sábado, 30 de abril de 2011

Há sábados bonitos

A Liliana fora acólita nesta comunidade. Casou neste sábado com o André, natural de Dalvares. Fizeram questão  que fosse eu a presidir ao seu casamento que teve lugar na capela de Mondim de Cima. Estive presente com todo o gosto.
Gostei. Eles haviam preparado o seu matrimónio comigo e a cerimónia decorreu muito bem, com serenidade alegre.
À noite, após as vespertinas, estive com eles um bocadinho. Senti-me muito bem. Em família. D. Agostinha e seu marido António foram de inexcedível delicadeza. Agradeço-lhes. Aliás já estou habituado à amizade e carinho desta família.
Gostei imenso de falar com pessoas que me dizem muito e fizeram o favor de me dedicarem um pouco do seu tempo.Tive com elas um palavra de apreço, de amizade e de entusiasmo. São fantásticas!
Fico feliz quando vejo pessoas felizes. Foi o caso destes noivos. Só peço ao Senhor que a felicidade se mantenha pela vida fora. Acredito que sim.

Gostei muito da Festinha do Pai Nosso das crianças do 1º ano. Eram muitos e portaram-se muito bem. Parabéns aos pais e às catequistas. Os pequenitos valem todo o empenho.

1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho

 “A dignidade e o trabalho
na Doutrina Social da Igreja”
Vivemos um momento da história em que são muitas as realidades concretas que põem em causa a dignidade da pessoa: as situações de subemprego, o pluriemprego, ou desemprego mexem connosco…, e vão fomentando o medo, particularmente entre os que vivem na pele os salários em atraso, a precariedade, os recibos verdes. Perante estas e outras dificuldades, às vezes desanimamos! Apesar de tudo, como cristãos devemos estar conscientes que “a dignidade pessoal de cada ser humano exige o respeito, a defesa e a promoção dos direitos da pessoa humana” (Christifideles Laici, 38).
No que toca ao trabalho existem duas concepções: a da sociedade, do empregador, que em certos casos pressupõe apenas a maximização do lucro e pouco tem em conta a dignidade do trabalhador e faz do trabalho um meio de opressão da pessoa. A outra concepção do trabalho é a da Igreja e dos cristãos para quem o trabalho dignifica e é um meio para continuar a colaborar na obra da Criação. Neste sentido o trabalho, apesar da fadiga e cansaço a ele associado, permite a realização do homem, enquanto homem e eleva a dignidade da pessoa. O trabalho tem que ser um direito fundamental da pessoa e não um previlégio de alguns, como parece começar a ser com o aumento dos níveis de desemprego. Na concepção eclesial do trabalho, o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho (Laborem Exercens nº 6). Nesta lógica não faz sentido excluir os que não são suficientemente produtivos (como os deficientes), ou os que se tornaram desnecessários (como os desempregados). As pessoas têm que ser os factores mais importantes. O direito ao emprego, a um salário justo e a um conjunto de regalias sociais, como o descanso semanal, ou anual, … devem ser critérios de sociedade justa.
Neste contexto, de que forma nós cristãos vamos conseguindo fazer o anúncio de esperança numa sociedade diferente? Somos grupos de pressão, de denúncia de situações injustas? Como Igreja, como cristãos temos o dever de denunciar tudo aquilo que ponha em causa a dignidade humana. Apesar das dificuldades, é preciso continuar a acreditar num futuro melhor para todos: como diz a canção: “Porque os outros se calam, mas tu não!…”

MÊS DE MAIO, MÊS DE MARIA

Que lindo nome é Maria
É da Virgem protectora
Abençoado quem um dia
O deu a Nossa Senhora.

Veja aqui

1 de Maio: DIA DA MÃE


Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga, in 'Diário IV'

sexta-feira, 29 de abril de 2011

William e Kate

CASAMENTO REAL?
Real porque tem que ver com a realeza. Não tanto com a realidade.
O cenário que as televisões nos mostram, a partir de Londres, parece demasiado irreal.
 Convidados são quase dois mil. A segurança é apertada. A despesa é enorme.
Mesmo assim, há sorrisos para as câmaras. Que haja felicidades nos corações.
 Longa vida aos príncipes. Que sejam felizes. Na realidade de cada instante. E não apenas na irrealidade aparatosa deste dia.
Fonte: aqui

Cenas de um dia

Precisei de fazer umas compritas e passei uma uma grande superfície  comercial.
Sou dos que pensam que o hábito não faz o monge. Por isso não é preciso andar de cabeção ou de batina para nos identificarmo como padres.
A propósito de uma peça de roupa, disse à funcionária que era padre. Ui! Senti um olhar de admiração e de contentamento no olhar da rapariga. "Precisava mesmo de encontrar um padre, o senhor nem imagina"- disse-me ela. - Eu sou católica, não vou muito à Igreja, mas tenho a minha fé.
Falámos muito mais de questões relacionadas com o cristianismo do que de roupas. Havia ali um vulcão de dúvidas, imensas inquietações e muitos receios. O tempo de que ela dispunha era pouco (estava em trabalho), por isso procurou sugá-lo em perguntas com receio de que lhe escapasse alguma. Procurei escutá-la o melhor que me foi possível. Mais do que de respostas, as pessoas precisam de quem as ouça.
A maneira como falava e colocava as questões era de alguem que procurava respostas. Não havia ali qualquer provocação.
Disse-lhe que Deus a amava profundamente, como se fosse a sua filha única.Que Deus nunca desistia dela e que a aceitava como  era. Que Deus sonhava diariamente com a felicidade dela e que Ele fazia sempre a sua parte. Que nunca perdesse a esperança e que procurasse sempre.
Uma colega chamou-a e teve que desandar, mas antes ofereceu-me um sorriso bonito por entre um "obrigado" que se sentia vir cá do fundo.
É. Urge cada vez mais levar a Igreja para fora das igrejas. Ir ao mundo e aí ser o coração de Cristo que ama cada pessoa. E isto não é só  missão de padres, mas de todos os baptizados. TODOS! Aliás é próprios dos leigos a secularidade = ser Cristo no meio do mundo.

Estava num restaurante onde outas pessoas também almoçavam. A TV estava ligada e decorria o telejornal. De repente, fez-se um silêncio que, como onda, se estendeu a todo o espaço. Procurei entender o motivo. Todos fitavam a televisão. O que era? Noticiavam-se os preparativos para a beatificação de João Paulo II.
A informação acabou e na mesa ao lado, onde estavam 4 homens e duas senhoras, a conversa era agora o falecido Papa. Os elogias brotavam rasgados e convictos. Um deles afirmou em voz decidida: "Nem era preciso que a Igreja o declarasse santo. Para mim ele já o era." Os outros acenaram em sinal de concordância.
Só era desnecessária a forma menos abonatória com que se referiram a BentoXVI ao compará-lo com João Paulo II. No Céu, o Papa  polaco não terá certamente apreciado estas críticas ao seu sucessor, até porque infundadas.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Aos Migrantes

Nas últimas décadas, muito do progresso verificado por este país fora tem a marca dos emigrantes. Nas casas novas, geralmente de bom gosto, na compra de propriedades, no comércio e no  empreendedorismo,  há muito do trabalho e poupança dos migrados portugueses. Sem falar, claro, na importância que as suas economias representam para a gestão financeira de Portugal.
Em muitos e muitos lados é patente a mão solidária dos migrantes no desenvolvimento sócio-cultural das suas terras de origem, seja no desporto, na cultura, na solidariedade ou na vida da Igreja. Muitas localidades sairam da “pasmaceira” em que se encontravam  através da ajuda  solidária dos seus migrantes.
É assim que, nesta hora, também a Paróquia de Tarouca se volta para os seus migrantes, sejam originários de qualquer das suas 11 povoações, sejam migrantes onde quer que estejam, cá no país ou noutro local do mundo.
Em nome do torrão natal, terra de vossos pais, vossa e de muitos dos vossos descendentes, não esqueçam o Centro Paroquial Santa Helena da Cruz. A vossa ajuda fraterna, amiga, generosa e desinteressada é-nos indispensável. O Centro Paroquial é também vosso.
Contamos convosco e com a vossa acção junto de outros migrantes e amigos desta Paróquia.
Sozinhos seremos uns pingos, mas todos juntos faremos um rio que atinge o mar, isto é, a conclusão das obras.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Três casos

1. É uma mulher nova. Embora com ascendência nesta zona, nasceu, viveu e trabalhou numa grande cidade até há pouco.
O desemprego bateu-lhe à porta e ficou aflita. Por falta de perspectivas, veio para a  terra de seus pais. E agora? Que fazer? Notou que faltavam pessoas para trabalhar no campo e viu aí uma saída. Nem sabia o que era uma enxada... Mas como a necessidade aguça o engenho, depressa aprendeu. É hoje uma pessoa muito solicitada para o trabalho agrícola de onde colhe os meios para viver.
Diz que gosta do que faz e mostra-se contente com a nova ocupação, frisando o contacto coma natureza e a liberdade que a nova actividade lhe possibilita.
Quando lhe dizem que o trabalho exige mais esforço físico, é menos limpo do que a anterior ocupação na cidade, responde que a limpeza está na dignidade e que o esforço físico lhe poupa o ginásio... Quanto ao ordenado, embora menor do que aquele que outrora auferia, acaba por ser superior, uma vez que na província a vida é mais barata do que na cidade e sem as solicitações consumistas de uma  grande urbe.

2. Era Sábado Santo. Uma zeladora acabara de enfeitar o seu altar e preparava-se para fechar a porta da Igreja. Nisto aparece um casalinho de namorados que lhe pergunta se não seria possível entrar. Embora com pressa, a zeladora não quis deixar de atender ao pedido que tão educadamente lhe havia feito o casalinho. Pensava ela que seriam turistas que queriam ver o monumento.
Ficou surpreendida quando viu aquele rapaz e aquela rapariga ajoelharem e recolherem-se em oração por mais de 10 minutos.
Por fim, e revelando sempre imenso respeito pelo espaço sagrado, deram uma visita ao templo, pedindo algumas explicações à zeladora. Pararam ao fundo da Igreja e deram uma vista de olhos ao placard onde depararam com o cartaz do Centro Paroquial, solicitando mais alguns informações. Afirmaram então que, embora jovens e desadinheirados, queriam deixar também o seu contributo, perguntando à zeladora onde o poderiam deixar.
Muita da juventude actual anda a leste de Deus, porque criou ou deixou que lhe criassem outros deuses que servem caninamente. Os resultados estão à vista. O vazio de Deus é ocupado por coisas, situações e acções escravizantes.
Jovens, ainda não estais cansados da ausência de Deus em vossas vidas???

3. O pai havia fechado o negócio para a compra de um carro novo, procurando compatibilizar o preço e os gostos  familiares com o dinheiro disponível para o efeito.
Aquele modelo agradava a todos, só que a versão não contemplava de série alguns extras da modernidade como GPS e outras tecnologias supérfluas, mas que tanto entusiasmam a gente nova. Adquiri-las fazia disparar o preço do carros em centenas de euros.
Bem tentou o pai explicar ao filho mais velho que não seria compatível com o orçamento familiar a aquisição de tais extras. Que não senhor, tinha que ser, ripostava o rapaz. Como o que não tem remédio remediado está, o pai acabou por levar o carro sem os tais extras. Resultado: durante uma série de dias o jovem nem sequer falou para o pai...
Há excepções, mas uma parte significativa das crianças, adolescentes e jovens nem sequer caiu na real, comporta-se como se vivêssemos em tempo de "vacas gordas". Poupar? Trabalhar mais? Saber domesticar a propaganda consumista em vez de ser domesticado por ela? O que importa é ter o telemóvel da moda, o computador da moda, a playstation da moda, a roupa da moda, os adereços da moda. Comer as comidas da moda, frequentar a night da moda, gastar o dinheiro mesmo fora de moda... Entretanto, segundo se ouve, cada vez menos se interessam pelas actividades escolares, cada vez se mostram mais insolentes e indisciplinados, sem mínima preocupação com o amanhã. Interessa beber hoje o copo todo, sem se preocupar que depois o podem encontrar sempre vazio...
E os pais? Que dão aos filhos? Regras? Transmitem valores? Explicam as situações? Oferecem tempo, carinho, espaço e interesse? Ou procuram abafar a ausência disto tudo enchendo-os de coisas que estão fartos de saber que não lhes poderão dar?
Já não falo na desgraça dos políticos que temos para quem os jovens só interessam porque lhes podem dar votos. Dizer-lhes a verdade? Tá quieto!!!

25 de Abril

Também este ano a Câmara Municipal de Tarouca festejou o 25 de Abril, com o prograna que pode ver aqui.

O capitão de Abril Vasco Lourenço  lamentou hoje que o país esteja «longe dos ideais» da revolução de 1974, embora reconheça que se encontra «muito melhor» do que nos tempos da ditadura.

«O país está longe dos ideais que ambicionávamos, embora esteja muito melhor do que estava, mesmo com esta crise», disse à agência Lusa, nas comemorações dos 37 anos do 25 de Abril na Avenida da Liberdade.
Embora o país não esteja como sonhava, Vasco Lourenço garantiu que voltaria a participar na revolução. Mas adianta que há muito para mudar, nomeadamente a «classe política» que tem governado o país. (in Sol)

Nas comemorações do 37.º aniversário do 25 de Abril, o Chefe de Estado fez um discurso a pedir não só que a próxima campanha eleitoral decorra de forma “que não inviabilize o diálogo e os compromissos de governabilidade de que Portugal tanto necessita”, como também pediu aos partidos que não façam promessas que não possam cumprir. “Vender ilusões ou esconder o inadiável é atrasar a resolução dos problemas que nos afligem”, afirmou Cavaco Silva.

O Chefe de Estado pediu ainda a todos os agentes políticos que actuem com transparência e verdade e sem subterfúgios e crispações artificiais ou querelas inúteis.
Cavaco Silva encerrou um conjunto de discursos dos quatro Chefes de Estado democraticamente eleitos no pós-25 de Abril, numa cerimónia inédita no Palácio de Belém. Todos os antigos Presidentes da República pediram entendimentos e falaram da situação difícil do país.
Na sequência da dissolução da Assembleia da República, não se realizou este ano a tradicional cerimónia no Plenário. (in Correio da Manhã)

É preciso inovar nas celebrações de Abril, não só a nível nacional como local. As pessoas mostram cansaço, alheamento e desinteresse. Então no tocante aos discursos de ocasião, ouve-se que pura e simplesmente "já não há pachorra". Fala-se demais em 25 Abril e celebra-se menos.
Sou dos que pensam que os ideais de Abril mantêm plena actualidade face à confrangedora situação a que os portugueses se deixaram conduzir pelos medíocres políticos que nos têm governado a nível nacional. Olhando para os políticos que temos frente dos  partidos, não parece que nada de bom poderemos aguaradar, mas olhando para o povo que somos, então tenho esperança. Penso que terá que ser o povo a governar os políticos e não os políticos a governar o povo. As eleições vêm aí, antecedidas da campanha. Que os portugueses apareçam nas manifestações, não para abanar bandeiras, bater palmas e ouvir discursos de ocasião, mas para EXIGIR!
Levemos aos políticos a voz de PORTUGAL!

Páscoa tardia é culpa da Lua

Veja aqui

domingo, 24 de abril de 2011

Santa Páscoa, especialmente para si!

"Faça desta Páscoa, a sua páscoa.
Faça desta Ressurreição,a sua ressurreição.
Nunca se entregue, pois é somente em cada adversidade
que poderemos vislumbrar uma nova oportunidade." ( Ivan Teorilang)

Viva, semeie e comunique a PAZ como um dom ressuscitado.

sábado, 23 de abril de 2011

TUDO EM SILÊNCIO

No Sábado Santo não há nenhuma liturgia oficial. As igrejas estão vazias. Os altares desnudados. Os tabernáculos abertos e vazios. As velas apagadas. O silêncio pervade todos os ambientes. É uma experiência de recolhimento e atitude de espera.

Tudo para lembrar que Cristo desce à mansão dos mortos e assume o destino e a limitação do ser humano. Ele é solidário até o fim e faz a descida da morte, entra no seu mistério, para sair vitorioso e abrir para todos um caminho de luz e esperança.

Não é, por isso, sábado de aleluia: o aleluia é só a partir de Domingo.

A Vigília Pascal, cronologicamente, começa no sábado. Mas, kairologicamente, decorre já no Domingo.

Isto porque o povo a que Jesus pertenceu considera que o dia começa quando o sol se põe. 

Portanto, o sábado é um dia de reflexão, meditação e expectativa.

O Senhor ressuscitará.
In  NA PAZ, A VERDADE

sexta-feira, 22 de abril de 2011

FUTEBOL CLUBE DA VIDA VENCE O SPORT CLUBE DA MORTE

O Futebol Clube da Vida defrontou o Sport Clube da Morte no Estádio Esperança, completamente à pinha.
Era o jogo mais aguardado de sempre. Televisões de todo o mundo levaram o espectáculo a muitos milhões de pessoas.
As equipas alinharam:


O jogo foi frenético e o resultado parecia incerto.
O Sport Clube da Morte apresentou-se num esquema ofensivo, com quatro avançados, enquanto o Futebol Clube da Vida alinhou num esquema mais equilibrado, com três médios e três avançados.
A equipa da Vida desenvolveu um futebol harmónico, onde a solidariedade entre os seus membros, o espírito de sacrifício, a garra e a entreajuda foram uma constante. O desportivismo foi evidente e não se vislumbrou qualquer violência. Foi uma equipa alegre, entusiasta, serena.
A equipa da Morte, embora aparentando unidade, deixava escapar a cada passo um individualismo feroz, onde cada membro procurava evidenciar-se mais do que o outro. Chegaram a atropelar-se gravemente para não deixar que o outro brilhasse. Em cada jogada ficava a marca de uma violência gratuita e atentatória da dignidade dos atletas oponentes.
Um famoso jornal desportivo, A Gazeta da Verdade,  numa classificação de 0 a 10, atribuiu 10 pontos a cada atleta do Futebol Clube da Vida, enquanto aos do Sport Clube da Morte atribuiu um ponto aos defesas e zero aos médios e avançados, escusando-se a fazer uma apreciação individual, porque achava que a palavra “monstros” dizia tudo. Em relação aos desportista do Clube da Vida, escreveu:
- Teresa de Ávila: uma guardiã serena, decidida e valente. Impecável.
- Raul Follereau: após um início em que revelou alguma contenção, desprendeu-se e fez todo o seu corredor com imensa classe. Seguro a defender e precioso a atacar.
- Pedro: o esteio da defesa. Mesmo massacrado pela forma suês como os avançados contrários encaravam as jogadas e o atingiram loucamente, nunca se deixou abater. Foi um autêntico capitão.
- Paulo: um verdadeiro estratega. O público chamou-lhe – e com razão – o Beckenbauer da equipa. Sempre no sítio certo, os seus passes, curtos ou longos, pareciam teleguiados. Fez desmarcações de levantar o estádio.
- Óscar Romero: de início algo circunspecto, mas contagiado pelo clima da equipa, desinibiu-se e realizou uma exibição tremenda a ponto de ser um dos mais massacrados pelas entradas brutais dos oponenntes. Educada mas frontalmente, muitas vezes chamou a atenção do árbitro para as entradas maldosas da equipa da morte.
- João Paulo II: um médio com um fôlego fantástico, sempre em todo o lado, ocorrendo cirurgicamente a todas as situação, com arte, com engenho.
- Teresa de Calcutá: atleta que, pela sua simplicidade, imaginação e arte, levantava a multidão mal pegava na bola. Muleta constante da defesa e do ataque, nunca virou a cara à luta e a todos socorreu nos momentos de adversidade.
- Gandhi: fantástico! Embora muito provocado pelos oponentes, nunca respondeu na mesma moeda. Um autêntico corredor de fundo.
Hélder Câmara: a princípio, muito certinho, mas sem grandes rasgos. A partir de certa altura, soltou-se e encheu o campo de magia. Cada jogada parecia um poema!
Luther King: massacrado pela rudeza dos oponentes, nunca virou a cara à luta. Os seus centros deixavam estonteados os defesas e muito contribuiu para o êxito da sua equipa.
João XXIII: o ponta-de-lança da equipa. O público, recordando o antigo avançado da selecção nacional, José Torres, chamava-lhe carinhosamente o “Bom Gigante”. Apesar da brutalidade da defesa adversária, nunca se intimidou. Cada remate! E como ele segurava a bola para que os companheiros a recebessem e pudessem rematar! Marcou, espectacularmente, o golo da vitória. Muitas foram as vezes que o seu treinador, Jesus de Nazaré, habitualmente muito sereno no banco, veio até à linha lateral bater palmas ao seu ponta-de-lança.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sexta-feira Santa

"E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio de Maria Virgem e Se fez Homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado."

Quinta-Feira Santa: Mandamento Novo e Instituição dos Sacramentos da Eucaristia e da Ordem


Com a Missa vespertina da Ceia do Senhor tem início o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. É comemorada a instituição dos Sacramentos da Eucaristia e da Ordem e o mandamento do Amor (o gesto do lava-pés).
 A Igreja Católica começa hoje a celebrar os dias mais importantes do seu calendário litúrgico, que assinalam os momentos da morte e ressurreição de Jesus, culminando na Páscoa.


Quinta-feira Santa: Altar é mesa de sacrifício, intimidade, palavra e alimento

Sacramento da Eucaristia une dimensão sacrificial ao banquete, indica frei José Nunes


Antes de pronunciar as primeiras palavras da missa, os padres e bispos que a celebram beijam o altar, gesto raro na liturgia católica para venerar uma mesa que ocupa o lugar central no interior das igrejas.
O altar, que evoca a entrega que Cristo fez da sua vida ao morrer na cruz, é uma mesa com a “dupla simbólica do alimento espiritual e material”, explica hoje o padre José Nunes.
É a partir do altar que nasce o sacramento da Eucaristia, sobre o qual há “duas grandes perspetivas” de abordagem”: a “sacrificial” e a do “banquete”.
Na dimensão sacrificial é lembrada a “vida de serviço e entrega de Jesus, resumida na última ceia, onde dá um sentido ao pão e vinho, o seu corpo e sangue”, indica o sacerdote.
“Jesus viveu toda a vida a gastar-se ao serviço dos outros, até morrer. E à morte também lhe deu esse sentido de oblação”, refere o professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica a propósito do elemento nuclear do sacramento da Eucaristia, cuja instituição os católicos recordam na missa da tarde de Quinta-feira Santa.
A leitura bíblica mais importante desta celebração é extraída de um texto atribuído a São João – representado iconograficamente por uma águia, simbolizando a sua apurada visão teológica – que dedica “cinco capítulos” à última refeição de Jesus, enquanto que os restantes três evangelistas lhe reservam “três ou quatro versículos”.
De acordo com a narrativa do evangelho joanino, Jesus anunciou nesta ceia que iria enviar o Espírito Santo sobre os discípulos, proferiu o chamado “mandamento novo do amor” («amai-vos como eu vos amei»), lavou os pés aos 12 apóstolos, simbolizando a humildade e o serviço, e pediu-lhes que permanecessem unidos.
Passando para a vertente do banquete associada à Eucaristia, José Nunes recorda que a refeição é ocasião de “conversa, diálogo, intimidade, amizade, reflexão sobre a vida e alegria”, constituindo também oportunidade para “recordar momentos vividos e perspetivar outros”.
O mesmo aconteceu na última ceia de Jesus, que foi “alimento, encontro fraterno de intimidade, mas sobretudo uma refeição entre amigos, sempre com o pano de fundo sacrificial porque se tratava de uma despedida”.
O paralelismo entre alimento espiritual e material evocado pelo altar aplica-se igualmente aos textos bíblicos, como salienta o religioso: «Toma o rolo e come-o» é uma expressão da Bíblia atribuída a Deus para realçar que a palavra também nutre espiritualmente os crentes.
José Nunes considera que cada missa coloca aos fiéis “o desafio de construir e viver fraternidade à volta de uma mesa”, além de incluir a “dimensão missionária”, isto é, implica “querer levar para fora a dimensão da solidariedade, amizade e partilha”.
“O que se vive na eucaristia é para ser vivido no mundo. E a Igreja tem que ir para fora das suas portas anunciar isso”, sublinha o superior da província portuguesa da Ordem dos Pregadores.
In ecclesia

quarta-feira, 20 de abril de 2011

QUARTA-FEIRA DE TREVAS

Em tempos, esta era a Quarta-Feira de Trevas.

E, de facto, o ambiente está a condizer.

As negociações com a troika prosseguem e os sinais são pouco encorajadores.

A austeridade vai atingir toda a gente, mas irá doer mais a quem já tem menos.

Fala-se na redução do subsídio do desemprego, em alterações ao mercado laboral. Será inevitável. Mas é também o mais fácil.

Difícil seria moralizar os gastos públicos, rever algumas parcerias público-privadas, retirar o Estado da televisão e da rádio, etc.

Só que isto não vai apenas com medidas. E temos de convir que quem nos vem ajudar terá difículdade em lidar com certas situações.

Num momento tão aflitivo e em que vamos ter dois feriados seguidos (sexta e segunda), como entender mais meio feriado na tarde de amanhã?

Se temos de produzir mais, como perceber que, nos próximos dias, produzamos ainda menos?

O povo precisa de descomprimir, mas o trabalho não deixa de ser uma prioridade.

E nem sequer está em causa a participação nas celebrações destes dias. Elas, na maior parte dos sítios, já estão agendadas para o fim do dia.

Nesta altura, este não é o sinal mais positivo que podemos dar.

Precisamos de esperança. Mas esta só germina no colo da responsabilidade.

Já agora, outro dado que os nossos parceiros não compreenderão é que como é que estamos a contratar médicos quando muitos dos nossos estudantes de medicina têm de ir lá para fora?

Como produzir se nem conseguimos planificar?
Fonte:
Em tempos, esta era a Quarta-Feira de Trevas.

E, de facto, o ambiente está a condizer.

As negociações com a troika prosseguem e os sinais são pouco encorajadores.

A austeridade vai atingir toda a gente, mas irá doer mais a quem já tem menos.

Fala-se na redução do subsídio do desemprego, em alterações ao mercado laboral. Será inevitável. Mas é também o mais fácil.

Difícil seria moralizar os gastos públicos, rever algumas parcerias público-privadas, retirar o Estado da televisão e da rádio, etc.

Só que isto não vai apenas com medidas. E temos de convir que quem nos vem ajudar terá difículdade em lidar com certas situações.

Num momento tão aflitivo e em que vamos ter dois feriados seguidos (sexta e segunda), como entender mais meio feriado na tarde de amanhã?

Se temos de produzir mais, como perceber que, nos próximos dias, produzamos ainda menos?

O povo precisa de descomprimir, mas o trabalho não deixa de ser uma prioridade.

E nem sequer está em causa a participação nas celebrações destes dias. Elas, na maior parte dos sítios, já estão agendadas para o fim do dia.

Nesta altura, este não é o sinal mais positivo que podemos dar.

Precisamos de esperança. Mas esta só germina no colo da responsabilidade.

Já agora, outro dado que os nossos parceiros não compreenderão é que como é que estamos a contratar médicos quando muitos dos nossos estudantes de medicina têm de ir lá para fora?

Como produzir se nem conseguimos planificar?
 
Fonte:aqui

RADAR

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