sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Desfile "Carnaval": 500 Anos do Foral de Tarouca

 Participação dos alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Tarouca, cujo tema versou sobre a atribuição do Foral Manuelino, em 27 de fevereiro de 1514.
Durante a manhã, as ruas de Tarouca foram preenchidas por centenas de crianças que, cuidadosamente trajadas e caraterizadas, personificaram as classes sociais quinhentistas, o povo, o clero e a nobreza.
Muito embora imbuídas no espírito carnavalesco, as crianças tiveram a oportunidade de perceber as diferenças sociais e culturais da época e aprender qual a importância que Tarouca viu reconhecida com a atribuição da Carta de Foral, há 500 anos atrás.
















Fonte: aqui

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Cristo de braços cansados




SIMPLUS lançam novo álbum com reflexões sobre a vida e a fé.
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(Carregue em SIMPLUS e navegue...)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

500 anos do Foral de Tarouca

A Exposição "Scriptorium"

  Escola Dr José Leite de Vasconcelos - Tarouca- leva a efeito a exposição "Sriptorium", comemorativa dos 500 anos do Foral de Tarouca.
Esta exposição cuja apresentação pública ocorre em 27 de fevereiro de 2014, pelas 12 horas, estará patente ao público até 14 de março próximo.



 Recriação histórica
 
A 2 de março, já no próximo domingo, iremos celebrar os 500 anos de atribuição da Carta de Foral a Tarouca. Pela força histórica e identitária que esta data representa para o Concelho de Tarouca, não a podíamos deixar passar em vão. A Carta de Foral de Tarouca foi atribuída em 27 de fevereiro de 1514.

Para evocar o espírito histórico e retratar o quão, à época, era importante a atribuição de tal privilégio, vai o Município de Tarouca promover, no referido dia 2 de março, uma recriação histórica na nossa zona antiga de Tarouca, mais concretamente junto à Igreja Matriz, nas Praças do Ultramar e 25 de Abril.

Vamos recuar até 1514 onde se vivenciarão vários episódios da época, enquadrados, ordinariamente, na moldura de um mercado quinhentista, onde serão envolvidos, numa abordagem interativa, a população e os visitantes. Pelo recinto, que servirá de cenário, serão colocados elementos decorativos e de ambientação, com animadores de rua e encenação da atribuição do foral.


 Desfile de Carnaval 
O Desfile de Carnaval, a realizar no dia 28 de fevereiro pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Tarouca,  tem como tema a atribuição da Carta Foral a Tarouca por D. Manuel I. As  crianças e os jovens  estão com vontade de participar e certamente que o Desfile os valorizará cultural e historicamente.

"Pequeno papa" recebe beijo de Francisco



A tradicional catequese do Papa Francisco às quartas-feiras, na Praça de São Pedro, atrai cada vez mais peregrinos, que desejam abraçar, apertar a mão ou receber um beijo do Pontífice. Com tanta gente, é preciso ser criativo para chamar a atenção de Francisco. Pensando nisso, a família do pequeno Pedro Ciabatini, de apenas um ano e meio, conseguiu ser original e conquistou o carinho não só do Papa, mas também dos fiéis que participaram da audiência geral de hoje.

Paula Ciabatini, mãe de Pedro, conta com exclusividade à Aleteia que aproveitou a proximidade do carnaval para fantasiar o menino de Papa. Foi a avó quem confeccionou toda a roupa, que não deixou de ter o solidéu e uma pequena réplica da cruz de Francisco. “Foi um gesto de carinho pelo Santo Padre, não para fazer o ridículo. Queríamos receber a bênção do Papa original”, disse a romana, que trabalha como secretária em um instituto religioso.

Catequese aborda a unção dos enfermos

O Papa começou a catequese agradecendo a presença dos quase 40 mil peregrinos que lotaram a Praça de São Pedro. “Hoje a previsão era de chuva e todos vocês vieram. Que coragem! Parabéns!”, saudou.

Continuando as meditações sobre os sacramentos, Francisco aprofundou na Unção dos Enfermos e disse que ela permite que Cristo se faça próximo dos que sofrem, por meio dos seus ministros.

“Há um pouco a ideia que, depois da visita do sacerdote a um doente, chega o caixão da funerária. Isso não é verdade. O sacerdote vem para ajudar o enfermo. É Jesus que vem para dar esperança e para perdoar os pecados e isso é belíssimo”, disse de improviso.

Segundo o Santo Padre, por meio desse sacramento, toda a comunidade cristã, como um só corpo, se une aos que sofrem para sustentá-los com a fé e a esperança. “Tenhamos o hábito de chamar o sacerdote para que os enfermos encontrem força e esperança”, pediu.

Fonte:  aqui

Pequenos agricultores revoltados


Excesso de zelo e gula de impos­tos desgraçam pequenos agricultores e destroem postos de trabalho nas al­deias.


Para vender meia dúzia de couves, al­guns quilos de castanhas, meia dúzia de molhadas de grelos..., o pequeno agricul­tor, às vezes já com idade que requeria total descanso, é obrigado a ir às Finanças colectar-se.
Quanto a mim, são leis cujos autores desconhecem totalmente a realidade do nosso país, no que respeita à subsistência da maior parte dos habitantes das nossas aldeias.
Já quase despovoadas, ficarão, breve­mente, totalmente desertificadas. A quem interessa esta situação?
Não são estes idosos, porque o que ti­ram da terra que lhes dá, às vezes, uns euros pretos, que prejudicam as finanças do Estado.
O que prejudicará as finanças do Es­tado serão aqueles que plantam grandes florestas, pagando pelo aluguer das terras desertificadas “dez reis de mel coado” para tirarem grandes lucros e, esses sim, fugirem aos impostos, que ajudariam as tais finanças nacionais, mas que, com a ajuda de leis inócuas e facilmente reinterpretadas, ajudarão, sim, os bolsos dos grandes empresários.
Pobre agricultor, que tanto suou, a ponto de ficar com o rosto tisnado, vê agora, nos últimos tempos da sua vida, os “ladrões credenciados” entrar-lhe nos bolsos e levar-lhe os últimos cêntimos que consegue amealhar, quando os dos bolsos cheios continuam a poder desperdiçar, porque o “seu” lá lhe vai ter.
Será  isto conhecer Portugal, as suas terras e as suas gentes?

In Sempre Jovem

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Morreu Mário Coluna

Mário Coluna, o histórico jogador de futebol, morreu esta tarde, aos 78 anos. O estado de saúde do ex-jogador agravou-se esta terça-feira, altura em que sofreu uma paragem cardiorrespiratória.
Mário Coluna estava internado no Instituto do Coração, em Maputo, desde Domingo.
Segundo a sua esposa, Isabel Santos, os Monstro Sagrado deu entrada no hospital apresentando complicações respiratórias. O seu estado foi considerado delicado desde o primeiro momento.
Mário Esteves Coluna nasceu a 6 de Agosto de 1935 em Magude, na província de Maputo, e, quando adolescente, viveu no bairro do Alto Maé. Ao seu lado, no bairro da Mafalala, Eusébio brincava com outras crianças.
A amizade que mais tarde uniu os dois ícones do futebol era forte. Segundo a esposa de Mário Coluna, o ex-jogador ficou muito afetado com a morte de Eusébio.
"Ficou muito abalado, ficou triste, mas depois recompôs-se, só consumia líquidos mas naquele período ficou muito abalado", explicou Isabel Santos.
Mário Coluna destacou-se como jogador de futebol ao serviço do Sport Lisboa e Benfica e da Seleção Portuguesa. Em 1966 foi capitão da seleção portuguesa, que conquistou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo em Inglaterra, naquela que a melhor posição de sempre dos Lusos numa fase final de um Mundial.
Em Moçambique, Mário Coluna jogou futebol e praticou atletismo pelo Desportivo Maputo, foi selecionador Nacional de Futebol e Presidente da Federação Moçambicana de Futebol.
Enquanto treinador, o Monstro Sagrado, conquistou o primeiro título de campeão nacional de Moçambique após independência, em 1976, sob comando do Textáfrica do Chimoio e posteriormente pelo Ferroviário de Maputo.
Fonte:  aqui

“As guerras, o ódio, a inimizade não se compram no mercado: estão aqui, no coração”

“Quem de nós chora quando lê um jornal,
quando vê aquelas imagens na tv? Tantos mortos”.
“De onde vêm as guerras e as lutas entre vós?”, perguntou o Papa.

Crianças famintas nos campos de refugiados, enquanto os fabricantes de armas fazem festa: na missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta, o Papa falou da paz e do escândalo da guerra.

“De onde vêm as guerras e as lutas entre vós?”, este versículo da primeira leitura, extraída da Carta do Apóstolo Tiago, inspirou a homilia do Papa, em que os discípulos de Jesus brigam para esclarecer quem era o maior entre eles. O Pontífice evidenciou que quando “os corações se afastam, nasce a guerra”. Todos os dias, constatou, “encontramos nos jornais guerras que produzem vítimas”:

E os mortos parecem fazer parte de uma contabilidade cotidiana. Estamos acostumados a ler essas coisas! E se tivéssemos a paciência de contar todas as guerras que neste momento existem no mundo, certamente teríamos muitas folhas escritas. Parece que o espírito da guerra se apoderou de nós. Fazem-se atos para comemorar o centenário daquela Grande Guerra, tantos milhões de mortos… E todos escandalizados! Mas hoje é a mesma coisa! Ao invés de uma grande guerra, há pequenas guerras em todos os lugares, povos divididos... E para preservar o próprio interesse, se matam entre si.

“De onde vêm as guerras e as lutas entre vós?”, repetiu o Papa. “As guerras, o ódio, a inimizade – respondeu – não se compram no mercado: estão aqui, no coração.” E lembrou que quando criança, no catecismo, “explicavam a história de Caim e Abel e todos ficavam escandalizados”, não se podia aceitar que alguém matasse o irmão. Hoje, porém, “tantos milhões se matam entre irmãos, entre si, mas estamos acostumados”. A Primeira Guerra Mundial, disse ainda, “nos escandaliza, mas esta grande guerra um pouco escondida, em todos os lugares, não! E tantas pessoas morrem por um pedaço de terra, por uma ambição, por ódio, por ciúme racial. Os prazeres nos levam à guerra, ao espírito do mundo”:

Habitualmente, mesmo diante de um conflito, nos encontramos numa situação curiosa: brigamos para resolvê-lo. Com a linguagem da guerra. A linguagem de paz não vem antes! E as consequências? Pensem nas crianças famintas nos campos de refugiados… Pensem somente nisto: este é o fruto da guerra! E se quiserem, pensem nas festas que fazem os que são os proprietários das indústrias das armas, que fabricam as armas, as armas que acabam lá. A criança doente, faminta, num campo de refugiados e as grandes festas, a vida boa que fazem os que fabricam as armas.

“Que acontece no nosso coração?”, insistiu o Papa, que propôs o conselho do Apóstolo Tiago: “Aproximem-se de Deus e Ele se aproximará de vocês”. E advertiu que “espírito de guerra, que nos afasta de Deus, não está distante de nós, mas em nossa casa”:

Quantas famílias destruídas porque o pai, a mãe não são capazes de encontrar o caminho da paz e preferem a guerra, fazer causa… A guerra destrói! ‘De onde vêm as guerras e as lutas entre vós?’. No coração! Eu lhes proponho que rezem hoje pela paz, por aquela paz que se tornou somente uma palavra, nada mais. Para que esta palavra tenha a capacidade de agir, sigamos o conselho do Apóstolo Tiago: ‘Reconheçais vossa miséria!’

Aquela miséria da qual provêm as guerras, explicou Francisco: “As guerras nas famílias, as guerras no bairro, as guerras em todos os lugares”. “Quem de nós chora quando lê um jornal, quando vê aquelas imagens na tv? Tantos mortos”. Retomando o Apóstolo, disse: “Transforme-se o vosso riso em luto e vossa alegria em desalento …”. Isso é o que deve fazer hoje, 25 de fevereiro, um cristão diante de tantas guerras, em todos os lugares”: “Chorar, fazer luto, humilhar-se”. “Que o Senhor nos faça entender isso e nos salve do habituar-nos às notícias de guerra”.
Fonte: aqui

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

“12 Anos Escravo”

Cartaz do filme retirado de IMDb


O filme “12 Anos Escravo” adapta ao cinema o livro em que o músico negro Solomon Northup narra o seu sequestro em 1841 e a sua venda como escravo. Ao fim de uma dúzia de anos, conseguiu, judicialmente, recuperar a liberdade. Foi considerado o melhor filme de 2013, pela British Academy of Film and Television Arts (BAFTA) no passado domingo.
No decorrer da ação são citadas passagens bíblicas que legitimariam a escravatura. De facto, a Bíblia não condena explicitamente essa prática. Mas, sobretudo no Novo Testamento, propõe os princípios que contribuirão para a sua abolição.
S. Paulo na carta aos Gálatas escreve: “Não há escravo nem livre; pois todos são um em Cristo Jesus” (3, 28). Para além disso, não hesita em acolher Onésimo, o escravo foragido de Filémon, apesar das leis de então punirem tanto o fugitivo como aquele que o acolhia. Devolve-o acompanhado por uma das suas cartas, a mais pequena de todas, que alguns apelidam de “postal”. Pede a Filémon que o receba, já não como escravo, mas “como irmão querido” (v.16), pois ele, entretanto, tinha-o batizado.
Tal como Paulo, a Igreja nunca discriminou os escravos e sempre os admitiu aos sacramentos. Apesar de em muitos contextos ter compactuado com a escravatura, o seu Magistério condena-a desde o século XV. Desde então, na generalidade dos países, esta tem vindo a ser abolida, tendo sido Portugal o primeiro a fazê-lo por decreto do Marquês de Pombal em 12 de Fevereiro de 1761. Contudo, ainda hoje permanecem múltiplas formas de tráfico e exploração de seres humanos.
A Igreja, como lhe compete, continua a preocupar-se com esta temática. Durante o primeiro fim de semana de novembro passado, reuniram-se em Roma sessenta observadores, religiosos e leigos, que refletiram a temática do tráfico humano e formularam uma proposta contra todas as formas de escravidão. Desse encontro saiu, também, a decisão de promover em 2015 um congresso de quatro dias para aprofundar o tema.
Espera-se que a Igreja não se fique pela reflexão e produção de textos condenatórios do tráfico de pessoas. Mas que, tal como S. Paulo, nos contextos concretos em que desenvolve a sua ação, encontre formas de pôr em prática a sua posição oficial.
(Texto publicado no Correio da Manhã de 21/02/2014), através  d'aqui


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Uma maneira “simples, próxima e fraterna”




Em 8/11/2010, escrevia eu neste blog, a propósito da possível partida de D. Clemente para Lisboa: "Se tal suceder, quem irá a presidir à ilustre Igreja portuense? Mais uma vez arrisco. Ou D. António Couto, Bispo auxiliar de Braga ou D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro."
Nesta altura (2010), avizinhavam-se movimentações no episcopado, tendo em conta a idade  indicada no Código de Direito Canónico para a resignação de um prelado.
Errei em muitas previsões, acertando pouco. Pois...
Hoje confirmou-se uma das poucas em que acertei. D. António Francisco dos Santos foi  nomeado Bispo do Porto.
Nas conversas que fui mantendo com D. António Francisco, sempre fui 'brincando' com a possibilidade de ele vir a ser Bispo do Porto. Nunca  deu vazão a estas 'brincadeiras', pois era um Bispo feliz em Aveiro.
Agora que a nomeação chegou, tenho a certeza que será igualmente um Bispo feliz no Porto.
Quando chegou à diocese de Aveiro, preocupou-se em ir ao encontro de cada padre e em ter um primeiro contacto com as comunidades. Para D. António Francisco, é vivencial o aforismo: "Antes de ensinares Latim ao João, procura conhecer o João."
Toda a dinâmica pastoral tem de passar pelo conhecimento da realidade, da idiossincrasia das gentes e das comunidades. Caso contrário, podemos construir fatos que não sirvam a quem os vai vestir, causando o desencanto, o desalento, a indiferença...
É este estilo próximo, sereno, humilde, alegre, dialogante e determinado, includente,  que D. António Francisco levará para o Porto. Na sua postura de Pastor há muito de Papa Francisco.
Esteve em Aveiro cerca de 8 anos. Entre outras, registo, como fruto do seu labor pastoral, a construção da Casa Sacerdotal para acolher sacerdotes velhinhos ou inválidos, a Missão Jubilar, a "Tenda de Deus" pelas praias de Aveiro", a Cristoteca, etc, etc.
Deixa ainda um clero unido e motivado e um laicado desperto e empenhado. Em suma, uma Igreja Local determinada, unida e reunida, alegre e testemunhante.


O novo bispo do Porto vai tomar posse a 5 de abril, no Paço Episcopal, e a entrada solene vai decorrer no dia seguinte, numa celebração na catedral portuense, pelas 16h00, anunciou hoje a diocese.

D. António Francisco, novo Bispo do Porto




D. António Francisco dos Santos, de 65 anos, foi hoje nomeado pelo Papa Francisco como novo bispo do Porto, sucedendo a D. Manuel Clemente, que em julho de 2013 deixou a diocese para assumir o cargo de patriarca de Lisboa.
O novo responsável pela diocese nortenha era até agora bispo de Aveiro e anuncia o desejo, na sua primeira mensagem à Igreja Católica no Porto, de uma particular “presença junto dos doentes, dos pobres e dos que sofrem” para procurar fazer um “caminho de bondade e de esperança na busca comum de um mundo melhor”.
“Quero ser apóstolo das Bem-Aventuranças nestes tempos difíceis que vivemos”, escreve, no texto enviado à Agência ECCLESIA.
O novo bispo do Porto manifesta “a alegria de servir a grande comunidade humana da Diocese”, com uma palavra especial aos “seus eleitos e representantes autárquicos, as autoridades locais, as universidades e escolas, instituições e associações”.
D. António Francisco dos Santos é natural de Tendais, no Concelho de Cinfães (Diocese de Lamego) e foi ordenado padre em dezembro de 1972.
Após os estudos no seminário da sua diocese, licenciou-se em Filosofia na 'École Pratique de Hautes Études Sociales', com mestrado no Instituto Católico de Paris, onde obteve ainda o diploma de Sociologia Religiosa.
Durante os estudos em Paris, foi membro da equipa sacerdotal da Paróquia de São João Bptista de Neuilly-sur-Seine, assumindo a responsabilidade pastoral da comunidade portuguesa.
João Paulo II nomeou-o auxiliar de Braga, a 21 de dezembro de 2004, e foi ordenado bispo em março do ano seguinte, na Sé de Lamego.
D. António Francisco dos Santos foi nomeado bispo de Aveiro por Bento XVI em setembro de 2006 e tomou posse a 8 de dezembro do mesmo ano.
Na Conferência Episcopal Portuguesa, ocupa o cargo de vogal do Conselho Permanente e preside à Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.
O prelado esteve à frente da Diocese de Aveiro durante as celebrações do seu 75.º aniversário de restauração, tendo promovido nessa ocasião uma ‘Missão Jubilar’ que se encerrou em dezembro de 2013.
Ao longo desses meses, marcou presença, entre outros eventos, numa ‘Cristoteca’ com os jovens e ceou com sem-abrigo na Noite de Natal.
D. António Francisco dos Santos vai contar como bispos auxiliares com D. Pio Alves, atual administrador apostólico, D. António Bessa Taipa e D. João Lavrador.
A Diocese do Porto é mais populosa da Igreja Católica em Portugal, com mais de 2 milhões de habitantes, e tem uma área de 3010 quilómetros quadrados, a qual engloba 26 concelhos, 17 dos quais pertencem ao Distrito do Porto, oito ao Distrito de Aveiro e um ao Distrito de Braga.
O território diocesano estende-se ao longo do litoral atlântico do norte de Portugal, prolonga-se em direção ao interior pela margem esquerda do Rio Ave e Vizela até ao vale do Tâmega (inclusive), e é limitada a sul pelo vale do Rio Douro.
A data da entrada solene na Diocese, na Catedral do Porto, “será indicada proximamente”, adianta D. Pio Alves, administrador apostólico, numa mensagem de saudação ao novo bispo.
In agência ecclesia



A VIDA DEPOIS DA VIDA


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Há justiça social em Portugal?

A ONU declara o 20 de Fevereiro como o Dia Mundial da Justiça Social. Um convite à reflexão sobre como as diferentes sociedades olham, por exemplo, para o fosso entre ricos e pobres e para as assimetrias geográficas. E em Portugal como é que esta realidade é olhada? Que justiça social temos?

Igreja, ex-ministros, governantes, sindicalistas e patrões em entrevista à Renascença dão resposta à pergunta e falam do papel do Estado e das instituições neste campo, e como se garante um sistema social justo para o futuro no contexto de uma crise demográfica.

Leia aqui

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Seat Leon vence Carro do Ano 2014

A gama Seat Leon foi a vencedora da edição de 2014 do Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal.



O Seat Leon sucede ao VW Golf como Carro do Ano. O anúncio foi hoje feito em Lisboa na apresentação pública dos vencedores do concurso Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal, promovido pelo Expresso e pela Volante TV.
Nas Classes do Carro do Ano - prémios atribuídos para o melhor produto a concurso de cada segmento - a BMW foi a grande vencedora, com um total de três estatuetas para Desportivo do Ano, Executivo do Ano e Ecológico do Ano. O SEAT Leon venceu ainda as classes reservadas a Familiar do Ano e Carrinha do Ano, enquanto a Nissan e a Honda dividiram entre si os troféus para Citadino do Ano e Crossover do Ano. Foi ainda atribuído o prémio Personalidade do Ano à ACAP. 
A lista completa dos vencedores é a seguinte: 
CARRO DO ANO/TROFÉU ESSILOR VOLANTE DE CRISTAL SEAT Leon 
CITADINO DO ANO Nissan Note 1.2 80cv Acenta 
FAMILIAR DO ANO Seat Leon TDI 1.6 105cv Style 
CARRINHA DO ANO Seat Leon TDI 1.6 ST 105cv Style 
CROSSOVER DO ANO Honda CR-V 1.6 Diesel 
EXECUTIVO DO ANO BMW 320d Gran Turismo 
DESPORTIVO DO ANO BMW 435i 
ECOLÓGICO DO ANO BMW i3  


Ler mais: aqui

Obama atribui carreira política à sua fé cristã

   O Presidente dos Estados Unidos mostrou-se há dias grato ao Cristianismo pelo papel que tem tido na sua vida. "Estou grato não só porque quando estava falido a Igreja me alimentou, mas porque me conduziu a tudo o resto. Conduziu-me a abraçar Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador. Conduziu-me à Michelle, o amor da minha vida, e abençoou-me com duas filhas maravilhosas". "Conduziu-me ao serviço público. E quanto mais sirvo, sobretudo nos momentos de dificuldade e dúvida, mais agradeço a mão de Deus que me guia", disse ainda.
 Extraordinário! Enquanto na Europa se tenta acabar com o Cristianismo, no outro lado do Atlântico dá-se o devido valor à religião de Jesus Cristo. Mais, os seus líderes dão exemplo de um verdadeiro testemunho de fé. Pode-se pensar que esta e outras expressões sejam para ganhar a simpatia dos fiéis, mas não. Creio que estas expressões de fé são actos instantâneos, próprios da cultura norte-americana. 
Por cá, já assistimos à retirada dos crucifixos nas escolas e nas instituições públicas, a retirada do nome de Deus na constituição europeia e, agora há quem queira também "desbaptizar-se", como se o baptismo fosse simplesmente uma inscrição na Igreja, como se se tratasse de qualquer colectividade. Há uma tentativa de retirar à Igreja qualquer expressão social… é verdade. O que não compreendo é serem apenas uma minoria, um grupo quase insignificante.
Perante isto, preocupa-me sim, sobre a nossa militância cristã, ou seja, se assumimos convictos, ou se nos escondemos, com qualquer receio, privando-nos de dar testemunho de Jesus Cristo.
O Presidente americano falava no pequeno-almoço de oração, um evento anual que tem lugar em Washington, organizado pelo Congresso, com o apoio de uma organização cristã. Tradicionalmente o pequeno-almoço é uma ocasião em que republicanos e democratas deixam as suas divergências de parte para se concentrarem em assuntos de fé e de religião. Todos os anos é convidado um orador diferente. Este ano foi Barack Obama. 
O Presidente aproveitou a ocasião para chamar a atenção para os países onde não existe liberdade religiosa, salientando o Irão e a Coreia do Norte, onde se encontram cidadãos americanos detidos por pregar o Cristianismo.  
                                                                                                          Miguel Cotrim, aqui

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

COMO COSTUMA ATUAR PERANTE OS CASOS DE POBREZA?

Se é verdade que "nem tudo o que luz é ouro", também é verdade que há muitos casos de verdadeira pobreza.
Cabe a todos o dever da atenção às situações de carência e fazer o possível para os resolver.
1. Se lhe chegou ao ouvido que certa pessoa  precisa de ajuda, procure primeiro certificar-se se é mesmo verdade. Faço-o com total discrição para não magoar nem expor ninguém.
2. Se está convencido que é mesmo uma situação a precisar de ajuda, não fique nos queixumes, na crítica ou na indiferença. Meta os pés ao caminho e exponha a situação a quem de direito.
3. A tendência de muita gente é 'esconder-se', arrumando com a situação para cima dos ombros dos outros. Denunciam o caso e os outros que resolvam. O que cada um pode fazer não deve esperar que os outros façam.
4. Conforme os casos de pobreza, há várias saídas. Entre nós temos:
- Rede Solidária de Cantinas Sociais (Misericórdia)
- Assistentes Sociais (Câmara)
- Segurança Social (antiga Casa do Povo)
- GASPTA (que pode ajudar a encaminhar os casos, caso as pessoas, singularmente, não consigam obter êxito)
- Junta de Freguesia
- etc
5. Acontecem necessidades para as quais basta um pouco de bom coração e a ajuda de pessoas. Há casos em que várias pessoas se juntam para apoiar uma situação grave. E fazem-no com total discrição. 
6. Em casos de pobreza (seja que tipo de pobreza for), faça como Nossa Senhora que nunca perdeu tempo em críticas ou queixumes. Partiu logo para a ação. Exija a si mesmo a fantasia da caridade.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Vinde, Espírito Santo!

“A pessoa que não tem paciência é uma pessoa que não cresce, que permanece nos caprichos de criança"


“A paciência não é resignação, é outra coisa”. Foi o que explicou o Papa Francisco hoje em sua homilia da missa na Casa Santa Marta. Ele comentou a Carta de S. Tiago onde se diz: “Tende por motivo de grande alegria o serdes submetidos a múltiplas provações”.

“Parece um convite a ser um faquir, mas não é assim”, disse Francisco. A paciência, saber suportar as provações, “as coisas que não queremos”, faz “amadurecer a nossa vida”. Quem não tem paciência quer tudo imediatamente, rápido. Quem não conhece a sabedoria da paciência é um pessoa manhosa, como as crianças que fazem manhas” e nada vai bem. “A pessoa que não tem paciência é uma pessoa que não cresce, que permanece nos caprichos de criança, que não sabe lidar com a vida: ou isso ou nada. Esta é uma das tentações: se tornar manhoso”. “Outra tentação dos que não têm paciência é a onipotência de querer uma coisa já, como acontece aos fariseus que pedem a Jesus um sinal do céu: “Eles queriam um espetáculo, um milagre”.

"Confundem o modo de agir de Deus com o modo de agir de um bruxo. E Deus não age como um bruxo, mas com o seu modo de ir avante. A paciência de Deus. Ele também tem paciência. Toda vez que nós vivemos o sacramento da reconciliação, cantamos um hino à paciência de Deus! Mas com quanta paciência o Senhor nos carrega sobre seus ombros! A vida cristã deve desenrolar-se nesta música da paciência, porque foi justamente a música dos nossos pais, do povo de Deus, dos que acreditaram na Palavra Dele, que seguiram o mandamento que o Senhor deu ao nosso pai Abraão: ‘caminha na minha presença e sê irrepreensível’".

O povo de Deus – explicou Francisco, citando a Carta aos Hebreus – “sofreu muito; foram perseguidos, mortos”, mas teve “a alegria de vislumbrar as promessas” de Deus. “Esta é a paciência” que “nós devemos ter nas provações: a paciência de uma pessoa adulta, a paciência de Deus” que nos carrega sobre seus ombros. E esta é “a paciência do nosso povo”.

"Como o nosso povo é paciente! Ainda hoje! Quando vamos às paróquias e encontramos as pessoas que sofrem, que têm problemas, que têm um filho com deficiência ou têm uma doença, mas levam avante a vida com paciência. Não pedem sinais, como esses do Evangelho, que queriam um sinal. Não, não pedem, mas sabem ler os sinais dos tempos: sabem que quando o figo germina, chega a primavera; sabem distinguir isso. Ao invés, esses impacientes do Evangelho de hoje, que queriam um sinal, não sabiam ler os sinais dos tempos, e por isso não reconheceram Jesus".

O Papa concluiu sua homilia louvando as “pessoas do nosso povo, gente que sofre, que sofre tantas coisas, mas não perde o sorriso da fé, que tem a alegria da fé”.

"E essa gente, o nosso povo, nas nossas paróquias, nas nossas instituições, é quem leva avante a Igreja, com a sua santidade, de todos os dias, de cada dia. ‘Irmãos, tende por motivo de grande alegria o serdes submetidos a múltiplas provações, pois sabeis que a vossa fé, bem provada, leva à perseverança; mas é preciso que a perseverança produza uma obra perfeita, a fim de serdes perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência’ (Tg 1, 2-4). Que o Senhor nos dê a todos nós a paciência, a paciência alegre, a paciência do trabalho, da paz, nos dê a paciência de Deus, aquela que Ele tem, e nos dê a paciência do nosso povo fiel, que é tão exemplar".
Fonte: aqui

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Qual é o teu valor de mercado, mãe?


“Qual é o teu valor de mercado, mãe? Desculpa escrever-te uma pequena carta, mas estou tão confuso que pensei que escrevendo me explicava melhor.

Vi ontem na televisão um senhor de cabelos brancos, julgo que se chama Catroga, a explicar que vai ter um ordenado de 639 mil euros por ano na EDP, aquela empresa que dava muito dinheiro ao Estado e que o governo ofereceu aos chineses.

Pus-me a fazer contas e percebi que o senhor vai ganhar 1750 euros por dia. E depois ouvi o que ele disse na televisão. Vai ganhar muito dinheiro porque tem o seu valor de mercado, tal como o Cristiano Ronaldo. Foi então que fiquei a pensar. Qual é o teu valor de mercado, mãe?

Tu acordas todos os dias por volta das seis e meia da manhã, antes de saíres de casa ainda preparas os nossos almoços, passas a ferro, arrumas a casa, depois sais para o trabalho e demoras uma hora em transportes, entra e sai do comboio, entra e sai do autocarro, por fim lá chegas e trabalhas 8 horas, com mais meia hora agora, já é noite quando regressas a casa e fazes o jantar, arrumas a casa e ainda fazes mil e uma coisas até te deitares quando já eu estou há muito tempo a dormir.

O teu ordenado mensal, contaste-me tu, é pouco mais de metade do que aquele senhor de cabelos brancos ganha num só dia. Afinal mãe qual é o teu valor de mercado? E qual é o valor de mercado do avozinho? Começou a trabalhar com catorze anos, trabalhou quase sessenta anos e tem uma reforma de quinhentos euros, muito boa, diz ele, se comparada com a da maioria dos portugueses. Qual é o valor de mercado do avô, mãe? E qual é o valor de mercado desses portugueses todos que ainda recebem menos que o avô? Qual é o valor de mercado da vizinha do andar de cima que trabalha numa empresa de limpezas?

Ontem à tardinha ela estava a conversar com a vizinha do terceiro esquerdo e dizia que tem dias de trabalhar catorze horas, que não almoça por falta de tempo, que costumava comer um iogurte no autocarro mas que desde que o motorista lhe disse que era proibido comer nos transportes públicos se habituou a deixar de almoçar. Hábitos!

Qual é o valor de mercado da vizinha, mãe? E a minha prima Ana que depois de ter feito o mestrado trabalha naquilo dos telefones, o “call center”, enquanto vai preparando o doutoramento? Ela deve ter um enorme valor de mercado! E o senhor Luís da mercearia que abre a loja muito cedo e está lá o dia todo até ser bem de noite, trabalha aos fins de semana e diz ele que paga mais impostos que os bancos?

Que enorme valor de mercado deve ter! O primo Zé que está desempregado, depois da empresa onde trabalhava há muitos anos ter encerrado, deve ter um valor de mercado enorme! Só não percebo como é que com tanto valor de mercado vocês todos trabalham tanto e recebem tão pouco! Também não entendo lá muito bem – mas é normal, sou criança – o que é isso do valor de mercado que dá milhões ao senhor de cabelos brancos e dá miséria, muito trabalho e sofrimento a quase todas as pessoas que eu conheço!

Foi por isso que te escrevi, mãe. Assim, a pôr as letrinhas num papel, pensava eu que me entendia melhor, mas até agora ainda estou cheio de dúvidas. Afinal, mãe, qual o teu valor de mercado? E o meu?”

Francisco Queirós, aqui

sábado, 15 de fevereiro de 2014

"Esta economia mata!"

"Ouvistes que foi dito aos antigos:
‘Não matarás; quem matar será submetido a julgamento’.
Eu, porém, digo-vos..."
- Evangelho deste domingo


Ainda há poucos dias, o Papa Francisco nos advertia, para outras formas de “matar” e, deste modo, aplicava e ampliava, para hoje, as exigências do quinto mandamento. Dizia ele:
Assim como o mandamento «não matar» põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer «não a uma economia da exclusão e da desigualdade social». Esta economia mata! Não é possível que a morte por enregelamento de um idoso, de um sem-abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o facto de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequência desta situação, grandes massas da população veem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspetivas, num beco sem saída. O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora” (Evangelii Gaudium, 53).

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Papa Francisco encontrou-se hoje no Vaticano com 25 mil noivos



Veja aqui

Coisas da Maturidade...

GANHEI CORAGEM


O Escorpião

O Escorpião " vale muito a pena ler "

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— D...esculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.
Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.
In facebook

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

DOURO ACIMA

Circulation au canada!!!!!

"Venham mais vezes, por favor!"



 Dia Mundial do Doente.
Os ministros extarordinários da comunhão percorreram a paróquia, levando o Senhor aos doentes. Também eu e o P.e Adriano saímos para visitar alguns doentes.
O mesmo queixume de sempre, o mesmo desabafo, a mesma frustração. Passam muito tempo sozinhos. Há pouca gente a vistá-los. Abandonados pela saúde, abandonados pelas pessoas. Por isso, o pedido: "Venham mais vezes, por favor!"

A vida parece aquilo que NUNCA deveria ser: descartável.
Vejamos:
- Entre 2008 e 2012, lê-se no Diário de Notícias (DN), realizaram-se em Portugal 97.996 interrupções voluntárias da gravidez, grande maioria delas por vontade da mulher.
-  Nos últimos 5 anos, em Portugal 176 mulheres foram vítimas de violência doméstica até à morte.
-  A Polícia Judiciária registou nos primeiro semestre de 2012, cento e seis homicídios. De acordo com o Diário de Notícias e com base em dados do secretário-geral de Segurança Interna, a cada três dias, é cometido um homicídio no nosso país.
- O Relatório "Portugal Saúde Mental em Números" revela que em 2011 suicidaram-se 951 pessoas, sendo entre os idosos com mais de 70 anos que se verifica maior incidência, com uma taxa de mortalidade (nesse ano) de 21,4 por 100 mil habitantes.

Poderíamos continuar à procura, através dos meios de comunicação socia, de outros atropelos à vida. Penso que estes já dão que pensar...

Se acrescentarmos  que:
-  Os números revelados pelo Eurostat  apontam para a existência de 2,6 milhões de portugueses em risco de pobreza ou de exclusão social;
- Os hospitais públicos estão a abarrotar de doentes e que há imensos casos de pessoas com tempos infindos de espera por uma intervenção cirúrgica ;
- Cerca de 400 mil idosos vivem sós e outros 804 mil vivem em companhia exclusiva de outros idosos.
- Muitas famílias, ou por falta de condições (casa, trabalho, etc) ou por falta de vontade, enviam os pais para os lares,
então compreenderemos como é hoje difícil ser idoso em Portugal.  Reformas baixíssimas, custos médicos elevados, internamentos caros  nos lares, abandono e desaparecimento dos familiares...
Quem vai aos lares, ouve muitas vezes desabafos como este: "Aqui não me falta nada. Só me faltam os meus filhos e os meus netos... Preferia ter piores condições e viver ao pé deles!"

Uma visita aos doentes vale uma caixa de comprimidos.
Visitemos os doentes, levando um coração que escuta e acolhe, uma palavra e um gesto que confortam, uma presença que retempera.
Afinal a cama de um doente é uma universidade onde muito se aprende...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"ESTÁ LINDA, A NOSSA SERRA!"















(Vídeo de Gonçalo Melo, in facebook)

Hoje, ao fim da tarde, a nossa Serra estava assim...
De manhã, nevou cá baixo, mas a neve desapareceu logo.
Quem olhasse a Serra a partir da Capela da Senhora das Necessidades, como eu tive ocasião de fazer, não podia deixar de estar em sintonia com a exclamação de uma pessoa que também se encontrava no referido templo: "Está linda, a nossa Serra!"

Não podemos dormir tranquilos

No dia 17 de agosto o Papa Francisco postou em sua conta  no twitter a frase: “Não podemos dormir tranquilos enquanto houver crianças que morrem de fome e idosos que não têm assistência médica.”



Leia aqui

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sondagem aos católicos dos 5 continentes sobre alguns dos temas que mais preocupam a Igreja

Uma reveladora sondagem realizada pela Univision, a maior cadeia de televisão dos Estados Unidos, concluiu que a maioria dos católicos do mundo não está de acordo com algumas doutrinas da Igreja, como o aborto, o uso de anticoncetivos e a proibição da comunhão para os divorciados recasados.


A sondagem foi realizada entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, a 12.038 fiéis de 12 países maioritariamente católicos dos cinco continentes, e com uma margem de erro de 0,9 por cento.


Veja AQUI os resultados da sondagem.
(Basta carregar com o rato em cada quadradinho para ver o que pensa cada país sobre as diversas questões levantadas.)


RECASADOS
Proibição da comunhão aos recasados. Na  Europa é onde mais desaprovam esta medida (75 por cento), seguida da América Latina (67 por cento).


ABORTO
57 por cento respondeu que deveria permitir-se só  nalguns casos, como quando a vida da mãe ou da criança estejam em perigo;  8 por cento crê que se deve permitir sempre e  33 por cento expressou que não deve ser válido nunca.


ANTICONCETIVOS
Sobre o uso dos anticoncetivos,  a imensa maioria (78 por cento) expressou estar de acordo com o uso deles. Só 19 por cento disse estar contra  estes métodos de planificação. Inclusive, entre aqueles que participam com frequência na vida da Igreja, a percentagem dos que estão de acordo é  maioritária (72 por cento). E nove de cada dez daqueles que vão com pouca frequência também os aprovam.


CASAMENTO DOS PADRES
Também se  perguntou aos fiéis se achavam que los sacerdotes católicos deveriam casar-se. E cinco em  cada dez concordaram com o casamento dos padres.  47 por cento estevo em descordo e  3 por cento não respondeu. Encontram-se na Europa os que mais estão de acordo com o casamento dos padres (70 por cento); na América Latina são 53 por cento.


ORDENAÇÃO DE MULHERES
51 por cento respondeu que elas também deveriam ser ordenadas.  45 por cento afastou a figura de mulheres padres dentro do catolicismo e 4 por cento não respondeu.
Na Europa é onde mais querem ver as mulheres padres (64 por cento), seguida pela América do Norte (59 por cento) e pela América Latina (49 por cento).


CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO
A sondagem da Univisión também perguntou se se estava a favor ou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.  Neste ponto, os fiéis católicos foram maioritariamente opositores (66 por ciento). Só  30 por cento se expresou a favor das uniões gays. Os africanos são  quem mais se opõe (99 por cento), seguidos dos asiáticos (84 por cento). No caso dos latino-americanos,  57 por cento afastou o chamado ‘casamento gay’. Nos Estados Unidos é onde mais os aprovam (54 por cento). Os consultados de estratos mais baixos (7 em cada 10) são quem mais  recusam estas uniões.


ACEITAÇÃO DE FRANCISCO

Outra das perguntas desta sondagem foi sobre a gestão do papa Francisco durante os primeiros dez meses do seu pontificado.  41 por cento catalogou-a como ‘excelente’, enquanto 46 por cento disse que era ‘boa’. Cinco por cento disse que era ‘medíocre’, e el um por cento, que era má.
A popularidade do papa argentino é comum em todo o mundo, mas maioritária na Europa (90 por cento), seguida pela América do Norte (89 por cento), América Latina (88 por cento), África (85 por cento) e Asia-Pacífico (82 por cento).
Fonte: aqui


À LAIA DE CONCLUSÃO
1. A doutrina da Igreja tem mais adesão (cito por ordem decrescente) na África, na Ásia, Na América Latina, na América do Norte e na Europa.


2. É na Europa, onde a contestação à doutrina da Igreja é maior, que o Papa Francisco goza de mais popularidade. Sintomático...


3. Impressiona-me, nesta sondagem, a percentagem de pessoas a favor do aborto. A vida é - e só pode ser - uma questão inegociável. Se for preciso ir até à cruz para defender a vida, a Igreja tem que ir. Apesar de todas as sondagens e contestações. A vida humana é sagrada desde a sua conceção até à morte natural. Na fidelidade ao Evangelho da Vida, a Igreja não pode recuar e não recuará.
Entre a fidelidade à boa notícia do Evangelho e o 'socialmente correto' de cada época, a Igreja faz a sua opção. Clara, frontal, libertadora, amorosa: o Evangelho.


4. Pelo que ouço constantemente no contacto com as pessoas, esperaria muito mais opiniões favoráveis ao casamento dos padres. Penso que muitos católicos são de um facilitismo desbragado em relação a si mesmos e de uma exigência  ilimitada em relação aos seus pastores. Talvez porque tardam em meter no coração que todos somos Igreja. Todos os batizados são Igreja.


5. Em relação às outras questões, penso que nada de novo. Era o que se esperava.

Francisco sai em defesa da «dignidade» dos doentes e suas famílias

Encontro dominical incluiu saudação a participantes nos Jogos Olímpicos de Inverno e oração por vítimas do mau tempo


A Propósito do Dia Mundial do Doente (11 de fevereiro de 2014)


O Papa Francisco apelou hoje no Vaticano à defesa da “dignidade” das pessoas doentes e pediu ajuda para as suas famílias, para que se viva sem “medo da fragilidade”.
“A dignidade da pessoa não se reduz nunca às suas faculdades ou capacidades nem diminui quando a própria pessoa é fraca, inválida e necessitada de ajuda. Penso nas famílias, onde é habitual cuidar de quem está doente; por vezes, as situações podem ser mais pesadas”, afirmou, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a recitação da oração do ângelus.
“Muitos escrevem-me e hoje quero assegurar uma oração por todas estas famílias, a quem digo: não tenhais medo da fragilidade, não tenhais medo da fragilidade, ajudai-vos uns aos outros com amor e sentireis a presença consoladora de Deus”, prosseguiu.
A celebração do Dia Mundial do Doente decorre anualmente a 11 de fevereiro, em que a Igreja Católica celebra a festa litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes.
“É a ocasião propícia para colocar no centro das comunidades as pessoas doentes, rezar por elas e com elas, estar perto delas”, declarou o Papa.
Francisco convidou os católicos a assumir a “atitude de Jesus” diante de cada doente: “O Senhor toma conta de todos, partilha os seus sofrimentos e abre o coração à esperança”.
O Papa deixou uma palavra de estímulo pelo “trabalho precioso” de quantos estão empenhados no campo da saúde e se encontram todos os dias com doentes, “não só um corpo marcado pela fragilidade, mas pessoas, às quais se deve oferecer atenção e respostas adequadas”.
“A atitude generosa e cristã com os doentes é sal da terra e luz do mundo. Que a Virgem Maria nos ajude a coloca-la em prática e obtenha paz e conforto para todos os que sofrem”, acrescentou.


Calamidades naturais

A intervenção recordou os que foram afetados recentemente por “calamidades naturais”, em vários países.
“Estou próximo deles. A natureza desafia-nos a ser solidários e atentos à guarda da criação, também para prevenir, quanto possível, as consequências mais graves”, disse o Papa.


Jogos Olímpicos de Inverno

Francisco recordou ainda os Jogos Olímpicos de Inverno, a decorrer em Sochim, na Rússia: “Gostaria de fazer chegar a minha saudação aos organizadores e a todos os atletas, com os votos de que seja uma verdadeira festa do desporto e da amizade”.


“Como quereis viver: como uma lâmpada acesa ou apagada?"

A tradicional catequese centrou-se sobre a imagem dos cristãos como “sal da terra e luz do mundo”, para “fecundar a humanidade”.
“Todos nós, batizados, somos discípulos missionários e somos chamados a ser no mundo um evangelho vivo: como uma vida santa daremos sabor aos diversos ambientes e defendê-los-emos da corrupção, como faz o sal; levaremos a luz de Cristo com o testemunho de uma caridade genuína”, precisou.
Francisco alertou para quem os cristãos “apenas de nome”, que não assumem a “missão” de dar “luz ao mundo” e não são pessoas “luminosas”, vivendo uma “vida sem sentido”.
“Como quereis viver: como uma lâmpada acesa ou apagada? Como quereis viver?”, perguntou aos presentes, repetindo a questão antes de se despedir com votos de que sigam “sempre em frente com a luz de Jesus”.
In agência ecclesia

Protecção Civil alerta para tempo severo a partir do meio-dia


AVISO À POPULAÇÃO
Autoridade Nacional de Protecção Civil

Consulte aqui

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Um pouco de humor neste final de semana: A Harley do Papa-Quilómetros

Namoro: será que sou muito exigente?

Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”

Normalmente, é no próprio ciclo das amizades e ambientes de convívio que os namoros começam. Para namorar, você deverá procurar alguém naquele ambiente onde são vividos os valores que são importantes para você. Se você é cristão, então procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens etc., a pessoa que você procura.

O namoro começa com uma amizade, que pode ser um “pré – namoro” que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo.

Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”.

Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia, o seu coração bom, a sua tolerância com os outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale.

A sua felicidade não está na cor da sua pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma.

Ao escolher o namorado, não se prenda só nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.

Há uma velha música dos meus tempos de garoto, que dizia assim:

“Quem eu quero não me quer, quem me quis mandei embora, e por isso já não sei, o que será de mim agora."

Será que você não “mandou embora”, quem de fato a amava e poderia fazê-la feliz?

Lembre-se, paixão não é amor.

Se você encontrou aquela pessoa que satisfaz os valores “mais essenciais”, não seja muito exigente naquilo que é secundário. E você terá que aprender a ceder em alguns pontos, repito,  não essenciais.

Há um ditado que diz que “quem tudo quer, tudo perde”. Se você for “hiper- exigente” poderá ficar só. Muitas vezes aquele que quer escolher muito acaba sendo o último contemplado.

Não force um namoro quando o outro não o quer. Se você forçar a situação, o relacionamento não será maduro e nem duradouro. Não tente “segurar” o seu namorado junto de você pelo sexo, ou com outras chantagens. O namoro não é a hora de viver a vida sexual. Espere o casamento.

Certa vez o governo fez uma campanha para reduzir o número de acidentes de automóvel; usou este “slogan”: “Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você!” Posso plagiar esta frase e lhe dizer com toda a segurança:

“Não faça do seu corpo uma arma, a vítima pode ser você!”

Ao se escolher com quem namorar, não se pode deixar de lado alguns aspectos como: idade, nível social e cultural, financeiro, religião, etc.

Uma diferença de idade muito grande entre ambos pode ser uma dificuldade séria, especialmente se a mais idosa for a mulher.

O amor, quando é autêntico, é capaz de superar tudo, mas isto será uma pedrinha a mais no sapato dos dois.

A diferença de nível social e financeiro também pode ser uma dificuldade a mais, mesmo que possa ser vencido por um amor autêntico entre ambos.

Um rapaz culto e estudado pode ter sérias dificuldades para se relacionar com uma moça sem estudos.

Também a diferença de religião deve ser evitada, pois será também um entrave para o crescimento espiritual do casal; especialmente na hora de educar os filhos.

Na hora de escolher alguém você precisa ter claro os valores fundamentais para a sua vida toda.

Há coisas que são mutáveis, mas há outras que não.

Você pode ajudar sua namorada a estudar e chegar ao seu nível cultural um dia – e isto é muito bonito – , mas será difícil você fazê-la mudar de religião, se ela é convicta da fé que recebeu dos pais.

O namoro é para isto, para que jamais você reclame no futuro dizendo que se casou enganado. Isto ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame amanhã de ter se casado mal, ou com quem não devia; a escolha será sua.

Sobretudo lembre-se que você nunca encontrará alguém perfeito para namorar; mesmo porque “amar é construir alguém querido, e não, querer alguém já construído.”
Fonte: aqui

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"Em Tarouca não há nada!" Não é verdade...

"Nunca há nada para quem não quer participar em nada"

Ouve-se muitas vezes que em Tarouca não há nada. Confesso que não aceito esta afirmação, porque me cheira a 'mau pagador'. Desculpas de quem não quer participar em nada.
Querer mais, desejar mais, lutar por mais, é normal e humano. Só não será para quem isso seja desculpa para nunca se meter em nada.
Sem qualquer pretensão de ser exaustivo, aqui ficam  provas de que em Tarouca há muita coisa.


A nível civil:
- Corporação de Bombeiros, com escola de Bombeiros
- Santa Casa da Misericórdia (Lar, Apoio domiciliário, Creche, Unidade de Saúde, Fisioterapia), abertura ao voluntariado
- Banda de Música
- Orquestra da Câmara
- Escolas de Música
- Cinema no Auditório Municipal
- Piscinas aquecidas
- Clubes de Futebol (Tarouquense e Arguedeira)
- Ginásio Clube de Tarouca
- Projeto "Rejuvenescer Tarouca"
- Tarouca BTT
- Downhill Tarouca
- Grupos de Bombos (Tarouca e Arguedeira)
- Associação do Castanheiro do Ouro, Associação dos Esporões, Associação de Valverde
- Clube de Caçadores de Tarouca
- Clube de Tiro Douro Sul
- Desporto escolar (com provas dadas)
- Várias formas de passeio pedonal e vários passeios de autóveis
- Biblioteca Municipal
- Associação Empresarial
- Diversos Blogues
- Agrupamentos musicais
- Centro Escolar e Escola Básica e Secundária, com Associação de Pais e Associação de Alunos
- Festas e mais festas (S. Pedro, São Miguel, Santo António, São Martinho, São João, Senhora da Ajuda, Senhora das Necessidades,Cristo Rei...)
- Santa Helena, a Romaria da Beira
- Convívio da Freguesia no Senhor do Monte
- Vários serviços ao público (Loja do Cidadão, Conservatória do Registo Civil e Predial, Finanças, GNR, Correios, Julgado de Paz, Farmácias, Centro de Saúde, etc)
- Serviços camarários e da Junta


Ligados à Paróquia de São pedro de Tarouca:
- Blogue Paróquia de Tarouca
- Site Paróquia de S. Pedro de Tarouca
- Facebook - Centro Paroquial Santa Helena da Cruz
- Mensário Sopé da Montanha
- Boletim Apelo
- Catequese
- Escola da Fé
- Grupo de Jovens Arautos da Alegria
- GASPTA (Grupo sócio-caritativo)
- Coral, Acólitos e Ministros Extraordinários da Comunhão
- Conselho Económico e Conselho Pastoral
- Grupo Oração e Amizade, Irmandade das Almas, Irmandade de Santa Helena e Associação do Apostolado da Oração
- Novena de Santa Helena (e outras novenas)
- Encontros com pais
- Festas
- Centro Paroquial
- Etc


Observação:
Alguém me alertou para a existência de mais associações na área da União de Freguesias Tarouca/Dalvares. Agradeço o alerta, mas foi minha intenção referir-me apenas e só às associações (algumas) existentes na área da Paróquia de Tarouca.

Há quem defenda assanhadamente tradições e, ao mesmo tempo, se ria de tradições


Certamente o amigo leitor já viu o modo aguerrido como alguns jovens defendem as praxes como uma tradição académica.
Já vi a gente nova defender assanhadamente tradições que julgava incompatíveis com a irreverência juvenil.
Mas todos vimos como muita gente nova lida com desdém com tradições ligadas à moral, à ética, à religião.

Parece que são boas as tradições que nos agradam e más as que nos exigem esforço. Sim, esforço, não para os outros, mas a si mesmo.
Fonte: aqui

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

POR OUTRA PRAXE NAS PRAXES




1. Nunca houve tanto conhecimento como hoje. Mas será que há muita sabedoria hoje?
Isaac Asimov notou que «o aspecto mais triste da vida actual é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente do que a sociedade em sabedoria».
 
2. Como é que uma instituição é capaz de fornecer a excelência e, ao mesmo tempo, se mostra incapaz de extinguir a decadência?
 Como é que a mesma instituição tanto nos presenteia com conhecimentos de excepção como nos faz arrepiar com comportamentos de aflição?
 
3. O problema destas praxes é que matam sempre. Quando não matam o corpo, acabam por matar a alma.
Com pesar, temos de admitir que muitas praxes não correm bem e, frequentemente, terminam mal.
 
4. Muito se contesta a hierarquia. E, no entanto, não falta quem, contestando a hierarquia, exija a mais servil submissão às suas ordens e o mais rígido cumprimento das suas decisões.
Muito se exalta a diferença. E, não obstante, não falta quem, em nome da diferença, impeça os outros de serem diferentes.
 
5. Nesta hora, é urgente apurar o que aconteceu no Meco.
Mas não é menos prioritário reflectir, independentemente do que aconteceu no Meco, sobre as praxes.
 
6. A vida é sagrada e a dignidade é valiosa.
Concordo com quem defende a moderação. Mas não deve haver moderação apenas na análise das praxes. A moderação deve existir, antes de mais, na realização das próprias praxes. É aí que tem havido as atitudes mais radicais, mais imponderadas.
 
7. O figurino de certas praxes não se afastará muito da moldura do «bullying».
Num caso e noutro, não podemos acordar somente quando há vítimas. Se não actuarmos nas causas, continuaremos a sofrer as mais nefastas consequências.
 
8. Universidade, estado, família e sociedade em geral: ninguém se pode pôr de fora deste problema, ninguém deve ser colocado à margem na procura de uma solução.
Por natureza, os jovens são irreverentes. Gostam da mudança. Impressiona, por isso, que, por vezes, paire a sensação de que não admitem sequer questionar as praxes.
 
9. Os jovens são capazes de mais. Os jovens merecem (muito) melhor.
Não estacionem no passado, mesmo que seja um passado ainda perto do presente.
 
10. Inovem. Procurem ser mais criativos e positivos nas praxes.
Enfim, adoptem uma nova praxe nas praxes, uma nova praxe na escola, uma nova praxe na vida!
Fonte: aqui

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Bombeiros de Tarouca limpam neve nas estradas do concelho


Como corrigir uma pessoa?

É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta



Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.

Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos.

Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano!

Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:

1. Nunca corrigir na frente dos outros

Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.

Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.



2. Escolha o momento certo

Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio.

Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado.

3. Use palavras corretas

Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma.

Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas.

Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar.

Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?”

Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”.

E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência.

Fonte: aqui