quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
O número de testes feitos em Portugal caiu para menos de metade em relação ao pico da pandemia.

Segundo os dados oficiais da Direção-Geral da Saúde, na semana passada realizaram-se em média 33 mil testes por dia, sendo que no pico da pandemia, em janeiro, essa média foi de 70 mil testes. Assim, a semana que passou foi a semana de 2021 em que se realizaram menos testes à covid-19.
“Desde o começo de fevereiro, os testes têm vindo a baixar e esta semana, particularmente, os testes reduziram-se para metade ou até menos de metade.” (Dr. Germano de Sousa)
Veja aqui
sábado, 20 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
Entrevista com o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Tarouca, Valdemar de Carvalho Pereira
Veja a entrevista. AQUI
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
DEPOIS DO ENTRUDO, A ENTRADA
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
Um Carnaval sem carnaval
Pandemia, a quanto obrigas!
Nem comadres, nem compadres, nem enterros do Entrudo; nem fogueiras nem convívios; nem caldo de farinha; nem imagens dos carnavais de Ovar ou do Rio de Janeiro; nem desfiles carnavalescos nem multidões; nem caretos nem testamentos; nem brincadeiras de crianças pelas ruas...
Só restam as máscaras! Essas há muitos meses que nos tornam "figuras carnavalescas"! Não porque queiramos, mas porque tem que ser.
De muitos locais onde o Carnaval tem imenso impacto , ouve-se a promessa: "Para o ano vai ser o melhor de sempre!"
Esperamos todos vivamente que esta pandemia deixe de nos carnavalizar, e possamos festejar também o Carnaval na alegria e na paz.
Entretanto, se o Carnaval está suspenso, a QUARESMA NÃO ESTÁ SUSPENSA.
Vamos a ela com entusiasmo!
sábado, 13 de fevereiro de 2021
BREVE DICIONÁRIO ESPIRITUAL DA MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA 2021
Veja Aqui
Acabámos de receber a Mensagem do Papa para a Quaresma de 2021, com a convocatória «Vamos subir a Jerusalém» (Mt 20, 18) e a proposta de fazer da Quaresma “um tempo para renovar fé, a esperança e a caridade”. Procuro aqui, a partir da referida Mensagem, e colocando os temas por ordem alfabética, organizar um breve dicionário espiritual.
Pe. Amaro Gonçalo, Facebook
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
JÁ FALTOU MAIS...
O ar. Futura auto-estrada. Há muito tempo que penso que ainda veremos as estradas e auto-estradas actuais transformadas em matagais, pois o futuro está no ar. Transpote muito mais rápido, económico e seguro. Chegará o tempo em que uma pessoa sai daqui às 7.30h e às 8h está no seu posto de trabalho em Lisboa. Às 16h partirá de Lisboa e às 16.3oh está em casa. Já faltou mais...
Marcelo traça Páscoa como meta, para assegurar que "não será causa de mais uns meses de regresso ao que vivemos nestas semanas"
Na sua declaração ao país, Marcelo Rebelo de Sousa justificou a manutenção do estado de emergência e do confinamento até ao final de março e disse que os portugueses entenderam os resultados do sacrifício das últimas duas semanas. O Presidente da República rejeitou também a possibilidade de deixar cair o Governo. "Não se conte comigo para dar o mínimo eco a cenários de crises políticas ou eleitorais, sublinhou.
Numa declaração feita ao país a partir do Palácio de Belém, o Presidente da República fixou a Páscoa enquanto meta para que haja uma redução significativa do número de casos infetados diários.
“Temos até à Páscoa de descer os infetados para menos de 2000, para que os internamentos e os cuidados intensivos desçam dos mais de 5000 e mais de 800 agora para perto de um quarto desses valores. E descer também a propagação do vírus para números europeus, estabilização esta duradoura, sustentada, sem altos e baixos", frisou Marcelo Rebelo de Sousa.
Sendo preciso "assegurar que a Páscoa, o início de abril, não será causa de mais uns meses de regresso ao que vivemos nestas semanas", o chefe de Estado disse ser necessário "manter o estado de emergência e o confinamento como os atuais por mais 15 dias e apontar para prosseguir março fora no mesmo caminho, para não dar sinais errados para a Páscoa".
“Temos de sair da primavera sem mais um verão e outono ameaçados, em vida, saúde, economia e sociedade", adiantou.
Para fazer um combate mais eficaz à pandemia, Marcelo Rebelo de Sousa disse ser necessário "melhorar o rastreio de contaminados, com mais testes, mas sobretudo com mais operacionais, e ter presente o desafio constante da vacinação possível".
"Sem essas peças-chave, não haverá um confinamento bem sucedido. Temos de, durante essas semanas, ir estudando como depois da Páscoa evitar que qualquer abertura seja um intervalo entre duas vagas”, alertou.
O Presidente da República quis também deixar um aviso a quaisquer atores políticos que queiram tirar dividendos das dificuldades do Governo em combater a pandemia.
“Temos de continuar a apoiar, e apoiar depressa, os que, na economia e na sociedade, sofrem com estas semanas de sacrifício. Tudo sem crises políticas e sem cenários de Governos de unidade de salvação nacional. Não se conte comigo para dar o mínimo eco a cenários de crises políticas ou eleitorais. Já nos bastam a crise da saúde e a crise económica e social", frisou Marcelo Rebelo de Sousa".
"Foi esse o mandato que recebi há cinco anos e que termina a 8 de março e é esse o mandato que recebi renovado para começar a 9 de março. Vencer as crises, mesmo as mais graves. Não provocar crises, mesmo as mais sedutoras", justificou o chefe de Estado.
No início da sua declaração, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se às últimas duas semanas, que foram "difíceis, mas terminaram melhor do que haviam começado”. “Foram dias, mais uns nesta saga de quase um ano, pesados para todos, dramáticos para bastantes”, lamentou.
“Começaram com números de infeções e de mortes, dos piores da Europa e do Mundo, pressões elevadíssimas nas estruturas da saúde, notícias pontuais de favoritismos no desvio de vacinas, sentimentos divididos contra apoios europeus". enumerou o Presidente da República, referindo-se neste último caso aos profissionais de saúde alemães que aterraram em Portugal a 3 de fevereiro
Marcelo adiantou, contudo, que "foi precisamente o correr dos dias que permitiu esclarecer o que parecia incompreensível, decidir o que não podia esperar, trazer razão onde reinava a emoção, compreender o que estava a mudar.”
“Os portugueses compreenderam que os apoios europeus eram simbólicos, não substituíam os heróis da saúde, mas mostravam que numa verdadeira união, ninguém deve esquecer ninguém" e perceberam também que "que há atrasos na produção e no fornecimento de vacinas, na Europa e em Portugal, e que isso ia impôr a partir de abril, vacinar mais e mais depressa para cumprirmos a meta avançada para setembro”, explicou o chefe de Estado.
O Presidente da República sublinhou ainda que os portugueses esperam também que "os responsáveis pelos favoritismos no desvio de vacinas" sejam "exemplarmente punidos” e compreenderam que "o bom senso já aconselhava que provocar nesta altura crises políticas com cenários de Governos à margem dos partidos, de resultado indesejável, de tempo perdido, em terceiras eleições no verão e nada de novo no horizonte, não servia para outra coisa que não agravar a pandemia e não a abreviar”.
Marcelo Rebelo de Sousa quis ainda deixar uma nota de apreço ao povo português, agradecendo-lhe "este confinamento global". "Quero apelar-vos a mais resistência ainda no futuro próximo, quero dar-vos esperança, porque sem ela, o dia a dia de sacrifício perde todo o sentido", dirigiu o presidente da República.
"Vós, portugueses, sois na verdade, a única razão de ser de nós termos orgulho em Portugal", terminou.
Fonte: aqui
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021
Mensagens do Papa e dos Bispos fora de tempo
Já temos Mensagens do Papa para o Dia das Comunicações Sociais, para o Dia das Missões ... para Dias e Dias, para os quais faltam ainda meses.
sábado, 6 de fevereiro de 2021
“Coordenem-se!” Murro na mesa de Marcelo perante a descoordenação do Governo
Aquando da reeleição, Marcelo Rebelo de Sousa deu a entender que poderia ser mais exigente com o Governo neste segundo mandato. Esse tem sido o pedido insistente de Rui Rio.
E numa altura em que muito se critica o Governo pela forma como está a gerir esta nova vaga de covid-19, com falhas no processo de vacinação e a sucessão de casos de vacinação indevida, além dos números trágicos das mortes, Marcelo Rebelo de Sousa dá um “murro na mesa”.
“Coordenem-se”, terá dito a António Costa, conforme relata o jornal Sol que sustenta que o Presidente alertou o Governo de que “tem de haver maior coordenação”, nomeadamente “na primeira linha do combate à pandemia”.
“Não pode haver mais falhas e tanto descontrolo“, terá alertado Marcelo.
Esta postura surge depois de Portugal ter tido um Janeiro negro, com as mortes por covid-19 a dispararem.
Por outro lado, a descoordenação no processo de vacinação também tem sido patente. E foi uma situação de vacinação indevida que levou à demissão do coordenador da task-force definida pelo Governo para gerir o processo de aplicação das vacinas.
A escolha do vice-almirante Gouveia e Melo, um militar de carreira reconhecido, para coordenar a task-force foi bem recebida em Belém e pode ter sido um sinal de Costa a Marcelo, como quem diz que está atento às suas recomendações.
A título oficial, Marcelo tem dado sinais de “união total” com o Governo. Mas começa a ser evidente que a história de amor entre a Presidência e o Governo pode ser um pouco diferente neste segundo mandato.
Afinal, como acontece em todos os casamentos de longa duração, a “lua-de-mel” não dura para sempre.
Fonte: aqui
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
“Ou somos irmãos ou nos destruímos uns aos outros”, diz o Papa
Francisco escutou, sensibilizado, o testemunho de uma mãe marroquina que perdeu um filho para o terrorismo e que hoje se dedica a formar jovens para a paz.
O Papa Francisco participou esta tarde num evento virtual, organizado em Abu Dhabi, para assinalar o primeiro Dia Internacional da Fraternidade Humana.
Para Francisco, “a fraternidade hoje é a nova fronteira da humanidade” e não há alternativa. “Ou somos irmãos ou nos destruímos uns aos outros. Hoje não há tempo para indiferença. Não podemos lavar nossas mãos. Com a distância, com a indiferença, com o desprezo”, reafirmou o Papa.
“Ou somos irmãos, ou tudo desmorona. É a fronteira sobre a qual devemos construir, é o desafio do nosso século, é o desafio dos nossos tempos.”
“Fraternidade quer dizer mão estendida, quer dizer respeito, quer dizer escutar com o coração aberto e firmeza nas próprias convicções”, reforçou esta quinta-feira o Papa nesta sessão virtual. “Somos irmãos, nascidos de um mesmo Pai. Com diferentes culturas e tradições, mas todos irmãos. E respeitando as nossas diferentes culturas e tradições, as nossas diferentes cidadanias, devemos construir esta fraternidade, sem a negociar.”
Francisco aproveitou ainda para sublinhar que este é “o momento da escuta, de aceitação sincera, da certeza de que um mundo sem irmãos é um mundo de inimigos". E alertou que “o desprezo é uma forma muito subtil de inimizade”. Por isso, “não podemos dizer: ou irmãos, ou não irmãos”, pois isso significa “ou irmãos, ou inimigos”. É que, “não é preciso haver guerra para fazer inimigos, basta o desprezo”, acrescentou. “Basta olhar para o outro lado e prescindir do outro, como se ele não existisse”.
Prémio Zayed 2021
Além do Papa Francisco, usaram da palavra o grande imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, o secretário-geral do Comissão para a Fraternidade Humana, o juiz Mohamed Mahmoud Abdel Salam e os vencedores do Prémio Zayed 2021. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi um dos dois laureados.
O Papa agradeceu ao político português: “Quero dar os parabéns ao Secretário-Geral das Nações Unidas por este prémio e agradecer-lhe por todos os esforços que faz pela paz. Uma paz que só se consegue com o coração fraterno”.
O antigo primeiro-ministro português mostrou-se honrado e grato. António Guterres reafirmou o seu total compromisso, pessoal e da própria ONU, a favor da paz e do respeito pela dignidade humana. E, face às atuais ameaças à paz no mundo e “ao aumento da violência, divisões, racismo e extremismo de várias ordens, incluindo de caráter religioso”, Guterres considerou “fantástico” os testemunhos e o protagonismo de homens como o Papa Francisco e o grande imã Ahmad Al-Tayyeb.
A segunda laureada do Prémio Zayed 2021 foi uma mulher marroquina. Latifa Ibn Ziaten perdeu um filho, assassinado por terroristas e, desde então, dedica-se a sensibilizar as crianças e os jovens para a paz. “Uma mãe profundamente ferida pela morte de um filho nunca ficará curada”, testemunhou Latifa no evento desta quinta-feira, “mas é preciso romper a barreira dessa ferida e, apesar de perder um filho, sou agora mãe de muitos mais”.
O Papa agradeceu a Latifa Ibn Ziaten, cujas palavras “não foram ditas de ouvido, nem convencionalmente, mas ditas por convicção, uma convicção plasmada na dor, através das suas feridas”.
Francisco sublinhou que a vida desta mulher não ficou pelo ressentimento, mas que “através da dor de perder um filho – só uma mãe sabe o que é perder um filho – consegue dizer ‘somos todos irmãos’ e semear palavras de amor” e acrescentou: “obrigado por ser mãe do seu filho, de tantos meninos e meninas; por ser hoje a mãe desta humanidade que a escuta e aprende consigo: ou o caminho da fraternidade, ou irmãos, ou perdemos tudo.”
Fonte: aqui
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
10 Razões civis contra a Eutanásia | D. José Tolentino de Mendonça
1. A vida tem, desde o seu princípio ao seu fim natural, a mesma dignidade absoluta que deve ser salvaguardada e protegida. Os grandes textos civis e sagrados, médicos e filosóficos que são a matriz das nossas sociedades, e formam a nossa consciência moral, recordam-no incessantemente. Ir contra o primado da vida é atentar contra a humanidade de todos os seres humanos.
2. Não é o primado da vida que tem de estar sujeito às circunstâncias (económicas, políticas, culturais, etc.) de cada tempo, mas sim as circunstâncias que devem estar ao serviço incondicional do primado da vida. A verdadeira missão que compete à política é o suporte infatigável à vida.
3. Nenhuma vida vale mais do que outra. Nenhuma vida vale menos. A vida dos fracos vale tanto como a dos fortes. A vida dos pobres vale o mesmo que a dos poderosos. A vida dos doentes tem um valor idêntico à vida dos saudáveis. Passar a ideia de que há vidas que, em determinadas situações, podem valer menos do que outras é um princípio que conflitua com os valores universais que nos regem
4. O sofrimento humano é uma realidade do percurso pessoal, que pode atingir formas devastadoras, é verdade. Mas o próprio respeito devido ao sofrimento dos outros e ao nosso deve fazer-nos considerar duas coisas: 1) que temos de recorrer aos instrumentos médicos e paliativos ao nosso alcance para minorar a dor; 2) que temos de reconhecer que o sofrimento é vivido de modo diferente quando é acompanhado com amor e agrava-se quando é abandonado à solidão. É fundamental dizer, por palavras e gestos, que “nenhum homem é uma ilha”.
5. Recordo o que me contou, emocionada, uma voluntária que trabalha há anos numa unidade oncológica: “O que me faz mais impressão é o número de pessoas que morrem completamente sós.” Devia-nos impressionar a todos a desproteção familiar e social que tantos dos nossos contemporâneos experimentam precisamente na hora em que se deveriam sentir sustentados pela presença e pelo amor dos seus. A solução não é avançar para medidas extremas como a eutanásia, mas inspirar modelos de maior coesão, favorecendo práticas solidárias em vez de deixar correr a indiferença e o descarte.
6. Por trás da vontade de morrer subjaz sempre uma vontade ainda maior de viver, que não podemos não ouvir. Claro que a vida dá trabalho. Que o serviço à vida frágil, à vida na sua nudez implica muitos sacrifícios e uma dedicação que parece maior do que as nossas forças. Mas coisa nenhuma é mais elevada do que essa. Talvez em vez dos heróis que sonambulamente festejamos, as nossas sociedades deveriam colocar os olhos no verdadeiro heroísmo: o heroísmo daqueles que enfrentam o caminho do sofrimento; o heroísmo daqueles que se dedicam ao cuidado dos outros como testemunhas de um amor incondicional.
7. As nossas sociedades têm de se perguntar se já fizeram tudo o que podiam fazer para promover e amparar a vida, sobretudo a daqueles que são mais frágeis.
8. Os paradigmas de felicidade da sociedade de consumo são paraísos artificiais talhados à medida do indivíduo, que passa a preocupar-se apenas por si mesmo e que se apresenta como o seu começo e o seu fim. Em nome dessa felicidade assiste-se facilmente ao triunfo do egoísmo. Porém, a pergunta ancestral “onde está o teu irmão?” será sempre um limiar inescusável na construção da felicidade autêntica.
9. Àqueles que, movidos pelos melhores sentimentos, veem na eutanásia um passo em frente da nossa civilização recomendo a leitura do conto de James Salter intitulado “A Última Noite” (Porto Editora, 2016). Tem razão quem escreveu que a literatura é uma lente para olhar o humano.
10. Diga-se o que se disser, a vida é a coisa mais bela.
[Artigo de opinião com o título «José Tolentino Mendonça e as razões civis contra a eutanásia» publicado no Expresso.]
Fonte: Aqui














