quinta-feira, 22 de março de 2012

QUEM GANHA COM A GREVE?

Palpita-me que esta greve (recurso que defendo) vai atingir mais as vítimas da crise do que os causadores da crise.
Ela vai ser feita por aqueles que ainda têm emprego. Não poderá ser feita por aqueles que já não têm trabalho.
Os responsáveis pela crise virão dizer que não podem mudar a situação. As vítimas da crise é que continuarão a sofrer.
Julgo que é tempo de repensar certas formas de actuação. Também é preciso inovar nas formas de intervenção cívica!
De uma greve esperar-se-ia que fosse sobretudo uma acção cidadã. Os protagonistas deviam ser os trabalhadores.
Mas se a realidade está na comunicação, o que nos é mostrado é que a greve tende ser uma manifestação sobretudo política.
A toda a hora, neste dia, surge sempre o mesmo líder sindical e o mesmo líder partidário.
É óbvio que, num país lívre, ninguém está impedido de intervir. Mas era salutar que o espaço mediático fosse mais aberto!
A propósito deste dia, evoco Camilo José Cela: «Uma greve de intelectuais, que é um pressuposto improvável, paralisaria a marcha do mundo»!
 
Fonte: aqui

Sem comentários: