Quando a criatividade pastoral dá fruto
Em cada primeira sexta-feira, na Igreja Paroquial, celebramos a Eucaristia, seguida de um tempo de exposição e adoração do Santíssimo Sacramento. Há um tempo de intimidade pessoal com o Senhor e um tempo de oração comunitária, que vai alternando entre o terço, o Terço da Divina Misericórdia e a Oração de Vésperas.
Habitualmente, com a ajuda do projector, são apresentados os textos que acompanham estes momentos de oração, bem como a intenção de oração do Papa para cada mês e as Vésperas. Nesta primeira sexta-feira, porém, optou-se por preparar fotocópias das Vésperas. Depois de utilizadas na nossa celebração, essas folhas foram levadas para outros momentos de oração na paróquia.
E o resultado foi admirável: vários grupos rezaram as Vésperas nesse mesmo dia!
Foi uma experiência fantástica! Admirável foi a adesão das pessoas, a forma como compreenderam o modus orandi, a maneira como participaram e, sobretudo, como rezaram. Percebeu-se que, quando lhes proporcionamos caminhos novos e lhes damos instrumentos simples para rezar, as pessoas acolhem, participam e envolvem-se.
Esta experiência deixa-nos uma certeza: quando investimos pastoralmente, quando saímos do “ram-ram” de sempre e ousamos ir mais longe, a resposta das pessoas pode surpreender-nos. E há uma recompensa que não se mede em números: vê-se no interesse, na participação, na alegria e, sobretudo, na oração que se multiplica.
Precisamos, por isso, de imaginação pastoral. Precisamos de criatividade, de coragem para experimentar, de atenção aos sinais e de vontade de procurar novos caminhos para ajudar as pessoas a encontrar-se com Deus.
Às vezes, basta uma simples folha de papel para que a oração chegue mais longe.
Uma folha passou de mão em mão. E a oração multiplicou-se.