quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Seminário: Intervenção nos Comportamentos Aditivos

ContrAdições
 18 de Novembro.   Decorre, em Tarouca, o ContrAdições, Seminário sobre a intervenção nos comportamentos aditivos.
A iniciativa, promovida pela Rede Social do Município de Tarouca em parceria com o CLDS – Projecto TETRIS e com a Equipa Multidisciplinar RSI, visa discutir o papel das instituições face aos comportamentos aditivos e abordar programas de intervenção dirigidos ao consumo de substâncias aditivas, analisando o impacto do seu uso ao nível bio-psico-social. Para explorar a temática, conta com figuras dos mais diferentes quadrantes das instituições sociais locais e regionais e das áreas da psicologia e da medicina, nomeadamente  o Professor Doutor J. Pinto da Costa, o Professor Doutor Miguel Ricou, o  Professor Doutor Luis Maia, entre outros.

Registos da intervenção do Prof.  Pinto da Costa
Na conferência que proferiu:
"Enquadramento médico-legal
Consequências associadas à adição - doenças e criminalidade"
O Prof. Pinto da Costa encantou. Não só pelo que disse, mas também pela maneira como o disse. Excelente comunicador.

Alguns registos da sua intervenção:

- Em regra, o conhecimento altera-se 30% de 5 em 5 anos.
- O álcool é a droga por excelência dos portugueses.
- O álcool retira  o discernimento e o controle das nossas impulsões.
- A melhor mentira que se pode dizer é que uma grávida pode beber um copo de vinho às refeições.
- A droga em princípio dá prazer. O que está em jogo é se vale a pena o prazer, tendo em conta os malefícios dessa droga.
- Uma pessoa toxicodependente e que se trate, só fica liberto ao fim de cinco anos, por norma.
- Cada um de nós é 30% de genética e 70% de aprendizagem. Felizmente para nós!
- No aspecto psicobiológico, o homem é um Fiat 600, a mulher um Ferrari. Daí que as drogas sejam mais devastadoras para a mulher.
- Homem e mulher, como pessoas, são absolutamente iguais. Do ponto de vista psicobiológico são absolutamednte diferentes.
- O tráfego de droga é criminalizável, o consumo não é. Se há consumidores criminalizados é porque são traficantes.
- A droga cria uma dependência. É como um indivíduo que sente muita fome e tem de comer. Para atingir o mesmo prazer, o organismo vai exigindo o aumento do consumo de droga.
- A ecstasy, associada às discotecas, pode ser mortal. Aumenta a temperatura do corpo. A imagem do indivíduo na discoteca com uma garrafa de água na mão tem a ver com isto: a sede que o consumo desta droga provoca no consumidor.
- É preciso a educação para o consumo do álcool.

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