sexta-feira, 10 de outubro de 2014

co-vencedora do Nobel da Paz

No seu livro, em entrevistas e aparições públicas, a jovem paquistanesa co-vencedora do Nobel da Paz fez das palavras a sua arma. Porque "os extremistas têm medo de livros e canetas".

 As palavras de Malala em defesa do direito à educação das raparigas chegaram aos ouvidos do mundo e não deixaram ninguém indiferente. A adolescente paquistanesa baleada na cabeça pelos talibã por não calar aquilo em que acreditava é uma das vencedoras do Nobel da Paz 2014.

Apesar da idade (tem 17 anos – é a mais jovem a receber o reconhecimento da Academia Norueguesa), Malala tornou-se a voz de uma causa difícil e "uma líder sob circunstâncias perigosas".

"Venho de um país que foi criado à meia noite. Quando quase morri, passava pouco do meio dia. Há um ano, saí de casa para a escola e nunca mais voltei. Fui baleada por um talibã e transportada, inconsciente, de avião para fora do Paquistão. Há quem diga que nunca regressarei a casa, mas acredito piamente no fundo do meu coração que voltarei. Sermos arrancados ao país que amamos não é algo que se deseje a ninguém".

Começa assim o livro "Eu, Malala", editado em Portugal pela Presença, em 2013. Quer nestas páginas, quer em entrevistas e aparições públicas, a jovem paquistanesa fez das palavras a sua arma.

"Nós percebemos a importância de nossa voz quando somos silenciados".

"Uma criança, um professor, um livro e um lápis podem mudar o mundo".

"Um país mais forte não se mede pelo seu número de soldados, mas sim pelo seu índice de alfabetização"

"A educação dá poder às mulheres e é por isso que os terroristas temem a educação".

"Sonho com um país onde a educação prevalecerá".

"A melhor forma de lutar contra o terrorismo é muito simples: educar a próxima geração".

"O meu objectivo não é conseguir o Nobel da Paz, o meu objectivo é conseguir a paz e a educação para todas as crianças do mundo".

"Percebemos a importância das canetas e livros quando vimos as armas. Os extremistas têm medo de livros e canetas".

"Não podemos todos ser bem-sucedidos quando metade do mundo é reprimida".

"Houve um tempo em que as activistas pediram a homens que se defendessem os direitos da mulher. Desta vez vamos fazê-lo nós próprias".

"Não percebo porque é que o mundo está dividido entre Oriente e Ocidente. A educação não é oriental ou ocidental, a educação é um direito de todos os seres humanos".

"O maior terror dos talibãs acabou por ser uma menina de 14 anos armada com livros".

"Eles pensavam que as balas iam calar-nos, mas falharam. O silêncio transformou-se em milhares de vozes".

"Se tivesse uma arma na mão e o talibã que me baleou estivesse à minha frente não dispararia. É a tolerância que aprendi com Maomé, o profeta do perdão, Jesus Cristo e Buda, o legado de Martin Luther King, Nelson Mandela e Muhammad Ali Jinnah".

"[Ao ser ameaçada pelos talibãs, em 2012] Comecei a pensar: se um talibã viesse, o que faria? Talvez tirar um sapato e bater-lhe. Só que, se o fizesse, não haveria diferença entre mim e o talibã. Não devemos tratar os outros com crueldade. Devemos lutar pela paz, pelo diálogo e pela educação. Então decidi: dir-lhe-ei o quão importante é a educação e que a desejo até para os seus filhos e dir-lhe-ei que era isso que lhe tinha a dizer, mas que ele podia fazer o que quisesse". 


Fonte: aqui

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