quarta-feira, 22 de junho de 2016

Quando Cristiano Ronaldo atirou o micro do jornalista para o lago

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E Daí?
Confesso que não apreciei o gesto, nem me parece correto.
Mas tento compreender. Este jornalismo, feito carracice permanente, é de pôr os cabelos em pé, mesmo aos mais calmos cidadãos. Este jornalismo que não liga a meios nem respeita as pessoas para obter mais audiências é abominável. Este jornalismo "pimba", mexeriquento, invasivo, para quem vale tudo, sem respeito pela privacidade da pessoa nem pela situação pela qual passa, é detestável.
À custa de tanto lidar com a comunicação social e do conhecimento que vão tendo dos meios que alguns jornalistas usam, tento perceber as reações de algumas figuras públicas que, sendo humanas, não terão sempre "nervos de aço."
Há dias li que um povo que faz do Correio da Manhã o seu jornal de referência, das telenovelas, do futebol e do facebook os seus passatempos favoritos só pode ser um povo culturalmente atrasado. Confesso que tendo a concordar.
O Correio da Manhã é o jornal das desgraças que explora até ao tutano; as telenovelas e o futebol como alienação; o facebook como explosão de superficialidade, do efémero. Parece que o facebook só exige olhos e emoção, só isto é que conta, é que recolhe "gostos", é que atrai "amigos"... Qualquer tema que postule alguma leitura, alguma reflexão, certa análise, é passado em frente...
É o povo que temos, mas é o povo que não gostaríamos de ter.
É possível ser diferente? Claro. Há muito caminho para andar. É preciso que se percorra.

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