sexta-feira, 15 de junho de 2012

Recenseamento dos portugueses em 2011 não nos traz apenas notícias tristes

Os dados que já se conhecem do recenseamento dos portugueses em 2011 não nos trazem apenas notícias tristes. Entre 2001 e 2011 quase duplicou o número de pessoas que passou a ter curso superior – são agora cerca de 1,2 milhões. Esta tendência também se verifica no ensino secundário. Mas, contas feitas, apenas 12% da população possui o ensino superior completo, 13% o secundário, o que contrasta com os 19% da população sem qualquer nível de ensino. Esta é a geração mais preparada intelectualmente para colocar Portugal entre as nações mais prósperas. Infelizmente o seu futuro é ainda uma grande incógnita pois o país não pode sequer dar emprego a uma parte substancial destes jovens.
As condições de habitabilidade também melhoraram substancialmente na última década, mas ainda há quase dois por cento de alojamentos sem casa de banho.
Depois vêm os dados mais negativos. Em 30 anos Portugal perdeu um milhão de crianças (até aos 14 anos). Os mais jovens, até aos 14 anos de idade, são apenas 15% da população residente em Portugal. A redução dos filhos é assustadora e bem visível na diminuição das famílias com quatro e com cinco ou mais pessoas: passaram de 15,4% em 1991 para 6,5% este ano.
De acordo com o INE, há "um duplo envelhecimento dos portugueses", por um lado pelo aumento da população idosa, e por outro pela redução da população jovem, especialmente nas regiões do Alentejo e Centro. Na última década houve um agravamento do índice de dependência total, que passou de 48 para 52, o que significa que por cada 100 pessoas em idade activa existem 52 dependentes. Hoje, 19% dos portugueses têm 65 ou mais anos de idade. Qualquer dia não há gente suficiente para descontar para pagar as suas pensões.
E a crise vai ainda agravar mais estes dados negativos.
Fonte: aqui

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