sexta-feira, 14 de março de 2008

A favor ou contra a greve?

Mais uma greve da Função Pública.
Numa democracia, é um direito irrenunciável, felizmente.
Claro que uma greve deve ser usada correctamente. Não se pode fazer greve por tudo e por nada. Mas não podemos exorcisar as greves.

Penso que também os sindicatos precisam de se modernizar. Até nas formas justas de luta. Uma greve à sexta-feira transmite para o exterior a ideia de quem alinhou quis prolongar o fim-de-semana. Nisso, a manifestação dos professores foi exemplar...

Sou dos que pensam que os trabalhadores têm razões para protestar. Também sou dos que pensam que o país não se decide no fofo dos gabinetes, contra os incondicionais do situacionismo que bradam que o país não se decide na rua.

"A rua é um espelho do país. A arte de governar consiste em escutar o que palpita na vida, em antecipar problemas e soluções, em apoiar quem precisa e quem carece."
Pode parecer um acto de coragem colocar-se ao lado de ministros que parecem insensíveis ao clamor popular. Eu diria que é um acto de pura temeridade. Pela minha parte, estou com quem sempre estive, com quem tenho a obrigação de estar: com os pobres (os anawim e os ptóchoi de que fala a Bíblia). Se Deus está com eles, como posso eu deixar de estar?" (Theosfera)

1 comentário:

  1. Questiono-me se saberemos a que pobres se refere a Bíblia!
    Questiono que pobres fizeram greve hoje?
    Questiono se alguém se importa, verdadeiramente, com os pobres, como exemplificou Mare Tresa de Calcutá!
    Questiono se os pobres têm, sequer, possibilidade de fazer greve.
    Pois não senti hoje os efeitos de qualquer greve ... mas continuei a observar muitos pobres, vitimas da greve do carinho, dos alimentos, da solidariedade de todos os ditos "menos pobres"!
    Nuno PL

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