quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Reformados não podem ser "empurrados" para a pobreza

Cavaco Silva considerou hoje que não se pode "empurrar" os reformados para o "grupo dos novos pobres".
"Os reformados já não têm forças para conseguir corrigir o percurso, o rumo das dificuldade e, por isso, nós não podemos de forma nenhuma empurrá-los para o grupo dos novos pobres, aqueles que passam por uma pobreza envergonhada", afirmou o chefe de Estado.
Defendendo um "olhar particular" para os reformados, Cavaco Silva sublinhou que há que evitar que aqueles que fizeram os seus descontos para a Segurança Social, "para garantir uma velhice de algum conforto" e "uma velhice tranquila", possam "alguma vez vir a ser privados dos seus rendimentos e sintam dificuldades, eventualmente em pagar as despesas de saúde".
Antes, o chefe de Estado, que fazia uma intervenção de improviso depois de ter visitado o Centro de Bem-Estar Infantil de Santo Estêvão, no concelho de Benavente, já tinha alertado para a necessidade de dar "uma atenção muito particular" aos grupos de maior risco, em particular às crianças e aos idosos.
"Estes dois grupos, idosos e crianças, merecem de todos nós uma atenção muito particular, aos idosos há que garantir o bem-estar, a humanidade, a dignidade, o apoio social a quem tem direito depois de uma vida de muito trabalho, de uma vida de sacrifícios", defendeu.
Por outro lado, acrescentou, às crianças há que assegurar o bem-estar e a preparação do seu futuro.
Explicando que o objectivo da sua visita ao Centro de Bem-Estar Infantil de Santo Estêvão teve que ver com a intenção de "estar mais próximo daqueles que são mais fracos" nesta época natalícia, Cavaco Silva disse querer levar uma palavra de esperança aos mais frágeis.
"De alguma forma, o Presidente da República é também o provedor dos mais fracos, o provedor das angústias e das aspirações dos portugueses", disse Cavaco Silva, que há cerca de um ano, durante a campanha eleitoral para as presidenciais, tinha já falado do chefe de Estado como "provedor do povo".
Na sua intervenção, o Presidente da República destacou igualmente o "forte espírito de solidariedade" dos portugueses, enaltecendo o trabalho "notável" que tem sido desenvolvido pelas instituições de solidariedade, as misericórdias e as instituições ligadas à igreja, no apoio aos "mais vulneráveis e desfavorecidos".
A poucos dias de um "Natal de algumas dificuldades", o chefe de Estado deixou igualmente o seu público reconhecimento ao "esforço tremendo" que os portugueses estão a fazer para ultrapassar as dificuldades, nomeadamente os desempregados.
"Nada nos pode fazer baixar os braços, nós não vamos perder a esperança de ultrapassarmos os desafios, as dificuldades que temos à nossa frente, nada nos fará voltar as costas aos problemas que temos necessariamente que enfrentar", vincou, reiterando a sua convicção de que os portugueses irão vencer.
Fonte: aqui

1 comentário:

A. disse...

Palavras de belo efeito e politicamente correctas, mas... toda a política se assemelha a um extermínio em massa daqueles que, embora já muito tivessem produzido, já pouco mais produzem do que afectos!... A verdade, em todo o seu "esplendor" de crueza, revela uma realidade de consumo em que muitos dos reformados já não conseguem enquadrar-se; simplesmente não consomem!... Por variados interesses económicos, em tempos que estão em extinção acelerada, valia à indústria farmacêutica os acordos usurários com os respectivos governos de muitos países de mentalidades terceiro mundistas, embora ostentassem ares de desenvolvimento "plástico"; ora, como nada é eterno (nem a Vida)e os países como Portugal foram espoliados sem dó nem piedade pelos "coitadinhos" de sempre... sem graveto não há saúde para ninguém e, muito especialmente, para quem nada produz e ainda menos consome!...
Frutos do tempo que todos nós semeamos ou, pelo menos, fomos coniventes com a sementeira!...

Claro que isto vai acabar por nos levar à revolta violenta, por tanta vergonha!... É uma questão de tempo.




Com o desejo de uma Feliz celebração de tão radiante Natividade!...



Abraço