terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Foto familiar da Europa Unida

Assunção Esteves condena Europa
"sem coragem e sem rumo"

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, condenou, esta terça-feira, o "modelo soberanista" de "cada um por si" da União Europeia, que está "sem coragem e sem rumo" numa altura em que a pobreza e o desemprego alastram.
"A Europa não responde, feita no racional não descobre o razoável. Prossegue com o seu modelo soberanista de políticas de poder, cada um por si. Esta é uma Europa cativa de Vestefália, sem coragem e sem rumo", afirmou Assunção Esteves, durante a entrega dos Prémios de Direitos Humanos 2011 da Assembleia da República.
"O século XXI está a ser fortemente marcado pelo agravamento e generalização da crise económica e financeira internacional que se tem projectado como ameaça sobre a própria União Europeia", afirmou.
"A pobreza com o desemprego cresce no mapa do nosso descontentamento. Ela deixou de estar acoplada ao hemisfério Sul e ao subdesenvolvimento, alastra agora nos países do hemisfério Norte e interpela-nos a todos, poderes públicos, indivíduos e grupos", declarou.
Perante os desafios da globalização, a Europa não responde, lamentou Assunção Esteves: "A globalização desafia a Europa. A globalização pergunta à Europa, és ou não és união, em jeito de ameaça existencial".
"Se os líderes europeus sentassem à mesma mesa a angústia e a esperança dos seus povos, veriam que as formas políticas ficam vazias de sentido se elas não exercitam uma vontade verdadeiramente moral e não adiariam por mais tempo as soluções que correspondem à nossa humanidade comum", argumentou.
A presidente da Assembleia sublinhou que, "sem unidade, a política perde o seu poder de transformação".
Assunção Esteves defendeu "não há discurso de justiça sem direitos humanos, por eles e para eles todas as políticas públicas são feitas ou todas as políticas públicas devem ser feitas".
"Os direitos humanos não estão necessariamente garantidos, nem são necessariamente irreversíveis", frisou.
O Prémio Direitos Humanos 2011 foi atribuído à Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), tendo ainda sido atribuída a medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem conjuntamente à Associação de Pais e Amigos de Deficientes Profundos (APADP), e ao psicólogo Luís Daniel Gil Roque, da CERCIFAF.
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Fonte: aqui

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