terça-feira, 28 de junho de 2016

Há escolas a passar estudantes com 7 negativas


Em algumas escolas do Ensino Básico, os alunos podem passar mesmo tendo sete negativas, enquanto noutras chumbam com três negativas, algo que acontece devido ao carácter excepcional da retenção e da diferente interpretação que é feita do conceito.
No Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra, no Montijo, os alunos não são, por norma, retidos até chegarem ao 9º ano de escolaridade, com excepção das situações em que há excesso de faltas ou problemas comportamentais.
O presidente da Associação de Pais do agrupamento, Mário Novais, refere ao Público que “todas as escolas do Montijo fazem o mesmo, porque o critério não é do estabelecimento escolar, mas sim do despacho ministerial que atribui à retenção um carácter excepcional”.
A retenção é aplicada a título excepcional nos 2º, 3º, 5º, 7º e 8º anos, porque não são anos de fim de ciclo educativo.
Assim, “há alunos que acabam por transitar de ano com cinco ou sete negativas”, constata Mário Novais, lamentando ao jornal que isso “não motiva os alunos” para melhorarem.
O facto de este critério “excepcional” não estar claramente definido e depender da interpretação que cada escola faz dele causa discrepâncias entre estabelecimentos, havendo por um lado os que chumbam com três negativas e, por outro, os que passam os estudantes mesmo que tenham seis ou sete negativas.
“Só no final de cada ciclo é que existem critérios nacionais definidos por lei para a retenção dos alunos”, explica ao Público o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.
O mais recente despacho sobre a avaliação dos alunos, publicado a 5 de Abril deste ano, especifica apenas a retenção como norma nos casos de excesso de faltas.
A tendência das políticas educativas para a redução das retenções explica-se com a ideia de que são ineficazes em termos de aprendizagem, além de serem caras para os cofres públicos.
Fonte: aqui

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