sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"Se Maomé não vai à montanha, vem a montanha a Maomé"



Num povo desta comunidade paroquial, ao fim da Missa, falava cá fora com um grupo de pessoas. Então olhei para um muro ao lado da capela e reparei num presépio estilizado e iluminado que havia sido montado no referido muro. Era já noite e o efeito era giro.
Então contaram que a ideia surgiu para trazer o presépio para fora do templo. Assim o Menino poderia também iluminar os que não vão ao templo.
"Deu muito trabalho e apanhámos um frio de rachar", comentava uma pessoa.
Dei os parabéns pela ideia que achei oportuníssima.
Mas o que a seguir ouvi, ficou a vibrar-me no coração:
- Olhe que se não estivermos atentos, qualquer dia teremos pessoas que já não sabem o que é um presépio... Nem que Jesus nasceu para nos vir salvar...

Não, ninguém lhes "encomendou o sermão". Foram os leigos que tiveram a ideia e a puseram em prática. E isto, para mim, é gostoso mesmo!
É esta Igreja que eu sonho. Uma Igreja onde os leigos assumam em totalidade a sua missão batismal, tomem iniciativas, se comprometam, tenham voz e vez. Em comunhão, porque somos o povo de Deus em comunhão.

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