domingo, 30 de julho de 2017

"Isto é feio, é cruel, é criminoso"


30 de julho. Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas.
O Papa Francisco pronunciou-se mais uma vez contra o tráfego de pessoas, com acutilância e veemência. Disse:
*  “Desejo apelar ao compromisso de todos para que esta chaga aberrante, uma forma de escravatura moderna, seja adequadamente combatida”.
*  “Milhares de homens, mulheres e crianças” são “vítimas inocentes” desta exploração:
- “laboral 
-  sexual”,
-  de “tráfico de órgãos”.
* “Parece que nos habituamos a considerar tudo isso como algo normal. Isto é feio, é cruel, é criminoso
O Papa pediu aos presentes para rezarem juntos a Nossa Senhora “para que apoie as vítimas do tráfico e converta os corações dos traficantes”.


Sempre me revoltou a passividade/indiferença com que  a sociedade atual olha para esta violenta forma de escravatura moderna, o tráfego de pessoas.
Fazem-se "abaixo-assinados" por qualquer questão; repercute-se vozearia na comunicação social por causas da moda; mas estendem-se passadeira de silencio sobre aquele que penso ser o maior crime moderno: o tráfego de pessoas.
- Carrascos que, servindo-se da legítima esperança das pessoas, as enganam, prometendo mundos e fundos, sugando-lhes o quase nada que possuem, para depois as entregarem à sua sorte ou as conduzirem à escravidão sexual ou laboral.
- Isto não se passa só nos países mais pobres. Quantos portugueses não foram conduzidos por estes carrascos para o trabalho escravo ou abandonados à sua sorte?
- Quantas mulheres escravas no mundo do sexo! Gente que tinha uma esperança viva de um futuro melhor, que se desfez o pouquito que tinha para embarcar nessa esperança, pagando a criminosos, que depois as encaminham para a prostituição!
- E as pessoas que são enganadas(tantas vezes vendidas...) para o inqualificável negócio do tráfego de órgãos?
- E aqueles que são enganados e forçados a entrar no mundo sujo das drogas e das armas?


O "deus" dinheiro no seu melhor! Sempre sanguinário, sempre tirânico, sempre escravizador!
Um insaciável comedor  de pessoas pobres, simples, desprotegidas.
Este "deus" maldito tem sempre muitos sacerdotes pronto a prestar-lhe todo o culto e a imolar-lhe mais vítimas. São os traficantes.

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