Aquele homem trabalhou durante muitos anos numa repartição pública, atendendo imensas pessoas.
Uma senhora, que por motivos pessoais teve que se dirigir repetidamente àquela repartição, sendo atendendida muitas vezes por aquele funcionário, certo dia perguntou-lhe:
- Desculpe a pergunta. O senhor é católico?
O funcionário, intrigado pela pergunta, respondeu:
- Sou. Com muito gosto. Mas por que pergunta? Não trago nenhum dístico na testa a dizer "Sou católico". Também nunca falei com a senhora sobre Deus ou sobre religião...
- Não é preciso - respondeu a senhora. - A maneira como acolhe as pessoas, a justiça e integridade que põe nas suas acções, a forma afável como ajuda, o jeito de aconselhar, a sinceridade ... Tudo me fez crer que há algo de especial em si. Por isso lhe fiz a pergunta.
Pelos frutos se conhece a árvore.
E Jesus diz-nos este domingo:
"Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». (Evangelho de São Mateus)
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
"Novos hábitos sexuais" aumentam número de jovens com tumores orais em Portugal
Há cada vez mais jovens a dar entrada nos serviços do Instituto Português de Oncologia (IPO) com cancros orais. São doentes oncológicos vítimas de "novos hábitos sexuais": sexo oral com vários parceiros.
Há muitos anos que o perfil social do doente de cancro oral está traçado: homem, entre os 50 a 60 anos, fumador e com hábitos alcoólicos por vezes muito marcados. No entanto, nos últimos anos, os médicos dentistas que trabalham no IPO de Lisboa começaram a deparar-se com um novo padrão, "com uma prevalência crescente", revelou Daniel de Sousa, responsável pelo Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do IPO de Lisboa.
"Existe uma nova realidade, que são doentes mais jovens, na casa dos 30 anos, com cancro oral, que corresponde a situações relacionadas com infeção da mucosa oral pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV)", contou à agência Lusa o cirurgião do IPO de Lisboa.
O professor universitário explicou que o fenómeno se deve a "uma alteração dos hábitos sexuais desta população", que tem mais parceiros sexuais. É que a transmissão de doenças é feita através de sexo oral.
Apesar de serem "cancros orais com uma menor agressividade" e que "respondem melhor à terapêutica", Daniel Sousa defendeu a necessidade de algumas medidas preventivas.
Para o cirurgião do IPO de Lisboa, é preciso alertar a população para o risco de se ter múltiplos parceiros. A vacinação em relação ao vírus HPV de maior risco é outra das sugestões do especialista, que alerta, no entanto, para o facto de a eficácia da vacina ainda não estar cientificamente comprovada.
Mas, para Daniel de Sousa, o mais urgente é "a criação de uma rede de cuidados primários que englobe médicos dentistas" para facilitar uma deteção precoce de novos casos.
Em Portugal não existem ainda estatísticas sobre este tipo específico de cancro oral, mas o responsável lembra que "a nível da informação médica internacional esta é uma realidade que começa a ter muito significado".
A maioria dos casos de cancros orais em Portugal continua a ser descoberta na população mais velha. Todos os anos são detetados 1500 novos casos: 1200 em homens e 300 em mulheres.
Aquele responsável do IPO de Lisboa lembra que o cancro oral "ocupa o 5.º lugar" na prevalência a nível nacional.
O cancro do pulmão é a principal causa de morte por cancro nos homens portugueses, enquanto nas mulheres é o tumor do intestino. Em termos de aparecimento de novos casos, lideram os tumores da próstata e da mama.
Segundo dados da Liga Portuguesa Contra o Cancro, a propósito do Dia Mundial Contra o Cancro, que se assinala hoje, só no ano passado o cancro matou cerca de 30 mil pessoas em Portugal, representando um aumento de 20 por cento relativamente a 2009.
In Lusa
Há muitos anos que o perfil social do doente de cancro oral está traçado: homem, entre os 50 a 60 anos, fumador e com hábitos alcoólicos por vezes muito marcados. No entanto, nos últimos anos, os médicos dentistas que trabalham no IPO de Lisboa começaram a deparar-se com um novo padrão, "com uma prevalência crescente", revelou Daniel de Sousa, responsável pelo Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do IPO de Lisboa.
"Existe uma nova realidade, que são doentes mais jovens, na casa dos 30 anos, com cancro oral, que corresponde a situações relacionadas com infeção da mucosa oral pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV)", contou à agência Lusa o cirurgião do IPO de Lisboa.
O professor universitário explicou que o fenómeno se deve a "uma alteração dos hábitos sexuais desta população", que tem mais parceiros sexuais. É que a transmissão de doenças é feita através de sexo oral.
Apesar de serem "cancros orais com uma menor agressividade" e que "respondem melhor à terapêutica", Daniel Sousa defendeu a necessidade de algumas medidas preventivas.
Para o cirurgião do IPO de Lisboa, é preciso alertar a população para o risco de se ter múltiplos parceiros. A vacinação em relação ao vírus HPV de maior risco é outra das sugestões do especialista, que alerta, no entanto, para o facto de a eficácia da vacina ainda não estar cientificamente comprovada.
Mas, para Daniel de Sousa, o mais urgente é "a criação de uma rede de cuidados primários que englobe médicos dentistas" para facilitar uma deteção precoce de novos casos.
Em Portugal não existem ainda estatísticas sobre este tipo específico de cancro oral, mas o responsável lembra que "a nível da informação médica internacional esta é uma realidade que começa a ter muito significado".
A maioria dos casos de cancros orais em Portugal continua a ser descoberta na população mais velha. Todos os anos são detetados 1500 novos casos: 1200 em homens e 300 em mulheres.
Aquele responsável do IPO de Lisboa lembra que o cancro oral "ocupa o 5.º lugar" na prevalência a nível nacional.
O cancro do pulmão é a principal causa de morte por cancro nos homens portugueses, enquanto nas mulheres é o tumor do intestino. Em termos de aparecimento de novos casos, lideram os tumores da próstata e da mama.
Segundo dados da Liga Portuguesa Contra o Cancro, a propósito do Dia Mundial Contra o Cancro, que se assinala hoje, só no ano passado o cancro matou cerca de 30 mil pessoas em Portugal, representando um aumento de 20 por cento relativamente a 2009.
In Lusa
Uma luta impopular
1. Não me interessa rigorosamente nada saber da pequena intriga sobre a eventual diminuição do número de deputados no Parlamento. Se o Governo PS tem nova divergência interna (e parece que tem). Se o PSD pretende um real entendimento ou, apenas, alimentar mais uma discussão. A verdade é que Portugal precisa de ser pensado e reorganizado ao nível dos custos. Temos deputados a mais (230). Municípios a mais (308). Freguesias a mais (4257). Numa altura de crise, em que deveríamos emagrecer o Estado para que este, no futuro, melhor pudesse continuar a cumprir as obrigações junto das pessoas mais carenciadas, este seria o momento ideal para gente responsável olhar para o mapa da política portuguesa e consensualizar cortes que, além de poupar dinheiro ao Estado, significassem até uma eficácia acrescida.
Estamos, no entanto, perante uma luta impopular.
Os partidos, as suas clientelas e as populações não querem redução de cargos nem de divisões administrativas ao nível das autarquias. Estão todos habituados ao Portugal fragmentado e aos inúmeros poderes que ele gera. Acredito, aliás, que uma consulta aos portugueses até desse, muito democraticamente, força a quem pretendesse acrescentar mais uma mão-cheia de cidades e umas dezenas de freguesias.
Este é um daqueles temas perante o qual uma democracia se testa a si própria, os políticos se definem e os partidos nos esclarecem quanto à sua natureza. Não tenho, por isso, grandes expectativas de que o PS e o PSD venham a entender-se quanto ao número de deputados e muito menos de que resolvam questionar o retalho administrativo de Portugal. Vai tudo continuar na mesma.
2. Jerónimo de Sousa introduziu ontem um facto político relevante na agenda ao admitir que, numa eventual votação de uma qualquer moção de censura, o PCP não dará "qualquer sustentação a este Governo PS". Para além da novidade - nunca o PCP votou até agora ao lado daquilo que considera "a direita" -, fica aberta a possibilidade real de o Governo cair se o PSD ou o CDS avançarem, num determinado momento e com pretexto, para a censura que até agora era difícil que recebesse o apoio de qualquer um dos dois partidos à esquerda do PS.
Esta radicalização do discurso faz, provavelmente, parte da marcação ao Bloco de Esquerda, que nos últimos tempos tem feito crer que está finalmente disponível para a construção de uma alternativa de poder. Escreveu Louçã em artigo esta semana publicado no DN: "A campanha de Manuel Alegre significou um importantíssimo passo em frente na afirmação de uma esquerda que governe."
Ou seja, para o PCP é tempo de mudar de "cassete" e, sobretudo, de tentar evitar que caiba ao Bloco a catalisação de todo o descontentamento. O PCP volta a ser a esquerda da esquerda - e houve alturas em que não se teve tanta certeza disso...
Segundo Carlos Costa, presidente do Banco de Portugal, as imparidades do Banco Português de Negócios (BPN) ascendem actualmente a 2078 milhões de euros, das quais "grande parte, 750 milhões de euros, terá sido resultante de presumíveis fraudes". Este caso é absolutamente fantástico! Sobretudo porque ninguém, ao mais alto nível, financeiro e político, admite sequer ter desconfiado do que por lá se passou. Que coisa tão estranha!...
JOÃO MARCELINO, in Diário de Notícias
Estamos, no entanto, perante uma luta impopular.
Os partidos, as suas clientelas e as populações não querem redução de cargos nem de divisões administrativas ao nível das autarquias. Estão todos habituados ao Portugal fragmentado e aos inúmeros poderes que ele gera. Acredito, aliás, que uma consulta aos portugueses até desse, muito democraticamente, força a quem pretendesse acrescentar mais uma mão-cheia de cidades e umas dezenas de freguesias.
Este é um daqueles temas perante o qual uma democracia se testa a si própria, os políticos se definem e os partidos nos esclarecem quanto à sua natureza. Não tenho, por isso, grandes expectativas de que o PS e o PSD venham a entender-se quanto ao número de deputados e muito menos de que resolvam questionar o retalho administrativo de Portugal. Vai tudo continuar na mesma.
2. Jerónimo de Sousa introduziu ontem um facto político relevante na agenda ao admitir que, numa eventual votação de uma qualquer moção de censura, o PCP não dará "qualquer sustentação a este Governo PS". Para além da novidade - nunca o PCP votou até agora ao lado daquilo que considera "a direita" -, fica aberta a possibilidade real de o Governo cair se o PSD ou o CDS avançarem, num determinado momento e com pretexto, para a censura que até agora era difícil que recebesse o apoio de qualquer um dos dois partidos à esquerda do PS.
Esta radicalização do discurso faz, provavelmente, parte da marcação ao Bloco de Esquerda, que nos últimos tempos tem feito crer que está finalmente disponível para a construção de uma alternativa de poder. Escreveu Louçã em artigo esta semana publicado no DN: "A campanha de Manuel Alegre significou um importantíssimo passo em frente na afirmação de uma esquerda que governe."
Ou seja, para o PCP é tempo de mudar de "cassete" e, sobretudo, de tentar evitar que caiba ao Bloco a catalisação de todo o descontentamento. O PCP volta a ser a esquerda da esquerda - e houve alturas em que não se teve tanta certeza disso...
Segundo Carlos Costa, presidente do Banco de Portugal, as imparidades do Banco Português de Negócios (BPN) ascendem actualmente a 2078 milhões de euros, das quais "grande parte, 750 milhões de euros, terá sido resultante de presumíveis fraudes". Este caso é absolutamente fantástico! Sobretudo porque ninguém, ao mais alto nível, financeiro e político, admite sequer ter desconfiado do que por lá se passou. Que coisa tão estranha!...
JOÃO MARCELINO, in Diário de Notícias
Vaticano proíbe doação de órgãos de Bento XVI
O Papa Bento XVI tem um cartão de doador de órgãos há três décadas mas não poderá salvar qualquer vida depois de morrer pois o Vaticano decretou que essa vontade de Joseph Ratzinger deixou de ser possível quando ascendeu ao topo da Igreja Católica.
Essa impossibilidade foi explicada numa carta enviada pelo secretário pessoal de Bento XVI, monsenhor Georg Gaenswein, a um médico alemão que estava a promover a doação de órgãos dando o exemplo do Papa, que tem 83 anos.
"É verdade que o Papa tem um cartão de doador de órgãos desde os anos 70... mas ao contrário do que se pensa, esse cartão perdeu a validade após a eleição do cardeal Ratzinger para Papa", lê-se na carta, divulgada pela Rádio Vaticano.
Segundo a Santa Sé, o cadáver de um Papa pertence à Igreja Católica e deve ser sepultado intacto. Até porque órgãos transplantados para outras pessoas tornar-se-iam relíquias caso Bento XVI viesse a ser considerado um santo.
Quando era 'apenas' o número dois de João Paulo II, o cardeal Joseph Ratzinger revelou que tinha um cartão de doador de órgãos e que encarava tal prática como "um acto de amor".
In Correio da Manhã
ILUSÕES
As ilusões são normais entre os seres humanos. Quase que nascemos com elas. Mas, como em tudo na vida, há ilusões que nos ensinam e há ilusões que nos matam.
O que está a suceder no nosso país e em muitos outros, deve-se a muitas ilusões que nos foram vendendo. Iludiram-nos com a abundância europeia que nunca mais acabava, iludiram-nos com uma vida nas grandes cidades com todo o conforto e com todas as regalias, iludiram-nos com empréstimos bancários fáceis e rápidos. Onde nos levaram essas ilusões? A um desemprego generalizado com fábricas e empresas a fechar, a uma pobreza galopante sobretudo nos grandes meios onde agora só a caridade pode ajudar, a um endividamento porque a casa, o carro, as férias e outras regalias foram pagas com dinheiro emprestado que agora não se paga.
Fugiu-se do campo para a cidade e do país para o estrangeiro. Muitos ainda conseguiram subir na vida e não dependerem de ninguém, mas muitos outros aparecem hoje na televisão revoltados com tudo e com todos, não se lembrando das ilusões que lhes foram vendidas. Ainda assim, aqueles que por teimosia, por falta de coragem ou realismo inteligente continuaram nas suas vidas rurais ou provincianas têm algo para comer e até para darem aos filhos desempregados nas grandes cidades. Esses não tiveram ilusões ou não foram atrás de fogos fátuos. .Lutaram, trabalharam sem esperarem que o patrão lhes pagasse no fim do mês.
Mas era tão bonito os emigrantes que apareciam nas férias com grandes carros e olhando altaneiros os seus conterrâneos que continuaram nas suas terrinhas e nos seus cultivos. Era tão bonito os citadinos que tinham abandonado as suas terras e país chegarem todos ufanos crendo-se mais inteligentes e mais evoluídos que os serranos e rurais das terras da sua infância.
Num abrir e fechar de olhos as ilusões foram-se e vão-se desvanecendo como castelos na areia, como nuvens passageiras, mostrando o precipício onde caíram muitos incautos. Não se poupou, quando havia, não se abriram os olhos, quando se devia. E aí temos o Portugal da União Europeia: sem trabalho não há riqueza, sem poupanças não há recursos, sem realismos não há banco nem caixa que nos valham.
As ilusões pagam-se caras e nós, portugueses, somos atreitos a ter ilusões e mais ilusões, O dinheiro das Índias e dos Brasis desfez-se em pó de grandezas inúteis, o dinheiro da União Europeia está a sair-nos muito caro. Hospitais, escolas, saneamento básico, tudo se fez. E agora? Essas obras não são eternas, têm que se manter e nós não temos dinheiro. Imprevidentes, os governantes tudo fizeram não calculando que tudo tem que ter manutenção.
Finalmente a fatura chegou e ela é bastante pesada. Deram-nos asas para subir, mas não nos deram sustento para as manter abertas e assim caímos a pique.
Carlos A.Borges Simão
O que está a suceder no nosso país e em muitos outros, deve-se a muitas ilusões que nos foram vendendo. Iludiram-nos com a abundância europeia que nunca mais acabava, iludiram-nos com uma vida nas grandes cidades com todo o conforto e com todas as regalias, iludiram-nos com empréstimos bancários fáceis e rápidos. Onde nos levaram essas ilusões? A um desemprego generalizado com fábricas e empresas a fechar, a uma pobreza galopante sobretudo nos grandes meios onde agora só a caridade pode ajudar, a um endividamento porque a casa, o carro, as férias e outras regalias foram pagas com dinheiro emprestado que agora não se paga.
Fugiu-se do campo para a cidade e do país para o estrangeiro. Muitos ainda conseguiram subir na vida e não dependerem de ninguém, mas muitos outros aparecem hoje na televisão revoltados com tudo e com todos, não se lembrando das ilusões que lhes foram vendidas. Ainda assim, aqueles que por teimosia, por falta de coragem ou realismo inteligente continuaram nas suas vidas rurais ou provincianas têm algo para comer e até para darem aos filhos desempregados nas grandes cidades. Esses não tiveram ilusões ou não foram atrás de fogos fátuos. .Lutaram, trabalharam sem esperarem que o patrão lhes pagasse no fim do mês.
Mas era tão bonito os emigrantes que apareciam nas férias com grandes carros e olhando altaneiros os seus conterrâneos que continuaram nas suas terrinhas e nos seus cultivos. Era tão bonito os citadinos que tinham abandonado as suas terras e país chegarem todos ufanos crendo-se mais inteligentes e mais evoluídos que os serranos e rurais das terras da sua infância.
Num abrir e fechar de olhos as ilusões foram-se e vão-se desvanecendo como castelos na areia, como nuvens passageiras, mostrando o precipício onde caíram muitos incautos. Não se poupou, quando havia, não se abriram os olhos, quando se devia. E aí temos o Portugal da União Europeia: sem trabalho não há riqueza, sem poupanças não há recursos, sem realismos não há banco nem caixa que nos valham.
As ilusões pagam-se caras e nós, portugueses, somos atreitos a ter ilusões e mais ilusões, O dinheiro das Índias e dos Brasis desfez-se em pó de grandezas inúteis, o dinheiro da União Europeia está a sair-nos muito caro. Hospitais, escolas, saneamento básico, tudo se fez. E agora? Essas obras não são eternas, têm que se manter e nós não temos dinheiro. Imprevidentes, os governantes tudo fizeram não calculando que tudo tem que ter manutenção.
Finalmente a fatura chegou e ela é bastante pesada. Deram-nos asas para subir, mas não nos deram sustento para as manter abertas e assim caímos a pique.
Carlos A.Borges Simão
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Há uma nova sondagem
Agradecia que todos os estimáveis visitantes manifestassem a sua opinião.
É rápido.
Basta ir ao fundo da página e colocar as cruzes onde achar que as deve pôr.
A sondagem intitula-se: "Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal"
É rápido.
Basta ir ao fundo da página e colocar as cruzes onde achar que as deve pôr.
A sondagem intitula-se: "Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal"
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Redução do número de deputados JÁ
Mais de 20 mil portugueses exigem a redução imediata do número de deputados no Parlamento "por razões morais e financeiras", através de uma petição on-line que terá de ser debatida na própria Assembleia.
Lançada no início deste mês, a petição "A favor da redução do número de deputados na Assembleia da República de 230 para 180" conta já com perto de 20 mil signatários, entre eles o fiscalista Medina Carreira.
No texto de enquadramento da petição pode ler-se a dúvida que subjaz a esta exigência: "Sabendo à partida que a lei prevê a possibilidade desse número [de deputados] ser entre 180 e 230 membros, afigura-se difícil compreender aos olhos da razoabilidade a razão da opção recair sobre o número máximo possível (230) e não sobre o valor mínimo possível (180), ou sequer sobre um valor intermédio possível (ex. 200)".
O promotor da petição, um professor universitário do Porto, sublinha o "ridículo" de "imaginar que com mais um deputado na Assembleia entraríamos em violação da Constituição".
As justificações para esta exigência são de natureza moral, ética e económica.
Nos planos moral e ético, por "não fazer sentido" a quantidade de pessoas "naquelas bancadas para não fazerem nada ou quase nada", pois se "há excelentes profissionais que se esforçam todos os dias por servir o país da melhor maneira que podem", a maioria delas só está lá para levantar o braço quando é necessário".
No plano económico, Vítor Joaquim lembrou as dezenas de milhões de euros que o Estado pouparia por ano com menos deputados no Parlamento nacional.
Esta foi uma iniciativa espontânea, totalmente independente de qualquer linha partidária, salientou, explicando que a mesma se prendeu "basicamente com um sentir, cada vez mais intenso, de desconforto face à forma como os deputados e os partidos se comportam, tanto na Assembleia da República como fora dela".
A petição nasceu de um grupo no Facebook criado por Vítor Joaquim - "A favor da REDUÇÃO DE DEPUTADOS na Assembleia da República, JÁ!" - com a intenção de promover a discussão e a divulgação da ideia.
A intenção é levar a petição a discussão na Assembleia da República, o que por lei é obrigatório para todas as petições que reúnam mais de quatro mil assinaturas.
Contando até ao momento com cerca de 20 mil assinaturas, esta petição é a "mais activa" de todas as alojadas em "petiçaopublica.com" e "uma das petições nacionais com maior número de signatários", afirmou.
A petição continuará a circular pela Internet e a recolher assinaturas durante mais algum tempo, "como uma bola de neve que não parará facilmente", para ser depois entregue na Assembleia da República.
Fonte: aqui
Lançada no início deste mês, a petição "A favor da redução do número de deputados na Assembleia da República de 230 para 180" conta já com perto de 20 mil signatários, entre eles o fiscalista Medina Carreira.
No texto de enquadramento da petição pode ler-se a dúvida que subjaz a esta exigência: "Sabendo à partida que a lei prevê a possibilidade desse número [de deputados] ser entre 180 e 230 membros, afigura-se difícil compreender aos olhos da razoabilidade a razão da opção recair sobre o número máximo possível (230) e não sobre o valor mínimo possível (180), ou sequer sobre um valor intermédio possível (ex. 200)".
O promotor da petição, um professor universitário do Porto, sublinha o "ridículo" de "imaginar que com mais um deputado na Assembleia entraríamos em violação da Constituição".
As justificações para esta exigência são de natureza moral, ética e económica.
Nos planos moral e ético, por "não fazer sentido" a quantidade de pessoas "naquelas bancadas para não fazerem nada ou quase nada", pois se "há excelentes profissionais que se esforçam todos os dias por servir o país da melhor maneira que podem", a maioria delas só está lá para levantar o braço quando é necessário".
No plano económico, Vítor Joaquim lembrou as dezenas de milhões de euros que o Estado pouparia por ano com menos deputados no Parlamento nacional.
Esta foi uma iniciativa espontânea, totalmente independente de qualquer linha partidária, salientou, explicando que a mesma se prendeu "basicamente com um sentir, cada vez mais intenso, de desconforto face à forma como os deputados e os partidos se comportam, tanto na Assembleia da República como fora dela".
A petição nasceu de um grupo no Facebook criado por Vítor Joaquim - "A favor da REDUÇÃO DE DEPUTADOS na Assembleia da República, JÁ!" - com a intenção de promover a discussão e a divulgação da ideia.
A intenção é levar a petição a discussão na Assembleia da República, o que por lei é obrigatório para todas as petições que reúnam mais de quatro mil assinaturas.
Contando até ao momento com cerca de 20 mil assinaturas, esta petição é a "mais activa" de todas as alojadas em "petiçaopublica.com" e "uma das petições nacionais com maior número de signatários", afirmou.
A petição continuará a circular pela Internet e a recolher assinaturas durante mais algum tempo, "como uma bola de neve que não parará facilmente", para ser depois entregue na Assembleia da República.
Fonte: aqui
Muita parra e pouca uva...
Há um ditado que diz que "o português não se quer afortunado ao princípio", embora haja outro que refere que "candeia que vai à frente alumia duas vezes."
O Porto começou bem, praticou bom futebol. Atingiu o auge com os célebres 5-0 ao Benfica.
Mas a partir daí têm-se sucedido exibições menos conseguidas, derrotas inesperadas (em casa com o Nacional) e empates imprevistos (Gil Vicente). Claro que no meio disto tudo, apareceu uma ou outra exibição bem satisfatória.
Na noite desta quarta-feira, perdeu - e perdeu bem - em casa com o Benfica por 0-2.
Estão a aparecer erros infantis na defesa e insistências em jogadores que se têm fartado de cometer asneiras (Maicon). Por sinal, nem foi pelo lado esquerdo que o Porto mais água meteu, embora os dois defesas esquerdos estejam lesionados.
Depois o Porto não tem um ponta-de-lança à altura de substituir Falcão. Nos jogos menos complicados, Hulk lá vai fazendo de ponta-de-lança, mas quando a coisa pia mais fino é o que se viu ...
Guarin e Rúben Micael, que na 2ª volta do ano passado tão importantes foram para a série de jogos vitoriosos do Porto, estão no banco...
Há muito que o técnico do Porto anda a falar na subida de forma do Benfica. Sinal de medo? Talvez seja a hora de Villas-Boas falar menos, criticar menos os assobios e as críticas desfavoráveis da comunicação social e trabalhar muito mais a equipa. Não percebo como uma defesa que no no início esteve à altura, tem vindo agora a cometer uma série de fífias comprometedoras...
A taça da Liga já se foi. A Taça de Portugal está comprometidíssima. E, ou o Porto volta a ser o Porto do princípio da época, ou na Europa cairá cedo...
Certo que no campeonato leva uma vantagem confortável, mas não pode dormir à sombra da bananeira para não lhe acontecer como a lebre que foi ultrapassada pela tartaruga...
Bom, mas para quem queria ganhar tudo...
O Porto começou bem, praticou bom futebol. Atingiu o auge com os célebres 5-0 ao Benfica.
Mas a partir daí têm-se sucedido exibições menos conseguidas, derrotas inesperadas (em casa com o Nacional) e empates imprevistos (Gil Vicente). Claro que no meio disto tudo, apareceu uma ou outra exibição bem satisfatória.
Na noite desta quarta-feira, perdeu - e perdeu bem - em casa com o Benfica por 0-2.
Estão a aparecer erros infantis na defesa e insistências em jogadores que se têm fartado de cometer asneiras (Maicon). Por sinal, nem foi pelo lado esquerdo que o Porto mais água meteu, embora os dois defesas esquerdos estejam lesionados.
Depois o Porto não tem um ponta-de-lança à altura de substituir Falcão. Nos jogos menos complicados, Hulk lá vai fazendo de ponta-de-lança, mas quando a coisa pia mais fino é o que se viu ...
Guarin e Rúben Micael, que na 2ª volta do ano passado tão importantes foram para a série de jogos vitoriosos do Porto, estão no banco...
Há muito que o técnico do Porto anda a falar na subida de forma do Benfica. Sinal de medo? Talvez seja a hora de Villas-Boas falar menos, criticar menos os assobios e as críticas desfavoráveis da comunicação social e trabalhar muito mais a equipa. Não percebo como uma defesa que no no início esteve à altura, tem vindo agora a cometer uma série de fífias comprometedoras...
A taça da Liga já se foi. A Taça de Portugal está comprometidíssima. E, ou o Porto volta a ser o Porto do princípio da época, ou na Europa cairá cedo...
Certo que no campeonato leva uma vantagem confortável, mas não pode dormir à sombra da bananeira para não lhe acontecer como a lebre que foi ultrapassada pela tartaruga...
Bom, mas para quem queria ganhar tudo...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
E o Sérgio surpreendeu! OH! Se surpreendeu!...
O Sérgio tem 11 anos e anda no 6º ano.
Meio do primeiro período. Começaram a chegar os testes com classificações baixas e algumas mesmo negativas. Como se isso não bastasse, o pai, encarregado de educação, é chamado à escola por causa do comportamento do filho, e mais do que uma vez.
A directora de turma, que é a mesmo do pretérito ano, não sabe explicar esta mudança de comportamento. O pai e a mãe também não entendem. Há uma boa relação familiar, os filhos sentem-se à-vontade para partilhar, os pais vivem intensamente os problemas dos filhos, sempre se respirou em família um ambiente empático.
Depois de várias e prolongadas conversas e vendo que o comportamento e aproveitamento do Sérgio não melhoraram, os pais partem para medidas mais drásticas. Proibição de usar computador, telemóvel, consolas e essas coisas que fazem as delícias dos mais novos. Resultado: piorou!
Ainda por cima, algo de estranho se passa com o rapaz e que nele nunca fora habitual: alguma fuga para a inverdade, o que minou a confiança dos pais.
Sempre atentos, os pais pensaram e repensaram-se. Concluíram que à radicalização das suas posições respondeu o rapaz com comportamentos igualmente radicais.
Então acharam que, uma vez que o castigo correspondia a maus resultados na escola, o mesmo só duraria durante os dias de aulas. No fim-de-semana o pequeno poderia usar, durante algum tempo, as coisitas de que tanto gostava. E aí começaram a surgir sinais de melhoria por parte do filho...
Quanto à confiança esbatida em virtude de certas inverdades, ele sabe que tem pela frente um desafio constante: voltar a conquistar a total confiança paterna e materna. Reconheceu que errou e sente-se que ele sente necessidade de calcorrear o caminho íngreme da confiança que abalroou.
Não é fácil a vida dos pais hoje. Tantos deles com uma vida profissional cada vez mais exigente que lhes retira tempo e disponibilidade interior para os filhos e para eles mesmos. Depois cada filho é um caso, para cada um é preciso escolher o melhor método de actuar. E nem sempre é fácil...
A vida de uma criança e de um jovem não é linear. Quando menos espera, lá surge um caso, uma situação para que é preciso encontrar solução, um imprevisto, um desafio...
Razão, paixão e encantamento têm de se conjugar. E os pais não são deuses...
Meio do primeiro período. Começaram a chegar os testes com classificações baixas e algumas mesmo negativas. Como se isso não bastasse, o pai, encarregado de educação, é chamado à escola por causa do comportamento do filho, e mais do que uma vez.
A directora de turma, que é a mesmo do pretérito ano, não sabe explicar esta mudança de comportamento. O pai e a mãe também não entendem. Há uma boa relação familiar, os filhos sentem-se à-vontade para partilhar, os pais vivem intensamente os problemas dos filhos, sempre se respirou em família um ambiente empático.
Depois de várias e prolongadas conversas e vendo que o comportamento e aproveitamento do Sérgio não melhoraram, os pais partem para medidas mais drásticas. Proibição de usar computador, telemóvel, consolas e essas coisas que fazem as delícias dos mais novos. Resultado: piorou!
Ainda por cima, algo de estranho se passa com o rapaz e que nele nunca fora habitual: alguma fuga para a inverdade, o que minou a confiança dos pais.
Sempre atentos, os pais pensaram e repensaram-se. Concluíram que à radicalização das suas posições respondeu o rapaz com comportamentos igualmente radicais.
Então acharam que, uma vez que o castigo correspondia a maus resultados na escola, o mesmo só duraria durante os dias de aulas. No fim-de-semana o pequeno poderia usar, durante algum tempo, as coisitas de que tanto gostava. E aí começaram a surgir sinais de melhoria por parte do filho...
Quanto à confiança esbatida em virtude de certas inverdades, ele sabe que tem pela frente um desafio constante: voltar a conquistar a total confiança paterna e materna. Reconheceu que errou e sente-se que ele sente necessidade de calcorrear o caminho íngreme da confiança que abalroou.
Não é fácil a vida dos pais hoje. Tantos deles com uma vida profissional cada vez mais exigente que lhes retira tempo e disponibilidade interior para os filhos e para eles mesmos. Depois cada filho é um caso, para cada um é preciso escolher o melhor método de actuar. E nem sempre é fácil...
A vida de uma criança e de um jovem não é linear. Quando menos espera, lá surge um caso, uma situação para que é preciso encontrar solução, um imprevisto, um desafio...
Razão, paixão e encantamento têm de se conjugar. E os pais não são deuses...
Que pensa dos jovens actuais?
Resultados da sondagem:
- São uma geração mimada, egocêntrica e prepotente. | 35% |
- São rebeldes, e não respeitam ninguém. | 15% |
- Não têm valores. | 20% |
- São jovens como os jovens de outros tempos. | 40% |
- São autênticos e generosos. | 10% |
- São uma geração carente de afectos. | 20% |
- Mostram alergia a qualquer esforço, querem tudo feito. | 15% |
- São criativos e inventivos. | 20% |
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
SEM DESOBEDIÊNCIA, A TIRANIA CONTINUAVA
O poder resiste, mas o povo insiste (Egipto).
E há arquétipos que vão caindo, porque, se não tombassem, era um bem maior que se eclipsava: a justiça e a liberdade.
O povo está a desobedecer a ordens superiores e a pulverizar uma ordem, toda ela, injusta.
É muito reconfortante ver uma nação inteira a guiar-se por um imperativo de consciência comum.
Como refere Stéphane Hessel, «a legitimidade dos valores é mais importante que a legalidade do Estado».
Faz falta, entre nós, quem se assuma à altura dos tempos. É perigosa e muito perturbadora esta anemia do pensamento. Alguém (um líder, um ídole ou simplesmente uma corrente) decide e todos seguem, todos entram na onda.
Andamos amestrados, deixamo-nos carneirizar. Paulo Nozolino lastima esta nossa «incapacidade de pensar». A cabeça das pessoas «está cada vez pior».
Apenas gritamos. E somente quando em causa está o que é nosso. O grande problema - nota Nozolino - «é nunca nos pormos nos pés dos outros».
Olhemos para a África.
Fonte:
http://theosfera.blogs.sapo.pt/Socialistas católicos querem novo referendo do aborto
No quarto aniversário do referendo e na véspera do Fórum Novas Fronteiras, que tem início a 12 de Fevereiro, os socialistas católicos lançam uma campanha para nova ida às urnas. Armado com dez mil folhetos e autocolantes e dois mil cartazes, o Movimento Socialistas Católicos tentará sensibilizar a opinião pública para a convocação de um nova consulta popular sobre o aborto, marcando o quarto aniversário da despenalização.
Cláudio Anaia, líder do grupo de 70 militantes do PS diz que «há novos argumentos para pedir um novo referendo». Numa altura em que «se corta nos abonos de família», a lei isenta de taxas moderadoras as mulheres que abortam e concede-lhes licenças até 30 dias.
Este grupo pró-vida sublinha ainda que o número de interrupções legais da gravidez tem continuado a subir, quando «já devia ter começado a decrescer». Mas, desde 2007, todos os anos o número de abortos nos hospitais tem subido, notam.
Os Socialistas Católicos defendem o referendo com a expectativa de que «o aborto deixe de ser um negócio e que o Estado deixe de o financiar». O financiamento deve ser canalizado «para associações pró-vida».
Cláudio Anaia gostaria de estar representado «com uma moção» no congresso do PS que vai realizar-se em Abril, mas não alimenta muitas esperanças. «As intervenções são controladas, os congressos são feiras de vaidades», diz ao SOL.
Daí a intervenção em paralelo que ocorre em Lisboa, Porto, Coimbra e Setúbal, no mesmo fim-de-semana em que José Sócrates realiza a convenção Novas Fronteiras.
Fonte: aqui
Cláudio Anaia, líder do grupo de 70 militantes do PS diz que «há novos argumentos para pedir um novo referendo». Numa altura em que «se corta nos abonos de família», a lei isenta de taxas moderadoras as mulheres que abortam e concede-lhes licenças até 30 dias.
Este grupo pró-vida sublinha ainda que o número de interrupções legais da gravidez tem continuado a subir, quando «já devia ter começado a decrescer». Mas, desde 2007, todos os anos o número de abortos nos hospitais tem subido, notam.
Os Socialistas Católicos defendem o referendo com a expectativa de que «o aborto deixe de ser um negócio e que o Estado deixe de o financiar». O financiamento deve ser canalizado «para associações pró-vida».
Cláudio Anaia gostaria de estar representado «com uma moção» no congresso do PS que vai realizar-se em Abril, mas não alimenta muitas esperanças. «As intervenções são controladas, os congressos são feiras de vaidades», diz ao SOL.
Daí a intervenção em paralelo que ocorre em Lisboa, Porto, Coimbra e Setúbal, no mesmo fim-de-semana em que José Sócrates realiza a convenção Novas Fronteiras.
Fonte: aqui
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Centro Paroquial Santa Helena da Cruz em andamento
Segundo informações técnicas, dentro de semanas o edifício já terá telhado. As obras decorrem normalmente como se pode comprovar pela foto hoje tirada.
O edifício contíguo à casa, dentro de uma semana, levará a placa.
Este é o maior desafio, a nível de obras, que a paróquia tarouquense enfrenta depois que os nossos antepassados, há 7 séculos, edificaram a Igreja Matriz.
Um obrigado sentido a todas as pessoas que nos têm feito chegar a sua contribuição.
A grande maioria ainda o não fez, mas certamente o fará. Quem não poder dar o que pretende de uma vez, pode fazê-lo por fases, sem qualquer problema.
Todos o sabemos, dar para uma obra desta não é o mesmo que dar para uma festa ou uma associação. Trata-se de uma obra de muitos milhares...
Veja mais aqui
O edifício contíguo à casa, dentro de uma semana, levará a placa.
Este é o maior desafio, a nível de obras, que a paróquia tarouquense enfrenta depois que os nossos antepassados, há 7 séculos, edificaram a Igreja Matriz.
Um obrigado sentido a todas as pessoas que nos têm feito chegar a sua contribuição.
A grande maioria ainda o não fez, mas certamente o fará. Quem não poder dar o que pretende de uma vez, pode fazê-lo por fases, sem qualquer problema.
Todos o sabemos, dar para uma obra desta não é o mesmo que dar para uma festa ou uma associação. Trata-se de uma obra de muitos milhares...
Veja mais aqui
Porque é que não nos manifestamos pelos outros?
Desde a década de 90, deixámos de nos manifestar por ideais. Apenas nos mobilizamos por interesses.
E, mesmo aqui, é por interesses pessoais ou de grupo que saímos para a rua. Daí que as manifestações nos coloquem não tanto ao lado uns dos outros, mas uns contra os outros.
Habitualmente, só nos manifestamos quando as nossas coisas estão em risco. Porque é que não nos manifestamos pelos outros?
Fonte: aqui
E, mesmo aqui, é por interesses pessoais ou de grupo que saímos para a rua. Daí que as manifestações nos coloquem não tanto ao lado uns dos outros, mas uns contra os outros.
Habitualmente, só nos manifestamos quando as nossas coisas estão em risco. Porque é que não nos manifestamos pelos outros?
Fonte: aqui
O regresso à terra
Os centros comerciais tornaram-se os novos coliseus da era moderna. Chegou a altura de se perceber que só há circo quando há palhaços.
Numa época em que é mais fácil encontrar más notícias do que pedras soltas na calçada, não deixa de ser reconfortante constatar que há quem opte por fazer uma viragem de 180 graus na sua vida e tenha sucesso. Não o sucesso dos holofotes, mas o sucesso do prazer de viver e ser útil à sociedade.
Há umas semanas dávamos conta aqui na Tabu de jovens que optaram por se dedicar à agricultura e que se sentem bem nesse papel tão desconsiderado nas últimas décadas. Também nos últimos tempos tenho lido notícias de rodapé em que se revelam histórias de pessoas que trabalhavam no comércio - algumas das quais tinham investido e perdido o dinheiro em lojas de roupa e afins - e que optaram por se dedicar à agricultura biológica.
Historicamente a agricultura foi uma área a que se associava algum descrédito profissional. O estereótipo de trabalho braçal afastava muito boa gente, além de o ramo ser sinónimo de terceiro mundo. Quantas mais pessoas se dedicavam à agricultura, mais se relacionava o país com atraso. Uma sociedade desenvolvida tem de ter a maioria da população fechada em escritórios onde pouco se produz e onde as pessoas, regra geral, são infelizes.
A crise mundial, exceptuando os países emergentes, veio pôr a nu a fraqueza de sociedades que se reviam em enormes centros comerciais onde se consumia tudo e mais alguma coisa, mas onde se adquiria poucos produtos nacionais. A União Europeia, expoente máximo do novo-riquismo, até incentivava os novos aderentes a não produzirem e a ficarem quietos enquanto os enormes subsídios aguentassem as economias. Países como Portugal sofreram desse síndroma e houve como que um êxtase de centros comerciais e de uma fuga dos campos para as cidades.
Cidades que se transformaram num enorme amontoado de cimento com alguns bunkers de luxo onde os mais endinheirados se refugiam. Não me parece utópico que em Portugal se cultive um certo gosto pelo regresso à terra. Dispomos de capacidades muito aceitáveis para investir boa parte dos nossos recursos na agricultura biológica tão em voga nos últimos tempos. Basta pensar no vinho quando o mesmo, tirando duas ou três marcas, não conseguia conquistar as principais mesas do planeta. Hoje tudo é diferente. Apostou-se na renovação das vinhas e nos métodos de cultivo e Portugal não tem é área suficiente para responder às encomendas. Ou melhor: se vários pequenos produtores se unirem na produção de um único vinho, teremos mais hipóteses de conquistar mercados. Na agricultura de mirtilos e afins estará uma boa saída para a crise. Não temos capacidade para investir em quantidade, mas podemos e devemos fazê-lo em qualidade. Em todas as áreas.
Numa época em que é mais fácil encontrar más notícias do que pedras soltas na calçada, não deixa de ser reconfortante constatar que há quem opte por fazer uma viragem de 180 graus na sua vida e tenha sucesso. Não o sucesso dos holofotes, mas o sucesso do prazer de viver e ser útil à sociedade.
Há umas semanas dávamos conta aqui na Tabu de jovens que optaram por se dedicar à agricultura e que se sentem bem nesse papel tão desconsiderado nas últimas décadas. Também nos últimos tempos tenho lido notícias de rodapé em que se revelam histórias de pessoas que trabalhavam no comércio - algumas das quais tinham investido e perdido o dinheiro em lojas de roupa e afins - e que optaram por se dedicar à agricultura biológica.
Historicamente a agricultura foi uma área a que se associava algum descrédito profissional. O estereótipo de trabalho braçal afastava muito boa gente, além de o ramo ser sinónimo de terceiro mundo. Quantas mais pessoas se dedicavam à agricultura, mais se relacionava o país com atraso. Uma sociedade desenvolvida tem de ter a maioria da população fechada em escritórios onde pouco se produz e onde as pessoas, regra geral, são infelizes.
A crise mundial, exceptuando os países emergentes, veio pôr a nu a fraqueza de sociedades que se reviam em enormes centros comerciais onde se consumia tudo e mais alguma coisa, mas onde se adquiria poucos produtos nacionais. A União Europeia, expoente máximo do novo-riquismo, até incentivava os novos aderentes a não produzirem e a ficarem quietos enquanto os enormes subsídios aguentassem as economias. Países como Portugal sofreram desse síndroma e houve como que um êxtase de centros comerciais e de uma fuga dos campos para as cidades.
Cidades que se transformaram num enorme amontoado de cimento com alguns bunkers de luxo onde os mais endinheirados se refugiam. Não me parece utópico que em Portugal se cultive um certo gosto pelo regresso à terra. Dispomos de capacidades muito aceitáveis para investir boa parte dos nossos recursos na agricultura biológica tão em voga nos últimos tempos. Basta pensar no vinho quando o mesmo, tirando duas ou três marcas, não conseguia conquistar as principais mesas do planeta. Hoje tudo é diferente. Apostou-se na renovação das vinhas e nos métodos de cultivo e Portugal não tem é área suficiente para responder às encomendas. Ou melhor: se vários pequenos produtores se unirem na produção de um único vinho, teremos mais hipóteses de conquistar mercados. Na agricultura de mirtilos e afins estará uma boa saída para a crise. Não temos capacidade para investir em quantidade, mas podemos e devemos fazê-lo em qualidade. Em todas as áreas.
Vítor Rainho, in Sol
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