sábado, 14 de novembro de 2015

Os ataques em Paris

Homem se emociona diante de objetos de tributo deixados em frente à cafeteria Carillon, em Paris, onde um dos ataques terroristas ocorreu (Foto: Thibault Camus/AP)
Homem se emociona diante de objetos de tributo deixados e
m frente à cafeteria Carillon, em Paris, onde um dos ataques terroristas ocorreu
(Foto: Thibault Camus/AP)


O Número de vítimas dos atentados na capital francesa ascende a 129, entre os quais um português. Há 352 feridos, 99 em estado grave. Hollande fala em “acto de guerra” e diz que a França será “implacável” na luta contra o Estado Islâmico, que já reivindicou o ataque. Polícia belga detém várias pessoas com ligações aos ataques. Atacantes tinham passaportes egípcios, sírios e franceses.
(In Público)


Na noite desta sexta-feira, a capital francesa foi alvo de atentados terroristas em diferentes locais que causaram dezenas de mortos e centenas de feridos. Como referiu o cardeal Vingt-Trois, a França "conhece de novo a dor do luto e enfrenta a barbárie espalhada por grupos fanáticos."
D. André Vingt-Trois considera essencial que “ninguém se deixe dominar pelo pânico ou pelo ódio” e pede “a graça” de que todos sejam “construtores da paz”. “Nunca poderemos desesperar da paz, se construirmos a justiça”, referiu.


Diz a comunicação social que um dos atacantes tinha passaporte sírio e entrou na União Europeia pela Grécia como refugiado.
Na internet surgem vários comentários, de cariz mais ou menos xenófobo, contra os refugiados. Também aqui se exige serenidade na análise, sem cedências às emoções fortes que atos tão bárbaros suscitam nos europeus.
Aliás muitos muçulmanos são vítimas dos terroristas como a informação claramente dá a conhecer. Será espectável que os muçulmanos pacíficos e moderados claramente manifestem a sua revolta contra os crimes dos fundamentalistas e terroristas.
Isto não pode transformar-se numa guerra de civilizações - entre muçulmanos e ocidentais.  Os atentados de Paris são antes um crime contra a humanidade, toda a humanidade.
O ódio e a sede de vingança só complicam o problema. Pelo contrário, a serenidade, a luta pela justiça, a vigilância ativa e sem medo são construtoras de paz.

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