Igreja”, anunciando-se que será redigido um texto programático para ser assunto de reflexão em cada Diocese, nomeadamente nos Conselhos Presbiterais e Pastorais, sobre o tema “Formação para a missão – Formação na missão”.
A intenção é “elaborar um plano de acção, com vista à renovação da Igreja em Portugal”, “desde o reforço da dimensão comunitária da vida cristã ao testemunho da caridade na sociedade, sem esquecer a natureza sobrenatural da vida cristã e a imprescindível formação”.
Leia aqui o Comunicado Final na íntegra: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia.asp?noticiaid=72249

A História numa historieta

Era uma família numerosa, dispersa por vários locais deste país. Os pais, ainda bastante novos e com espírito empreendedor, continuavam a gerir o património comum.
Tinha esta família o salutar hábito de se juntar algumas vezes no ano para conviver, partilhar, saborear o prazer de estar junta. Aproveitava então a presença para analisar um problema, uma situação ou um projecto que lhe dissesse respeito. Normalmente, a reflexão era proposta com muita antecedência para que pudesse haver análise individual.
De repente, surge um grave problema que afecta tremendamente os negócios que os pais gerem. Aparecem dívidas sobre dívidas, começa a cobrança de penhoras, a angústia toma posse do coração daqueles pais, o pão já vai faltando à mesa, os trabalhadores haviam sido despedidos.
Indiferentes à situação, os filhos reúnem-se como habitualmente. Pois, pese embora a dramática situação dos pais e dos negócios familiares, resolvem manter a agenda prevista, com três pontos na ordem de trabalhos:
- Discutir a ementa para a ceia de Natal da família.
- Elaborar um estudo sobre a situação dos pais quando forem velhinhos.
- Abordar o casamento da sobrinha mais velha.
Um velho tio que passou por essa reunião de família, bem advertiu que era preciso prestar atenção ao estado ruinoso em que se encontravam os negócios familiares, advertindo com veemência para a situação dos pais, aflitiva, angustiante, à boca da fome.
A advertência do tio não mereceu aos participantes mais do que um brevíssimo aflorar .
O importante era a agenda há muito marcada. Isso sim. Discutiram, analisaram, fizeram uma síntese que um deles resumiu e entregou depois a todos os sobrinhos, noras e genros, servindo-se até das novas tecnologias.
Claro que a situação que os pais vivem não os deixará chegar à velhice e, provavelmente não haverá condições para a tal ceia natalícia e o casamente terá que ser adiado em virtude do falecimento precoce dos avós.

Quanta História há nesta historieta! E não pensem que é só na política...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Hoje

O Dia da Terra
O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição, protesto esse coordenado a nível nacional por Denis Hayes. Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial e ajudando a preparar o caminho para a
Cimeira do Rio (1992).
Actualmente, uma organização internacional, a
Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial que celebram este dia.
Quanto mais carros circularem, mais dióxido de carbono é lançado para a atmosfera, mais envenenado fica o ambiente. Quem sofre? O homem. A Natureza nunca perdoa. Devolve sempre com juros as patifarias que lhe fazemos.
Milhões de lugares vazios nos veículos que circulam diariamente neste país. E se as pessoas se juntassem mais e partilhassem o mesmo carro sempre que possível? Lucrava a Natureza e ganhava o bolso.

12º Ano obrigatório
José Sócrates anunciou, esta quinta-feira, no debate quinzenal da Assembleia da República, uma nova bolsa de estudo para os estudantes do ensino secundário.
O novo programa, apresentando pelo Primeiro-Ministro no debate do Parlamento dedicado à Educação, deverá iniciar-se no arranque do novo ano lectivo, em Setembro.
O apoio é destinado aos estudantes com bom aproveitamento e beneficiários do Abono de Família, representando um total mensal de 138 euros para os beneficiários de 1º escalão e 105 euros para os alunos do segundo escalão da acção social.
O primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo vai apresentar uma proposta para alargar a escolaridade obrigatória para 12 anos. A medida, disse Sócrates, significará "para todos os jovens até aos 18 anos a obrigação de frequência de escola ou de um centro de formação profissional". (In Jornal de Notícias)

Peço-lhe que responda...

Amigo (a) visitante:
Peço-lhe que responda à sondagem, no fundo da página.
Obrigado.

Os cinco mandamentos da Igreja

Por meio de cinco preceitos, a Igreja quer ajudar os cristãos a permanecerem na comunidade:

1) "Participar na missa inteira e abster-se de trabalhos servis nos domingos e festas de guarda".
Exige aos fiéis que participem na celebração eucarística, em que a comunidade cristã se reúne, e se abstenham dos trabalhos e negócios que impeçam o culto, a alegria e o devido repouso do espírito e o do corpo, no dia em que se comemora a Ressurreição do Senhor, e nos principais dias de festa em honra dos mistérios do Senhor, da Virgem Maria e dos Santos, que a Igreja declara como sendo de preceito.

2) "Confessar-se ao menos uma vez em cada ano".
Recorda ao fiel a obrigação de confessar os pecados graves e de assegurar a preparação para a Eucaristia, mediante a recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Baptismo.

3) "Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição".
Garante um mínimo na recepção do Corpo e Sangue do Senhor, em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã.

4) "Guardar a abstinência e jejuar nos dias marcados pela Igreja".
Assegura os dias de ascese e de penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; o jejum e a abstinência contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre os nossos instintos e a liberdade do coração.

5) "Contribuir para as despesas do culto e para a sustentação do clero, segundo os legítimos usos e costumes e as determinações da Igreja".
Aponta aos fiéis a obrigação de, conforme as suas possibilidades, "prover às necessidades da Igreja, de forma que ela possa dispor do necessário para o culto divino, para as obras apostólicas e de caridade e para a honesta sustentação dos seus ministros" (cf. Catecismo da Igreja Católica 2042-2043).
Fonte: http://www.paroquias.org/catecismo/index.php?vs=16&vss=4

terça-feira, 21 de abril de 2009

Crise - ocasião para o país olhar a sério para o interior?

"Terminada a Reconquista, o País passou a viver longos períodos em paz. Os reis deram terras aos monges para que as desbravassem e cultivassem, mandaram secar pântanos e plantar pinhais junto ao litoral para que as areias do mar não invadissem os terrenos agrícolas. Concederam, ainda, cartas de foral para atrair camponeses a zonas menos desenvolvidas. Verificou-se, assim, um aumento quer da produção agrícola, quer do comércio."
In "História e Geografia de Portugal, Volume 2 "

E hoje? Que está a ser feito pelo interior? Que medidas sérias e efectivas têm sido tomadas para acabar com a sangria do interior deste país? Que incentivos, que propostas, que meios oferece o poder para chamar as pessoas para o interior? Que projecto nacional existe para não reduzir Portugal a uma estreitíssima faixa ao pé do mar? Será que queremos reduzir Portugal a uma faixa de 30 kl junto ao mar e o resto é paisagem?
Não descobrimos ainda a carga imensa de malefícios que é concentrar a população no litoral?

- Sem vias de comunicação que permitam a circulação de pessoas e bens em tempo razoável - muito se tem feito neste aspecto, felizmente. Mas há zonas mal servidas. Falo, por exemplo, em concelhos como Moimenta da Beira, Tabuaço, Pesqueira, Sernancelhe. Um IC que ligue a A24 à A25 é urgente para este pedaço do território pátrio.
- Incentivos à agricultura e à sua modernização. Os organismos internacionais vêm dizer-nos que o mundo precisa de aumentar rápida e drasticamente a produção de alimentos.
- Melhorar as condições de acesso à prática e educação desportiva por parte das populações.
- Incentivar por todas as formas a fixação de indústrias e serviços no interior (benefícios fiscais e outros).
- Desenvolver as potencialidades locais, mormente a nível das riquezas turísticas que encerram. Por exemplo, Tarouca é um museu natural e edificado. Cito só e apenas: Serra de Santa Helena, Mosteiros de Salzedas e de São João, Torre de Ucanha, Igreja de Tarouca... Agora, que interessa tanta riqueza se não se investe nela? Se se não capitaliza a favor do desenvolvimento? Como dizia um amigo meu, as pessoas compra os cigarros em Lamego, deixam aqui as piriscas e ... regressam.
Não peçam a um pequeno concelho de 9 mil habitantes - e ainda por cima pobre - que desenvolva tantas possibilidades. Esta será uma tarefa do Estado e dos empresários dentro de uma dinâmica de coesão nacional. É que, se já somos poucos, a emigração continuará a levar muitos dos mais válidos...
Perdoem-me o optimismo. Mas penso que se bem aproveitadas as possibilidades aqui existentes, não só não teríamos os imensos fluxos migratórios que temos, como ainda daríamos trabalho a muitas pessoas das redondezas.
- Melhores condições de saúde. Muito melhores. Sobretudo uma saúde rápida, humana, perto e eficaz. Quem está faz o que pode, mas não pode ir além daquilo que as condições permitem.
- Uma aposta nos serviços de proximidade e na simplificação de processos. Precisamos de um SIMPLX que desburocratize o simplex deste governo.
- A educação para uma nova mentalidade que acabe de vez com a veteromania de quem vive no litoral é que é fidalgo, chique e moderno. Os do interior são pacóvios e atrasados. Este racismo luso, como todos os racismos, é uma prova do nosso atraso ancestral.
Reparem que até a nível de Igreja isto parece verificar-se. Diz-se que há bispos que preferem ser auxiliares nas grandes cidades do que titulares nas dioceses do interior. Se é verdade, só revelam pobreza de espírito.
A doença do "chiquismo" só tem contribuído para o nosso atraso. Um estrangeiro que, no tempo dos descobrimentos, passou por Lisboa quando à "capital do império" chegavam as especiarias do oriente, dizia que em Portugal se tinha por grande desprestígio exercer qualquer ofício e que, se não fossem os escravos e os cativos, não haveria quem exercesse qualquer ofício...
Ainda hoje, ao contrário do que se passa lá fora, parecemos mais preocupados com o título e com a gravata do que com o trabalho...

Lex, dura lex!

Angola, o moderno destino dos emigrantes?

Tal como acontece por todo o interior do país, esta zona também tem, desde há muito, uma intensa corrente migratória.
Embora haja emigrantes dispersos por vários países, a Suíça tem sido o destino privilegiado. Como nas décadas de 60 e 70 fora a França e a Alemanha (menos). A nível interno, o litoral, mormente Lisboa, também foi destino eleito.
Nos últimos anos, em virtude do acelerado desenvolvimento do país vizinho, havia pessoas a trabalhar em Espanha, sobretudo na agricultura e na construção civil. Actualmente, por causa da grave crise que tentaculiza o mundo, são cada vez menos as pessoas que emigram ou se mantêm em Espanha.
Um novo destino se espraia no horizonte. Angola. Este jovem país tem tudo: petróleo, diamantes, solo riquíssimo e imensa carência de quadros técnicos e de agentes do desenvolvimento.
Com a chegada da paz, abre-se um imenso campo de trabalho aos portugueses. Com dois apoios importantes: a língua e a histórica ligação de Portugal àquela nação africana. Aliás, os que passaram por Angola noutros tempos são os maiores propagandistas do fascínio africano.
Penso que muitos dos quadros superiores que aqui não arranjam trabalho podem encontrar em Angola emprego adequado às suas qualificações. Professores, enfermeiros, engenheiros, economistas, cursos agrários, advogados, os das novas tecnologias... Claro que temos de aprender de vez que quem vai é para trabalhar. Se pensarmos que é um "el dourado", rapidamente ficaremos decepcionados. Agora quem for para trabalhar mesmo, ganhará bem e sentir-se-á realizado profissionalmente.
Também muitos trabalhadores experientes que aqui ficaram no desemprego podem encontrar em Angola um espaço de realização profissional. Conheço pessoas que estão à espera de ser chamadas...

IV FEIRA DAS PROFISSÕES E XII FEIRA DO LIVRO

Incluída no âmbito do Ano Europeu da Criatividade e Inovação, o Município de Tarouca irá levar a cabo a IV Edição da Feira das Profissões, este ano com uma nova dinâmica associada: “Criatividade e Inovação – Educação, Formação, Juventude e Emprego”. Este certame terá lugar, no centro cívico da cidade de Tarouca, e decorrerá de 23 a 26 de Abril do corrente ano.

Veja o desenvolvimento e a programação do evento em: http://www.tarouca.com/

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Inesquecível João XXIII


"A justiça defende-se com a razão e não com as armas. Não se perde nada com a paz, mas pode perder-se tudo com a guerra." - Papa João XXIII

" O mundo julga pelas aparências e quase sempre se engana." - Papa João XXIII

"Os homens são como o vinho - alguns viram vinagre, mas os melhores aprimoram-se com a idade."- Papa João XXIII


"Consulte não a seus medos mas a suas esperanças e sonhos. Pense não sobre suas frustrações, mas sobre seu potencial não usado. Preocupe-se não com o que tentou e falhou, mas com aquilo que ainda é lhe possível fazer." -Papa João XXIII

Em todo o caso, viva este Papa!

Fico apalermado com o hipercriticismo dos nossos jornalistas.
Avaliar o papa pelas lentes do mediatismo contemporâneo, apelidando-o de conservador, errático, complicado...
Avaliar o papa deveria implicar uma avaliação das comunidades. Será que a Igreja ficará liquidada com a insuficiente operatividade da Cúria Romana?
Pela leitura dos belos textos bíblicos vertidos para este blogue pelo seu ilustre autor, nos primórdios, a Igreja não tinha a curia romana e crescia. Bartolomeu dos Mártires defendia para a Igreja, a começar por Roma, uma eminentíssima reforma. E são inúmeros os movimentos reformistas surgidos quer do topo quer da base.
A Igreja vive em cada lugar, cada vez mais em diáspora, em torno de cada cidade episcopal e confirmada na Fé pelo serviço petrino.
Deveriam ser estes os parâmetros de avaliação do Papa e deixar o mediatismo mais para os bispos padres e leigos. Estes todos é que deveriam dar mais a cara nas questões polémicas, em nome da boa doutrina, em nome de uma prática pastoral compreensiva e comprometedora e com autoridade para solicitar a mudança da parametragem das questões cristalizadas que não estiverem baseadas não em doutrina autêntica, mas em formulações ditadas por um certo ambiente cultural não legitimado pela tradição apostólica.
Por outro lado, também é salutar que o Papa reconheça a insuficiência e até a desatenção e erros dos serviços centrais, derivados do excesso de trabalho e de competências.
Em todo o caso, viva este Papa! Outro como este a Igreja nunca teve nem terá.
Abílio Carvalho

"Se calhar foste tu e já não te lembras!..."

Os Lusíadas

Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá quem escreveu 'Os Lusíadas'?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui.
E começa a chorar. A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai.
Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu 'Os Lusíadas' e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...
- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas' respondeu-me que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um 'aperto', vai ver que ele confessa tudo!
Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?
- Ora, deixa-me cá ver. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas'.
Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar.
O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...!

domingo, 19 de abril de 2009

Papa há quatro anos

A propósito do 4º aniversário da eleição do Papa Bento XVI, a ecclesia publica muita coisa.
Proponho-lhe estes dois temas:

1º. "4 anos de Bento XVI"
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=72057&seccaoid=4&tipoid=217

2º. "Papa em avaliação"
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=72056&seccaoid=4&tipoid=217

As inquietações dos leigos

Um amigo falara-me há tempos da criação de um grupo coral para a dinamização litúrgica.
Era um coral especial. Sobretudo para motivar a gente jovem ou adulta-jovem que anda mais arredia da vida eclesial.
Felicitei-o pela preocupação e animei-o a tocar para a frente o seu plano. Disse-lhe que, infelizmente, não poderia ajudar, sobretudo porque não foi contemplado pelo dom da música. Um colega meu, a propósito do meu voluntarismo que me leva a participar no canto, mesmo desafinando, dizia a brincar que sou "assónico" e "afónico". Paciência.
Queixava-se esse amigo que não tinha encontrado receptividade junto de outros sacerdotes a quem propusera a ideia. Acrescento que ele não é desta freguesia, embora aqui viva ultimamente, e tem o seu local de trabalho numa terceira freguesia.
Pois levou mesmo o projecto em frente. Reuniu um grupo de pessoas novas (homens e mulheres) de diversas paróquias, contactou uma pessoa com formação em música litúrgica e hoje cantaram na Missa das 17 horas em Santa Helena. Fizeram-no com enorme sentido de presença e de delicadeza que o acto envolve. Foram edificantes. Usaram instrumentos musicais, integrados num ritmo musical mais vivo.
Parabéns ao meu amigo e a todo o grupo.
Muitas pessoas acompanharam este grupo, certamente familiares e amigos, que, com os habituais participantes nesta Eucaristia, lotaram a capela. Mas chamou-me a atenção a presença de vários casais novos como atestam os muitos bebés que lá estiveram.

A Igreja não deve nem pode viver em círculo, tem que se abrir e saber acolher os "impulsos do Espírito" que actua onde quer e como quer. Ninguém é proprietário do Espírito de Deus!
A inquietação deste meu amigo é fantástica. A sua preocupação por tanta gente que está "fora" é salutar. A procura de novos caminhos de inserção na comunidade crente é admirável.
Afinal não é constante a preocupação dos pastores com tanta gente que pulou fora da vida cristã? E tantas vezes sem saber que volta se há-de dar para ajudar essas pessoas...
Se estivermos atentos, podemos acolher os dons que Deus vai espalhando. Sem desconfianças, com espírito de abertura, dispostos a apostar na Esperança, sem as amarras que não deixam soltar a barca...

E esta, hein?

Semana Complicada

A semana que passou não foi nada fácil. Tive imensas reuniões, umas relacionadas com a escola, outras com a paróquia.
Foram muitas as intervenções a nível paroquial.
Com pessoas do GASPTA para a resolução de situações que a crise agrava ou provoca, o que nos levou a contactos com outras instituições (Cáritas, Cruz Vermelha) no intuito de encontrar saídas para problemas que nós sozinhos não conseguimos resolver.
Com responsáveis por movimentos juvenis para ultrapassar dificuldades, o que nos levou a reunir com outras instâncias exteriores.
Com o Conselho Económico, visando fazer o ponto da situação e projectar obras que se impõem.
Como começaram os trabalhos de remodelação da Capela dos Esporões, há que estar atento, reunir com técnicos, contactar instâncias.
Claro, além do expediente normal que faz parte do dia-a-dia e que nesta época, com a proximidade do Verão, aumenta (festas, casamentos, baptizados, etc, etc).

O homem põe e a vida dispõe. Tinha pensado que, após a intensidade de trabalho na Semana Santa, iria ter uma semana calma para refazer as forças. Qual o quê! Ainda foi mais intensa.
Mas nesta vida é assim. Quando menos se pensa, aparecem situações novas a que urge dar resposta.
Haja Deus!

Festival Diocesano da Canção Religiosa



Jovens desta comunidade cristã participaram ontem no Festival Diocesano da Canção Religiosa.
Obtiveram o prémio para a melhor letra.
Estão contentes, logicamente. E eu com eles.
Aliás, participar já é vencer. Eles sabem disso e fazem sempre da sua participação uma festa.
Parabéns, gente boa!

sábado, 18 de abril de 2009

Tinham um só coração e uma só alma

1. A comunidade cristã é uma “multidão” que abraçou a mesma fé – quer dizer, que aderiu a Jesus, aos seus valores, à sua proposta de vida. A Igreja não é um grupo unido por uma ideologia, ou por uma mesma visão do mundo, ou pela simpatia pessoal dos seus membros; mas é uma comunidade que agrupa pessoas de diferentes raças e culturas, unidas à volta de Jesus e do seu projecto de vida e que de forma diversa procuram incarnar a proposta de Jesus na realidade da sua vida quotidiana.

2. A comunidade cristã é uma família unida, onde os irmãos têm “um só coração e uma só alma”. Tal facto resulta da adesão a Jesus: seria um absurdo aderir a Jesus e ao seu projecto e, depois, conduzir a vida de acordo com mecanismos de divisão, de afastamento, de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência…

3. A comunidade cristã é uma comunidade de partilha. No centro dessa comunidade está o Cristo do amor, da partilha, do serviço, do dom da vida… O cristão não pode, portanto, viver fechado no seu egoísmo, indiferente à sorte dos outros irmãos. Em concreto, o nosso texto fala na partilha dos bens…

4. A comunidade cristã é uma comunidade que testemunha o Senhor ressuscitado. Como? Através do discurso apologético dos discípulos? Através de palavras elegantes e de discursos bem elaborados, capazes de seduzir e de manipular as massas? O testemunho mais impressionante e mais convincente será sempre o testemunho de vida dos discípulos… Se conseguirmos criar verdadeiras comunidades fraternas, que vivam no amor e na partilha, que sejam sinais no mundo dessa vida nova que Jesus veio propor, estaremos a anunciar que Jesus está vivo, que está a actuar em nós e que, através de nós, Ele continua a apresentar ao mundo uma proposta de vida verdadeira.

2º Domingo da Páscoa - Ano B

Leitura dos Actos dos Apóstolos

A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum. Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de grande simpatia. Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas, que depunham aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse-lhes de novo:«A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo,não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe:«Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.

Mais de dez mil adolescentes rumaram ao país vizinho

Li no Jornal da Beira último: "Só este ano foram mais de dez mil adolescentes que rumaram ao país vizinho; uma avenida ladeada de palmeiras e néons que concentra, em 200 metros, dezenas de hotéis, bares, discotecas e lojas de máquinas; muito álcool. Sejam bem-vindos a Lloret de Mar".
E diz mais: " O que não deixa de ser engraçado é que mesmo os cábulas, aqueles que antes da viagem sabiam de antemão estar reprovados, prescindiram de uma 'viagem' de 'finalistas' a uma conhecida localidade espanhola onde lhes são 'despejados' os bolsos... Nalguns, depois de virados ao contrário, só se encontra, no fundo, junto às bainhas, um pouco de cotão."

Depois compara: "As notícias da Tv e as parangonas dos jornais, que todos os dias invadem a casa dos telespectadores ou surgem nos escaparates, mostrando, de formas diversas, as mais deprimentes situações de crise, afinal parece que acontecem num outro mundo. Lá para as galáxias longínquas do universo."

DOTES DO CORPO GLORIOSO

Baseada na Bíblia, a Igreja ensina que o corpo glorioso, além da imortalidade, possuirá os dons (ou dotes) da impassibilidade, da claridade, da agilidade e da subtileza.

A imortalidade não será exclusiva do corpo glorioso, mas será extensiva aos maus no inferno, conforme o Apocalipse: "Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição." (Apoc. 21,4), e também " O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés." (I. Cor. 15,26). Embora no inferno a imortalidade seja mais um castigo do que um prémio, pois os condenados quereriam morrer, a fim de não mais sofrer suas justas penas.

A impassibilidade é o dote que impede que o corpo sinta qualquer dor, sofrimento ou incómodo. Pois diz São Paulo: "semeia-se o corpo na corrupção, ressurgirá na incorruptibilidade." (I Cor. 15,42)
A claridade é o dom que tornará os corpos brilhantes como o sol, pois diz o evangelista: "os justos resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai." (S. Mateus, 13,43). Cristo antecipou-nos a visão desse dom na Transfiguração. Diferentemente da impassibilidade, igual para todos, com a claridade os corpos brilharão em diferentes graus, proporcionalmente ao mérito de cada um.
Já a agilidade é uma libertação das leis físicas, particularmente a lei da gravidade, pois "semeia-se [o corpo] na fraqueza, ressurgirá na força." (I Cor. 15,43)
Por fim, a subtilidade será a completa sujeição do corpo ao império da alma, executando suas ordens prontamente. Pois "semeia-se um corpo animal, ressuscitará um corpo espiritual."
(I Cor. 15,44)

Quem alimenta isto tudo são os adultos

O "Correio da Manhã" não diz nem metade da missa. Nem a reforma de Bolonha, com base em "mais estudo em menos tempo" minora o sacrossanto folclore académico. Espantamo-nos com a copofonia masculina e feminina à base da mistela e do barato; estranhamos a distribuição de 200.000 preservativos masculinos e 12.000 femininos (sem contar com aqueles que as associações vão requisitar), de 500.000 chupa-chupas; depois, até estranhamos que o Papa diga que a distribuição desse material não resolve o problema da SIDA, antes o aumenta. É que, ainda que não fosse permitido duvidar da eficácia desse materiais em si mesma, quem é que acredita na razoabilidade do seu uso em ambiente psicossocial de confusão?
Mas repare: quem patrocina e distribui totalmente grátis todo aquele material inibidor da SIDA e da hipoglicémia é o IDT, instituto público que vive à custa do nosso orçamento, do endividamento dos portugueses e da simpatia da opinião pública!
Perde-se tempo a preservar os adolescentes e jovens do álcool às refeições: sem hábito, sem resistência,o abuso torna-se perigoso quando não fatal.
Mais dois considerandos:
1. Quem alimenta isto tudo são os adultos - os membros do governo,os donos do IDT, os fabricantes e distribuidores daqueles produtos não são os jovens, mas o lucro e o nacional e internacional porreirismo dos adultos.
2. Em abono da verdade, muita gente jovem (talvez a maioria!)não alinha na confusão referenciada pelo Correio da Manhã, mesmo que muitos caiam em alguns excessos e até pecados! Nem Coimbra (onde se torna mais visível a balbúrdia dada a pequenez relativa da urbe) nem Braga nem Porto nem Lisboa são assim um mega antro de sordidez, como quer o CM. É que os adultos têm mais possibilidades de ser recatados e sofisticados.
Abílio Carvalho

"Vai acima, vai abaixo e vai para dentro"

http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000228-0000-0000-0000-000000000228&contentid=DE92242E-2B79-4775-B383-4E54E61DF658
Vale a pena ver esta reportagem do Correio da Manhã. Vai obrigar-nos a pensar.
Que jovens temos estado a educar? Para que valores? Que escolas são as nossas universidades? Que futuro nos espera? Será que ser universitário é ser copofónico? Será que para se fazer notar é preciso encharcar?
Sei perfeitamente que a juventude é irreverente. Que alguns excessos são toleráveis desde que não habituais nem comprometedores.
Mas isto, senhores? Fiquei muito preocupado com o que li. Álcool e preservativos a rodos. É isto que é ser jovem hoje? Eu não acredito. Mais, recuso-me a acreditar.

Ele ressuscitou

sexta-feira, 17 de abril de 2009

"IGREJA SOLIDÁRIA"

Fiquei feliz.
O lançamento do Programa "Igreja Solidária", feito hoje pelo senhor Patriarca, é uma acção fantástica.
Todas as pessoas que possam colaborar são chamadas a fazê-lo em nome da sua dignidade humana. Para os cristãos, mais ainda, em nome da sua fé.
Eu vou colaborar. E você?

Para quando o programa "Fátima Solidária"?

Há algum tempo que espero o lançamento do "Fátima Solidária".
Por que tarda, senhor D. António Marto?
Fátima é o grande centro da religiosidade portuguesa. É o local da MÃE!
Que melhor homenagem à Mãe de todos nós? Lançar um programa solidário a partir de Fátima, no contexto actual, é não só uma urgência como um grave imperativo moral.

Admito perfeitamente que o Santuário esteja a actuar, que não fique à margem da onda de solidariedade cristã em marcha.
Mas Fátima tem que ser muito mais. Fonte, origem da irradiação da caridade. Pela Mãe. Pelos pobres.

Há pouco, Fátima inaugurou uma imponente Igreja. Mas está a demorar uma eternidade a inaugurar a Igreja que os tempos actuais urgem. A IGREJA DA CARIDADE!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Portugueses: emigram mais e poupam menos

Nesta iniciativa reflectir-se-á também os problemas da emigração. “A emigração está a crescer com muita força” – refere Frei Francisco Sales. Ao comparar os contextos dos fluxos migratórios, o director da OCPM (Obra Católica Portuguesa das Migrações) sublinha que na década de sessenta e setenta eram as famílias mais pobres que emigravam. “Neste momento assistimos à emigração das classes média-alta” – reconheceu.
Outrora, os portugueses eram conhecidos como um povo que poupava. Como são incentivados ao consumo, “temos muitos portugueses que quando chega o fim do mês já gastaram o que ganharam e andam a gastar o dinheiro do mês seguinte” – disse.

Situação aflitiva dos imigrantes

Com as dificuldades existentes em Portugal, os imigrantes confrontam-se “com uma grande falta de trabalho”. Perante esta situação aumentam os pedidos de ajuda junto das organizações católicas ligadas a este sector da pastoral.
Em declarações à Agência ECCLESIA, Frei Francisco Sales, director da Obra Católica Portuguesa das Migrações realça que o “grande drama dos imigrantes é a falta de trabalho”. Quando a falta de trabalho aumenta “é mais fácil os imigrantes ilegais encontrarem emprego do que os legais” – frisou Frei Sales. E explica: “o imigrante legal implica contribuições sociais, enquanto o ilegal é mão-de-obra mais barata”. Nas situações de crise “é mais fácil a exploração laboral”.
As instituições ligadas à Igreja confrontam-se “com falta de propostas de emprego”. Outrora, estas recebiam grandes listas de oferta de trabalho. “Muitos dias aparece somente uma proposta de trabalho” – lamenta.
Apesar das fragilidades actuais, “não podemos colocar estes imigrantes na rua e descartá-los”. E aponta soluções: “temos que encontrar meios para os apoiar na tentativa de ultrapassar esta crise que coloca as famílias em situação de limite”.
Com a diminuição dos postos laborais, Frei Francisco Sales revela também que muitas destas instituições ajudam temporariamente – através de verbas - os imigrantes. “Há instituições da igreja que tentam criar alguns postos de trabalhos para ajudar estes fragilizados” – salienta o director.
No próximo dia 6 de Junho realizar-se-á, em Lisboa, uma audição pública para debater assuntos ligados à imigração. Frei Francisco Sales afirma que este encontro servirá também “para fazer uma análise de aplicação da lei de imigração em Portugal”. Dois anos depois da aplicação da lei “é conveniente fazer uma avaliação e observar dificuldades que os próprios imigrantes se confrontam, não só na aplicabilidade da lei, mas também na realidade portuguesa”. (ecclesia)