segunda-feira, 6 de julho de 2009

Em que é que nós errámos?

- Em que é que nós errámos? - perguntava aquele casal pela boca da esposa. - Privámo-nos de tantas coisas para criar os nossos filhos sem vergonhas do mundo e agora não querem saber de nós. Ajudámos tanta gente sem divulgarmos o bem que fizemos e muitos daqueles a quem demos a mão nem sequer nos ligam. Sempre demos alguma coisa de nós aos outros, participámos na vida da Igreja e em actividades e trabalhos no foro civil, e só recebemos críticas, incompreensões e suspeições... Em que é que errámos? Só queríamos saber!
O marido, acrescentou à laia de desabafo:
- Parece que só aqueles que se metem na sua vida, nunca fazem nada pelos outros, pensam apenas em si, é que são os bons! Deles ninguém fala, não andam nas bocas do mundo, não recebem críticas nem suspeitas soezes.
Logo a esposa acrescentou:
- Os filhos, os filhos de hoje!!! Sabe, têm memória muito curta! Como estão bem na vida graças ao esforço e empenho dos pais, nem se lembram de quem tantas passou para os criar!... Até me vem à cabeça que quem tem razão são os pais exigentes, tiranos e egoístas!
- Pois, mulher, mas os filhos são do nosso sangue- replicou o marido. - Temos obrigação de os aceitar, mesmo com a alma sagrando pela ingratidão. E, olha, estamos de consciência tranquila, mas será que os educámos pelo caminho mais adequado? Nestas coisas da educação, ninguém sabe completamente o caminho a seguir...
Agora os de fora! Tanto trabalhámos pelos outros, nunca recebemos nada e depois só críticas, murmurações, acusações injustas... Isso é que dói, sabe! O nosso povo é muito ingrato!
- Estão arrependidos do que fizerem? - perguntei.
Olharam um para o outro. Encolheram os ombros e, instantes depois, ele respondeu:
- Olhe, estamos de consciência tranquila. E como acreditámos que só Lá encontraremos o bem que aqui fizemos, não estamos arrependidos.
- Se voltassem ao passado, acham que seriam um casal fechado, não colaborando para o bem comum? - Insisti.
Olharam-se, voltaram a olhar-se e finalmente ela respondeu:
- Pelo conhecimento que tenho de mim e do meu marido, não seríamos capazes. Só que estaríamos mais vacinados contra certas críticas e ingratidões.

domingo, 5 de julho de 2009

DESDE QUE OS OUTROS CONCORDEM...

Hoje, em Santa Helena.
Numa conversa de amigos, alguém se saíu com esta:
- Há pessoas que se dizem muito dialogantes. Claro, desde que os outros concordem com elas...

Festa da Senhora das Dores




"Lá está o friozinho da Senhora das Dores" - comentava-se.
De facto, na Festa da Senhora das Dores, costuma sempre fazer um vento nada agradável.
Muita gente, apesar de tudo. Muitos fora do templo por este estar cheio.
Esta Festa, sem música nem foguetes, é a festa da paz, da interioridade, da expressão serena da fé.
Após a Eucaristia, liturgicamente animada pelo grupo de amigos que há meses a esta parte tem estado presente na Eucaristia do 3º domingo em Santa Helena, seguiu-se o terço e a procissão.
Parabéns às pessoas que, apesar do incómodo do vento frio, não arredaram pé, ficaram até ao fim.
Parabéns ao coral por mais este belo serviço à comunidade.
É sempre bonito de ver o ambiente fraterno, de são convívio e de amizade, que se respira na novena de Santa Helena. Claro, hoje não foi excepção.
Também às 12 horas, se celebrou cá baixo a Festa da Senhora das Necessidades.
Senhora das Necessidades, Senhora das Dores, Senhora de Fátima, Senhora da Lapa e tantos outros títulos com o o povo cristãos invoca Nossa Senhora. Mas Ela é sempre a mesma: Maria Santíssima, Mãe de Jesus Salvador e nossa Mãe também.

Já estamos em novena

Começou ontem às 18.30 horas.
Gostei do ambiente, das pessoas, do espírito.
Arranquei para a Serra antes do almoço. Depois encontrei-me com as gentes, resolvi alguns pequenos problemas e almocei.
Sentia uma vontade enorme de me embrenhar serra fora. Foi o que fiz durante duas horas. Sozinho. Ou como diz o povo: "Sozinho mais a graça de Deus."
Não, não segui os carreiros, meti pelo meio do mato. Andei pelo prazer de andar, pela descontracção imensa que me causa este gesto de comunhão com a natureza. Sentir no rosto a brisa suave, ser inundados pelos vários perfumes das plantas, passar junto de raros e pequeníssimos núcleos arvóreos e ouvir a música que ventos e folhas entoam harmoniosamente, ver a corrida apressada da sardanisca a esgueirar-se por entre a beleza feérica dos calhaus que sobressaem no meio de arbustos de mil cores e tonalidades, sentir os pés a fugir diante de um terreno esventrado pela reflorestação, onde as plantitas escondem o buraco mais fundo ... momentos mágicos de libertação interior, respiração da alma, leveza de espírito. Maravilha! Claro que cheguei com a roupa toda suja, o que me obrigou a regressar a casa depois da oração da noite para me mudar. Mas valei a pena, se valeu!

Já estive em Santa Helena hoje, às 8 horas, para a novena da manhã. Vou subir logo para a Festa da Senhora das Dores. O senhor Cón. Melo, pregador da Novena, por afazeres pastorais, não pode estar hoje. Paciência. Lá têm as pessoas que me aturar!

Maiorias e minorias

Muitas vezes as maiorias não têm razão. E as minorias terão sempre?

sábado, 4 de julho de 2009

Santa Helena - corrigindo

Por lapso, o horário publicado neste blog não estava correcto. Aqui ficam as devidas correcções.

Sábado, 4 de Julho: início da Novena Preparatória às 18.30 horas

Domingo: FESTA DA SENHORA DAS DORES
8 horas – novena; 18,30 – Festa da Senhora das Dores

Restantes dias: novena às 8 e às 18,30 horas.

Dia 12 – FESTA DA SANTA HELENA
Encerramento da Novena às 9.30 horas
Missa Solene e Procissão, presididas pelo Senhor Bispo, às 11,30 horas
Benção dos Campos e Procissão do Adeus às 17 horas

O erro de Sócrates

Lúcida análise política.
Leia aqui:
http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2009/06/26/O-erro-de-S_F300_crates.aspx#comments

sexta-feira, 3 de julho de 2009

XIV Domingo do Tempo Comum - Ano B

Para os habitantes de Nazaré Jesus era apenas “o carpinteiro” da terra, que nunca tinha estudado com grandes mestres e que tinha uma família conhecida de todos, que não se distinguia em nada das outras famílias que habitavam na vila; por isso, não estavam dispostos a conceder que esse Jesus – perfeitamente conhecido, julgado e catalogado – lhes trouxesse qualquer coisa de novo e de diferente… Isto deve fazer-nos pensar nos preconceitos com que, por vezes, abordamos os nossos irmãos, os julgamos, os catalogamos e etiquetamos… Seremos sempre justos na forma como julgamos os outros? Por vezes, os nossos preconceitos não nos impedirão de acolher o irmão e a riqueza que Ele nos traz?

Eu queria ser padre, mas não tenho quem me ajude

Ano Sacerotal. Não, não é apenas aos padres que este ano se destina. É a TODA a Igreja, TODINHA!
Hoje trago um caso que o comprova. Ora veja.

O Cardeal Pie, arcebispo de Poitiers, na França, costumava contar:
"Conheci perfeitamente um rapazinho pobre, nascido numa aldeia humilde de Chartres. Desejava muito ser sacerdote, mas os seus pais diziam-lhe que não era possível, porque não tinham dinheiro para pagar o seminário.
Certa vez, o pequeno entrou na Sé. Ao presenciar as cerimónias, tornaram-se mais fortes os desejos de ser sacerdote, mas... como consegui-lo?
Sem ser capaz de conter a sua tristeza desatou a chorar. Ao sair da igreja uma mulher, que vendia flores na praça, fixou-o e disse-lhe:
– Meu menino, porque choras? Que te fizeram?
Os soluços impediam-no de responder. Por fim falou, como quem confia um segredo:
– Eu queria ser padre, mas não tenho quem me ajude.
– Não te aflijas, filho, eu te ajudarei.
E assim foi. A vendedeira de flores trabalhava durante todo o dia e gastava as horas da noite a coser. Com o dinheiro que ia juntando, ajudou a pagar os estudos daquele rapazinho.
A vendedeira de flores já morreu. Os anjos levaram-na para muito alto no céu. O seu protegido vive e trabalha pela salvação das almas. Vós conhecei-lo. O pobrezinho que chegou a ser sacerdote, graças aos sacrifícios de uma santa mulher, sou eu, o vosso bispo".

Hoje há falta de padres não por falta de dinheiro mas talvez de oração. Rezemos para que o Senhor da Messe mande mais operários para a sua Messe.
In O Amigo do Povo

ANTI-GRIPE A

- Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas úmidas desestimulam os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.

- Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.

- Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.

- Coloque bastante cebola na sua alimentação.

- Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.

- Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).

- Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).

- Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico.

- O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.

- Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.

- Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetais poli-insaturados.

- Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental para limpar os dentes, antes da escovação.
(Enviado por email)

Desigualdades na justiça afectam qualidade da democracia


A SEDES é uma das mais antigas associações cívicas portuguesas, fundada em 1970, e que reflecte e estuda sobre o estado do desenvolvimento da sociedade portuguesa.


A maioria dos inquiridos no estudo da SEDES está pouco ou nada satisfeita com o funcionamento da democracia em Portugal e considera que o acesso à justiça é um dos seus principais problemas.


74 por cento das respostas afirmam que não há “nenhum tema em comum” entre os que são as prioridades das pessoas e as dos governos.


Veja o estudo da SEDES aqui:


quinta-feira, 2 de julho de 2009

"Excedi-me e peço desculpa"

Manuel Pinho pediu esta quinta-feira a demissão, que já foi aceite pelo primeiro-ministro, José Sócrates. A decisão foi anunciada após o debate parlamentar sobre o Estado da Nação, no qual o ministro da Economia fez um gesto ofensivo para a bancada parlamentar do PCP. A pasta vai ficar a cargo do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
O momento caricato aconteceu quando Francisco Louçã, do BE, falava dos trabalhadores das minas de Aljustrel. Num àparte, Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, acusou Manuel Pinho de ter estado naquela localidade alentejana 'a passar um cheque' à equipa de futebol.
José Sócrates considerou o gesto 'injustificável' e pediu desculpa, em nome do Governo, aos visados e ao Parlamento. De imediato, todas as bancadas parlamentares condenaram o gesto do ministro.
Bernardino Soares pediu logo a demissão do ministro, defendendo que o gesto mostrava que Manuel Pinho não estava à altura das suas funções.
Manuel Pinho admitiu que o gesto tinha sido 'ofensivo', mas defendeu que o caso das minas de Aljustrel foi 'desesperante'.
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, considerou que o pedido de desculpas de José Sócrates sanava o incidente quanto à relação formal, mas não deixou de criticar o gesto, que qualificou de 'insólito e lastimável'.
In Correio da Manhã

1. O gesto de Manuel Pinho é inadmissível. Ninguém o justifica. Todos os verberam.
2. Até as pessoas mais calmas podem ter momentos de descontrolo. Mas... condene-se o pecado, sem esmagar o pecador.
3. Em democracia, há que saber tirar as consequências dos actos. Foi o que fez Pinho, demitiu-se, pedindo desculpa pelo seu acto.
4. O gesto do ex-ministro impôs-se a todo o debate sobre o estado da Nação. Tudo ficou abafado sob o gesto irreflectido de Pinho. Somos assim. O acessório aparatoso é que chama a atenção. Deveria ser assim???

Grupo sócio-caritativo (GASPTA)

Reuniu hoje o grupo sócio-caritativo desta paróquia - GASPTA. Estive presente.
É sempre maravilhoso ver e sentir a preocupação do grupo pelos outros. Senti a fervilhar a "fantasia da caridade".
- O estudo e planeamento de actividades visando angariar fundos para apoiar quem precisa.
- Olhar atento aos casos carentes da comunidade.
- Situações a levar à Segurança Social, pois extrapolam as nossas competências.
- A preocupação com novos casos de "pobreza envergonhada".
- A tentativa enquadrada e legal de aproveitar medicamentos válidos para acudir a quem não tem meios para os adquirir.
- Adesão a campanhas sobre a recolha de sangue.
- A tentativa, várias vezes repetida, finalmente conseguida, para arranjar um espaço onde as ofertas que nos chegam estejam devidamente condicionadas.
- A colaboração estreita com todas as entidades que na zona se dedicam à solidariedade.
- A oração, grata e confiante, sabendo que somos humildes e pobres servos na mão d'Aquele que realiza prodígios no coração das pessoas.

Obrigado, Senhor, por este grupo atento, generoso, participativo e perseverante.

Os padres e as beatas...

- Sabem a razão pela qual alguns padres fumam?
Responde o Zé, sempre atento e perspicaz:
- É para deitar as beatas fora....

Onde fica Jesus Cristo e o Seu Evangelho?

CERIMÓNIA EM LONDRES.

Sua Eminencia o Cardeal Keith Patrick O´Brien, revestido com traje coral e capa magna, acode à igreja da Ordem de Malta em Londres, Reino Unido, no passado dia 26 de Junho, dia da festa de São João Baptista.
Uma onda de fundamentalismo e saudosismo percorre hoje a Igreja, sob a aparência de fidelidade à mesma.
Onde fica Jesus Cristo e o Seu Evangelho no meio de tanto traje e tanta capa?
Para o fundamentalismo, o que conta são as tradições, não a Grande Tradição. O que lhe enche a alma é o aparato do ante-Concílio Vaticano II, o uso litúrgico do Latim. Nisto é que estão as suas grandes preocupações e obsessões.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pergunta pertinente

Encontrei hoje uma pessoa com que conversei. Sendo alguém muito simples, dá sempre gosto falar com ela. Sóbria, acutilante, perspicaz, gosta de interrogar as coisas e os acontecimentos, sem se deixar ir na enxurrada.
Hoje o assunto foi a crise que torna mais mártires os milhões de pobres no mundo. Mais, que não cessa de fazer aumentar o sofrimento, a angústia e o desespero. A determinada altura, olha para mim e dispara à queima-roupa:
- Não acha que em vez do Ano Sacerdotal, a Igreja tinha a missão de proclamar o Ano da Caridade?

Confesso que esta pergunta martelou a minha tarde...

Tão nociva para o clima como a emissão de gases provocada por 50 milhões de carros

Não sabia que "a flatulência de todos os bovinos do mundo é, pelos vistos, tão nociva para o clima como a emissão de gases provocada por 50 milhões de carros! É, sem dúvida, uma cifra impressionante."

Leia aqui:
http://padrejoaoantonio.blogs.sapo.pt/1664921.html

O país onde a papelada é rainha

Num país onde a iliteracia tem um imenso monopólio, a papelada é rainha.
Não sei se haverá muitos países nos mundo tão adoradores da burocracia do papel.
Para tudo e para nada são precisos montes de papéis.
Mais, criou-se a a dependência anestesiante do papel. Como parece que ninguém confia em ninguém, então é preciso que as pessoas escrevam, preencham resmas de formulários, façam montanhas de requerimentos, actas intermináveis das reuniões.
Nas escolas, nem lhes digo nem lhes conto... É abalroante a papelada.
Nas relações com as instituições estatais, está à vista. Nada se consegue sem resmas de papelada. E como depois essa papelada tem que ser lida (será?), analisada, corrigida, despachada, imaginam o horror de tempo que é preciso para se conseguir algo, por mais simples que seja, com o consequente cortejo de aflições, impaciências e prejuízos graves.
Ouvi médicos a queixar-se que é tal a burocracia de papéis que depois lhes falta tempo para o essencial: os doentes.
Bem, com os professores então nem comento...
Ouço gente a queixar-se que os tribunais estão mais preocupados com os papéis do que com a real situação das pessoas.
E muita gente diz que na construção de uma casa, o mais cansativo e esgotante é fase da papelada. Imaginem, as pessoas sentem que é mais difícil a burocracia do que a construção. Em que país estamos???

Antigamente, dizia-se que a palavra de um homem era uma escritura. Hoje, segundo uma ideia muito ligada ao mundo do futebol, o que agora é verdade, amanhã pode ser mentira.
Perdeu-se a liberdade da fidelidade, caiu-se na ditadura da burocracia.