sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A falsa questão do ecumenismo português

Estamos na semana da oração pela unidade dos cristãos. Ao catolicismo português isto pouco diz, porque as confissões protestantes e ortodoxas, em Portugal, quase sempre eram e são formadas por ex-católicos ou então por imigrantes: os ingleses anglicanos do Vinho do Porto, os alemães luteranos da Linha e de um ou outro sítio onde havia minas de volfrâmio e agora os ucranianos ortodoxos um pouco por todo o país.

Verdadeiro ecumenismo não é necessário. Podemos não nos darmos com o vizinho do lado, mas tanto ele como eu, mais ou menos crentes, mais ou menos ateus, somos católicos. Para mais, por muito que digam, o verdadeiro ecumenismo é uma questão de cúpulas, não de povo. O povo dá-se bem. Se as cúpulas quisessem, a união fazia-se. Uma questão das hierarquias.

Mariano Perrón, delegado de Ecumenismo da Arquidiocese de Madrid, diz isso mesmo: "Las diferencias entre cristianos las establecen las jerarquías eclesiásticas más que los mismos fieles" (aqui).

Por outro lada cá da minha base, bem junto ao chão, é com tristeza que vejo que há mais aproximação real aos ortodoxos do que aos luteranos, calvinistas (presbiterianos) e metodistas, com quem tanto aprendemos como católicos. E em relação aos anglicanos, há mais aproximação aos anglicanos em dissensão com o anglicanismo do que ao anglicanismo moderado. Num Concílio Vaticano III, se não regressarmos a Trento e ao dogmatismo, voltaremos a aprender com as tendências moderadas das atuais igrejas reformadas.
Fonte: aqui

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