Como diz o provérbio cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém e o senhor presidente, mais do que ninguém, tem razões para não se precipitar.
Leia aqui. Vale a pena!!!
Como diz o provérbio cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém e o senhor presidente, mais do que ninguém, tem razões para não se precipitar.
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Reparem que falamos de Portugal, não do mundo inteiro.
E já não referimos os muitos sacerdotes que vão desistindo anualmente da vida sacerdotal por esse país fora e de quem raramente se fala.
Mas parece que, para a opinião pública, jornalistas, comentadores, cristãos, paroquianos, bispos, Santa Sé, os padres só interessam quando for para "malhar neles"! Ao padre tudo se exige e nada se perdoa, pouco se oferece, pouca afabilidade, humanidade e afeto se partilham...
Mas o padre é capaz de pecados, tentações, superações e heroísmos como qualquer outro. Não é "nenhum anjinho caído do Céu!"
Estas dados deveriam fazer estremecer as comunidades e a hierarquia da Igreja. Envergonham a Igreja que somos!
1. Estava prevenida, mas logo minutos depois percebi que nunca teria havido prevenção possível. A manhã da passada segunda-feira foi uma das piores na minha vida e não só por motivos confessionais. Vivi-a sozinha, calhou, mas talvez fosse melhor assim. A convocação “daquela” memória que ocorreu no palco da Gulbenkian, não era partilhável. A sordidez não se conversa e menos se partilha. A Comissão encarregue do relatório sobre os abusos sexuais cometidos por membros da Igreja contra menores à sua guarda não poupou detalhes, não escamoteou pormenores. Escancarou uma história. Tarde, acusam. Mais vale tarde: está contada. Mesmo que parcialmente. (Não vale a pena pensar que se encontrariam todas as vítimas ou que todas elas quisessem contar, e contar-se. Isso nunca ocorreria. Muitas delas preferiram sofrer solitariamente e silenciosamente este cume de vexame que nos autoriza a pensar como tudo foi – e lhes foi – ainda mais insuportavelmente doloroso.)