domingo, 30 de outubro de 2016

O "Rolinho"


Cheguei e ouvi falar da morte do "Rolinho". Associei imediatamente a uma telenovela, já muito antiga, que falava das rolinhas do Coronel (amantes). Ainda por associação, pensei que havia morrido alguma pessoa que tivesse por alcunha "Rolinho". Erro crasso.
Quem havia morrido foi uma rola-macho. A dona compungia-se pela perda do seu companheirito e era consolada pelos amigos.  Herdara-o do pai há cerca de 18 anos e ganhara-lhe grande amizade. Cantava deliciosamente e assinalava sempre a presença da dona.
Como dizia a pesarosa senhora, era  o ser vivo com quem poderia falar em casa e sabia que a ouvia, uma vez que o marido está muito surdo.
Ainda agora, passados já muitos dias, a senhora comove-se quando alguém lhe fala na sua ave de estimação. E se lhe dizem para arranjar outro "Rolinho", a senhora insiste que não é a mesma coisa nem tem o mesmo significado.
Como comentava uma amiga da senhora, a "gente agarra-se aos animais e depois, quando eles partem, sentimos que morreu também um bocadinho de nós."



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Não se iluda, há muita gente a fingir!

* Não se submeta à opinião que os outros têm sobre si, coloque-se acima disso. Oiça apenas quem lhe quer bem. O que importa é o valor das nossas ações, não o que os outros possam pensar a respeito disso. Aliás, uma boa ação será ainda melhor se ninguém souber dela.


* As opiniões são quase sempre soltas, leves e passageiras. Aparecem e desaparecem sem grandes porquês. Quem ama, ama, e não deixará de amar por causa de uma qualquer história mal contada. Se isso acontecer, é prova de que não amava. Quem não nos estima, por mais que se lhe apresentem factos, não mudará a forma como sente e… ressente.


* Todos imaginamos coisas uns dos outros, a partir do pouco que sabemos. O que importa é ter consciência disso, sabendo que a tendência é repararmos apenas no que confirma as nossas ideias, ignorando tudo o que as contradiz.


* Não se iluda, há muita gente a fingir – buscam tanto agradar aos outros que se esquecem de si... e não há caminho mais rápido para a solidão do que a mentira. As aparências iludem e, depois, desiludem. Sempre. Em primeiro e último lugar ao seu autor.


* Quem não cultiva o seu valor, ficará sem ele, porque o deixará morrer. Se ainda não encontrou o seu talento, não será porque ele não existe, mas porque está a querer encontrá-lo onde ele não está. Não temos os dons que queremos, apenas os que nos foram dados.


* Um amigo não serve para partilharmos apenas alegrias e sucessos. A prova de que o estimamos é confiar-lhe também os nossos erros, tristezas e desventuras, e escutá-lo mesmo quando isso nos estiver a doer.


* Diga a verdade com clareza e tranquilidade. Oiça os outros, pois não há ninguém com quem não se possa aprender. Evite apenas os barulhentos, mas de forma que não percebam… não grite enquanto se afasta!


* Diga a verdade. Afugentará os que a desprezam, ao mesmo tempo que atrairá a si quem reconhece  a importância e a luz da bondade.


* Não minta. Menos ainda em relação a sentimentos. Não se permita, jamais, deixar de ser quem é.


José Luís Nunes Martins, aqui


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Exposição de Pintura no Auditório Municipal de Tarouca

A inauguração da Exposição de Pintura "A Vida de S. Bento", de Frei Paulino Luís de Castro, O.S.B., realizou-se hoje, dia 27 de outubro de 2016, pelas 19h, no Auditório Municipal Adácio Pestana - Tarouca.
Recorda-se que esta Exposição estará aberta ao público até 10 de novembro próximo.
Na sessão de inauguração, usou da palavra o P.e Avelino, Diretor do Colégio de Lamego, que falou de São Bento, o Padroeiro e Pai da Europa.
São Bento nasceu em Núrcia, cem quilómetros ao Norte de Roma, por volta do ano 480; morreu em Monte Cassino, na Campânia, em torno de 547. Sua vida transcorreu num século conturbado: o império romano foi assaltado, a partir de 450, pelas ondas sucessivas de invasores vindos do Leste.
Primeiro ermita, depois monge, deve-se a ele a mais famosa regra monástica: "ORA E LABORA" (Reza e trabalha). É dele ainda a sempre atual postura dos responsáveis: "Não se imponham pelo temor, mas pelo amor".  Foi o fundador da Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo.
Seguidamente dissertou a Drª Amélia Albuquerque sobre as granjas e a sua ligação aos cistercienses, que tanta implantação tiveram entre nós. Basta pensar em S. João de Tarouca e Salzedas.
Os Cistercienses são uma ordem derivada dos Beneditinos.
Na ordem de Cister havia os Monges, que cuja vida era passada dentro das paredes do Mosteiro (ORA LABORA) e os Irmãos Conversos que se dedicavam às várias tarefas visando a sustentação dos Mosteiros.
Aqui surgem as granjas onde os Irmãos Conversos tratavam dos campos, dos animais, da agricultura. Nas granjas havia alfaias e estruturas agrícolas. Estas granjas, no contexto do tempo, eram verdadeiras unidades de produção inovadoras e muito contribuíram para o desenvolvimento do país.
Destas granjas deriva o nome de muitas povoações atuais e de vários locais, como Granja Nova, Granjinha, Granjão, Granja do Tedo, etc.
O Dr. José Pessoa falou sobre a importância da História, porque não poderemos saber para onde vamos se não soubermos donde vimos. A culturas e os valores como a fraternidade, a solidariedade, a mútua ajuda, a liberdade e a criatividade têm que fazer parte da formação integral da pessoa.
O P.e Paulino, autor da Exposição, agradeceu a presença daas pessoas e afirmou que se limitou a dar o seu contributo não só para o conhecimento de São Bento mas também para a valorização da comunidade.
O Presidente da Câmara, Valdemar Pereira, encerrou a sessão, mostrou a sua alegria pela vinda da Exposição até Tarouca e mostrou-se convicto que muita gente iria aproveitar este momento cultural entre nós.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

FAZER-SE CAMPEÃO

Não nasceu em berço d'ouro, nem pouco mais ou menos.
As dificuldades económicas da família não foram desculpa para deixar de lutar por aquilo em que acreditava, sem revoltas inúteis. Apoiado no bordão da força de vontade e das  suas capacidades, foi à luta.
Sem vícios, enquanto estudante dedicou muito tempo livre ao desporto, a associações humanitárias e culturais.
Terminada a licenciatura, na ausência de perspetivas de emprego na sua zona, abalou para uma grande cidade. Como acontece a tantos....
Após os primeiros ordenados, e como faria a maioria dos jovens, compraria o carro que a família não teve possibilidade de lhe oferecer e/ou tentaria alugar um andar com boas condições. Não passaram por aí os seus objetivos de vida. Optou pela valorização científica que aumentasse a sua valorização profissional e lhe possibilitasse a ascensão na carreira.
Sendo um profissional competente, dedicado e delicado, solidário, foi recolhendo, por isso, a simpatia, amizade e respeito de colegas, instituição e pessoas a quem atendia.
Após o trabalho, deslocava-se feliz à escola, regressando tarde a casa para tratar das suas refeições, da roupa, da casita, da sua vida. Até que as forças lho permitissem, emigrava, noite dentro, para os livros, investigação, trabalhos, restando-lhe as paredes do quartito para desabafar, partilhar ou dar boa noite.
Numa grande cidade é tudo caro. Por isso, ao optar pelos estudos, teve que prescindir de muita coisa. porque o ordenado não estica. As visitas à família tornaram-se mais espaçadas, as férias foram reduzidas e simplificadas, os passeios e noitadas, tão do gosto da malta da sua idade, ficaram na gaveta. Primeiro estavam as propinas, a aquisição de livros e outro material de estudo, as viagens para a escola...
Acabou o Mestrado e, imaginarão, com alta classificação. É um campeão!
Faz hoje anos. Parabéns pelo aniversário. Muitos parabéns pelas capacidades, vontade de lutar pelo que acredita, espírito de sacrifício.
São jovens assim que abrem portões de luz sobre o futuro do país.


Que os jovens lutem pelos seus objetivos, sem desculpas. Que as situações económico-sociais não sejam alibi para o desânimo, o desalento, o ficar na praia da vida. Do outro lado do mar o futuro espera-os de braços abertos. Há que fazer-se ao mar...

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Francisco: "Los rígidos no son libres, son esclavos de la ley"

"Parecen buenos, pero detrás hay algo que no los hace buenos: o son malos, hipócritas o son enfermos"

Ver aqui

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Não é fácil...

Período muito difícil este. Para nós.
Estamos praticamente a um mês da inauguração do Centro Paroquial - 27 de novembro.
É o Crisma nesse dia, é toda a panóplia de pormenores referentes à inauguração em que é preciso pensar, ouvir, organizar.
É o final das obras que nos parecem sempre atrasadas em relação à  data de inauguração.
São as muitas pessoas com quem é preciso trabalhar sob um stress tremendo.
É a parte económica imensamente frágil com que temos de lidar. E olhem que é tudo muito caro!
São as outras tarefas neste início de ano pastoral.
É um tempo em que tudo nos é exigido e em que pouca gente compreende a nossa situação, o nosso cansaço, a nossa humana limitação.
Valha-nos Deus que é quem pode!|
Claro que o futuro vale a pena. Claro que todo este esforço segundo a segundo vale a pena. Basta pensar nas mais de 300 crianças na catequese. Claro que o esforço, dedicação e carinho de algumas pessoas e instituições nos estimulam.
Não nos faltam esperança e confiança, mas sobra-nos o cansaço de um período intenso a seguir a anos e anos de obras.
Que as pessoas sejam humanas, compreensivas, tolerantes e muito mais colaborantes.
Isto, por todos, custa muito menos.
Afinal a obra é de todos e para todos.

domingo, 23 de outubro de 2016

Gabarola


Gabarola é quem está sempre a dizer bem de si próprio. Expõe as  suas próprias qualidades e até as aumenta.
Há tempos fui ao funeral de uma pessoa amiga. No regresso, dei boleia a umas pessoas durante uma parte do trajeto, uma vez que a sua casa ficava muito antes da minha. Desses companheiros de viagem ouvi este testemunho sobre o defunto: " Era um homem a quem nunca se ouviu um elogio a si mesmo. Pelo contrário, era pródigo a elogiar os outros sempre que isso lhe parecesse justo."
Hoje vivemos num "mundo-pavão", onde o tempo parece que nunca chega o tempo para cada um se gabar do que é, do que faz, do que imagina que é e faz...
Gabam-se os políticos da obra feita, dos projetos que apresentam, das ideias que dizem ter, mesmo quando "o embrulho é mais vistoso do que a prenda".
Gabam-se os pais que dizem ter os melhores filhos do mundo, mesmo quando toda a gente reconhece que não é bem assim...
Gabam-se os caçadores de grandes caçadas, quando muitas vezes só caçam no prato a merenda que levam.
Gabam-se as pessoas de grandes tainas e borracheiras, mesmo quando são mais um desejo do que uma realidade...
Gabam-se os pescadores do tamanho do peixe pescado, mesmo quando o anzol nada trouxe...
Gabam-se alguns alunos das notas tiradas no teste, mesmo quando estas são mais fruto do copianço do que do saber.
Gabam-se alguns das "conquistas" feitas, mesmo quando se fartam de levar "patada".
Gabam-se muitos da sua beleza, mesmo quando o espelho desmente tal formosura.
Gabam-se muitos da sua voz, mesmo quando são canas rachadas...
Gabam-se muitos da sua arte culinária, mesmo quando os paladares se arrepiam.
Enfim, poderíamos continuar....
 
Elogio em boca própria é vitupério 
E o pior é quando as pessoas para se exaltarem recorrem ao denegrir dos outros. Rebaixam os outros para se elevarem a elas próprias. "Eu não sou como este ou aquele"; "eu sou muito melhor do que este ou aquele",  "eu cá não tenho este defeito como fulano ou sicrano", "sou o melhor cá da terra".
Há quem seja quase cego para enxergar os seus defeitos e limites, mas use lupa para mostrar os defeitos e limitações dos outros. Há quem esquece o provérbio, "médico, cura-te a ti mesmo."
Há quem se vanglorie daquilo de que se devia envergonhar!
Todos temos que ter cuidado. O farisaísmo é uma tentação de todos os tempos.
Reparemos nesta parábola de Jesus:
«Dois homens subiram ao templo para orar;  um era fariseu e o outro publicano.
O fariseu, de pé, orava assim: ‘Meu Deus, dou-Vos graças  por não ser como os outros homens,
que são ladrões, injustos e adúlteros,  nem como este publicano.  Jejuo duas vezes por semana  e pago o dízimo de todos os meus rendimentos’.

O publicano ficou a distância  e nem sequer se atrevia a erguer os olhos ao Céu;  Mas batia no peito e dizia: ‘Meu Deus, tende compaixão de mim,  que sou pecador’." (Evangelho de S. Lucas)


Não seriámos todos mais livres e felizes se deixássemos de perder tempo a elogiarmo-nos e reconhecêssemos mais os méritos dos outros e a importância de Deus?

Quentinhas e boas


Pela 1ª vez comi castanhas este ano. Uma delícia para quem gosta como é o meu caso.
As castanhas da nossa região têm um sabor especial, porque a Beira Alta é o "hollywood da castanha nacional".
Então assadas no forno lhes lhes digo nem lhes conto......
Dizem que estão caras no mercado. Oxalá que as paguem bem ao produtor que bem merece e precisa.
Nalguns locais, os pequenos produtores têm na castanha o seu pé-de-meia para a compra do bacalhau do Natal.
Após a chuva e vento recentes, as "quentes e boas" apressaram o seu desprendimento do ventre do ouriço e lançam-se à aventura pelo ar, vindo a aninhar-se no berço da terra, que tantas vezes é desconfortável. É que, inexperientes e tontinhas, algumas vão alojar-se em silvedos, ortigais e outros locais menos convidativos, tornando penosa a missão de "médicos e enfermeiros" que tentam salvá-las de tamanho infortúnio.
Então a castanha Longal, Pedral, Martaínha e Judia são nacionais e excelentes. Não há qualidades melhores do que as nacionais, imbatíveis em sabor. E olhem que nem sempre as maiores são as mais saborosas!...

No próximo domingo, muda a hora


A hora vai mudar em Portugal. Como habitualmente no último Domingo de Outubro mudamos para a chamada “hora de Inverno”.

sábado, 22 de outubro de 2016

Conversando com a assembleia

Gosto de dialogar com as pessoas na homilia, sobretudo nas Missas da semana e na das crianças.
Claro que é preciso respeitar o ritmo das comunidades, pois se há quem goste, também existe quem não aprecie nem se sinta à-vontade.
Penso, como dizia uma pessoa, que os diálogos na homilia ajudam a manter as pessoas mais concentradas e a tomarem consciência da beleza da Palavra de Deus. Ninguém é dono da Palavra, todos ao serviço da Palavra que nos libe...rta.
Nestes dias, pus às pessoas esta questão:
"Será que eu devo ser missionário, apóstolo, enviado, porque sou padre ou porque sou batizado?"
A resposta encheu-me de alegria.
As pessoas responderam em coro: "É por ser batizado."
Fantástico!
O ser ordenado coloca-me num serviço específico da missa. Mas a missão vem do batismo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Por cada 100 casamentos, há 70 divórcios em Portugal


Portugal lidera ranking europeu na proporção de divórcios por cada 100 casamentos. Já no tocante à natalidade, os portugueses surgem no último lugar da lista.

Portugal. Campeão dos divórcios na Europa. Por cada 100 casamentos, há 70 divórcios. Este é dos únicos indicadores em que Portugal surge no topo da lista, à frente de países como a Dinamarca.

Em 2013, houve 19.920 casamentos civis e 11.576 católicos. Se recuarmos a 2000, os católicos eram 41.331 e os civis 22.421.

Em 2014, 49,3% dos bebés nasceram fora do casamento, numa percentagem que volta a atirar Portugal para lugares cimeiros no ranking europeu.

Os portugueses têm cada vez menos bebés e apresentam uma média de 1,23 filhos por mulher em idade fértil, contra os 1,58 da média europeia. Portugal surge aqui no último lugar da lista.

Portugal. Vivemos numa sociedade envelhecida, com 138,6 idosos por cada 100 jovens (119,8, na Europa) e com os idosos com 65 ou mais anos de idade a perfazerem 20,1% da população, contra os 18,7 da média europeia.

Fonte:  aqui

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Governo vai dar prémios a empresas que contratarem estagiários

As empresas que integrem nos seus quadros os estagiários ou os contratados a prazo que foram financiados por apoios ao emprego vão ser “premiadas” pelo Instituto do Emprego com dois salários desse trabalhador.
Ver aqui

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Discussão acesa no "Prolongamento" viral no Twitter


Uma vergonha! Nem nos lavadoiros de antigamente se descia tão baixo!...
Como é que um canal de TV permite este triste espetáculo?
Será que vale tudo na ânsia incontrolada de ter mais audiências?
Como é que um programa destes tem espectadores? Sabemos todos que se os espectadores  mudassem de canal mal começasse tal programa, o mesmo acabaria rapidamente ou mudaria de estilo.
Os Clubes de Futebol não se demarcam destas situações, uma vez que os "comentadores" se apresentam como simpatizantes de diferentes Clubes?
Ao vermos quais são os jornais mais lidos neste país e os programas de TV mais vistos, ficamos com uma radiografia do povo que somos. E olhem que só nos degrada!




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

17 de outubro - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

* “Unamos as nossas forças, morais e económicas, para lutar em conjunto contra a pobreza que degrada, ofende e mata tantos irmãos e tantas irmãs”, disse o Papa antes da oração mariana do Ângelus, este domingo.

* “No período 2009-2014, enquanto o rendimento dos 10 por cento mais ricos registou um decréscimo de cerca de 13 por cento, o rendimento dos 10 por cento mais pobres diminuiu nada menos que 25 por cento”.
“O aumento contínuo do fosso que separa os mais ricos dos mais pobres constitui o principal traço de evolução das desigualdades ao longo destes anos de crise”.
As mulheres, as crianças e os jovens são as faixas da população apontadas como as mais atingidas pela austeridade dos últimos anos.
(Estudo recentemente divulgado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos”, relativo à “Desigualdade de Rendimentos e Pobreza em Portugal.)

* Uma em cada cinco pessoas que vivem em Portugal é pobre. Para as que têm limitações causadas por problemas de saúde, o risco de pobreza é ainda superior ao da população em geral. E as dificuldades financeiras são a principal razão para as pessoas não acederem aos cuidados de saúde.
(Instituto Nacional de Estatística (INE)

“A pobreza é um atentado à natureza humana. Erradicá-la é um imperativo ético. É um desafio que a todos deve interpelar. É um desafio que temos obrigação de vencer”.
(Comissão Diocesana de Justiça e Paz da Diocese de Portalegre e Castelo Branco)

* "Pobreza atinge 40,5% dos desempregados"
 O país voltou aos níveis de pobreza de há dez anos; 27,5% das pessoas estão em risco de exclusão social (2,8 milhões de pessoas); a “forte desigualdade na distribuição dos rendimentos” mantém-se; o risco de pobreza é mais elevado entre as mulheres do que entre os homens...)
(Li aqui)

domingo, 16 de outubro de 2016

Estive na Gralheira

Gralheira
Aldeia da Gralheira. Em plena Serra do Montemuro, a cerca de 1100 metros de altitude.
No centro da povoação ainda é possível vislumbrar algumas casas típicas, construídas com granito e algumas delas, ainda cobertas de colmo.
Esta aldeia, - rodeada de lameiros férteis e verdejantes, propícios à criação de gado, uma das atividades principais na aldeia e uma das principais fontes de riqueza das suas gentes, - é caraterizada também pela sua população unida e dinâmica, destacando-se ainda a gastronomia local, divulgada e dinamizada pelos dois restaurantes aqui existentes, que brindam os seus clientes com fantásticas iguarias, como a vitela arouquesa, cabrito e anho assados em forno de lenha, cozidos, arroz de salpicão, entre outros.


A convite de um casal amigo, fui hoje almoçar à Gralheira. Restaurante à pinha ou não fosse dia de caça. Mas disseram-me que ao fim-de-semana normalmente é assim. Vem gente de muito longe para saborear os petiscos tradicionais que ali são conservados orgulhosamente. A chamada "comida de plástico" não entra na  ementa dos restaurantes da aldeia, conforme me informaram. Por isso, quem, ao sábado ou ao domingo, quiser ir até lá para tomar uma refeição será melhor fazer marcação antecipada.
Comida excelente, bom vinho (não, não era da Gralheira, ahhahah), boa companhia, simpatia das pessoas que estavam a servir.
Há muitos anos que não ia até lá. Gostei de ter voltado. O cabritinho estava uma delícia.
Muito obrigado ao casal que teve a amabilidade do convite.


Havia deixado o carro no "meu" Teixelo. Foi  regressar, pegar no veículo e voltar a subir a serra, desta vez rumo a Santa Helena para o terço e a Missa do 3ª domingo.
Tal como na Gralheira, também em Santa Helena estava frio, o que não convidou as pessoas a subir para a celebração. De qualquer maneira os que foram participaram com empenho.
Interessante. A altitude da Gralheira é aproximadamente a de Santa Helena, 1100 metros.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Quem me dá uma mão?


Deseja-me um bem imenso. Estou certo de que por mim estaria disposto a arriscar a vida. Errou, pagou, sofreu. Encontrei-o na prisão. O diretor permitiu-me que o encontrasse em privado. Correu ao meu encontro no longo corredor, abraçou-me demoradamente. Os guardas, respeitosos, observavam em silêncio. Ficámos a falar durante muito tempo.
Chorava, João Pedro. Ainda conserva um bom coração. Um coração que se comove, que experimenta compaixão. Agora está em liberdade. Jurou que não caía noutra, que se afastaria definitivamente de certos ambientes criminosos. Procurou um trabalho. Um trabalho qualquer que lhe permitisse sobreviver honestamente. Nada, nestes meses, não encontrou nada. Desde há algum tempo creio que voltou a falhar. Não me convencem alguns dos seus comportamentos. A semana passada encontrei-o mas não o quis saudar, apressei o passo. Queria que compreendesse o meu desapontamento, a minha desilusão, a minha dor.
Entendeu. Voltou para trás, veio ter comigo: «Porque é que não me cumprimentas, padre? Sou teu filho. Deste-me a Primeira Comunhão. Sabes tudo da minha vida. Porque é que não me olhas, padre?». «E perguntas-mo, João Pedro? Que andas a fazer? Já esqueceste as promessas que fizeste? Os sofrimentos que passaste? Não me voltes a chamar se te meterem outra vez “dentro”. Estou cansado, segue o teu caminho.» Não se vai. «Não, padre, não. Sabes que eu quero viver. Não quero voltar à prisão. Mas ajuda-me a encontrar um trabalho. Bati a muitas portas. Nenhuma se abriu. Que devo fazer? Diz-me: que devo fazer?»
Tenho vontade de chorar. De fugir dali. De o abraçar como daquela vez na prisão. De lhe dar duas bofetadas. Sei que não está a mentir, o João Pedro. Estou furioso, desiludido. Pergunto-me se tenho esse direito. É possível que este meu país, que amo e que tento servir, se tenha tornado tão surdo? É possível que não saiba ir ao encontro dos jovens de boa vontade? É possível que não se pergunte o que vão comer esta noite milhares de crianças com os pais desempregados? É possível que não se dê conta de que o João Pedro nos vai custar mais no dia em que regressar à prisão?
Não, não me resigno. Não posso. Não quero. A desilusão, o desencorajamento, podem ser aceites apenas se têm vida breve. Mas se a esperança morre, o sol deixa de dar luz. As estrelas apagam-se. O amor exaure-se. Via verde ao pessimismo. Cada noite tem a sua aurora. Depois da morte há a ressurreição. A vida vence. Sempre. Sou o pároco de João Pedro. E sei que é meu dever ter esperança também por ele, rezar também por ele. Faço-o. A nossa comunidade, desde sempre, o faz. Mas este bendito país a duas – e mais – velocidades é um drama imenso.
Nos nossos bairros a droga alastra. Alguns ingénuos acreditam que legalizando as drogas leves se combate os grupos de traficantes. Não é mais do que uma piedosa ilusão. Os grupos combatem-se antes de tudo cortando a linfa vital das suas malditas raízes. Não permitindo que elas alastrem tão profundamente. Os grupos de traficantes combatem-se com a legalidade. Legalidade quer dizer pretender que cada pessoa faça o seu dever. Mas tal só é possível se a cada pessoa são reconhecidos os próprios direitos. E entre os direitos, o trabalho ocupa um dos primeiríssimos lugares.
Sou o pároco de João Pedro. Cabe-me amplificar o seu grito de ajuda, não permitir que a ténue chama da sua vida se extinga. Podemos plantar uma flor no deserto? Entre quem lê estas linhas haverá certamente alguém que lhe poderá estender uma mão. O papa Francisco não cessa de nos indicar o caminho da misericórdia. Dêmos vozes, mãos, concretude à misericórdia. O João Pedro é ainda muito jovem. Cheguemos antes que o coração se lhe endureça. Antes que “aqueles” lhe mandem fazer alguma coisa de que se arrependerá para o resto da vida, “alguma coisa” que o acorrentará para sempre.
«Que devo fazer, padre? Diz-me.» Calo-me. Só posso pedir ajuda. Faço-o. Para que muitos saibam. Para que os bons não se deixem levar por juízos e prejuízos que se tornam pecados. Para que aprendamos a compreender que por trás de certas histórias se escondem dramas enormes. Para que quem nos governa possa fazer o seu dever. Espero. Os pobres interpelam-nos. Desafiam-nos. Sobre os pobres seremos julgados no Dia sem ocaso.
Fonte: aqui

Porque não aparecem as pessoas?


É esta uma constatação hodierna. As pessoas, por norma, têm pouca predisposição para reuniões.
Falam desta ausência políticos, grupos, movimentos, associações, a Igreja e outras instituições.
Claro que não nos referimos a reuniões obrigatórias. Apenas àquelas para as quais as pessoas são convidadas.
Num tempo em que tudo passa a correr, encontros longos, aborrecidos, em que se fala, fala, mas nada ou pouco se decide e é levado em conta, desmotivam e afastam.
Reuniões quase só centradas no "chefe" em que um debita o que entende e os outros ouvem (ou quase só ouvem), não motivam.
Reuniões "recadeiras" em que se aproveita a presença das pessoas para enviar uns tantos "recados", também afastam.
Num tempo marcadamente individualista, em que a componente social e comunitária está nitidamente subalternizada, as pessoas sentem menos propensão para reuniões e encontros.
Atualmente valoriza-se muito mais o encontro pessoal e personalizado do que as reuniões. Num "face to face", humanizado e amigo, caminha-se muito mais, ajuda-se mais, motiva-se melhor.
Mas as reuniões não são precisas? Claro que sim. Muito. Também estas precisam de atualização na maneira como são realizadas, nas dinâmicas, nos processos.
Quando os responsáveis - sejam quais forem - convocam reuniões e as pessoas não aparecem ou poucas aparecem, não basta culpá-las pela não comparência, mesmo reconhecendo a verdade de alguns argumentos apresentados. Antes de mais, quem convoca as reuniões tem que se questionar honestamente pela não vinda dos convocados. Onde falhámos? Que deveríamos mudar e não mudamos? Quem afasta pessoas? Que deveria ser feito para que os convocados se sentissem bem e integrados, participantes, levados a sério?

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

João Machado partiu para o Pai


Na noite passada, partiu para o Pai o sr. João do Carmo Machado, residente nesta Paróquia de S. Pedro de Tarouca, povoação de Valverde.
Homem bom e de bem.
Senti o carinho com que acompanhou a sua esposa no período de doença desta. Era visível o amor que nutria por suas filhas e netos.
Esteve ligado à criação do GASPTA de que foi presidente e foi notória a dedicação enorme que dedicou à causa dos menos favorecidos.
Integrou o Grupos dos Ministros Extraordinários da Comunhão e vivi o entusiasmo com que  exercia este serviço.
Durante anos, foi responsável pelos Batismos nesta Paróquia. Um serviço nada fácil e que lhe trouxe algumas dores de cabeça, mas que exerceu sempre com respeito pelas orientações da Igreja e com uma humanidade e presença insuperáveis.
Homem sempre disponível para ajudar quem dele precisasse, de um otimismo contagiante, tinha as suas ideias por que se batia, sem ser conflituoso ou divisionista. Era, pelo contrário, um homem de paz e de conciliação.
Era um amigo leal e colaborante.
Um crente humilde e confiante, dando sempre o seu contributo nas celebrações.
Nunca procurou atrair sobre si as luzes da ribalta, porque o importante para ele era ajudar a resolver os problemas e atender as pessoas.
Tinha um cariz técnico-prático muito grande, o que lhe possibilitava ultrapassar situações que para muitos eram uma barreira.


Agora na mão de Deus, está ainda mais perto da comunidade paroquial que amava. É uma voz e uma prece junto do Eterno pela família, amigos, comunidade.
Descanse, bom amigo, nos braços do Pai!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Nesta terça-feira, 11 de Outubro, faz 54 anos que se iniciou em Roma o Concílio Ecuménico Vaticano II.


O Concílio decorreu em Roma (entre 1962 e 1965), mas parece que nunca terá chegado verdadeiramente até nós. Apercebemo-nos, seguramente, de alguns dos seus sinais (nomeadamente a Missa em português), mas creio que ainda não chegamos a penetrar no coração das suas propostas.
Sucede que o principal contributo do Vaticano II foi redespertar a nossa atenção para a centralidade de Deus e de Jesus Cristo. Reconduziu-nos, portanto, para as fontes da fé.
O Concílio Vaticano II descreve-nos a fé como uma resposta à proposta de Deus.
A Igreja, em primeira instância, não é uma organização dirigida por uma estrutura. Antes de mais e acima de tudo, a Igreja é a presença no tempo do mistério eterno de Deus, desvelado em Jesus Cristo.
É assim que a Igreja, na diversidade de tarefas realizadas pelos seus membros, é uma fraternidade de crentes e de discípulos. Não são um mundo à parte, mas uma parte do mundo. Partilham as suas tristezas e comungam das suas esperanças.
É a linguagem do mundo que a Igreja deve falar até porque é ao mundo que ela é chamada a dirigir-se.
Por conseguinte, a Igreja não está numa batalha contra o mundo. Ela tem de constituir uma presença solidária no mundo, alertando para as suas injustiças e não desistindo de o apoiar nos seus sonhos.
Daí que Karl Rahner tenha apontado o Concílio como um «novo começo». Precisamente porque ele procurou extrair toda a força que nos vem dos começos, dos tempos de Jesus e dos Apóstolos.
Sobre o Concílio Vaticano II, são muitos os comentários, o que é bom, mas são poucos os estudos, o que é pena. Ambos são necessários, até porque se enriquecem mutuamente.
Para haver comentários, é mister haver estudos. Caso contrário, tudo arrisca a pairar sobre a espuma de umas aproximações fugidias, pouco consistentes.
O Concílio não entrou em choque com o passado. Não eliminou as heranças do passado (nem sequer a Missa em Latim, que pôde e pode continuar a ser celebrada).
Ao mesmo tempo, franqueou as portas ao presente e abriu as janelas ao futuro.
Já não é pouco. É bastante. É o bastante!
João António Teixeira, in facebook

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

"El Mundo" destaca relação próxima de Guterres e Angelina Jolie

"Portugal continua em alta. Depois de se sagrar campeão da Europa de futebol, vê um dos seus ex-primeiros-ministros alcançar a secretaria-geral da ONU", começa por realçar o El Mundo, num artigo publicado esta segunda-feira.

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domingo, 9 de outubro de 2016

sábado, 8 de outubro de 2016

Será que não nos colocamos na fila dos outros nove!?



Dez leprosos, que se sentem pecadores, e por isso dizem a uma só voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». É uma forma de dizer «perdoa-nos», «tem misericórdia», «tem piedade de nós». É importante sabermos pedir perdão, quando falhámos, quando errámos, quando magoámos, quando fomos infiéis aos nossos compromissos. Todos os dias precisamos de pedir e de oferecer o perdão. Talvez não haja um dia que não façamos algo de errado. Em geral, é mais fácil acusar o outro de erro e desculpar-se a si próprio. Para poder seguir em frente, em casa, em família, na amizade, é preciso aprender a dizer «desculpa» …
                                           
Infelizmente só um dos dez leprosos, diz o evangelho, voltou atrás, para dizer «obrigado». É tão difícil hoje encontrar pessoas que saibam dizer «obrigad0», que se lembrem do bem recebido. São Paulo dizia a Timóteo: «lembra-te do que Jesus Cristo fez por ti». A gratidão é a memória do coração. E por isso devemos saber agradecer, aos outros e agradecer a Deus. Quantas vezes dizemos “obrigado” a quem nos ajuda, a quem vive perto de nós e nos acompanha na vida? Muitas vezes damos tudo isso por suposto, como se os outros tivessem sempre obrigação de fazer o que fazem e nós não ficássemos a dever essa atenção. Aprendamos a dizer «obrigado» do fundo do coração!

E o mesmo acontece com Deus. É fácil ir até ao Senhor, vir à Missa, rezar para pedir alguma coisa, mas ir agradecer… Ah, isso é difícil. Será que a nossa infidelidade à Eucaristia, e o modo como nos descartamos tão levianamente deste compromisso, não é um sinal da nossa incapacidade para agradecer a Deus? As nossas faltas à Missa, não nos colocam na fila dos outros nove, que se esqueceram de voltar atrás e dizer «obrigado» ao Senhor?
A Eucaristia é o nosso «obrigado», é a nossa ação de graças ao Pai, é a memória viva e agradecida de tudo quanto o Senhor fez por nós. Por isso, em cada domingo, «lembra-te» do que Jesus fez por ti, “lembra-te de que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos” (2.ª leitura).
Em cada domingo, páscoa semanal, fazemos memória viva, ação de graças, deste amor do Senhor, que por nós dá a Vida. O Senhor está a dizer-te hoje: «por favor» lembra-te de Mim, «pede perdão» e agradece-Me, tudo quanto fiz por ti.
Seremos capazes de parar a correria da nossa vida e voltar aqui, diante do Senhor, para lhe agradecer?!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Nobel da Paz atribuído ao Presidente da


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Obrigado, Desculpa, Por Favor

A gratidão é a memória do coração. E por isso devemos saber agradecer, aos outros e agradecer a Deus. Quantas vezes dizemos “obrigado” a quem nos ajuda, a quem vive perto de nós e nos acompanha na vida? Muitas vezes damos tudo isso por suposto, como se os outros tivessem sempre obrigação de fazer o que fazem e nós não ficássemos a dever essa atenção. Aprendamos a dizer «obrigado» do fundo do coração!


*  Todos os dias precisamos de pedir e de oferecer o perdão. Talvez não haja um dia que não façamos algo de errado. Em geral, é mais fácil acusar o outro de erro e desculpar-se a si próprio. Para poder seguir em frente, em casa, em família, na amizade, é preciso aprender a dizer «desculpa» …


«Peço-te» e «permite ao menos» são duas formas gentis de dizer «por favor». Num mundo rude e arrogante, a gentileza preserva o amor! Aprendamos a dizer, humildemente, e sempre, «por favor».

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Bispos elogiam “profundo sentido de humanidade e de fé” de Guterres

O antigo primeiro-ministro, que vai assumir cargo de secretário-geral da ONU, sempre assumiu as suas convicções católicas.
Discurso do Papa Francisco aos Bispos da Conferência Episcopal de Portugal em visita «Ad Limina Apostolorum»
O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) saudou esta quinta-feira a notícia do acordo no Conselho de Segurança para propor António Guterres como próximo secretário-geral das Nações Unidas.
“Sabendo que o engenheiro António Guterres está praticamente eleito como secretário-geral da Organização das Nações Unidas, a nossa reacção só pode ser de profundo reconhecimento e sincera congratulação”, refere o padre Manuel Barbosa, em nota enviada à Agência Ecclesia.
O sacerdote fala de Guterres como um “eminente cidadão português”, elogiando “o seu profundo sentido de humanidade e de fé”.
“Pela sua competência e sabedoria acumuladas em importantes serviços à sociedade em Portugal e no âmbito da ONU, desejamos que consiga enfrentar com coragem, diálogo e decisão todos os grandes desafios que estão na agenda mundial, sempre na procura da paz, da solução pacífica dos conflitos e do desenvolvimento de relações amistosas entre as nações”, acrescenta.
O padre Manuel Barbosa recorda que, tal como os seus imediatos antecessores, o Papa Francisco discursou na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a 25 de Setembro de 2015, para recordar “a importância que a Igreja Católica reconhece a esta instituição e as esperanças que coloca nas suas actividades”.
O secretário da CEP apresenta como prioridades para a ONU a “defesa dos direitos humanos”, “missões humanitárias de paz e reconciliação”, “defesa do meio ambiente” e “procura de uma solução para a crise dos refugiados”.
Em 2015, o Papa evocou em Nova Iorque as “tristes consequências de tráfico de seres humanos, tráfico de órgãos e tecidos humanos, exploração sexual de meninos e meninas, trabalho escravo, incluindo a prostituição, tráfico de drogas e de armas, terrorismo e criminalidade internacional organizada”.
Esperamos que António Guterres contribua de modo eficaz para que a ONU, com os seus Estados-Membros e funcionários, «preste sempre um serviço eficaz à humanidade, um serviço respeitoso da diversidade e que saiba potenciar, para o bem comum, o melhor de cada nação e de cada cidadão» (Papa Francisco).
O ex-primeiro-ministro português António Guterres foi o mais votado na quarta-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas para secretário-geral da ONU.
Este órgão deve aprovar hoje (15h00 em Lisboa) uma votação formal a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.
Agência Ecclesia

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Marcelo diz que escolha de Guterres é "razão de júbilo"


Presidente da República diz que "o patriotismo faz-se" de vitórias como a de António Guterres para secretário-geral da ONU.

A escolha de António Guterres para secretário-geral da ONU é "um dia de júbilo para Portugal e também representa uma razão de júbilo" para a comunidade internacional, afirmou esta quarta-feira o Chefe do Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa, ladeado pelo presidente da Assembleia da República e pelo primeiro-ministro, falava na cerimónia de condecorações que encerra as comemorações oficiais do 5 de Outubro, em que se celebra a implantação da República.
"O patriotismo faz-se disto", com a candidatura de António Guterres a traduzir um movimento de "unidade nacional" em torno da sua figura, "a solidariedade" entre os órgãos de soberania e os partidos políticos, "a excelência" da diplomacia portuguesa e "os méritos" do candidato, enfatizou o Presidente da República.
Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda este momento "de júbilo" pelo que significa de "reconhecimento interno e sobretudo externo dos melhores para o desempenho" de cargos internacionais, sendo "neste caso do melhor".
O Conselho de Segurança anunciou hoje que o português é o "vencedor claro" da votação, recebendo 13 votos de encorajamento (em 15 votos), sem qualquer veto.
Este órgão, com poder de veto, deverá aprovar na quinta-feira uma resolução a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.
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Guterres deverá assim liderar, a partir de janeiro, uma casa que conhece bem, depois de ter chefiado o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre junho de 2005 e dezembro de 2015, uma organização com cerca de 10.000 funcionários em 125 países.
Fonte (texto e 1ª foto): aqui

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Concurso "Jogos Florais Vale do Varosa 2016"


Está aberto  concurso para os Jogos Florais Vale do Varosa 2016 até ao próximo dia 11 de novembro de 2016. 

Poderão candidatar-se todos(as) os(as) munícipes maiores de 17 anos completados até 31 de dezembro do corrente ano, residentes nos Municípios de Tarouca, Armamar, Castro Daire, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, S. João da Pesqueira,  Sernancelhe, Tabuaço e Vila Nova de Paiva.

Os trabalhos a apresentar devem-se enquadrar obrigatoriamente nas seguintes modalidades: Conto, Poema, Fotografia e Vídeo, sob o título “O Vale” e o mote “Tarouca”.

A cada uma das modalidades serão atribuídos 3 prémios nos seguintes valores: 1º Prémio: € 250,00 ; 2º Prémio: € 125,00 e 3º Prémio: €75,00.

Para mais informações poderá ser consultado o regulamento do concurso no site da Assembleia Municipal de Tarouca: am-tarouca.pt

PARTICIPE!

Que é feito das famosas greves nos transportes públicos e quejandos?

A mordaça sindical

Controlar as corporações é dominar o debate, decretar o politicamente legítimo e obter tolerância perante incompetências governativas. O equilíbrio da geringonça está aí: na mordaça sindical da CGTP.
Nas escolas, o ano lectivo arrancou sem auxiliares suficientes para assegurar o funcionamento das actividades. E sem dinheiro para suportar os custos de água, luz e papel higiénico, com o ministério a apertar o cinto orçamental ao limite. Nos hospitais, os atrasos nos pagamentos amontoam-se e batem recordes. Estão em causa horas extraordinárias, a reposição de medicamentos, a liquidação de despesas normais de funcionamento. Nos transportes, como explica José Manuel Fernandes, observa-se à deterioração rápida da qualidade dos serviços do Metro de Lisboa, sem fundos para pequenas reparações. E, imagine-se, sem sequer capacidade de emissão de novos bilhetes. Na economia, o investimento público caiu acentuadamente para níveis impensáveis, em nome do cumprimento da meta do défice, quando, ainda há um ano, se prometia que por ele passaria a recuperação económica.
Quem acompanhou o debate político nos anos da troika recordar-se-á das pesadas acusações que situações análogas valeram ao então governo PSD/CDS – enquadradas por centenas de dias de greves, pressão mediática constante e debates inflamados pelos deputados da esquerda parlamentar. Ora, onde estão esses deputados hoje? Sentados na cadeira parlamentar, mas calados. Onde estão as greves diárias contra os apertos orçamentais? Foram convertidas em silêncios e ocasionais protestos simbólicos. E onde estão as notícias nos jornais? Foram remetidas a rodapés, porque os jornais seguem as polémicas e, em 2016, ninguém está a polemizar. Escrevi-o este Verão e recupero: com PS no governo, não foram apenas BE e PCP que mudaram, mas também jornalistas que, cobrindo temas sociais, abdicaram do dramatismo – parece que, em Portugal, deixou de haver fome, pobreza e emigração. Enfim, tudo o que justificava gritos agora exige sussurros.
Isto diz muito acerca da habitual hipocrisia partidária. E explica muito acerca da qualidade e da crise do jornalismo português. Mas informa ainda mais sobre uma dimensão demasiadas vezes esquecida do debate: com uma sociedade civil fraca, a iniciativa política fica refém das corporações. Quem as controlar dominará o debate público, definirá o que é polémico, decretará o que é politicamente legítimo e, se necessário, obterá tolerância perante a sua incompetência governativa. E quem as controla é a esquerda de PCP e BE. O segredo do equilíbrio da geringonça está aí: na CGTP e na mordaça sindical. Ora, isto até pode ser muito jeito ao PS e aos seus parceiros, mas a médio prazo arrasta duas consequências.
Primeiro, a troca da perseguição do Bem Comum pela perseguição dos interesses corporativos. Não é inócuo entregar as preocupações sociais às corporações que, politizadas, assumem o controlo do debate público em benefício dos seus próprios interesses políticos – e não, como ingenuamente muitos imaginam, em prol da resolução de problemas sociais. Tem dúvidas? O raciocínio é elementar: se, aos olhos das corporações, uma mesma situação varia em gravidade em função da cor partidária do governo, então o que realmente inquieta as corporações não é a situação em si mas, efectivamente, a orientação política e partidária do governo. A alteração comportamental da CGTP e dos seus sindicatos, actualmente movidos por uma inovadora compreensão para com o governo, não deixa dúvidas quanto às suas motivações.
Segundo, entregar o debate público às corporações é dar força à sua orientação política (afecta maioritariamente ao PCP) e, assim, alterar o equilíbrio de forças do regime. É que, se a legitimidade política está nas mãos das corporações e as corporações estão nas mãos da esquerda, então através dessas corporações a esquerda adquiriu um monopólio natural de validação das suas políticas – o que dificulta o exercício do poder pela direita. No PSD e no CDS, há que perceber e aceitar isso. Eis a barreira que, mesmo vencendo eleições, a direita já não conseguirá furar. Eis a regra não-escrita do regime que, em 2016, a geringonça consagrou.
Alexandre Homem Cristo, Observador 20161003, aqui


domingo, 2 de outubro de 2016

Arciprestado de Tarouca e Armamar peregrinou até ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa

 
Ano Santo da Misericórdia. Dois de outubro de 2016. Dezenas de peregrinos do Arciprestado de Tarouca e Armamar fizeram a experiência espiritual da passagem pela Porta no Santuário de Nossa Senhora da Lapa.
A Porta Santa só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação.

Veja mais aqui.