sexta-feira, 31 de julho de 2026

A benfiquização da comunicação social: um problema que já ninguém consegue esconder

 Tempo de antena (representação satírica)

🦅 Benfica ⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤⬤

🦁 Sporting ⬤⬤⬤⬤

🐉 FC Porto

Há realidades que, de tão repetidas, acabam por ser tratadas como se fossem normais. Uma delas é a crescente benfiquização da comunicação social desportiva portuguesa, sobretudo nas televisões.

Não, não está em causa o Benfica enquanto clube. Está em causa a forma como uma parte significativa da comunicação social parece ter perdido qualquer sentido de proporcionalidade quando noticia tudo o que lhe diz respeito.

Basta acompanhar os noticiários desportivos durante alguns dias. Uma vitória do Benfica, por mais rotineira que seja, transforma-se num acontecimento nacional. Horas de emissão, diretos, debates, entrevistas, comentários, análises e repetições incessantes das mesmas imagens. A narrativa é construída como se cada jogo representasse um capítulo decisivo da história do futebol europeu.

Entretanto, quando outros clubes conseguem resultados igualmente relevantes — ou até mais importantes —, o tratamento muda radicalmente. A informação surge de forma breve, quase protocolar, para rapidamente desaparecer da agenda. A diferença de critérios é demasiado evidente para ser ignorada.

O exemplo mais recente voltou a demonstrá-lo. A goleada do Benfica por 5-0 sobre um adversário suíço gerou um entusiasmo televisivo que faria pensar que tinha sido conquistada a Liga dos Campeões diante do Real Madrid. No mesmo período, o SC Braga também goleou nas competições europeias, mas quase passou despercebido. É legítimo perguntar: porquê?

E quanto ao FC Porto, atual campeão nacional, o contraste é ainda mais evidente. Um clube com dezenas de títulos, enorme prestígio internacional e um papel determinante na afirmação do futebol português parece, demasiadas vezes, remetido para segundo plano. Os seus sucessos duram um dia; qualquer episódio relacionado com o Benfica pode alimentar vários.

Não se trata de exigir que se fale menos do Benfica. Trata-se de exigir que se fale mais dos outros quando os factos o justificam. O jornalismo sério mede a importância das notícias pelos acontecimentos, não pela dimensão da massa adepta de um clube.

As televisões parecem ter descoberto uma fórmula cómoda: Benfica, Benfica e mais Benfica. Se faltarem novidades, reciclam-se as antigas. Se não houver notícias, inventam-se debates. Se não houver jogos, discutem-se hipóteses, rumores ou conferências de imprensa. O importante é manter sempre o mesmo protagonista no centro da emissão.

Esta opção editorial empobrece o jornalismo desportivo. Pior: empobrece o próprio futebol português. Os adeptos têm direito a uma informação plural, equilibrada e proporcional. Não pagam serviços de informação para assistirem, diariamente, a uma programação quase monotemática.

É evidente que cada órgão de comunicação social é livre de definir a sua linha editorial. Mas a liberdade editorial não elimina a responsabilidade perante o público. Quando a desproporção se torna sistemática, deixa de ser apenas uma opção e passa a suscitar dúvidas legítimas sobre o pluralismo da informação.

A democracia vive da diversidade de opiniões. O jornalismo vive da credibilidade. E a credibilidade constrói-se tratando situações semelhantes de forma semelhante.

Enquanto isso não acontecer, muitos portugueses continuarão a olhar para a informação desportiva televisiva com crescente desconfiança. Não porque um clube vença. Mas porque parece que, para uma parte da comunicação social, só as vitórias de um clube merecem verdadeiramente ser celebradas.

E essa é uma derrota para o jornalismo.

domingo, 26 de julho de 2026

Dia dos Avós: entre o colo e a bengala


No Dia dos Avós, apetece-me recordar uma cena que testemunhei, há alguns anos, numa praia portuguesa.

Debaixo de um chapéu de sol estava o que parecia ser uma família: um casal, uma senhora já muito idosa, uma criança pequena e um cão irrequieto, que não parava de saltitar.

A dada altura, o senhor pegou em algumas coisas e saiu da praia. Já passava do meio-dia quando os restantes se prepararam para ir embora.

À frente seguia a mãe, com o cão ao colo. Logo atrás vinha a criança, choramingando, certamente porque a areia escaldante lhe queimava os pezinhos.

Mais atrás caminhava a senhora idosa, apoiada numa bengala, arrastando lentamente os pés pela areia. Cada passo revelava o enorme esforço que fazia para avançar. A distância entre ela e os restantes aumentava a cada instante, como se o tempo e a fragilidade lhe impusessem um ritmo que ninguém parecia disposto a acompanhar.

Aquela imagem chocou-me. E continua a acompanhar-me.

Nada tenho contra os animais. Pelo contrário: sou totalmente contra qualquer forma de maus-tratos e acredito que devem ser tratados com respeito, cuidado e dignidade.

Mas também não consigo ignorar um fenómeno que me inquieta. Em certos casos, parece que alguns animais passaram a ocupar um lugar quase intocável, recebendo toda a atenção, todos os cuidados e todos os sacrifícios, enquanto tantos seres humanos — sobretudo idosos, mas também crianças, doentes e pessoas frágeis — vivem o abandono, o desprezo, a solidão e, por vezes, a mais profunda desumanização.

O que me revoltou naquela praia não foi ver um cão tratado com carinho. Foi ver uma senhora idosa, com evidentes dificuldades de locomoção, entregue apenas à sua bengala e ao peso dos anos, enquanto o único colo disponível era para um animal perfeitamente saudável. Foi ver uma criança a chorar porque a areia lhe queimava os pezinhos, sem que isso parecesse merecer a mesma preocupação.

Uma sociedade verdadeiramente humana não tem de escolher entre amar os animais ou cuidar das pessoas. Deve fazer as duas coisas. Mas quando o cuidado pelos animais se torna, em alguns casos, mais visível do que a compaixão pelos mais vulneráveis entre nós, há motivo para refletir.

Neste Dia dos Avós, desejo que nunca nos falte a gratidão por aqueles que caminharam antes de nós. Que nunca lhes neguemos um braço quando já lhes faltam as forças, uma palavra quando lhes pesa o silêncio, ou a presença quando mais precisam de companhia. Porque a grandeza de uma sociedade mede-se, acima de tudo, pela forma como trata os seus membros mais frágeis.

terça-feira, 7 de julho de 2026

OS QUE PARTEM, OS QUE FICAM!

- OS QUE PARTEM!
- E lá se vai definitivamente a Fraternidade São Pio X, após décadas de paciência da Santa Sé, após terem passado por 5 Papas que ao longo de seus Pontificados não pouparam esforços e humildade em dialogar e estarem sempre de braços abertos em receber seus líderes para a plena comunhão;
- Eles partem com seus 6 Bispos, algumas centenas de padres e alguns milhares de fiéis, agora fora da comunhão da sucessão apostólica, fora da comunhão com a Igreja Una, Santa, católica e Apostólica, fora da Bênção Apostólica do sucessor de Pedro, o Papa Leão XIV;
- Eles partem fechados em seu tradicionalismo, e ao ficar com este tradicionalismo deixam a Tradição Apostólica, rompem com as palavras de Cristo dirigidas a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18);
- Não posso dizer que me alegro com esta partida como tenho visto e ouvido de muitos: Já foram tarde! São rebeldes? Sim! Desobedeceram a Igreja e os Papas? Sim! Mas não consigo deixar de pensar que ainda que rebeldes e desobedientes ainda são nossos irmãos tal qual filho pródigo que se foi e o Pai chorou sua partida, imagino também como está o coração de sua Santidade o Papa Leão...
....ninguém quer separação! Ninguém quer cisma! É sempre uma ferida que fica! É o corpo de Cristo que foi ferido, são membros rompidos que se foram e tal qual corpo físico que quando sofre um ferimento dói também a Igreja como corpo de Cristo também sofre, por mais rebeldes e desobedientes e agora cismáticos que sejam!
- O Papa Leão foi firme e não poderia deixar de sê-lo em nome da unidade da Igreja, em nome do direito canônico, em nome daqueles que mesmo não concordando com alguma coisa na Igreja são obedientes à Igreja e sua unidade!
- OS QUE FICAM!
- Nós que aqui ficamos, ficamos com o Papa Leão XIV, ficamos com os 5.430 Bispos presentes no mundo inteiro, ficamos com os 406.900 Padres, com os 51.400 Diáconos permanentes, ficamos com os cerca de 106.495 mil seminaristas, ficamos com as 608,958 religiosas...e ficamos as centenas de Congregações Religiosas com seus Religiosos e Religiosas e muitas delas milenares que com suas vocações e carismas específicos enriquecem toda a Igreja! Com os demais 1.400 Bilhão de católicos no mundo inteiro;
- Ficamos com o Concilio Vaticano Segundo, que, graças a ação do Espirito Santo abriu as portas da Igreja para o mundo, para a Palavra de Deus, para a Santa Missa Celebrada em cada idioma de cada parte deste mundo e assim cada um destes 1.400 Bilhão de católicos possam ouvir a palavra de Deus e a Santa Liturgia em sua própria língua.........Que maravilha!
- Ficamos com o Concilio Vaticano II que pela força do Espirito Santo fez florescer dezenas de novos movimentos de leigos com diferentes dons e carismas, novas comunidades e associações de fiéis leigos fazem com que a Igreja através de sua face laical chegue onde a hierarquia não consegue chegar, cumprindo-se assim a vértebra da missão dos leigos: “Vós sois o sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14);
- Ficamos com o Concilio Vaticano II que tal em sua primeira edição conhecido como o Concilio de Jerusalém (At 15,4-30) souberam ler os sinais dos tempos e como Igreja Universal respondem aos mais profundos anseios do Homem de seu tempo....
ESTA LEITURA A FRATERNIDADE SÃO PIO X NÃO SOUBE FAZER!
-PRINCIPALMENTE A LEITURA E A GRANDE DIFERENÇA ENTRE “TRADIÇAO” E “TRADICIONALISMO”
- Nós que ficamos, ficamos com São Pedro e São Paulo, cuja solenidade acabamos de celebrar, ficamos com o Papa São Pedro até o nosso Leão XIV, ficamos com o trabalho destes milhares de Bispos, Padres, Religiosos e Religiosas que mundo afora trabalham incansavelmente anunciando a Palavra de Deus e levando os Sacramentos da Salvação na língua onde cada católico possa ouvir e entender;
- Nós que ficamos, ficamos com a profunda e atual palavra do Papa Leão através de sua “MAGNIFICAT HUMANITAS” que mais uma vez como todas as Cartas Encíclicas de todos os demais Papas e pronunciamentos oficiais do Magistério da Igreja lançam luzes sobre a sociedade e a ilumina com a Palavra de Deus e sua Doutrina (CF: GS-3);
- ESTA LEITURA A FRATERNIDADE SÃO PIO X NÃO SOUBE FAZER!
- TAMBÉM NÃO SOUBERAM FAZER A LEITURA DA OBEDIENCIA, SALVAGUARDA DA UNIDADE NA IGREJA!
-Amo demais esta minha Igreja: UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA!
- Nós que ficamos, ficamos sim porque sabemos o que significa o SENTIMENTO DE PERTENÇA A IGREJA que Dom Antônio de Assis Ribeiro (Que quando disse estas palavras, então Bispo auxiliar de Belém, hoje Bispo de Macapá):
“O SENTIMENTO DE PERTENÇA À IGREJA NASCE DE UM PROFUNDO VINCULO COM A IGREJA. TRATA-SE DE UMA REALIDADE QUE BROTA DA CONSCIENCIA DO BATISMO. PORTANTO, NA SUA ORIGEM HÁ UMA REALIDADE DE FÉ QUE SE FAZ RELAÇÃO AFETIVA”.
- NÓS QUE FICAMOS, FICAMOS COM O CONCILIO VATIVANO II, FICAMOS COM O PAPA LEÃO XIV!
- ABRAÇO AMIGO!
CRISTÓVÃO GONÇALVES!