domingo, 12 de outubro de 2014

Há cada ultrapassagem!


 Nas minhas lides paroquiais, encontrei hoje uma situação que me fez  cair o coração aos pés.  Percorria uma estrada com muitas curvas. À minha frente, ia um carro em nítido passeio domingueiro, o que me obrigava a ir também devagar pois a via não permitia ultrapassagens. 
Eis que entretanto surge atrás de mim um vólide potente que não tem mais. Faz sinal e mete-se a ultrapassar os dois carros, indo  entrar na sua mão já depois da curva fechada.
Meu Deus! E se surge um carro? Naquele momento, dada a curva e a velocidade do ultrapassante, era choque pela certa. E que choque! Que culpa tinha a pessoa que viesse a conduzir na sua mão?  Nenhuma. Apenas sofreria no carro e, porventura, no corpo, a incivilidade do referido ultrapassante.
Claro que quem anda na estrada deve pensar nos outros e, mormente nas estaradas onde  a ultrapassagem é difícil ou impossível, há que evitar os referidos passeis domingueiros, pois nunca sabemos a pressa que os outros podem ter. É um questão de educação cívica.
Mas ultrapassagens daquele jaez, santo Deus! São inclassificáveis.  É que ao volante revelamos o que somos.
Também há dias ouvi um grupo de pessoas a referir com revolta  o modo como alguns automobilistas passam  na estarda que atravessa a população. Velocidades tais que se aparece um velho ou uma criança não têm hipótese.
Alguns peões não revelam, tantas vezes, espírito cívico. Metem-se a tralhão à estrada, não se afastam ao verem aproximar-se um automóvel, atravessam onde lhes apetece sem olhar para o lado, são incapazes de se afastar para o condutor fazer a manobra. E então se estiverem a conversar em grupo, nao ligam mesmo!
De qualquer maneira, conduzir no meio de uma povoação requer todo o cuidado. Está a causa a segurança do condutor, dos peões e de animais.
Quem não se dá ao respeito não merece ser respeitado.

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