quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Igreja «está cansada» de casamentos que se tornam «obstáculo» à vivência cristã, diz D. José Policarpo

"O matrimónio cristão não é apenas a inclinação natural, como os passarinhos na primavera se encantam uns pelos outros, mas é uma vocação cristã, um caminho para a realização da fidelidade cristã, um caminho para a santidade”.

O cardeal-patriarca de Lisboa desafiou hoje as famílias católicas a assumirem a sua missão particular de “fidelidade” e “santidade”, frisando que “a Igreja está cansada” de casamentos que se tornam “obstáculo ao caminho cristão”.
“O matrimónio cristão não é apenas a inclinação natural, como os passarinhos na primavera se encantam uns pelos outros, mas é uma vocação cristã, um caminho para a realização da fidelidade cristã, um caminho para a santidade”, afirma.
Essa vocação, acrescenta, implica um “chamamento”, pelo que, segundo o cardeal-patriarca, os noivos devem fazer um discernimento: “Estão apenas a responder ao amor natural ou como cristãos, sentem que o Senhor os chama?”.
O casamento, acrescenta, é um caminho de “evangelização, de construção de comunidade”, e, como sacramento da Igreja Católica, une a “dimensão sobrenatural do cristianismo” aos “dons próprios com que o homem foi criado por Deus”.
“É na comunhão do homem e da mulher que se toca esse grande mistério de o homem ser imagem de Deus”, diz D. José Policarpo.
Nesse sentido, o patriarca de Lisboa sublinha a “exigência” que está implícita na escolha do matrimónio, numa “longa vida de comunhão”.
Este responsável destaca, por outro lado, que o “símbolo específico” deste sacramento é o “amor dos esposos, em todas as suas expressões”.
“É difícil encontrar um sacramento que exija mais, a cada momento, a atitude de dom, de ir ao encontro do outro”, observa.
D. José Policarpo convoca “todas as famílias”, em particular os noivos e namorados: “Tu que estás a começar a namorar, que estás a preparar-te para casar, sentes que isso é um caminho de santidade?”, pergunta.
In ecclesia

2 comentários:

Elisabete Silva disse...

Sabe pe Carlos eu sempre pergunto,sois cristãos, cumprem as vossas obrigações como tal? Então sim, casem na Igreja,assumam o sacramento que sois vós que o comungam. Não é o padre nem é um circo para depois de dias estarem divorciados! Pensem nisso!!! Juntarem-se, para quem não é Cristão nem pode ser pecado,e têm as mesmas regalias de união de facto.Não façam da Sta Madre Igreja uma fantochada! RESPEITEM-NA,É A VOSSA CASA!

Asas da Montanha disse...

Boa noite!

Obrigado pela presença e pelo comentário.
Concordo a plenos pulmões com o que disse.