sábado, 9 de outubro de 2021
quarta-feira, 6 de outubro de 2021
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
De pé diante dos Homens
Fiz o mesmo quando vi, em 27.03.2020, o Papa atravessar a Praça de São Pedro em plena pandemia, para um momento especial de oração. Não me contive de emoção e caí de joelhos, em oração... em plena transmissão.
Hoje estava a ver a SIC e levantei-me do sofá para me associar à entrega dos Globos de Ouro, na categoria de mérito e excelência, ao Vice Almirante Gouveia e Melo.
Sempre que vejo e oiço aquele homem dá-se dentro de mim uma agitação do coração, um estremeção de gratidão.
Hoje o pequeno filme de homenagem e a presença em palco deste Homem só me podiam fazer levantar do sofá.
Que grande homem... que homem grande!
Deus o abençoe e a todos os enfermeiros e a todas as pessoas envolvidas no processo de vacinação. Ponhamo-nos de pé!
"De joelhos diante de Deus,
de pé diante dos Homens"!
(Dom António Ferreira Gomes)
Amaro Gonçalo Ferreira Lopes, aqui
JMJ Lisboa 2023 realiza-se de 1 e 6 de agosto
domingo, 3 de outubro de 2021
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) divulgou hoje novas orientações para as celebrações nas comunidades católicas, a partir desta sexta-feira, prevendo o levantamento progressivo das restrições em vigor por causa da pandemia de Covid-19.
2. A higienização das mãos e uso da máscara – devem manter-se”.
3. A saudação da paz, que é facultativa, continua suspensa e as pias de água benta, junto às entradas da igreja, vão manter-se vazias.
4. A Comunhão deve continuar a ser ministrada apenas na mão dos fiéis e anunciam o regresso do diálogo prévio, ‘Corpo de Cristo. Amen’.
5. Os padres e leitores podem retirar a máscara para serem mais bem compreendidos pelos fiéis, desde que seja respeitada a distância de segurança.
6. A CEP prevê que o Sacramento da Penitência deve acontecer com “suficiente distância entre o confessor e o penitente”, devendo ambos usar máscara.
7. “Com os devidos cuidados, faça-se a visita aos doentes e distribua-se a Comunhão.
8. As várias atividades pastorais nos espaços eclesiais seguirão “as regras previstas pelas autoridades competentes para situações educativas, sociais e culturais semelhantes”.
segunda-feira, 27 de setembro de 2021
Quando as sondagens não sondam
Os opinion makers foram-se encarregando de promover Medina e de apoucar Moedas. Umas vezes de forma subtil, outras de modo claro e explícito.
Analistas e comentadores, na rádio, TV, jornais, novas tecnologias, pareciam apostados em "levar ao colo Medina", beliscando as competências políticas de Moedas.
Foi-se criando o pano de fundo para um vitória eleitoral de Medina.
Só que muito acima, e muito antes, e muito depois, está a decisão dos eleitores. Os cidadãos despoletaram, por sua liberdade democrática, um bomba política. Elegeram Moedas!
Quer dizer que os cidadãos não foram na cantiga das sondagens (ou as sondagens é que não afinaram pelos cidadãos?), nem com as tentativas da comunicação social para erguer um e rebaixar outro.
E isto é vitalidade democrática. Nenhuma campanha, nenhum apoio político de entidades importantes, nenhum campanha dos Mass, discreta ou declarada, cala a voz democrática das pessoas quando estas se exprimem no silêncio livre do acto de votar.
Vamo-nos dando conta que alguns actores políticos caem no goto da comunicação social e são por esta "levados ao colo", enquanto outros, que não entram nas graças da mesma comunicação social, são denegridos e apoucados.
Valha-nos a voz do povo!
Nada de tomar posição sobre estas duas personalidades ou sobre os partidos políticos donde emergem. Apenas e só sublinhar que são precisas melhores sondagens e uma comunicação social mais isenta e mais atenta.
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
Uma instituição vazía, ainda que cheia de actividades
No meio de tanta iniciativa pastoral, sobra pouco espaço para se viver aquilo que se prega. Sobra pouco espaço para o testemunho, essa acção discreta, diária e simples de mostrar que Cristo é a razão de viver por excelência. Dizia Paulo VI que “O ser humano moderno precisa de ver como se vive, mais que ouvir dizer como se deve viver”.
A Igreja do futuro ou será uma “Igreja Testemunho” ou será cada vez mais uma instituição vazía, ainda que cheia de actividades.
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
Confesso que me sinto perplexo com aquilo que me parece uma confusão na Igreja
Dá-me a ideia de uma Igreja centrada em coisas e atividades, mas descentrado de Cristo... É dia disto, é dia daquilo; é ano disto, é ano daquilo; é tempo disto, é tempo daquilo... Um completo exagero de fuga ao importante. Assim o sinto. Quase todos os domingos são domingos de alguma coisa quando o concílio defendeu que o domingo se centrasse na sua essência, o mistério pascal.
Dizia D. António Ferreira Gomes que a agitação é paralisante. Mal temos tempo para aprofundar cada iniciativa, que se sobrepõem umas às outras. O saudoso cardeal Martini, após o jubileu do ano 2000, escreveu uma pastoral em que propunha que no ano seguinte não se promovesse iniciativa alguma. O modelo era Nossa Senhora em sábado santo, como tempo de silêncio, espera e esperança. Não será disto que mais precisamos?
"De palavras estamos cheios; de obras, vazios" (Santo António)
Depois coisas tão pequeninas não são resolvidas, causando sofrimentos e abatimentos aos responsáveis, divisão e escândalo entre cristãos. Veja-se o que se passa com os casamentos, batismos, padrinhos, etc. Situações que martirizam os párocos.
Há poucos dias, a imprensa titulava: "Papa critica «religiosidade rígida» e pede que a Igreja seja sinal de «liberdade e acolhimento»...
Pois, então que quem pode altere certas normas!... É que muitas vezes as periferias existenciais encontram-se no seio da Igreja. Urge ir ao seu encontro, não com belas palavras, mas com obras, normas e leis que contribuam para afastar essa "religiosidade rígida", possibilitando a " liberdade e o acolhimento".
Como dizia Sto António: "De palavras estamos cheios; de obras, vazios."
Por amor de ti, amada Igreja, minha casa e minha família!
quarta-feira, 15 de setembro de 2021
FINALMENTE UM FACULDADE DE MEDICINA NO PRIVADO!
Em 14 de setembro, foi inaugurada a Faculdade de Medicina da UCP (Universidade Católica Portuguesa).
O diretor da nova Faculdade, António Medina de Almeida, destacou que os alunos são os “grandes protagonistas” deste projeto, apontando aos desafios demográficos e da digitalização, no futuro.
“Tudo faremos para que estejam preparados para a vocação de cuidadores, mas também de investigadores, promotores da saúde pública”, declarou.
Na sessão de abertura esteve presente o Primeiro-Ministro que saudou a criação desta Faculdade de Medicina.
Já não era sem tempo. Parecia que o ensino da medicina era uma coutada estatal. Se há cursos onde Estado e privados marcam presença, era sumamente incompreensível esta estatização do ensino da medicina.
Tanta gente sem médico de família porque não há médicos. Penso que o único critério para entar em medicina é a nota. Mas isto quer dizer que um aluno com 19 valores virá a ser melhor médico do que um com 15 valores? Claro que não.
Muita gente poderá escolher medicina, não por vocação, mas por prestígio social, por garantia de emprego, por pressão familiar. Por isso gostei de saber que alguns dos alunos que entraram na Faculdade de Medicina da UCP passaram por testes psicotécnicos. Devia ser assim em todo o lado. No público também.
Há bastantes anos, um governante, que passou por esta terra, confessava diplomaticamente à refeição a força do lobby médico no modo como condicionava as políticas de saúde dos governos.
Penso que tal lobby fez tudo para obstaculizar a abertura da nova Faculdade de Medicina no privado. Felizmente a democracia venceu. Os vários lobbys têm o seu papel no funcionamento da democracia, mas a democracia está sempre sobre os lobbys.
Quando aparecem na televisão, altos responsáveis por sectores da saúde falam que não há falta de médicos. Só que a realidade diária desmente frontalmente tais declarações. E o povo sente isso.
Também no campo da medicina funciona a lei da oferta e da procura. A tendência será esta: quanto menos médicos, mais serão os preços a pagar pelos actos médicos. Por isso, haver mais e melhores médicos beneficia também a carteira dos doentes.
Penso ainda que a formação de novos médicos, além da necessária e óbvia componente técnico-científica, deve envolver uma forte componente humanizante. O médico vai lidar com pessoas!!!
Quantos vezes encontramos médicos da nova geração, tecnicamente irrepreensíveis, mas que deixam tanto a desejar no campo humano!
Claro que se encontram médicos novos com enorme grau de humanidade. Verdade.
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
Levantam-se muito cedo, almoço na mochila, partem para o trabalho
Há um hostória que é comum a ambos e que eu conheço.
Nestes tempos setembrinos ambos andam na apanha da fruta. Levantam-se muito cedo, almoço na mochila, partem para o trabalho. Um no carro do familiar que também anda na faina; outro na carrinha da empresa agrícola.
Vão. Os pais obrigam-nos? Não. A precisão é extrema? Não. São jovens filhos de famílias de recursos médios.
Vão trabalhar satisfeitos, mesmo que o trabalho nada tenha a ver com a opção universitária seguida.
Podiam ficar em casa, arrastando-se inutilmente diante do telemóvel, participando numas borgas, vaguendo pelas piscinas, desgastando os bancos do café.
Podiam recorrer constantemente ao "banco" da carteira dos pais como tantos fazem. Mas não. São jovens livres, sem as amarras da pressão social, que pensam pela sua cabeça, que não têm medo de sujar as mãos. Ousam a liberdasde de conseguir por si mesmos aquelo que podem conseguir por si mesmos. Por isso, jovens mais preparados para o futuro.
"Não imagina a liberdade que sinto quando, ao fim de semana, o patrão me entrega o envelope com o meu ordenado! A experiência de me sentir útil à sociedade e à família, a diminuição da dependência da carteira paterna, a confirmação de que sou capaz de executar tarefas e de aprender novas atividades, o convívio com outros trabalhadores dos mais diferentes níveis culturais e etários... Tudo me faz ultrapassar as naturais dificulades provenientes de trabalhos não habituais." - testemunhava um deles.
Também sei de outros jovens que passaram férias exercendo outras atividades remuneradas ou em voluntariado. Refiro, por exemplo, jovens que trabalharam em estabelecimentos comerciais, normalmente ligados ao turismo ou aqueles que fizeram voluntariado em Fátima.... Entre muitos outros casos.
Penso que todos os que algo fizeram em férias chegam muito mais leves ao início das aulas do que aqueles que nada fizeram de útil e, por isso, interiormente saturados de vazio.
sábado, 11 de setembro de 2021
Parabéns, D. Jacinto!
Hoje, dia 11 de Setembro, o Senhor D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Bispo Emérito de Lamego, celebra o seu aniversário natalício.
Nasceu em Prados de Cima, freguesia de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira, Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, no ano de 1935, completando 80 anos de idade.
Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.
Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).
Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de S. Sebastião, Padroeiro de Lamego.
Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.
Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Senhora das Dores, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.
Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.
Fonte: aqui
CASUALIDADES OU CAUSALIDADES?
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
Breve nota da CEP por ocasião do falecimento do Dr. Jorge Sampaio
A Conferência Episcopal Portuguesa, por ocasião do falecimento do Dr. Jorge Sampaio, quer exprimir uma homenagem agradecida pela sua vida plena de humanidade, uma vida dedicada à solidificação da democracia, à defesa dos direitos humanos e ao serviço da causa pública em várias funções autárquicas, nacionais e internacionais, particularmente como Presidente da República de 1996 a 2006.
A grande atenção do Dr. Jorge Sampaio às causas humanitárias teve expressão concreta na fundação e presidência da Plataforma Global para Estudantes Sírios em 2013, associação de assistência académica de emergência e solidariedade efetiva que apoiou centenas de estudantes sírios.
Ainda a nível internacional, é de salientar o cargo que exerceu como Alto Representante da Aliança das Civilizações, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para fomentar o diálogo e a cooperação internacionais, interculturais e inter-religiosos contra os radicalismos e extremismos, procurando criar assim uma autêntica rede de solidariedade entre culturas, civilizações e religiões.
Lisboa, 10 de setembro de 2021
Secretariado Geral da CEP
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
FESTAS DOS REMÉDIOS
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
A tragédia do aborto: como foi possível?
Há umas décadas havia pouco conhecimento sobre a vida intra-uterina, pelo que era possível tentar justificar o aborto com esses desconhecimento. Mas hoje a biologia não deixa qualquer dúvida sobre o que acontece no útero da mulher: desde o primeiro instante há uma vida nova que se inicia. Apesar de se repetirem ad nauseam disparates como ser um amontoado de células (não somos todos?) ou que o bebé faz parte do corpo da mulher, a ciência não deixa margem para dúvidas sobre o facto de que aquele ser microscópico que a fecundação gera ser uma nova criatura pertencente à espécie humana.
O problema por isso não é de informação. Se assim fosse, a questão era fácil de resolver. Bastava apresentar os factos científicos. Mas o problema não é haver dúvida sobre o bebé por nascer ser um Ser Humano, mas que o nosso tempo considera que essa Vida Humana não tem valor. O drama do aborto não se resolve com manuais de biologia, mas com uma mudança de mentalidade.
Muitos se escandalizam quando se compara o flagelo do aborto ao Holocausto ou à escravatura. Mas a raiz do problema é igual. Uma sociedade que considera que a dignidade humana pode ser definida por ela. E que por isso a protecção legal à Vida Humana não depende do simples facto de existir, mas do reconhecimento pelo poder dessa protecção. E assim é Vida Humana, não aquilo que a biologia diz que é, mas aquilo que a maioria assim considera. Como para a maioria dos europeus e dos americanos os negros não eram humanos, como para a maioria dos alemães os judeus eram infra-humanos, para a maioria da sociedade ocidental a vida por nascer não é humana. Por ideologia ou mera conveniência.
Criou-se o mito de que o aborto era um direito da mulher e que a sua liberalização servia a sua libertação. E a defesa ideológica da liberdade feminina, tem servido de argumento para justificar a morte das crianças por nascer, como a posição do Presidente Biden sobre a lei do Texas que restringiu severamente o aborto, prova.
Talvez o mais infeliz desta cegueira ideológica é que se mate em nome de uma suposta liberdade, quando o aborto livre é um instrumento para oprimir a mulher. O aborto é hoje algo de banal para a sociedade em geral, excepto para a mulher que passa por essa violência. O aborto livre dá à sociedade uma solução “fácil” para um problema complexo. Uma rapariga menor de idade engravida para vergonha dos pais? Estes levam-na ao hospital e o problema resolve-se. A mulher pobre que espera um terceiro filho (a taxa de abortos a partir do segundo filho aumentam drasticamente) e vai precisar de apoio? O Estado oferece um aborto e o problema resolve-se. A funcionária que aparece com barriga quando tem contrato a prazo? O patrão diz que com um aborto o contrato é renovado e o problema resolve-se. O homem abusador engravida a companheira e não quer a criança? Ameaça-a com uma sova se não “resolver” o assunto e o problema resolve-se. Assim funciona o aborto “livre”, passa todo o peso da gravidez para a mulher, legalizando a opressão sobre a mulher para que esta se livre do seu filho antes de nascer
O aborto livre em nome das mulheres é uma cegueira ideológica do feminismo, que concede aos homens um poderoso instrumento para se desresponsabilizar dos seus actos. Conceber a criança exige o consentimento dos dois, mas ter a criança passa a ser da inteira responsabilidade da mulher.
E o flagelo do aborto continua a aumentar. Todos os anos milhões de crianças são mortas ainda no ventre da sua mãe. E a sociedade festeja e chama-lhe liberdade. Cegos pela sua própria soberba, de senhores da Vida. Espero por isso que venha o tempo em que se olhe para trás e se pergunte: como foi possível?
José Maria Seabra Duque, aqui












