segunda-feira, 17 de julho de 2017

É caso para dizer"cá se fazem, cá se pagam"!

Foto de Carlos Lopes.
Das coisas que me provocam riso compulvivo e imediato é ver alguém cair.
Certa vez, com mais colegas, descíamos umas escadas de madeira envernizada, em caracol. Um deles escorregou e desceu as referidas escadas todinhas de rabo, a uma velocidade supersónica. Só parou quando as escadas terminaram. E era o mais forte de todos! Os restantes colegas dirigi...ram-se preocupadamente à vítima, enquanto eu ria desalmadamente. Nem a preocupação com a saúde do colega obstou a que dominasse o riso.
Valeram duas coisas: o colega conhecia-me bem e, sobretudo, não se aleijou.

Noutra ocasião, numa rua inclinada, estava estacionado o carro que nos haveria de levar ao destino. O piso era areoso.
Um dos viajantes usava muletas. Não é que as muletas lhe fogem e foi encafuar-se todinho debaixo do carro! Porque estava mais perto, fui o primeiro a aperceber-me. Os outros deram conta através do meu riso e lá foram tirar o senhor daquela situação. Felizmente nada de mal lhe aconteceu.
- É bem escarnica! - comentou a vítima que me conhecia bem e, como tal, compreendeu o meu riso.

E ontem também me ri com a minha própria queda? Olhem foi a primeira coisa que fiz quando me levantei.

Não é fácil explicar. Não é rir-me com o mal dos outros. Nada disso. É uma reação forte e quase incontrolável em que nem a preocupação com o estado da pessoa sinistrada me consegue dominar o riso.

Eu sei que não é uma situação fácil. Nem para mim que faço má figura, nem para a vítima que se sente inconfortável perante o meu riso e o pode interpretar mal, caso não me conheça.
Felizmente estas cenas sempre me aconteceram com amigos e nunca houve consequências de maior.

Pode ser que a velhice me acalme...

1 comentário:

abilio carvalho disse...

Ó Senhor Abade da cidade de Tarouca, teve pouca sorte em não lhe terem ensinado no SML como se evita o riso compulsivo em momentos-chave em que ele não pode surgir. Então, se pressionar uma das bochechas com o dedo indicador da mão do respetivo lado, pode tossir, mas não ri.
Recordo-me duma ocasião em que numa procissão das almas me deu o riso devido a uma palavra que erroneamente estava escrita na papeleta e, porque Monsenhor Cândido de Azevedo me tocou no braço a chamar à pedra, ainda foi pior.
Doutra vez, tive de sair da Igreja para a sacristia na inauguração da igreja nova de Forca, do Carregal, porque Monsenhor Simão Botelho se pôs a ajudar Dom Américo Couto de Oliveira a cantar a introdução ao Pai Nosso. Depois da missa, o Senhor Bispo e o Senhor Padre Januário recomendaram-me que vigiasse a minha tosse seca, que podia ser muito perigosa. E Monsenhor Cândido, que me disse ter cantado o Pai Nosso com os olhos fechados para não rir, desvalorizou perante Suas Excelências Reverendíssimas a minha dita tosse seca.
Foram só estes os dois casos em que me esqueci de aplicar a receita e foi o que deu. De resto, imagine o que seria se não fosse o dedo indicador e a bochecha quando em dezembro de 2015 um burro de súbito se pôs a zurrar à passagem dum funeral em Vila de Barba, de Tondela, ou quando uma carrito queria arrancar, mas o barulho de motor engasgado provocou uns comentários indecentes ao colega do condutor!
Assim, para grandes males grandes remédios, pois os animais e os carros não têm culpa de o serem.
Deus adiuvet!