terça-feira, 11 de outubro de 2011

Morte súbita

Ontem o meu computador resolveu fazer greve.Tinha-o encerrado normalmente no dia anterior e nada fazia prever que estava no fim dos seus dias. Quando na segunda-feira tentei ligá-lo, está quieto! Nem chus nem mus. Silêncio. Procurei prestar-lhe os primeiros socorros, verifiquei todas as ligações e... nada. Tudo no seu lugar. Há que pegar no telefone e ligar para o " médico de família do meu computador". Como sempre, solícito e disponível. Veio, examinou, mirou e remirou, analisou e concluiu. Nada a fazer. Morte súbita.
Pés ao caminho e lá vamos os dois em busca de outro. Durante a viagem, ia desabafando com o meu amigo: "Possa! Logo agora, no coração da crise, o patife prega-me uma partida destas! É certo que já havia sinais de que nem tudo caminhava sobre rodas, mas nunca pensei que nos tempos mais próximos tivesse que ir ao mercado por outro..."
- Pois, não são só as pessoas que adoecem, as máquinas também... - sentenciou o meu amigo.
Pois, mas não o tratei tão mal que lhe merecesse tamanha partida!

A vida é assim. Quando menos pensamos, surpreende-nos. Até na carteira.
Mas o inesperado da vida não a torna mais desafiante?

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