domingo, 14 de outubro de 2018

Beatas, ratas de sacristia, ou santas


Há quem lhes chame beatas do padre, ratas de sacristia, e por aí fora. Nomes que se ouvem por todas as paróquias e que, às vezes, até a  padres ocorre repetir. Mas são aquelas mulheres que sustentam a paróquia com a sua oração, todos os dias, à mesma hora, na Igreja. Guardam essa hora para estar com Ele e para rezar por todas as necessidades, por todos e toda a paróquia. São meia dúzia de senhoras com uma certa idade que quase nunca faltam a esse compromisso que assumiram diante de Deus e da comunidade. Se calhar nem sempre são pessoas que na vida diária têm as melhoras condutas. Apontam-lhes, com frequência, o dedo, como sendo pessoas que batem no peito ou colocam as mãos juntas para rezar, mas pouco fazem, de mãos abertas, para ajudar os outros. Não sei se isso é verdade ou não. Também me parece que esse tipo de juízo é demasiado exagerado. Não há ninguém perfeito. Mas uma coisa é certa: elas raramente falham ao compromisso de rezar pela comunidade toda. Por isso hoje queria dirigir-lhes o meu Bem hajam, e chamar-lhes de minhas santas, ou santas da minha comunidade cristã. Vós suportais, em muito, a nossa comunidade. Não há casa sem fundações. Não há árvore sem raízes. Não há intimidade com Deus sem oração. Não há Igreja sem oração. Não há comunidade cristã sem oração.
Fonte: aqui

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Sínodo dos Bispos 2018,

Para já, "nada de novo sobre a terra"!
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Grupo de língua portuguesa faz primeiras propostas após sete dias de trabalhos. Aqui
Será que o Espírito Santo não se faz ouvir em Língua Portuguesa!? É que, pelo que nos é dado ler, nada de novo ou de relevante aparece nestas propostas.
Na abertura do Sínodo, o Papa Francisco havia pedido ' um Sínodo com «capacidade de sonhar e esperar»'.
Também alimentei - e continuo a alimentar - a esperança na surpresa do Espírito para que algo de novo surja, renove a esperança e liberta a Igreja para a surpresa do Evangelho. 
Não imagino um sínodo com as mesmas respostas, embora involucradas  de roupagens diferentes, para problemas novos. "Para vinho novo, odres novos", adverte Jesus.
Peço que rezemos todos para que os que participam no Sínodo escutem "aquilo que o Espírito diz à Igreja".

11 de outubro - São João XXIII

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João XXIII tornou-se uma figura querida porque assumiu, sem o menor constrangimento, o espírito de Jesus.
Para ele, todos, incluindo os ateus, eram filhos e irmãos. A justiça sempre o preocupou e mobilizou.
Conta-se que, um dia, terá perguntado a um trabalhador como ia a sua vida. Ele respondeu que ia mal. Então, o Papa garantiu que ia tratar do assunto.
Houve, no entanto, quem objectasse que, aumentando o salário aos trabalhadores, teria de haver um corte nas obras de caridade.
Resposta pronta do Pontífice: «Então é o que teremos de fazer. Porque a justiça está antes da caridade».
São estas atitudes que definem uma vida. E fazem com que as pessoas que as tomam brilhem. Mesmo nas sombras. Sobretudo nas sombras.


O Papa Bom não podia deixar de insistir na centralidade da bondade. «Não há nada mais excelente que a bondade. A inteligência humana pode procurar outros dons eminentes, mas nenhum deles se pode comparar à bondade». E, atenção, «o exercício da bondade pode sofrer oposição, mas acaba sempre por vencer porque a bondade é amor e o amor tudo vence».


O Papa Bom, João XXIII, proferiu o «Discurso da Lua» neste dia 11 há 56 anos.
Foi quando enviou aos filhos dos que estavam a ouvi-lo a «carícia do Papa».
Vale a pena ler, meditar e reter. Não é longo. E é espantosamente belo!
«Caros filhinhos, oiço as vossas vozes. A minha é apenas uma, mas condensa a voz do mundo inteiro. Todo o mundo está aqui representado.
Parece que até a lua antecipou-se esta noite – observai-a no alto – para contemplar este espectáculo. É que encerramos uma grande jornada de paz. Sim, de paz: Glória a Deus e paz aos homens de boa vontade.
A minha pessoa não conta para nada, quem vos fala é um irmão, que se tornou pai por vontade de Nosso Senhor, mas tudo junto – paternidade e fraternidade – é graça de Deus, tudo, tudo.
Continuemos, pois, a amar-nos, a querer-nos bem, a querer-nos bem; olhando-nos mutuamente no encontro, recolhendo aquilo que nos une, deixando de lado qualquer coisa que nos possa criar dificuldade: nada. Fratres sumus .
Esta manhã aconteceu um espectáculo que nem a basílica de São Pedro, que tem quatro séculos de história, alguma vez pôde contemplar.
Honremos as impressões desta noite. Que os nossos sentimentos permaneçam sempre como agora os manifestamos diante do Céu e da terra. Fé, esperança, caridade, amor de Deus, amor de irmãos. E assim, todos juntos, mutuamente apoiados, na santa paz do Senhor, nas obras do bem.
Quando regressardes a casa, encontrareis os vossos meninos. Fazei uma carícia às vossas crianças e dizei: «esta é a carícia do Papa». Encontrareis algumas lágrimas por enxugar, fazei alguma coisa… dizei uma boa palavra: «O Papa está connosco, especialmente nas horas de tristeza e de amargura».
E assim, todos juntos, animemo-nos, cantando, suspirando, chorando mas sempre, sempre cheios de confiança em Cristo que nos ajuda e nos escuta, para avançarmos e retormarmos o nosso caminho.
E, agora, tende a gentileza de atender à bênção que vos dou e também à boa-noite que me permito desejar-vos».

Concílio Ecuménico Vaticano II iniciou-se faz hoje 56 anos
Neste dia 11 de Outubro, faz 56 anos que se iniciou em Roma o Concílio Ecuménico Vaticano II, convocado pelo Papa João XXIII. O Concílio decorreu em Roma (entre 1962 e 1965), mas parece que nunca terá chegado verdadeiramente até nós. Apercebemo-nos, seguramente, de alguns dos seus sinais (nomeadamente a Missa em português), mas creio que ainda não chegamos a penetrar no coração das suas propostas.Sucede que o principal contributo do Vaticano II foi redespertar a nossa atenção para a centralidade de Deus e de Jesus Cristo. Reconduziu-nos, portanto, para as fontes da fé.
João António Teixeira

domingo, 7 de outubro de 2018

Este OUTUBRO marca o início do....

1. ANO MISSIONÁRIO
TODOS, TUDO E SEMPRE EM MISSÃO

***
2. PLANO PASTORAL 2018/2019
Somos Igreja chamada e enviada em missão







sábado, 6 de outubro de 2018

Momentos de Deus, momentos com Deus


Nos dias 4, 5 e 6 de outubro, um grupinho de Convivas desta Paróquia, a que se juntaram algumas pessoas da comunidade, dinamizou na Igreja Paroquial momentos de oração pelos bons frutos do Convívio Fraterno que então decorria no Seminário de Resende, com a presença de jovens de várias partes da diocese.
Assinale-se:
- A participação dos presentes na oração. Para isso contribuiu muito o projector da Igreja, já que possibilitou o acesso de todos a leituras e a cânticos.
- A postura das pessoas: serena, alegre, compenetrada, sentida.
- O guião da oração foi bem concebido, porque partindo da Palavra de Deus, ajudou a ler e a projectar luz sobre situações e pessoas.
- O sentido de Deus. Esta gente já interiorizou a Palavra de Jesus: "Sem Mim nada conseguis fazer." Por isso rezaram ao Senhor para que a Sua Graça abrace e abarque todos os que estão no Convívio.
- Em Ano Missionário e no início do novo Ano Pastoral, os presentes foram rezando: "Todos, tudo e sempre em Missão", porque "somos Igreja chamada e enviada em Missão."
- O compromisso que os  Convivas assumiram de, em cada 1ª sexta-feira, se associarem à oração que a paróquia realiza, ao fim da tarde, na Igreja Paroquial.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Acríticos, acéfalos, superficiais

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No facebook circula uma pseudonotícia. Esta que pode ver aqui.
Na redação da "notícia" há claros indícios de que a mesma é falsa. Mas vamos admitir que algumas pessoas não se aperceberam de tais indícios. Ao menos poderiam reparar na nota final onde diz isto: "... a informação aqui veiculada  não corresponde à realidade…"
Mas qual quê!?
Muitas pessoas leem pouco, leem mal, leem o que lhes interessa, leem segundo a intenção do seu coração.
Para muita gente o que interessa é a oportunidade de "deitar faladura", destilar ódio e preconceito, marcar posição, manifestar ignorância, chamar a atenção para si mesma… O coro enorme de comentários que a "notícia" em causa provocou!!!
Isto alerta para o facto de ser cada vez mais necessário  prestar  atenção ao que é dito nas redes sociais. Não comamos gato por lebre!
"Vi Facebook", "vi no Twitter" , ouve-se a cada passo, como se fosse um dogma, uma verdade irrefutável.
Prestar atenção ao que está escrito, a tudo, sendo críticos, usando a inteligência e, na dúvida, procurar a confirmação ou não do que foi visto.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Bombi Challenge

Diversão, adrenalina e espírito de camaradagem marcaram a I edição do Bombi Challenge, que durante a manhã do dia 30 de setembro pôs à prova a destreza e condição física dos cerca de 100 atletas que abraçaram este desafio. 
Ao longo de cerca de  10 km, mais de 20 obstáculos obrigaram os atletas mostrar a fibra que os caracterizava, desafiando-os a correr, saltar, escalar e rastejar em terrenos lamacentos, tanques de água, entre outros, sempre usufruindo ao máximo das condições naturais privilegiadas que o Concelho de Tarouca proporcionou à realização do evento. 
A prova de obstáculos, organizada pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tarouca e  Município de Tarouca, garantiu a promoção do território tarouquense, a sua paisagem e natureza, destacando-se, nesta edição, as passagens entre o rio e a serra.
A todo o staff e participantes endereçamos o nosso sincero agradecimento por todo o empenho e calor humano, que foi garante do sucesso desta primeira edição.
Cátia Rocha

sábado, 29 de setembro de 2018

Estão a chegar ao fim as Festas de S. Miguel 2018


As festividades em honra de S. Miguel, em Tarouca,  formalmente inauguradas em 21 de setembro, chegam ao fim em  30 de setembro. A cidade de Tarouca encheu-se de animação, com inúmeras atratividades que marcaram a época festiva.
O  desfie "Associações com Vida", que percorreu em 23 de setembro as principais ruas da cidade, numa mostra do movimento associativo tarouquense; a música que diariamente ecoou pelo Centro Cívico; as barraquinhas das associações; os comes-e-bebes com sabor regional; o fogo de artifício do dia 28; a  tradicional feira de S. Miguel a 29; o bazulaque e a marrã intimamente ligados a S. Miguel pela tradição; o convívio e a paz social verificados… São alguns dos pontos altos destas festividades.
Recorde-se que o dia de S. Miguel - 29 de setembro - é o feriado municipal, embora este ano mal se tivesse dado por isso, pois calhou num sábado.  Por isso estas festas são de organização camarária.

domingo, 23 de setembro de 2018

sábado, 22 de setembro de 2018

Festas Miguelinas em Tarouca

Festas de S. Miguel em Tarouca
Centro Cívico:
- Inauguração das festividades
- As barraquinhas das Associações
-Comes e bebes...

- A Música
- Participantes
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em palco e noite

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O rasto dos passos de Deus


 Obras do Senhor, bendizei o Senhor, *
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
Céus do Senhor, bendizei o Senhor! *
Anjos do Senhor, bendizei o Senhor!
Águas do alto céu, bendizei o Senhor! *
Potências do Senhor, bendizei o Senhor!
Lua e sol, bendizei o Senhor! *
Astros e estrelas, bendizei o Senhor!
Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor! *
Brisas e ventos, bendizei o Senhor!
Fogo e calor, bendizei o Senhor! *
Orvalhos e geadas, bendizei o Senhor! *
Geada e frio, bendizei o Senhor!
Gelos e neves, bendizei o Senhor! *
Noites e dias, bendizei o Senhor!
Luzes e trevas, bendizei o Senhor! *
Raios e nuvens, bendizei o Senhor!
Ilhas e terra, bendizei o Senhor! *
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
Montes e colinas, bendizei o Senhor! *
Plantas da terra, bendizei o Senhor!
Mares e rios, bendizei o Senhor! *
Fontes e nascentes, bendizei o Senhor!
Baleias e peixes, bendizei o Senhor! *
Pássaros do céu, bendizei o Senhor!
Feras e rebanhos, bendizei o Senhor! *
Filhos dos homens, bendizei o Senhor!
Filhos de Israel, bendizei o Senhor! *
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor! *
Servos do Senhor, bendizei o Senhor!
 Almas dos justos, bendizei o Senhor! *
Santos e humildes, bendizei o Senhor!
 Jovens Misael, Ananias e Azarias, *
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
(Bíblia, Daniel 3,57-88.56)

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

"Hoje, apenas hoje", um texto de João XXIII

Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, sem querer resolver de uma só vez todos os problemas da minha vida.
Hoje, apenas hoje, terei o máximo cuidado na minha convivência: afável nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar, nem corrigir ninguém à força se não a mim mesmo.
Hoje, apenas hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo mas também já neste.
Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que sejam todas as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos.
Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura. Assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida do espírito.
Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custa fazer; e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.
Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não o direi a ninguém.
Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão.
Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente - embora as circunstâncias mostrem o contrário - que Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.
Hoje, apenas hoje, não terei qualquer medo. De modo especial não terei medo de apreciar o que é belo e de crer na bondade.
João XXIII, Papa
Fonte: aqui

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

ELOGIE EM PÚBLICO, CRITIQUE EM PARTICULAR

Famílias
Empresas
Associações
Equipas de trabalho
Organizações
Escolas
Grupos e movimentos cristãos
Amigos

Assim como apontar as falhas se faz necessário para o desenvolvimento pessoal e profissional, o elogio é uma prática que também deve integrar o quotidiano  de todo gestor, de todo o responsável. O elogio motiva as pessoas, demonstra reconhecimento e indica que a chefia não está alheia às contribuições individuais ao trabalho do grupo. “Tanto o elogio quanto a crítica são feedbacks que podem ser construtivos – depende da maneira como são feitos”, afirma Fernando Battestin, consultor de Educação Corporativa da Leme Consultoria.
A lógica é que todo estímulo dado ao ser humano produz uma resposta, que deve ser observada de acordo com o ambiente. “Se esse estímulo for saudável, a tendência é que o comportamento também o seja e se repita por outras tantas vezes”, explica Battesin. Para a empresa e o grupo os benefícios são o aumento da produtividade e um bom ambiente de trabalho.
O desafio para dirige é saber a dose exata do remédio, pois o elogio em excesso tende a soar como automático e falso, sem conteúdo. Na outra ponta – quando ele inexiste – o resultado pode ser o desestímulo e a desmotivação. Não existe fórmula certa ou errada: vale a percepção de quem dirige para identificar sinais de desmotivação, desinteresse ou de desestabilização  que possam ser combatidos com elogios pontuais, mesmo que o feito não tenha grande impacto sobre um determinado projeto, por exemplo.
  “Quando elogiar torna-se uma prática da liderança, ela acontecerá naturalmente e não soará com falsidade”, acredita Battestin.
  Ao elogiar ou criticar um colaborador é importante ter dados concretos para justificar o feedback. Quem dirige  não pode ser vago e deve sempre trabalhar com dados, assim o colaborador poderá compreender com mais clareza os resultados da avaliação. “Ao elogiar, faça-o publicamente, pois estimula os outros que estão ouvindo, mas evite criticar ou repreender em público, pois isso expõe as pessoas e tornam o ambiente desconfortável”, orienta Battestin.

Quem dirige deve sempre ter como preocupação:
- Evitar a fofoca, o diz-se, diz-se, a má língua, o dizer mal da pessoa nas costas da mesma…
- Ter horizontes largos, ver ao longe
- Evitar a mesquinhez, o ficar preso a pequenos pormenores,  ser mesquinho…
- Não confundir empatias  ou antipatias pessoais com o bem do grupo
- Não expor em público falhas e problemas de cada pessoa
- Ser corajoso, humilde e verdadeiro para um encontro pessoal com a pessoa que falhou
- Saber reconhecer os próprios erros
- Nunca funcionar como fim de estrada para com quem falhou, mas ser ponte para nova oportunidade

E LEMBRE-SE:
ELOGIE EM PÚBLICO, CRITIQUE EM PARTICULAR!



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

ELE age na hora certa




terça-feira, 11 de setembro de 2018

Os sabores de setembro

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Setembro sabe a fim de Verão. Para muitos é o fim de férias e o regresso a mais um ano de trabalho. Como diz Mahatma Gandhi    nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se não fizer nada, não existirão resultados.” Então que o ano laboral lhe traga realização profissional através do esforço, dedicação, competência e criatividade. E como o homem é um ser em relação, lembre-se que, só colaborando com os outros, nos ajudamos a nós mesmos.
Setembro sabe a início do ano letivo. A escola está de volta. Para aprender, aprender a aprender, socializar, crescer.
À ida vão a chorar, carregando e lançando as sementes; no regresso cantam de alegria, transportando os feixes de espigas.” (Sl 126,6). Custa aos estudantes deixar o tempo de férias e começar a mover-se em horários e canseiras; custa aos pais custear as despesas que o novo ano letivo acarreta e conjugar com acerto a sua vida familiar e profissional com a escola dos filhos. Agradará a todos que, em junho/julho, todos cantem de alegria por causa dos bons resultados alcançados.
Aos estudantes de todos os graus de ensino, todo o sucesso. O exame começa a ser feito desde o primeiro dia de aulas. É que a corda da vida sobe-se a pulso.
Os que acabaram os estudos e ingressam no mundo laboral, desejamos que encontram trabalho com ordenado compatível e que ofereçam à sociedade criatividade, conhecimentos e vontade de aprender.
Setembro sabe a colheitas. Lembra o interior, outrora celeiro deste país e hoje deixado ao abandono e à mercê do ladrão fogo que o enviúva. Quando deixarão os governantes de agir como se Portugal fosse apenas uma faixa de 20 km ao pé do mar?
Fala-se da desertificação e envelhecimento acelerado do interior, fazem-se estudos, mas nada de vê de plano de ação, determinação, persistência. Pelo contrário, vão-se retirando serviços do interior para o litoral. Solidariedade nacional? Que é feito dela?
Uma agricultura deixada maioritariamente a gente idosa a quem são feitas exigências que ficam fora das suas capacidades e que nem sequer têm garantido o escoamento dos produtos. É certo que, aqui e ali, surgem empreendedores agrícolas, que, apesar de tudo, lá vão tocando o barco. Não bastam experiências isoladas. É preciso um plano nacional para o desenvolvimento do interior.
Setembro anuncia a catequese. Está próximo a abertura do novo ano pastoral e com ele o início do novo ano catequético. A primeira e fundamental escola catequética é a família. A comunidade paroquial, através da catequese paroquial, apoia as famílias nesta nobre missão de ajudar ao crescimento e amadurecimento da fé.
Que a família, os líderes sociais, políticos, desportivos, culturais saibam colaborar. Nada contra a catequese, tudo pela catequese.

Faz hoje um ano que partiu para o Pai D. António Francisco dos Santos

“Não devemos ter medo da bondade. Só pela bondade aprenderemos a fazer do poder um serviço, da autoridade uma proximidade e do ministério uma paixão pela missão de anunciar a alegria do evangelho. O evangelho é tudo o que temos e somos.”
D. António Francisco dos Santos Bispo do Porto
 
D. António Francisco, natural de Tendais  (Cinfães) onde têm agora um monumento que o recorda para sempre.
Sacerdote desta diocese de Lamego onde desempenhou muitos e diversos serviços.
Bispo Auxiliar de Braga, Bispo de Aveiro e, por fim, Bispo do Porto onde faleceu faz hoje um ano.
A amizade e a bondade são nele o selo que testemunham uma vida.
Acaba de aparecer um livro cuja capa se reproduz acima onde aparece, de A a Z, uma série de pensamentos de D. António. Para que a memória não se perca, a mensagem permaneça e a bondade encaminhe.
Obrigado, D. António! Interceda junto do Senhor por todos nós.