terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Conclusões de um encontro de amigos

Um grupinho de pessoas reuniu-se na noite de hoje. Agradeço a gentileza do convite.
Não nos juntámos para tratar de negócios, para discutir futebol, para falar de aventuras, para um espectáculo... Estivemos juntos para partilhar a amizade, pontos de vista, experiências, boa disposição e projectos de serviço. Foi muito bom.
Penso que posso sintetizar este encontro nos seguintes pontos:
- Como é bom conviver como irmãos! Na simplicidade,  na alegria, no à-vontade respeitoso...
- A pessoa livre segue a sua consciência rectamente formada e não o que os outros dizem...
- Somos cristãos por causa de Cristo. Quando endeusamos pessoas, estamos a enganarmo-nos. Mais tarde ou mais cedo vem a desilusão. "Só a Deus adorarás." Só Cristo vale a aposta total.
- Há pessoas fantásticas que sempre nos surpreendem pela pureza e beleza do  coração. São muitas felizmente.
- Há gente que tem por modo de vida ser "profissional da má língua." Sempre indisponível para qualquer tipo de colaboração porque esgota o tempo a denegrir quem trabalha. É o parasitismo no grau de extrema doença! E é tal a obsessão por "dar à língua" que nem se apercebem muitas vezes do rídiculo em que caem e da ignorância que demonstram.
- Só é falado quem faz alguma coisa pelos outros. Os que vivem em concha, fechados no seu egoísmo e centrados na sua vidinha, desses ninguém fala... Mas ser cristão não será "pegar na cruz de cada dia e segui-l'O"? Fechando na caixa da farinha as qualidades que Deus nos deu, só podemos ser "servos maus, inúteis e preguiçosos".
- É tão bom quando, com humildade, abertura e compreensão, nos abrimos à pluralidade dos sentimentos e de pontos de vista! Só nos enriquecemos e crescemos.
- A esperança comanda a vida. Para lá das nuvens, o Sol continua a brilhar. À luz da ressurreição, nenhuma cruz ou morte tem a última palavra. A esperança vencerá.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Eu comovi-me ao ver este vídeo

Veja-o aqui.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Participei no funeral do Padre Samuel

16 horas deste domingo. Em Cujó, começavam as exéquias fúnebres. O Padre Samuel, natural daquela freguesia, tinha junto dos seus restos mortais o Bispo, imensos sacerdotes, muitos dos seus paroquianos, amigos e conterrânios. Tinha apenas 47 anos, 22 dos quais como sacerdote. Fora encontrado sem vida na manhã da última sexta-feira. Sem que ninguém contasse. Fulminante!
Era pároco de Vilarouco e de outras freguesias do arciprestado de São João da Pesqueira.
Estive presente. O texto que o P.e João António publicou no seu blog, resume muito bem  tudo o que ouvi e vivi.
Aqui deixo o texto

"Por muito ânimo que tentemos acumular no arranque do novo ano, acaba sempre por aparecer uma notícia que nos atinge no mais fundo da alma.

No ano passado, ficámos atordoados com o violento terramoto no Haiti, logo a 12 de Janeiro.

Hoje, 7 de Janeiro, acabo de tomar conhecimento da morte totalmente inopinada (se inopinada pode ser a morte) de um colega e amigo.

O Padre António Samuel Teixeira da Silva tinha apenas 47 anos. Ordenou-se um ano antes de mim.

Eu sei que é trivial dizer isto, mas, neste caso, é mesmo verdade. O Padre Samuel era um homem bom.

Discreto e afável, pautou a sua conduta por uma irrepreensível correcção.

A vida tem uma componente de mistério difícil de aceitar e quase impossível de decifrar.

A interlocução que mantemos com a morte deixa para ela o ponto final. Só não sabemos o momento em que o coloca no texto que é a nossa história.

A eternidade parece ter pressa em receber as pessoas de bem.

Fazem falta num mundo que parece não merecê-los.

Curvo-me, respeitosamente, ante a memória deste colega e amigo.

Estou certo de Deus já o recebeu.

A sua alma está em paz. Porque o Padre Samuel foi sempre um homem de paz."

O PODER DO AMOR

0 irmão Laurence, na obra The Practice of the Presence of God, disse isto:
«Tudo e possível para aquele que acredita; ainda mais para aquele que tem esperança; ainda mais para quem ama; e, sobretudo, para quem pratica estes três actos.»
In SÍNTESE

sábado, 8 de janeiro de 2011

Malucos!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A SUSPEITA VENDE, A SUSPEITA RENDE (e sobre as eleições não parece haver mais nada)

O que está a acontecer, no nosso país, só surpreende quem anda desatento, o que não é susposto acontecer com um cidadão minimamemte informado.

Não obstante, é deveras doloroso acompanhar o que está a acontecer.

As eleições para a presidência da república confirmam uma tendência que, há muito, se vem desenhando e infirmam qualquer vontade de acreditar que, afinal, o melhor ainda é possível.

Os candidatos apresentaram os seus manifestos com ideias e programas.

Contudo, a realidade reduzida à comunicação não se faz eco de qualquer ideia ou programa.

Não há ideias nem programas porque isso (supostamente) não cativa. Sobra a suspeita porque isso (supostamente) atrai.

Estas eleições estão para a política como, por exemplo, O Código da Vinci esteve para a literatura: a suspeita vende, a suspeita rende.

Como é habitual nestes casos, não se procura a globalidade. E desde Aristóteles é sabido que a verdade está na totalidade. O Estagirita dizia, na sua Metafísica, que a verdade era católica. Católico aqui não é confessional (Aristóteles viveu antes de Cristo), mas genuinamente etimológico, no sentido de universal, englobante.

Na suspeita, vale uma parcela, um alvitre. E, como se compreende, se a estratégia é a suspeita, nada melhor que conseguir uma suspeita sobre quem lança suspeita.

A suspeita facilmente conduz à desconstrução. As provas aqui são pouco relevantes. A predisposição parece contar mais.

E não há dúvida de que, hoje em dia, a predisposição para o o boato e o rumor é grande, é total.

A suspeita é tecida sob a forma de veneno letal e servido ao jeito do espectáculo.

Com a suspeita não se pretende questionar ou discordar. Com a suspeita visa-se atingir, denegrir, eliminar (pelo menos, a dignidade).

É só ver o ar impante e superior com que se fala destes assuntos. Esquece-se, porém, que, não raramente, a suspeita lança estilhaços imprevistos e ninguém está livre de apanhar com alguns.

Perturba olhar o olhar feliz de quem tem a última suspeita para apresentar. E como se faz moralismo para os outros.

O pior é que as novas gerações, ao entrarem na vida pública, já sabem com o que contam. Suspeitar de alguém é considerado mais aliciante que propor algo ou, legitimamente, criticar alguma coisa.

Nietzsche, Marx e Freud foram apontados como os mestres da suspeita. Em planos diferentes, têm discípulos que lhes levam a palma na perfídia e na astúcia.

Confesso que nada disto entusiasma. Todos acabamos por replicar aquilo que contestamos.

A comunicação social, que podia (e devia) exercer um papel terapêutico, parece excitar-se com tudo isto. Parece mesmo (sobre)viver bem neste território lamacento.

Até aposto em como a entrevista desta noite com mais um candidato vai andar em torno deste (penoso e já entediante) tema.

Custa viver num tempo assim. A honra é muito importante. A política é muito nobre.

Há quem me tenha alertado, desde há muito, para o facto de acreditar naquilo que não existe. Tem razão. O problema é que naquilo que existe é que não posso mesmo acreditar.

Apesar de tudo, creio que uma revolução silenciosa está a fermentar. A longo prazo, dará os seus frutos.

O bem não se compadece com pressas. É pena. Mas parece que é assim.
Texto retirado  DESTE blog

EXPLICACIÓN DE LA CRISIS

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ENCONTRO DE LEIGOS DO ARCIPRESTADO DE TAROUCA

“Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal” 

 Dia 16 de Janeiro, pelas 15 horas, no salão da Junta de Freguesia de Dalvares. Leigos das várias paróquias do arciprestado Tarouquense vão encontrar-se.
Pela Paróquia de Tarouca, estarão as pessoas sugeridas pelo Conselho Pastoral Paroquial.

O projecto “Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal” está agora confiado à reflexão dos órgãos de corresponsabilidade das comunidades cristãs, das congregações religiosas, dos institutos seculares, dos movimentos, paróquias, arciprestados, grupos e associações eclesiais. Trata-se de darmos todos as mãos, de nos pormos todos à escuta do que o Espírito diz à Igreja neste momento da história, para um novo despertar de uma fé cansada e para readquirir um nova vitalidade em ordem à renovação e reorganização das nossas comunidades e à ousadia de novos dinamismos da missão, do testemunho do Evangelho numa sociedade plural e em mudança." (D. António Marto)

O projecto “Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal”coloca duas questões a todos nós:

1 - Que vês na noite da sociedade em que vives? Quais os sinais de Deus e os desafios para a tua missão? O que podem os cristão oferecer, a nível espiritual e humano? (Leitura de Fé dos sinais de Deus na sociedade)

2 - Qual a nova maneira de ser Igreja nos dias de hoje? Que caminhos pastorais a seguir? (Sinais e indicadores do Espírito Santo na vida da Igreja)

1.- Leitura de Fé dos sinais de Deus na sociedade

a) - Tendo em conta a identidade e missão da Igreja, o que é que sentimos como inquietação e preocupação na sociedade em que vivemos e nas perspectivas da sua evolução?
b) - Que sinais de Deus reconhecemos na sociedade em que vivemos?
c) - Que desafios coloca a sociedade de hoje em relação à missão da Igreja?
d) - O que é que verdadeiramente precisam as pessoas de hoje, a nível espiritual e humano?
e) - O que é que a Igreja (nós como Igreja) pode (é chamada a) oferecer a esta sociedade?

2.- Sinais e indicadores do Espírito Santo na vida da Igreja
a) - Ao olhar a Igreja que somos (paróquia / diocese... Portugal...) o que é que nos parecem ser as principais carências quanto à vida crista e quanto à missão da Igreja (missão evangelizadora da Igreja)?
b) - Ao olhar a Igreja que somos (paróquia / diocese... Portugal...) o que a que nos parecem ser as principais mais-valias (valores) quanto a vivência cristã e quanto à acção evangelizadora da Igreja?
c) - Nas nossas paróquias, na nossa diocese (e na Igreja em Portugal e no mundo) que experiências pastorais, carismas, movimentos, dinamismos reconhecemos (conhecemos) como indicativos de uma nova maneira de ser Igreja e de um estilo de vida cristã mais fiel ao Evangelho?
d) - Que caminhos pastorais deve tomar a Igreja como prioridade para viver e testemunhar a Boa Nova de Jesus Cristo, na fidelidade ao Espírito?

Uma boa ajuda para a reflexão antes do encontro é um texto de Rui Vieira, publicado no Fórum Paróquias de Portugal. Pode vê-lo AQUI.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O problema não está nos políticos. Está nos portugueses!

Querer é poder

Há coisas em que é difícil acreditar. Mas estão tão bem fundamentadas que ninguém as pode desmentir. É o caso de Glenn V.Cunningham, um grande atleta americano. Chegou a ser o corredor mais rápido do mundo na corrida de uma milha. E conquistou a medalha de prata na categoria 1500 metros, nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, para além de muitas outra provas.
Com apenas oito anos de idade, oferecera-se para acender durante o inverno a lareira que aquecia a sala de aulas.
Certa manhã, quando chegaram a professora e os meninos, a escola estava em chamas. O garoto foi retirado inconsciente do prédio. Mais morto do que vivo. Toda a parte inferior de seu corpo estava cheia de queimaduras sérias.
Na cama do hospital, pôde ouvir o médico a dizer a sua mãe que ele tinha poucas chances de viver e decerto nunca mais andaria.
Mas o corajoso rapaz tanto lutou que não só se curou como começou a mover as pernas. Certo dia, a mãe o colocou na cadeira de rodas e o levou para o quintal, para tomar sol.
Ele ficou ali, olhando a cerca, a poucos metros. Então, se jogou no chão e se arrastou pelo chão, até a cerca.
Com esforço imenso agarrou-se à cerca e levantou-se. Começou a arrastar-se, estaca após estaca, ao redor do quintal. Estava decidido a andar. Fez isso em todos os outros dias, até ter aplainado um caminho junto à cerca. Ele queria andar. E andaria. Daria vida outra vez àquelas pernas. Por fim, depois de massagens diárias e muita determinação, ele conseguiu a habilidade de ficar de pé, depois dar uns passos, embora vacilantes. Finalmente, caminhar. Depois, correr.
Começou a andar até à escola. Depois, decidiu que iria correr como os outros. Pelo simples prazer de correr.
Muitos anos depois, já na faculdade, ele entrou para a equipe de atletismo. E como ficou dito atrás muitas vezes conseguiu vencer as provas.
Este é um bom exemplo para todos os que sofrem provações, as mais inesperadas. Há que não desanimar. E lutar. Com persistência. Querer é poder. Por isso, quem luta acaba por vencer.

In O Amigo do Povo

Palavra merecida e sentida

Fazes hoje 80 anos. Parabéns, pai!
Apesar dos problemas de "ossos" e de algumas maleitas devidas à idade que o levaram no Verão passado a ficar ficar internado no Hospital pela primeira vez na vida, está óptimo mentalmente.
É o 'patriarca' da família que sabe manter unida, tanto pelo silêncio como pela palavra oportuna  ou pela devida chamada de atenção.
Meu pai é uma pessoa sem vícios. Sempre o conheci assim. O único "vício" que sempre lhe conheci foi viver para os filhos.
Aprecio-lhe a imensa paciência que revela com os 9 netos que são o seu encantamento.
Sem ter feito sequer a 4ª classe, é um livro aberto, um computador do último grito. Uma memória privilegiada. Os eventos, as pessoas, as datas, os pormenores, o colorido da linguagem... Nada lhe escapa.
 Que pena não aparecer um historiador local ou um sociólogo a aproveitar tão belo manancial de dados!

Por tudo e por tanto, obrigado, pai!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Comunicação Social Portuguesa, "por qué te callas"?

Em 3 de Janeiro de 2011, na Praça Colon, em Madrid, foi celebrada uma Missa, na qual participaram, segundo os meios de informação espanhóis, um milhão de pessoas. A iniciativa, que se repete pela quarta vez, teve como tema A família cristã, esperança para a Europa, e foi promovida pela Diocese de Madrid.

Repito: participaram um milhão de pessoas! (E isto, usando como fonte um jornal nada católico como o El País).

E, no entanto, nos meios de comunicação social cá do burgo, nem uma referência, nem uma palavra. Se fosse um concerto de música, ou um jogo de futebol (o último jogo entre Barcelona e Real Madrid teve apenas 90 mil espectadores ao vivo), teríamos tido direito a directos, várias reportagens ao longo de mais de um dia.
 Fonte: aqui

Frases de início de ano...

*Parafraseando a célebre recomendação de Kennedy: «Não perguntes apenas ao mundo o que pode fazer por ti; pergunta sobretudo a ti o que podes fazer pelo mundo».
Dostoiévski  alertava: «Prometer uma mudança, no fundo, resume-se a mentir, por mais respeitável que seja quem promete».

*Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus,  fazia a recomendação dos três p’s.
 Dizia o que os propósitos devem ser poucos, pequenos e possíveis.

*Sebastião da Gama percebeu  muito bem o Evangelho quando escreveu: «Tenho muito que fazer? Não. Tenho muito que amar».

*Aquilo que esperas vai acontecer. Não saberemos quando, mas vai acontecer. «A esperança espanta o próprio Deus», como dizia Péguy. Portanto, ela vai, uma vez mais, surpreender.

*Deus é a resposta àquilo que nos preocupa de forma última: o porquê e o para quê. Ele é, por isso, a origem primeira e o fim definitivo de tudo quanto existe.

*Deus não é uma mera explicação do que existe. Ele é, sobretudo, a fonte de transformação da existência.
Com base neste  blog.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ecos da Quadra Natalícia

Não esqueço a minha terra
Disse-me que saiu daqui muito novo para trabalhar em Lisboa. Repisou que têm sido os princípios, valores e educação que recebeu na família a comandar a sua vida e que procura transmitir aos filhos. Comentou com alguma nostalgia no rosto que abandonou a prática cristã e que já nem se lembrava da última vez que rezou. Afirmou que não casara pela Igreja nem baptizara os filhos apesar da pressão em contrário de seus pais e família. "Se eu abandonei a religião, por que razão havia de a impor aos meus filhos? Agora que já são maiores de idade, eles que escolham que eu respeito". justificou-se.
Quis falar comigo para  transmitir uma palavra de incentivo  em relação ao Centro Paroquial. Deixou a sua oferta para as obras com a promessa que, daqui a uns meses, voltaria a contribuir, pois a crise não lhe possibilitava dar de uma vez aquilo que ele queria oferecer. E acrescentou com convicção: " Pobre passarinho que esquece o seu ninho! Eu não esqueço a minha terra e tudo o que seja para o progresso e para melhorar as condições de vida das pessoas tem sempre o meu apoio."

Foi o presépio mais lindo da minha vida!
Já perto do Natal, apareceu-me ao fim de uma Eucaristia semanal. e lança-me de rajada o desafio: "O senhor quer-me ajudar a fazer o presépio?" Perante o meu ar de estranheza, logo acrescentou: "Conhece fulano?"
Eu conhecia. Então contou-me a história. Nascera esse homem de uma aventura extra-namoro de seu pai. A rapariga com quem namorava e veio a casar soube da situação, mas nunca acolheu o  pequeno em casa nem sequer permitiu que os dois filhos nascidos do casamento falassem ou convivessem com o meio-irmão.
A vida foi andando, o rapaz foi para longe e por lá constituiu família. Quer durante a vida do pai quer após o falecimento deste, nunca deixou  de visitar o torrão natal sempre que podia, alimentando a esperança de que fosse possível vir a estabelecer relações de amizade com a madrasta e os irmãos. Mas da parte destes nunca encontrara qualquer porta aberta, pelo contrário...
Tinha vindo passar a quadra natalícia com a esposa e confidenciara à pessoa que me falou o sofrimento que lhe causava sentir-se afastado dos irmãos. Que a única prenda que queria no Natal era poder abraçá-los.
Reflectimos os dois, estudámos a melhor forma de actuar sem ferir susceptibilidades e traçámos o plano. À pessoa coube a fatia de leão na tentativa de resolução deste caso por motivos para ambos evidentes.
Um dia, na semana após o Natal, a mesma pessoa encontrou-me e exclamou: "O presépio ficou lindo de morrer! Foi o presépio mais lindo da minha vida!" E explicou, envolvida num sorriso enorme, que o nosso plano dera certo. Que os três irmãos haviam falado, abraçaram-se, ficaram loucos de contentamento e haviam consoado todos juntos.

É isso. Faltam faróis no mar encapelado dos preconceitos, dos respeitos humanos, de velhos orgulhos, de indiferenças, de feridas por cicatrizar.
Quem quer ajudar a aproximar pessoas, abatendo barreiras? Faltam braços e abraços de paz...

sábado, 1 de janeiro de 2011

Análise do Ano 2010

Com pessoas do povo, figuras públicas, emigrantes, jornalistas e comentadores da SIC, faça a sua análise do Ano de 2010.

Veja aqui: AQUI

'As dificuldades não vão desaparecer'

O Presidente da República pediu hoje firmeza no combate ao desemprego e à pobreza em 2011, ano em que «as dificuldades não irão desaparecer», e apelou à união, porque os sacrifícios têm de ser repartidos «sem excepções ou privilégios». «Considero essencial que 2011 fique marcado pela firmeza no combate ao desemprego e à pobreza», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo, transmitida esta noite.
Sublinhando que seria «faltar à verdade» afirmar que as dificuldades que o país atravessa «irão desaparecer no ano que agora começa», Cavaco Silva voltou a repetir o apelo à união dos portugueses.
«A coesão social é um elemento-chave da coesão nacional. É imprescindível que estejamos unidos para enfrentar as dificuldades que atravessamos e que, repito, não irão desaparecer em 2011», declarou, considerando que «é sobretudo nos tempos mais adversos que os sacrifícios têm de ser repartidos de uma forma justa por todos sem excepções ou privilégios».
Pois, acrescentou, com mais de 600 mil desempregados, o «recrudescimento da pobreza a níveis que são intoleráveis» e a exclusão com que somos confrontados, «pretender fugir aos sacrifícios é uma atitude que não se coaduna nem com os mais elementares princípios da ética republicana, nem com o valor fundamental da coesão social».
Na mensagem de Ano Novo, o Presidente da República fez ainda um breve balanço de 2010, ano em que Portugal «foi confrontado com uma realidade que há muito se desenhava no horizonte», sublinhando que a partir do segundo semestre do ano já ninguém pôde negar a situação de grave crise económica e financeira.
«Aquilo que para alguns era já uma evidência, para a qual na devida altura alertaram os portugueses, foi finalmente reconhecida por todos, a começar pelos decisores políticos», disse, considerando que «não iludir a realidade é um sinal positivo e uma atitude responsável, pois representa o primeiro passo para mudar de rumo e corrigir a trajectória».
O chefe de Estado recordou ainda que 2010 foi o ano em que se comemorou o centenário da República, frisando que «é em democracia que todos aspiramos viver e que ninguém deseja o regresso aos tempos da ditadura».
Além disso, continuou, 2010 foi também o ano em que se comemoraram os 25 anos de adesão às Comunidades Europeias, sustentando que «nenhuma pessoa de bom senso pode questionar» o acerto da opção que foi tomada ao participar no projecto europeu e na moeda única.
Deixando uma nota de optimismo ao frisar estar certo que Portugal poderá «vencer», Cavaco Silva não deixou de lembrar ainda a forma como os portugueses mostraram em 2010 que reconhecem o valor da coesão e da solidariedade, nomeadamente pela forma como apoiaram quem foi afectado os intempéries ou o «exemplar modo» como participaram nas campanhas de recolha de alimentos.
«Um povo com tamanha generosidade dá-nos todas as razões para termos esperança e confiança», referiu, insistindo que os que mais precisam não podem ser deixados para trás.
«A luta para que estes portugueses não sejam abandonados não é monopólio de ninguém, pois constitui responsabilidade de todos», disse, reiterando que caminho do futuro tem de assentar «muito claramente» no aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira, no reforço da competitividade e na redução do endividamento do país.
A terminar a sua mensagem, Cavaco Silva fez votos de um ano de 2011 «feito de trabalho e de paz, um ano feito de esperança»
In Sol

2011: O ano de todos os apertos


Com mais impostos, menores salários e preços mais altos, os portugueses vão ter menos dinheiro para gastar ou poupar.
Saiba todos os aumentos que vão afectar os portugueses aqui.