quinta-feira, 24 de novembro de 2011

AO LADO DOS TRABALHADORES ( e dos que já nem trabalho têm)

Não me interpretem mal.
Eu sei que esta greve geral vai ter custos e que nem serão os mais pobres de entre os pobres que nela participarão.
(Também é verdade que os mais pobres não a poderão fazer porque nem trabalho têm).
Só que não é só a greve que trará custos.
O que tem vindo a ser seguido traz custos muito maiores, muito mais graves.
Sei que seria mais cómodo não escolher. Mas aprendi com Zubiri que «viver é optar».
Nesta situação, escolho o lado de baixo, de quem sofre. Os trabalhadores merecem-me total solidariedade.
Sei que haverá paz e a ordem não será beliscada.
A voz dos que estão a empobrecer far-se-á escutar. Alguém a quererá ouvir?
Confesso que seria importante que, num dia como este, a voz dos pastores da Igreja se fizesse ouvir.
Há muitas «ovelhas» a sofrer e uma presença de quem as conduz na fé seria sempre reconfortante.
É, aliás, esse o testemunho de Jesus!

Fonte: aqui

P.S. - O meu acordo com o autor deste texto.
Diz a comunicação social que duas repartições das Finanças foram atacadas, hoje, em Lisboa, às primeiras horas da manhã, com cocktails molotov e uma terceira com uma lata de tinta.
Espero sinceramente que a justa luta dos trabalhadores  não seja envolvida em episódios de violência.

1 comentário:

Armado Gouveia disse...

Já não precisamos do exemplo grego para saber onde nos leva a austeridade. Temos o nosso próprio exemplo. O caminho do empobrecimento tem que ser invertido.
Para pior basta !!!.
cada vez mais é importante a voz do povo.
Muita paz

Armando Gouveia