sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Não tinha comida nem casa!

A crise, com os tempos e contratempos que desencadeia, deixara-o na rua.
Dormia num contentor e começou por pedir algo para comer. Mãos amigas levaram-no à instituição que lhe veio a servir as refeições. Mostrava-se satisfeito, mas o contentor...
Já lhe foi arranjada uma casa com quarto, cozinha, banheiro e sala. Está contentíssimo. E as pessoas e instituições que colaboraram também.
E este gesto fraterno e solidário montou o melhor presépio.
"O que fizerdes a um dos meus irmãos mais pequeninos é a Mim que o fazeis" - diz hoje Jesus.

Dou comigo a trautear esta canção...

Para mim, a chuva no telhado é cantiga de ninar.
Mas ao pobre, meu irmão, para ele a chuva fria
vai entrando em seu barraco e faz lama no chão.

Como posso ter um sono sossegado
se no dia que passou, os meus braços eu cruzei?
Como posso ser feliz, se ao pobre, meu irmão,
eu fechei o coração, meu amor eu recusei?

Para mim a vida já é bela, porque vivo confortável.
Mas ao pobre, meu irmão, para ele a vida é dura.
Não tem casa nem trabalho, e, às vezes, não tem pão.

Para mim, o vento que assobia é nocturna melodia.
Mas o pobre, meu irmão, ouve o vento angustiado
porqu’o vento, esse malvado, lhe desmancha o barracão.

Para mim a vida sorri, pois a mim nada me falta.
Mas o pobre, meu irmão, falta a roupa p’ra vestir,
mantas p’ra se agasalhar, e a alegria p’ra sorrir.

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